Dólar com. R$ 3,253
IBovespa +1,43%
21 de novembro de 2017
min. 22º máx. 31º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel TSE pede que governo mude início do horário de verão de 2018 devido às eleições

Blogs

Banho de sangue na esperança da paz

16.11.2017 às 10:29

O assassinato do vereador Neguinho Boiadeiro, de Batalha, mostra que o crime de mando, por questões políticas ou não, ainda está, infelizmente, em voga em nosso estado. Em poucas horas, um morto, dois feridos e duas famílias atingidas gravemente por uma rixa histórica, tenha sido ela ou não a causa do crime. A cena não é estranha a muitos, testemunhas de um passado recente, onde era fácil a contratação dos pistoleiros de aluguel para tirar a vida em nome do poder político ou/e econômico em Alagoas. Tantos tombaram sob a ordem dos poderosos, impunes na lei! Investigar crimes de pistolagem há cerca de 20 anos, aqui no estado, era apenas para inglês ver. Havia até intermediário para se contratar os matadores, havia conlu

io para se escolher as “vítimas” em troca de votos, suplentes matando titulares, fazendeiros avançando em terras alheias e mandando matar quem se queixasse, policiais civis e militares (até oficiais) sob o comando dos quem se achavam acima do bem e do mal. Alagoas era terra de ninguém, dizia a imprensa nacional e temiam os alagoanos por suas próprias vidas. Falava-se em sindicato do crime, davase nome aos mandantes, mas ninguém tocava neles. Nem a polícia, nem a Justiça. Espera-se que o caso de Batalha não seja um retrocesso na história de Alagoas, que prendam os culpados, que se faça justiça ao morto, mas, especialmente, que não se permita mais o retorno da pistolagem em nossa Alagoas. Nossa solidariedade ao povo de Batalha.

Postado por Painel Opinativo

Assim no Mundo, como no Brasil

O abismo político entre os sexos é o mais escandaloso

09.11.2017 às 10:20
Arte e Foto: Afrânio Aquino

*Editorial

O Fórum Econômico Mundial (WEF) informou, dia 2 passado, que a desigualdade entre homens e mulheres voltou a crescer este ano, depois de uma década de avanços constantes em matéria de igualdade entre sexos. O relatório envolve 144 países e analisa a situação entre sexos nas áreas de trabalho, educação, saúde e política.

O estudo avalia que mantido o ritmo atual, as desigualdades entre homens e mulheres no trabalho persistirão até 2234 (por mais 217 anos), quando no ano passado a previsão era de 170 anos para se atingir este objetivo.

Pelo quarto ano consecutivo se ampliou o abismo entre sexos na área trabalhista, um retrocesso ao nível de 2008, assinala o relatório.

Globalmente, o ano de 2017 "marca um retrocesso após uma década de avanços lentos, mas constantes em matéria de melhoria da igualdade entre os sexos, com a distância em escala mundial crescendo pela primeira vez desde a publicação do primeiro relatório, em 2006".

No ritmo atual, será preciso um século para acabar com a distância global entre homens e mulheres em escala mundial, contra os 83 anos calculados em 2016. Este retrocesso se explica pelo aumento da diferença entre homens e mulheres nos quatro pilares estudados pelos especialistas.

"As áreas onde a diferença entre sexos são mais difíceis de superar são economia e saúde, enquanto o abismo político entre os sexos é o mais escandaloso...", aponta o estudo. Diante das tendências atuais, a distância entre sexos na área da educação poderia ser eliminada no prazo de 13 anos.

A classificação geral é dominada pelos países do Norte da Europa: Islândia, Noruega e Finlândia.

No Brasil, a visibilidade dessa desigualdade dispensa estudos.

Infelizmente.

Postado por Painel Opinativo

Leitura, ainda há esperança!

26.10.2017 às 08:40
Arte e Foto: Afrânio Aquino

*Editorial

Um projeto para levar literatura às crianças roda o Brasil há sete anos, estimulando a potencialização da leitura desde a infância. O “Lê pra mim?”, criado pela atriz Sônia de Paula e pelo produtor Marcelo Aouila, esteve em Maceió de 17 a 19 deste mês de outubro, na Biblioteca Graciliano Ramos, onde atraiu alunos da rede municipal de ensino da capital, instituições filantrópicas e público espontâneo.

