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CROCODILO (Crocodile,EUA,2000) Direção : Tobe Hooper

22.05.2011 às 22:56

Vai ser ruim assim no inferno...

O produtor Boaz Davidson é mui amigo do outrora mestre do terror Tobe Hooper, essa amizade vem há mais de 15 anos, desde que Hooper trabalhou para a Cannon Group dos primos Menahen e Yoran Globus, onde Boaz era produtor executivo e nas horas vagas diretor e roteirista, vendo o amigo em apuros, pois em conseqüência de fracasso atrás de fracasso, fora relegado as series de Tvs. Boaz o contratou, agora todo poderoso dono da Nu Image, uma produtora de fitas “B”, cheio de estrelas decadentes,escreveu uma história só para Tobe,esse sentiu-se fisgado pela história, roteirizada por Jace Anderson, Adam Gierasch e Michael D. Weiss, ou seria por dinheiro???

Então vamos lá para a estória, se é que temos uma, os amigos Brady (Mark McLachlan) e o demente Duncan (Chris Solari) vão passar um fim de semana no Lago Sobek, uma região pantanosa no sul dos Estados Unidos. Acompanhados por Foster (Rhett Wilkins) e Hubs (Greg Wayne), além da gatinha Sunny (Sommer Knight), que teve um caso com Brady, para completar o quadro ainda temos, a namorada de Brady, Claire (Caitlin Martin) e o casal de quem eles alugam um barco, Kit (D.W. Reiser) e Annabelle (Julie Mintz), mais a cachorrinha princesa, talvez o único ator profissional do filme, hehehe.

Brady está preocupado com a presença do seu antigo caso, pois a sua namorada desde dos tempo de ginásio está presente. Antes de irem se divertirem, eles vão comprar cerveja e na saída dão de cara com o Xerife local, o ator Harrison Young, mais conhecido do grande público pelo filme O Resgate do Soldado Ryan, onde faz o próprio em sua velhice, alertando para os perigos da região entre outras coisas.

Eles rumam para o centro da região abordo do barco ou seria uma casa????, no decorrer do passeio,entre muita piadas e bebedeiras, a turma vai se divertindo. Até que o dono do barco conta uma terrível lenda local, onde um antigo crocodilo que havia sido criado por uma família, em um hotel sinistro, havia atacado os próprios donos.

Perto do local, aparecem dois caçadores de fim de semana, que acham os ovos de crocodilo, e resolvem jogá-los no rio. Isso atrai a fúria da criatura, que finalmente aparece e acaba com os dois.


Investigando o desaparecimento dos pescadores, o xerifão inicia uma busca para tentar matar o bicho, com a ajuda de um criador de jacarés da região, e que tem um elo de ligação com o crocodilo, que teria matado os seus antepassados há quase 100 anos.

No dia seguinte num passeio pelo local a turminha descobre o ninho totalmente destruído, com a exeção de um ovo e um deles resolve colocar um na sacola?



Não demora para o crocodilão, um bicho de mais de 12 metros de comprimento, começar a matar um a um, com o restante tentando fugir de todas as maneiras possíveis.

E é isso, a história escrita pelo picareta Boaz Davidson tenta misturar o gênero comédia adolescente, tipo “O Último Americano Virgem”, que foi escrita pelo próprio, nos tempos áureos da Cannon, com o suspense de “Tubarão”, ou seja uma mistura indigesta.

Essa produção, não passa de um filme “B”, que seria acessível se fosse dirigido por um outro obscuro diretor, e não por Tobe Hooper, que sinceramente não acerta a mão desde os anos 70. É incrível pensar que o mesmo diretor que nos entregou o horripilante O Massacre da Serra Elétrica seja o mesmo dessa bomba incomensurável.

E os efeitos especiais são uma história à parte, O crocodilo é feito em CGI e os produtores nem se preocupam em torná-lo realista. É um dos bichos mais falso do cinema dos últimos anos.Totalmente artificial, e isso me dar uma saudade da época que os efeitos eram apenas látex e sangue falso.



 

O diretor Hooper, já havia colocado um crocodilo matando gente em “O Hotel Do Horror” (1976).e resultou num filme muito melhor do que esse.

E preparem para a cena mais bizarra do atual cinema de terror: depois de engoli uma de suas vítimas, o crocodilo não agüenta a má qualidade do alimento e vomita o coitado,é vocês leram direito, o bicho vomita a sua vítima. Mais absurdo do que isso não existe, só poderia sair da mente dessa lenda do cinema “RUIM”, o senhor Boaz Davidson.

Como eu já disse anteriormente, se fosse dirigido por um outro diretor seria um ótimo passatempo, agora quer queira quer não foi dirigido pelo outrora visceral Tobe Hooper, autor de nada mais, nada menos de O Massacre da Serra Elétrica. E isso é imperdoável.

Enquanto isso o nosso picareta-mor, Boaz Davidson, vai ficando mais rico, enquanto o cansado Hooper continua procurando algum projeto para se redmir.

Postado por Mondo Bizarro

ISSO É CINEMA: THE BEYOND

10.05.2011 às 10:52

O mestre Lucio Fulci nos apresenta um dos finais mais tristes da historia do cinema de horror mundial.

O ano é 1981, o país é a Italia e o filme The Beyond.

 

Postado por Mondo Bizarro

Cinema Exploitation : Os Filmes Mondo

30.04.2011 às 10:11

Também conhecido como Shockumentary, é um tipo de gênero de filmes documentais, algumas vezes parecidos com documentários de ficção, representando temas e cenas sensacionalistas.

Apesar de filmes como European Nights de 1959 e World by Nightde 1960 terem a mesma temática do gênero, o filme precursor foi Mundo Cão (Mondo Cane) de 1962, dirigido pelos italianos  Gualtiero Jacopetti, Paolo Cavara e Franco Prospero, que obteve grande popularidade. O filme narra uma série de viagens por distintas culturas exóticas ao redor do mundo. A sua trilha sonora, More, escrita por Riz Ortolani e Nino Oliviero foi indicada, em 1963, ao Oscar na categoria Melhor Trilha Sonora. Foi traduzida ao inglês por Norman Newell e gravada por Roy Orbison e muitos outros artistas e orquestras do mundo inteiro. O genero é fácil de reconhecer pelo seu nome, dado que é bastante usual o uso do termo Mondo em seus títulos.

Ao largo dos anos os produtores buscaram destacar seus filmes de outros, acerca do valor de impacto de suas obras a fim de atrair o público. Crueldade aos animais, acidentes, cerimônias de iniciação, rituais e cirurgias são temas comuns.

Grande parte da ação também é encenado, embora os produtores do filme possam reclamar o seu objetivo de documento é só "a realidade". Os assuntos cobertos pelo gênero mondo incluir o sexo (Mondo Sex e Mondo Sexualis USA); celebridades ((Mondo Elvis e Mondo Lugosi), a cultura da juventude (Mondo Teeno) e sub-cultura homossexual (Mondo Rocco).

É importante ressaltar que muitas das ações são teatralizadas, ainda que os produtores afirmem que documentam a realidade. São consideradas pela crítica generalizada como filmes de muito mau gosto.

O filme de Russ Meyer chamado Mondo Topless, foi um dos poucos documentários restritos ao círculo das velhas películas anteriores à era do VCR, que explorou a vida noturna de São Francisco dos anos 60, até porque os clubes noturnos eram uma novidade nos Estados Unidos.

