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Liberdades concedidas na Lava Jato provocam racha na Segunda Turma do STF

04.05.2017 às 19:09
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Ao submeter ao  plenário do STF a decisão sobre o pedido de liberdade de Antônio Palocci, o ministro Edson Fachin sinaliza insatisfação com as recentes decisões de alguns de seus colegas da Segunda Turma, que determinaram a soltura de “figurões da Lava Jato”, entre eles o ex-ministro José Dirceu. Além do ex-ministro  petista  a  Segunda Turma  já havia concedido liberdade para Eike Batista, José Carlos Bumlai e João Genu.


 A atitude de Fachin, além de constranger os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, retira dos mesmos o poder que teriam de libertar Palocci, e uma decisão do plenário contrária ao pedido de liberdade pode, segundo integrantes da força-tarefa da Lava Jato, levar o MPF a solicitar uma revisão das decisões anteriores da Segunda Turma, baseada num entendimento de todo o colegiado sobre critérios referentes a prisão preventiva.


Para membros da força-tarefa da operação Lava-Jato as recentes liberdades concedidas pela  Segunda Turma,  jogam por terra anos de trabalho da operação e contribuem para  inibir Antonio Palocci de fechar um suposto acordo de delação, como foi insinuado pelo mesmo em seu último depoimento ao juiz Sérgio Moro.


A decisão do  relator dos processos referentes a Lava Jato, no STF, conta com  o apoio da presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia,  e pode, dependendo de seu desfecho , lançar  Lewandowski , Toffoli e Mendes numa irreversível “maré de humilhação”, e identificá-los  como parciais, mal intencionados e contrários ao sucesso da maior operação anticorrupção da história política do país.


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Postado por Etc & Tal

Globo e Band endurecem posicionamento e dificultam negociação da Simba com operadoras

03.05.2017 às 01:09

O embate dos canais da Simba (Record, Rede TV!, e SBT) com as operadoras da TV paga, ganha um novo capítulo que promete prolongar e tornar qualquer desfecho imprevisível.


Globo e Band, emissoras remuneradas pelos pacotes de canais fechados, se movimentam nos bastidores para dificultar o acerto  da Simba com a TV fechada. As duas emissoras pretendem solicitar às operadoras uma readequação de valores, caso as concorrentes também passem a receber por seus sinais digitais. A Band chegou a veicular em seus telejornais matérias atestando que os canais da Simba não têm direito à remuneração.


Outro projeto da “joint-venture” que pode  não "decolar"  é o de ter um canal de reprises nos moldes do  Viva, da Globosat. A programadora da Globo, que nunca foi remunerada pela transmissão  do Viva (um dos canais mais bem colocados no ranking de audiência da TV paga), já sinalizou às operadoras que passará a cobrar pelo canal, caso um outro de formato similar seja remunerado.


No dia 29 de março, após o desligamento do sinal analógico na Grande São Paulo,  os sinais da Record, RedeTV! e SBT saíram  do "line-up" das operadoras de TV paga. Desde então essas emissoras tem acumulado significativas perdas de audiência .


 As negociações da Simba  com as operadoras Net e Sky  envolvem, além do retorno (remunerado) de seus sinais aos pacotes oferecidos aos usuários/assinantes, a criação de novos canais de TV fechada.



Postado por Etc & Tal

Fim do sinal analógico tira RedeTV!, Record e SBT das TVs por assinatura

28.03.2017 às 10:21

Em nota, a Simba ( empresa que representa as três emissoras) afirma que as operadoras  se recusaram a negociar os direitos de transmissão


Ministério das Comunicações confirma o desligamento do sinal analógico de TV, que acontecerá hoje em São Paulo. A meta do governo é a encerrar as transmissões analógicas em todo o Brasil até o fim de 2018.

Com o fim da TV analógica, RedeTV!, Record e SBT vão retirar seus canais de Net, Sky, Claro, Vivo e Embratel, cinco grandes operadoras da TV paga no Brasil.  Elas querem cobrar por seus sinais, amparadas na lei 12.485, de 2011. A Globo cobra por sua programação desde 2014.

Em comunicado, a Simba (empresa montada por Record, RedeTV! e SBT) diz que as operadoras se recusaram a negociar os direitos de transmissão, ao contrário do que já fazem com outros grupos estrangeiros e até com emissoras nacionais.

Confira o texto completo:

"Informamos que a partir do dia 29 de março, quando o sinal analógico de televisão será desligado em São Paulo, as emissoras Record TV, RedeTV! e SBT deixarão de exibir simultaneamente suas programações nas operadoras pagas NET, Claro, Embratel, Vivo, Oi e Sky.

