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Por que o Vestibular não cumpre seu papel?

26.04.2017 às 18:09

Danieli Scapin*

Tudo neste mundo tem prazo de validade, até mesmo grandes ideias e modelos que, por muito tempo foram sinônimos de sucesso. E o principal motivo diz respeito aos usos e costumes que, aliados ao tempo, são os grandes responsáveis pela transformação do pensamento, das atitudes, dos conceitos, das ideias, da razão, enfim, de toda a visão de uma sociedade e da forma como ela se organiza.

Não poderia ser diferente com os modelos educacionais e seus respectivos processos de avaliação. Neste artigo irei me ater à principal porta de ingresso ao ensino superior: o vestibular. Nascido em 1911, ano em que se tornou obrigatório, o Vestibular vem de “vestíbulo”, “ ante-sala” . E, apesar de não ter mudado de nome com o decorrer do tempo, passou por diversos formatos. O que está vigente hoje, foi instituído pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, no ano de 1996, que permitiu que cada escola optasse por critérios próprios de avaliação, que devem estar previstos em seus editais.

Mas apesar de muitas remodelações deste método ao longo de pouco mais de um século, o Vestibular está muito longe de ser um processo avaliativo eficaz e seguro. E o principal motivo é que, na maioria das vezes, ele não consegue cumprir sua finalidade primordial: a de selecionar os melhores alunos para ingresso no ensino superior. Porém quando tentamos analisar os porquês da falência do Vestibular, percebemos que o problema é muito mais complexo do que imaginávamos, pois está diretamente ligado ao método de ensino e aprendizagem e principalmente à enorme quantidade de conteúdo programático obrigatório ministrado nos anos que antecedem ao ensino superior e que são aleatoriamente escolhidos e cobrados no Vestibular.

E é aí que percebemos a enormidade de conteúdo desnecessário ministrado nas escolas. Isso faz com que, ao invés de o aluno ter profundo conhecimento de conteúdos necessários e que farão diferença em sua futura profissão, ele acabe por ter raso conhecimento de um todo desnecessário e que, em grande parte, jamais será aplicado seja em sua vida profissional seja no dia a dia.

O que deve ser ministrado em sala de aula, são conteúdos que, após uma profunda análise feita por especialistas educacionais, sejam considerados determinantes para a formação do aluno, porque é humanamente impossível ter vasto conhecimento de uma área específica, quando tantos conteúdos são igualmente cobrados nos Vestibulares.Da forma como ocorre nos dias atuais o Vestibular se tornou uma loteria. Obtém sucesso nos exames o gênio ou o sortudo que sabia um pouco mais daquele conhecimento específico, que aleatoriamente caiu na prova, e que, na maioria das vezes, não será aproveitado em sua futura profissão.

Por isso, em minha opinião, se torna tão necessária uma reforma educacional em praticamente todos os níveis. Inclusive e principalmente nos conteúdos programáticos dos ensinos fundamental e médio. Após esta revisão, que determinaria quais conteúdos seriam ministrados e em que séries, limitando-os por grau de importância, passaríamos a uma nova remodelação do Vestibular que, para ser mais eficaz, deveria ser por área de formação e conhecimento.

Dessa forma, teríamos alunos com profundo conhecimento em áreas específicas e correlatas ao curso superior e, como consequência, futuros profissionais mais competentes, com formação humana, comprometidos, engajados na sociedade e realizados. Quando atingir este nível, o Vestibular terá cumprido seu papel de selecionar os melhores.


*Advogada e empresária. Fundadora da ex- Faculdade Seama. Palestrante da Insperiência, onde aborda sobre o tema e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.


Postado por Painel Opinativo

Relacionamento: os principais desafios e tendências para 2017

04.01.2017 às 09:45

* Ricardo Heidorn

Se em 2016 o relacionamento mostrou-se cada vez mais importante para a realização de bons negócios, 2017 seguirá no mesmo tom. Afinal, relacionar-se é a base fundamental na construção do processo de fidelização de marca. Portanto, entre os desafios de 2017, aprimorar as estratégias de marketing de relacionamento do seu negócio seguirá sendo o principal ponto.

É por meio de um bom marketing de relacionamento que se faz possível a construção de um envolvimento e de uma lealdade em longo prazo com seu cliente, em vez de vendas rápidas e de curto prazo. Por meio de conversas e relações significativas, é possível criar clientes leais e promotores que contribuam com a divulgação e o crescimento do seu negócio.