O sentido do humor e a sensação de que a realidade podia ser um bom espetáculo ainda que forte, desapareceu com a obra de Jacopetti e Prosperi intitulada Africa Addio (1996), uma brutal mostra da realidade do continente africano, o qual vivenciava uma paulatina descolonização, mostrando cenas de caças de animais, homens devorados por eles, massacres étnicos, execuções e escravidão.

Outros exemplos de filmes que estão de acordo com essa temática são: Mondo di Notte de Gianni Proia, Mondo Balordo de Roberto Montero e Mondo Ford de Ricardo Fratelli.

Os anos 80 presenciaram um ressurgimento desses filmes, embora muito mais macabros, já que se enfocam somente em exibir mortes, em lugar das culturas exóticas do mundo. A série Faces Da Morte  escrito e co-dirigido por John Alan Schwartz. Ele também atua em algumas cenas. O orçamento foi 450.000 dólares. Há estimativas de que ele tenha arrecadado mais de 35 milhões de dólares no mundo inteiro, somente no cinema. Foi eleito um dos 50 filmescult mais representativos da história. Os produtores, no entanto, usaram diversas seqüências falsas, fazendo-as passar por reais, como a clássica cena do macaco no restaurante, do homem que é devorado pelo crocodilo, entre outras.É banido em mais de 40 países, como Nova Zelândia, Austrália, Noruega e Finlândia e inclui cenas de sexo

No século XXI, o gênero Mondo se transformou em um explícito espetáculo sangrento. É o caso de séries como Faces da Morte e Traços da Morte. Existem nesses casos menos seqüências simuladas. A maioria utiliza cenas provindas do Oriente Médio, sobretudo de ataques causados por fanáticos suicidas.

Pode-se argumentar que a safra de  Filmes de Canibais seja um subproduto do gênero Mondo.

Postado por Mondo Bizarro

ISSO É CINEMA: PAT GARRET & BILLY THE KID

27.04.2011 às 00:15

Para desespero dos pseudo-cinéfilos que admiram aqueles filmes onde não se fala nada ou aquele outro tipo que é feito para a massa pensar e fazer revolução, mas só o próprio diretor entende.

Aqui vai um bloco de cenas de filmes que fazem parte do meu imaginário, afinal o que é o cinema senão um amontoado de cenas, musica e palavras que fazem todos nós viajar pelos quatro cantos do mundo sem sair de casa.

E vocês meus caros quatros leitores perguntam e a serie sobre o cinema explotation? Eu respondo que ela voltara no próximo post...Enquanto isso...Viva Glauber Rocha...Rsrsrsrs

A cena é tirada do filme Pat Garret e Billy The Kid do mestre da violência Sam Peckinpah, a música que estranhamente não faz parte do álbum original lançado em 1973 é de Bob Dylan. James Coburnfaz o velho xerife Pat Garret e o cantor Kris Kristofferson faz o lendário bandido Billy The Kid.


 

O dialogo é clássico.

Billy: - Você esta em péssima companhia, Pat

Pat: - É, Bill, mas eu estou vivo.

Billy: - Eu também

Postado por Mondo Bizarro

R.I.P. Sidney Lumet ( 1924 - 2011 )

10.04.2011 às 12:27

Fugindo um pouco do especial Cinema explotation. Morreu um mestre do cienma norte-americano.

O cineasta norte-americano Sidney Lumet morreu neste sábado (9), segundo a versão digital do "New York Times".

 

Segundo a publicação, Lumet morreu pela manhã em sua casa, em Manhattan (Nova York).

 

A publicação indicou que, segundo a enteada de Lumet, Leslie Gimbel, o cineasta morreu por conta de um linfoma. Ele tinha 86 anos.

 

Lumet foi um dos principais diretores da segunda metade do século 20. Ele dirigiu mais de 40 filmes nos quais mostrou sua versatilidade, retratando diferentes gêneros. Muitos dos filmes foram retratados em sua Nova York natal.

 

Lumet nasceu em 1924 e estreou no cinema em 1957 com "12 Homens e uma Sentença".

 

Ele produziu também "Um Dia de Cão", com Al Pacino, e "O Veredicto", com Paul Newman (1982), entre outros.

 

Entre seus trabalhos mais relevantes estão ainda os filmes "Assassinato no Orient Express" (1974), "Serpico" (1973) e "Rede de Intrigas" (1976).

 

O último trabalho dele foi à frente do filme "Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto", em 2007.

Lumet recebeu um Oscar pelo conjunto de sua obra na 77ª edição da cerimônia, que ocorreu em 2005.

 

Apesar de ter sido indicado cinco vezes na categoria de melhor diretor, ele nunca venceu.

 

Ao todo, seus filmes receberam mais de 50 candidaturas ao Oscar, e costumavam ser pouco sentimentais e extremamente bem elaborados, tratando de assuntos inteligentes e complexos.

 

O "New York Times" lembrou que, em uma ocasião, Lumet escreveu: "Embora a meta de todos os filmes seja entreter, o tipo de filme que acho que vai um passo além obriga o espectador a examinar uma ou outra faceta de sua própria consciência, estimula o pensamento e faz fluir a criatividade".

Nesse sentido, segundo o jornal, Lumet encontrava inspiração nos temas sociais e "seus melhores filmes não só examinavam as consequências do preconceito, a corrupção e a traição, mas também celebravam os atos individuais de coragem".

Fonte : Folha de São Paulo

Postado por Mondo Bizarro

Cinema Explotation : Anthony Steffen – O Nosso Django

25.03.2011 às 17:34

Anthony Steffen, nome artístico de Antônio Luiz de Tefé von Hoonholtz

Nascido na embaixada brasileira na Itália, no Palácio Pamphiljno dia 21 de julho de 1930, descendia de uma aristocráticafamília brasileira: os von Hoonholtz. Era filho do embaixadorbrasileiro Manuel de Tefé von Hoonholtz (também piloto de corridas de carros e fundador do Circuito da Gávea), era bisneto do barão de Tefé, trineto do conde von Hoonholtz, neto do também embaixador Oscar de Tefé von Hoonholtz, sobrinho-neto de Nair de Tefé von Hoonholtze sobrinho-bisneto do 2° barão de Javari.

Na sua adolescência se juntou aos guerrilheiros partizas e lutou contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial.

O jovem barão de Teffè foi um playboy que terminou cooptado pelo cinema. Em 1954, fez o primeiro filme, ainda como Antonio de Teffè – Gli Sbandati, sobre uma história da 2.ª Guerra. Desempenhou múltiplas funções no cinema. Antes de estrear como ator, foi assistente de direção de Mauro Bolognini em Ci Troviamo in Galeria, de 1953 – e o filme era interpretado pela jovem Sophia Loren e por Alberto Sordi. Foi produtor (Django, O Bastardo, em 1969) e roteirista (Os Mil Olhos do Assassino, em 1974). Em 1965, quando o spaghetti western já se tornara o gênero dominante da produção industrial italiana, foi cooptado pelo diretor Edoardo Mulargia, que o convidou para estrelar um daqueles bangue bangues filmados nas planícies de Almeria, na Espanha, escolhidas pela semelhança com as pradarias dos Estados Unidos.

