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A imparcialidade nas empresas de comunicação

08.07.2016 às 20:32

Pesquisa CUT/Vox Populi revela que nunca as empresas de comunicação foram tão mal avaliadas no quesito imparcialidade 


A mais recente pesquisa CUT/Vox Populi mostra que entre os mortos e feridos pela crise política a dita grande mídia é uma das vítimas . Nos últimos 50 anos, sua imagem de isenção e imparcialidade nunca esteve tão em baixa. 

Realizada entre os dias 7 e 9 de junho, a pesquisa caracterizou atitudes e sentimentos da opinião pública um mês após a posse de Michel Temer. Permite, portanto, identificar como a população compara a Presidência de Dilma Rousseff com a situação atual. 

A respeito da mídia, havia duas perguntas. A primeira solicitava uma avaliação do modo como emissoras de televisão, jornais e revistas discutiram o governo Dilma: se foi “com imparcialidade, apenas relatando fatos”, se a trataram de forma “crítica demais” ou “favorável demais”. A segunda, quanto ao governo Temer, era igual.  

Em relação a nenhum dos dois, a proporção daqueles que dizem que a mídia foi ou tem sido “imparcial” é majoritária. Apenas 43% acham que Dilma Rousseff foi retratada com neutralidade, enquanto 49% afirmam que Temer é assim apresentado.   

Desde quando se fazem pesquisas sobre a imagem dos meios de comunicação, nunca vimos números tão ruins: mal chega à metade a parcela da população que a considera equânime a propósito do último ou do atual governo. 

A pesquisa não revela somente seu mau desempenho nos atributos “isenção” e “apartidarismo”. O problema é maior.

A respeito do governo Dilma, 44% dos entrevistados consideram que os veículos de comunicação foram críticos “demais”, enquanto apenas 14% têm a mesma percepção do comportamento da mídia em relação ao governo de Michel Temer. Inversamente, 25% dos entrevistados afirmaram que os meios são favoráveis “demais” ao peemedebista, proporção que cai para 6% quando se trata da petista. 

Isso nada tem a ver com as características “objetivas” do noticiário. Não custa lembrar que o levantamento foi realizado quando o foco havia saído dos percalços do governo Dilma e se concentrava nas crises do interino. Ainda assim, os entrevistados mostraram-se capazes de identificar o “lado” da mídia: “Crítica demais” à petista e “favorável demais” ao pemedebista. 

Não é, portanto, a quantidade de notícias negativas contra Temer (que era abundante) ou Dilma (que era menor nos dias de realização da pesquisa) a definir o “lado” enxergado pelos entrevistados. A identificação vem da percepção de um “excesso”, a favor ou contra, traduzido no advérbio de intensidade.  

O sentimento de que emissoras de televisão, jornais e revistas têm um viés negativo sistemático é especialmente intenso em alguns segmentos da sociedade, como se constata nas variações regionais e socioeconômicas das respostas relativas a Dilma. No Nordeste, apenas 37% dos entrevistados afirmam que a mídia foi justa com ela, enquanto 57% a consideram “crítica demais”. Entre as mulheres, as proporções são de 39% e 46%, com clara vantagem da percepção de facciosidade, quase exatamente os mesmos números registrados entre os jovens (39% e 45%) e os cidadãos com menor escolaridade (39% e 46%).

Só existe um segmentoda população que parece acreditar na imparcialidade dos meios de comunicação em relação a Dilma : os antipetistas. Entre os 27% que rejeitam o PT, 63% têm essa opinião. Isso também significa que, até entre esse grupo, 22% não consideram os veículos isentos. 

Constatar ser esta a imagem da autointitulada “grande imprensa” é relevante no momento em que o governo interino anuncia a intenção de suspender os investimentos nos veículos desvinculados dos oligopólios de comunicação e acena com o fechamento da EBC, única inciativa pública de expressão no setor.  

O argumento de serem mídias “políticas”, enquanto os oligopólios seriam “neutros”, é pueril. A população não acredita nessa versão. É minoritária a parcela daqueles que consideram “apartidários” os meios de comunicação. Em alguns segmentos, é amplamente majoritária a percepção da cobertura enviesada.   

Esse dado importa pouco, porém. O governo interino apenas paga uma das muitas contas que precisa acertar com quem o viabilizou. Mesmo com a imagem arranhada, a mídia tradicional quer ser única. 


*Carta Capital

Postado por Etc & Tal

Crise na EBC - uma questão "conceitual"

24.06.2016 às 11:40
Divulgação

Em audiência pública, realizada na Câmara Federal, representantes da área e parlamentares protagonizaram um debate sobre  a situação da EBC, revelando profundas divergências sobre o significado e objetivos da comunicação pública no país 

 

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi tema de uma audiência pública realizada na tarde da última terça-feira (21) na Câmara Federal, em Brasília. A instituição é responsável pela gestão de 13 veículos, como emissoras de TV, rádios, portais e agências de notícias. Desde a posse do governo interino de Michel Temer a EBC esteve no centro de notícias polêmicas em função de possíveis interferências políticas gerando especulações até sobre o futuro da instituição.