Estas empresas ainda não concordaram em pagar pelos direitos de transmissão do sinal digital de Record TV, SBT e RedeTV!, ao contrário do que já fazem com canais estrangeiros e com outras emissoras nacionais. 

Juntas, as três emissoras detêm grande parte da audiência da TV aberta e paga.

Lamentamos não termos chegado a um acordo com as operadoras, porque quem perde com isso é o público brasileiro.

Faremos todos os esforços para que nossa programação esteja no seu pacote de TV por assinatura.

Esclarecemos que a TV aberta continua gratuita e, agora, com qualidade digital"


*Com assessorias

Postado por Etc & Tal

TV Brasil estreia nova programação abrindo espaço para o jornalismo "ao vivo"

03.03.2017 às 12:00
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Na nova grade, programas jornalísticos inéditos, comandados por Roseann Kennedy e Adalberto Piotto, mesclam-se a atrações consagradas como o Sem Censura e o Stadium, que trazem novidades e cenários repaginados

A partir da próxima segunda-feira (6), a TV Brasil, que completa uma década neste ano, entra em nova fase. A emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estreia uma programação mais diversificada, com temáticas especiais para cada dia da semana, novas atrações e mais espaço para o jornalismo ao vivo.

“Vamos apresentar um novo modelo de programação que ofereça atrações variadas e de interesse das pessoas”, anuncia o superintendente da TV Brasil, Caique Novis.

Na nova grade, programas jornalísticos inéditos, comandados por Roseann Kennedy e Adalberto Piotto, mesclam-se a atrações consagradas como o Sem Censura e o Stadium, que trazem novidades e cenários repaginados. Piotto estreia o jornalístico diário Cenário Econômico, enquanto Roseann conduz seu novo programa de entrevistas, o Conversa com Roseann Kennedy. No programa de estreia, segunda-feira, Roseann entrevista a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia.

O horário noturno tem novidades. Após a faixa de dramaturgia, a TV exibirá, de segunda a sexta, a partir das 21h30, uma temática especial para cada dia da semana. Na segunda-feira, a emissora apresentará programas de opinião; na terça, de cultura; na quarta, de conhecimento; na quinta, sobre realidade; e, na sexta, sobre diversidade.

Jornalismo ao vivo

Na nova fase, a TV exibirá jornalismo ao vivo, de segunda a sexta-feira, das 16h30 às 20h30. A faixa começa com o Fique Ligado, que traz notícias de entretenimento, cultura e variedades, apresentado por Gustavo Minari. Às 17h, o Sem Censura vai ar com novo cenário e maior dinamicidade, sempre trazendo para a roda de debates entrevistados de renome para conversas descontraídas sobre temas de relevância social e cultural, conduzidas por Vera Barroso.

Às 18h, a emissora estreia o Cenário Econômico. Comandado por Adalberto Piotto, o programa é uma parceria entre a TV Brasil e a BM&FBovespa, de onde será transmitido ao vivo. O noticiário apresentará o dia a dia da economia, seu impacto na vida das pessoas e entrevistas com nomes importantes do ambiente econômico do país.

Nos Corredores do Poder continua no ar às 18h30, com os fatos e bastidores da política apresentados por Roseann Kennedy. Às 19h, é a vez do Stadium. Mais antigo programa esportivo da TV brasileira, Stadium completa 40 anos neste ano e também traz novidades: novo cenário, novos quadros e, agora, com apresentação em Libras, a língua brasileira de sinais. Completando a faixa de jornalismo diário, entra no ar, das 19h30 às 20h30,  o Repórter Brasil Noite.

“Queremos valorizar o jornalismo e oferecer ao público notícias e análises do mundo político, econômico, esportivo e cultural. E tudo isso diariamente e ao vivo”, diz Caique Novis. “O telespectador poderá acompanhar os principais fatos da atualidade, de segunda a sexta, a partir de programas conduzidos por jornalistas talentosos e experientes”, acrescenta o superintendente da TV Brasil.

Programação noturna

Uma das inovações da emissora é a organização da grade semanal por temáticas especiais. Depois da faixa de dramaturgia, a partir de 21h30, a TV Brasil oferece programas diferenciados voltados para assuntos específicos.

