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Agora no Painel Defesa de Aécio recorre ao STF para retomar mandato

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E o Donald chegou lá ...

10.11.2016 às 02:52

O recado dos eleitores americanos mostrado ao mundo ontem,  foi um basta a saturação do modelo socio/político adotado no país, onde (qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência) o fosso entre ricos e pobres nunca parou de aumentar. Trump teve votação expressiva entre as classes de menor renda e em alguns estados com população operária que, tradicionalmente, votavam nos democratas. Além disso o discurso de Trump contagiou uma "esquerda" silenciosa que ficou fora do ângulo de visão dos institutos de pesquisa. Trump, por não ser político profissional,conseguiu atrair a atenção de boa parte do eleitorado insatisfeito que em outras eleições nem se deram ao trabalho de votar, mas que nesse pleito o fizeram em sinal de protesto, votando nele . 


 Do outro lado, enquanto Trump crescia "silenciosamente" , os marqueteiros de Hillary cantaram vitória antes do tempo,inclusive antes do FBI entrar em cena contra a candidata democrata. Não prestaram atenção ou simplesmente ignoraram a estratégia  de Trump em intensificar seus discursos( em alguns estados mais de uma vez) em estados em que "era certa "a vitória de Hillary. Se danaram nas avaliações. O FBI não conseguiu provar nada de concreto contra Hillary , mas o fato em si gerou um impacto negativo à imagem da candidata roubando-lhe preciosas intenções de voto na reta final da campanha.

 
Enfim...num país que já elegeu um ator de quinta categoria para o mesmo cargo, me pergunto  porque a surpresa pela eleição de um "âncora de reality-show"...? Apesar de não estar  nem ai pro Donald , não nego que quero assistir de camarote o grande jogador do mundo dos negócios girando   a roleta politica mais importante do planeta .Se não acabar como seu "Taj Mahal "pode até dar certo ...

 Antes de qualquer conclusão precipitada, vamos observar onde ele vai colocar suas fichas para poder analisarmos melhor depois ... Por hora só podemos ter certeza que " Hillary: You're fired"...

Postado por Etc & Tal

Programa radiofônico "A Voz do Brasil" estreia novo formato

31.10.2016 às 09:28

 A Voz do Brasil é o programa de rádio mais antigo do país ( 81 anos) e do Hemisfério Sul em execução. Essa marca lhe rendeu um espaço no Guinness Book, o Livro dos Recordes, em 1995



Estreia hoje (31), com nova roupagem, o programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Em seu novo formato, o programa de rádio mais antigo do Brasil será mais interativo e próximo do cidadão. Haverá novos quadros, com jornalismo, prestação de serviço e diálogo com os ouvintes. Uma das grandes mudanças será a maior participação da audiência.

A ideia é oferecer um programa que lembre menos o formato solene e distante de décadas anteriores e tenha uma linguagem menos formal, mais próxima do cidadão. O programa contará com novos apresentadores - Airton Medeiros e Gláucia Gomes. “A ideia da nova Voz do Brasil é aproximar o cidadão, trazê-lo mais para perto da notícia, da informação. Fazer com que o cidadão interaja com o que fazemos aqui na EBC. A gente não pode estar distante”, diz Gláucia à Agência Brasil.

Os ouvintes poderão tirar dúvidas sobre programas sociais, sobre o trabalho do presidente da República e ministros ou esclarecer informações, como tirar documentos, por exemplo, além de fazer perguntas para os integrantes do Poder Executivo. O programa abrirá canais de e-maile telefone, além de um número de WhatsApp para interagir com o público. Pelo aplicativo, os ouvintes poderão enviar mensagens para a produção pelo número 61 99862-7345.

A “Voz”, como é chamada nos corredores da EBC, tem especial importância para as regiões afastadas dos grandes centros do país. São nos locais onde as rádios comerciais não investem na informação que o programa cumpre papel fundamental. “É a prestação de serviço daquilo que o cidadão precisa na vida dele, lá na cidadezinha onde mora. Precisamos trazer a Voz do Brasil para perto desse cidadão. Essa nova linguagem e as informações essenciais são para que o cidadão possa saber o que o governo federal está fazendo para ele”, acrescenta a locutora.

Veiculado diariamente (exceto aos sábados, domingos e feriados) das 19h às 20h, os primeiros 25 minutos são dedicados às notícias sobre o Poder Executivo. As mudanças da nova Voz do Brasil se darão nessa primeira parte do programa. A produção dos demais 35 minutos é de responsabilidade dos Poderes Legislativo e Judiciário. A Voz do Brasil alcança hoje cerca de 60 milhões de brasileiros e é transmitida em todas as emissoras de rádio do país.

História

Com 81 anos, A Voz do Brasil é o programa de rádio mais antigo do país e do Hemisfério Sul ainda em execução. Essa marca lhe rendeu um espaço no Guinness Book, o Livro dos Recordes, em 1995. Em julho de 1935 foi criado o Programa Nacional, para divulgação dos atos do Estado novo, da era Vargas.