Os debates se concentraram na questão do conceito de comunicação pública. Não é incomum tal conceito ser  confundido como “projeto de governo”. A comunicação pública está prevista na Constituição e não pode ser entendida, como parece estar sendo no atual governo, como um “braço” do governo anterior que deve ser amputado.

Segundo Bia Barbosa, representante da Frente em defesa da EBC e da Comunicação Pública “quando se faz um enxugamento, no sentido de atacar os mecanismos de autonomia da comunicação pública, estamos tratando não somente do ataque ao setor em si, mas da violação de um direito fundamental, que é o direito humano à comunicação".

A audiência contou com a participação de alguns deputados que protagonizaram as principais diferenças de visão sobre os obejtivos da comunicação pública no país e o papel da EBC nesse contexto.

Para o deputado Chico D’Ângelo (PT-RJ), presidente da Comissão de Cultura da Câmara, “a EBC é uma política de Estado e não de governo. Ela nasceu no bojo do processo democrático brasileiro e todos os países democráticos têm uma comunicação pública de qualidade, que se diferencia do setor privado”.


Contraponto e vaias

Já o deputado Arthur Maia (PPS-BA) afirmou que  “se ela fosse bancada pela iniciativa privada, certamente já teria falido porque não dá lucro e não tem eficiência. A EBC acaba sendo, na verdade, muito chapa-branca”. As afirmações de Maia receberam apoio do deputado Júlio Lopes (PP-RJ) que acrescentou que o governo Temer pretende dar um novo momento ao Brasil, o que inclui rever as precárias condições de operação do sistema EBC”. Ambos foram vaiados durante as suas exposições.

Para Tereza Cruvinel, ex-presidente da instituição, “não se trata de questionar a audiência. A questão é que todo governo autoritário quer calar a divergência, por isso a ofensiva contra a EBC é simbólica”.

O atual presidente , Ricardo Melo, destacou a relevância da EBC atuando como contraponto ao padrão de comunicação vigente no país. "O modelo brasileiro de comunicação foi montado com base no monopólio da produção e da opinião, e é isso que precisa ser questionado. Considerando o trabalho que a EBC apresenta à sociedade, enfraquecê-la seria um retrocesso", disse. 

Segundo dados apresentados por defensores  da EBC  a produção da TV Brasil,  chega a alcançar 32 milhões de pessoas.  Presente em quatro praças (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Maranhão), a EBC, além dos 13 veículos próprios, possui  mais de 40 emissoras parceiras no País.  


Governo Temer

A EBC virou motivo de polêmica nas últimas semanas após Temer demitir, no dia 17 de maio, o presidente, Ricardo Melo. Ele havia sido empossado pela presidenta Dilma Rousseff poucos dias antes do afastamento dela. No lugar dele, o governo nomeou o jornalista Laerte Rimoli. 

A decisão provocou a reação de diversos segmentos da sociedade civil organizada pelo fato de a lei de criação da empresa garantir a autonomia do mandato, que é de quatro anos e não coincide com a gestão do chefe do Executivo federal. Esse entendimento dialoga, por exemplo, com a jurisprudência da Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) e da Unesco. Ela indica que os mandatos de dirigentes do sistema público de radiodifusão não podem ficar reféns da arena política governamental. 

A disputa envolvendo a EBC se estendeu à seara judicial e, no dia 1º deste mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, expediu uma liminar garantindo o retorno de Melo ao cargo. “O mandato do presidente não pode ser colocado em xeque por interesses circunstanciais de um governo específico. A legislação nos assegura isso e somente o Conselho Curador tem o poder de destituir o gestor. Nós não podemos negociar essas prerrogativas”, ressaltou a presidenta do colegiado, Rita Freitas.

Ela frisou que o Conselho representa a voz da sociedade porque conta com  representantes dos funcionários da EBC, do Governo Federal, do Congresso Nacional e da sociedade civil organizada, escolhidos por meio de consulta pública. 

Tanto Rita quanto Ricardo Melo ressaltaram ainda que o colegiado é apenas um dos mecanismos dos quais a EBC dispõe para estabelecer uma vigilância sobre os conteúdos produzidos pelos veículos públicos e evitar possíveis inclinações político-partidárias. “Nós temos ouvidoria, diversos comitês e outras instâncias de controle como nenhuma outra empresa estatal já teve no Brasil”, assinalou Melo. 


