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Quem teve Teotônio, o Menestrel, como fonte?

28.05.2017 às 00:01
Reprodução

Pois, então.

No jornalismo, há fontes que enriquecem as informações com dados primorosos. Por onde eu andei pelo Brasil a fora, na maioria da vezes fazendo reportagens políticas, me vali de muita gente com histórias surpreendentes, com dados exclusivos, com declarações capazes, até, de derrubar poderosos. É fato que uma boa fonte é luxo raríssimo e por isso mesmo tem que ser guardada sob sigilo total.

Penso que o velho Senador Teotônio Vilela, o Menestrel das Alagoas, havia de ser uma dessas excelentes fontes na República dos militares. Ainda hoje, surpreendo-me ao ouvir ou ler fatos protagonizados por ele na política, sobretudo no período em que se largou em peregrinação em defesa de uma Pátria livre e justa.

Os jornalistas mais antigos que eu na profissão, e que conviveram com ele, certamente beberam muito dessa fonte.

E creio que, com Teotônio, nem precisava ter sigilo sobre essa relação.

É que ele, altivo, em tempo de muito cochicho, dizia:

“Só falo em voz alta. Não conspiro. Sou um homem de rua”.

Nas tantas entrevistas dadas por Teotônio e lidas por mim, percebi que perguntas e respostas fluíam com facilidade, como se estivesse ali acontecendo apenas uma conversa franca, entre dois brasileiros. A pauta era apaixonante e Teotônio construía o cenário de esperança em suas palavras, coragem e enfrentamento.

Neste domingo, 28 de maio, celebra-se o centenário de nascimento de Teotônio. Haverá, a partir das 16 horas, na Fundação Teotônio Vilela, em Jaraguá, o lançamento do livro “Senhor República”, da Editora Record, que traz uma biografia política do Menestrel, escrita pelo jornalista Carlos Marchi.

Os Correios também homenageiam o Menestrel com a obliteração de um selo, e o Governo do Estado incluiu a data na programação dos 200 anos de emancipação política de Alagoas.

E, assim, ainda há muito que se ler e o que se saber sobre o Menestrel.

Nesse tempo de obscuridade política nacional, ouso tirar do grito pacífico de Teotônio, a esperança de todos nós:

“De pé, pelo Brasil”.

Postado por Em Pauta

O dilema e a reação de Lauro Jardim à delação que abalou o país

21.05.2017 às 04:25

Caiu no colo do jornalista Lauro Jardim a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa JBS, que atingiu gravemente o presidente Temer e o senador Aécio Neves. Há, também, farta munição contra Lula, Dilma e mais 1.800 políticos e 20 partidos, numa generosa distribuição de propinas que chegou ao valor de R$ 600 milhões.

O material não estava completo, o jornalista recebera a transcrição dos diálogos envolvendo Temer e Aécio, mas não as gravações. Não tinha como checar que havia de fato aqueles áudios. Mas era pegar ou largar, divulgar, ou perder a ocasião.

Na velocidade da internet, o profissional de imprensa tem que ter raciocínio rápido nesse tipo de decisão.

Lauro Jardim confiou na fonte que lhe entregou o material.

Apostou, e deu certo.

Para quem vazou, estava valendo o bom senso e a credibilidade do jornalista e a importância do espaço do veículo de comunicação, no caso O Globo, onde Jardim mantém seu blog. A notícia foi dada crua, para depois se ir temperando a cada fato novo que surgia, a cada confirmação do Ministério Público Federal e do próprio Supremo Tribunal Federal (STF), a cada reação dos citados.

O assunto agora independe da primeira postagem.

Ganhou vida própria, já afastou um senador da República do mandato, prendeu um procurador federal e colocou a República de Temer de cabeça pra baixo, entre outras consequências.

A Datena, na Rádio Bandeirantes, Jardim revelou seu sentimento no primeiro contato com o material: “fiquei aparvalhado, impressionado, estarrecido”.

Assim é o jornalismo, um dia atrás do outro. E muita adrenalina no meio.