Antonio de Teffè gostava de contar que a única exigência do diretor foi a de que ele soubesse montar. Disse que era um cavaleiro estupendo, mas não era. Nunca havia montado num cavalo e esse foi apenas o começo de seus problemas com eqüinos. Mais tarde, durante a rodagem de um dos 23 spaghetti westerns que interpretou – quase sempre, ou sempre, dispensando dublês –, sofreu um acidente. O cavalo rodou e caiu sobre ele. Antonio de Teffè teve de ser hospitalizado. Pegou ódio de cavalo, mas seguiu montando, por razões de ordem profissional.

Contracenou com Sophia Loren, Gina Lollobrigida, Claudia Cardinale, Elke Sommer, Giuliano Gemma, Franco Nero, Clint Eastwood, Gian Maria Volonté entre outras estrelas do cinema europeu e hollywoodiano.

 Esgotado o ciclo de sucesso do gênero, ele diversificou sua área de atuação, mas não deixou de trabalhar. Um de seus sucessos longe do western foi um filme intitulado O Amante, que não tinha nada a ver com a adaptação que o francês Jean-Jacques Annaud fez do romance de sua compatriota Marguerite Duras. O amante de Anthony Steffen era um garanhão de 50 anos, por quem se apaixonava uma noivinha de 19 anos. Não era só no Velho Oeste que Anthony Steffen causava confusão.

 Estava casado com Cristina e tinha dois filhos de um casamento anterior, Manuel, de 32 anos, e Luiz, de 28, ambos residentes na Itália. Nos últimos anos, o caubói que tinha a fama de querer ser livre e solto, havia-se domesticado. Após o divórcio do primeiro casamento, assediado pelas mulheres, ele dizia que nunca mais queria saber de comprometimentos afetivos. Chegou a dizer: "Não há nenhuma constituição que nos obrigue a casar".

Após a sua imensa atuação em filmes, afastou-se da vida de ator e começou a viver pelo jet set internacional. Na década de 1980 voltou ao Brasil, residindo no Rio de Janeiro. Por dez anos residiu numa cobertura no Leblon, onde faleceu em vitimado pelo câncer em 2004.

Recentemente foi lançado o livro ANTHONY STEFFEN – UM HOMEM CHAMADO TEFFÉ, que, lançado pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado. A biografia de um dos maiores astros do spaghetti western, escrita pelo cineasta Daniel Camargo e pelo jornalista Rodrigo Pereira. Baseado em entrevistas com o próprio Antonio de Teffé, feitas em seus últimos anos de vida.

 

Aqui vai a relação dos faroestes spaghettis onde atuou o nosso saudoso pistoleiro:

1. OS DEZ HOMENS DO OESTE ( Dallas / 1975 )
2. UM COLT PARA SARTANA ( Uno, dos, tres... dispara otra vez / 1973]
3. OURO DEMAIS PARA UM GRINGO ( La caza del oro / 1972 ]
4. UM HOMEM CHAMADO DJANGO ( W Django! / 1971 ]
5. APOCALIPSE JOE ( Un uomo chiamato Apocalisse Joe / 1971 ]
6. Uccidi Django... uccidi per primo!!! (1971) [Actor]
7. VIVA SABATA ( Arriva Sabata! / 1970 ]
8. A VOLTA DE ARIZONA COLT ( Arizona si scatenò... e li fece fuori tutti / 1970 ]
9. Shango - Vivo ou Morto ( Shango, la pistola infallibile / 1970 ]
10. GARRINGO ( Garringo / 1969 ]
11. DJANGO O BASTARDO ( Django il bastardo / 1969 ]
12. UMA LONGA FILA DE CRUZES ( Una lunga fila di croci / 1969 ]
13. O PISTOLEIRO DE PASSO BRAVO ( Uno straniero a Paso Bravo / 1968 ]
14. UM TREM PARA DURANGO ( Un treno per Durango / 1968 ]
15. O PISTOLEIRO MARCADO POR DEUS ( Il pistolero segnato da Dio 1968 ]
16. SEU NOME CLAMAVA VINGANÇA ( Il suo nome gridava vendetta / 1968 ]
17. DEUS COMO PAI E O DIABO POR SOCIO ( ¿Quién grita venganza? / 1968 ]
18. Western, Italian Style (1968) (TV) [Actor]
19. O MATADOR DE ELITE ( Gentleman Jo... uccidi / 1967 ]
20. RINGO A MARCA DA VINGANÇA ( Los cuatro salvajes /1967 ]
21. KILLER KID ( Killer Kid / 1967 ] Diretor: Leopoldo Savona
22. POUCOS DOLARES PARA DJANGO ( Pochi dollari per Django / 1966 ]
23. JOHNNY TEXAS ( Mille dollari sul nero / 1966 ]
24. SETE DOLARES ENSANGUENTADOS ( Sette dollari sul rosso / 1966 ]
25. FRENTE A FRENTE COM PISTOLEIROS ( Una bara per lo sceriffo / 1965 ]
26. Um Caixão para o Xerife (A Coffin For The Sheriff / 1965 ]
27. SÓ CONTRA TODOS ( Perché uccidi ancora / 1965 ]

Postado por Mondo Bizarro

TOP 10 FAROESTE SPAGHETTI

04.03.2011 às 14:50

Fica difícil selecionar apenas 10 filmes para representar esse segmento do cinema mundial, mas eu garanto que vocês não iram se arrepender em um dia topar com alguns desses filmes na sua locadora preferida ou no corsário da esquina.

1 - Keoma (Keoma,1976,ITA) Direção: Enzo G. Castellari

Com: Franco Nero, Woody Strode, William Berger  , Donald O'Brien  e Olga Karlatos

Ao final da Guerra Civil Americana, um pistoleiro mestiço, cansado de fazer da morte um meio de vida, retorna para aquilo que um dia costumava ser seu lar. Seu nome é Keoma. Porém, agora sua cidade natal está totalmente destruída pela peste e sob o comando de um homem chamado Capitão Caldwell. Seus meio-irmãos Butch, Sam e Lenny trabalham para o Capitão e Keoma se vê sozinho contra todos eles. Agora ele está preso no meio de uma batalha selvagem entre inocentes colonos, bandidos sádicos e seus meio-irmãos.

TITARA – A busca da paz interior de um mestiço leva ao conflito direto com seus meios-irmão, somente na cabeça do Mestre Castellari para se dar tamanha simetria. Junte a isso a tiros em câmera lenta e um subtexto religioso, pitadas de mitologia grega e a sofrida música escritapela dupla Guido e Maurizio De Angelis cantada por Sybil & Guy.Entra sobrando na lista de 100 melhores filmes de todos os tempos.

2 - Era uma Vez no Oeste (C'era una volta il West,1968,ITA)

Direção: Sergio Leone

Com: Henry Fonda, Charles Bronson, Jason Roberts e Claudia Cardinale

Em virtude das terras que possuía serem futuramente a rota da estrada de ferro, um pai e todos os filhos são brutalmente assassinados por um matador profissional. Entretanto, ninguém sabia que ele, viúvo há seis anos, tinha se casado com uma prostituta de Nova Orleans, que passa ser a dona do local e recebe a proteção de um hábil atirador, que tem contas a ajustar com o frio matador.

TITARA – Simplesmente sensacional esse filme do diretor Sergio Leone, praticamente um opera passada no velho oeste. Henry Fonda em seu único papel de vilão no cinema, Charles Bronson impecável como o pistoleiro misterioso, a música de Ennio Morricone são belíssimas e Claudia Cardinale linda de morrer.