Em cada um desses encontros são lidos dois livros e os coordenadores do projeto fazem uma seleção de títulos que mesclam opiniões positivas da crítica especializada, com obras brasileiras que obtiveram sucesso comercial. As narrativas são as mais divertidas e o alvo é despertar nas crianças valores como ética, amizade e respeito, coisas fora de voga em tempos de adultos atolados em intolerância, preconceito e até corrupção.

Uma iniciativa louvável dos criadores do projeto, sem dúvida alguma.

Em Maceió, o “Lê pra mim?” foi iniciado pelas atrizes  Suzy Rego e Dhu Moraes, mas estiveram por lá como voluntárias para as leituras, os jornalistas Siqueira Jr, Carol Sanches, Thaise Cavalcante e Gilka Mafra, a blogueira Thalita Oliveira e os atores Ivana Iza, Paulo Poeta, Homero Cavalcante, Chico de Assis e José Marcio Prado. As escritoras de livros infantis Fátima Maia, Isvânia Marques e Cláudia Lins também participaram da atividade.

O projeto já esteve, entre outras cidades, no Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Juiz de Fora, Teresina, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Luís e Belém.

Uma luz no fim do túnel, onde leitura e valores se completam no compromisso de futuro para o Brasil.

Que assim seja!

Postado por Painel Opinativo

Rosa, a cor de outubro

05.10.2017 às 07:50
Divulgação

* Painel Alagoas

Vinte e cinco por cento dos casos de câncer em mulheres são de mama e, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 14.388 pessoas morreram dessa doença no Brasil em 2013, sendo 14.206 mulheres e 181 homens.

De acordo com dados divulgados pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Alagoas, o estado fechou 2016 com mais de 500 casos de câncer de mama registrados, sendo mais da metade só na capital. Essas estatísticas mostram que anualmente mais de 150 mulheres no estado morrem por conta da doença.

O diagnóstico cedo salva vidas, esse é o objetivo do Outubro Rosa, abraçado pelo mundo inteiro, mas como em um Brasil onde o sistema de saúde público é falho, as pessoas podem se prevenir?

É fato que hoje o poder público já se movimenta no apoio aos movimentos que apoiam essa bandeira, mas o processo ainda é moroso e não há prioridade na saúde pública para se agilizar os primeiros exames.

Para se ter uma ideia, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até se conseguir fazer um exame de mamografia, se leva semanas, até meses, e para receber o diagnóstico, no mínimo 30 dias. Conseguir uma consulta a partir daí com um mastologista e, mais ainda, entrar na fila para a quimioterapia, caso seja necessário, é mais um prazo absurdo de idas e vindas até ser atendido.

O Outubro Rosa tem servido para pressionar o estado a cumprir o seu papel.

É importante que a sociedade, de uma forma geral, se una a essa luta para que o número de óbitos seja cada vez menor, e para que as pessoas portadoras de câncer, em especial o de mama, já que a campanha se refere a essa tipificação especificamente, tenham a atenção e o tratamento corretos para a cura.

Que chegue rosa, a esperança de vida neste mês de outubro.

Postado por Painel Opinativo

Pregorexia: um transtorno alimentar na gravidez ligado à visão distorcida do corpo

12.09.2017 às 10:08

Sarah Lopes*

Para algumas mães, gestação é sinônimo de aumento de peso. Algumas usam a desculpa do “comer por dois”, para cometer excessos na quantidade de alimento ingerido, ou até mesmo, a ingestão de “gordices” durante os meses gestacionais. Mas, há exceções, como as grávidas que sofrem de um transtorno pouco conhecido, chamado de pregorexia.

De acordo com Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde, “A pregorexia é um transtorno alimentar que acomete as gestantes e as causas são praticamente as mesmas de todo transtorno alimentar, estão diretamente ligadas à manutenção do corpo e da estética, sem se importar com as consequências destas atitudes. Geralmente, a pregorexia se desenvolverá com mães que já possuem um histórico alimentar precário, ou seja, já houve histórico bulímico ou anoréxico”.