Três anos depois, o Programa Nacional deu lugar à Hora do Brasil, quando passou a ter veiculação obrigatória nas rádios do país, com o horário fixo das 19h às 20h. Em seus primeiros anos, o programa abria espaço para a arte, com execução de músicas e transmissão de radionovelas. Em 1961, o presidente Jânio Quadros costumava usar o programa para transmitir recados escritos por ele de última hora.

O nome A Voz do Brasil foi adotado a partir de 1971. Ao longo dos anos, passou por reformulações. Em 1998, por exemplo, foi incluída uma voz feminina na locução. A abertura do programa, quando uma voz masculina imponente dizia “em Brasília, 19 horas”, tornou-se marca de A Voz do Brasil. Aos poucos, o bordão foi sendo flexibilizado e foram incluídas novas frases de abertura, como “Está no ar a sua voz, a nossa voz, a Voz do Brasil”. Mas, para os fãs do bordão original, uma boa notícia: ele vai voltar.

O Guarani

Apesar de criada no século 19 e aclamada na ocasião de sua estreia, em 1870, em Milão, a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, é mais conhecida como o tema de abertura de A Voz do Brasil. A ópera é extensa, com quatro atos, mas os acordes mais conhecidos são os de sua abertura. Os primeiros segundos da peça de Gomes foram escolhidos para anunciar a entrada do programa no ar. O tema de abertura se tornou uma das marcas mais conhecidas do programa.

A ópera foi exibida em sua versão original por décadas. Posteriormente, releituras foram feitas em diferentes estilos, sempre remetendo à cultura nacional. Versões de samba, axé e capoeira já foram usadas no programa. A nova versão, que estreia hoje, remete à música clássica, mas traz uma orquestração nova, mais moderna e com ares de telejornal.


*Com informações Ascom/EBC e Agência Brasil 

Postado por Etc & Tal

Como diria Carlos Imperial, Fagundes é "10, nota 10!"

28.09.2016 às 00:06
Reprodução/Globo

Aconteça o que acontecer nos capítulos finais de Velho Chico, dificilmente superará em emoção, direção e interpretações que aconteceram no capítulo de hoje

Não sou de assistir novelas, mas os poucos capítulos de Velho Chico que assisti me chamaram a atenção pela linguagem diferenciada, planos de filmagem, maquiagem "carregada' nos atores e cenários( via computação gráfica). Uma novela passada na TV com linguagem de cinema. Não lembro de nada parecido em termos de novela. Alguns poderiam citar Pantanal ou Mandacarú exibidas pela Rede Manchete , mas lembro que nessas produções os textos eram  muito "folhetinescos" e as tomadas externas eram extremamente longas, muitas vezes enjoando , apesar da beleza  e riqueza visual daquelas produções. 

A morte de Domingos Montagner, um dos principais personagens da trama, me fez voltar a "passar os olhos" na atração global. Fiquei curioso de como a direção "iria se virar" para cobrir a falta de "Santo" na reta final da história. E uma vez mais a Globo inovou, "dando vida" ao personagem morto ,através do enquadramento interativo da câmera, com os demais atores que contracenariam com o personagem de Montagner no roteiro original. Muita gente pode não ter entendido, mas para quem entendeu foi interessante e, em alguns momentos, emocionante.

Mas a grande surpresa que a novela reservava na reta final creio ter sido exibida no capítulo de hoje , terça-feira 27 (não sei o que pode ainda acontecer nos 3 capítulos que faltam). As sequências com os personagens Martin e Afrânio foram magistralmente dirigidas com interpretações admiráveis. 

Nunca tinha visto ou ouvido falar no ator Lee Taylor que interpretou Martin. Grande ator. Num cenário como sempre naturalmente impecável, o desenrolar sobre o destino do personagem foi sereno e sutil, apesar da interpretação do ator ser carregada de forte emoção (como exigia, certamente o roteiro). Tenho certeza que muitos espectadores devem ter sido pegos de surpresa com a "revelação de morte" do personagem.

Sequenciando a morte de Martin, o personagem Afrânio entrou em cena. Num cenário de beleza exuberante que misturava as águas do Velho Chico e areais desertos (teriam sido essas cenas gravadas lá no povoado do Pixaim no município alagoano de Piaçabuçu?) o personagem contracena com ele mesmo, ora mais jovem, ora mais velho ( sem a peruca do "saruê"), à procura de respostas que a vida nunca lhe trouxe. Com o desespero pela a possibilidade da perda real de um filho que sempre amou, mas nunca teve capacidade de demonstrar tamanho afeto, Afrânio entra em colapso emocional e já não consegue diferenciar o real do virtual, e na desesperada busca enxerga improváveis desfechos para sua relação com o  filho . Numa sequência que induzia o encontro (que não aconteceu) entra em cena a trilha sonora com  o grande Renato Russo interpretando "Monte Castelo". 

As cenas são fortes, muito bem dirigidas(confesso que não sei quem é o diretor da novela) e a edição impecável desde as pesadas pegadas do personagem na "desértica areia" , ao bater furioso do "cajado" na gigantesca torre no meio do nada. O destempero e o desespero do personagem impressionam e , principalmente, emocionam. São passados magistralmente na interpretação  irretocável desse monstro, gigante, doutor e professor da arte de ser  ATOR (com maiúsculas), Antônio Fagundes.