Postado por Em Pauta

Assessor de comunicação controla a pauta?

14.05.2017 às 00:01

Estar numa assessoria de comunicação não significa dizer que o jornalista controla a informação do órgão ou da pessoa com quem trabalha. Informação vaza, voa, muitas vezes nem chega inteira, ou chega distorcida no colo de algum repórter. É o bastante para que a pauta se crie a partir daí, sem nenhuma interferência da assessoria.

O resultado? Só Jesus na causa.

Aprendi que para o bem ou para o mal, a informação de interesse do assessorado deve ser dada por ele à imprensa, e não o contrário. É evidente que da forma correta, com estratégia, visando o melhor canal para isso.

Lembro que, em 1992, quando o delegado federal Wilson Perpétuo era o secretário de segurança de Alagoas, no governo Geraldo Bulhões, eu tive a informação de que havia uma investigação contra ele na Polícia Federal do Paraná. A acusação era contrabando e descaminho de café na época em que ele comandava a PF de Foz de Iguaçu.

Eu era repórter do jornal O Diário, do jornalista e fazedor de jornais Nilton Oliveira.

Fui atrás da história, confirmei, e ao ouvir o governo, soube que o secretário já tinha comunicado a Geraldo Bulhões o fato. Mas o estado manteve silêncio, apostou que a distância não traria a informação até Alagoas.

Claro que foi manchete de capa do jornal, com matérias por pelo menos os próximos cinco ou seis dias, além de ter virado pauta de outros veículos locais e de correspondentes da imprensa nacional. E se o governo tivesse, ele próprio, dado a informação? Com sua versão, seus argumentos, seu tempo e sua história? Teria havido menos danos à imagem do governo e do próprio secretário? 

Cabe ao assessor convencer o assessorado a antecipar o caso à imprensa, estudar qual a melhor forma de comunicar o fato, estar pronto para trabalhar a repercussão e garantir que a agenda negativa se evapore a partir de tal ação. Na agenda positiva, a depender da boa notícia, também cabe ao assessorado ser dele o mérito da informação.

Sobre Wilson Perpétuo, ele e o  Governo passaram dias se justificando à mídia.

Em tempo: Perpétuo foi secretário de Segurança de Alagoas entre agosto de 1991 e junho de 1993. Segundo a imprensa, por indicação de Cláudio Vieira, secretário especial do então presidente Fernando Collor (1990-1992). Acabou condenado e preso por essas e outras acusações pela Justiça Federal, e pelo TCU por desvio de verbas públicas de quando foi secretário de Segurança de Alagoas. 

Postado por Em Pauta

Jornalistas entre os que menos usam Lei de Acesso à Informação

07.05.2017 às 13:08

Segundo dados apresentados pelo ministro Torquato Jardim, do Ministério da Transparência  (CGU), somente 1,2% de demandas por informações públicas feitas nos últimos cinco anos vieram de jornalistas.

Setenta e cinco por cento dos pedidos feitos entre maio de 2012 e 2017 foram deferidos. Em 2012, foram 55 mil pedidos; em 2016, 112 mil; e, até o início de maio deste ano, 41 mil. Destes, 95% vieram de pessoas físicas, 15% de empregados privados e 1,2% de jornalistas, apresentou o ministro, semana passada, no 9º Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, realizado em Brasília.

Ou a imprensa caminha mesmo devagar nesse quesito, ou confia mais em suas fontes do que em números oficiais.

Na segunda opção, o risco está apenas na confiabilidade das fontes, mas é sempre bom checar ou, pelo menos, confrontar as informações conseguidas no paralelo com as que estão divulgadas oficialmente.

Melhor pecar pelo excesso do que pela omissão.

Isso me faz lembrar um fato, quando eu estava na Secretaria de Comunicação do Estado de Alagoas, no governo Teotonio Vilela.