 Os sintomas estão ligados a uma descompensação entre a alimentação balanceada e atividades físicas. “Sabemos que atualmente as pessoas estão, cada vez mais, procurando estar com o corpo bonito, bem definido e alimentação equilibrada, o que de fato é excelente, o problema é quando sai da medida e o foco passa a ser a beleza física e não somente a saúde da mamãe e do bebê”, explica Sarah.

O termo “comer por dois” às vezes faz um pouco de sentido. Para Sarah, “os efeitos são realmente graves, levando-se em consideração que a mamãe está sendo o suporte alimentar de uma criança, a falta de uma nutrição adequada prejudica o desenvolvimento fetal, e dentre as causas psicológicas podemos citar um agravamento na alteração da visão corpórea e desnutrição geral”, diz a profissional.

A psicóloga lembra que as consequências estão diretamente ligadas a nutrição e esforço físico. “Quando as gestantes não se alimentam de forma adequada, seja na quantidade ou até mesmo na qualidade, o feto tende a uma má formação, tanto física, quanto neurológica, como também, no momento do parto podem ocorrer algumas complicações”, adverte.

É comum a perda de peso nos primeiros meses de gestação em decorrência dos enjoos comuns neste período. Sobre a prática de atividade física, Sarah alerta: “Após o primeiro trimestre da gestação, em comum acordo com seu ginecologista/obstetra, é necessário uma avaliação e recomendação do exercício que está de acordo com a sua condição. Se você já é atleta e possui bom condicionamento físico, pode dar continuidade à atividade com as recomendações de seu médico, bem como a alimentação, que deve estar atenta para que não haja um ganho excessivo de peso e também não haver tanta restrição alimentar, levando-se em consideração os nutrientes necessários para o feto. Recomenda-se que o ganho de peso deve estar entre 9 e no máximo 12 quilos”.

O tratamento para quem sofre este tipo de transtorno alimentar está diretamente ligado à alteração da visão corpórea. “Se a mamãe se olha no espelho e não se sente confortável com o peso nem como a sua estrutura, mesmo sabendo que é temporário e que é necessária a mudança para o desenvolvimento fetal adequado, neste momento, não se recomenda o uso de medicação, mas a psicoterapia pautada na terapia cognitivo comportamental possui bons resultados”, finaliza a psicóloga 

*Psicóloga do Hapvida Saúde

Postado por Painel Opinativo

Os desmandos da Previdência Social Brasileira

20.07.2017 às 20:38

 

 Janguiê Diniz*

A reforma previdenciária é um dos grandes debates da atualidade no Brasil. Inúmeros são contra e outros tantos a favor. Entretanto, antes de qualquer posicionamento, é preciso entender o que significa a previdência social por aqui e como ela funciona. Como em todas as discussões, é preciso se desarmar, o máximo possível, das paixões político-ideológicas, pensar mais no social do que em si e se informar, para que não se fale do que não existe ou coisas que não fazem sentido.

A previdência social se traduz em uma poupança compulsória que garante ao cidadão condições financeiras para se sustentar quando não fizer mais parte da população economicamente ativa (PEA). Ela é o resultado de contribuições feitas por trabalhadores, através dos impostos, e é administrada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Previdência Social instaurada no Brasil apoiou-se no princípio político alemão, definido pela expressão Sozialstaat (Estado Social) e, por isso, apresentou algumas semelhanças com o modelo bismarckiano, tais como o sistema de repartição, o financiamento tripartite e a necessidade de contribuição prévia para a concessão de benefícios, formando as bases da atual estrutura previdenciária. Tanto no Brasil quanto na Alemanha, o que se percebe é que a expansão das políticas ligadas ao seguro social ocorreu em um contexto marcado por intensas mudanças sociais que acompanharam a modernização da sociedade, as demandas impostas pelo aumento dos riscos e situações de emergência, a exigência por direitos sociais e a insuficiência do mercado em prover o bem-estar social.

É pertinente afirmar que não há superavit na Previdência brasileira, pelo contrário, o que existe é um amplo e crescente déficit. De acordo com o Ministério do Planejamento, o déficit - que em 2014 foi de R$130 bilhões -, praticamente dobrou em um período de dois anos, chegando a R$ 258,7 bilhões em 2016, valor que corresponde a aproximadamente 4,2% do PIB nacional.