Postado por Etc & Tal

MPF pede cancelamento das concessões de rádio e TV ligadas a políticos

25.09.2016 às 19:34

A investigação sobre a propriedade de emissoras de rádio e tevê por políticos foi iniciada pelo MPF em São Paulo, que fez um levantamento em todo o país das concessões de radiodifusão que tinham políticos como sócios

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou cinco ações judiciais para cancelar as concessões de radiodifusão que têm como sócios detentores de mandatos eleitorais no Pará e Amapá. Os deputados federais Elcione Barbalho (PMDB/PA) e Cabuçu Borges (PMDB/AP) e o senador Jader Barbalho (PMDB/PA) violam a legislação ao figurarem no quadro societário de rádios e uma emissora de televisão. “O fato de ocupante de cargo eletivo ser sócio de pessoa jurídica que explora radiodifusão constitui afronta à Constituição Federal”, diz o MPF nos processos judiciais iniciados em Belém pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

Foram pedidos o cancelamento das concessões de radiodifusão ligadas aos políticos, a condenação da União para que faça nova licitação para tais concessões e a proibição de que eles recebam qualquer outorga futura para explorar serviços de radiodifusão. As emissoras que podem ter a concessão cancelada são a Beija-Flor Radiodifusão, do deputado Cabuçu Borges, a Rede Brasil Amazônia de Televisão, o Sistema Clube do Pará de Comunicação, a Carajás FM, a Belém Radiodifusão e a Rádio Clube do Pará – PRC-5, todas de propriedade de Elcione Barbalho e Jader Barbalho. Todas funcionam no território paraense. A rádio de Cabuçu Borges transmite na região sudeste do Pará.

A investigação sobre a propriedade de emissoras de rádio e tevê por políticos foi iniciada pelo MPF em São Paulo, que fez um levantamento em todo o país das concessões de radiodifusão que tinham políticos como sócios. A partir disso, várias ações foram iniciadas em vários estados do país. Já existem decisões judiciais em tribunais superiores retirando as concessões das mãos de parlamentares, seguindo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já se manifestou contrário ao controle de políticos sobre veículos de comunicação.

Segundo o artigo 54, inciso I, a, da Constituição Federal, deputados e senadores não podem celebrar ou manter contratos com concessionárias de serviço público, o que inclui as emissoras de rádio e TV. Já o inciso II, a, do mesmo artigo veda aos parlamentares serem proprietários, controladores ou diretores de empresas que recebam da União benefícios previstos em lei. Tal regra também impede a participação de congressistas em prestadoras de radiodifusão, visto que tais concessionárias possuem isenção fiscal concedida pela legislação.

A situação revela ainda um claro conflito de interesses, uma vez que cabe ao Congresso Nacional apreciar os atos de concessão e renovação das licenças de emissoras de rádio e TV, além de fiscalizar o serviço. Dessa forma, parlamentares inclusive já participaram de votações para a aprovação de outorgas e renovações de suas próprias empresas. Assim, para o MPF, o cancelamento das concessões visa a evitar o tráfico de influência e proteger os meios de comunicação da ingerência do poder político.


*Com informações do Jornal do Brasil e assessorias

Postado por Etc & Tal

Luto na comunicação: TV Brasil deixa de ser uma emissora pública

23.09.2016 às 16:08

Emissora deixa de ser gerida com a participação da sociedade, prestando serviços a comunicação pública ( como previsto na constituição) para se transformar num mero veículo a favor do governo


Não dá para acreditar, mas a TV Brasil, com o aval de Temer & Cia., deixa de ser uma televisão pública. Com o presidente da EBC exonerado, com o Conselho Curador extinto e o fim das garantias de independência, a emissora deixa de ser pública e vira governamental (ou estatal). Traduzindo em miúdos, a emissora deixa de ser gerida com a participação da sociedade, prestando serviços a comunicação pública ( como previsto na constituição) para se transformar num mero veículo a favor do governo.

Nos últimos oito anos, a TV Brasil construiu uma rede com emissoras educativas estaduais e independentes. Os contratos de rede foram revogados. Produziu conteúdos que alimentaram sua grade e a das emissoras parceiras. Licenciou conteúdos de qualidade, dos produtores nacionais independentes e de emissoras públicas internacionais. Tem um riquíssimo banco de conteúdos, alguns próprios, outros em parceira com  produtores brasileiros. Tem acervo e tem equipamentos modernos para continuar produzindo. Mas produzir para quê? . A nova direção já iniciou negociações com a Tv Cultura de São Paulo para retransmitir sua programação. 

A parceria com a emissora paulista não foi  totalmente ruim e teve início na gestão de Tereza Cruvinel. Naquela gestão foi firmado um acordo  que garantiu o abrigo dos transmissores do canal paulista da TV Brasil na torre do Sumaré. Em troca, a EBC forneceu à TV Cultura seu primeiro transmissor digital. Além desse acordo aconteceram outros, inclusive  de coproduções; mas trocar a totalidade da grade de programação pela de outra emissora é uma verdadeira operação “de desmonte”.