2017: ano (ainda mais) focado no relacionamento com o cliente

A importância do investimento em plataformas de relacionamento com o consumidor é tão significativa como tendência que um estudo feito pela Gartner Group, empresa mundial do ramo, aponta que os investimentos nesse mercado alcançarão a marca de 36 bilhões de dólares. Isso significa que o mercado, que nos últimos anos veio se preparando de forma intensa para bem atender seus clientes por meio das melhoras no SAC 2.0 e 3.0, agora busca ir ainda além e relacionar-se de forma mais efetiva com seu público, buscando cada vez mais a fidelização.

De forma resumida, o investimento em plataformas se faz cada vez mais essencial. Mas, mais do que adquirir um CRM para o seu negócio, você precisa em 2017 investir em uma ferramenta que atenda as exigências do mercado. Seu CRM precisa se adaptar às necessidades da empresa e integrar-se com outros sistemas. Além disso, é fundamental que seu negócio esteja consciente das tendências de mercado para que não caia em modismos que não suprem demandas reais.

Se você já conta com uma plataforma, ou busca entender os motivos para esse tipo de investimento no próximo ano, confira as principais tendências do setor:

Aposte na geração Y

Os nascidos na geração Y, também conhecida como Millenials, atualmente com idade entre 16 e 36, ocupam a maioria da cadeia de mercado atualmente, configurando-se assim em potenciais formadores e tomadores de decisões em uma empresa. Essa é a geração da ruptura de um modelo de trabalho, passando de um formato mais físico e braçal para um momento em que tudo está conectado e pode ser gerenciado e discutido de forma online, sem prejuízo algum.

Por ser uma geração acostumada a executar múltiplas tarefas ao mesmo tempo – além de ser hiperconectada e valorizar ferramentas que possibilitem esse modelo de trabalho –, é esse o perfil de consumidor que vai dar valor para um SAC 3.0 de qualidade e ser fidelizado facilmente com um CRM alinhado a suas necessidades.

Por serem maioria, devem ser levados em conta na hora do planejamento de marketing de qualquer empresa. Lembre-se: estar afinado com os Millenials é ter perspectivas on-line e sistemas efetivos e hiperconectados.

Entenda o processo de Big Data

Um assunto recente, mas que adquiriu uma força meteórica é o consumo do Big Data. De forma simplificada, Big Data é o termo utilizado para descrever o imenso volume de dados – estruturados e não estruturados – que impactam os negócios no dia a dia. No entanto, quantidade não é mais importante do que a qualidade da informação que as empresas extraem dos dados que realmente importam. Levando isso em conta, pode-se afirmar que a análise do Big Data gera insights que levam a melhores decisões e direções estratégicas de negócio.

Apesar de a maioria das empresas ainda desconhecer as informações produzidas por elas próprias, a importância dessas informações vem sendo amplamente discutida no ambiente corporativo. Utilizar o Big Data em favor do CRM é uma tendência e ao mesmo tempo um desafio para 2017. Sua importância se justifica na ampliação do espectro de feedbacks que o big data pode trazer. Quanto mais informações, mais soluções eficientes para o cliente e relacionamento mais sólido.

Trabalhe de forma integrada

Um grande desafio do relacionamento para 2017 está em trabalhar cada vez mais integrado, visto que a hiperconectividade pede esse tipo de funcionalidade. Para conseguir informação em um formato mais centralizado, se faz fundamental contratar uma ferramenta de CRM: somente com uma plataforma será possível fazer essa integração sem trabalhar com vários sistemas e, consequentemente, obter o máximo de informações necessárias de forma automática e em tempo real.

Um sistema integrado não apenas facilita o processo, como também traz economia para os setores que façam uso desse tipo de plataforma.

O desafio dos Workflows

Apesar de muitas evoluções ao longo dos anos, um dos principais sonhos de consumo de um SAC de qualidade é a first call resolution que consiste, como o próprio nome diz, na resolução do problema já na primeira chamada. Para auxiliar nesse processo, espera-se de 2017 ferramentas de relacionamento que disponham de workflows que permeiem pelas diversas áreas da organização em questão a fim de serem poderosas o suficiente para atender às diversas situações de negócio. Em contraponto, espera-se essa efetividade de processo com uma funcionalidade que não exija o trabalho de um profissional técnico com conhecimentos específicos na área de programação (o que pode inviabilizar financeiramente o uso do CRM).