Entretanto, é preciso observar, também, os gastos da Previdência. Hoje, a média de aposentadorias no setor público Executivo é de R$ 9 mil. Para o setor Judiciário esse valor sobre para R$ 25 mil, no setor Legislativo chega aos R$ 28 mil e atinge R$ 30 mil no Ministério Público. Enquanto isso, o setor privado tem a aposentadoria em uma média de R$ 1.900,00. Esses dados nos levam a outro ponto relevante: o setor público gasta, por ano, R$ 115 bilhões para cada 1 milhão de aposentados, enquanto o setor privado gasta R$ 500 bilhões para 33 milhões de aposentados.

O déficit da previdência social  de servidores públicos da União e militares já é maior do que o dos trabalhadores da iniciativa privada que recebem pelo INSS. Em 2016, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), dos trabalhadores do setor privado, teve déficit de 151,9 bilhões de reais e o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), funcionários dos municípios, estados e União, ficou negativo em 155,7 bilhões de reais.

O problema da Previdência brasileira não é demográfico nem atuarial. A má administração dos recursos, a sonegação, as fraudes, a corrupção e os benefícios absurdos destinados à casta do funcionalismo público e aposentadorias especiais quebrou a previdência. Fato é que não há dinheiro para custear as pensões atuais, muito menos as vindouras. A população está envelhecendo e as sucessivas crises econômicas impediram a entrada de jovens suficientes no mercado formal de trabalho. O problema é simples: menos contribuição resulta em mais despesa.

Para uma estratégia bem-sucedida no âmbito previdenciário, não se pode excluir do Estado a função de promotor do bem-estar e também não se deve isentar os setores privados que, em parceria com o governo, podem auxiliar na construção de um sistema mais igualitário e sustentável. Entretanto, é preciso tornar o sistema público mais eficiente e empenhado no atendimento da população. Apenas assim será possível construir um sistema previdenciário que seja equilibrado financeiramente e, ao mesmo tempo, universal, igualitário e sustentável a longo prazo.


*Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional 

Postado por Painel Opinativo

A importância da experiência como estratégia de negócio

27.06.2017 às 23:51

Guilherme Sesterheim e Felipe Amaral dos Santos*

As empresas que produzem softwares e que não se preocupam com a experiência do usuário final estão com os dias contados. O usuário está mais exigente e, por isso, passa a ter um baixo índice de tolerância a falhas de sistemas e processos. Ao não conseguir completar uma compra, contratação ou atividade que dependa de um sistema, as chances de que ele desista e procure um concorrente é muito grande. Segundo um estudo de Harvard, os executivos brasileiros do varejo são os que mais participam de feiras internacionais sobre UX, em busca de inovação no setor. Este dado define muito bem a estratégia de negócio que está impulsionando nosso país e nos mostra que é sim preciso cuidar e garantir a melhor experiência para o cliente.

Ao pensar em user experience, já vimos aplicações extremamente complexas, que exigiam um treinamento para aprender a operá-las e estas estão se tornando raras. Processos que costumavam ser muito detalhados e manuais, exigindo que o usuário repetisse informações ou entrasse novamente nas configurações, em diferentes pontos do sistema, passam cada vez mais por etapas de automação. A valorização da UX transformou o nosso mercado, de uma visão complexa para um olhar mais simples. Nunca se falou tanto em experiência positiva como estratégia de negócio.

Relacionamento é a resposta

A transformação no desenvolvimento de sistemas, para oferecermos uma melhor experiência ao usuário, é resultado de uma evolução na relação do usuário com a tecnologia e no grau de exigência do consumidor. A prática já é comum ao analisarmos a evolução de algumas startups, que acabaram por transformar nichos inteiros de mercado. Bons exemplos são as empresas dos setores bancário e de transporte, como NuBank, Neon, 99Taxis e Uber. O que todas têm em comum? Passaram a oferecer os mesmos produtos e serviços já disponíveis no mercado, mas com um grande diferencial: a experiência, o foco no melhor relacionamento possível com o cliente.

