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Teori Zavascki - O Mito e os Fatos

24.01.2017 às 14:51

A morte do ministro Teori Zavascki , provocou uma espécie de "luto social", patrocinado por milhares de  postagens em redes sociais que o elevaram ao status de herói nacional do STF e da Operação Lava Jato.   


Clamor e Sofrimento Popular nas redes sociais

A morte do ministro Teori Zavascki pegou o país de “calça curta”, causando uma espécie de luto social/nacional pela perda de um “herói” do STF e da Operação Lava Jato. Num momento em que a população clama por transparência e rapidez nas ações que movimentam a maior operação deflagrada no país contra a corrupção, a morte do ministro relator da Lava Jato cai como um balde de “água fria” na expectativa  popular, que tinha na figura do  falecido um “esteio” de esperança e confiança de que  ainda se pode sonhar com justiça nesse tão injusto Brasil.

As principais fontes de repercussão desse clamor transformado em sofrimento popular foram, sem dúvida, as redes sociais, que desde o dia de sua morte  até hoje exaltam os posicionamentos do ministro falecido (algumas postagens exaltando até sua “bravura” ao enfrentar “forças poderosas”).

Não é de hoje que aprendi no meu cotidiano junto à essas “redes” que nem tudo que lá é postado traduz necessariamente a verdade dos fatos. Já me deixei em outros tempos  levar pela adrenalina de postagens  acaloradas (principalmente as de cunho político), chegando a compartilhar em meu próprio perfil “ falsas verdades”  de vida curta, que quando desarticuladas me deixavam  vergonhosamente constrangido comigo mesmo, por ter agido sem pensar, repercutindo muitas vezes “memes” e “factóides” criados por terceiros.

Minha “relação” com as redes sociais no caso do falecimento do ministro Teori foi um tanto atípica. Num primeiro momento o espanto e o sentimento de injustiça do destino em sintonia com a maioria das “repercussões”. Foi morrer justamente o relator da Lava Jato, uma semana antes do início das oitivas da “mega delação” que iria passar o país a limpo. Cheguei a me emocionar ao assistir um vídeo do filho do ministro afirmando não acreditar em “teoria de conspiração” (outra corrente semeada nas redes que, a princípio, também não compartilho).Comecei então a pensar que a respeitável dor da perda desse filho é um pouco diferente da  “dor institucional” gerada a partir da perda de uma figura de grande carisma e relevante importância para o país, como seria, segundo as redes socias , a perda em questão. Estaria Teori Zavascki nesse “patamar”?

Movido, inesperadamente, por um instinto de curiosidade e  justiça fui pesquisar  o “currículo de atuação”  do ministro no STF.

Atuação no STF

Indicado por Dilma Rousseff, em 2012, Teori Zavascki  chega ao Supremo num momento em que a Suprema Corte julgava turbulentos processos envolvendo a classe política.

Em fevereiro de 2014,  desagradou boa parte da opinião pública, ao votar pela absolvição dos condenados  pelo crime de formação de quadrilha durante o processo do mensalão , que ficou conhecido como “embargos infringentes”.

Em março de 2015 autorizou abertura de inquérito (ligado a Operação Lava Jato) para investigar 47 políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobras. Em novembro determinou a PF o cumprimento de quatro mandados de prisão que incluíam o do ex-senador Delcídio Amaral e do banqueiro André Esteves.

Em março de 2016, voltou a ser alvo de críticas da opinião pública ao determinar que todas as investigações da Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal que envolvessem o ex-presidente Lula   e políticos com foro privilegiado, como a então Presidente da República Dilma Rousseff, fossem remetidas ao Supremo Tribunal Federal.Determinou ainda  que fosse mantido sigilo em interceptações telefônicas que envolvessem autoridades com foro privilegiado. Por essas decisões,  Teori foi hostilizado nas redes sociais, inclusive  por membros do Movimento Brasil Livre.

Em 5 de maio, acatando pedido da PGR, deferiu medida requerida em ação cautelar que determinou a suspensão de Eduardo Cunha do exercício do mandato de deputado federal e, por consequência, da função de presidente da Câmara dos Deputados . Em 11 de maio, negou o pedido do governo para anular o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Com o aval de tal   decisão, o Senado votou  pela abertura do processo e afastamento temporário de Dilma Rousseff  do Palácio do Planalto.

Em 13 de junho, Teori determinou que a investigação envolvendo o ex-presidente Lula fosse devolvida ao juiz Sérgio Moro, e decidiu anular as interceptações telefônicas envolvendo a presidente afastada Dilma Rousseff, por considerá-las ilegais. No dia seguinte(14), uma outra decisão que causou “revolta popular” nas redes sociais. Teori  negou os pedidos de prisão solicitados pela PGR  , do presidente do Senado Renan Calheiros, do senador Romero Jucá e do ex-presidente da República José Sarney, sob justificativa de que não houve no pedido "a indicação de atos concretos e específicos" que demonstrem a efetiva atuação dos três peemedebistas para interferir nas investigações da Lava Jato.