Invista em um relacionamento (ainda mais) social

Já era tendência nos últimos dois anos e ganha cada vez mais força e consolidação: a atuação forte nas redes sociais. O relacionamento das empresas em 2017 precisa dar condições para que se abram canais de comunicação nas diversas mídias sociais. Ignorar esses canais fará apenas com que haja menos controle sobre a percepção negativa do cliente. É importante entender ainda que quando o cliente se sente acolhido e tem sua indagação resolvida, ele tende a ser fidelizado e passa a advogar em favor da marca – revertendo algum problema de comunicação. Se sua empresa ainda não entrou nessa tendência, já está mais do que na hora.

Portanto, prepare-se – e a sua equipe – para construir relacionamentos cada vez mais sólidos com os clientes em 2017.

* Ricardo Heidorn, CEO da Seekr, empresa brasileira de soluções em relacionamento digital.

Postado por Painel Opinativo

O que aprendemos após a violação de dados do Yahoo?

20.12.2016 às 21:40

*Leonardo Martins Grilo

O tema segurança de informação está em voga com o vazamento de mais de 500 milhões de senhas comprometidas do Yahoo. O fato, ocorrido em setembro passado, abre precedentes para que todas as áreas da sociedade tomem medidas preventivas a fim de proteger seus dados na web. Seja pessoa física ou jurídica é importante ter em mente uma pergunta básica: como este tipo de ocasião nos afeta efetivamente?

À priori, sob uma ótica corporativa, uma empresa detentora de capital aberto conhece o impacto financeiro diante da degradação de sua imagem e sua respectiva reflexão em números ou até mesmo acordos previamente negociados com outras empresas. A companhia perde credibilidade no mercado para os quais seus serviços suportam e, em um mundo corporativo cada vez mais competitivo, tal fato pode ser consumado até na falência desta corporação.

O núcleo direcionado do Yahoo não aponta ao perfil corporativo, o que acaba não gerando um grande alarde perante os executivos de outras grandes empresas. Todavia, existem outros vieses dignos de análise e, acima de tudo, devemos aprender a nos proteger dos vazamentos de informação provenientes de comprometimento de contas de e-mail.

Além da exposição da marca, a empresa deve se atentar ao tema Gestão de Terceiros, o qual é muito comum e essencial internamente a grandes companhias. A importância de se analisar empresas íntegras e com uma marca consolidada é de suma importância, pois traz consigo um aumento da confiabilidade e, principalmente, a confidencialidade que a marca tratará as informações sob sua gestão e responsabilidade.

Um exemplo clássico e já adotado por diversas companhias para um aumento do grau de maturidade de Segurança da Informação é o duplo fator de autenticação, que traz uma camada adicional de segurança ao ambiente interno e, consequentemente, maior conforto aos clientes finais utilizadores de seus produtos. Concorrentes diretos do Yahoo, tais como Google e Microsoft, por exemplo, já disponibilizam este tipo de serviço gratuitamente hoje em dia.

Já no que tange ao armazenamento de senhas, existem tecnologias consagradas há anos no mercado para a gestão destas senhas. Softwares como o Last Pass e o One Password podem minimizar o impacto decorrente de um comprometimento das estações de trabalho que se comunicam com sistemas críticos. Ataques cibernéticos utilizando aplicativos de captura de teclado podem ser mitigados através destes exemplos acima.

Por fim, alimentando a mesma esfera dos temas relacionados até agora, vale salientar a preocupação atual com os Ransomwares. Trata-se de vírus que visam o roubo e bloqueio das informações contidas em um computador, as quais só são devolvidas mediante a um pagamento de resgate.

Apesar de ser um vetor de ataque que cresce a cada dia, sabe-se que uma gestão de Segurança da Informação sólida e, intimamente ligada à área de Infraestrutura e Suporte das companhias, pode mitigar estes riscos facilmente. O tema é amplo e cabe uma nova discussão numa segunda etapa deste artigo. 


*Gerente de segurança da informação da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança. 

Postado por Painel Opinativo

Durante o calor condomínios precisam estar atentos à limpeza

Áreas de lazer como piscina, parquinhos e social devem estar devidamente higienizadas afim de evitar a contaminação de doenças

16.12.2016 às 11:56


*Amilton Saraiva

Com a chegada do verão, inúmeras doenças altamente preocupantes começam a tomar conta dos noticiários. Um período tão quente e cheio de comemorações com a família em casa pode se tornar algo sério e prejudicar a saúde de crianças, jovens, adultos e idosos. Por isso, os condomínios devem estar atentos à limpeza de áreas sociais, como a piscina, para que não sejam potenciais transmissores de Aedes Aegypti – que além da Dengue, transmite a febre Chikungunya e o vírus Zica. A higiene dos condomínios deve ser, portanto, impecável, assim como os moradores que precisam colaborar na manutenção da limpeza e eliminar os possíveis focos de mosquito dentro de suas casas.

