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A Inovação do Ensino à Distância e o Estudo de Novas Línguas

17.11.2016 às 13:23

*Por Felipe Dib

De uns anos para cá, o mercado de educação e ensino à distância está em ampla expansão. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), existem hoje no país cerca de 161 empresas neste setor, o dobro se compararmos com o ano de 2015.

Podemos creditar esse crescimento ao surgimento de novas tecnologias para a área, que acabam facilitando o acesso dos alunos e, claro, ao momento de instabilidade econômica do país, que levou diversos estudantes a procurar alternativas para não interromper os estudos.

Um fato curioso é que quando se fala em EAD, a primeira coisa que vem à mente são os cursos de graduação ou supletivos. Mas o ensino à distância vai muito além disso. O aprendizado ou aprimoramento de outras línguas é um exemplo disso. Antes visto no mercado de trabalho como um diferencial, hoje, o conhecimento de idiomas é imprescindível em quase todas as áreas. O que observo é que o EAD permite eliminar barreiras e alcançar um público que está distante dos centros de ensino, busca uma alternativa que cabe no bolso, ou possui algum problema para se deslocar até as instituições tradicionais.

O que antes era transmitido de forma arcaica e básica (quem nunca viu um comercial de escolas de inglês dando a entender que a aula dava sono?), passou a ser dinâmico e de fácil acesso de qualquer lugar do mundo. Aqui destaco outro ponto importante do EAD para línguas estrangeiras. O ritmo de aprendizado de cada um é muito específico, portanto porquê manter o mesmo antigo formato de aulas? Não faz mais sentido. A personalização do conhecimento chegou e não sairá mais dos sistemas educacionais. Agora, cada aluno pode montar seu “combo” de materiais, segundo seu nível de aprendizagem.

E sabe o melhor disso tudo? As novas opções de ensino são muito bem vistas aos olhos dos alunos, pois podem realizar as aulas e atividades em qualquer lugar e em horários variados, sempre adequados à sua realidade, prática que não acontece quando as aulas são presenciais. Então o EAD é mil maravilhas? Not really! Entre as vantagens que vemos estão comodidade, o valor (que em sua maioria são mais baixos do que optar por aulas presenciais) e o alcance, já que pessoas de qualquer lugar do mundo possuem acesso às aulas. Já a principal desvantagem é o engajamento, comprometido com a correria do dia-dia e com as redes sociais que ficam "apitando" enquanto o aluno tenta se concentrar.

É claro que não existem fórmulas mágicas para se dar bem com o EAD, mas uma dica importante que dou a todos os meus alunos no Você Aprende Agora, e que enxergo ser o melhor método de ensino unindo o aprendizado e a motivação, é que precisam seguir três passos básicos: 1) assista ao vídeo da aula; 2) veja novamente e anote tudo o que foi dito; 3) assista pela terceira vez e repita tudo o que está sendo ensinado (escute sua voz falando inglês).

Parece fácil demais né? E é! Garanto que com esses três passos básicos e com uma dedicação de pelo menos dez minutos por dia, o aluno consegue reter informações e aprender, muitas vezes, mais do que em aulas presenciais. Portanto, em resumo: aposte SIM no EAD, procure por aulas que possam ser personalizadas ao seu ritmo de estudo e se jogue no mar de conhecimento que pode surgir a sua frente.


* fundador do Você Aprende Agora , curso de inglês online reconhecido pela Georgetown University para que você aprenda rápido e use o inglês a seu favor em sua carreira profissional, estudos, viagens e relacionamentos

Postado por Painel Opinativo

Como lidar com a frustração de um ano sem muitas realizações

Nos últimos meses do ano muitos se desesperam pensando no que ainda não conquistou!

09.11.2016 às 11:39

Hilda Medeiros*

O fim do ano se aproximando, para muitos é momento de renovação e alegrias. As luzes natalinas trazem consigo o símbolo do renascimento. É hora de agradecer as conquistas ou simplesmente o fato de que vivemos mais um ano. 