Com todo o  respeito

Numa rápida análise da atuação de Teori Zavascki , baseada no histórico acima apresentado, percebe-se que , politicamente falando, agradou e desagradou “gregos e troianos” e que muitos que hoje exaltam a sua figura de “herói” da Lava Jato já o criticaram (como por exemplo o Movimento Brasil Livre). Portanto  seria perfeitamente  normal  imaginar que suas ações ,à frente da relatoria da Lava Jato, como em outras ações já publicamente conhecidas, poderiam “agradar e desagradar”

As decisões de Teori em sua passagem pelo STF,  animaram e desiludiram legiões de brasileiros ansiosos por justiça e moralidade; brasileiros partidários e não partidários, religiosos e ateus, esperançosos e incrédulos. Foi  um magistrado que exerceu uma respeitável função com “erros e acertos” comuns a qualquer ser humano; e qualquer ser humano que age como tal estará, como estará Teori Zavascki, muito longe de simbolizar um mito  que o eleve a um status de herói nacional. Com todo o respeito...

Postado por Etc & Tal

O real significado do dia 20 de novembro na história do Brasil

20.11.2016 às 10:43


Qual seria afinal a cor da nossa "obesa consciência" ?


O que significa, de fato, na história d Brasil, o dia 20 de novembro? O que ele representa para os brasileiros e outras nações?Por que precisamos ter uma data para cobrar ou festejar a consciência negra em nosso País? Não bastaria, tão somente, que cada um de nós tivesse na consciência o compromisso de lutarmos, brancos e negros, por uma identidade comum? Pela igualdade das raças e dos direitos? Por um Brasil capaz de referenciar e resgatar a história de liberdade, construída nos quilombos de milhares e milhares de escravos espalhados por cada canto desta Nação?

De 1978 para cá, 38 anos depois que os movimentos negros no Brasil conseguiram criar o 20 de novembro, como referência para a Consciência Negra, pouco se conquistou na redenção dos quilombolas, espalhados por cerca de duas mil comunidades em 24 estados do País.

Em Alagoas recentemente iniciou-se um diagnóstico social e economico de mais de 50 comunidades em vários municípios, através do ITERAL.

Só em 2009, é que o governo federal, por meio da Fundação Palmares, reconheceu legalmente 25 dessas comunidades no Estado, inserindo à sua população planos públicos de ordenação e fomento do desenvolvimento regional. As outras, restantes, ainda caminham no escuro, buscando a sua história na sobrevivência diária da pobreza que acomete a todos, negros, brancos, índios, na sua grande maioria, pelo Brasil inteiro.

E em cada 20 de novembro, data que também lembra a morte do herói Zumbi dos Palmares, escolhida como bandeira do movimento negro por representar a luta e o martírio do guerreiro, ao contrário do  13 de maio, visto pelos negros como uma "liberdade sem asas", um ato de generosidade da Princesa Isabel e não uma conquista da raça e da bravura de tantos, negros e brancos, pobres e ricos, pela liberdade geral de todos os brasileiros, a celebração parece acolher apenas e tão somente a elite negra na maior parte do Brasil.

O grito dos movimentos é contra o racismo, o preconceito da cor, cobram mais punição dos brancos que se mostram racistas, do que a inclusão da cidadania dos quilombolas, que vivem alojados em bolsões de miséria que se multiplicam no País; negros remanescentes de uma luta que, a exemplo do Quilombo dos Palmares, lá na serra da Barriga, unificou todos, independente da cor da pele, na crença e na fé da esperança de liberdade.

É bem possível que demoremos mais alguns anos, algumas décadas até, para enxergarmos que podemos ter uma única consciência: a consciência da cidadania. A consciência que, em sã consciência, a consciência não tem cor.


*RL(Ampliado e republicado)

Postado por Etc & Tal

E o Donald chegou lá ...

10.11.2016 às 02:52

O recado dos eleitores americanos mostrado ao mundo ontem,  foi um basta a saturação do modelo socio/político adotado no país, onde (qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência) o fosso entre ricos e pobres nunca parou de aumentar. Trump teve votação expressiva entre as classes de menor renda e em alguns estados com população operária que, tradicionalmente, votavam nos democratas. Além disso o discurso de Trump contagiou uma "esquerda" silenciosa que ficou fora do ângulo de visão dos institutos de pesquisa. Trump, por não ser político profissional,conseguiu atrair a atenção de boa parte do eleitorado insatisfeito que em outras eleições nem se deram ao trabalho de votar, mas que nesse pleito o fizeram em sinal de protesto, votando nele . 


 Do outro lado, enquanto Trump crescia "silenciosamente" , os marqueteiros de Hillary cantaram vitória antes do tempo,inclusive antes do FBI entrar em cena contra a candidata democrata. Não prestaram atenção ou simplesmente ignoraram a estratégia  de Trump em intensificar seus discursos( em alguns estados mais de uma vez) em estados em que "era certa "a vitória de Hillary. Se danaram nas avaliações. O FBI não conseguiu provar nada de concreto contra Hillary , mas o fato em si gerou um impacto negativo à imagem da candidata roubando-lhe preciosas intenções de voto na reta final da campanha.