Na segunda-feira, o tema é opinião. O telespectador assistirá a programas dedicados ao debate e à diversidade de visões e opiniões. Para esse dia, a novidade é a estreia do Conversa com Roseann Kennedy. A jornalista apresentará, sempre às 21h30, uma entrevista de 30 minutos com nomes importantes da atualidade. A ideia é promover a ampla discussão dos grandes temas da política, da economia, da cultura e da realidade brasileira.

Às 22h, entra no ar o Diálogo Brasil, com mais entrevistas. O programa discute, a cada semana, assuntos como educação, esporte, saúde, cultura e também política. Em seguida, às 23h, a TV exibe o CPLP – Nossa Língua, que apresenta documentários sobre cultura e sociedade nos países de língua portuguesa.

Na terça, o assunto é cultura. A TV Brasil oferece música, teatro, cinema. “Do samba ao baião, dos palcos às lentes, muito conteúdo e alimento para a alma”, resume Caique, em relação a essa faixa especial, que começa, às 21h30, com o Arte do Artista, com Aderbal Freire. Na sequência, às 22h, entra no ar o Samba na Gamboa, apresentado por Diogo Nogueira. E continua com séries, como a atual O Milagre de Santa Luzia, às 23h; e o programa Todas as Bossas, espaço tradicional da emissora para os melhores shows e performances culturais do país, que entra no ar à meia-noite.

Conhecimento é o tema da quarta-feira. Nesse dia, a emissora exibirá programas, em forma de ficção ou documentário, com histórias que emocionam, despertam a curiosidade e enriquecem o conhecimento sobre o mundo. Às 21h30, a TV mantém a transmissão da série infanto-juvenil A Grande Viagem. Às 22h, entra no ar o Futurando, que discute ciência, meio ambiente, tecnologia e projetos inovadores. Às 22h30, o Bom Dia, Arqueologia recebe pesquisadores, arqueólogos e outros especialistas que apresentam trabalhos sobre as descobertas e os dilemas da arqueologia no Brasil. Em seguida, às 23h, o Cine Nacional, apresentado por Priscila Rangel, destaca a produção nacional, com filmes de várias épocas e gêneros.

A noite de quinta é dedicada à realidade, com reportagens investigativas, de análise e entrevistas que discutem o país e o mundo. A série Incertezas Críticas, que vai ao ar às 21h30, analisa o mundo contemporâneo por meio de entrevistas com intelectuais como Noam Chomsky e Alain Touraine. Às 22h, o programa recordista em prêmios da TV Brasil, Caminhos da Reportagem, apresenta grandes histórias com seriedade e sensibilidade. Às 23h, o Camarote 21, produzido pela Deutsche Welle Brasil, apresenta destaques da cultura contemporânea internacional. E, às 23h30, o programa Café Filosófico discute, em uma série de encontros, os anseios e as angústias dos indivíduos na sociedade atual.

A sexta-feira é o dia de celebrar a tolerância, as diferenças e a diversidade. Às 21h30, o programa Entre Fronteiras traz sempre histórias instigantes de diferenças culturais existentes nos limites do país. Às 22h, Entre o Céu e a Terra mistura ficção e documentário para revelar, por meio da diversidade regional e cultural do Brasil, como as mais diferentes religiões se posicionam sobre temas da humanidade. Em seguida, às 23h, o Estação Plural traz, de forma leve e descontraída, entrevistas e debates sobre comportamento, com temas ligados ao universo LGBT, mas de interesse ou curiosidade geral. À meia-noite, toda a diversidade musical do Brasil é apresentada pelo História das Canções, que traça um panorama sobre a trajetória de ícones da música romântica brasileira.

Campanhas

A TV Brasil também aposta em campanhas de conscientização. Mais tolerância, mais diversidade, mais gentileza são exemplos de temas de vinhetas que ganham destaque ao longo da programação. A ideia é estimular o respeito aos valores coletivos e individuais.

“Queremos assumir o compromisso de, além de produzir conteúdo com mais credibilidade e diversidade, cultivar valores humanísticos”, destaca Caíque Novis.

Com bom humor e criatividade, uma série de vinhetas com essas preocupações já está sendo produzida e exibida para a veiculação ao longo deste ano. De cara nova, a TV Brasil aprimora sua missão de oferecer uma programação com mais qualidade, mais informação, mais diversidade e credibilidade.

*Com informações da Ascom/EBC e Agência Brasil

Postado por Etc & Tal

Teori Zavascki - O Mito e os Fatos

24.01.2017 às 14:51

A morte do ministro Teori Zavascki , provocou uma espécie de "luto social", patrocinado por milhares de  postagens em redes sociais que o elevaram ao status de herói nacional do STF e da Operação Lava Jato.   