A luta pela comunicação pública não acaba com o desmonte da EBC. Será retomada, à luz da Constituição. Enquanto isso seria recomendável que Temer e seu governo assumissem, sem manobras ou falsos pretextos, que estão desconstruindo a maior experiência de comunicação pública que o país já teve.

As chances de restauração da Lei 11652/2008 são remotas,  e enquanto não acontece fica difícil chamar a TV Brasil de pública, ou até mesmo de estatal ... está mais para TV Temer.


*Com informações da Ascom/EBC e blog da Tereza Cruvinel


Postado por Etc & Tal

Rádio Nacional: 80 anos

13.09.2016 às 02:33
A apresentação do grupo Época de Ouro emocionou a todos nas comemorações dos 80 anos da Rádio Nacional do Rio de Janeiro - Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil

Nas comemorações dos 80 anos da Rádio Nacional, artistas e funcionários pedem manutenção da sede da  emissora no edifício "A Noite"


Os 80 anos da Rádio Nacional foram comemorados nesta segunda-feira (12) em um show na região portuária do Rio, com a presença de artistas contemporâneos e outros que fazem sucesso há muitas décadas. A apresentação do grupo Época de Ouro emocionou a todos, que puderam participar da comemoração, aberta ao público, no auditório da Casa Brasil, no Boulevard Olímpico.

Em comum, todos defenderam a permanência da Nacional em parte do prédio do Edifício A Noite, na Praça Mauá, 7, onde a rádio começou, em 1936. Pelos corredores, estúdios e, principalmente o auditório, passaram os maiores artistas, cantores, músicos e jornalistas do rádio brasileiro, muito antes da invenção da televisão e quando o Brasil era ligado, de ponta a ponta, pelas ondas radiofônicas. Em 2004, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva reinaugurou o auditório e os novos estúdios, no 21º andar, ao custo de R$ 1,7 milhão.

Para a jornalista e apresentadora Daisy Lúcidi, que comanda o seu Alô Daisy há mais de quatro décadas, é preciso manter a presença da Nacional no Edifício A Noite, que deverá ser vendido em breve para um grupo imobiliário, que ali poderá fazer um hotel, um prédio comercial ou até residencial. Atualmente, o edifício está desocupado desde 2012, pois precisa de reformas, mas, com a valorização do entorno depois das obras de revitalização da região portuária, o imóvel ganhou interesse da iniciativa privada. A Rádio Nacional, juntamente com a Agência Brasil, se mudaram para prédios da TV Brasil, na Lapa.

“O Edifício A Noite era a nossa casa. A gente tem muita saudade. É a minha vida que foi dedicada lá. A Nacional foi uma verdadeira universidade do rádio. Tudo que se fez foi lá: os grandes programas de radioteatro, que tinham mais de 100 artistas, as grandes orquestras, que nós tínhamos cinco, e os cantores todos estavam na Nacional. Foi uma fase áurea do rádio. Tem que manter lá. A Nacional é um patrimônio do Brasil. Tudo o que foi feito em rádio, as grandes transformações, aconteceram lá”, disse Daisy Lúcidi.

Referência

A cantora Ellen de Lima, que começou sua carreira na Nacional, em 1950, e depois emplacou grandes sucessos musicais, também fez uma defesa veemente da permanência da Nacional na Praça Mauá, considerada por ela um dos berços do rádio brasileiro.

“A Rádio Nacional ali naquele prédio é uma referência. Muita gente tem a vida ligada a grandes momentos que a Nacional proporcionou, com seus músicos e um elenco maravilhoso. A rádio, de jeito nenhum, pode sair dali. Um pertence ao outro. Quando se fala em Rádio Nacional, se lembra do Edifício A Noite, e vice-versa. É um marco da radiofonia brasileira. A história do rádio está ali na Rádio Nacional”, disse Ellen de Lima.

No grupo dos radioatores, figurou durante muitos anos Gerdal dos Santos, que atuou ao lado dos maiores nomes da época e ainda hoje continua na ativa, com seu programa Onde Canta o Sabiá, trazendo músicas de todos os tempos.

“Quando a Nacional foi inaugurada, em 12 de setembro de 1936, foi um momento grandioso para o rádio brasileiro. Às 21 h, o locutor Celso Guimarães entrou para dizer: 'Alô rádio ouvintes, alô Brasil, está no ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.' Há uma necessidade histórica e educacional de se manter ali a Nacional, que, por ser pioneira, faz parte da história e da cultura do Rio de Janeiro e do Brasil”, disso Gerdal.

Licitação

Em nota, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) informou que, juntamente com o Ministério do Planejamento e os coproprietários do prédio, está sendo feita a formatação da licitação para venda do edifício A Noite. Segundo a SPU, são coproprietários a União, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“O processo licitatório, previsto para ser lançado em novembro de 2016, será público e aberto a qualquer interessado. De acordo com o secretário do Patrimônio da União, Guilherme Estrada Rodrigues, todos aspectos tombados do Edifício A Noite deverão ser preservados e a licitação será realizada na modalidade permuta por área construída", destacou a nota.