 
Enfim...num país que já elegeu um ator de quinta categoria para o mesmo cargo, me pergunto  porque a surpresa pela eleição de um "âncora de reality-show"...? Apesar de não estar  nem ai pro Donald , não nego que quero assistir de camarote o grande jogador do mundo dos negócios girando   a roleta politica mais importante do planeta .Se não acabar como seu "Taj Mahal "pode até dar certo ...

 Antes de qualquer conclusão precipitada, vamos observar onde ele vai colocar suas fichas para poder analisarmos melhor depois ... Por hora só podemos ter certeza que " Hillary: You're fired"...

Postado por Etc & Tal

Programa radiofônico "A Voz do Brasil" estreia novo formato

31.10.2016 às 09:28

 A Voz do Brasil é o programa de rádio mais antigo do país ( 81 anos) e do Hemisfério Sul em execução. Essa marca lhe rendeu um espaço no Guinness Book, o Livro dos Recordes, em 1995



Estreia hoje (31), com nova roupagem, o programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Em seu novo formato, o programa de rádio mais antigo do Brasil será mais interativo e próximo do cidadão. Haverá novos quadros, com jornalismo, prestação de serviço e diálogo com os ouvintes. Uma das grandes mudanças será a maior participação da audiência.

A ideia é oferecer um programa que lembre menos o formato solene e distante de décadas anteriores e tenha uma linguagem menos formal, mais próxima do cidadão. O programa contará com novos apresentadores - Airton Medeiros e Gláucia Gomes. “A ideia da nova Voz do Brasil é aproximar o cidadão, trazê-lo mais para perto da notícia, da informação. Fazer com que o cidadão interaja com o que fazemos aqui na EBC. A gente não pode estar distante”, diz Gláucia à Agência Brasil.

Os ouvintes poderão tirar dúvidas sobre programas sociais, sobre o trabalho do presidente da República e ministros ou esclarecer informações, como tirar documentos, por exemplo, além de fazer perguntas para os integrantes do Poder Executivo. O programa abrirá canais de e-maile telefone, além de um número de WhatsApp para interagir com o público. Pelo aplicativo, os ouvintes poderão enviar mensagens para a produção pelo número 61 99862-7345.

A “Voz”, como é chamada nos corredores da EBC, tem especial importância para as regiões afastadas dos grandes centros do país. São nos locais onde as rádios comerciais não investem na informação que o programa cumpre papel fundamental. “É a prestação de serviço daquilo que o cidadão precisa na vida dele, lá na cidadezinha onde mora. Precisamos trazer a Voz do Brasil para perto desse cidadão. Essa nova linguagem e as informações essenciais são para que o cidadão possa saber o que o governo federal está fazendo para ele”, acrescenta a locutora.

Veiculado diariamente (exceto aos sábados, domingos e feriados) das 19h às 20h, os primeiros 25 minutos são dedicados às notícias sobre o Poder Executivo. As mudanças da nova Voz do Brasil se darão nessa primeira parte do programa. A produção dos demais 35 minutos é de responsabilidade dos Poderes Legislativo e Judiciário. A Voz do Brasil alcança hoje cerca de 60 milhões de brasileiros e é transmitida em todas as emissoras de rádio do país.

História

Com 81 anos, A Voz do Brasil é o programa de rádio mais antigo do país e do Hemisfério Sul ainda em execução. Essa marca lhe rendeu um espaço no Guinness Book, o Livro dos Recordes, em 1995. Em julho de 1935 foi criado o Programa Nacional, para divulgação dos atos do Estado novo, da era Vargas.

Três anos depois, o Programa Nacional deu lugar à Hora do Brasil, quando passou a ter veiculação obrigatória nas rádios do país, com o horário fixo das 19h às 20h. Em seus primeiros anos, o programa abria espaço para a arte, com execução de músicas e transmissão de radionovelas. Em 1961, o presidente Jânio Quadros costumava usar o programa para transmitir recados escritos por ele de última hora.

O nome A Voz do Brasil foi adotado a partir de 1971. Ao longo dos anos, passou por reformulações. Em 1998, por exemplo, foi incluída uma voz feminina na locução. A abertura do programa, quando uma voz masculina imponente dizia “em Brasília, 19 horas”, tornou-se marca de A Voz do Brasil. Aos poucos, o bordão foi sendo flexibilizado e foram incluídas novas frases de abertura, como “Está no ar a sua voz, a nossa voz, a Voz do Brasil”. Mas, para os fãs do bordão original, uma boa notícia: ele vai voltar.

O Guarani

Apesar de criada no século 19 e aclamada na ocasião de sua estreia, em 1870, em Milão, a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, é mais conhecida como o tema de abertura de A Voz do Brasil. A ópera é extensa, com quatro atos, mas os acordes mais conhecidos são os de sua abertura. Os primeiros segundos da peça de Gomes foram escolhidos para anunciar a entrada do programa no ar. O tema de abertura se tornou uma das marcas mais conhecidas do programa.

