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Ministério das Comunicações autoriza migração de rádios AM para FM

11.05.2016 às 06:58
O Ministério das Comunicações autorizou hoje (10) a migração de 53 rádios AM para a faixa de FM, em vários estados. Após a assinatura do termo aditivo, as rádios devem apresentar uma proposta de instalação da FM e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a permissão de uso da radiofrequência.
 
Depois da liberação da Anatel, os veículos já podem começar a transmitir a programação na faixa de FM. Para fazer a migração, os radiodifusores terão que pagar entre R$ 8,4 mil e R$ 4,4 milhões, que é o valor da diferença entre as outorgas de AM e de FM. As emissoras também precisarão adquirir equipamentos para a transmissão do novo sinal.
 
Atualmente, 1.781 emissoras estão na frequência de AM em todo o Brasil e 1.386 pediram para mudar de faixa. Dessas, 948 rádios já poderão fazer a migração em 2016, mas 438 emissoras terão de aguardar a liberação do espaço que vai ocorrer com a digitalização da TV no país.
 
A migração de faixa é uma antiga reivindicação dos radiodifusores e foi autorizada por um decreto presidencial em 2013. As rádios AM têm enfrentado queda de audiência e de faturamento devido a interferências na transmissão de sua programação. Além disso, não podem ser sintonizadas por dispositivos móveis, como celulares e tablets.*
 
*Ascom EBC/ABr
Postado por Etc & Tal

Qual é a cor da pesada consciência do Brasil?

20.11.2015 às 03:32
Foto:Secom/BA

Quando será o dia em que brancos e negros do Brasil estarão unidos numa identidade comum, sem precisar da criação de rótulos, datas e leis que garantam a igualdade, em todos os sentidos da cidadania?

 

O que significa, de fato, na história do Brasil, o dia 20 de novembro? O que ele representa para os brasileiros e outras nações?Por que precisamos ter uma data para cobrar ou festejar a consciência negra em nosso País? Não bastaria, tão somente, que cada um de nós tivesse na consciência o compromisso de lutarmos, brancos e negros, por uma identidade comum? Pela igualdade das raças e dos direitos? Por um Brasil capaz de referenciar e resgatar a história de liberdade, construída nos quilombos de milhares e milhares de escravos espalhados por cada canto desta Nação?

 

De 1978 para cá, 37 anos depois que os movimentos negros no Brasil conseguiram criar o 20 de novembro, como referência para a Consciência Negra, pouco se conquistou na redenção dos quilombolas, espalhados por cerca de duas mil comunidades em 24 estados do País.

 

Em Alagoas recentemente iniciou-se um diagnóstico social e economico de mais de 50 comunidades em vários municípios, através do ITERAL.

 

Só em 2009, é que o governo federal, por meio da Fundação Palmares, reconheceu legalmente 25 dessas comunidades no Estado, inserindo à sua população planos públicos de ordenação e fomento do desenvolvimento regional. As outras, restantes, ainda caminham no escuro, buscando a sua história na sobrevivência diária da pobreza que acomete a todos, negros, brancos, índios, na sua grande maioria, pelo Brasil inteiro.

 

E em cada 20 de novembro, data que também lembra a morte do herói Zumbi dos Palmares, escolhida como bandeira do movimento negro por representar a luta e o martírio do guerreiro, ao contrário do  13 de maio, visto pelos negros como uma "liberdade sem asas", um ato de generosidade da Princesa Isabel e não uma conquista da raça e da bravura de tantos, negros e brancos, pobres e ricos, pela liberdade geral de todos os brasileiros, a celebração parece acolher apenas e tão somente a elite negra na maior parte do Brasil.

 

O grito dos movimentos é contra o racismo, o preconceito da cor, cobram mais punição dos brancos que se mostram racistas, do que a inclusão da cidadania dos quilombolas, que vivem alojados em bolsões de miséria que se multiplicam no País; negros remanescentes de uma luta que, a exemplo do Quilombo dos Palmares, lá na serra da Barriga, unificou todos, independente da cor da pele, na crença e na fé da esperança de liberdade.

 

É bem possível que demoremos mais alguns anos, algumas décadas até, para enxergarmos que podemos ter uma única consciência: a consciência da cidadania. A consciência que, em sã consciência, a consciência não tem cor.