Essas datas comemorativas despertam na maioria das pessoas o desejo de mudança e de realização. Um novo ano se inicia e com ele as promessas em relação a transformar sonhos em realidades. Isso se dá por vários fatores, entre eles está o fato que nesses momentos estamos bastante reflexivos e envolvidos num estado emocional de grande expectativa e esperança. 

Porém, nem todas as pessoas têm esse sentimento festivo no fim do ano. Muitos não gostam dessas datas, já que as mesmas remetem a alguma lembrança dolorosa do passado. Outros sentem saudades daqueles que não estão mais presentes. Outros ainda se sentem frustrados por tantas promessas que ficaram no meio do caminho. 

Quando empolgados fazemos listas enormes de desejos. Prometemos que vamos ganhar mais dinheiro, mudar de emprego, emagrecer, comprar uma casa, casar, ser um pai melhor, um filho mais dedicado etc. São muitas promessas, todas misturadas e sem prazos definidos. Queremos agora!

O querer infantil, sem um plano detalhado, não permite tempo necessário entre o plantio e a colheita. É aí que entra em cena mais uma vez o fator frustação. Passada a empolgação dos primeiros quinze dias de janeiro, temos que lidar com a realidade de muitos afazeres e ainda assimilar os novos desafios. Sem organização e persistência, desistimos. Felizmente algumas pessoas conseguem levar os seus objetivos até o fim e têm o prazer de comemorar a vitória. Mas, por que a maioria para no meio do caminho?     

 

Fazer a lista do que se quer é fácil, toma pouco tempo e exige o mínimo esforço. No entanto,  colocar em prática até chegar  no  resultado desejado é um trabalho árduo, que exige dedicação e muitas vezes sacrifícios.Para colocar um plano em ação é preciso muito mais do que palavras no papel. É  necessário comprometimento e um real valor agregado, capaz de nos impulsionar todas as vezes que sentimos vontade de desistir.

É importante saber o que queremos e, principalmente, o que verdadeiramente nos motiva a conseguir. Qual é o propósito por trás do objetivo desejado. Sabendo exatamente o porquê se quer, o próximo e mais importante passo é agir. Sem atitude o sonhador viverá numa eterna utopia. Para agir é fundamental ter sabedoria e conhecimento para colocar o plano de ação numa ordem correta e organizada, como num game, que o primeiro passo leva ao seguinte e assim sucessivamente. É na ação específica que conseguimos progredir na direção do que queremos. 

Algumas vezes dizemos para nós mesmos que queremos muito alguma coisa, mas não estamos dispostos a fazer o necessário para conseguir. Outras vezes temos um desejo fraco, sem alma, esses também não se sustentam.Para agir é preciso saber o que fazer. Quando imaginamos uma meta muito grandiosa, ela pode parecer assustadora, fazendo com que nem comecemos, deixando o propósito no meio do caminho. São as minimetas que fazem com que algo grandioso aconteça. 

É hora de deixar para trás as frustrações por aquilo que não foi feito e vislumbrar estratégias diferentes para o novo que se aproxima. 


*Hilda Medeiros - Coach e Terapeuta, realiza atendimento presencial e on-line. Ministra Palestras, Workshops e treinamentos em todo Brasil.

www.hildamedeiros.com.br

Postado por Painel Opinativo

As Águas de Palmeira

27.06.2016 às 09:43

Lucas Ribeiro (*)

Para tratar do tema a que me propus, tão recorrente na boca dos palmeirenses, é preciso voltar um pouco no tempo. Era abril de 1999 e, em Brasília, meu pai Helenildo Ribeiro assumia uma cadeira na Câmara Federal. Naquele momento, ele chegava à capital federal carregando uma mala com roupas e um sonho: transformar a economia de Palmeira dos Índios e melhorar a qualidade de vida dos palmeirenses. E, para ele, a fonte disso tudo estava na água.

Passados pouco mais de oito anos, depois de uma verdadeira via crucis, seus dois principais projetos para essa transformação conseguiram sair do papel e virar realidade, num relativo curto espaço de tempo. Um fato muito relevante em se tratando de obras públicas de grande porte, e no Brasil, com todo seu arcabouço burocrático que significa, absurdamente, anti-investimento.