*Com informações de Ascom/EBC e site Brasil de Fato

Postado por Etc & Tal

Relembrando Zózimo Barrozo do Amaral

16.06.2016 às 11:50
Estátua em homenagem a Zózimo erguida em 2001, no final do Leblon

Mesmo "ausente" há quase 20 anos, Zózimo Barrozo do Amaral(teria completado 75 anos em 28 de maio) ainda é lembrado e reverenciado como exemplo de profissionalismo e credibilidade na arte de “colunar”


No dia 18 de novembro de 1997 o jornalismo perdia um de seus mais notáveis expoentes:morria Zózimo Barrozo do Amaral.Griffe do colunismo social desde os anos 60, Zózimo transcendeu a arte de produzir colunas.Foi antes de tudo um inovador.Mudou a maneira de escrever, de diagramar, diversificou seu cardápio de informações , introduzindo esportes, beleza e saúde, entre outros assuntos, até então inéditos naquele formato de coluna.

De família rica(filho do banqueiro Boy Zózimo)herdou uma pequena fortuna ainda jovem.Abandona a faculdade de Direito e passa um tempo em Paris.De volta ao Rio de Janeiro,em 1963,arruma emprego no jornal O Globo, primeiro como correspondente esportivo, depois colaborando na coluna de Carlos Swann, tornando-se o titular da mesma em 1965.

Em fevereiro de 1969 resolve aceitar o convite do Jornal do Brasil(naquela época o maior jornal do Rio de Janeiro)para comandar uma coluna com o próprio nome.Diz a lenda que Roberto Marinho ao saber de sua saída chamou-o e vaticinou: “Meu filho você vai fazer a maior besteira de sua vida.Todo mundo sabe quem é Carlos Swann, mas ninguém sabe quem é Zózimo”. Cheio de certeza e irredutível na decisão que tomara ,Zózimo disparou: “Doutor Roberto o senhor só está reforçando meus argumentos, porque agora está na hora das pessoas saberem quem é Zózimo Barrozo do Amaral”

E logo todos ficariam sabendo.Já na sua estréia o JB estampava, em primeira página, o orgulho de ter em seu cast o jovem, porém já experiente,jornalista(naquela época com 27 anos de idade).Zózimo por sua vez previa novidades.Despia-se do rótulo de colunista social e prometia dinamismo e diversificação em seus textos.

A diversificação as vezes era tanta que gerava situações inesperadas.Ao noticiar um empurrão sofrido pelo então ministro do exército Lyra Tavares numa cerimônia militar,foi convidado a passar uns dias na prisão.Diz a lenda que ao chegar na cela começou a ser encarado sob olhos incrédulos de outros detentos que perguntaram: “Você não é o Zózimo, colunista do JB?” “Sou eu mesmo” respondeu.Depois de um rápido silêncio, uma gargalhada geral e a conclusão dos colegas: “Os militares endoidaram de vez.Estão prendendo até eles mesmos”.

Ninguém jamais ousou definir as “ideologias barrozianas”,mas a favor do regime ele nunca pareceu estar.Um de seus raros engajamentos políticos explícitos , lá pelos idos de 1984, foi manter sob fogo cruzado a candidatura ,armada no tapetão, de Paulo Maluf para presidente.

Seu estilo era inconfundível, mas o furo jornalístico foi uma de suas marcas principais naqueles tempos de JB.Noticiou em primeira mão,por exemplo,uma plástica que a Duquesa de Windsor faria com Ivo Pitanguy antes mesmo do próprio saber.

Criou jargões que marcaram época na memória de seus leitores.Foi autor do termo “esticada”que era uma espécie de segundo tempo das noitadas.Depois de um jantar regado a uísque ou champagne, encerrava-se à noite nos bares com chopp ou cerveja, muitas vezes à espera do nascer do sol.Algumas de suas frases ficaram famosas:”Brega é perguntar o que é chique.Chique é não responder”. “O problema de Brasília é o tráfego de influência, já no Rio de Janeiro o problema é a influência do tráfico”. “Quem não deve não treme”.

Muita gente não lembra que Zózimo também brilhou na telinha. Produziu para sua empresa,Press Vídeo(onde nos conhecemos e trabalhamos juntos) e veiculou pela Rede Bandeirantes, interessantíssimas entrevistas, entre elas, uma feita em Paris sobre a Maison Moet & Chandon, mostrando todo o processo de produção dos melhores vinhos e champagnes franceses.

Em 1993 aceitou levar sua coluna para O Globo, segundo ele mesmo, por  não poder resistir a excepcional proposta oferecida.

Sua seriedade profissional,e descontração social, o transformou numa griffe do jornalismo com credibilidade entre socialites,empresários, políticos e jornalistas.Dizia aos amigos mais íntimos que vivia como podia e, principalmente, como queria.Entre as muitas noitadas e as quase 200.000 colunas que escreveu, em 34 anos de carreira, começou a ter problemas com o fumo e o álcool ,mas seu bom humor de sempre deixava transparecer que tirava tudo “de letra.”

