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06/08/2017 às 10h45

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Vamos usar media training?


Penso que media training é uma ferramenta importante em qualquer assessoria de imprensa.

Lembro-me bem que certa feita, ao sugerir a um assessorado a convocação de uma coletiva à imprensa, ele me confessou que não se sentia preparado para encarar ao vivo jornalistas, câmeras e perguntas de toda ordem, vindas praticamente numa mesma velocidade. Apesar de eu o ter tranquilizado de que ele não seria jogado aos leões, que seria bem preparado e as peguntas organizadas, ainda assim a fala dele nesse caso saiu através de nota oficial.

Não basta o assessorado dominar o assunto e esse é o preceito básico para qualquer contato com a mídia, mas, sobretudo, além do conhecimento, ele deve apresentar segurança pessoal e convencimento dos argumentos expostos. Numa entrevista a uma emissora de televisão, principalmente ao vivo, deve-se levar em conta respostas curtas, objetivas, claras e satisfatórias aos questionamentos.

Há quem diga que numa entrevista ao vivo, o entrevistado pode dizer o que quer, ignorar a pergunta e fazer seu discurso. Não é verdade, passa arrogância, desagrada ao jornalista e não responde à pauta. Essa tática de enrolar o público não deixa ninguém confortável, muito menos o entrevistado, por isso que o assessorado deve ser treinado para falar com a imprensa apenas por profissionais de comunicação.

Na prática, uma coisa é a tese de que todo mundo entende um pouco de comunicação, outra, é que só profissionais de comunicação entendem de imprensa.

Mas, enfim, vamos detalhar o que é media training.

Para se relacionar com a mídia é imprescindível conhecer e entender como ela funciona, a dinâmica de produção e os aspectos inerentes ao jornalismo. Nem sempre esse contato é fácil ou o assessorado ou seu porta-voz estão preparados para lidar com a imprensa. Mais do que dominar o assunto a ser falado, o entrevistado deve saber técnicas para uma entrevista e o dia a dia da imprensa para facilitar o seu contato com a mídia.

O primeiro passo para entender essa técnica é observar que não é qualquer pessoa que pode responder em nome do assessorado, seja em entrevistas rotineiras e, ainda pior, em momentos de crise. É preciso selecionar previamente porta-vozes para representá-lo e prepará-los igualmente para o relacionamento com a imprensa. E esta preparação só se faz com o treinamento prévio, que engloba vários aspectos da comunicação e oferece maior conhecimento de como funciona o jornalismo, as artimanhas dos repórteres, as características de cada veículo, as técnicas para conceder uma boa entrevista.

Há aqui em Alagoas várias empresas de comunicação que oferecem com qualidade esse serviço e é bom que as assessorias de imprensa o levem em consideração. Afinal, o desempenho na mídia de um assessorado mostra muito de sua assessoria. 

Em tempo: o meu assessorado que temia o contato com a imprensa vive hoje em rádio, TV e redes sociais, falando com muita competência e conhecimento de causa, no estado dele onde exerce mandato político, depois que conheceu media training e tomou gosto pelo uso do jornalismo na hora certa. 

Uma semana de bem para todos nós.


Em Pauta por Eliane Aquino

Jornalista, com formação em Direito, já passou por redações de várias empresas de Comunicação em Alagoas e em outros estados brasileiros, onde ocupou cargos de repórter à editora geral e funções públicas; especializou-se (no batente) em jornalismo político e tem prestado assessoria e consultoria na área de comunicação.É editora geral do jornal Painel Alagoas.

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