De acordo com a SPU, o Edifício A Noite pertence à União. “Em 1986 foi firmado um contrato de cessão com o INPI, sob o regime de aforamento, contemplando do subsolo ao 18º andar do prédio. O restante do edifício – do 19º andar à cobertura – ainda está em nome da União, mas está em andamento o processo de aforamento desses andares em nome da EBC.

Segundo a secretaria, “o aforamento é um contrato por meio do qual a União atribui a outrem 83% do domínio útil de um imóvel da União e mantém a posse dos 17% restantes. Esse instrumento é utilizado nas situações em que coexistem a conveniência de destinar o imóvel e, ao mesmo tempo, manter o vínculo da propriedade”.

Entre as propostas dos que defendem a permanência da Nacional pelo menos no 21º andar, está a de tornar o local um centro cultural, integrado ao entorno da Praça Mauá, podendo realizar show musicais populares, pois o auditório principal comporta cerca de 200 pessoas, ou recitais menores, em um outro auditório menor, para 50 espectadores, dedicado mais à música instrumental e clássica.


*Com informações Ascom/EBC e Agência Brasil



Postado por Etc & Tal

Rede Nacional de Comunicação Pública declara apoio à continuidade da TV Brasil

13.08.2016 às 01:11
Divulgação

 Descontinuidade da TV Brasil coloca em risco toda a estrutura da comunicação pública no país; em nota pública RNPC manifesta apoio à emissora


A Rede Nacional de Comunicação Pública, que reúne 16 emissoras públicas estaduais de TV, publicou uma nota pública manifestando apoio da entidade à continuidade da TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A decisão de escrever a nota foi tomada durante uma reunião mensal que as emissoras fazem para falar de programação e tratar da troca de conteúdos.

A EBC é uma empresa pública que, além da TV Brasil, é gestora da TV Brasil Internacional, da NBR, de oito emissoras de rádio, da Agência Brasil e da Radioagência.

A  Rede Nacional de Comunicação Pública diz que a “ameaça de suspensão da TV Brasil é gravíssima”. "A hipótese de descontinuidade da TV Brasil prejudicaria diretamente toda estrutura de comunicação pública no país, na medida em que boa parte da programação das emissoras regionais é fornecida dela", diz a nota.

Segue a íntegra da nota pública da  Rede Nacional de Comunicação Pública

Por uma comunicação pública forte, comprometida com o cidadão e a democracia

Reunidas em Brasília, as emissoras públicas estaduais de TV que compõem a Rede Nacional de Comunicação Pública manifestam seu total apoio à continuidade da operação da TV Brasil, fundamental para o cumprimento do princípio de complementariedade de sistemas de televisão definido pela Constituição Federal. A ameaça de suspensão das atividades da TV Brasil é gravíssima. Configuraria um duro ataque à liberdade de imprensa e de expressão e uma violação a um dos direitos humanos fundamentais reconhecidos pelas Nações Unidas.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nave-mãe da TV Brasil, da TV Brasil Internacional, da NBR, de oito emissoras de rádio e uma agência de notícias, foi inaugurada em 2007 com a missão de avançar na concretização dos artigos da Constituição relativos à comunicação --que seguem sem regulamentação, na sua quase totalidade, 28 anos depois de promulgada a Carta Magna.

A hipótese de descontinuidade da TV Brasil prejudicaria diretamente toda estrutura de comunicação pública no país, na medida em que boa parte da programação das emissoras regionais provém dela. Na prática, a rede pública de televisão é o único meio de circulação de informação gratuita qualificada sobre fatos ocorridos para além do eixo Rio-São Paulo, onde se concentram as grandes redes de TV comerciais. É por meio da rede pública, a partir da TV Brasil, que a sociedade brasileira enxerga melhor a diversidade de temas, personagens, realidades e culturas regionais --o que demarca com clareza os diferentes papéis da TV pública e da TV comercial.

Da mesma forma, é importante acentuar a distinção entre uma TV pública como a TV Brasil e um canal estatal --caso da NBR, responsável pela comunicação governamental do Poder Executivo Federal. Essenciais para a defesa de uma democracia saudável, TV Brasil e NBR precisam demarcar com cada vez mais clareza seus diferentes papéis, que serão melhor cumpridos quanto maior for a separação de estruturas. equipes e conteúdos.

A lei que cria a TV Brasil oferece também um importante mecanismo de fomento à radiodifusão pública, por meio da única fonte de financiamento existente para o setor. A Contribuição para o Fomento à Radiodifusão Pública precisa ser regulamentada urgentemente, para que se possa escoar os R$ 2,7 bilhões arrecadados desde 2009 entre as TVs e as rádios do campo público.

As emissoras abaixo assinadas reafirmam, portanto, a importância da preservação do caráter público da TV Brasil e do fortalecimento da Rede Nacional de Comunicação Pública, essenciais para a garantia dos direitos à informação, à comunicação e à liberdade de expressão. O que se constitui como instrumento indispensável para a afirmação de uma comunicação voltada aos interesses do cidadão, que contribua para a consolidação da jovem democracia brasileira.