Infelizmente meu pai faleceu antes de ver suas obras concluídas. Se aqui ainda estivesse, acredito que eu não estaria escrevendo esse texto. Ele não deixaria acontecer o que vem ocorrendo com parte delas. Refiro-me às Barragens do Caçamba e, especialmente, a do Bálsamo.

A primeira trata do abastecimento humano e passou a se chamar Adutora Helenildo Ribeiro, em homenagem ao meu pai. Está funcionando desde 2009. A segunda trata do aproveitamento da água para irrigação de uma área de 700 hectares. A obra está pronta há quase dez anos. E é sobre o uso (ou o mau uso) dessas águas que me reporto.

A adutora Helenildo Ribeiro foi projetada para reforçar o abastecimento de três municípios: Palmeira dos Índios, Estrela de Alagoas e Minador do Negrão.

Essa população, de aproximadamente cem mil pessoas, era abastecida anteriormente apenas pela Adutora da Carangueja, que já não conseguia suprir a contento.

Melhorou significativamente. Ainda convivemos com rodízios, mas a situação atual não se compara com àquela vivida até 2009. Hoje, inclusive, já chegou água em boa parte da nossa zona rural, e o trabalho segue para que esse processo continue avançando. 

Sobre a barragem do Bálsamo, a situação é bem diferente. O projeto original era para uso exclusivo de irrigação, mas isso não vem ocorrendo.

Talvez por uma força misteriosa, a barragem que está pronta há quase dez anos não teve ainda nem o primeiro perímetro de irrigação implantado, de 200 hectares, que custa em torno de R$ 3 milhões, menos de 5% do valor da obra de quase R$ 70 milhões, isso sem contar os valores pagos nas desapropriações. 

A água do Bálsamo não irrigou ainda nenhum pé de alface e ninguém sabe por quê, já que tem saldo suficiente na conta do convênio para implantação do primeiro perímetro.

Quero crer que não é pelo lobby do setor produtivo de horti-fruti de Arapiraca, o qual sofreria uma grande concorrência, que o projeto ainda dorme nas gavetas tecnocratas do Estado. A implantação não anda, apesar do reconhecido esforço e da vontade política do ex e do atual governador, e também do atual secretário estadual de agricultura.

Como já disse acima, para irrigação ainda não, mas a barragem do Bálsamo já é utilizada para abastecer algumas comunidades rurais de Bom Conselho, Pernambuco. Portanto, fora do seu propósito original.  Já não bastasse isso, o Governo está construindo uma adutora a partir do Bálsamo para o abastecimento de uma comunidade de Quebrangulo, e outra para o município de Estrela de Alagoas. Mais uma vez vão usar a água do Bálsamo para outros fins, que não o da irrigação.

É óbvio que o consumo humano tem preferência sobre a irrigação. E não sou contra isso. Mas o que nos aflige é a opção pelo “jeitinho” que o corpo técnico do Estado dá para resolver algumas questões importantíssimas, como nesse caso, preterindo uma solução sustentável que atenda a todos os municípios envolvidos. Existem formas de resolver os problemas de abastecimento de comunidades de Estrela e Quebrangulo, sem retirar uma gota d’água da nossa cidade.  Da forma atual, estão "cobrindo um santo e descobrindo o outro".

Com esses improvisos, o Estado fecha a única (e rápida) saída que Palmeira tem para se reencontrar com o desenvolvimento econômico. Não apenas isso.

A palavra bálsamo significa “alento”. Ou seja, ao nos serem negadas suas águas, perdemos nosso alento para acelerarmos de vez nosso crescimento.

Meu pai, que completaria 70 anos este ano, dizia duas frases quase que diariamente: “A adutora do Caçamba vai resolver o problema de abastecimento d’água de Palmeira por trinta anos”, e “o projeto Bálsamo será a redenção de Palmeira! ” 

O Caçamba já saciou nossa sede. Falta apenas a água do Bálsamo para germinar nosso futuro.