3 - Três Homens em Conflito  (Buono, il brutto, il cattivo, Il, 1966,ITA) Direção: Sergio Leone

Com Clint Eastwood, Lee Van Cleef,  Eli Wallach e Luigi Pistilli

Três pistoleiros partem em busca de um tesouro escondido. Apesar de precisarem se unir para conseguir achar o que procuram, eles terão que lutar contra os diferentes interesses de cada um. 

TITARA – E de novo Sergio Leone nos presenteia com a sua obra mais barroca, clássico das sessões de sábado, alguém se lembra? O trio de atores estão em completa sitonia, a direção é soberbar as cenas são fantasticas e de novo a músoca de Morricone da um tempero a mais para o filme de Leone.

4 - Django (Django,ITA,1966) Direção Sergio Corbucci

Com Franco Nero, José Bódalo, Loredana Nusciak, e Ángel Álvarez

Na fronteira mexicana, duas gangues rivais respectivamente lideradas pelo Najor americano Winchester Jack e pelo General mexicano Hugo Rodrigues - são surpreendidos por um pistoleiro chamado django, que chega arrastando um misterioso caixão. Disposto a vingar a morte de sua esposa, Django parte para uma luta sangrenta contra os bandidos das duas facções. Quem irá vencer no final? E o que Django traz dentro do caixão?

TITARA - A figura de Franco Nero carregamdo o caixão está entre as mais lembradas no mundo todo. O filme é impecavel em todos os sentidos. Ação e muita violencia fazem de Django um clássico capaz de figurar entre os 100 maiores filme de todos os tempos.

5 - Eles Me Chamam Trinity (Lo chiamavano Trinità,1970,ITA) Direção: Enzo Barboni

Com Terence Hill, Bud Spencere Farley Granger

Trinity (Terence Hill), o pistoleiro dono de uma pontaria tão certeira que sua arma é chamada de "o braço direito do diabo", entra lentamente na pequena cidade, onde um novo xerife é o responsável pela lei numa terra sem lei. Acontece que Bambino (Bud Spencer), o novo serife é o irmão de Trinity, e está lutando para manter a paz na área que passa por um tenso conflito entre o grupo de fazendeiros e uma gangue de bandoleiros que querem expulsá-los de suas terras, então os dois irmãos resolvem se juntar aos fazendeiros para ajudá-los a se defender.

TITARA - Quem não se lembra desse primeiro filme da duologia Trinity, personagem que marcou Terence Hill pra qualquer filme que fez, Bud Spencer esta otimo naquel jeito bonachão de ser. Otima cenas de luta e tiroteio além daquela dose de humor que permeia os filmes da dupla.

6 - Meu Nome é Ninguém (Il Mio nome è Nessuno, 1973,ITA/FRA/ALE) Direção: Tonino Valeril/ Sergio Leone

Com Henry Fonda, Terence Hill, Jean Martine e  R.G. Armstrong

O jovem e ambicioso pistoleiro conhecido como "Ninguém", está de olho em seu ídolo, o Rei do Gatilho, conhecido como Jack Beauregard que já pensa em se aposentar. Decidido a evitar que seu herói deixe o cano do revólver esfriar, ele lhe prepara uma emboscada com os piores bandidos do Oeste, apenas para vê-lo em ação pela última vez, o que resulta em um desfecho memorável.

TITARA – Outro clássico das sessões de sabado, logo após o Chacrinha.A abertura e o final dos filme estão no imaginario popular, Terence Hill no papel de Sem nome esta gaiato como sempre e so ver a cena onde ele saca a arma mais rapido que a luz pra entender o que eu falo e Henry Fonda...Sem comentarios...Fantastico.

7 - O Dia da Desforra(La resa dei conti,1967,ITA/ESP) Direção: Sergio Solima

Com Com: Lee Van Cleef, Tomas Millian, Gerard Herter, Nieves Navarro, Walter Barnes e  Robert Camardiel.

Jonathan Corbett (Lee Van Cleef), um famoso caçador de recompensas com aspirações políticas, que topa de imediato perseguir um exímio atirador de facas mexicano Cuchillo Sanchez (Tomas Milian), quando passa a saber numa típica festa da alta sociedade local patrocinada por Brockston (Walter Barnes) que o sujeito é acusado de violentar e matar uma menina de 12 anos.

TITARA - Um dos grande faroeste spaghettis mais emblematicos do periodo.Tomas Millian simplesmente rouba o filme do astro Lee Van Cleef.

8 - O Vingador Silencioso (Il Grande Silenzio,1968,FRA/ITA) Direção Sergio Corbucci

Com Jean-Louis Trintignant, Vonetta McGee e Klaus Kinski

Um justiceiro mudo (Jean-Louis Trintignant) é contratado depois que o marido de Pauline (Vonetta McGee) se torna mais uma das vítimas dos sanguinários das montanhas de Utah, liderados por Loco (Klaus Kinski).

TITARA - Faroeste originalissimo onde se passa quase todo no meio da neve, com fotografia exuberante e uma das mais belas trilhas sonora de Ennio Morricone, o filme mostra um velho oeste que poucos conhecem. As atuações de Jean-Louis Trintignant como o heroi mudo e a de Klaus Kisnski como vilão estão enter as maiores que ja vi em um filme e atenção o final é supreendente.

9 - Uma Bala Para o General (Quién Sabe?,1967, ITA/ESP) Direção Damiano Damiani,

Com Gian Maria Volonté, Lou Castel, Martine Beswicke e Andrea Checchi.

Durante a Revolução Mexicana um jovem americano misterioso (Castel) se une a um grupo de saqueadores liderados por El Chucho (Volonté). A partir daí iniciam uma série de ataques selvagens para roubar armas para um general rebelde. Mas quando o Gringo resolve colocar em prática seus ideais juntamente com o grupo de bandidos, El Chucho descobre que as verdadeiras armas de guerra não pertencem a nenhum exército. Numa terra devastada pela pobreza e violência, será possível comprar a liberdade com uma única bala?

TITARA - filme que inaugurou os Zapata Western ( segundo alguns o Zapata Spaghetti) o filme incorpora o cinema Western e o cinema político, com dialogos marcantes mas sem esquecer o principal a ação e aqui tem até de sobra.

10 - A Morte Anda a Cavalo (Da uomo a uomo / Death Rides a Horse,1967,ITA) Direção:  Giulio Petroni

Com Lee Van Cleef, John Phillip Law e Mario Brega

Ainda criança Bill (John Phillip Law), é a única testemunha do assassinato de toda a sua família por quatro assaltantes. Quinze anos depois, ele vai atrás dos assassinos em busca de vingança. Durante sua jornada, ele cruza o caminho de Ryan (Lee Van Cleef), um ex-condenado que acabou de sair da cadeia, e também quer se vingar dos bandidos que o colocaram na cadeia. Juntos os dois formam uma dupla nada comum em busca do mesmo objetivo, mas por diferentes razões.

TITARA - Com atmosfera carregada, vinganças e tiros a trilha do sempre excelente Morricone, além das soberbas atuações de Lee Van Cleef e John Philip Law fazem de A Morte Anda a Cavalo um filmão.

Postado por Mondo Bizarro

CINEMA EXPLOTATION : OS FAROESTES SPAGHETTIS

21.02.2011 às 00:00

 

Dando continuidade ao especial CINEMA EXPLOTATION, contarei a historia de um gênero até hoje amado por todo o mundo... Os Faroeste Spaghettis.

