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Os primórdios da propaganda na televisão brasileira

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A propaganda é uma atividade humana que já existe desde a Grécia antiga. O termo se originou (acredite se quiser!) de “Sacra congregatio christiano nomini propaganda” (Sagrada Congregação Católica Romana para a Propagação da Fé), o departamento da Igreja Católica para divulgação do Catolicismo em vários países, com os missionários.

As primeiras técnicas de propaganda foram criadas no início do século XX, pelo jornalista Walter Lippman e pelo psicólogo Edward Bernays (sobrinho de Freud).

A propaganda é uma ferramenta de persuasão muito forte, influenciando extremamente a opinião das pessoas, sendo também muito usada durante guerras. Na Primeira Guerra Mundial, por exemplo, Lippman e Bernays foram contratados pelo presidente dos Estados Unidos para influenciar a opinião pública a favor do país. Bernays utilizava termos como “mente coletiva” e “consenso fabricado”.

Com o desenvolvimento da tecnologia, surgiram os primeiros aparelhos de televisão e, com eles, as propagandas voltadas aos telespectadores, os comerciais de TV.

A primeira emissora brasileira, a TV Tupi, foi inaugurada em 1950, na cidade de São Paulo, tendo sido idealizada por Assis Chateaubriant. Vale lembrar que, no mesmo ano, os EUA já implantavam a tecnlogia de televisões em cores.

Por se tratar de uma área nova, sentia-se muita falta de profissionais experientes. As agências McCann Erikson e J.W. Thompson criaram o “know-how”, a fim de criar, redirigir e produzir programas e comerciais. Nessa época,surgiram as “garotas demonstradoras”, ou “garotas propaganda”, que anunciavam produtos.

Em 1951, fundou-se, também em São Paulo, a primeira Escola Superior de Propaganda, visto que a área começava a prosperar.
A empresa também estava evoluindo muito, principalmente indústrias automobilísticas e de eletrodomésticos, com marcas como Volkswagen, Ford, Jeep, Chevrolet, GE e Walita, que necessitavam de pessoas criativas para valorizar sua empresa e seu marketing, e vencer a forte concorrência.

A propaganda na televisão brasileira iniciou-se em 1951, com comerciais de 30 segundos custando 120 cruzeiros, sendo que os primeiros a serem veiculados foram os da Casa Clô e das Persianas Columbia.
Vale lembrar que, nessa época, o Brasil ainda não produzia aparelhos de TV, o que tornava-os acessíveis somente a pessoas com alto poder aquisitivo.


Chateaubriand era um homem determinado e de muita visão.Começou a vender espaço publicitário de televisão para empresas grandes, como Sul América Seguros, Antarctica e Moinho Santista. Também foi o criador do primeiro departamento de propaganda de um jornal no Brasil, e conduziu a campanha para a construção do MASP – Museu de Artes de São Paulo.

Comparando os comerciais antigo e atual, percebe-se uma diferença gritante, desde a embalagem à identidade visual.
No mais antigo, o produto era destinado a todos os públicos (“Toddy contém tudo o que os homens, mulheres e crianças necessitam para ter novas forças”), e não apenas aos jovens e crianças, como se vê hoje em dia. Faz-se, também, uma relação do jovem a esportes radicais, a fim de vender a idéia de um produto saudável e que dá energia para quem o ingere.
Os comerciais de hoje contam com muito maior poder de persuasão, e com identidades visuais muito mais marcantes.










Era uma vez ... na TV por Redação

Histórias e curiosidades sobre o passado da TV brasileira

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