Além de fundamental para o desenvolvimento de toda uma região, seria também uma grande homenagem a quem idealizou e lutou tanto para que esses projetos transformassem Palmeira, se o Estado implantasse ainda este ano, o primeiro perímetro de irrigação do Bálsamo, e devolvesse a Palmeira as águas do nosso progresso, um sonho real, que um dia teve Helenildo Ribeiro.

(*) É estudante de Direito

Postado por Painel Opinativo

No real cumprimento da Lei, impeachment não é golpe

22.09.2015 às 10:43
O jurista Miguel Reale Jr. e a filha do procurador aposentado Hélio Bicudo, Maria Lucia, entregam a Eduardo Cunha pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff(Foto:Wilson Dias/Agência Brasil)

Com mandato legal, mas que pode se tornar ilegítimo, nossa impopular presidente pode "ser impedida" de continuar no poder  não através de golpe, mas por força da lei.

 

Não sou partidário da ideia do impeachment de nossa presidente, Acho que uma das principais bases da democracia é a vontade popular expressa em eleições livres e diretas. Dilma levou ,ganhou por pouco, mas ganhou. Mas ao ver uma dupla do naipe de Hélio Bicudo, um petista puro sangue desde os primórdios do partido, e Miguel Reale, um dos mais altos expoentes do direito penal brasileiro, encaminharem um pedido de impeachment embasado por situações de irregularidades no orçamento público, me acendeu um alerta tipo o que é legal e o que é ilegítimo. Ao ser "inclusa" nesse tipo de irregularidade orçamentária (sem contar o suposto repasse de verba de propinas da Petrobras à sua campanha de 2010)a legitimidade do mandato da presidente torna-se vulnerável.

 

A Lei 1.079/1950 não deixa dúvidas no que se refere a possibilidade de se decretar o impeachment do presidente(e de ministros).Diz o texto:  "são passíveis de perda de cargo, o presidente da República e os ministros de Estado que cometerem crimes de responsabilidade, atentando contra a Constituição, especialmente contra a probidade administrativa, a lei orçamentária e a guarda e o emprego legal dos dinheiros públicos."

 

Após 8 meses do seu segundo mandato, nossa presidente tornou-se a chefe do executivo mais impopular da história. Seu índice de impopularidade atual supera até os índices de Fernando Collor em 1991. 60% dos brasileiros hoje apoiam o impeachment .É lógico que tais percentuais não são suficientes para deflagrar o processo, mas criam uma turbulência no cenário político que justificam os já incontáveis pedidos, entre eles o de Bicudo e Reale, que chegam ao Congresso.

 

Com mandato legal, mas que pode se tornar ilegítimo, nossa impopular presidente pode "ser impedida" de continuar no poder  não através de golpe, mas por força da lei. Quando o governo e simpatizantes acusam o movimento pro impeachment de golpista estão demosntrando um total desconhecimento da lei, ou então, o que é muito comum em se tratando de PT, desprezam e menosprezam por completo quando lhes convém, o próprio conceito de legalidade.

 

 

*Ricardo Leal-Blogueiro do Painel Notícias

Postado por Painel Opinativo

Comemorando o que, cara pálida?

07.03.2015 às 21:21
PGR

No conteúdo "da lista do Janot" não há nada que possa induzir a comemoração ,nada que produza um fiapo de orgulho ou felicidade*

Como tem gente comemorando o "resultado" da lista do Janot! Que absurdo! Seja lá qual for o motivo dessa demonstração de idiotice.No conteúdo dessa lista  não há nada que possa induzir a comemoração ,nada que produza um fiapo de orgulho ou felicidade.

O produto maior do conteúdo dessa tão “aguardada” lista é a vergonha. Deveríamos estar todos, independentemente de crenças e idealismos políticos, verdadeiramente envergonhados.Envergonhados, como sempre  insinuamos estar com a política no país. Mas aí numa hora como essa alguns se esquecem da vergonha e vão comemorar zoando adversários e desafetos.