Manter uma boa experiência com o usuário, desde que ele toma conhecimento do produto pela primeira vez, até finalizar uma transação, é algo complexo e muito trabalhoso. Segundo uma pesquisa realizada pela Compuware, apenas 16% dos usuários voltam a utilizar um aplicativo móvel que tenha apresentado mau funcionamento por mais de duas vezes, por exemplo.

O usuário enxerga todos os passos nos quais interage com um produto ou serviço como uma só entidade e a empresa que os representa absorve diretamente os resultados desta experiência. Alguns exemplos disso são os call centers, que direcionam o atendimento muitas vezes até solucionar um problema e criam diferenças entre os setores da empresa, como o “setor de novos negócios”, “pagamentos”, “operação” ou “reclamações”. E novamente, para o usuário há apenas a experiência vivida em qualquer uma das pontas. E como resultado, pode ser que ele repense uma futura interação com aquela empresa e fique com uma imagem negativa de sua marca. Por isso, todos os passos precisam estar integrados e o processo tem que ser simples. Na ilegra, nossos projetos são pensados de forma iterativa e incremental, prevendo desde pesquisa, concepção e validação até a adoção das melhores práticas de mercado e tecnologias expoentes de mercados vanguardistas. Um bom exemplo são os recém lançados Angular 4 e React Web ou Native, com o quais estamos realizando MVPs com as equipes internas. Tudo em busca da melhor experiência possível para os nossos usuários, em todas as etapas do processo.

On e Off: uma única experiência

A experiência completa do usuário passa tanto pelo on quanto pelo off. É preciso entender que não há diferença entre os tipos de canais de relacionamento pois a mensagem é recebida de uma única forma pelo cliente: ou o legado é positivo ou negativo. No “on”, os aplicativos ou sistemas web, por mais inovadores que sejam, podem conter inúmeras repetições de etapas, processo lento, muitos pedidos de informações, entre tantos outros fatores. Já o atendimento “off”, presencial ou por telefone, também conta com a influência de cada processo, seja com a não resolução do problema, a demora no atendimento e claro, a pessoa responsável pela experiência daquele cliente.

Estes fatores, independente do canal, impactam severamente a percepção do usuário e sua fidelização com a marca da empresa. E não somos apenas nós que já percebemos esta tendência, já é notório no mercado corporativo a excelência na experiência do usuário como uma das grandes tendências do desenvolvimento de software para este ano. Por isso, é o momento das empresas mais tradicionais correrem para se adequarem ao novo momento, é tempo de evoluir e inovar. Trata-se da questão que determinará as companhias que irão prosperar em seus mercados.

Podemos garantir, pelo olhar crítico que seguimos em todos os projetos na ilegra, que, para projetar uma boa experiência de usuário é preciso dedicação e processo. Termos como co-criação, pensamento sistêmico, processo de discovering, imersão, entre tantos outros, precisam sair do papel e serem seguidos pelas equipes. Por isso, nossos colaboradores participam ativamente de comunidades onde o conhecimento é compartilhado, como meetups ou mesmo com participação em eventos internacionais que consolidam as práticas e atualizam nossa atuação no mercado. E isto é só o começo...


*Guilherme Sesterheim, um dos líderes da área de desenvolvimento de software da ilegra, empresa global de soluções de negócios e tecnologia.

*Felipe Amaral dos Santos, gestor das áreas Google e Desenvolvimento de Software da ilegra, empresa global de soluções de negócios e tecnologia.

Postado por Painel Opinativo

Centenário de Teotônio Vilela

27.05.2017 às 20:54

 *Janice Vilela - Presidente da Fundação Teotônio Vilela

 

É de Teotônio Vilela a sinalização da esperança brasileira pela redemocratização do país, nos anos difíceis em que a ditadura militar prendia, torturava e matava jovens e trabalhadores que ousavam exigir o direito da liberdade de expressão política. É dele a coragem cívica que espalhou pela Nação o sentimento de patriotismo e é, de Teotônio, a luta que tomou coletivamente todos os brasileiros por eleições diretas, democráticas e soberanas.

  Este é o ano de centenário do nascimento de Teotônio e a data está na programação dos 200 anos de Alagoas, como parte da história do estado e do Brasil. O Menestrel nasceu na Viçosa em 28 de maio de 1917 e criou-se para se aventurar ao mundo, com a liberdade tirada das leituras de livros e jornais, com seus pensamentos de transformação social, com defesa na alma de justiça social.