O western spaghetti nasceu na primeira metade dos anos sessenta e durou até à segunda metade dos anos setenta. Esta designação deve-se ao fato de que a maioria destes filmes terem sido realizados e produzidos por italianos, frequentemente em colaboração com outros países europeus, principalmente Espanha e Alemanha. O nome 'spaghetti-western' foi originalmente um termo depreciativo, dado pela crítica estrangeira a estes filmes, que consideravam inferiores aos westerns americanos. A maioria dos filmes foram feitos com baixos  orçamentos, mas vários conseguiram ainda assim ser inovadores e artísticos, ainda que nesse período não tenham recebido muito reconhecimento, até mesmo na Europa. Na década de oitenta a reputação do gênero cresceu e atualmente o termo não é já usado de forma depreciativa. Ainda assim alguns italianos preferem continuar a chamar-lhes ‘western all’italiana’ (westerns à italiana). No Japão, eles são chamados ‘Macarroni westerns’, na Alemanha ‘Italowestern’.

 

É muitas vezes afirmado que o gênero surgiu como resposta ao enorme sucesso de Sergio Leone, Por um Punhado de Dólares (1964), uma adaptação de um filme de samurais japonês chamado Yojimbo (Akira Kurosawa, 1961). Mas outros filmes já haviam sido feitos na Itália antes que Leone redefinisse o gênero. E os italianos nem foram os primeiros a fazer westerns na Europa na década de sessenta. Na Alemanha, uma série de westerns de imenso sucesso baseados na obra de Karl May haviam já sido produzidos. Sendo que o primeiro western europeu a ter pelo menos alguns dos ingredientes normalmente associados ao 'western spaghetti', foi feito sem qualquer envolvimento italiano, tratando-se de uma co-produção Inglesa/Espanhola: Armas Selvagens (Tierra brutal , 1962) de Michael Carreras.

Mas foi certamente Sergio Leone que definiu o olhar e a atitude do gênero, com seu primeiro western e os dois que se seguiriam: Por Uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966). Reunidos, esses filmes são usualmente designados ‘A Trilogia dos Dólares’. O oeste de Leone era um deserto poeirento de aldeias caiadas de branco, ventos uivantes, cães magricelas e cínicos heróis - tão barbudos como os vilões.

 

Todos os três filmes tiveram a trilha sonora compostas por Ennio Morricone, a sua música era tão pouco comum quanto as imagens de Leone: ele não só utilizava instrumentos como a trompete, a harpa e a guitarra elétrica, mas também adicionava assobios, chicotes e tiros à mistura. Morricone compões mais de 30 trilhas sonoras para westerns italianos e foi um fato chave para o sucesso do gênero.

Em geral os westerns-spaghetti são mais orientados para a ação do que seus parceiros americanos. Os diálogos são escassos e alguns críticos têm apontado que foram construídos como óperas, utilizando a música como um ingrediente ilustrativo da narrativa. Durante anos os westerns haviam sido chamados de 'horse opera’,algo como "ópera a cavalo", mas como o professor de estudos culturais - Christopher Frayling - salientou, foram os italianos a demonstrar o que o termo realmente significa.

Nessa época vários westerns foram lançados, muitos deles bastante violentos, o que lhes valeria diversos problemas com a censura. Levando-os a ser cortados ou mesmo proibidos em determinados mercados. Muitos destes westerns-spaghetti têm como palco a fronteira Americano-Mexicana e continham bandidos mexicanos sádicos e barulhentos. A Guerra Civil Americana e as suas conseqüências são outro panorama frequentemente usado. Em vez dos usuais nomes como Will Kane ou Ethan Edwards, os heróis muitas vezes têm nomes estranhos como Ringo, Sartana, Sabata, Johnny Oro, Arizona Colt ou Django.

Uma breve história

Primórdios


O western spaghetti é inegavelmente um gênero católico (alguns nomes frequentemente usados são Aleluia, Cemitério e Trindade!), com um estilo visual fortemente influenciado pela iconografia católica. Por exemplo: a crucificação, a última ceia ou o ecce homo (Eis o homem). A surreal extravagância do filme Django Vem Para Matar (Se sei vivo, Spara, 1967) de Giulio Questi, um ex-assistente de Fellini(!), tem como herói um tipo ressuscitado que testemunha o Dia do Julgamento numa empoeirada cidade ocidental.

As cenas exteriores de muitos westerns-spaghetti, especialmente aqueles com um orçamento relativamente maior, foram filmadas em Espanha. Especialmente no deserto de Tabernas (Almeria, Andaluzia), Colmenar Viejo e Hoyo de Manzanares (perto de Madrid). Na Itália, a província de Lazio (arredores de Roma) foi o local favorito. Alguns westerns-spaghetti foram também filmados nos Alpes, Norte de África ou Israel. Já as cenas de interiores eram geralmente filmadas nas cidades western dos estúdios de Roma, como o Cinecittà ou o Elios. Os estúdios Elios continham também uma "cidade mexicana" próxima da "cidade americana".


Os westerns sempre foram populares em Itália. Alguns westerns foram mesmo produzidos durante a Segunda Guerra Mundial, quando o governo fascista excluía os westerns americanos dos cinemas italianos. Como é o caso Il Fanciullo del West (1942) de Giorgio Ferroni, que haveria de realizar diversos westerns-spaghetti durante o auge do gênero. Mas na década de sessenta a ausência de westerns americanos nos cinemas europeus tinha outra razão: alguns dos mais importantes realizadores do gênero, como John Ford ou Anthony Mann haviam sido relegados para trabalhos na televisão.

Os filmes baseados na obra de Karl May criaram um contexto cultural e financeiro interessante para a produção em larga escala de westerns na Europa. Os primeiros exemplares de westerns italianos produzidos nos anos sessenta, assemelhavam-se com westerns americanos de série B, com elencos e equipes escamoteadas atrás de pseudônimos americanos. “Por um Punhado de Dólares” de Leone foi produzido simultaneamente com As Pistolas não Discutem (Le Pistole non discutono) de Mario Caiano. Enquanto Leone redefinia o gênero western, Caiano contava uma história clássica ocidental sobre o xerife Pat Garret, e quando Caiano contratava um veterano ator americano (Rod Cameron), Leone escolhia um ator jovem chamado Clint Eastwood.

Numa fase em que o gênero ainda estava na sua infância, muitos dos filmes produzidos nesse ano de transição – 1965 – misturavam influências americanas com italianas. Filmes esses como Uma Pistola para Ringo e O Regresso de Ringo ambos realizados por Duccio Tessari e O Dólar Furado de Giorgio Ferroni todos estrelado por  Giuliano Gemma, a primeira mega estrela italiana do gênero. Leone chegou ainda a assinar a versão internacional de “Por um Punhado de Dólares” com o pseudônimo americanizado Bob Robertson. O primeiro italiano a assinar um western-spaghetti com o seu próprio nome seria Sergio Corbucci, em Minnesota Clay (1965).


Os anos de Glória: 1966 - 1968

Neste breve período foi feita a maioria dos filmes que se tornariam clássicos. Em 1966 Leone fez Três Homens em Conflito, geralmente considerado como o western spaghetti por excelência, e agora considerado por muitos como o melhor western já feito. Outro marco foi o pioneiro Django de Sergio Corbucci (muitas vezes chamado de "o outro Sergio"), que se tornou no protótipo do conto de vingança e gerou diversos filmes com 'Django' no título. Em 1968, esses dois realizadores mostraram mais duas obras-primas indiscutíveis do gênero: Leone fez o lendário Era uma Vez no Oeste, o primeiro western-spaghetti a atrair a atenção dos chamados críticos “sérios”, e Corbucci fez o devastador O Vingados Silencioso , que foi totalmente filmado na neve e subverteu praticamente todas as convenções de gênero, entre eles o clichê de que o bonzinho sempre vence no final.