Um repórter me procurou me pedindo uns dados. Eu disse a ele que esses números estavam no Portal da Transparência. Ele me pediu o link e eu passei. Duas horas depois, me ligou e disse que não encontrou o que queria. Eu abri o portal, procurei o que ele me pedira e, por email, passei o link direto para a área solicitada pelo jornalista. Meia hora depois, outra ligação dele.

- Eliane, tô lendo aqui e não estou conseguindo entender. Dá pra você me mandar só os valores que te pedi?

É claro que eu mandei “tudo mastigado”, como se costuma dizer na gíria jornalística, mas matutei, por horas, na frente do portal, aberto no meu computador, qual teria sido a dificuldade do jornalista.

Uma semana de paz&bem para todos nós.

Postado por Em Pauta

Jornalistas, fontes e assessores

30.04.2017 às 00:01

Sobre jornalismo, fontes e assessorias, o que aprendi:

O jornalista não pode confundir fonte com amigo e vice-versa, que não existe off acima da notícia, que assessores devem orientar os seus assessorados que jornalista não é meio, é fim; que o repórter deve preservar a fonte, mas fonte mesmo é aquela em que temos 100% de confiança; que troca de informações entre assessores e jornalistas é um risco que nem sempre vale a pena correr; que repórter deve avaliar bem a informação vinda dos assessores e que assessores devem medir bem a confiabilidade ao passar a informação em off.

Outro dia, entrevistei um político por telefone.

Não nos conhecíamos pessoalmente, tive uma informação sobre ele e fui checar, como manda o bom jornalismo.

 Mesmo sem me conhecer, o homem se danou a falar um monte de asneiras, todas divulgadas entre aspas em minha matéria. Evidente que ele não gostou e, também por telefone, me cobrou “consideração” e queixou-se do que eu escrevi.

 Perguntei se ele contestava as “informações”, ele me respondeu que não, mas que eu o tinha deixado em uma situação “comprometedora” ao revelar o que ele tinha me "confidenciado". E eu lhe disse, com a delicadeza que me é própria (apesar da fúria dele), o que aprendi, tanto como repórter, quanto como assessora:

- Não se fala para um jornalista o que não se quer ver publicado.

E não, ele não me pediu off, mas se tivesse me pedido eu lhe diria que publicaria cada palavra que me foi dita, porque todas eram relevantes para a minha pauta. Teria evitado o telefonema desagradável para nós dois.

Uma boa semana para todos.

Postado por Em Pauta

Certas "coincidências” de pautas no jornalismo alagoano...

23.04.2017 às 00:01

Pelo menos três jornais semanários trouxeram nesse final de semana a mesma pauta, com destaque de Capa com a mesma foto.

O assunto estava em voga?

Não, mas é evidente que o tema daria uma boa matéria investigativa, onde estivesse lá não só a avaliação da apuração do repórter, como também a versão de quem estava sendo acusado. Isso é praxe.

Agora, três jornais – que só saem em um dia da semana - pensarem na mesma pauta, darem o mesmo direcionamento político a ela, e ainda publicarem a mesma foto na Capa, é de se questionar a seriedade de como alguns veículos de comunicação ainda fazem jornalismo aqui em Alagoas.

Em tempo: não, não tinha a versão do acusado; não, não foi uma reportagem investigativa, não havia contextualização do fato; não, o objetivo não foi questionar ou mesmo denunciar em cima de números e opiniões de especialistas sobre o tema, em nenhum dos três semanários.

Ou seja, não passou de um release para servir a algum interesse escuso.

Porque, se fosse sério, quem “plantou” o assunto nesses jornais deveria mostrar a cara e questionar, o próprio, na condição de fonte, o que suspeita ser “ilegal”. Ou então, ser de fato uma matéria com começo, meio e fim.

Caso contrário, é a velha política de se usar o mau jornalismo para tentar desgastar a imagem de alguém.

 Pena que ainda exista quem se proponha a isso.

Em todo caso, há quem acredite em “mera coincidência”. Não ouso contestar. Cada qual com sua consciência e suas conveniências.