  Na Assembleia Legislativa de Alagoas, como deputado estadual, no governo do estado, como vice-governador e, sobretudo, como senador da República, Teotônio fez de seus discursos inflamados a voz dos que eram impedidos de falar, de cobrar, de criticar e, até, de pregar a paz, a exemplo da campanha da anistia, levante do Menestrel das Alagoas em prol de exilados e presos políticos.

  A história de Teotônio se soma à história da democracia brasileira e, dessa trajetória, muitos títulos deram a ele, como o Menestrel das Alagoas, Guerreiro da Paz, Peregrino da liberdade e, até, Dom Quixote, que mereceu texto do jornalista Carlos Chagas:

“Se Gustave Doré vivesse no Brasil não precisaria quebrar a cabeça para desenhar o dom Quixote de Cervantes: bastaria ir ao Senado para descobrir na pessoa de Teotônio Vilela, imagem física quase igual à do famoso personagem (…) magro, seco, desengonçado, com quase dois metros de altura, possui para com a democracia o mesmo respeito e veneração que o Quixote pela sua Dulcinéia (…). 

Quando começou sua peregrinação pelo país, depois de demorada audiência com o presidente Geisel, Teotônio despertou iras e amuos (…); o homem de Alagoas não se intimidou, não recuou, não admitiu o silêncio cômodo de tantos outros. Foi chamado de “doido manso”, pregador do impossível, mas sua lança continuou firme em direção ao futuro, moinhos de vento à parte”.

  Nos cem anos de nascimento do nosso Dom Quixote, a Fundação Teotônio Vilela reafirma o seu compromisso de manter, imortal, o legado de força, de coragem E de amor ao Brasil DE Teotônio Brandão Vilela. E seguimos, com ele, em seu ideário por uma Nação livre e justa para todos:

  “É a hora do patriotismo, que é, sobretudo, o amor de todos pelas mesmas causas” (Teotônio Vilela – 1917-2017).



Postado por Painel Opinativo

O lado mais escuro dos escândalos dos últimos anos

13.05.2017 às 00:01

* Paulo Akiyama


De alguns tempos pra cá, o povo brasileiro tem se deparado com inúmeros escândalos. A cada dia, um novo personagem surgiu e na sequência, tomamos ciência de que um outro montante de valores foi desviados.

Falavam inicialmente de milhões, o que já assustava a todos. Agora, a palavra da moda é bilhões. E mais bilhões.

Falavam de desvios de contratos da Petrobrás, depois iniciou-se uma nova operação da Policia Federal investigando corrupção no CARF, em seguida fala-se em TCU, TCE´s e até em TCM´s. Fala-se de escândalos na administração pública de todos os cantos.

Estes e mais outros desvios e demais, eu chamo de “o lado da luz dos escândalos”, porque da LUZ? Porque é claro (de claridade), todos podem ver e analisar. Está estampado em todos os jornais, revistas, jornais televisivos, radio transmitidos, blogs na Internet, Youtube, facebook, twiter, além dos meios de comunicação em massa.

Porém, e aquilo que chamo de lado escuro? O que ninguém consegue ver em razão da enorme escuridão que protege. Como lidar com isto?

Como nos filmes de ficção, temos o lado escuro da força. O lado mal, como se o da luz não fosse mal.

Com os desvios de tantos recursos (pelo menos o montante que temos conhecimento), quantas pessoas inocentes foram morreram por falta de recursos nos hospitais públicos para atendimento? Quantos passaram de estado estável em suas doenças para estado crítico? Quantas crianças deixaram de receber alimentos na escola? E os que não receberam medicamentos? Além dos milhares de motoristas e passageiros que sofreram acidentes por falta de manutenção nas estradas estaduais, federais e municipais, que não estão entregues aos consórcios privados?

Violência, óbitos por balas perdidas, de policiais. Quais outros crimes foram originários do lado escuro dos escândalos? O crime ambiental de Mariana e suas vítimas e aqueles que até hoje sofrem os efeitos colaterais da contaminação. As nossas fronteiras frágeis, por onde passam de tudo, desde armas, drogas até cigarros. O sistema penitenciário, com enormes rebeliões, mortes, facções criminosas comandando os presídios.