Uma pena que essa  “guerra idiota” e  desenfreda entre PT e PSDB reduza nosso espectro ideológico numa reles briga  de arquibancada, tipo um FLA-FLU no Maracanã ,e faça boa parte da plateia do espetáculo esquecer o que realmente está em jogo.

Na briga de quem roubou mais ou que partido é mais corrupto quem sempre perde é o iludido  do eleitor.

 

*Ricardo Leal/Blogueiro do Painel Notícias

Postado por Painel Opinativo

A culpa é dos nordestinos?

29.10.2014 às 22:44
 
 
*Letícia Leal
 
No último domingo, dia 26 de outubro de 2014, ocorreu a eleição de 2º turno para presidência do Brasil; como o voto é obrigatório, todos os brasileiros – excluindo os que iriam justificar ou os que não são obrigados por lei a votar – tiveram de sair de suas casas para ir até as urnas tomar a decisão de quem governaria a República pelos próximos quatro anos.
 
Durante toda a campanha eleitoral, o Brasil se mostrou bem dividido; foi, de fato, uma eleição extremamente disputada, como se provou ao sair o resultado. Foi uma campanha, atrevo-me a dizer, bastante violenta. Os debates foram intensos, propostas foram mostradas e “ataques” foram feitos através dos meios de comunicação, em todo o Brasil. Foi, sim, uma eleição que não é tão comum e muito acirrada.
 
Pois bem, os resultados saíram e nossa atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), foi reeleita por mais quatro anos. Como citado anteriormente, o resultado da eleição mostrou que o Brasil se mostrou muito dividido, e a diferença dos votos foi muito pequena: segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 51,64% de brasileiros votaram em Dilma e 48,36% votaram em Aécio Neves (PSDB). Na maioria dos estados, foi também bastante acirrado, apesar de alguns estados terem mais votos do que outros, como se mostrou na maioria do Nordeste.
 
Isso gerou certo incomodo para parte das pessoas que moram na região Sudeste, principalmente, fazendo-as mostrar seu transtorno, por exemplo, nas redes sociais, xingando os nordestinos de termos impróprios e não civilizados, já que, na visão deles, a única razão para se votar na Dilma nesta região é a existência do programa social “Bolsa Família”.
 
O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o país. É um programa que, infelizmente, ainda é necessário e que atende um público de, mais ou menos, 46 milhões de pessoas, distribuídas por todo o país.
 
A maioria das pessoas atendidas por ele concentra-se no Nordeste, apesar de Minas Gerais estar em segundo lugar referente ao número de usuários, e como ele é visto por muitos como um programa que “sustenta vagabundos” e não como um programa de inclusão social das pessoas que vivem em pobreza extrema e que precisam de auxílio governamental para não – literalmente – morrerem de fome, nossos amigos do Sudeste/Sul do Brasil acham que essas pessoas levaram o país à “ruína” por ter reeleito a Dilma (o programa vigorou muito durante seu governo).
 
Então, começou uma onda de raiva dessas pessoas para com os nordestinos. “A culpa é deles!” e muitas coisas mais. Será que, numa votação democrática, alguém realmente devia ter culpa de alguma coisa?
 
Ora, não é segredo para ninguém que o preconceito dessas regiões para com o Nordeste existe, e há muito tempo. Infelizmente, o nosso processo histórico os levaram a isso, sendo – inclusive – um problema social não solucionado pelo nosso Estado. E, volta e meia, arruma-se motivos aleatórios a fim de insultar a região com mais estados no país.
 
Não vim aqui para falar do resultado das eleições, nem o que seria melhor ou pior para o Brasil. Não vim tentar discutir sobre as políticas que serão adotadas pela presidente e as que poderiam ser. Vim falar justamente do preconceito de parte das pessoas do Sudeste/Sul para com as regiões Norte/Nordeste. Este preconceito ocorre sempre, por diversos pretextos arrumados por essas pessoas, mas que acontece há muito e muito tempo.
 