TV Aldeia (Acre)

TV Antares (Piauí)

TV Aperipê (Sergipe)

TV Ceará

TV Cultura do Amazonas

TV Pernambuco

TV UFB (Paraíba)

TV UFSC

TV UFG (Goiás)

TV Universitária do Recife

TV Universitária (Rio Grande do Norte)

TVE Alagoas

TVE Bahia

TVE Tocantins

TVT (São Paulo)

Rede Minas


*Com Ascom/EBC

Postado por Etc & Tal

Festival Latinidades discute o papel da mulher negra na comunicação

25.07.2016 às 23:16
Fotos: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Na abertura da 9ª edição do Festival Latinidades, maior diálogo e intercâmbio cultural de mulheres negras na América Latina sobre a temática afro


A ocupação de parte da Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília, marcou hoje (25) o início do Festival Latinidades. Com balões, música e cerimônia religiosa, o evento celebrou também o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A comunicação, com foco no marketing, jornalismo e nas redes sociais, é o tema da nona edição do evento.

Este ano, o festival vai destacar o protagonismo das mulheres negras e o enfrentamento ao racismo nesses meios. O Latinidades vai  até o dia 31 de julho, com atividades concentradas no Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. A programação,disponível no site www.afrolatinas.com.br , inclui debates, conferências, lançamentos de livros, oficinas, cinema, feiras e shows, entre outras atividades.


“A ideia é pensar como os meios de comunicação podem ser usados no combate ao racismo e dar visibilidade à produção intelectual, cultural e jurídica dos negros em geral, especialmente das mulheres negras”, explicou a coordenadora de atividades formativas do Latinidades, Bruna Pereira. A expectativa da organização é receber 2 mil pessoas de todo o país durante o evento.

Para a publicitária baiana Larissa Santiago, do coletivo Blogueiras Negras, o evento é uma oportunidade para divulgar “como cada elemento do povo negro é comunicado à sociedade”. “A música, a religião, a forma de escrever e até mesmo o silêncio é uma forma de comunicar”, destacou.

O Latinidades também coloca em pauta a sororidade, termo usado para expressar empatia e companheirismo entre as mulheres, que tem ganhado força nas redes sociais e entre as militantes pela igualdade de gênero. “O termo é novo para uma prática antiga, que é irmandade, a solidariedade. É ter tempo de se ajudar, de olhar para o outro e ver o que nos une mais do que o que nos afasta”, ressaltou Larissa.


Programação

Nesta terça-feira (26), às 19h30, haverá debate no festival sobre a atual estrutura do sistema de comunicação brasileiro e a luta pela construção de um espaço público midiático plural e voltado à promoção da justiça social. Duas jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) participarão do debate: Juliana Cézar Nunes (secretária-executiva do Conselho Curador da EBC) e Luciana Barreto (âncora do Repórter Brasil Tarde). Os outros debatedores serão o fundador da Casa de Cultura Tainã e da Rede Mocambos (que atuam para a apropriação de softwares livres por comunidades quilombolas, indígenas e periféricas), Mestre TC (SP), e o produtor cultural do Rio de Janeiro Dom Filó, um dos mentores, na década de 1970, do Movimento Black Rio.

A mídia tradicional e a falta de diversidade de vozes da sociedade brasileira serão tema da mesa de discussão da quarta-feira (27), às 10h. O debate vai mostrar como grupos marginalizados têm resistido à invisibilidade e aos estereótipos com projetos colaborativos, tecem redes, propõem outras formas de comunicar, e fazem soar as vozes das periferias. O feminismo negro e o empoderamento das mulheres negras nos meios de comunicação, por ferramentas digitais e redes é o tema do #ELLASDebatem, também na quarta, a partir das 17h30.

Na quinta-feira (28), às 15h, estarão em pauta arte e cultura como instrumentos de troca, denúncia e reinvenção. A artista visutal Renata Felinto, a advogada Eliane Dias, a escritora Jarid Arraes e a jornalista Sueide Kintê discutirão como imagens, palavras e ritmos falam de vivências, ao mesmo tempo em que desafiam desigualdades e injustiças, contestam certezas e articulam mudanças.

Na sexta-feira (29), às 19h30, haverá uma conferência com a escritora norte-americana Kimberlé Crenshaw sobre interseccionalidade, conceito que influenciou a elaboração da cláusula sobre equidade na Constituição sul-africana. Refêrencia em Direitos Civis, na Teoria Feminista Negra no Direito e no tema de raça, racismo e direito, Kimberlé Crenshaw é professora da Universidade da Califórnia e na Universidade de Columbia.

O festival traz ainda uma exposição de fotos que retrata quilombolas de várias regiões do país e de diferentes faixas etárias que, em 18 de novembro de 2015, participaram, em Brasília, da Marcha das Mulheres Negras – Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem-Viver, evento que reuniu representantes das mais de 3 mil comunidades quilombolas.

Na programação musical do Latinidades estão as artistas Tati Quebra Barraco, MC Carol, Pretas Sonoras e DJs da festa Batekoo, de Salvador. Também estão entre os destaques a saxofonista norte-americana Hope Clayburn e a cantora nigeriana Veronny Okwei Odili. O festival também tem atrações para crianças no Espaço Infantil, com brincadeiras, roda de conversa e bailinho.