Infelizmente, em 2015, os números não foram apenas assustadores, como também tivemos o surgimento de uma “nova doença” que teve consequências graves para mulheres grávidas. As epidemias registradas no último ano e verão estão aí para alertar, pois 80% dos infectados contraem a dengue, por exemplo, dentro de suas casas. Quem mora em condomínio, além de fazer sua parte cuidando da própria casa, deve “ficar de olho” para ver se os vizinhos ou mesmo os funcionários do conjunto residencial estão fazendo a sua parte na prevenção das doenças. Com as chuvas de verão é normal o acúmulo de água em calhas, lages, pneus, vasos de plantas e objetos desprotegidos em sacadas, áreas de circulação, jardins ou quintais - e caso não haja uma limpeza eles se tornam criadouros de mosquitos.

Muitos não sabem, mas os ovos podem hibernar por anos, até encontrar condições ideais para eclodir, preferindo o período de calor e umidade para isso. O mosquito Aedes Aegypti vive até 35 dias e, ao longo de sua vida, normalmente não percorre mais de 600 metros. Por isso mesmo que nunca se falou tanto em limpeza e higiene de condomínios, que não devem ser delegadas a qualquer um. Sendo um local extenso e com alto trânsito de pessoas, é preciso ter alguém especializado para fazer o serviço.

Para locais de grande circulação é recomendável a contratação de serviços profissionais, em que as pessoas encarregadas da limpeza tenham conhecimento para tal. Esses profissionais recebem um treinamento com instruções teóricas e práticas sobre atendimento a clientes, postura profissional, cronograma das atividades diárias e programadas, tipos de produtos e suas finalidades e, principalmente, conhecem técnicas de higienizar ambientes. E para garantir o bom resultado, esses profissionais possuem encarregados que fiscalizam se o trabalho está sendo desenvolvido de acordo com as instruções.

De qualquer forma, cuidar da limpeza é crucial em todos os lugares. Ter um ambiente sempre limpo e bem cuidado mantém uma boa aparência, como também afasta insetos e ratos, comuns em época de calor, e também evita as doenças provocadas pelo Aedes Aegypti. É recomendada ainda a limpeza de áreas de lazer, como salões de festas, praças, parquinhos e playgrounds.

O síndico e os responsáveis pela manutenção do condomínio devem ficar atentos às áreas mais necessitadas de limpeza, porém também é dever de todos os condôminos contribuir com a organização e a higiene, tanto de seus apartamentos ou casas quanto das áreas sociais para que o local esteja limpo e bem apresentável. Com conscientização da população é possível sim evitar doenças como a Dengue, a febre Chikungunya e o vírus Zica!

*especialista em condomínios 

Postado por Painel Opinativo

Segurança de final de ano: como proteger o lar durante as festividades

19.11.2016 às 01:35

 *Amilton Saraiva                                                                                                                      

Natal e Réveillon são épocas de alegria, festas e comemorações. Porém, é também uma das épocas em que mais falta atenção à segurança de casas e condomínios. A movimentação nos prédios e nas ruas tende a dobrar com a chegada do final de ano, tanto quanto as estradas. É fácil para que o criminoso observe o momento que o local estará mais vulnerável e escolherá agir. Para impedir estas situações desagradáveis, é necessário ter muitos cuidados antes de viajar.

As residências ficam vazias e desprotegidas, e por isso não dá para ficar desatento aos mínimos detalhes que permitem aos criminosos realizar roubos e furtos. Um fator para se tomar mais cuidado é com a entrada de pessoas na portaria, já que a segurança do condomínio poderá ficar mais frágil com as festividades de Natal e ano-novo, pois cresce o número de visitantes nas residências. Os que receberão amigos e familiares em casa devem entregar uma lista na portaria com os nomes, para que sejam melhores identificados, e mesmo assim, quando chegarem devem ser anunciados pelo porteiro.

Também por causa do Natal, também cresce o número de entregas de presentes, cestas, comidas encomendadas, flores, entre outras coisas, e os entregadores não podem ter acesso à área interna se o morador não estiver ou não autorizar. Cabe aos profissionais de portarias estar mais atentos e ser ágeis para impedir que a grande movimentação se torne um risco para o condomínio.