Ah, o "assunto" também está em um site de notícias, na Editoria de Política. Lá,  trocou-se a foto, mas a abordagem é idêntica aos impressos, longe de ter qualquer versão do acusado.

Postado por Em Pauta

Publica-se uma acusação sem ouvir o acusado? É legítimo?

16.04.2017 às 00:01


Tenho lido muito na imprensa de Alagoas e de outros estados, textos jornalísticos envolvendo denúncias contra empresas e pessoas, apenas com a versão da acusação. Sequer se coloca no rodapé da matéria a célebre frase, “fulano não foi localizado”.  Tem jornalista que depois de publicada a acusação, com direito a manchete de Capa e divulgação pelas redes sociais, “cobra” uma posição do denunciado.

Ora, então por que não o procurou para dar sua versão no texto onde houve a acusação? Má fé? Ignorância? Despreparo? Preguiça (!!!!!!)?

Vejamos o que eu aprendi no jornalismo:

1 – Há uma denúncia.

2 – Checa-se a fonte e a acusação.

3 - Ouve-se a fonte e até investiga-se outros pontos do fato e, se necessário, ouvindo também outras pessoas que possam confirmar a denúncia ou instâncias que afirmem que os indícios podem levar a investigações, punições administrativas ou legais, etc.

4 – E o denunciado é ouvido.

5 – O acusado não sendo localizado, deve-se colocar na matéria as tentativas que foram feitas para ouvi-lo.

Até mesmo em textos opinativos, como blogs, artigos em impressos e colunas, coloca-se o fato, se dá as versões e então se opina. É evidente que nesses casos a ordem pode ser modificada, mas é imprescindível que sejam esses os caminhos, sob pena de a opinião se fragilizar por falta de elementos que possam dar ao leitor a melhor visualização do caso.

Uma lástima que muitos se esqueçam de fazer o básico do jornalismo honesto.

Em tempo: isso também vale para os telejornais. Em programas de rádio, ao vivo, mesmo sem ser procurado, o denunciado pode entrar no ar e se defender. Mas também deve ser regra o apresentador, na mesma hora, tentar localizar o alvo da acusação.

No mais, um domingo de reflexão para todos nós nesta Páscoa.

Postado por Em Pauta

A imparcialidade no jornalismo. É possível?

09.04.2017 às 10:28
O Correio da Bahia, em 1992: manchete destaca “aplausos” a ACM

Imparcialidade no jornalismo, existe?

Essa é a pergunta que mais me fazem em palestras ou debates sobre comunicação.

Trabalhei em muitos jornais em vários estados do Brasil, em um tempo sem internet, sem canal fechado de TV e onde os impressos tinham peso grande na formação da opinião popular. Praticamente 95% dos programas jornalísticos de rádios seguiam a pauta dos jornais impressos e eles acabavam também pautando os telejornais.

As manchetes dos jornais eram vitrines certas em bancas de revistas, onde muita gente parava apenas para ver o que estava na mídia naquele dia.

Fui repórter e editora em jornais com características apenas comerciais e em outros tantos onde o lado político era o norte das pautas. No Correio da Bahia, em Salvador, jornal de ACM, fui repórter das editorias de Política e de Cidades. Em ano eleitoral, 1986, não se podia falar em imparcialidade por lá. Mas e nós, jornalistas, qual era o nosso sentimento? Qual era a nossa reação? O que nos cabia exatamente fazer?

Perguntei isso certa vez a uns alunos de Comunicação, em tempos de hoje, e eles me responderam, sem pestanejar: “pedir demissão”.

Não, não é essa a resposta correta e nem foi isso que fizemos.

Naqueles tempos de linha dura na redação do Correio da Bahia, os repórteres driblavam o jornalismo político direcionado da empresa com textos honestos, com apurações rigorosas, independente de que elas servissem ao todo-poderoso ACM ou aos adversários deles. Quando a matéria, honestamente apurada e escrita, com as versões de todos os lados, chegava à mesa da editoria, só tinha dois caminhos: ou ia para o lixo, ou era publicada. Mas não, não nos cabia, como profissionais, fazer o jogo do mau jornalismo em nome da política do patrão.