Não há culpa de ninguém nessas eleições. Cada eleitor teve sua escolha, seu voto e sua chance de escolher entre dois candidatos. Foi uma eleição acirradíssima, com uma diferença de votos muito pequena para um nível nacional, mostrando que o país realmente estava muito dividido. A história de que a culpa, como se fosse de fato uma culpa, da reeleição de Dilma Rousseff é do Nordeste porque, teoricamente, os nordestinos só votaram nela por conta do Bolsa Família. Essa história de “vou embora do Brasil pra não aguentar mais quatro anos de Dilma já que esses paraíbas são burros e não tenho nada a ver com isso” é, realmente, indignante, até porque o Nordeste tem nove estados, e a Paraíba é apenas um deles.
 
Numa democracia, a maioria vence. Decerto que, como o voto no Brasil é obrigatório, há muita coisa que poderia ser discutida, mas o meu ponto não é esse. A mudança no Brasil não tem que começar por quem assume a presidência da república: tem que começar pelo brasileiro. Já que o Brasil é composto de cinco regiões, estas cinco regiões possuem os mesmos direitos e são brasileiras igualmente. Ter esse preconceito antigo que não tem serventia para nada e só cria caos e desordem não tem ponto nenhum. Querer jogar a culpa no próximo, isso é coisa de Homer Simpson, senhoras e senhores; como ele já dizia, “a culpa é minha e eu jogo em quem eu quiser”. Se você quer mesmo mudar o país, comece mudando por você. A discussão desta eleição é só mais um dos pretextos arrumados por algumas pessoas do Sudeste, mais uma vez, para mostrar que ainda existe esse preconceito para com os nordestinos.
 
Quer mesmo ver uma mudança no país? Comece virando brasileiro, e tentando mudar essa opinião tão sem fundamento; afinal, como se muda um país continental com um pensamento tão pequeno e fechado como esse?
 
Moro no Nordeste há 15 anos, apesar de ser carioca, e posso afirmar veementemente que o Nordeste é, sim, tão brasileiro quanto todo o resto do Brasil. Os números foram acirrados, o país inteiro estava dividido, mas não são os números da eleição que provam a mudança – quem faz isso é o cidadão brasileiro.
 
 
*Estudante de Economia da Ufal
Postado por Painel Opinativo

A ética na Comunicação, uma vertente para se refletir

11.04.2014 às 17:11
* Eliane Aquino
 
Tenho no jornalismo uma longa estrada de trabalho por esse Brasil afora e sempre me pego surpreendida com a utilização criminosa da mídia por alguns veículos de Comunicação, em geral de propriedade de políticos, trocando a ética pela conveniência partidária. Não existe convergência no interesse da informação com palanque eleitoral e o penalizado é sempre o cidadão que acaba, de uma forma ou de outra, contaminado pela notícia tendenciosa, seja na agressão imprópria, seja no elogio desmerecido, seja na omissão proposital de fatos.
 
O papel histórico recente da imprensa no enfrentamento à ditadura, na construção de democracia e no impeachment de Collor em 1992, com raras exceções, parece ter se perdido no tempo junto com a atuação das representações sindicais e de classe, onde a busca em geral se encontra hoje em defesa de interesses de grupos unicamente pelo poder. Partidarizaram-se os sindicatos e muitos órgãos de Comunicação não passam hoje de espaço para políticos ou para grupos políticos, desprezando impunemente a ética jornalística.
 
São impressos, TVs em canal aberto e fechado, sites de notícias e emissoras de rádio, constrangendo profissionais e deliberadamente e desigualmente marcando o veículo como oposição a um governo, a um político, a uma causa que seja contrária ao projeto pessoal de seus proprietários. Mas, o mais lamentável é que isso acontece a olhos vistos da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e sindicatos de jornalistas de vários estados, sem que haja uma só posição política em defesa do bom jornalismo.
 
Nesse caso, chamo também a atenção dos Conselhos Estaduais de Comunicação para que seja resgatada em todo o Brasil a ética da informação, assim como sugiro que as faculdades, os cursos de Comunicação, possam se juntar a um movimento que debata o momento da imprensa brasileira, a ingerência política na informação, e o papel do profissional de Comunicação nesse contexto.
 