Quem irá viajar deve se precaver com atitudes que trarão ainda mais segurança domiciliar como manter a discrição e privacidade dos detalhes da viagem, como local, data de saída ou chegada. Por mais que se confie em funcionários da residência, por exemplo, faxineira ou jardineiro, eles podem inocentemente comentar com alguém de fora, que pode não ser uma pessoa bem intencionada.

Entre os cuidados durante a ausência, é melhor não deixar evidente que a residência está vazia, uma alternativa pode ser o uso de temporizadores ou fotocélula nas lâmpadas para que elas apaguem durante o dia e acendam a noite; avisar uma pessoa de confiança, como parente, vizinho ou amigo, que estará viajando para que retire a correspondência da casa ou na portaria e cuide do local, limpando a frente e o quintal; no caso de condomínios o zelador deve ser previamente informado e o condômino também deve fazer uma autorização, caso queira que alguma pessoa, ou empregado entre no apartamento ou casa durante a ausência.

O profissional de portaria acompanha a rotina de um condomínio diariamente e certamente notará a ausência de algum morador. Por isso, é recomendável que os porteiros sejam contratados através de empresa terceirizada confiável, que ofereça um treinamento especializado de atendimento, discrição e segurança preventiva. Por ser profissional e especializada, a empresa contrata após verificar o histórico profissional e pessoal do porteiro, investigando antecedentes criminais, conduta e indicação. Porém, quando contratados diretamente no condomínio, esta contratação não dispõe destes recursos, que impeçam maus profissionais de adentrarem em um ambiente onde se deve prezar pela segurança.


*especialista em condomínios 

Postado por Painel Opinativo

A Inovação do Ensino à Distância e o Estudo de Novas Línguas

17.11.2016 às 13:23

*Por Felipe Dib

De uns anos para cá, o mercado de educação e ensino à distância está em ampla expansão. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), existem hoje no país cerca de 161 empresas neste setor, o dobro se compararmos com o ano de 2015.

Podemos creditar esse crescimento ao surgimento de novas tecnologias para a área, que acabam facilitando o acesso dos alunos e, claro, ao momento de instabilidade econômica do país, que levou diversos estudantes a procurar alternativas para não interromper os estudos.

Um fato curioso é que quando se fala em EAD, a primeira coisa que vem à mente são os cursos de graduação ou supletivos. Mas o ensino à distância vai muito além disso. O aprendizado ou aprimoramento de outras línguas é um exemplo disso. Antes visto no mercado de trabalho como um diferencial, hoje, o conhecimento de idiomas é imprescindível em quase todas as áreas. O que observo é que o EAD permite eliminar barreiras e alcançar um público que está distante dos centros de ensino, busca uma alternativa que cabe no bolso, ou possui algum problema para se deslocar até as instituições tradicionais.

O que antes era transmitido de forma arcaica e básica (quem nunca viu um comercial de escolas de inglês dando a entender que a aula dava sono?), passou a ser dinâmico e de fácil acesso de qualquer lugar do mundo. Aqui destaco outro ponto importante do EAD para línguas estrangeiras. O ritmo de aprendizado de cada um é muito específico, portanto porquê manter o mesmo antigo formato de aulas? Não faz mais sentido. A personalização do conhecimento chegou e não sairá mais dos sistemas educacionais. Agora, cada aluno pode montar seu “combo” de materiais, segundo seu nível de aprendizagem.

E sabe o melhor disso tudo? As novas opções de ensino são muito bem vistas aos olhos dos alunos, pois podem realizar as aulas e atividades em qualquer lugar e em horários variados, sempre adequados à sua realidade, prática que não acontece quando as aulas são presenciais. Então o EAD é mil maravilhas? Not really! Entre as vantagens que vemos estão comodidade, o valor (que em sua maioria são mais baixos do que optar por aulas presenciais) e o alcance, já que pessoas de qualquer lugar do mundo possuem acesso às aulas. Já a principal desvantagem é o engajamento, comprometido com a correria do dia-dia e com as redes sociais que ficam "apitando" enquanto o aluno tenta se concentrar.

É claro que não existem fórmulas mágicas para se dar bem com o EAD, mas uma dica importante que dou a todos os meus alunos no Você Aprende Agora, e que enxergo ser o melhor método de ensino unindo o aprendizado e a motivação, é que precisam seguir três passos básicos: 1) assista ao vídeo da aula; 2) veja novamente e anote tudo o que foi dito; 3) assista pela terceira vez e repita tudo o que está sendo ensinado (escute sua voz falando inglês).