Vejam, são poucos itens que relacionados e que per si falam muito. Após os escândalos das mortes nas rebeliões dos presídios, houve veiculação de novos comentários na mídia? Resposta: Não.

O que muito espanta é que ao invés de buscarem jogar os holofotes na área escura, na busca de iluminar a todos os males que a população brasileira está sofrendo, omitem cada vez mais. Cria-se novos caminhos de desvio do principal. Delações premiadas, que ocupam 90% dos profissionais da imprensa para assistirem 900 horas de vídeos. A cada minuto de cada vídeo, uma nova ramificação da corrupção surge e com isto, aumenta o lado escuro.

Será que o meu entendimento esta errado? Venho me perguntando isto há anos, desde o início das aparições de corrupções escandalosas, como por exemplo o mensalão.

Estes corruptores e corrompidos poderiam ser tipificados como assassinos? Como malfeitores que causaram tanta desgraça a tantas famílias? Resposta: Não podem.

Nosso ordenamento jurídico não acolhe este tipo de crime como sendo um crime. Não há tipificação. Porém, não sendo uma forma legal de tipificarem estes malfeitores, ao menos há uma forma moral de condena-los.

A população brasileira deve, no ano que entra, analisar muito bem quem será seu candidato a cargos políticos. Somente no próximo ano? Respondo: não, a partir de agora, todos sabem exatamente o que “correu” por trás de tanta política, um mar imenso de corrupção. Um mar imenso de dinheiro. Dinheiro este tirado do meu, do seu e da carteira de todos nós. Dinheiro que poderia ter sido aplicado na saúde, na previdência, na educação, na alimentação, nos medicamentos a população, nas melhorias de nossas rodovias, ferrovias, transportes urbanos. Reformar o sistema penitenciário, de forma a manter os presidiários que praticaram crimes hediondos separados daqueles que cometeram crimes de menor peso, não por entender que não são criminosos, mas para ter um caminho de ressocialização daqueles que são permeáveis a isto.

As universidades estaduais e federais estão em crise sem precedentes. Não há investimento em pesquisas, desenvolvimento, e principalmente ao básico.

As escolas de ensino fundamental não possuem condições de abrigar a quantidade de alunos, não há merenda escolar, e quando há, mais um escândalo, ou não tem merendeira, ou o estoque está com a data de validade vencida, ou tem um político ou pessoas envolvidas com políticos se aproveitando e ganhando “por fora”.

Imaginem quando abrirem as contas do BNDES, o banco que deveria estar financiando o empresário brasileiro, para criação de frentes de trabalho, financiou obras faraônicas em países alienígenas ao nosso, com o simples intuito de gerar riqueza para poucos em detrimento de milhões de pessoas.

Ainda há por surgir muito mais escândalos. Quem sabe e escalão que deixarão o povo ainda mais revoltado. Pergunto: ainda mais do que já estão? Respondo: sim, certamente ainda há muito por vir. Estranhamente as delações da Odebrecht não foram, ao menos o que se veiculou, claras em todos os escalões dos poderes de nosso país. Não podemos esquecer que temos 3 poderes, e por enquanto o mais atingido foi somente um poder. Pergunto: ao longo destes anos não houve mais nenhum favorecimento em relação a outros poderes?

Precisam, nossa imprensa, se desvincularem de interesses e virarem os holofotes para ao menos iluminar parte do lado escuros.

Quantas vidas foram tiradas e que poderiam ter uma oportunidade se parte destes recursos desviados fossem aplicados de maneira mais eficaz e objetiva.

Não precisaríamos agora de uma reforma da previdência. Quantos devedores da Previdência foram beneficiados pela não cobrança por parte do poder público? Quanto isto significaria no caixa da previdência à época.

E os fundos de pensão? Aliás, e tudo o que significa concentração de recursos financeiros?

Há muito por vir. Há muito por nos revoltarmos, principalmente porque, certamente manobras serão feitas para evitar que a parte com luz aumente e a população não possa enxergar.