*RL

Postado por Etc & Tal

Era uma vez Catarina: ' A Escritora'

13.11.2015 às 04:41
Foto:Divulgação
Catarina Muniz em menos de seis meses publicou dois romances, já tem prontos outros dois e um terceiro em produção
 
Não seria nenhuma falta de modéstia hoje eu me considerar um privilegiado, por ter tido a oportunidade de ler Catarina numa época em que ser escritora era um projeto muito distante, quase inimaginável. Da confiança adquirida pela nossa convivência diária no trabalho e, talvez,por eu já ter publicado  livros no século passado, Catarina me presenteou com algumas crônicas de sua autoria, me pedindo uma sincera opinião. Me surpreendi com o que li e sugeri a ela que tentasse de alguma maneira, sair do anonimato.
 
Quando me disse que ,além de tudo o que  eu tinha lido, ainda havia um romance praticamente pronto não tive dúvida em incentivá-la a procurar alguma "editora virtual"e tentar negociar um jeito qualquer de publicação. Não acompanhei muito de perto as negociações, mas fiquei surpreso e feliz quando ela me mostrou um exemplar do Segredo de Montenegro publicado quase que de maneira artesanal.
 
Apesar da edição "amadora" sem orelhas, sem prefácio, nem qualquer tipo de referência a autora,  o "produto livro" tinha o que todo livro bom deve ter:conteúdo. Isso lá ele tinha sobrando. Um surpreendente texto , um romance, com pitadas eróticas  e sensuais, com uma narrativa de fácil degustação , sequenciada  por capítulos que prendiam a atenção e despertavam a curiosidade do leitor.
 
Mal terminei de ler o Segredo de Montenegro e já fui "apresentado " a Dama de Papel, também publicado no mesmo "esquema", apesar da edição e diagramação serem um pouco mais arrojadas.Para minha surpresa, uma vez mais estava diante de um belíssimo texto. Dessa vez um romance vivido na Inglaterra do Séc XIX. O que me surpreendeu nesse segundo livro foi , além do já conhecido talento  em criar personagens, narrar  situações e desenvolver o texto, despertando aquela curiosidade do leitor querer saber o que vem no próximo capítulo, Catarina dá uma brilhante prova de conhecimento histórico ao enquadrar, com maestria, o enredo de sua obra dentro da realidade cotidiana daquela época.
 
Li em algum lugar que quem  tem  talento desenvolve um  invisível  vício de triunfar de um jeito ou de outro, aconteça o que acontecer. Quando o destino conspira a favor então, o triunfo torna-se inevitável. E o destino colocou a "Dama de Papel" numa editora de porte nacional, capaz de elevar o trabalho de Catarina a níveis antes nunca imaginados.
 
Dos dias que li aqueles primeiros textos até a véspera do lançamento da Dama de Papel, em Maceió, passaram-se pouco mais de 2 anos e aquele sonho quase impossível virou uma realidade inquestionável.Catarina Muniz amanhã,para todos que prestigiarem sua noite de autógrafos, não será uma escritora, será " A Escritora".
 
  
Postado por Etc & Tal

Rádio Difusora é pentacampeã do Prêmio Braskem de Jornalismo

10.11.2015 às 01:26
Foto:Olivia de Cerqueira
Com reportagem dos jornalistas Carlos Madeiro e Giuliano Porto a "Pioneira" conquista, pela quinta vez consecutiva,o mais importante prêmio do jornalismo de Alagoas
 
A Rádio Difusora, emissora do Instituto Zumbi dos Palmares(IZP) conquistou pelo quinto ano consecutivo à primeira colocação, na categoria radiojornalismo, no maior Prêmio do Jornalismo Alagoano, com a reportagem “Uma década: a conta das cotas nas universidades de Alagoas,” dos jornalistas Carlos Madeiro e Giuliano Porto. A cerimônia de entrega da 26ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo aconteceu no último sábado (07), no espaço Pierre Chalita, no bairro de Jaraguá.
 
A reportagem vencedora foi também finalista do Prêmio Estácio, a maior premiação nacional da área de educação. Uma década: a conta das cotas nas universidades de Alagoas trata sobre os 10 anos de cotas raciais mostrando que os alunos que ingressaram pelo sistema conseguiram se formar com bom desempenho, até com notas melhores que os demais alunos. E muitos deles já estão inseridos no mercado de trabalho.
 