Depois de várias internações, já livre da bebida e do cigarro,entre idas e vindas de Miami, uma forte dor de cabeça prenunciou uma metástase .Sem perder o humor, Zózimo se preocupou apenas em não preocupar os que o amavam.Num de seus últimos momentos de lucidez reservou todo seu talento à Dorita, sua segunda esposa e companheira inseparável naqueles sofridos dias.Registrou com competência e elegância seu último ato de amor: “Não sofra. Está ruim viver. Não me segure aqui. Boa viagem”.

Laconicamente, com todo o poder de síntese que sempre exerceu com maestria em suas colunas, Zózimo, aos 56 anos, partia em 18 de novembro de 1997.

Em 2001, devido a identificação do seu nome com a zona sul da cidade, foi homenageado com a criação de  um espaço no final do calçadão do Leblon, no  início da subida da Avenida Niemeyer. No local uma estátua hiper-realista, reproduzindo Zózimo em tamanho natural, (1,80m), inspirada na imagem que ele tinha por volta dos seus 40 anos de idade.


*RL(Ampliado e republicado)



Postado por Etc & Tal

Momentos de uma rápida e inesquecível convivência com Edécio Lopes

09.06.2016 às 17:36
Sendo entrevistado por Edécio, em 16.09.2007, nas comemorações dos 59 anos da rádio Difusora. Foto:Arquivo pessoal

Quando comecei a trabalhar no IZP, em janeiro de 2007, passei a sintonizar a Educativa FM no rádio do meu carro, enquanto percorria o meu trajeto casa-trabalho. Era o horário de Edécio no ar. Não resisti  por muito tempo a tentação de conhecê-lo pessoalmente, e passei a circular nos corredores da “107,7”. Pouco tempo depois pedi a Afrânio Godói que o levasse até a minha sala para uma conversa.
 
O encontro foi rápido, mas suficiente para me impressionar com a “figura” de Edécio. Simples, simpático e seguro  nas exposições das idéias geradas pela situação daqueles dias.
 
Pouco tempo depois, numa outra sintonizada no “Manhãs Brasileiras” escutei um ouvinte questionar Edécio sobre tipos de instrumentos utilizados nas baterias das escolas de samba. Ao perceber sua empolgação na resposta resolvi presenteá-lo , no dia seguinte, com um CD que eu tinha das escolas do Rio de Janeiro, que era exatamente sobre o assunto. Após o programa daquela manhã, ficamos um bom tempo conversando sobre percussão e samba,  e comecei a perceber que naquele momento poderia nascer uma inesperada amizade.
 
Mesmo quando deixou a Educativa FM, contra à sua vontade, nosso relacionamento se manteve em altíssimo padrão de cordialidade e respeito. Estivemos, por algum tempo em lados opostos, devido a ações administrativas aplicadas nos veículos do IZP,  mas nunca permitimos que essa situação atrapalhasse nossa convivência.
 
Depois de muitas conversas que geralmente começavam com lamúrias e lamentações, mas que acabavam, na maioria das vezes, em boas risadas, Edécio concordou em voltar para o IZP  pelas ondas da  Rádio Difusora. Tal retorno foi um dos momentos mais emocionantes que presenciei nos estúdios da "Pioneira". Muitos convidados lotaram as dependências da emissora para cumprimentar e abraçar Edécio, pela volta do programa Manhãs Brasileiras ao rádio alagoano.  Num inesperado momento daquela transmissão histórica, Edécio  fez questão de me entrevistar e , no ar, expressou seu agradecimento pelo meu empenho para que sua volta se concretizasse. Fiquei alguns minutos "desprevenido" com a atitude e as palavras; demorei a entrar no pique da entrevista, mas consegui, como representante do  diretor presidente do IZP naquela ocasião, lhe dar as boas vindas.
 
Edécio fez questão de me entrevistar também na comemoração dos 59 anos da Rádio Difusora, em setembro de 2007. O programa “Manhãs Brasileiras” foi transmitido diretamente do restaurante “Bodega do Sertão”, regado a  café da manhã para servidores e convidados. O evento contou com a presença do governador, do vice e de boa parte do secretariado estadual, além de radialistas, jornalistas e ex-funcionários da Difusora.
 
Em julho de 2008 chamei Edécio na minha sala para uma conversa e perguntei se ele ainda tinha interesse em voltar para a Educativa FM. Inicialmente deu uma lamuriada sobre  cansaço, o peso da idade, mas não deixou de demonstrar  um ar de felicidade com a possibilidade desse retorno. Prometi que conversaria com o novo diretor presidente do IZP  e ficamos de marcar uma nova reunião para discutirmos o assunto.
 
Infelizmente essa reunião nunca aconteceu. Pouco tempo depois Edécio sofreria um AVC, nos deixando definitivamente na saudade em janeiro de 2009.


*RL(Ampliado e republicado)

Postado por Etc & Tal

Fragmentos de uma noite inesquecível na companhia de Hermeto Pascoal

05.06.2016 às 23:59
Com Hermeto Pascoal e Aline Morena (Arquivo pessoal)

A genialidade de Hermeto se confunde com a sua naturalidade no trato de "ser famoso" . Sua simplicidade é, com certeza, uma das fontes da sua gigantesca criatividade. 