Parece fácil demais né? E é! Garanto que com esses três passos básicos e com uma dedicação de pelo menos dez minutos por dia, o aluno consegue reter informações e aprender, muitas vezes, mais do que em aulas presenciais. Portanto, em resumo: aposte SIM no EAD, procure por aulas que possam ser personalizadas ao seu ritmo de estudo e se jogue no mar de conhecimento que pode surgir a sua frente.


* fundador do Você Aprende Agora , curso de inglês online reconhecido pela Georgetown University para que você aprenda rápido e use o inglês a seu favor em sua carreira profissional, estudos, viagens e relacionamentos

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Como lidar com a frustração de um ano sem muitas realizações

Nos últimos meses do ano muitos se desesperam pensando no que ainda não conquistou!

09.11.2016 às 11:39

Hilda Medeiros*

O fim do ano se aproximando, para muitos é momento de renovação e alegrias. As luzes natalinas trazem consigo o símbolo do renascimento. É hora de agradecer as conquistas ou simplesmente o fato de que vivemos mais um ano. 

Essas datas comemorativas despertam na maioria das pessoas o desejo de mudança e de realização. Um novo ano se inicia e com ele as promessas em relação a transformar sonhos em realidades. Isso se dá por vários fatores, entre eles está o fato que nesses momentos estamos bastante reflexivos e envolvidos num estado emocional de grande expectativa e esperança. 

Porém, nem todas as pessoas têm esse sentimento festivo no fim do ano. Muitos não gostam dessas datas, já que as mesmas remetem a alguma lembrança dolorosa do passado. Outros sentem saudades daqueles que não estão mais presentes. Outros ainda se sentem frustrados por tantas promessas que ficaram no meio do caminho. 

Quando empolgados fazemos listas enormes de desejos. Prometemos que vamos ganhar mais dinheiro, mudar de emprego, emagrecer, comprar uma casa, casar, ser um pai melhor, um filho mais dedicado etc. São muitas promessas, todas misturadas e sem prazos definidos. Queremos agora!

O querer infantil, sem um plano detalhado, não permite tempo necessário entre o plantio e a colheita. É aí que entra em cena mais uma vez o fator frustação. Passada a empolgação dos primeiros quinze dias de janeiro, temos que lidar com a realidade de muitos afazeres e ainda assimilar os novos desafios. Sem organização e persistência, desistimos. Felizmente algumas pessoas conseguem levar os seus objetivos até o fim e têm o prazer de comemorar a vitória. Mas, por que a maioria para no meio do caminho?     

 

Fazer a lista do que se quer é fácil, toma pouco tempo e exige o mínimo esforço. No entanto,  colocar em prática até chegar  no  resultado desejado é um trabalho árduo, que exige dedicação e muitas vezes sacrifícios.Para colocar um plano em ação é preciso muito mais do que palavras no papel. É  necessário comprometimento e um real valor agregado, capaz de nos impulsionar todas as vezes que sentimos vontade de desistir.

É importante saber o que queremos e, principalmente, o que verdadeiramente nos motiva a conseguir. Qual é o propósito por trás do objetivo desejado. Sabendo exatamente o porquê se quer, o próximo e mais importante passo é agir. Sem atitude o sonhador viverá numa eterna utopia. Para agir é fundamental ter sabedoria e conhecimento para colocar o plano de ação numa ordem correta e organizada, como num game, que o primeiro passo leva ao seguinte e assim sucessivamente. É na ação específica que conseguimos progredir na direção do que queremos. 

Algumas vezes dizemos para nós mesmos que queremos muito alguma coisa, mas não estamos dispostos a fazer o necessário para conseguir. Outras vezes temos um desejo fraco, sem alma, esses também não se sustentam.Para agir é preciso saber o que fazer. Quando imaginamos uma meta muito grandiosa, ela pode parecer assustadora, fazendo com que nem comecemos, deixando o propósito no meio do caminho. São as minimetas que fazem com que algo grandioso aconteça. 

É hora de deixar para trás as frustrações por aquilo que não foi feito e vislumbrar estratégias diferentes para o novo que se aproxima. 


*Hilda Medeiros - Coach e Terapeuta, realiza atendimento presencial e on-line. Ministra Palestras, Workshops e treinamentos em todo Brasil.

www.hildamedeiros.com.br

Postado por Painel Opinativo

As Águas de Palmeira

27.06.2016 às 09:43

Lucas Ribeiro (*)

Para tratar do tema a que me propus, tão recorrente na boca dos palmeirenses, é preciso voltar um pouco no tempo. Era abril de 1999 e, em Brasília, meu pai Helenildo Ribeiro assumia uma cadeira na Câmara Federal. Naquele momento, ele chegava à capital federal carregando uma mala com roupas e um sonho: transformar a economia de Palmeira dos Índios e melhorar a qualidade de vida dos palmeirenses. E, para ele, a fonte disso tudo estava na água.