Clamor e Sofrimento Popular nas redes sociais

A morte do ministro Teori Zavascki pegou o país de “calça curta”, causando uma espécie de luto social/nacional pela perda de um “herói” do STF e da Operação Lava Jato. Num momento em que a população clama por transparência e rapidez nas ações que movimentam a maior operação deflagrada no país contra a corrupção, a morte do ministro relator da Lava Jato cai como um balde de “água fria” na expectativa  popular, que tinha na figura do  falecido um “esteio” de esperança e confiança de que  ainda se pode sonhar com justiça nesse tão injusto Brasil.

As principais fontes de repercussão desse clamor transformado em sofrimento popular foram, sem dúvida, as redes sociais, que desde o dia de sua morte  até hoje exaltam os posicionamentos do ministro falecido (algumas postagens exaltando até sua “bravura” ao enfrentar “forças poderosas”).

Não é de hoje que aprendi no meu cotidiano junto à essas “redes” que nem tudo que lá é postado traduz necessariamente a verdade dos fatos. Já me deixei em outros tempos  levar pela adrenalina de postagens  acaloradas (principalmente as de cunho político), chegando a compartilhar em meu próprio perfil “ falsas verdades”  de vida curta, que quando desarticuladas me deixavam  vergonhosamente constrangido comigo mesmo, por ter agido sem pensar, repercutindo muitas vezes “memes” e “factóides” criados por terceiros.

Minha “relação” com as redes sociais no caso do falecimento do ministro Teori foi um tanto atípica. Num primeiro momento o espanto e o sentimento de injustiça do destino em sintonia com a maioria das “repercussões”. Foi morrer justamente o relator da Lava Jato, uma semana antes do início das oitivas da “mega delação” que iria passar o país a limpo. Cheguei a me emocionar ao assistir um vídeo do filho do ministro afirmando não acreditar em “teoria de conspiração” (outra corrente semeada nas redes que, a princípio, também não compartilho).Comecei então a pensar que a respeitável dor da perda desse filho é um pouco diferente da  “dor institucional” gerada a partir da perda de uma figura de grande carisma e relevante importância para o país, como seria, segundo as redes socias , a perda em questão. Estaria Teori Zavascki nesse “patamar”?

Movido, inesperadamente, por um instinto de curiosidade e  justiça fui pesquisar  o “currículo de atuação”  do ministro no STF.

Atuação no STF

Indicado por Dilma Rousseff, em 2012, Teori Zavascki  chega ao Supremo num momento em que a Suprema Corte julgava turbulentos processos envolvendo a classe política.

Em fevereiro de 2014,  desagradou boa parte da opinião pública, ao votar pela absolvição dos condenados  pelo crime de formação de quadrilha durante o processo do mensalão , que ficou conhecido como “embargos infringentes”.

Em março de 2015 autorizou abertura de inquérito (ligado a Operação Lava Jato) para investigar 47 políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobras. Em novembro determinou a PF o cumprimento de quatro mandados de prisão que incluíam o do ex-senador Delcídio Amaral e do banqueiro André Esteves.

Em março de 2016, voltou a ser alvo de críticas da opinião pública ao determinar que todas as investigações da Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal que envolvessem o ex-presidente Lula   e políticos com foro privilegiado, como a então Presidente da República Dilma Rousseff, fossem remetidas ao Supremo Tribunal Federal.Determinou ainda  que fosse mantido sigilo em interceptações telefônicas que envolvessem autoridades com foro privilegiado. Por essas decisões,  Teori foi hostilizado nas redes sociais, inclusive  por membros do Movimento Brasil Livre.

Em 5 de maio, acatando pedido da PGR, deferiu medida requerida em ação cautelar que determinou a suspensão de Eduardo Cunha do exercício do mandato de deputado federal e, por consequência, da função de presidente da Câmara dos Deputados . Em 11 de maio, negou o pedido do governo para anular o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Com o aval de tal   decisão, o Senado votou  pela abertura do processo e afastamento temporário de Dilma Rousseff  do Palácio do Planalto.