A ópera foi exibida em sua versão original por décadas. Posteriormente, releituras foram feitas em diferentes estilos, sempre remetendo à cultura nacional. Versões de samba, axé e capoeira já foram usadas no programa. A nova versão, que estreia hoje, remete à música clássica, mas traz uma orquestração nova, mais moderna e com ares de telejornal.


*Com informações Ascom/EBC e Agência Brasil 

Postado por Etc & Tal

Como diria Carlos Imperial, Fagundes é "10, nota 10!"

28.09.2016 às 00:06
Reprodução/Globo

Aconteça o que acontecer nos capítulos finais de Velho Chico, dificilmente superará em emoção, direção e interpretações que aconteceram no capítulo de hoje

Não sou de assistir novelas, mas os poucos capítulos de Velho Chico que assisti me chamaram a atenção pela linguagem diferenciada, planos de filmagem, maquiagem "carregada' nos atores e cenários( via computação gráfica). Uma novela passada na TV com linguagem de cinema. Não lembro de nada parecido em termos de novela. Alguns poderiam citar Pantanal ou Mandacarú exibidas pela Rede Manchete , mas lembro que nessas produções os textos eram  muito "folhetinescos" e as tomadas externas eram extremamente longas, muitas vezes enjoando , apesar da beleza  e riqueza visual daquelas produções. 

A morte de Domingos Montagner, um dos principais personagens da trama, me fez voltar a "passar os olhos" na atração global. Fiquei curioso de como a direção "iria se virar" para cobrir a falta de "Santo" na reta final da história. E uma vez mais a Globo inovou, "dando vida" ao personagem morto ,através do enquadramento interativo da câmera, com os demais atores que contracenariam com o personagem de Montagner no roteiro original. Muita gente pode não ter entendido, mas para quem entendeu foi interessante e, em alguns momentos, emocionante.

Mas a grande surpresa que a novela reservava na reta final creio ter sido exibida no capítulo de hoje , terça-feira 27 (não sei o que pode ainda acontecer nos 3 capítulos que faltam). As sequências com os personagens Martin e Afrânio foram magistralmente dirigidas com interpretações admiráveis. 

Nunca tinha visto ou ouvido falar no ator Lee Taylor que interpretou Martin. Grande ator. Num cenário como sempre naturalmente impecável, o desenrolar sobre o destino do personagem foi sereno e sutil, apesar da interpretação do ator ser carregada de forte emoção (como exigia, certamente o roteiro). Tenho certeza que muitos espectadores devem ter sido pegos de surpresa com a "revelação de morte" do personagem.

Sequenciando a morte de Martin, o personagem Afrânio entrou em cena. Num cenário de beleza exuberante que misturava as águas do Velho Chico e areais desertos (teriam sido essas cenas gravadas lá no povoado do Pixaim no município alagoano de Piaçabuçu?) o personagem contracena com ele mesmo, ora mais jovem, ora mais velho ( sem a peruca do "saruê"), à procura de respostas que a vida nunca lhe trouxe. Com o desespero pela a possibilidade da perda real de um filho que sempre amou, mas nunca teve capacidade de demonstrar tamanho afeto, Afrânio entra em colapso emocional e já não consegue diferenciar o real do virtual, e na desesperada busca enxerga improváveis desfechos para sua relação com o  filho . Numa sequência que induzia o encontro (que não aconteceu) entra em cena a trilha sonora com  o grande Renato Russo interpretando "Monte Castelo". 

As cenas são fortes, muito bem dirigidas(confesso que não sei quem é o diretor da novela) e a edição impecável desde as pesadas pegadas do personagem na "desértica areia" , ao bater furioso do "cajado" na gigantesca torre no meio do nada. O destempero e o desespero do personagem impressionam e , principalmente, emocionam. São passados magistralmente na interpretação  irretocável desse monstro, gigante, doutor e professor da arte de ser  ATOR (com maiúsculas), Antônio Fagundes.


Postado por Etc & Tal

MPF pede cancelamento das concessões de rádio e TV ligadas a políticos

25.09.2016 às 19:34

A investigação sobre a propriedade de emissoras de rádio e tevê por políticos foi iniciada pelo MPF em São Paulo, que fez um levantamento em todo o país das concessões de radiodifusão que tinham políticos como sócios

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou cinco ações judiciais para cancelar as concessões de radiodifusão que têm como sócios detentores de mandatos eleitorais no Pará e Amapá. Os deputados federais Elcione Barbalho (PMDB/PA) e Cabuçu Borges (PMDB/AP) e o senador Jader Barbalho (PMDB/PA) violam a legislação ao figurarem no quadro societário de rádios e uma emissora de televisão. “O fato de ocupante de cargo eletivo ser sócio de pessoa jurídica que explora radiodifusão constitui afronta à Constituição Federal”, diz o MPF nos processos judiciais iniciados em Belém pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

Foram pedidos o cancelamento das concessões de radiodifusão ligadas aos políticos, a condenação da União para que faça nova licitação para tais concessões e a proibição de que eles recebam qualquer outorga futura para explorar serviços de radiodifusão. As emissoras que podem ter a concessão cancelada são a Beija-Flor Radiodifusão, do deputado Cabuçu Borges, a Rede Brasil Amazônia de Televisão, o Sistema Clube do Pará de Comunicação, a Carajás FM, a Belém Radiodifusão e a Rádio Clube do Pará – PRC-5, todas de propriedade de Elcione Barbalho e Jader Barbalho. Todas funcionam no território paraense. A rádio de Cabuçu Borges transmite na região sudeste do Pará.