Assusta-me tanta hipocrisia, defesas escancaradas de malfeitores, ladrões do povo, pessoas que com seus atos provocaram tantas perdas a população brasileira. Entendam, não falo aqui de perdas financeiras, mas de perda de vidas, dignidade. Tiraram a dignidade do povo brasileiro.


* Formado em economia e em direito . Palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados , atuando com ênfase no direito empresarial e direito de família

Postado por Painel Opinativo

Qual a responsabilidade dos moradores na segurança de condomínios?

06.05.2017 às 15:49

Investimentos em profissionais e equipamentos não são suficientes quando os moradores não assumem a responsabilidade de fazer dos condomínios, lugares seguros

*Amilton Saraiva


Mesmo com os altos custos com segurança em condomínios, os números de roubos e furtos cresceram 172% de 2016 para 2017, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Os assaltantes estão cada vez mais criativos, mas na maioria das vezes usam as “velhas táticas” de se passar por moradores ou amigos de condôminos. Por isso, vale ressaltar que somente os aparelhos tecnológicos e a equipe da portaria e de garagem não são suficientes, quando os moradores ignoram as atitudes que promovem a segurança preventiva.

Os condôminos são peças-chave que envolvem toda a movimentação do conjunto residencial de casas ou apartamentos. Por isso, precisam ter: responsabilidade ao se identificar corretamente na entrada e saída, anunciarem o recebimento de encomendas e fast-food, avisarem antecipadamente a vinda de visitantes e o cadastramento de diaristas, prestadores de serviço, entre outros. Para evitar invasões e assaltos são necessários atenção, precaução e cumprimento das regras condominiais.

Avisar a portaria sobre possíveis movimentações de entradas e saídas pessoais (de interesse próprio) é o mínimo que se pode fazer. Algumas regras são básicas, como não autorizar a subida de entregadores, sempre indo até a portaria para pegar os seus pedidos; não autorizar a subida de nenhum prestador de serviço que não tenha sido requisitado previamente, bem como pessoas estranhas, vendedores e funcionários de instituições de caridade.

Mesmo que alguns destes passos exijam um certo “trabalho” aos condôminos, como a identificação com documentos de babás e diaristas, elas são medidas essenciais para verificar a autenticidade e a veracidade das informações, não colocando seus moradores em risco. Ao entrar na garagem, sempre estar atento se não há nenhum suspeito observando; e trancar o veículo sem objetos dentro. Os que residem no 1.º e 2.º andares de prédios, geralmente é recomendado um cuidado especial nas varandas e áreas de acesso.

Com o auxílio dos moradores, a ação dos porteiros - que já é fundamental - poderá ficar ainda mais eficiente. Mas, sempre é bom salientar que um condomínio não pode contratar qualquer tipo de funcionário para funções de segurança preventiva. O porteiro precisa ser treinado, pois apesar de não poder utilizar artefato de fogo, ele tem a importante tarefa de inibir furtos e assaltos. Na maioria dos casos, a falha está justamente no momento da averiguação ou liberação de visitantes e prestadores de serviços. Por isso, alertar condôminos quanto às atitudes irresponsáveis e investir em treinamento e tecnologia vale a pena. Há empresas de serviços terceirizados com experiência na gestão e na preparação de profissionais capacitados para agir e evitar situações desagradáveis.

Assim, o condomínio não precisa se preocupar com a ausência de funcionários. Com a terceirizada, outro deverá cobrir o plantão e com a mesma qualidade de serviço. O prédio não precisa fazer o processo de seleção e treinamento dos funcionários, e deixa esses encargos ao cuidado e supervisão da empresa que vai aplicar rotinas próprias para tanto, gerando mais segurança e trabalho de melhor qualidade.

No entanto, a ação da portaria se deve juntamente à disciplina e às regras que devem ser seguidas e respeitadas pelos condôminos. A colaboração deles é primordial e fundamental para a segurança do condomínio e a vida tranquila em um ambiente familiar.


*Especialista em condomínios da GS Terceirização 

Postado por Painel Opinativo


Painel Opinativo por Opinião & Expressão

Espaço para postagens de opinião e expressão dos internautas

Todos os direitos reservados
- 2009-2017 Press Comunicações S/S
Avenida Hamilton de Barros Soutinho, 1866 - Jatiúca - Maceió-AL
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]