Em 13 de junho, Teori determinou que a investigação envolvendo o ex-presidente Lula fosse devolvida ao juiz Sérgio Moro, e decidiu anular as interceptações telefônicas envolvendo a presidente afastada Dilma Rousseff, por considerá-las ilegais. No dia seguinte(14), uma outra decisão que causou “revolta popular” nas redes sociais. Teori  negou os pedidos de prisão solicitados pela PGR  , do presidente do Senado Renan Calheiros, do senador Romero Jucá e do ex-presidente da República José Sarney, sob justificativa de que não houve no pedido "a indicação de atos concretos e específicos" que demonstrem a efetiva atuação dos três peemedebistas para interferir nas investigações da Lava Jato.

Com todo o  respeito

Numa rápida análise da atuação de Teori Zavascki , baseada no histórico acima apresentado, percebe-se que , politicamente falando, agradou e desagradou “gregos e troianos” e que muitos que hoje exaltam a sua figura de “herói” da Lava Jato já o criticaram (como por exemplo o Movimento Brasil Livre). Portanto  seria perfeitamente  normal  imaginar que suas ações ,à frente da relatoria da Lava Jato, como em outras ações já publicamente conhecidas, poderiam “agradar e desagradar”

As decisões de Teori em sua passagem pelo STF,  animaram e desiludiram legiões de brasileiros ansiosos por justiça e moralidade; brasileiros partidários e não partidários, religiosos e ateus, esperançosos e incrédulos. Foi  um magistrado que exerceu uma respeitável função com “erros e acertos” comuns a qualquer ser humano; e qualquer ser humano que age como tal estará, como estará Teori Zavascki, muito longe de simbolizar um mito  que o eleve a um status de herói nacional. Com todo o respeito...

Postado por Etc & Tal

O real significado do dia 20 de novembro na história do Brasil

20.11.2016 às 10:43


Qual seria afinal a cor da nossa "obesa consciência" ?


O que significa, de fato, na história d Brasil, o dia 20 de novembro? O que ele representa para os brasileiros e outras nações?Por que precisamos ter uma data para cobrar ou festejar a consciência negra em nosso País? Não bastaria, tão somente, que cada um de nós tivesse na consciência o compromisso de lutarmos, brancos e negros, por uma identidade comum? Pela igualdade das raças e dos direitos? Por um Brasil capaz de referenciar e resgatar a história de liberdade, construída nos quilombos de milhares e milhares de escravos espalhados por cada canto desta Nação?

De 1978 para cá, 38 anos depois que os movimentos negros no Brasil conseguiram criar o 20 de novembro, como referência para a Consciência Negra, pouco se conquistou na redenção dos quilombolas, espalhados por cerca de duas mil comunidades em 24 estados do País.

Em Alagoas recentemente iniciou-se um diagnóstico social e economico de mais de 50 comunidades em vários municípios, através do ITERAL.

Só em 2009, é que o governo federal, por meio da Fundação Palmares, reconheceu legalmente 25 dessas comunidades no Estado, inserindo à sua população planos públicos de ordenação e fomento do desenvolvimento regional. As outras, restantes, ainda caminham no escuro, buscando a sua história na sobrevivência diária da pobreza que acomete a todos, negros, brancos, índios, na sua grande maioria, pelo Brasil inteiro.

E em cada 20 de novembro, data que também lembra a morte do herói Zumbi dos Palmares, escolhida como bandeira do movimento negro por representar a luta e o martírio do guerreiro, ao contrário do  13 de maio, visto pelos negros como uma "liberdade sem asas", um ato de generosidade da Princesa Isabel e não uma conquista da raça e da bravura de tantos, negros e brancos, pobres e ricos, pela liberdade geral de todos os brasileiros, a celebração parece acolher apenas e tão somente a elite negra na maior parte do Brasil.

O grito dos movimentos é contra o racismo, o preconceito da cor, cobram mais punição dos brancos que se mostram racistas, do que a inclusão da cidadania dos quilombolas, que vivem alojados em bolsões de miséria que se multiplicam no País; negros remanescentes de uma luta que, a exemplo do Quilombo dos Palmares, lá na serra da Barriga, unificou todos, independente da cor da pele, na crença e na fé da esperança de liberdade.

É bem possível que demoremos mais alguns anos, algumas décadas até, para enxergarmos que podemos ter uma única consciência: a consciência da cidadania. A consciência que, em sã consciência, a consciência não tem cor.


*RL(Ampliado e republicado)

Postado por Etc & Tal

E o Donald chegou lá ...

