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18/05/2017 às 01h39

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E o Aécio hein????

O que custa ser entendido é como certas ações e atitudes  continuaram acontecendo na época de uma fase já aguda da operação Lava Jato

No terremoto político provocado  pelas bombástica delações dos empresários da JBS, pode-se dizer que o epicentro ocorreu no Palácio do Planalto, colocando o presidente numa posição insustentável.

Fora do foco principal, mas não menos importante, sobrou muita poeira para o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, também mencionado “bombasticamente” pelos mesmos delatores.

O  voz  do senador mineiro aparece num áudio, de cerca de 30 minutos, pedindo  R$ 2 milhões ao empresário da JBS, para pagar despesas com sua defesa na Lava Jato.

O encontro entre Aécio  e Joesley  Batista ocorreu  no dia 24 de março, no Hotel Unique, em São Paulo. Na ocasião, o senador citou o nome de Alberto Toron, como o criminalista que o defenderia.

Após concordar com o pedido, Joesley quis  saber quem seria o responsável por pegar as malas. Joesley propôs: “Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”.

Aécio respondeu: “tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred (Frederico Pacheco) com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho — respondeu Aécio”.

O que verdadeiramente surpreende, não são os fatos  nem as pessoas envolvidas, visto que já nos acostumamos com essas “manchetes negativas” envolvendo a  nossa já tão desqualificada e desacreditada classe política . O que custa ser entendido é como certas ações, atitudes e diálogos ( como o destacado no parágrafo anterior) continuaram acontecendo na época de uma  fase já aguda da operação Lava Jato.

Os termos “mafiosos” usados na fala do senador, certamente decepcionam o eleitorado que quase o elegeu presidente da república em 2014;   mostram que ele (como tantos outros pares)  em campanha ou no exercício de seus mandatos se fazem de bastiões da moralidade e outros bons costumes, cada vez mais distantes da atividade parlamentar, mas verdadeiramente “cagam e andam”( com o perdão das palavras) não só para os eleitores, como também para a maior operação anticorrupção já realizada no país. Continuam apostando na impunidade e se achando no direito de continuar “faturando” recursos ilícitos de toda ordem, algumas vezes  (como o motivo alegado) até para financiar a defesa pela prática dos próprios “faturamentos ilícitos”.

Na continuação da “operação” fica provado que o dinheiro arrecadado não seria para pagar defesa nenhuma de Aécio, mas e daí? Mentir a essas alturas talvez seja um delito não percebido mais nem  por suas excelências nem por seus eleitores.


Etcetera por Ricardo Leal

Carioca, publicitário, radialista, poeta e escritor. Radicado em Alagoas desde 2002, trabalhou em diversas campanhas eleitorais no estado. Foi diretor da Organização Arnon de Melo (OAM) e do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). É diretor executivo da Press Comunicações e titular da coluna/blog Etcetera, veiculada no portal Painel Notícias e no jornal Painel Alagoas

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