Se o texto era mexido, modificado, triturado?

Sim, alguns foram, inclusive alguns textos meus. Saiam sem assinatura, sem força, sem credibilidade, com gritos e queixas solidárias na redação, porque todos estavam juntos na mesma luta. A maioria dos editores fazia verdadeiros malabarismos para que valesse o que vinha das ruas e não o que era determinado pela direção da empresa. Nessa guerra, durante os nove meses em que trabalhei lá, não posso dizer que houve vitoriosos ou derrotados. Houve sim, um exército de profissionais valentes, ousados, criativos e determinados a fazer o que tínhamos como princípio de vida e regra do jornalismo: trabalhar com honestidade. E isso virou referência em outros veículos de comunicação em Salvador.

Para a pergunta se existe imparcialidade no jornalismo, a minha experiência diz que sim para o jornalismo feito com retidão, com honestidade, cumprindo regras éticas da profissão, e asseguro que, dessa forma, será difícil para qualquer veículo, por mais parcial que seja para esse ou aquele lado, trocar o bom, pelo mau jornalismo, e ter credibilidade. E isso valia lá no passado, e vale para hoje, no presente.

A história nos comprova isso.

Mas para se fazer o bom jornalismo, é preciso que mais do que regras didáticas, se tenha valores pessoais. São eles que nos ditam o que é, de fato, regra e exceção na ética profissional.

Em tempo: em 1986, pela primeira vez na Bahia, ACM, o poderoso Antônio Carlos Magalhães, perdeu a eleição majoritária no estado. O seu candidato ao governo, jurista Josaphat Marinho, foi derrotado por Waldir Pires.  

Postado por Em Pauta

Jornalismo, pode falar ou dá censura?

02.04.2017 às 09:22

Penso que o exercício do jornalismo em 37 anos me dá a ousadia exata para escrever sobre o assunto. Daí, que começo hoje um blog, aqui no Painel Notícias, sobre comunicação.

Não será um blog didático, não tenho cátedra para tanto, mas serão palavras a traduzir experiências vividas e vistas, a transcrever opiniões minhas e de colegas de profissão sobre algum tema em pauta, e até curtas entrevistas com professores e mestres nesta área.

 Por ora, sobre a celeuma da censura a jornalistas e até a um veículo de comunicação no estado, entendo que não devemos recuar em cada palavra dita e escrita, em cada imagem feita, que denuncie quaisquer escalabros que atentem contra a dignidade pública e contra a liberdade de expressão.

 É claro que falo da imprensa feita com responsabilidade, com jornalismo.

Ao longo da minha trajetória como jornalista, vi vários casos, e eu própria fui vítima, de censura a matérias que denunciavam poderosos. A interferência dos “denunciados” era direta junto aos donos, diretores e até editores (!!!!) das empresas por onde passei por esse país a fora, mas nunca tinha visto o Poder Judiciário intervir contra a democracia até  o mês passado, aqui em Alagoas,com a censura “legal” ao jornalismo dos colegas Davi Soares e Odilon Rios.

Não que a censura vinda da direção dos veículos de comunicação nos deixe mais leves como profissionais, mas vindo diretamente da Justiça nos deixa desacreditados no sistema como um todo.

Infelizmente.

Até mesmo na ditadura militar, essa interferência veio do poder executivo através de decreto.

Mas me dou ao direito de, a partir de hoje, aos domingos, escrever sobre jornalismo, com um norte a me guiar: abaixo a censura!

Postado por Em Pauta


Em Pauta por Eliane Aquino

Jornalista, com formação em Direito, já passou por redações de várias empresas de Comunicação em Alagoas e em outros estados brasileiros, onde ocupou cargos de repórter à editora geral e funções públicas; especializou-se (no batente) em jornalismo político e tem prestado assessoria e consultoria na área de comunicação.É editora geral do jornal Painel Alagoas.

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