A investigação sobre a propriedade de emissoras de rádio e tevê por políticos foi iniciada pelo MPF em São Paulo, que fez um levantamento em todo o país das concessões de radiodifusão que tinham políticos como sócios. A partir disso, várias ações foram iniciadas em vários estados do país. Já existem decisões judiciais em tribunais superiores retirando as concessões das mãos de parlamentares, seguindo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já se manifestou contrário ao controle de políticos sobre veículos de comunicação.

Segundo o artigo 54, inciso I, a, da Constituição Federal, deputados e senadores não podem celebrar ou manter contratos com concessionárias de serviço público, o que inclui as emissoras de rádio e TV. Já o inciso II, a, do mesmo artigo veda aos parlamentares serem proprietários, controladores ou diretores de empresas que recebam da União benefícios previstos em lei. Tal regra também impede a participação de congressistas em prestadoras de radiodifusão, visto que tais concessionárias possuem isenção fiscal concedida pela legislação.

A situação revela ainda um claro conflito de interesses, uma vez que cabe ao Congresso Nacional apreciar os atos de concessão e renovação das licenças de emissoras de rádio e TV, além de fiscalizar o serviço. Dessa forma, parlamentares inclusive já participaram de votações para a aprovação de outorgas e renovações de suas próprias empresas. Assim, para o MPF, o cancelamento das concessões visa a evitar o tráfico de influência e proteger os meios de comunicação da ingerência do poder político.


*Com informações do Jornal do Brasil e assessorias

Postado por Etc & Tal

Luto na comunicação: TV Brasil deixa de ser uma emissora pública

23.09.2016 às 16:08

Emissora deixa de ser gerida com a participação da sociedade, prestando serviços a comunicação pública ( como previsto na constituição) para se transformar num mero veículo a favor do governo


Não dá para acreditar, mas a TV Brasil, com o aval de Temer & Cia., deixa de ser uma televisão pública. Com o presidente da EBC exonerado, com o Conselho Curador extinto e o fim das garantias de independência, a emissora deixa de ser pública e vira governamental (ou estatal). Traduzindo em miúdos, a emissora deixa de ser gerida com a participação da sociedade, prestando serviços a comunicação pública ( como previsto na constituição) para se transformar num mero veículo a favor do governo.

Nos últimos oito anos, a TV Brasil construiu uma rede com emissoras educativas estaduais e independentes. Os contratos de rede foram revogados. Produziu conteúdos que alimentaram sua grade e a das emissoras parceiras. Licenciou conteúdos de qualidade, dos produtores nacionais independentes e de emissoras públicas internacionais. Tem um riquíssimo banco de conteúdos, alguns próprios, outros em parceira com  produtores brasileiros. Tem acervo e tem equipamentos modernos para continuar produzindo. Mas produzir para quê? . A nova direção já iniciou negociações com a Tv Cultura de São Paulo para retransmitir sua programação. 

A parceria com a emissora paulista não foi  totalmente ruim e teve início na gestão de Tereza Cruvinel. Naquela gestão foi firmado um acordo  que garantiu o abrigo dos transmissores do canal paulista da TV Brasil na torre do Sumaré. Em troca, a EBC forneceu à TV Cultura seu primeiro transmissor digital. Além desse acordo aconteceram outros, inclusive  de coproduções; mas trocar a totalidade da grade de programação pela de outra emissora é uma verdadeira operação “de desmonte”.

A luta pela comunicação pública não acaba com o desmonte da EBC. Será retomada, à luz da Constituição. Enquanto isso seria recomendável que Temer e seu governo assumissem, sem manobras ou falsos pretextos, que estão desconstruindo a maior experiência de comunicação pública que o país já teve.

As chances de restauração da Lei 11652/2008 são remotas,  e enquanto não acontece fica difícil chamar a TV Brasil de pública, ou até mesmo de estatal ... está mais para TV Temer.


*Com informações da Ascom/EBC e blog da Tereza Cruvinel


Postado por Etc & Tal

Rádio Nacional: 80 anos

13.09.2016 às 02:33
A apresentação do grupo Época de Ouro emocionou a todos nas comemorações dos 80 anos da Rádio Nacional do Rio de Janeiro - Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil

Nas comemorações dos 80 anos da Rádio Nacional, artistas e funcionários pedem manutenção da sede da  emissora no edifício "A Noite"


Os 80 anos da Rádio Nacional foram comemorados nesta segunda-feira (12) em um show na região portuária do Rio, com a presença de artistas contemporâneos e outros que fazem sucesso há muitas décadas. A apresentação do grupo Época de Ouro emocionou a todos, que puderam participar da comemoração, aberta ao público, no auditório da Casa Brasil, no Boulevard Olímpico.