Quando eu soube que Hermeto Pascoal seria um dos agraciados,com a Medalha do Mérito da República Marechal Deodoro da Fonseca, fiquei ansioso para comparecer ao evento.Minha ansiedade era consequência de uma curiosidade particular.Já tinha presenciado algumas de suas maravilhosas performances em espetáculos no Rio de Janeiro, mas como seria o mago do som fora dos palcos?

Como pensaria hoje esse jovem senhor, que saiu em 1958 da desconhecida Lagoa da Canoa para conquistar o Brasil e o mundo?O mundo sim, sem nenhum exagero.Airto Moreira,ao apresentá-lo, nos Estados Unidos, a outro gênio da música no século XX, testemunhou a imediata consonância mental entre Hermeto e ninguém menos que Miles Davis.O encontro de ambos, em 1970, virou disco do maestro e gênio do trompete, com direito a participação e inclusão de duas músicas de Hermeto: “Igrejinha” e “Nenhum talvez”.

No ano seguinte, Airto Moreira grava uma música composta pelo pai de Hermeto: “Gaio de Roseira”.A crítica inglesa rasgou-se de elogios à composição e ao arranjo.Estava consolidada a carreira do Albino Crazy( carinhoso apelido dado à Hermeto por Miles Davis) no exterior.

A história é muito mais extensa, mas não quero me alongar nela.A minha admiração por Hermeto começou justamente ao ouvir o disco Live Evil de Miles Davis e a reverência explícita, nesta obra , a Hermeto, me estimulou a acompanhar os voos e tendências sonoras do mesmo.Isso já era o suficiente para despertar a minha vontade de ver, estar perto, enfim captar alguma energia positiva que certamente emana dessas “almas diferenciadas”.

Chego bem antes da hora e ,para minha surpresa, Hermeto já se encontra no local com sua companheira: a jovem e simpática(e também instrumentista)Aline Morena.Com toda a minha emoção contida cumprimento o casal e passo a acompanhar a entrevista de Hermeto para a Rádio Gazeta.Eufórico e com excelente humor quase não deixa o repórter perguntar nada; fala, graceja e até ensaia com a companheira uns interessantes “embolados sonoros” .Quando o repórter Warner Oliveira insinua uma despedida Hermeto intervém: “Peraí meu filho,eu ainda não falei quase nada”. Em meio aos risos dos que assistiam a cena, a entrevista continua. Ao terminarem peço para tirar uma foto com o casal, e sou prontamente atendido.

Os demais homenageados e as autoridades organizadoras do evento vão chegando à sala vip, mas permaneço “grudado ao casal”. Ele agora conta que num repentino momento daquela tarde ,ao olhar pela janela , começou a cantarolar e acabou escrevendo no “bloquinho do hotel “ uma música que acabara de batizar de suíte alagoana. Sua companheira abre a bolsa e mostra as folhas do bloquinho cuidadosamente enroladas e amarradas,em forma de canudo, com um laço prateado. “Quero fazer uma surpresa para o governador.Vou presenteá-lo com os originais da minha mais nova criação”.

No início da cerimônia sentamos na mesma mesa.Ao ser chamado para receber a sua honraria Hermeto já se diferencia dos anteriores pois encaminha-se para o palco dançando e gesticulando, tirando e colocando seu chapéu várias vezes sobre sua vasta cabeleira branca.Intensificam-se os aplausos.

Ao se dirigir ao púlpito para fazer uso da palavra Hermeto desmonta a apresentadora Gilka Mafra ao recusar um aperto de mão e exigir da mesma “um cheiro”.Exigência atendida e formalidades quebradas, Hermeto pede para que o governador se aproxime pois trouxera alguns presentes.Entrega-lhe, então, um DVD, um CD e, ele mesmo, desenrola os papéis do “bloquinho do hotel” ,entregando folha por folha ao governador, fazendo com que o mesmo repetisse os números: “Folha um, folha dois etc…” Ao governador, meio sem entender do que se tratava, Hermeto finalmente explica que naquelas folhas(num total de sete) estavam os rascunhos da sua mais recente composição: “Suíte Alagoana”. Aplausos!

Em seu longo discurso de encerramento o governador Teotônio Vilela Filho exalta as qualidades e o merecimento de cada um dos agraciados com aquela homenagem.Ao chegar na parte de Hermeto o governador diz não saber exatamente o que a sua genialidade representava, quando é abruptamente interrompido por um sonoro “Nem eu!” do próprio. Risos e muitos aplausos.Mais uma vez Hermeto quebrava a monotonia protocolar da cerimônia.Ao final da fala do governador ,todos os homenageados se reúnem para a foto histórica.