10.11.2016 às 02:52

O recado dos eleitores americanos mostrado ao mundo ontem,  foi um basta a saturação do modelo socio/político adotado no país, onde (qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência) o fosso entre ricos e pobres nunca parou de aumentar. Trump teve votação expressiva entre as classes de menor renda e em alguns estados com população operária que, tradicionalmente, votavam nos democratas. Além disso o discurso de Trump contagiou uma "esquerda" silenciosa que ficou fora do ângulo de visão dos institutos de pesquisa. Trump, por não ser político profissional,conseguiu atrair a atenção de boa parte do eleitorado insatisfeito que em outras eleições nem se deram ao trabalho de votar, mas que nesse pleito o fizeram em sinal de protesto, votando nele . 


 Do outro lado, enquanto Trump crescia "silenciosamente" , os marqueteiros de Hillary cantaram vitória antes do tempo,inclusive antes do FBI entrar em cena contra a candidata democrata. Não prestaram atenção ou simplesmente ignoraram a estratégia  de Trump em intensificar seus discursos( em alguns estados mais de uma vez) em estados em que "era certa "a vitória de Hillary. Se danaram nas avaliações. O FBI não conseguiu provar nada de concreto contra Hillary , mas o fato em si gerou um impacto negativo à imagem da candidata roubando-lhe preciosas intenções de voto na reta final da campanha.

 
Enfim...num país que já elegeu um ator de quinta categoria para o mesmo cargo, me pergunto  porque a surpresa pela eleição de um "âncora de reality-show"...? Apesar de não estar  nem ai pro Donald , não nego que quero assistir de camarote o grande jogador do mundo dos negócios girando   a roleta politica mais importante do planeta .Se não acabar como seu "Taj Mahal "pode até dar certo ...

 Antes de qualquer conclusão precipitada, vamos observar onde ele vai colocar suas fichas para poder analisarmos melhor depois ... Por hora só podemos ter certeza que " Hillary: You're fired"...

Postado por Etc & Tal

Programa radiofônico "A Voz do Brasil" estreia novo formato

31.10.2016 às 09:28

 A Voz do Brasil é o programa de rádio mais antigo do país ( 81 anos) e do Hemisfério Sul em execução. Essa marca lhe rendeu um espaço no Guinness Book, o Livro dos Recordes, em 1995



Estreia hoje (31), com nova roupagem, o programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Em seu novo formato, o programa de rádio mais antigo do Brasil será mais interativo e próximo do cidadão. Haverá novos quadros, com jornalismo, prestação de serviço e diálogo com os ouvintes. Uma das grandes mudanças será a maior participação da audiência.

A ideia é oferecer um programa que lembre menos o formato solene e distante de décadas anteriores e tenha uma linguagem menos formal, mais próxima do cidadão. O programa contará com novos apresentadores - Airton Medeiros e Gláucia Gomes. “A ideia da nova Voz do Brasil é aproximar o cidadão, trazê-lo mais para perto da notícia, da informação. Fazer com que o cidadão interaja com o que fazemos aqui na EBC. A gente não pode estar distante”, diz Gláucia à Agência Brasil.

Os ouvintes poderão tirar dúvidas sobre programas sociais, sobre o trabalho do presidente da República e ministros ou esclarecer informações, como tirar documentos, por exemplo, além de fazer perguntas para os integrantes do Poder Executivo. O programa abrirá canais de e-maile telefone, além de um número de WhatsApp para interagir com o público. Pelo aplicativo, os ouvintes poderão enviar mensagens para a produção pelo número 61 99862-7345.

A “Voz”, como é chamada nos corredores da EBC, tem especial importância para as regiões afastadas dos grandes centros do país. São nos locais onde as rádios comerciais não investem na informação que o programa cumpre papel fundamental. “É a prestação de serviço daquilo que o cidadão precisa na vida dele, lá na cidadezinha onde mora. Precisamos trazer a Voz do Brasil para perto desse cidadão. Essa nova linguagem e as informações essenciais são para que o cidadão possa saber o que o governo federal está fazendo para ele”, acrescenta a locutora.

Veiculado diariamente (exceto aos sábados, domingos e feriados) das 19h às 20h, os primeiros 25 minutos são dedicados às notícias sobre o Poder Executivo. As mudanças da nova Voz do Brasil se darão nessa primeira parte do programa. A produção dos demais 35 minutos é de responsabilidade dos Poderes Legislativo e Judiciário. A Voz do Brasil alcança hoje cerca de 60 milhões de brasileiros e é transmitida em todas as emissoras de rádio do país.

História

Com 81 anos, A Voz do Brasil é o programa de rádio mais antigo do país e do Hemisfério Sul ainda em execução. Essa marca lhe rendeu um espaço no Guinness Book, o Livro dos Recordes, em 1995. Em julho de 1935 foi criado o Programa Nacional, para divulgação dos atos do Estado novo, da era Vargas.