A Fase Política

Outro realizador do período dourado do gênero foi Sergio Sollima (o terceiro Sergio), o mais intelectual e politicamente empenhada de todos os realizadores do western-spaghetti. O seu O Dia da Desforra (1966), com Lee van Cleef - que também apareceu em dois dos três filmes da Trilogia do Dólar - é um conto sobre a luta de classes, bem como uma desconstrução da mitologia do pistoleiro da lei. Quando os Brutos se Defrontam (1967) é a história de um professor da faculdade de Nova Inglaterra, que viaja para o sul e descobre seu instinto violento quando está refém de um bandido. O professor é interpretado por Gian Maria Volonté - outro veterano de Leone - enquanto o bandido é desempenhado pelo ator cubano-americano Tomas Milian.

Volonté também apareceu no Uma Bala Para O General (1966) de Damiano Damiani, um filme que deu o mote para uma série de westerns políticos com ação no México, durante as várias revoluções mexicanas, os chamados " Zapata - westerns” (ocasionalmente chamados de "tortilla-westerns). Tomas Milian haveria de aparecer em muitos desses Zapata - westerns, sempre como um peão, um agricultor mexicano feito revolucionário. Nas suas próprias palavras, ele tornou-se num "símbolo da pobreza e da revolução". Situado no México, e filmado num estilo barroco ocidental, os Zapata - westerns pareciam no entanto mais preocupados com políticas européias do que americanas (do Norte ou Latinas).

Na década de sessenta os ideais marxistas estavam largamente difundidas entre os intelectuais europeus, especialmente nos países do Mediterrâneo, e os Zapata - westerns pareciam refletir as idéias revolucionárias que viviam dentro deles. Sendo mais sofisticados e intelectuais que a maioria dos westerns "comuns", os Zapata - westerns eram populares entre os estudantes. Mas eram também muito populares entre o público do terceiro mundo. Entre os melhores Zapatas estão Tepepa de Gulio Petroni e, Os Violentos Vão para o Inferno de Sergio Corbucci (ambos lançados em 1968).

1969 mostraram um declínio no número de westerns produzidos, e uma tendência para parodiar o gênero, já anunciado no ano anterior mas agora mais evidente, especialmente nos filmes da saga Sartana - muitas vezes chamados como a resposta do western-spaghetti aos filmes de James Bond.

Período cômico

Em 1970, Enzo Barboni, que havia sido o diretor de fotografia no Django de Corbucci, fez Trinity é o Meu Nome. O que era paródia tornava-se agora palhaçada, e o filme tornou-se um êxito estrondoso em todo o mundo. Marcando também o início de um novo período dourado, não tanto para o western-spaghetti, mas pelo menos para a indústria cinematográfica italiana. Numerosos westerns cômicos foram produzidos e os atores Terence Hill e Bud Spencer tornaram-se ambos estrelas internacionais. Em geral, os fãs do gênero western-spaghetti não são grandes apreciadores destas comédias, mas os filmes da saga Trinity são bastante divertidos, e o segundo filme Trinity Ainda É Meu Nome (1971) foi o filme mais bem sucedido do western italiano desde o seu surgimento.

Meu Nome é Ninguém, realizado por Tonino Valerii (supervisionado por Leone), é um devaneio serio-cômico sobre o fim do western. Alguns filmes misturaram também os elementos do western-spaghetti com os filmes de artes marciais de Hong Kong. Normalmente com uma estrela oriental que se deslocava para o velho oeste italiano, exemplificando: Ouro Sangrento (El kárate, el Colt y el impostor,1974) de Antonio Margheriti que contava no elenco os astros Lee Van Cleef e Lieh Lo.

Ainda que dominados pelos westerns cômicos, alguns westerns sérios foram também produzidos na primeira metade dos anos setenta. Corbucci fez Vamos Matar, Companheiros (1970) , uma espécie de seqüência de Violentos Vão para o Inferno (1968), enquanto que Leone fez Era Uma Vez na Revolução (1971), uma visão um pouco diferente sobre os westerns-spaghetti políticos.

Quando tudo parecia acabado, o gênero teve o seu último fôlego com os chamados spaghettis-crepusculares. Westerns sérios, artísticos e melancólicos, que glorificaram (e fizeram o luto) tanto o final do gênero, como a decadência da indústria western italiana. Estes filmes foram parcialmente filmados nas cidades do oeste - agora em ruínas - dos estúdios romanos que haviam produzido dezenas de westerns em cada ano da década anterior. Dois dos melhores spaghettis-crepusculares são Califórnia Adeus de Michele Lupo, com Giuliano Gemma, uma das primeiras e maiores estrelas italianas do gênero, e Keoma, realizado pelo prolífico Enzo G. Castellari e protagonizado por Franco Nero, que havia representado Django uma década antes.

Hoje

Uma nova geração de cineastas, representada por gente como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez têm redescoberto e abraçado o gênero, introduzindo elementos nos seus próprios argumentos e desenvolvendo um estilo visual influenciado pelos mestres italianos dos anos sessenta. Ao mesmo tempo, veteranos do cinema como Martin Scorsese, Steven Spielberg, e claro Clint Eastwood, têm confirmado a sua grande admiração por Sergio Leone - que é hoje universalmente reconhecido como um dos maiores cineastas de todos os tempos. Ennio Morricone recebeu em 2007 um 'Oscar' honorário, pela "sua magnífica e multifacetada contribuição à arte da música para filmes”. Clint Eastwood ficou ao seu lado na cerimônia. Tinham-se encontrado dois dias antes, pela primeira vez em 40 anos. A introdução do DVD nos dias de hoje contribuiu muito para o gênero, pela primeira vez as novas gerações puderam ver os filmes na sua beleza panorâmica completa. E embora ainda haja muito material perdido, os filmes mais importantes estão agora disponíveis em DVD.

Na próxima postagem a historia do gênero que teve como inicio com a  morte do idolo máximo dos filmes de artes marciais : Bruce Lee...

Postado por Mondo Bizarro

CINEMA EXPLOTATION...

06.02.2011 às 00:00

Que nome estranho é esse? Que tipo de filmes são esses?

Aquele que ama verdadeiramente a sétima arte, adoram esse tipo de filme, ao contrario daquele pseudo-cinéfilo que se acha o todo poderoso porque acha que entende os filmes do Glauber Rocha e de um bando de diretores chifrims dessa corrente chatissima do cinema mundial.

Bem o cinema apelativo ou de exploração é a classificação de filmes que em geral, não trazem grandes astros do meio, mas contém atrativos sensacionalistas tais como efeitos especiais exagerados, sexo, violência, romance, consumo de droga, nudismo, esquisitices, sanguinolência, bizarrices, destruição, rebelião e coisas afins.

Segundo o senso comum, uma característica inerente desses filmes é a baixa qualidade. Contudo, isso nem sempre é verdadeiro, pois alguns exemplares atraem as atenções da crítica especializada e com o tempo ganham reputação de "cult", com fãs conhecidos tais como o diretor Quentin Tarantino.