“Nossa premiação, este ano, foi completa porque, além do primeiro lugar na categoria Radiojornalismo, as outras duas reportagens finalistas também foram nossas”, comemorou Giuliano Porto. “E ainda conseguimos emplacar outro trabalho entre os finalistas da categoria Informação Política/Econômica, que é aberta para todos os tipos de veículo, contando com reportagens de jornal, TV e web. São provas de que alcançamos maturidade profissional, credibilidade e consolidação da nossa parceria”, completou.
 
"Foi um prêmio particularmente especial por ter como temática o rádio e sua história. Além disso, a tônica dos discursos foi sobre liberdade de expressão, que é uma luta ainda atual e importante para o jornalismo alagoano", ressaltou o jornalista Carlos Madeiro destacando a temática da premiação.
 
A cerimônia de entrega do Prêmio reuniu jornalistas, estudantes de comunicação e empresários do seguimento, além da comissão julgadora, que foi composta de profissionais do nosso e de outros estados.
 
Confira a lista dos vencedores da 26ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo:
 
Prêmio Freitas Neto (categoria Estudante)
Yasmin Pontual e Abdias Martins (Ufal) - Violência contra jornalistas.
 
Assessoria de Imprensa
Roberto Miranda (prefeitura de Penedo) - Monte Pio dos Artistas.
 
Design Gráfico - Diagramação
Jobson Pedrosa (O Dia Alagoas) - Órfãos de Pais Vivos.
 
Informação Política e Econômica
Thiago Correia, José Pereira e Gésia Malheiros (TV Pajuçara)
 
Informação Cultural e Turística
Larissa Bastos (Gazeta de Alagoas) - O patrimônio que vem das margens
 
Informação esportiva
Marcelo Alves (O Dia Alagoas) - Vendo um time de futebol.
 
Fotografia
Eduardo Leite (O Dia Alagoas) - Refeição.
 
Reportagem Impressa
Arnaldo Ferreira (Gazeta de Alagoas) - Alagoas abadona dessalinizadores
 
Radiojornalismo
Giuliano Porto e Carlos Madeiro (Difusora) - Uma década: a conta das cotas nas universidades de Alagoas.
 
Webjornalismo
Jonathan Lins (G1 Alagoas) - Homem-formiga
 
Reportagem Cinematográfica
Aldo Correia (TV Gazeta de Alagoas) - Rio São Francisco vive a pior seca dos últimos 50 anos
 
Reportagem de TV
Thiago Correia, José Pereira e Gésia Malheiros (TV Pajuçara) - Juventude exterminada em Teotônio Vilela.
 
Maior número de trabalhos inscritos
Gazeta de Alagoas
 
Grande Prêmio Braskem de Jornalismo
Maurício Gonçalvez (Gazeta de Alagoas) - Cana Amarga
 
 
 
*Com informações de Ascom/Braskem e Ascom/IZP
Postado por Etc & Tal

Abert quer prolongar a duração do sinal analógico

07.10.2015 às 04:33
O 27º Congresso Brasileiro de Radiodifusão debateu temas como o futuro da TV .Foto:Valter Campanato/Agência Brasil
Para o presidente da Asscociação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, as condições economicas do país dificultam a transição para o sinal digital
 
O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slavieiro, fez um apelo ao governo federal para que o sinal analógico não seja desligado em 2016. Para Slavieiro, a situação econômica do país dificultou a transição do sinal analógico para o digital. O presidente da entidade defende o cancelamento do sinal analógico não seja feito em 2016, como estava nos planos do governo.
 
“A televisão aberta está enfrentando o maior desafio que é o desligamento do sinal analógio. Temos um cronograma apertadíssimo. Em 2016, Brasília, São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro e Belo Horizonte terão os sinais analógicos desligados”, disse o presidente da Abert durante o 27º Congresso Brasileiro de Radiodifusão hoje (6), em Brasília.
 
Para Slavieiro, as condições econômicas do país podem fazer com que famílias não consigam comprar o aparelho conversor (setup box) ou uma televisão mais moderna. “Será que vamos criar mais um ônus para a população, que é comprar o setup box ou uma televisão nova, para continuar assistindo sua novela? Temos que nos perguntar: será que faz sentido colocar mais esse ônus na população em um ano que deve ser de recuperação econômica?”
 