Organizado pelo Instituto Afrolatinas, o evento deste ano tem a parceria das Nações Unidas no Brasil e patrocínio do governo do Distrito Federal.


*Com informações da Agência Brasil 

Postado por Etc & Tal

A imparcialidade nas empresas de comunicação

08.07.2016 às 20:32

Pesquisa CUT/Vox Populi revela que nunca as empresas de comunicação foram tão mal avaliadas no quesito imparcialidade 


A mais recente pesquisa CUT/Vox Populi mostra que entre os mortos e feridos pela crise política a dita grande mídia é uma das vítimas . Nos últimos 50 anos, sua imagem de isenção e imparcialidade nunca esteve tão em baixa. 

Realizada entre os dias 7 e 9 de junho, a pesquisa caracterizou atitudes e sentimentos da opinião pública um mês após a posse de Michel Temer. Permite, portanto, identificar como a população compara a Presidência de Dilma Rousseff com a situação atual. 

A respeito da mídia, havia duas perguntas. A primeira solicitava uma avaliação do modo como emissoras de televisão, jornais e revistas discutiram o governo Dilma: se foi “com imparcialidade, apenas relatando fatos”, se a trataram de forma “crítica demais” ou “favorável demais”. A segunda, quanto ao governo Temer, era igual.  

Em relação a nenhum dos dois, a proporção daqueles que dizem que a mídia foi ou tem sido “imparcial” é majoritária. Apenas 43% acham que Dilma Rousseff foi retratada com neutralidade, enquanto 49% afirmam que Temer é assim apresentado.   

Desde quando se fazem pesquisas sobre a imagem dos meios de comunicação, nunca vimos números tão ruins: mal chega à metade a parcela da população que a considera equânime a propósito do último ou do atual governo. 

A pesquisa não revela somente seu mau desempenho nos atributos “isenção” e “apartidarismo”. O problema é maior.

A respeito do governo Dilma, 44% dos entrevistados consideram que os veículos de comunicação foram críticos “demais”, enquanto apenas 14% têm a mesma percepção do comportamento da mídia em relação ao governo de Michel Temer. Inversamente, 25% dos entrevistados afirmaram que os meios são favoráveis “demais” ao peemedebista, proporção que cai para 6% quando se trata da petista. 

Isso nada tem a ver com as características “objetivas” do noticiário. Não custa lembrar que o levantamento foi realizado quando o foco havia saído dos percalços do governo Dilma e se concentrava nas crises do interino. Ainda assim, os entrevistados mostraram-se capazes de identificar o “lado” da mídia: “Crítica demais” à petista e “favorável demais” ao pemedebista. 

Não é, portanto, a quantidade de notícias negativas contra Temer (que era abundante) ou Dilma (que era menor nos dias de realização da pesquisa) a definir o “lado” enxergado pelos entrevistados. A identificação vem da percepção de um “excesso”, a favor ou contra, traduzido no advérbio de intensidade.  

O sentimento de que emissoras de televisão, jornais e revistas têm um viés negativo sistemático é especialmente intenso em alguns segmentos da sociedade, como se constata nas variações regionais e socioeconômicas das respostas relativas a Dilma. No Nordeste, apenas 37% dos entrevistados afirmam que a mídia foi justa com ela, enquanto 57% a consideram “crítica demais”. Entre as mulheres, as proporções são de 39% e 46%, com clara vantagem da percepção de facciosidade, quase exatamente os mesmos números registrados entre os jovens (39% e 45%) e os cidadãos com menor escolaridade (39% e 46%).

Só existe um segmentoda população que parece acreditar na imparcialidade dos meios de comunicação em relação a Dilma : os antipetistas. Entre os 27% que rejeitam o PT, 63% têm essa opinião. Isso também significa que, até entre esse grupo, 22% não consideram os veículos isentos. 

Constatar ser esta a imagem da autointitulada “grande imprensa” é relevante no momento em que o governo interino anuncia a intenção de suspender os investimentos nos veículos desvinculados dos oligopólios de comunicação e acena com o fechamento da EBC, única inciativa pública de expressão no setor.  

O argumento de serem mídias “políticas”, enquanto os oligopólios seriam “neutros”, é pueril. A população não acredita nessa versão. É minoritária a parcela daqueles que consideram “apartidários” os meios de comunicação. Em alguns segmentos, é amplamente majoritária a percepção da cobertura enviesada.   

Esse dado importa pouco, porém. O governo interino apenas paga uma das muitas contas que precisa acertar com quem o viabilizou. Mesmo com a imagem arranhada, a mídia tradicional quer ser única. 


*Carta Capital

Postado por Etc & Tal

Crise na EBC - uma questão "conceitual"

24.06.2016 às 11:40
Divulgação

Em audiência pública, realizada na Câmara Federal, representantes da área e parlamentares protagonizaram um debate sobre  a situação da EBC, revelando profundas divergências sobre o significado e objetivos da comunicação pública no país 

 

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi tema de uma audiência pública realizada na tarde da última terça-feira (21) na Câmara Federal, em Brasília. A instituição é responsável pela gestão de 13 veículos, como emissoras de TV, rádios, portais e agências de notícias. Desde a posse do governo interino de Michel Temer a EBC esteve no centro de notícias polêmicas em função de possíveis interferências políticas gerando especulações até sobre o futuro da instituição.