O evento se aproximava do fim, mas muita gente ainda queria tirar uma foto, ter uma rápida conversa com Hermeto e Aline.O casal, sempre atencioso, atendia as solicitações de todos.Procuro o motorista para levá-los de volta ao hotel.Antes de sair, Hermeto faz questão de ir até o palco e cumprimentar os músicos que tocavam naquele já fim de noite.Os mesmos param para reverenciá-lo em sinal de agradecimento.Antes de encerrar , uma última surpresa:voltaríamos no mesmo carro. 

No rápido caminho de volta ,Aline conta que estão com a agenda cheia pelos próximos quatro meses.Hermeto lamenta que não “rolou” cerveja no coquetel pois é a bebida que mais gosta e faz uma revelação inusitada. Quando voltar à Alagoas cobrará do governador os presentes que pediu:um jumento e duas galinhas.

Depois desses agradáveis momentos fico me perguntando como são criados os mitos?O que eles têm de diferente da maioria das pessoas?Praticamente nada.No caso de Hermeto sua genialidade se confunde com a sua simplicidade.Penso que sua naturalidade é o segredo de sua gigantesca criatividade.

Simples assim…


*RL(Atualizado e republicado)

Postado por Etc & Tal

Decolar é preciso...

23.05.2016 às 16:55
Romero Jucá Foto:Antônio Cruz/Agência Brasil

Ao ser flagrado numa conversa telefônica com o ex-presidente da Transpetro (sério candidato a "delator premiado") Romero Jucá, um dos homens fortes do governo interino, ficou numa posisção nada confortável, praticamente insustentável

 

Ao montar seu ministério Michel Temer abriu mão de convidar notáveis e optou pelo velho caminho da composição política.Essa atitude o desvinculou de seu discurso lançando um ar de desânimo e desesperança na parcela da população que sonhava com novos tempos na política do País. 

Ao ser flagrado numa conversa telefônica com o ex-presidente da Transpetro (sério candidato a "delator premiado") insinuando deter a operação Lava Jato, Romero Jucá, um dos homens fortes do governo interino, ficou numa posição nada confortável, praticamente insustentável. Em entrevista coletiva, na manhã de hoje, o ministro afirmou que não fez nada de errado, desvirtuou o significado de suas falas na gravação, tentando justificar o injustificável (só faltou acusar a Folha de imprensa golpista) e afirmou, com a arrogância e sem vergonhice habitual dos políticos que são pegos com a "boca na botija", que não teme as investigações que o cercam e que não renuncia.

Pode até não renunciar e é bem provável que não o faça, mas Temer tem obrigação de retirá-lo do cargo o mais rápido possível. Se demorar, vai fomentar uma crise que coloca em risco a já debilitada credibilidade de sua equipe, e retarda perigosamente a " decolagem" de seu governo.


*RL 

Postado por Etc & Tal

Ministério das Comunicações autoriza migração de rádios AM para FM

11.05.2016 às 06:58
O Ministério das Comunicações autorizou hoje (10) a migração de 53 rádios AM para a faixa de FM, em vários estados. Após a assinatura do termo aditivo, as rádios devem apresentar uma proposta de instalação da FM e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a permissão de uso da radiofrequência.
 
Depois da liberação da Anatel, os veículos já podem começar a transmitir a programação na faixa de FM. Para fazer a migração, os radiodifusores terão que pagar entre R$ 8,4 mil e R$ 4,4 milhões, que é o valor da diferença entre as outorgas de AM e de FM. As emissoras também precisarão adquirir equipamentos para a transmissão do novo sinal.
 
Atualmente, 1.781 emissoras estão na frequência de AM em todo o Brasil e 1.386 pediram para mudar de faixa. Dessas, 948 rádios já poderão fazer a migração em 2016, mas 438 emissoras terão de aguardar a liberação do espaço que vai ocorrer com a digitalização da TV no país.
 
A migração de faixa é uma antiga reivindicação dos radiodifusores e foi autorizada por um decreto presidencial em 2013. As rádios AM têm enfrentado queda de audiência e de faturamento devido a interferências na transmissão de sua programação. Além disso, não podem ser sintonizadas por dispositivos móveis, como celulares e tablets.*
 
*Ascom EBC/ABr
Postado por Etc & Tal

Qual é a cor da pesada consciência do Brasil?

20.11.2015 às 03:32
Foto:Secom/BA

Quando será o dia em que brancos e negros do Brasil estarão unidos numa identidade comum, sem precisar da criação de rótulos, datas e leis que garantam a igualdade, em todos os sentidos da cidadania?

 

O que significa, de fato, na história do Brasil, o dia 20 de novembro? O que ele representa para os brasileiros e outras nações?Por que precisamos ter uma data para cobrar ou festejar a consciência negra em nosso País? Não bastaria, tão somente, que cada um de nós tivesse na consciência o compromisso de lutarmos, brancos e negros, por uma identidade comum? Pela igualdade das raças e dos direitos? Por um Brasil capaz de referenciar e resgatar a história de liberdade, construída nos quilombos de milhares e milhares de escravos espalhados por cada canto desta Nação?