A resposta do governo federal durante a cerimônia foi positiva. O ministro das Comunicações, André Figueiredo, destacou que não tomará decisões sem consultar o setor. “O setor de radiodifusão pode ter absoluta convicção de que discutiremos incansavelmente para que o cidadão não saia prejudicado. Vamos dialogar para que não haja prejuízo nem ao cidadão e nem às emissoras”.
 
Também presente no evento, a presidenta da República, Dilma Rousseff, falou em dialogar para resolver os problemas, mas frisou que o objetivo é levar o sinal à grande maioria da população. “Temos que garantir que pelo menos 93% dos domicílios tenham condições de receber o sinal digital. Temos que buscar o impossível, porque sabemos que o impossível eleva nossa capacidade de realização. Tenhamos a serenidade de discutir, dialogar e decidir. Tenham certeza que queremos que essa transição seja a menos problemática possível”.
 
O congresso, que ocorre hoje (6) e amanhã (7), vai debater a comunicação. Dentre os temas a serem abordados amanhã em palestras estão o futuro da TV e os desafios da radiodifusão para se adaptar à convergência digital e às novas tecnologias.
 
Está prevista ainda uma palestra do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, sobre pautas de interesse da radiodifusão que tramitam na Câmara. A flexibilização da Voz do Brasil e a restrição à publicidade serão abordados.
 
 
 
*Com informações da Ascom/Abert e EBC/Agência Brasil
Postado por Etc & Tal

A impressionante participação de Hélio Bicudo no Programa Roda Viva

30.09.2015 às 16:58
Reprodução/YouTube
Na síntese que fez sobre  a representatividade  do ex-presidente Lula,o jurista , fundador e ex-militante do PT, fez  uso de  uma única palavra:corruptor
 
Entre as inúmeras críticas que fazem contra o PT e seus membros, raramente ouve-se falar no enriquecimento "supostamente ilícito" de Lula e seus familiares. Hélio Bicudo o fez com serenidade e sobriedade, sem se exaltar e sem demonstrar o menor sinal de ódio do ex-presidente e outros ex-comparsas , como gostam de insinuar petistas quando são criticados publicamente.
 
 
Na síntese que fez , durante a entrevista para o Programa Roda Viva na última segunda-feira(28), sobre a representatividade  do ex-presidente Lula o jurista salientou uma única palavra:corruptor. Bicudo foi fundador do PT, foi candidato a vice-governador quando Lula foi candidato a governador de São Paulo, nos anos 80. Era, até sair do partido em função do escândalo do mensalão, em 2005, um dos quadros mais respeitados dentro e fora do PT. 
 
Quando um cidadão desse quilate, já com idade para se "aposentar politicamente" toma a atitude extrema de, pessoalmente ,encabeçar um projeto de impeachment, há de se pensar, deixando de lado as afinidades e crenças políticas, com a razão frente a uma dura realidade dos fatos. Teria Bicudo mentido durante todo o programa de segunda feira passada, na TV Cultura? Teria Bicudo perdido tempo para imaginar e inventar toda a sua história de convivência com Lula?
 
Como alguns colegas meus, simpatizantes do Pt costumam dizer em função da crise:"talvez tenha chegado a hora de rever alguns conceitos". Eu penso que o que se deve repensar são as pessoas que representaram tais conceitos dentro de um idealismo que impulsionou o que já foi, em outros tempos, um grande partido rumo ao poder. 
 
Talvez tenha chegado a hora de dar o braço a torcer e reconhecer que a máscara daqueles supostos heróis e super-homens caiu. Continuar a sonhar e ter ideais é uma coisa, mas tapar o sol com a peneira e ignorar que os mocinhos de ontem viraram bandidos é sandice, é miolo mole, é lavagem cerebral...
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Propostas para gestão da EBC serão debatidas em seminário

10.08.2015 às 23:19
Os sete anos de funcionamento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e o seu modelo de gestão estarão em debate com a sociedade, a partir de amanhã (11), durante o seminário Modelo Institucional da EBC: Balanço e Perspectivas. O evento foi idealizado após reuniões do Conselho Curador e estruturado por uma comissão organizadora. Nesta terça-feira, as discussões ocorrem das 10h às 17h30 e, na segundo (12), das 9h30 às 18h30, na sede da empresa em Brasília. Os ministros da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Edinho Silva, e da Cultura, Jucá Ferreira, participam da abertura do seminário.
 