Em comum, todos defenderam a permanência da Nacional em parte do prédio do Edifício A Noite, na Praça Mauá, 7, onde a rádio começou, em 1936. Pelos corredores, estúdios e, principalmente o auditório, passaram os maiores artistas, cantores, músicos e jornalistas do rádio brasileiro, muito antes da invenção da televisão e quando o Brasil era ligado, de ponta a ponta, pelas ondas radiofônicas. Em 2004, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva reinaugurou o auditório e os novos estúdios, no 21º andar, ao custo de R$ 1,7 milhão.

Para a jornalista e apresentadora Daisy Lúcidi, que comanda o seu Alô Daisy há mais de quatro décadas, é preciso manter a presença da Nacional no Edifício A Noite, que deverá ser vendido em breve para um grupo imobiliário, que ali poderá fazer um hotel, um prédio comercial ou até residencial. Atualmente, o edifício está desocupado desde 2012, pois precisa de reformas, mas, com a valorização do entorno depois das obras de revitalização da região portuária, o imóvel ganhou interesse da iniciativa privada. A Rádio Nacional, juntamente com a Agência Brasil, se mudaram para prédios da TV Brasil, na Lapa.

“O Edifício A Noite era a nossa casa. A gente tem muita saudade. É a minha vida que foi dedicada lá. A Nacional foi uma verdadeira universidade do rádio. Tudo que se fez foi lá: os grandes programas de radioteatro, que tinham mais de 100 artistas, as grandes orquestras, que nós tínhamos cinco, e os cantores todos estavam na Nacional. Foi uma fase áurea do rádio. Tem que manter lá. A Nacional é um patrimônio do Brasil. Tudo o que foi feito em rádio, as grandes transformações, aconteceram lá”, disse Daisy Lúcidi.

Referência

A cantora Ellen de Lima, que começou sua carreira na Nacional, em 1950, e depois emplacou grandes sucessos musicais, também fez uma defesa veemente da permanência da Nacional na Praça Mauá, considerada por ela um dos berços do rádio brasileiro.

“A Rádio Nacional ali naquele prédio é uma referência. Muita gente tem a vida ligada a grandes momentos que a Nacional proporcionou, com seus músicos e um elenco maravilhoso. A rádio, de jeito nenhum, pode sair dali. Um pertence ao outro. Quando se fala em Rádio Nacional, se lembra do Edifício A Noite, e vice-versa. É um marco da radiofonia brasileira. A história do rádio está ali na Rádio Nacional”, disse Ellen de Lima.

No grupo dos radioatores, figurou durante muitos anos Gerdal dos Santos, que atuou ao lado dos maiores nomes da época e ainda hoje continua na ativa, com seu programa Onde Canta o Sabiá, trazendo músicas de todos os tempos.

“Quando a Nacional foi inaugurada, em 12 de setembro de 1936, foi um momento grandioso para o rádio brasileiro. Às 21 h, o locutor Celso Guimarães entrou para dizer: 'Alô rádio ouvintes, alô Brasil, está no ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.' Há uma necessidade histórica e educacional de se manter ali a Nacional, que, por ser pioneira, faz parte da história e da cultura do Rio de Janeiro e do Brasil”, disso Gerdal.

Licitação

Em nota, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) informou que, juntamente com o Ministério do Planejamento e os coproprietários do prédio, está sendo feita a formatação da licitação para venda do edifício A Noite. Segundo a SPU, são coproprietários a União, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“O processo licitatório, previsto para ser lançado em novembro de 2016, será público e aberto a qualquer interessado. De acordo com o secretário do Patrimônio da União, Guilherme Estrada Rodrigues, todos aspectos tombados do Edifício A Noite deverão ser preservados e a licitação será realizada na modalidade permuta por área construída", destacou a nota.

De acordo com a SPU, o Edifício A Noite pertence à União. “Em 1986 foi firmado um contrato de cessão com o INPI, sob o regime de aforamento, contemplando do subsolo ao 18º andar do prédio. O restante do edifício – do 19º andar à cobertura – ainda está em nome da União, mas está em andamento o processo de aforamento desses andares em nome da EBC.

Segundo a secretaria, “o aforamento é um contrato por meio do qual a União atribui a outrem 83% do domínio útil de um imóvel da União e mantém a posse dos 17% restantes. Esse instrumento é utilizado nas situações em que coexistem a conveniência de destinar o imóvel e, ao mesmo tempo, manter o vínculo da propriedade”.

Entre as propostas dos que defendem a permanência da Nacional pelo menos no 21º andar, está a de tornar o local um centro cultural, integrado ao entorno da Praça Mauá, podendo realizar show musicais populares, pois o auditório principal comporta cerca de 200 pessoas, ou recitais menores, em um outro auditório menor, para 50 espectadores, dedicado mais à música instrumental e clássica.