 

De 1978 para cá, 37 anos depois que os movimentos negros no Brasil conseguiram criar o 20 de novembro, como referência para a Consciência Negra, pouco se conquistou na redenção dos quilombolas, espalhados por cerca de duas mil comunidades em 24 estados do País.

 

Em Alagoas recentemente iniciou-se um diagnóstico social e economico de mais de 50 comunidades em vários municípios, através do ITERAL.

 

Só em 2009, é que o governo federal, por meio da Fundação Palmares, reconheceu legalmente 25 dessas comunidades no Estado, inserindo à sua população planos públicos de ordenação e fomento do desenvolvimento regional. As outras, restantes, ainda caminham no escuro, buscando a sua história na sobrevivência diária da pobreza que acomete a todos, negros, brancos, índios, na sua grande maioria, pelo Brasil inteiro.

 

E em cada 20 de novembro, data que também lembra a morte do herói Zumbi dos Palmares, escolhida como bandeira do movimento negro por representar a luta e o martírio do guerreiro, ao contrário do  13 de maio, visto pelos negros como uma "liberdade sem asas", um ato de generosidade da Princesa Isabel e não uma conquista da raça e da bravura de tantos, negros e brancos, pobres e ricos, pela liberdade geral de todos os brasileiros, a celebração parece acolher apenas e tão somente a elite negra na maior parte do Brasil.

 

O grito dos movimentos é contra o racismo, o preconceito da cor, cobram mais punição dos brancos que se mostram racistas, do que a inclusão da cidadania dos quilombolas, que vivem alojados em bolsões de miséria que se multiplicam no País; negros remanescentes de uma luta que, a exemplo do Quilombo dos Palmares, lá na serra da Barriga, unificou todos, independente da cor da pele, na crença e na fé da esperança de liberdade.

 

É bem possível que demoremos mais alguns anos, algumas décadas até, para enxergarmos que podemos ter uma única consciência: a consciência da cidadania. A consciência que, em sã consciência, a consciência não tem cor.


*RL

Postado por Etc & Tal

Era uma vez Catarina: ' A Escritora'

13.11.2015 às 04:41
Foto:Divulgação
Catarina Muniz em menos de seis meses publicou dois romances, já tem prontos outros dois e um terceiro em produção
 
Não seria nenhuma falta de modéstia hoje eu me considerar um privilegiado, por ter tido a oportunidade de ler Catarina numa época em que ser escritora era um projeto muito distante, quase inimaginável. Da confiança adquirida pela nossa convivência diária no trabalho e, talvez,por eu já ter publicado  livros no século passado, Catarina me presenteou com algumas crônicas de sua autoria, me pedindo uma sincera opinião. Me surpreendi com o que li e sugeri a ela que tentasse de alguma maneira, sair do anonimato.
 
Quando me disse que ,além de tudo o que  eu tinha lido, ainda havia um romance praticamente pronto não tive dúvida em incentivá-la a procurar alguma "editora virtual"e tentar negociar um jeito qualquer de publicação. Não acompanhei muito de perto as negociações, mas fiquei surpreso e feliz quando ela me mostrou um exemplar do Segredo de Montenegro publicado quase que de maneira artesanal.
 
Apesar da edição "amadora" sem orelhas, sem prefácio, nem qualquer tipo de referência a autora,  o "produto livro" tinha o que todo livro bom deve ter:conteúdo. Isso lá ele tinha sobrando. Um surpreendente texto , um romance, com pitadas eróticas  e sensuais, com uma narrativa de fácil degustação , sequenciada  por capítulos que prendiam a atenção e despertavam a curiosidade do leitor.
 
Mal terminei de ler o Segredo de Montenegro e já fui "apresentado " a Dama de Papel, também publicado no mesmo "esquema", apesar da edição e diagramação serem um pouco mais arrojadas.Para minha surpresa, uma vez mais estava diante de um belíssimo texto. Dessa vez um romance vivido na Inglaterra do Séc XIX. O que me surpreendeu nesse segundo livro foi , além do já conhecido talento  em criar personagens, narrar  situações e desenvolver o texto, despertando aquela curiosidade do leitor querer saber o que vem no próximo capítulo, Catarina dá uma brilhante prova de conhecimento histórico ao enquadrar, com maestria, o enredo de sua obra dentro da realidade cotidiana daquela época.
 
Li em algum lugar que quem  tem  talento desenvolve um  invisível  vício de triunfar de um jeito ou de outro, aconteça o que acontecer. Quando o destino conspira a favor então, o triunfo torna-se inevitável. E o destino colocou a "Dama de Papel" numa editora de porte nacional, capaz de elevar o trabalho de Catarina a níveis antes nunca imaginados.
 