Filmes com essas características "apelativas" são vistos desde os anos de 1920, mas eles ganharam popularidade nas décadas de 1960 e 1970 com a liberação dos costumes e a quebra de tabus cinematográficos nos Estados Unidos e Europa. A Motion Picture Association of America (e, antes, a MPPDA) cooperaram com autocensores e organizações que queriam manter a imagem de uma Hollywood "limpa", mas distribuidores de filmes operavam num mercado secundário e explorava as "controvérsias" como forma de promoção. Esses produtores queriam trazer a audiência que perderam com a televisão. A partir dos anos de 1990, esses filmes ganharam as atenções de acadêmicos americanos, alguns que os denominam "paracinema".

A definição de um "cinema apelativo" é vaga, dependendo mais do ponto de vista de quem assiste do que o conteúdo do filme em si. Material apelativo e conteúdo artístico podem coexistir como demonstrados por alguns filmes de arte que no passado foram banidos pelo Código Hays e relegados a exibição em pequenos cinemas como filmes apelativos. Diretores europeus transgressores como Derek Jarman, Luis Buñuel e Jean-Luc Godard não temem filmar material com esse tipo de controvérsia. Numerosos filmes reconhecidos como "clássicos", trazem altos níveis de sexo, violência e cenas chocantes tipicamente associados a filmes apelativos, inclusive Laranja Mecânica de Stanley Kubrick, Monstros de Tod Browning e Repulsa ao Sexo de Roman Polanski. Um Cão Andaluz é outro exemplo de filme que traz elementos considerados atualmente como apelativos. É verdade que há alguma discórdia, pois o europeu Carnaval de Almas é considerado um filme de arte enquanto o similar americano Olho Sem Rosto é visto apenas como um filme de horror de baixo orçamento.

Tanto o público dos filmes de arte como os apelativos demonstram a tendência de rejeição às fórmulas de Hollywood.


Filmes apelativos gostam de explorar escândalos e notícias dos jornais chamativas graças a maior rapidez de produção com que contam em relação aos grandes estúdios. Por exemplo, Child Bride (1938) retratava um casamento problemático de um homem velho com uma mulher jovem que ocorreu em Ozark. Outro exemplo é o consumo de drogas em filmes como Reefer Madness (1936) que atraiam uma audiência diferente dos filmes considerado respeitáveis. Sex Madness (1938) mostrava os perigos de doenças venéreas e sexo fora do casamento. O filme Mom and Dad (1945) tratava sobre gravidez e partos. She Shoulda Said No! (1949) combinou temas de consumo de drogas e sexo promíscuo. Ao mesmo tempo que tratavam de temas sensacionalistas, esses filmes eram apresentados dentro de um contexto de uma moral conservadora.


Já filmes de guerra abordavam a Guerra na Finlândia, a Guerra da Coreia e a Guerra do Vietnã, antes que os principais estúdios se interessassem em produções com esses temas. Quando Orson Welles no Halloween de 1938 transmitiu o programa de rádio A Guera dos Mundos e que assustou muitos americanos, a Universal Pictures editou o seriado Flash Gordon no Planeta Marte e o transformou no filme Marte Ataca lançado em novembro daquele ano.


Algumas pequenas produtoras de filmes B exploravam projetos dos grandes estúdios. Com a vantagem da maior rapidez de produção e aproveitando a grande publicidade, elas lançavam filmes similares visando ganhos rápidos. Um exemplo é a do produtor Edward L. Alperson e do diretor William Cameron Menzies com o filme Invasores de Marte  que foi feito na esteira da esperada produção da Paramount Pictures do diretor George Pal chamada A Guerra dos Mundos. Outro filme de Pal, A Máquina do Tempo também foi antecedida pela produção de Robert Clarke e o diretor Edgar G. Ulmer, Além da Barreira do Tempo (1960). Como conseqüência, os grandes estúdios começaram a guardar segredo dos seus principais projetos.


Pequenos cinemas e drive-ins

Os pequenos cinemas americanos da Rua 42 em Nova Iorque (apelidados de Grindhouse, nome das antigas casas de espetáculos do extinto burlesco), exibiram filmes apelativos a partir da década de 1960. Do programa faziam parte números de coristas e shows de strip-tease.


Os Drive-in, telas de cinemas colocadas em estacionamento de carros, começaram a decair nas décadas de 1960 e 1970. Então os proprietários começaram a também exibir filmes apelativos. Alguns produtores dos anos de 1970 faziam filmes para serem exibidos especificamente nesses locais, com muita ação violenta.

E a partir da próxima semana vamos dar um passeio pelos diversos subgêneros dos cinema Exploitation, subgêneros esse que englobam uma series de bizarrices, violência sexo e muita criatividade.


Entre eles estão:
 A Bruceploitation onde depois da morte do expoente Maximo dos filmes de  kung-fu, Bruce Lee, vários imitadores lutavam entre si para quem ficava com o lugar do mestre, e quase todos eles usavam nomes com Bruce Le, Bruce Lea, entre outras derivações hehehe.

A Nazisploitation onde dementes nazistas faziam o diabo a quatro com os pobres presos judeus.


Os Spaghetti Westerns ou simplesmente os faroestes italianos  que surgiram em meados da década de 1960. Mais amorais e violentos que os filmes tradicionais de Hollywood (alguns com cerca de 200 mortes contadas), subverteram as antigas convenções do gênero.

 Os WIPS ou filmes de presídios de mulheres com todos os tipo de humilhação que o sexo frágil já passou.
A lista e imensa... Aguardem.

Postado por Mondo Bizarro

Afinal, quem é Alan Smithee?

27.01.2011 às 00:00
Alan Smithee

 

Mas quem é Alan Smithee? É um dos nomes mais conhecidos em Hollywood. O início de sua carreira, no entanto, é incerto. Não há confirmação, mas registra-se que sua primeira experiência como diretor, não creditada, se deu em 1955 com um curta-metragem feito para TV chamado ''The Indiscreet Mrs. Jarvis''. Smithee ficaria incógnito até 1968, quando rodou ''Um Caso Policial'' (Fade-In), também para a televisão. No ano seguinte assina ''A Morte de um Pistoleiro'' (Death of a Gunfighter), filme que mais tarde se tornaria um quase clássico do faroeste.
 
Desde então seguiram-se algumas dezenas de trabalhos. Às vezes assinando Allan Smithee, outras Allen Smithee. Ele parecia não escolher quando estaria diante de um novo projeto. E Smithee fez de tudo um pouco. Além de dirigir - seu nome está em 48 filmes -, também foi assistente de direção, fotógrafo, compositor, roteirista. Como nunca aparecia (jamais concedeu uma entrevista e nunca foi fotografado), é até difícil de acreditar que ele tenha feito três pontas como ator: em ''Massacre no Country Club'' (Blades, 1989), fazendo um engenheiro; em ''Destino: Vegas'' (Destination Vegas, 1995), no papel de um policial; e em ''Errol Flynn - Meu Ídolo Esquecido'' (Flynn/My Forgotten Man, 1996), como um homem que se veste de preto. Em todos esses filmes, ele nunca mostra o rosto - era de se esperar
 
Em 1996 a carreira de Smithee já vinha em declínio. Muitos já o apontavam como morto. Antes que Hollywood pensasse no luto pelo diretor, em 1997 um filme intitulado ''Hollywood Muito Além Das Câmeras'' (An Alan Smithee Film: Burn Hollywood Burn) cria certo alvoroço na indústria de cinema americano. A história era sobre um diretor que chega a Hollywood para fazer um filme e, diante de tantas interferências por parte dos executivos dos estúdios, ele decide que não colocará seu nome. E acaba assinando o projeto com um pseudônimo. Ao fazer tal provocação, a carreira de Smithee ficaria abalada para sempre.
 