Três anos depois, o Programa Nacional deu lugar à Hora do Brasil, quando passou a ter veiculação obrigatória nas rádios do país, com o horário fixo das 19h às 20h. Em seus primeiros anos, o programa abria espaço para a arte, com execução de músicas e transmissão de radionovelas. Em 1961, o presidente Jânio Quadros costumava usar o programa para transmitir recados escritos por ele de última hora.

O nome A Voz do Brasil foi adotado a partir de 1971. Ao longo dos anos, passou por reformulações. Em 1998, por exemplo, foi incluída uma voz feminina na locução. A abertura do programa, quando uma voz masculina imponente dizia “em Brasília, 19 horas”, tornou-se marca de A Voz do Brasil. Aos poucos, o bordão foi sendo flexibilizado e foram incluídas novas frases de abertura, como “Está no ar a sua voz, a nossa voz, a Voz do Brasil”. Mas, para os fãs do bordão original, uma boa notícia: ele vai voltar.

O Guarani

Apesar de criada no século 19 e aclamada na ocasião de sua estreia, em 1870, em Milão, a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, é mais conhecida como o tema de abertura de A Voz do Brasil. A ópera é extensa, com quatro atos, mas os acordes mais conhecidos são os de sua abertura. Os primeiros segundos da peça de Gomes foram escolhidos para anunciar a entrada do programa no ar. O tema de abertura se tornou uma das marcas mais conhecidas do programa.

A ópera foi exibida em sua versão original por décadas. Posteriormente, releituras foram feitas em diferentes estilos, sempre remetendo à cultura nacional. Versões de samba, axé e capoeira já foram usadas no programa. A nova versão, que estreia hoje, remete à música clássica, mas traz uma orquestração nova, mais moderna e com ares de telejornal.


*Com informações Ascom/EBC e Agência Brasil 

Postado por Etc & Tal

Como diria Carlos Imperial, Fagundes é "10, nota 10!"

28.09.2016 às 00:06
Reprodução/Globo

Aconteça o que acontecer nos capítulos finais de Velho Chico, dificilmente superará em emoção, direção e interpretações que aconteceram no capítulo de hoje

Não sou de assistir novelas, mas os poucos capítulos de Velho Chico que assisti me chamaram a atenção pela linguagem diferenciada, planos de filmagem, maquiagem "carregada' nos atores e cenários( via computação gráfica). Uma novela passada na TV com linguagem de cinema. Não lembro de nada parecido em termos de novela. Alguns poderiam citar Pantanal ou Mandacarú exibidas pela Rede Manchete , mas lembro que nessas produções os textos eram  muito "folhetinescos" e as tomadas externas eram extremamente longas, muitas vezes enjoando , apesar da beleza  e riqueza visual daquelas produções. 

A morte de Domingos Montagner, um dos principais personagens da trama, me fez voltar a "passar os olhos" na atração global. Fiquei curioso de como a direção "iria se virar" para cobrir a falta de "Santo" na reta final da história. E uma vez mais a Globo inovou, "dando vida" ao personagem morto ,através do enquadramento interativo da câmera, com os demais atores que contracenariam com o personagem de Montagner no roteiro original. Muita gente pode não ter entendido, mas para quem entendeu foi interessante e, em alguns momentos, emocionante.

Mas a grande surpresa que a novela reservava na reta final creio ter sido exibida no capítulo de hoje , terça-feira 27 (não sei o que pode ainda acontecer nos 3 capítulos que faltam). As sequências com os personagens Martin e Afrânio foram magistralmente dirigidas com interpretações admiráveis. 

Nunca tinha visto ou ouvido falar no ator Lee Taylor que interpretou Martin. Grande ator. Num cenário como sempre naturalmente impecável, o desenrolar sobre o destino do personagem foi sereno e sutil, apesar da interpretação do ator ser carregada de forte emoção (como exigia, certamente o roteiro). Tenho certeza que muitos espectadores devem ter sido pegos de surpresa com a "revelação de morte" do personagem.