Caso contrário, vamos acabar perdendo não apenas a qualidade do jornalismo, mas, sobretudo, a credibilidade de um trabalho que tanto serviço tem prestado e tem a prestar à cidadania brasileira.
 
*Jornalista
Postado por Painel Opinativo

A seca, o canal e o macaco-prego

13.11.2013 às 22:19
 
* Sílvio Sapucaia
 
Assistia ao “Globo Repórter”, pela televisão, sob o comando de Sérgio Chapelin, cujo tema principal versava sobre a invasão nas cidades, pelos animais selvagens, na busca por alimentos. 
 
O macaco-prego, tal qual uma ave de rapina, se destacava por sua vilania e esperteza: invadia casas e apartamentos, mesmo que portas e janelas estivessem sob a proteção de telas. Roubava frutas sob os olhares estupefatos dos moradores. A sua peraltice e exibicionismo diante das câmeras, levava-nos a crer que até ele parecia saber que estava sendo filmado. Era o mais engraçado!
 
Na poltrona, refestelado em meu modesto tugúrio, no intervalo do programa televisivo, estendi o braço, resolvido alcançar e folhear o jornal de Maceió, a Tribuna Independente. Ao ver o jornal, rí da coincidência: naquela mesma sexta feira, eu me deparei com um artigo intitulado “A Seca, o Canal e o macaco esperto”.
 
Quando Teotônio Vilela Filho, governador de Alagoas, falou em “Canal do Sertão”, não pude esconder a ojeriza e o frenesi que o tema me causava. Pensei comigo: “mais um político com demagogia –foram tantos– para se eleger e nunca fazem nada. Perdi a esperança”.  Nada mais equivocado! Eu me enganei. 
 
Havia esquecido que a tendência natural do filho, seria sempre acompanhar o ideal e os costumes do pai. O governador era filho do velho Teotônio Vilela, dono do Projeto Brasil. Menestrel da democracia, da paz e da esperança. Aquele sobre quem o poeta, não sabendo descrevê-lo e desconhecendo a origem daquela sua força, suscitou dúvidas a seu respeito: “quem é esse?”
 
 “De quem essa ira santa? Quem é esse peregrino que caminha sem parar? Quem é esse meu poeta que ninguém pode calar? Quem é esse?”
 
Mas, era “O senador” como se não existisse um senado. O carrasco da ditadura militar e o peregrino da democracia.  Valente e destemido. O orador de nomeada, tal qual foi “Hortensius”, todavia, não se pode comparar a atuação desse político de Roma, à atuação do senador alagoano.
 
Teotônio Vilela foi um poeta lírico, até no exercício do mandato, ao discursar no senado, em defesa dos sertanejos da “seca terrível”, com grande observação psicológica, arrematou:
“Haverá sonho mais bonito do que sonhar do alto da ponte majestosa, do alto da ponte da unidade nacional, que aquela água que passa lá em baixo vai ser do sertanejo, vai correr na bica de sua casa e no rego de barro de sua roça? O homem pode passar sem luz elétrica, e a luz existe. O homem pode passar sem ponte, e a ponte existe. Mas o homem não pode passar sem a água. E a água está ali, virgem e oferecida, pronta a dar-se ao mais belo e humano projeto desse país, que seria o da fixação das comunidades sertanejas no seu próprio habitat.  Imagino canais cortando o agreste e o sertão. Imagino o sertão em flor, sem mais pesadelos” .
 
O Canal do Sertão é uma realidade palpável que está deixando atônitos os “príncipes da demagogia” que nada fazem, mas que agora precisam enganar o sertanejo para lograr êxito em pleitos eleitorais. É tarde demais, mormente para aqueles que nada fizeram pelo nosso combalido Estado, quando tiveram a oportunidade de fazê-lo. 
 
Mas, o próprio governador admite que falta muito a fazer. O Estado de Alagoas estava aos flagelos, em todos os setores, mas, ninguém consegue agradar a todos. Parafraseando Abrahão Lincoln: “Não tente fazer o que nem Jesus Cristo conseguiu: agradar a todos”. 
 