*Com informações Ascom/EBC e Agência Brasil



Postado por Etc & Tal

Rede Nacional de Comunicação Pública declara apoio à continuidade da TV Brasil

13.08.2016 às 01:11
Divulgação

 Descontinuidade da TV Brasil coloca em risco toda a estrutura da comunicação pública no país; em nota pública RNPC manifesta apoio à emissora


A Rede Nacional de Comunicação Pública, que reúne 16 emissoras públicas estaduais de TV, publicou uma nota pública manifestando apoio da entidade à continuidade da TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A decisão de escrever a nota foi tomada durante uma reunião mensal que as emissoras fazem para falar de programação e tratar da troca de conteúdos.

A EBC é uma empresa pública que, além da TV Brasil, é gestora da TV Brasil Internacional, da NBR, de oito emissoras de rádio, da Agência Brasil e da Radioagência.

A  Rede Nacional de Comunicação Pública diz que a “ameaça de suspensão da TV Brasil é gravíssima”. "A hipótese de descontinuidade da TV Brasil prejudicaria diretamente toda estrutura de comunicação pública no país, na medida em que boa parte da programação das emissoras regionais é fornecida dela", diz a nota.

Segue a íntegra da nota pública da  Rede Nacional de Comunicação Pública

Por uma comunicação pública forte, comprometida com o cidadão e a democracia

Reunidas em Brasília, as emissoras públicas estaduais de TV que compõem a Rede Nacional de Comunicação Pública manifestam seu total apoio à continuidade da operação da TV Brasil, fundamental para o cumprimento do princípio de complementariedade de sistemas de televisão definido pela Constituição Federal. A ameaça de suspensão das atividades da TV Brasil é gravíssima. Configuraria um duro ataque à liberdade de imprensa e de expressão e uma violação a um dos direitos humanos fundamentais reconhecidos pelas Nações Unidas.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nave-mãe da TV Brasil, da TV Brasil Internacional, da NBR, de oito emissoras de rádio e uma agência de notícias, foi inaugurada em 2007 com a missão de avançar na concretização dos artigos da Constituição relativos à comunicação --que seguem sem regulamentação, na sua quase totalidade, 28 anos depois de promulgada a Carta Magna.

A hipótese de descontinuidade da TV Brasil prejudicaria diretamente toda estrutura de comunicação pública no país, na medida em que boa parte da programação das emissoras regionais provém dela. Na prática, a rede pública de televisão é o único meio de circulação de informação gratuita qualificada sobre fatos ocorridos para além do eixo Rio-São Paulo, onde se concentram as grandes redes de TV comerciais. É por meio da rede pública, a partir da TV Brasil, que a sociedade brasileira enxerga melhor a diversidade de temas, personagens, realidades e culturas regionais --o que demarca com clareza os diferentes papéis da TV pública e da TV comercial.

Da mesma forma, é importante acentuar a distinção entre uma TV pública como a TV Brasil e um canal estatal --caso da NBR, responsável pela comunicação governamental do Poder Executivo Federal. Essenciais para a defesa de uma democracia saudável, TV Brasil e NBR precisam demarcar com cada vez mais clareza seus diferentes papéis, que serão melhor cumpridos quanto maior for a separação de estruturas. equipes e conteúdos.

A lei que cria a TV Brasil oferece também um importante mecanismo de fomento à radiodifusão pública, por meio da única fonte de financiamento existente para o setor. A Contribuição para o Fomento à Radiodifusão Pública precisa ser regulamentada urgentemente, para que se possa escoar os R$ 2,7 bilhões arrecadados desde 2009 entre as TVs e as rádios do campo público.

As emissoras abaixo assinadas reafirmam, portanto, a importância da preservação do caráter público da TV Brasil e do fortalecimento da Rede Nacional de Comunicação Pública, essenciais para a garantia dos direitos à informação, à comunicação e à liberdade de expressão. O que se constitui como instrumento indispensável para a afirmação de uma comunicação voltada aos interesses do cidadão, que contribua para a consolidação da jovem democracia brasileira.

TV Aldeia (Acre)

TV Antares (Piauí)

TV Aperipê (Sergipe)

TV Ceará

TV Cultura do Amazonas

TV Pernambuco

TV UFB (Paraíba)

TV UFSC

TV UFG (Goiás)

TV Universitária do Recife

TV Universitária (Rio Grande do Norte)

TVE Alagoas

TVE Bahia

TVE Tocantins

TVT (São Paulo)

Rede Minas


*Com Ascom/EBC

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Festival Latinidades discute o papel da mulher negra na comunicação

25.07.2016 às 23:16
Fotos: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Na abertura da 9ª edição do Festival Latinidades, maior diálogo e intercâmbio cultural de mulheres negras na América Latina sobre a temática afro


A ocupação de parte da Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília, marcou hoje (25) o início do Festival Latinidades. Com balões, música e cerimônia religiosa, o evento celebrou também o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A comunicação, com foco no marketing, jornalismo e nas redes sociais, é o tema da nona edição do evento.