Dos dias que li aqueles primeiros textos até a véspera do lançamento da Dama de Papel, em Maceió, passaram-se pouco mais de 2 anos e aquele sonho quase impossível virou uma realidade inquestionável.Catarina Muniz amanhã,para todos que prestigiarem sua noite de autógrafos, não será uma escritora, será " A Escritora".
 
  
Postado por Etc & Tal

Rádio Difusora é pentacampeã do Prêmio Braskem de Jornalismo

10.11.2015 às 01:26
Foto:Olivia de Cerqueira
Com reportagem dos jornalistas Carlos Madeiro e Giuliano Porto a "Pioneira" conquista, pela quinta vez consecutiva,o mais importante prêmio do jornalismo de Alagoas
 
A Rádio Difusora, emissora do Instituto Zumbi dos Palmares(IZP) conquistou pelo quinto ano consecutivo à primeira colocação, na categoria radiojornalismo, no maior Prêmio do Jornalismo Alagoano, com a reportagem “Uma década: a conta das cotas nas universidades de Alagoas,” dos jornalistas Carlos Madeiro e Giuliano Porto. A cerimônia de entrega da 26ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo aconteceu no último sábado (07), no espaço Pierre Chalita, no bairro de Jaraguá.
 
A reportagem vencedora foi também finalista do Prêmio Estácio, a maior premiação nacional da área de educação. Uma década: a conta das cotas nas universidades de Alagoas trata sobre os 10 anos de cotas raciais mostrando que os alunos que ingressaram pelo sistema conseguiram se formar com bom desempenho, até com notas melhores que os demais alunos. E muitos deles já estão inseridos no mercado de trabalho.
 
“Nossa premiação, este ano, foi completa porque, além do primeiro lugar na categoria Radiojornalismo, as outras duas reportagens finalistas também foram nossas”, comemorou Giuliano Porto. “E ainda conseguimos emplacar outro trabalho entre os finalistas da categoria Informação Política/Econômica, que é aberta para todos os tipos de veículo, contando com reportagens de jornal, TV e web. São provas de que alcançamos maturidade profissional, credibilidade e consolidação da nossa parceria”, completou.
 
"Foi um prêmio particularmente especial por ter como temática o rádio e sua história. Além disso, a tônica dos discursos foi sobre liberdade de expressão, que é uma luta ainda atual e importante para o jornalismo alagoano", ressaltou o jornalista Carlos Madeiro destacando a temática da premiação.
 
A cerimônia de entrega do Prêmio reuniu jornalistas, estudantes de comunicação e empresários do seguimento, além da comissão julgadora, que foi composta de profissionais do nosso e de outros estados.
 
Confira a lista dos vencedores da 26ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo:
 
Prêmio Freitas Neto (categoria Estudante)
Yasmin Pontual e Abdias Martins (Ufal) - Violência contra jornalistas.
 
Assessoria de Imprensa
Roberto Miranda (prefeitura de Penedo) - Monte Pio dos Artistas.
 
Design Gráfico - Diagramação
Jobson Pedrosa (O Dia Alagoas) - Órfãos de Pais Vivos.
 
Informação Política e Econômica
Thiago Correia, José Pereira e Gésia Malheiros (TV Pajuçara)
 
Informação Cultural e Turística
Larissa Bastos (Gazeta de Alagoas) - O patrimônio que vem das margens
 
Informação esportiva
Marcelo Alves (O Dia Alagoas) - Vendo um time de futebol.
 
Fotografia
Eduardo Leite (O Dia Alagoas) - Refeição.
 
Reportagem Impressa
Arnaldo Ferreira (Gazeta de Alagoas) - Alagoas abadona dessalinizadores
 
Radiojornalismo
Giuliano Porto e Carlos Madeiro (Difusora) - Uma década: a conta das cotas nas universidades de Alagoas.
 
Webjornalismo
Jonathan Lins (G1 Alagoas) - Homem-formiga
 
Reportagem Cinematográfica
Aldo Correia (TV Gazeta de Alagoas) - Rio São Francisco vive a pior seca dos últimos 50 anos
 
Reportagem de TV
Thiago Correia, José Pereira e Gésia Malheiros (TV Pajuçara) - Juventude exterminada em Teotônio Vilela.
 
Maior número de trabalhos inscritos
Gazeta de Alagoas
 
Grande Prêmio Braskem de Jornalismo
Maurício Gonçalvez (Gazeta de Alagoas) - Cana Amarga
 
 
 
*Com informações de Ascom/Braskem e Ascom/IZP
Postado por Etc & Tal


Etc & Tal por Ricardo Leal

Carioca, publicitário, poeta e escritor. Radicado em Alagoas desde 2002, trabalhou em diversas campanhas eleitorais no estado. Foi  diretor da Organização Arnon de Melo (OAM) e do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). É diretor executivo da Press Comunicações e titular do blog Etc & Tal veiculado no portal Painel Notícias, desde 2010.

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