Durante um mês, de 29 de junho a 29 de julho, a empresa recebeu das pessoas inscritas no seminário propostas sobre a gestão, modelo e funcionamento da EBC que serão debatidas no evento. Funcionários da empresa, o Sindicato dos Jornalistas, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), o Coletivo Brasil de Comunicação (Intervozes) e o Centro de Estudo de Mídias Alternativas Barão de Itararé são algumas das entidades que enviaram contribuições relacionadas aos três eixos de discussão: vinculação e autonomia; financiamento e sustentabilidade e gestão do conteúdo e participação.
 
No primeiro dia, será feito um diagnóstico e a avaliação do quadro atual da EBC. Em seguida, os grupos inscritos farão o seu próprio diagnóstico. Segundo acoordenadora da comissão organizadora do seminário e vice-presidente do Conselho Curador da empresa, Rita Freire, o evento servirá para responder a expectativa da sociedade sobre a empresa. “Vamos discutir o projeto da EBC desde que surgiu e as projeções para o futuro”.
 
Algumas propostas que serão discutidas no primeiro eixo são lista tríplice para escolha dos presidentes da empresa, sabatina dos escolhidos pelo Conselho Curador ou pelo Senado Federal, ocupação dos cargos de chefia por servidores concursados e não por indicação. Também deve ser analisada a proposta de desvinculação da Secom.
 
Segundo a coordenadora do Intervozes e integrante da coordenação do FNDC, Bia Barbosa, o objetivo principal do seminário é garantir maior independência aos veículos da empresa pública. “Mesmo vinculada a Secom, a EBC pode ter mais autonomia. O objetivo do evento não é tomar decisões, mas encaminhar debates para o Conselho Curador fazer os direcionamentos internos dos assuntos”, afirmou.
 
Na quarta-feira, serão debatidos o financiamento e sustentabilidade e a gestão do conteúdo e participação. Entre as propostas que serão discutidas, estão o não contingenciamento de recursos pelo governo e o acesso pleno aos recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), entre outras.
 
O terceiro eixo vai discutir, entre outros temas, os mecanismos para fomentar a produção independente e a promoção da diversidade e da cultura popular. Uma das sugestões a serem analisadas será a do Intervozes, de criar uma central de pauta colaborativa e um conselho de ouvintes para fiscalizar a efetividade da central de pautas, bem como dos demais produtos da empresa.
 
Segundo o presidente da Associação dos Produtores Independentes de Rádio (Apraia), Luiz Henrique Romagnoli, a EBC é diferente das outras empresas de comunicação e o seminário mostra isso. “A EBC é única no Brasil. Ela abre fronteiras que nunca foram exploradas no país. Os produtores independentes acompanham esse processo com interesse”.
 
O debate será transmitido na íntegra e ao vivo, via streaming, pelo endereço conselhocurador.ebc.com.br/transmissaoaovivo. O streaming é aberto e poderá ser retransmitido por sites e páginas que tenham interesse. Funcionários da EBC das praças do Maranhão, Rio de Janeiro e de São Paulo poderão participar de videoconferências.
 
*Com informações da Ascom/EBC e Agência Brasil
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Ministério das Comunicações facilita outorgas para emissoras não comerciais

17.07.2015 às 18:00
Divulgação
O processo de autorização para uma nova rádio comunitária poderá cair de dois anos, em média, para seis meses
 
O Ministério das Comunicações lançou um novo Plano Nacional de Outorgas para emissoras comunitárias e educativas. A intenção é desburocratizar o processo de concessões e aumentar o número de emissoras para garantir que a população tenha maior acesso à comunicação pública.
 
"Para que se garanta a pluralidade, é preciso haver a máxima dispersão das emissoras. Isso dá a possibilidade de a sociedade se manifestar, falar e ser ouvida", afirmou o secretário de comunicação eletrônica do ministério, Emiliano José.
 
O processo de autorização para uma nova rádio comunitária poderá cair de dois anos, em média, para seis meses. Pelas novas regras, o número de documentos que as entidades deverão apresentar diminuirá de 33 para sete. No caso das emissoras educativas, a relação de documentos cairá de 18 para 8.
 