Passados pouco mais de oito anos, depois de uma verdadeira via crucis, seus dois principais projetos para essa transformação conseguiram sair do papel e virar realidade, num relativo curto espaço de tempo. Um fato muito relevante em se tratando de obras públicas de grande porte, e no Brasil, com todo seu arcabouço burocrático que significa, absurdamente, anti-investimento.

Infelizmente meu pai faleceu antes de ver suas obras concluídas. Se aqui ainda estivesse, acredito que eu não estaria escrevendo esse texto. Ele não deixaria acontecer o que vem ocorrendo com parte delas. Refiro-me às Barragens do Caçamba e, especialmente, a do Bálsamo.

A primeira trata do abastecimento humano e passou a se chamar Adutora Helenildo Ribeiro, em homenagem ao meu pai. Está funcionando desde 2009. A segunda trata do aproveitamento da água para irrigação de uma área de 700 hectares. A obra está pronta há quase dez anos. E é sobre o uso (ou o mau uso) dessas águas que me reporto.

A adutora Helenildo Ribeiro foi projetada para reforçar o abastecimento de três municípios: Palmeira dos Índios, Estrela de Alagoas e Minador do Negrão.

Essa população, de aproximadamente cem mil pessoas, era abastecida anteriormente apenas pela Adutora da Carangueja, que já não conseguia suprir a contento.

Melhorou significativamente. Ainda convivemos com rodízios, mas a situação atual não se compara com àquela vivida até 2009. Hoje, inclusive, já chegou água em boa parte da nossa zona rural, e o trabalho segue para que esse processo continue avançando. 

Sobre a barragem do Bálsamo, a situação é bem diferente. O projeto original era para uso exclusivo de irrigação, mas isso não vem ocorrendo.

Talvez por uma força misteriosa, a barragem que está pronta há quase dez anos não teve ainda nem o primeiro perímetro de irrigação implantado, de 200 hectares, que custa em torno de R$ 3 milhões, menos de 5% do valor da obra de quase R$ 70 milhões, isso sem contar os valores pagos nas desapropriações. 

A água do Bálsamo não irrigou ainda nenhum pé de alface e ninguém sabe por quê, já que tem saldo suficiente na conta do convênio para implantação do primeiro perímetro.

Quero crer que não é pelo lobby do setor produtivo de horti-fruti de Arapiraca, o qual sofreria uma grande concorrência, que o projeto ainda dorme nas gavetas tecnocratas do Estado. A implantação não anda, apesar do reconhecido esforço e da vontade política do ex e do atual governador, e também do atual secretário estadual de agricultura.

Como já disse acima, para irrigação ainda não, mas a barragem do Bálsamo já é utilizada para abastecer algumas comunidades rurais de Bom Conselho, Pernambuco. Portanto, fora do seu propósito original.  Já não bastasse isso, o Governo está construindo uma adutora a partir do Bálsamo para o abastecimento de uma comunidade de Quebrangulo, e outra para o município de Estrela de Alagoas. Mais uma vez vão usar a água do Bálsamo para outros fins, que não o da irrigação.

É óbvio que o consumo humano tem preferência sobre a irrigação. E não sou contra isso. Mas o que nos aflige é a opção pelo “jeitinho” que o corpo técnico do Estado dá para resolver algumas questões importantíssimas, como nesse caso, preterindo uma solução sustentável que atenda a todos os municípios envolvidos. Existem formas de resolver os problemas de abastecimento de comunidades de Estrela e Quebrangulo, sem retirar uma gota d’água da nossa cidade.  Da forma atual, estão "cobrindo um santo e descobrindo o outro".

Com esses improvisos, o Estado fecha a única (e rápida) saída que Palmeira tem para se reencontrar com o desenvolvimento econômico. Não apenas isso.

A palavra bálsamo significa “alento”. Ou seja, ao nos serem negadas suas águas, perdemos nosso alento para acelerarmos de vez nosso crescimento.

Meu pai, que completaria 70 anos este ano, dizia duas frases quase que diariamente: “A adutora do Caçamba vai resolver o problema de abastecimento d’água de Palmeira por trinta anos”, e “o projeto Bálsamo será a redenção de Palmeira! ” 

O Caçamba já saciou nossa sede. Falta apenas a água do Bálsamo para germinar nosso futuro.