Sequenciando a morte de Martin, o personagem Afrânio entrou em cena. Num cenário de beleza exuberante que misturava as águas do Velho Chico e areais desertos (teriam sido essas cenas gravadas lá no povoado do Pixaim no município alagoano de Piaçabuçu?) o personagem contracena com ele mesmo, ora mais jovem, ora mais velho ( sem a peruca do "saruê"), à procura de respostas que a vida nunca lhe trouxe. Com o desespero pela a possibilidade da perda real de um filho que sempre amou, mas nunca teve capacidade de demonstrar tamanho afeto, Afrânio entra em colapso emocional e já não consegue diferenciar o real do virtual, e na desesperada busca enxerga improváveis desfechos para sua relação com o  filho . Numa sequência que induzia o encontro (que não aconteceu) entra em cena a trilha sonora com  o grande Renato Russo interpretando "Monte Castelo". 

As cenas são fortes, muito bem dirigidas(confesso que não sei quem é o diretor da novela) e a edição impecável desde as pesadas pegadas do personagem na "desértica areia" , ao bater furioso do "cajado" na gigantesca torre no meio do nada. O destempero e o desespero do personagem impressionam e , principalmente, emocionam. São passados magistralmente na interpretação  irretocável desse monstro, gigante, doutor e professor da arte de ser  ATOR (com maiúsculas), Antônio Fagundes.


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MPF pede cancelamento das concessões de rádio e TV ligadas a políticos

25.09.2016 às 19:34

A investigação sobre a propriedade de emissoras de rádio e tevê por políticos foi iniciada pelo MPF em São Paulo, que fez um levantamento em todo o país das concessões de radiodifusão que tinham políticos como sócios

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou cinco ações judiciais para cancelar as concessões de radiodifusão que têm como sócios detentores de mandatos eleitorais no Pará e Amapá. Os deputados federais Elcione Barbalho (PMDB/PA) e Cabuçu Borges (PMDB/AP) e o senador Jader Barbalho (PMDB/PA) violam a legislação ao figurarem no quadro societário de rádios e uma emissora de televisão. “O fato de ocupante de cargo eletivo ser sócio de pessoa jurídica que explora radiodifusão constitui afronta à Constituição Federal”, diz o MPF nos processos judiciais iniciados em Belém pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

Foram pedidos o cancelamento das concessões de radiodifusão ligadas aos políticos, a condenação da União para que faça nova licitação para tais concessões e a proibição de que eles recebam qualquer outorga futura para explorar serviços de radiodifusão. As emissoras que podem ter a concessão cancelada são a Beija-Flor Radiodifusão, do deputado Cabuçu Borges, a Rede Brasil Amazônia de Televisão, o Sistema Clube do Pará de Comunicação, a Carajás FM, a Belém Radiodifusão e a Rádio Clube do Pará – PRC-5, todas de propriedade de Elcione Barbalho e Jader Barbalho. Todas funcionam no território paraense. A rádio de Cabuçu Borges transmite na região sudeste do Pará.

A investigação sobre a propriedade de emissoras de rádio e tevê por políticos foi iniciada pelo MPF em São Paulo, que fez um levantamento em todo o país das concessões de radiodifusão que tinham políticos como sócios. A partir disso, várias ações foram iniciadas em vários estados do país. Já existem decisões judiciais em tribunais superiores retirando as concessões das mãos de parlamentares, seguindo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já se manifestou contrário ao controle de políticos sobre veículos de comunicação.

Segundo o artigo 54, inciso I, a, da Constituição Federal, deputados e senadores não podem celebrar ou manter contratos com concessionárias de serviço público, o que inclui as emissoras de rádio e TV. Já o inciso II, a, do mesmo artigo veda aos parlamentares serem proprietários, controladores ou diretores de empresas que recebam da União benefícios previstos em lei. Tal regra também impede a participação de congressistas em prestadoras de radiodifusão, visto que tais concessionárias possuem isenção fiscal concedida pela legislação.

A situação revela ainda um claro conflito de interesses, uma vez que cabe ao Congresso Nacional apreciar os atos de concessão e renovação das licenças de emissoras de rádio e TV, além de fiscalizar o serviço. Dessa forma, parlamentares inclusive já participaram de votações para a aprovação de outorgas e renovações de suas próprias empresas. Assim, para o MPF, o cancelamento das concessões visa a evitar o tráfico de influência e proteger os meios de comunicação da ingerência do poder político.


*Com informações do Jornal do Brasil e assessorias

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Etc & Tal por Ricardo Leal

Carioca, publicitário, poeta e escritor. Radicado em Alagoas desde 2002, trabalhou em diversas campanhas eleitorais no estado. Foi  diretor da Organização Arnon de Melo (OAM) e do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). É diretor executivo da Press Comunicações e titular do blog Etc & Tal veiculado no portal Painel Notícias, desde 2010.

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