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20/06/2018 às 10h38

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A segunda edição do meu primeiro livro vem aí; leia o prefácio

Divulgação


Fazem exatamente quatro anos que o “Quem tabelar com Toni ganha um Fusca”, o livro onde tudo começou pra mim, venceu o antigo Programa de Incentivo à Cultura Literária, que continua, mas sob outro nome, da Imprensa Oficial Graciliano Ramos. À época, o livro teve a sorte de cair nas mãos cuidadosas de pessoas como Janayna Ávila, Thiago Oliveira e Roger Ferraz. O resultado do trabalho finíssimo foi uma edição bela, muito bem acabada e carinhosamente pronta para o seu lançamento, que aconteceu praticamente um ano depois da premiação: em março do ano seguinte, 2015.

Três anos atrás. Muitas coisas mudaram. Ainda vivíamos no Brasil, mesmo que de maneira frágil, uma ilusão de democracia. Havia, por aqui na Terra, mais pessoas que amávamos. Muita gente nos deixou. Cedo, como o escritor Victor Heringer. Cedo, como meu primo-avô Caquinho, que gostava muito de futebol, tinha um coração botafoguense e um estômago azulino. Muitas coisas mudaram. Mas não só para pior, diga-se, porque o mundo não é tão chato: o CSA do Caquinho, e que é meu também, deixou a última divisão e briga duro na Série B. Me sinto forte e feliz. Estamos embriagados de Copa do Mundo, ora.

Três anos depois do lançamento, Patrycia Monteiro me falou da vontade da Imprensa Oficial em realizar uma segunda edição do Toni. Aceitei na hora, e, alguns minutos depois, pensei em fazer dela algo especial. É ano de Copa, ora, e eu tinha muitos textos escritos durante a anterior, do Brasil, em 2014. Lancei a ideia, Patrycia topou e fomos pra dentro!

Muito obrigado, Patrycia! Muito obrigado, Imprensa Oficial! São treze novos textos, sobre a Copa do Mundo de 2014. Novas 82 páginas, que se adicionam às mais ou menos duzentas da primeira edição. Treze novos textos. Sabe o que tem treze letras? Brasil campeão. Sabe o que também tem treze letras? Argentina vice. O número 13, da crendice do Zagallo, vai levar a gente ao hexa. Obrigado Vinícius França, pelo prefácio lindo.

Apareçam amanhã, na Livraria Leitura do antigo Shopping Iguatemi, na Jatiúca, às 18h. O livro vai custar 25 reais. Para abrilhantar o evento, estarei ao lado de Lídia Ramires, uma mestre (doutora, na real, que dá aula na Ufal), dona de trajetória marcante na Imprensa esportiva, Bruno Protasio, que conheci na CBN à época em que ganhei o edital com o Toni e que pra mim é hoje um dos melhores repórteres esportivos do país, e Lauthenay Perdigão Do Carmo, uma lenda da nossa crônica, que dispensa apresentações e mantém vivas as pedras-fundadoras do futebol da nossa terra. Vamos bater um papo legal sobre Copa do Mundo.

Abaixo, o prefácio da nova edição, assinado por Vinícius França, jornalista mineiro, com quem dividi os primeiros passos da carreira, no saudoso portal de futebol Toca e Passa, que fizemos acontecer no início da década, na base da amizade e da paixão pelo futebol. É estranho perceber que essa década já está perto de acabar.

Futebol: uma paixão em prosa

Não haveria momento melhor para escrever sobre Mateus Magalhães do que uma noite de Libertadores da América. É preciso que você saiba deste fato, caro leitor. Estas palavras foram registradas às oito horas de uma quarta-feira libertadora e falam de um homem (e de sua obra) que sabe de seus caminhos pela palavra como poucos conseguem fazer. Fato registrado, vamos atentar-nos ao que realmente interessa neste momento. Em suas mãos, está a segunda edição de Quem Tabelar com Toni Ganha um Fusca, a obra de estreia do Mateus, a quem posso orgulhosamente chamar de amigo. Adianto que a seleção de contos e crônicas que você está prestes a debulhar conta com uma sensibilidade ímpar, potencialmente capaz de marcar sua vida pelo simplismo e pela beleza das histórias que contam. Neste prefácio, não caberá a mim te convencer a alcançar a página de abertura. O máximo que posso fazer depois dos comen tários anteriores é, num conselho de mestre dos magos, dizer: você não se arrependerá em dar o salto da fé.

Mateus é um dos escritores de língua portuguesa mais promissores da geração. Trabalhamos juntos já na era da internet, publicando devaneios nos mais variados espaços da grande rede. Foi ali também que nossa amizade se forjou e onde hoje, posso dizer, testemunhei a fecundação do óvulo que viria a se tornar este livro. Naqueles tempos, Maga, como ousarei chamá-lo agora, conseguia bater quatrocentas palavras de uma análise técnica apurada sobre um Figueirense e Vitória, sob chuva, na décima terceira rodada do Brasileirão e, uma hora depois, ainda ressaqueado pela fórmula do lide, nos brindar com um conto sobre a dureza da vida de um menino pobre brincando com sua bola de capotão pelas ruas do Mutange. Não se define essa habilidade como simples ato versátil. Vinha da alma. Naqueles dias doces, quando ainda não perseguíamos um diploma de ensino superior, foi que percebi a raridade da pessoa que convivia na mesma rotina que eu. Nas próximas páginas, o dom que acabo de descrever vai dançar sob seus dedos e olhos como uma bela prodígio em flamenco de Cádis.

O banquete oferecido por Toni tem poucos primos disponíveis em literatura no país. Para um trabalho de estreia, apresenta-se marcante e definidor, como que feito por um mestre em cálida idade. Não que o nosso autor não se aproxime disso. Seu talento em descrever a vida humana e o elo inquebrável, selado pelo futebol, que une cada indivíduo no planeta é inigualável. Aqui, temos relatos oculares transformados em prosa, a vida melhorada que chamamos de ficção deliciosamente descrita e uma boa dose de cimento de arquibancada e poeira de pés, do campinho da esquina, trazidos até você como uma oferenda à santidade do torcedor.

São nove horas e quarenta e cinco minutos. Os sinalizadores estão acesos e o profe soou seu apito. Mais uma jornada está para começar, logo aqui, ao comando da próxima página. ¡Aguante, hermano!

Vinícius França

Mineiro, jornalista, cruzeirense, amigo


Painel Esportivo por Mateus Magalhães

Maceioense, 20 anos, cursando o sexto período do curso de Comunicação Social  na UFAL. É apaixonado pelo futebol, pela cultura e, principalmente, pela união das duas forças. Acredita que o futebol explica o mundo, os povos e os seus costumes. Atuou como repórter especial da Rádio CBN Maceió durante a Copa do Mundo de 2014 e foi fundador e colunista do extinto portal Toca e Passa, um dos mais importantes do jornalismo esportivo independente do Brasil, durante o seu período de atuação. Premiado duas vezes pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, lançou os livros “Quem tabelar com Toni ganha um Fusca”, de crônicas futebolísticas, e “Malu e a bagaceira”, de poesia. 

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