Toda a história aqui contada é verdadeira, a não ser por um único detalhe. Alan Smithee não existe, nunca existiu. É um anagrama de ''The Alias Men'' (o homem apelido). Trata-se de um pseudônimo criado nos escritórios do Directors Guild of America (DGA, o sindicato dos diretores americanos) para que fosse usado por seus afiliados quando estes, descontentes, decidissem eliminar seus nomes verdadeiros dos filmes que sofreram mudanças radicais (interferência mesmo) sob a ordem de produtores e distribuidores.
 
''A Morte de um Pistoleiro'', na verdade, foi dirigido por Don Siegel e Robert Totten. O último poucos conhecem, mas ele foi um diretor conhecido na TV (assinou episódios de seriados famosos como ''Missão: Impossível'' e ''Magnum''). Totten morreu em 27 de janeiro de 1995. Já Don Siegel, morto em 20 de abril de 1991, foi descoberto primeiro pelos franceses - amantes dos filmes B do diretor - antes de conquistar a fama em Hollywood. Siegel era sócio de Clint Eastwood na produtora Malpaso. Com Eastwood no elenco, Siegel dirigiu sua obra-prima ''O Estranho que Nós Amamos'' (The Beguiled, 1971). Conta a história que o problema todo em torno de ''Pistoleiro'' é que os executivos da Universal Pictures decidiram cortar muitas cenas. Primeiro isso provocou intriga entre Siegel e Totten, porque cada um reinvindicava a não exclusão daquilo que cada um havia filmado. Depois ainda brigaram para saber qual nome apareceria primeiro nos créditos: Siegel e Totten ou vice-versa? Foi aí que entrou Alan Smithee.
 
O nome de Smithee sempre surgia nesses momentos. Muitos famosos recorreram a ele. John Frankenheimer não gostou das mudanças impostas para seu suspense ''Riviera'', feito para TV em 1987, e concedeu o crédito a Smithee. Dennis Hopper fez o mesmo em ''Atraída Pelo Perigo'' (Backtrack, 1989), filme que contava com elenco de peso: Jodie Foster, Dean Stockwell, Vincent Price e John Turturro. Sam Raimi, diretor de ''Homem-Aranha'', em 1992 escreveu com o irmão Ivan Raimi o roteiro da comédia ''The Nutt House''. Descontente com o resultado após as filmagens conturbadas, assinou como Alan Smithee. David Lynch, indicado ao Oscar de direção por ''Cidade dos Sonhos'', quase teve um surto quando assistiu à versão para TV de sua ficção científica ''Duna''. E já dá para adivinhar o que Lynch fez.
 
Tony Kaye por pouco não cedeu lugar a Smithee. Kaye dirigiu ''A Outra História Americana'', que rendeu ao ator Edward Norton uma indicação ao Oscar. O filme, um drama sobre um jovem neo-nazista, provocou uma intensa discussão entre o diretor e os executivos da New Line. Estes queriam promover inúmeros cortes na obra. Kaye bateu o pé, chamou o DGA e chegou a mencionar o nome de Alan Smithee. Os poderosos da New Line voltaram atrás na última hora.
 
O curioso é o seguinte. Alan Smithee ficou famoso demais. Originalmente era para ser apenas um truque, uma tática do DGA. Era para ser um pseudônimo, mas que deveria permanecer em sigilo. Somente aqueles que pertenciam à indústria deveriam conhecer, e ninguém mais. ''Smithee dirige de forma intensa as cenas de ação, além de pintar retratos convincentes para o elenco coadjuvante.'' Por incrível que pareça, essa crítica favorável ao diretor Smithee saiu na Variety, quando ainda não se conhecia a farsa. Mas a história logo foi descoberta e revelada pela imprensa. De repente o nome de Smithee foi ganhando reputação. Os produtores e executivos dos grandes estúdios até falaram com os membros do DGA, explicando que o pseudônimo não servia mais ao propósito original. Alan Smithee era por vezes uma piada, noutras embaraço público para os estúdios (bastava surgir o nome de Smithee e isso siginificaria um filme ruim). Mas em muitos casos usar Alan Smithee poderia servir como uma boa estratégia de marketing, na medida em que o nome acabou se tornando cult.
 
Veja por exemplo o caso de ''Os Pássaros - O Ataque Final'' (The Birds II: Land's End). A direção é de Rick Rosenthal, conhecido apenas na televisão por dirigir episódios de séries como ''Buffy the Vampire Slayer'', ''Early Edition'', ''Law & Order'', entre outras. Acredite: o filme, feito para televisão, tinha a pretensão de ser visto como a continuação de ''Os Pássaros'', clássico de Alfred Hitchcock feito em 1963. Boa coisa não poderia sair. Rosenthal inventou de reclamar, fez um jogo de cena e preferiu eliminar seu nome para dar lugar a Smithee.
 
E ''Hollywood Muito Além Das Câmeras''? É um filme/documentário engraçado, curioso, no qual podemos até conhecer melhor os bastidores de Hollywood. Virou cult e não há quem não o mencione em rodas de amigos. No filme o personagem principal é um diretor chamado Alan Smithee, que, não satisfeito com as ordens dos produtores, decide não assinar seu nome e para isso usa um pseudônimo. Era a revelação escancarada da farsa. Ironicamente, o diretor Arthur Hiller (sim, o mesmo de ''Love Story - Uma História de Amor'') renegou a autoria da obra e o filme acabou assinado pelo próprio Alan Smithee. Dizem que Hiller decidiu por isso porque brigou com os produtores e até com o roteirista Joe Eszterhas. Pode ser. Porque se o filme fosse mesmo tão ruim, até Eszterhas teria tirado seu nome. Ocorre que só para sacanear a turma do Razzie deu o prêmio de pior direção a Smithee e Hiller.
 
Ou seja, há vários casos em que o nome de Alan Smithee foi utilizado com a intenção de valorizar uma obra. Por isso mesmo o DGA vem discutindo há alguns anos a criação de um novo pseudônimo. Existe até a opção de que cada diretor escolha o seu próprio. O complicado, sempre, é manter tudo isso em segredo. Walter Hill, com ''Supernova'', tentou algo do gênero ao usar o nome Thomas Lee para assinar o trabalho. Não deu certo, claro, mas essa foi a primeira tentativa pós-Smithee.
 
Há muitos outros detalhes em torno da figura fantasma de Alen Smithee. É um nome que, desde a sua invenção, sempre esteve no centro de acirradas discussões. Ao mesmo tempo em que soa ridículo, representa também o amadurecimento de uma indústria cinematográfica, a americana, que com uma história tão longa e representativa pode se dar ao luxo de tamanha bizarrice.
 
Aqui temos a filmografia de Alan Smithee:
 
http://www.imdb.com/name/nm0000647/
Postado por Mondo Bizarro


Mondo Bizarro por Titara Barros

Natural de Palmeira dos Índios, Alagoas. Começou sua vida cedo ao lado de uma Olivetti Lettera 82. Trabalhou na Radio Sampaio, bem como no Semanário Tribuna do Sertão, formou-se jornalista em 2012. Roqueiro de alma e cinéfilo de coração, adora escrever com bom-humor e acidez sobre seus assuntos preferidos.

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