Ao todo, 699 municípios serão contemplados com rádios comunitárias. Desses, 496 não têm emissora autorizada e outros 203 contam com, pelo menos, uma. Atualmente, as rádios comunitárias estão presentes em 3.781 municípios.
 
O objetivo do plano é ampliar o serviço para 4.277 cidades, o que representa 77% dos municípios brasileiros. Quanto às rádios e TVs educativas, 235 cidades serão beneficiadas - 205 novas outorgas para rádios FM e 30 para TVs com fins exclusivamente educativos.
 
A escolha dos municípios foi feita com base na demanda reprimida, ou seja, nos pedidos de novas emissoras. A lista completa das cidades contempladas está no site do Ministério das Comunicações.
 
*Com informações da Ascom/ABr
Postado por Etc & Tal

EBC e empresa chinesa de televisão assinam acordo de intercâmbio de conteúdos

03.07.2015 às 03:15
EBC e empresa de televisão chinesa assinam acordo de intercâmbio(Foto:Antonio Cruz/ABr)
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a China Central Television (CCTV) assinaram hoje (2) acordo de cooperação para intercâmbio de conteúdos e coprodução de programas. Da cerimônia de assinatura participaram o diretor-geral da EBC, Américo Martins, o diretor vice-presidente de Gestão e Relacionamento, Sylvio Andrade, e o vice-presidente da CCTV,  Wei Dichun.
 
“É um prazer visitar a EBC e assinar este acordo. Hoje estamos com muita esperança sobre nossa cooperação no futuro”, disse Dichun, destacando que o acordo promoverá também o intercâmbio de profissionais.
 
Para Américo Martins, receber profissionais da CCTV no Brasil e enviar pessoal da EBC para a China será importante para as duas empresas de comunicação. “Uma possibilidade que já tinha acenado, e fiquei feliz de ouvir o vice-presidente [Wei Dichun] dizer que está aberto para a troca de profissionais. Eventualmente mandar alguns repórteres nossos, em diferentes períodos, para cobrir a China, baseado na CCTV e vice-versa.”
 
A empresa chinesa, segundo Martins, é uma potência na área de produção e veiculação de conteúdo. São 42 canais, 25 deles abertos e 17 por assinatura. Eles cobrem 90% do território chinês, atingindo 1 bilhão de pessoas. “Então, eles podem pegar material sobre o Brasil e nós, sobre a China e outros lugares onde não tivermos correspondentes”, disse o diretor-geral da EBC.
 
A CCTV tem ainda sete canais que transmitem em língua estrangeira (inglês, francês e espanhol).
 
 
*Com informações da Ascom/EBC e Agência Brasil
Postado por Etc & Tal

Linhas de 50 translações com Ricardo Esch

23.06.2015 às 06:05
Capa da primeira edição do Livro Linhas - Lutas, Sonhos e Decisões de Ricardo Esch(Foto:Arquivo Pessoal)

Dos inúmeros momentos que compartilhei na vida com  Ricardo Esch tenho a certeza que a grande maioria deles só me proporcionou alegria e bem estar. Tínhamos uma sintonia e uma harmonia de “comuns-quereres” .

Compactuávamos ideias, desejos, ideologias e outras tantas vãs filosofias. Houve uma época nos anos 70 que fumávamos a mesma marca de cigarro(Rothmans), curtíamos as mesmas bandas de rock(numa lista encabeçada sempre por Deep Purple), bebíamos a mesma bebida(qualquer coisa a base de vodka) e, consequente mente o “timing” de ambos à embriaguez era bem semelhante.  Éramos amigos de copo e de cruz. Dividíamos sobriedades inconfessáveis, porres intermináveis  e entre um estágio e outro tentávamos decifrar certas razões vitais que quase sempre acabavam mandando a sobriedade pro espaço.