Este ano, o festival vai destacar o protagonismo das mulheres negras e o enfrentamento ao racismo nesses meios. O Latinidades vai  até o dia 31 de julho, com atividades concentradas no Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. A programação,disponível no site www.afrolatinas.com.br , inclui debates, conferências, lançamentos de livros, oficinas, cinema, feiras e shows, entre outras atividades.


“A ideia é pensar como os meios de comunicação podem ser usados no combate ao racismo e dar visibilidade à produção intelectual, cultural e jurídica dos negros em geral, especialmente das mulheres negras”, explicou a coordenadora de atividades formativas do Latinidades, Bruna Pereira. A expectativa da organização é receber 2 mil pessoas de todo o país durante o evento.

Para a publicitária baiana Larissa Santiago, do coletivo Blogueiras Negras, o evento é uma oportunidade para divulgar “como cada elemento do povo negro é comunicado à sociedade”. “A música, a religião, a forma de escrever e até mesmo o silêncio é uma forma de comunicar”, destacou.

O Latinidades também coloca em pauta a sororidade, termo usado para expressar empatia e companheirismo entre as mulheres, que tem ganhado força nas redes sociais e entre as militantes pela igualdade de gênero. “O termo é novo para uma prática antiga, que é irmandade, a solidariedade. É ter tempo de se ajudar, de olhar para o outro e ver o que nos une mais do que o que nos afasta”, ressaltou Larissa.


Programação

Nesta terça-feira (26), às 19h30, haverá debate no festival sobre a atual estrutura do sistema de comunicação brasileiro e a luta pela construção de um espaço público midiático plural e voltado à promoção da justiça social. Duas jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) participarão do debate: Juliana Cézar Nunes (secretária-executiva do Conselho Curador da EBC) e Luciana Barreto (âncora do Repórter Brasil Tarde). Os outros debatedores serão o fundador da Casa de Cultura Tainã e da Rede Mocambos (que atuam para a apropriação de softwares livres por comunidades quilombolas, indígenas e periféricas), Mestre TC (SP), e o produtor cultural do Rio de Janeiro Dom Filó, um dos mentores, na década de 1970, do Movimento Black Rio.

A mídia tradicional e a falta de diversidade de vozes da sociedade brasileira serão tema da mesa de discussão da quarta-feira (27), às 10h. O debate vai mostrar como grupos marginalizados têm resistido à invisibilidade e aos estereótipos com projetos colaborativos, tecem redes, propõem outras formas de comunicar, e fazem soar as vozes das periferias. O feminismo negro e o empoderamento das mulheres negras nos meios de comunicação, por ferramentas digitais e redes é o tema do #ELLASDebatem, também na quarta, a partir das 17h30.

Na quinta-feira (28), às 15h, estarão em pauta arte e cultura como instrumentos de troca, denúncia e reinvenção. A artista visutal Renata Felinto, a advogada Eliane Dias, a escritora Jarid Arraes e a jornalista Sueide Kintê discutirão como imagens, palavras e ritmos falam de vivências, ao mesmo tempo em que desafiam desigualdades e injustiças, contestam certezas e articulam mudanças.

Na sexta-feira (29), às 19h30, haverá uma conferência com a escritora norte-americana Kimberlé Crenshaw sobre interseccionalidade, conceito que influenciou a elaboração da cláusula sobre equidade na Constituição sul-africana. Refêrencia em Direitos Civis, na Teoria Feminista Negra no Direito e no tema de raça, racismo e direito, Kimberlé Crenshaw é professora da Universidade da Califórnia e na Universidade de Columbia.

O festival traz ainda uma exposição de fotos que retrata quilombolas de várias regiões do país e de diferentes faixas etárias que, em 18 de novembro de 2015, participaram, em Brasília, da Marcha das Mulheres Negras – Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem-Viver, evento que reuniu representantes das mais de 3 mil comunidades quilombolas.

Na programação musical do Latinidades estão as artistas Tati Quebra Barraco, MC Carol, Pretas Sonoras e DJs da festa Batekoo, de Salvador. Também estão entre os destaques a saxofonista norte-americana Hope Clayburn e a cantora nigeriana Veronny Okwei Odili. O festival também tem atrações para crianças no Espaço Infantil, com brincadeiras, roda de conversa e bailinho.

Organizado pelo Instituto Afrolatinas, o evento deste ano tem a parceria das Nações Unidas no Brasil e patrocínio do governo do Distrito Federal.


*Com informações da Agência Brasil 

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Etc & Tal por Ricardo Leal

Carioca, publicitário, poeta e escritor. Radicado em Alagoas desde 2002, trabalhou em diversas campanhas eleitorais no estado. Foi  diretor da Organização Arnon de Melo (OAM) e do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). É diretor executivo da Press Comunicações e titular do blog Etc & Tal veiculado no portal Painel Notícias, desde 2010.

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