Os debates se concentraram na questão do conceito de comunicação pública. Não é incomum tal conceito ser  confundido como “projeto de governo”. A comunicação pública está prevista na Constituição e não pode ser entendida, como parece estar sendo no atual governo, como um “braço” do governo anterior que deve ser amputado.

Segundo Bia Barbosa, representante da Frente em defesa da EBC e da Comunicação Pública “quando se faz um enxugamento, no sentido de atacar os mecanismos de autonomia da comunicação pública, estamos tratando não somente do ataque ao setor em si, mas da violação de um direito fundamental, que é o direito humano à comunicação".

A audiência contou com a participação de alguns deputados que protagonizaram as principais diferenças de visão sobre os obejtivos da comunicação pública no país e o papel da EBC nesse contexto.

Para o deputado Chico D’Ângelo (PT-RJ), presidente da Comissão de Cultura da Câmara, “a EBC é uma política de Estado e não de governo. Ela nasceu no bojo do processo democrático brasileiro e todos os países democráticos têm uma comunicação pública de qualidade, que se diferencia do setor privado”.


Contraponto e vaias

Já o deputado Arthur Maia (PPS-BA) afirmou que  “se ela fosse bancada pela iniciativa privada, certamente já teria falido porque não dá lucro e não tem eficiência. A EBC acaba sendo, na verdade, muito chapa-branca”. As afirmações de Maia receberam apoio do deputado Júlio Lopes (PP-RJ) que acrescentou que o governo Temer pretende dar um novo momento ao Brasil, o que inclui rever as precárias condições de operação do sistema EBC”. Ambos foram vaiados durante as suas exposições.

Para Tereza Cruvinel, ex-presidente da instituição, “não se trata de questionar a audiência. A questão é que todo governo autoritário quer calar a divergência, por isso a ofensiva contra a EBC é simbólica”.

O atual presidente , Ricardo Melo, destacou a relevância da EBC atuando como contraponto ao padrão de comunicação vigente no país. "O modelo brasileiro de comunicação foi montado com base no monopólio da produção e da opinião, e é isso que precisa ser questionado. Considerando o trabalho que a EBC apresenta à sociedade, enfraquecê-la seria um retrocesso", disse. 

Segundo dados apresentados por defensores  da EBC  a produção da TV Brasil,  chega a alcançar 32 milhões de pessoas.  Presente em quatro praças (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Maranhão), a EBC, além dos 13 veículos próprios, possui  mais de 40 emissoras parceiras no País.  


Governo Temer

A EBC virou motivo de polêmica nas últimas semanas após Temer demitir, no dia 17 de maio, o presidente, Ricardo Melo. Ele havia sido empossado pela presidenta Dilma Rousseff poucos dias antes do afastamento dela. No lugar dele, o governo nomeou o jornalista Laerte Rimoli. 

A decisão provocou a reação de diversos segmentos da sociedade civil organizada pelo fato de a lei de criação da empresa garantir a autonomia do mandato, que é de quatro anos e não coincide com a gestão do chefe do Executivo federal. Esse entendimento dialoga, por exemplo, com a jurisprudência da Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) e da Unesco. Ela indica que os mandatos de dirigentes do sistema público de radiodifusão não podem ficar reféns da arena política governamental. 

A disputa envolvendo a EBC se estendeu à seara judicial e, no dia 1º deste mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, expediu uma liminar garantindo o retorno de Melo ao cargo. “O mandato do presidente não pode ser colocado em xeque por interesses circunstanciais de um governo específico. A legislação nos assegura isso e somente o Conselho Curador tem o poder de destituir o gestor. Nós não podemos negociar essas prerrogativas”, ressaltou a presidenta do colegiado, Rita Freitas.

Ela frisou que o Conselho representa a voz da sociedade porque conta com  representantes dos funcionários da EBC, do Governo Federal, do Congresso Nacional e da sociedade civil organizada, escolhidos por meio de consulta pública. 

Tanto Rita quanto Ricardo Melo ressaltaram ainda que o colegiado é apenas um dos mecanismos dos quais a EBC dispõe para estabelecer uma vigilância sobre os conteúdos produzidos pelos veículos públicos e evitar possíveis inclinações político-partidárias. “Nós temos ouvidoria, diversos comitês e outras instâncias de controle como nenhuma outra empresa estatal já teve no Brasil”, assinalou Melo. 


*Com informações de Ascom/EBC e site Brasil de Fato

Postado por Etc & Tal


Etc & Tal por Ricardo Leal

Carioca, publicitário, poeta e escritor. Radicado em Alagoas desde 2002, trabalhou em diversas campanhas eleitorais no estado. Foi  diretor da Organização Arnon de Melo (OAM) e do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). É diretor executivo da Press Comunicações e titular do blog Etc & Tal veiculado no portal Painel Notícias, desde 2010.

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