Além de fundamental para o desenvolvimento de toda uma região, seria também uma grande homenagem a quem idealizou e lutou tanto para que esses projetos transformassem Palmeira, se o Estado implantasse ainda este ano, o primeiro perímetro de irrigação do Bálsamo, e devolvesse a Palmeira as águas do nosso progresso, um sonho real, que um dia teve Helenildo Ribeiro.

(*) É estudante de Direito

Postado por Painel Opinativo

No real cumprimento da Lei, impeachment não é golpe

22.09.2015 às 10:43
O jurista Miguel Reale Jr. e a filha do procurador aposentado Hélio Bicudo, Maria Lucia, entregam a Eduardo Cunha pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff(Foto:Wilson Dias/Agência Brasil)

Com mandato legal, mas que pode se tornar ilegítimo, nossa impopular presidente pode "ser impedida" de continuar no poder  não através de golpe, mas por força da lei.

 

Não sou partidário da ideia do impeachment de nossa presidente, Acho que uma das principais bases da democracia é a vontade popular expressa em eleições livres e diretas. Dilma levou ,ganhou por pouco, mas ganhou. Mas ao ver uma dupla do naipe de Hélio Bicudo, um petista puro sangue desde os primórdios do partido, e Miguel Reale, um dos mais altos expoentes do direito penal brasileiro, encaminharem um pedido de impeachment embasado por situações de irregularidades no orçamento público, me acendeu um alerta tipo o que é legal e o que é ilegítimo. Ao ser "inclusa" nesse tipo de irregularidade orçamentária (sem contar o suposto repasse de verba de propinas da Petrobras à sua campanha de 2010)a legitimidade do mandato da presidente torna-se vulnerável.

 

A Lei 1.079/1950 não deixa dúvidas no que se refere a possibilidade de se decretar o impeachment do presidente(e de ministros).Diz o texto:  "são passíveis de perda de cargo, o presidente da República e os ministros de Estado que cometerem crimes de responsabilidade, atentando contra a Constituição, especialmente contra a probidade administrativa, a lei orçamentária e a guarda e o emprego legal dos dinheiros públicos."

 

Após 8 meses do seu segundo mandato, nossa presidente tornou-se a chefe do executivo mais impopular da história. Seu índice de impopularidade atual supera até os índices de Fernando Collor em 1991. 60% dos brasileiros hoje apoiam o impeachment .É lógico que tais percentuais não são suficientes para deflagrar o processo, mas criam uma turbulência no cenário político que justificam os já incontáveis pedidos, entre eles o de Bicudo e Reale, que chegam ao Congresso.

 

Com mandato legal, mas que pode se tornar ilegítimo, nossa impopular presidente pode "ser impedida" de continuar no poder  não através de golpe, mas por força da lei. Quando o governo e simpatizantes acusam o movimento pro impeachment de golpista estão demosntrando um total desconhecimento da lei, ou então, o que é muito comum em se tratando de PT, desprezam e menosprezam por completo quando lhes convém, o próprio conceito de legalidade.

 

 

*Ricardo Leal-Blogueiro do Painel Notícias

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Comemorando o que, cara pálida?

07.03.2015 às 21:21
PGR

No conteúdo "da lista do Janot" não há nada que possa induzir a comemoração ,nada que produza um fiapo de orgulho ou felicidade*

Como tem gente comemorando o "resultado" da lista do Janot! Que absurdo! Seja lá qual for o motivo dessa demonstração de idiotice.No conteúdo dessa lista  não há nada que possa induzir a comemoração ,nada que produza um fiapo de orgulho ou felicidade.

O produto maior do conteúdo dessa tão “aguardada” lista é a vergonha. Deveríamos estar todos, independentemente de crenças e idealismos políticos, verdadeiramente envergonhados.Envergonhados, como sempre  insinuamos estar com a política no país. Mas aí numa hora como essa alguns se esquecem da vergonha e vão comemorar zoando adversários e desafetos.

Uma pena que essa  “guerra idiota” e  desenfreda entre PT e PSDB reduza nosso espectro ideológico numa reles briga  de arquibancada, tipo um FLA-FLU no Maracanã ,e faça boa parte da plateia do espetáculo esquecer o que realmente está em jogo.

Na briga de quem roubou mais ou que partido é mais corrupto quem sempre perde é o iludido  do eleitor.

 

*Ricardo Leal/Blogueiro do Painel Notícias

Postado por Painel Opinativo


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