Eschin era uma pessoa  que tentava enxergar a vida pela lente da lógica e  da ética( uma de suas lógicas vitais). Me lembro que ainda nos anos 70 já sonhávamos em escrever livros e ficávamos,entre um gole e outro ,discutindo o pessimismo literário de Schopenhauer e o esculacho social das poesias de Bucowski; discutíamos entre solos de guitarra de Blackmore, Clapton ou Page, o papelão que Nixon estava expondo os EUA na guerra do Vietnã. Isso tudo dito hoje não tem nada de anormal, mas porra, tínhamos por volta de 15 anos na época.Quem nessa idade perdia tempo com esses “papos cabeça”? É certo que de vez em quando caíamos na mesmice e nas abobrinhas ,tipo zoação de torcedor(apesar de muito em comum, no futebol torcíamos para times diferentes)ou a cor da calcinha de alguma fulana que sonhávamos azarar.

Em 1981 é lançado Linhas- Lutas, Sonhos e Decisões, seu primeiro livro de poemas. No fim da dedicatória do exemplar autografado que tenho até hoje ,uma cortante e afiada declaração  “talvez o único amigo que entenda o real significado dessas linhas.” Emocionei!

Meses depois comentando e até questionando o que ele havia escrito pra mim, me confessou que talvez nem ele tenha entendido direito o significado daquelas “confusas e mal traçadas linhas”. Eu discordei, disse ter adorado a obra e que aquelas certamente eram suas “talentosas e bem traçadas linhas”. E ele como sempre surpreendendo, afirmou que o objetivo daquele livro não era ser reconhecido nem entendido, muito pelo contrário. O livro o desfigurava por inteiro, pois tudo o que ele escrevia, não era o que ele vivia. O livro era a antítese do seu próprio ser, tipo um contraste de si mesmo. Que sacada genial, meu amigo! Percebi enquanto ouvia silenciosamente tais explanações que os nossos papos sobre Schpenhauer e Bukowski valeram para alguma coisa. O Livro Linhas é para mim, o melhor de todos os que  ele escreveu e, certamente,  influenciou  e incentivou a minha vontade de também “ser escritor”, o que acabaria ocorrendo somente sete anos depois, quando publiquei meu primeiro livro.

Ironicamente, na última vez que nos encontramos, num boteco do Leblon, voltamos a falar de literatura e poesia. Brinquei e disse que gostaria que ele escrevesse o prefácio do meu novo livro. Ele meio que se esquivando disse que não se sentia “a altura”. Que minha poesia era “muita areia” pro caminhão dele. Eu retruquei e disse que eu quase não escrevia mais poesia e sim alguns “hai-kais” encorpados. O poeta aqui é você, não eu, afirmei. E ele, com sua genialidade de sempre vaticinou:”Não somos poetas e sim espectros de poetas”.

Na verdade meu amigo Eschin hoje incendiou o espectro de minhas lembranças. O pouco(ou quase muito para quem leu até aqui)que acabei de escrever sobre nós é uma reles fração de segundo dos momentos mágicos que dividimos, na infância, na adolescência, e na fase adulta(que muitas vezes insistimos em evitar). Afinal ,são mais de 50 anos ou, como ele gostava de dizer, 50 translações. Desde os jogos de botão no  tempo da terceira turma do primeiro primário do Santo Inácio em 1965, passando  pela primeira festa em que dancei música lenta de rosto colado com uma gatinha,amiga de sua irmã; do primeiro beijo na boca(aliás tínhamos naqueles bons tempos algumas bocas em comum)que consegui dar numa festa , entre tantas que fui, no salão térreo de um tal edifício na rua Xavier da Silveira.De tantas noitadas, farras e outros tantos inesquecíveis momentos, como por exemplo alguns jogos do Brasil nas copas de 1970, 1974, 1978 e 1982. Viagem de trem para BH, depois Ouro Preto e Mariana. Outras tantas a Petrópolis , Itaipava, Nova Friburgo...

Pensando bem, meu amigo, nossas “bodas de ouro” de companheirismo e boa convivência dariam certamente um bom livro, que nunca será escrito, mas tenha a certeza que todo esse “conteúdo”  está, a partir de hoje,  publicado nas páginas de minhas melhores lembranças assinado pela minha eterna  gratidão e admiração... 

Postado por Etc & Tal


Etc & Tal por Ricardo Leal

Carioca, publicitário, poeta e escritor. Radicado em Alagoas desde 2002, trabalhou em diversas campanhas eleitorais no estado. Foi  diretor da Organização Arnon de Melo (OAM) e do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). É diretor executivo da Press Comunicações e titular do blog Etc & Tal veiculado no portal Painel Notícias, desde 2010.

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