A presidente Dilma Rousseff, com esteio na seriedade do governo de Alagoas, creditou toda sua confiança ao canalizar mais recursos para o canal do sertão que, por extensão, vai trazer benefícios para o nosso Estado como um todo.
 
 “A Seca, o Canal e o macaco esperto”. Permita-me o autor, o simulacro, até de conteúdo deste singelo artigo, no qual, entre poucas divergências, está o macaco. Trata-se do mesmo macaco? Não sei! O meu é o macaco-prego. Todos viram suas astúcias. Vislumbrei certa semelhança do macaco esperto da leitura, com o macaco-prego, da televisão. Ambos se destacam pela esperteza. Parecem querer sempre enganar. Fingem. São astutos. Eles podem até parecer engraçados, mas, na maioria das vezes, são oportunistas, agressivos e mordem. 
 
*É advogado
 
Postado por Painel Opinativo

“Superar a pobreza, não administrá-la para fins eleitorais”

09.09.2013 às 16:47

Solange Jurema*

Não interessa muito à população carente que recebe ajuda do Estado a discussão sobre quem começou ou não os programas assistenciais no país, embora a História registre que os programas recentes surgiram no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

O que interessa aos milhões de brasileiros que ainda estão na faixa da miséria absoluta e dependem quase que exclusivamente do apoio estatal é a garantia de que isso não lhes faltará até que possam caminhar com as próprias pernas.

O PSDB, desde a sua fundação, sempre se preocupou com o que comumente se chama “porta de saída” para os beneficiários dos programas sociais. Nunca os usou para manter os atendidos em uma rede que os aprisionasse por anos e anos, garantindo sua subsistência e a troca pelo voto.

Também nunca usou a publicidade para enganar o povo e nem maquiar a realidade, que ainda é dura para a maioria da população brasileira. Não fizemos programas sociais de marketing, daqueles em que se gasta mais com a sua divulgação do que como o próprio programa.

Muito menos fazemos promessas vãs para ganhar votos, se eleger e esquecê-las nos escaninhos da burocracia. O governo Dilma, por exemplo, disse que construiria 6,8 mil creches e até agora não alcançou duas dezenas; prometeu 500 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e só entregou 12 – para ficar nesses dois exemplos.

Nosso partido tem os olhos voltados para o futuro do país e mais ainda para construir o futuro daqueles que hoje ainda vivem sem trabalho, sem renda, sem educação e saúde. Que não têm futuro e oportunidades.

O novo Portal Social do Brasil, o PSDB (www.) retrata a maneira como os governantes tucanos criam e mantêm seus programas sociais.

A criação de oportunidades, a qualificação profissional básica e a inclusão social são marcas inalienáveis do tucanato. Temos propostas e experiências que deram certo e nos estimulam e nos desafiam a avançar nessa área. Não tememos o debate social porque temos muito o que mostrar.

Como bem disse o nosso presidente Aécio Neves, não queremos administrar a pobreza e constituir um feudo eleitoral. Queremos discutir propostas e ações para superar a pobreza e não a sua manutenção e administração para fins eleitorais, como faz o governo petista.

*Presidente nacional do PSDB-Mulher

Postado por Painel Opinativo

O exemplo que vem do alto

26.07.2013 às 13:34
*Thelma de Oliveira
 
O país e o mundo ficaram “atônitos” com as imagens do carro do Papa Francisco parado e cercado por populares na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, depois de entrar em um engarrafamento provocado por sua passagem pelas ruas da cidade.
 
No mesmo dia, jornais de todos os recantos do mundo e especialistas condenaram o fato, inclusive com críticas ao Santo Padre, que manteve a janela do carro aberta, tocando as mãos das pessoas, sem qualquer constrangimento ou receio de ser agredido.
 
No dia seguinte, a surpresa geral: o carro era o mesmo, a janela aberta era a mesma e o homem era o mesmo, dando um recado a todos: à sua segurança, ao mundo e aos milhares de fieis, espalhados pelas ruas do Rio de Janeiro ou ligados nos aparelhos de televisão ou na internet: “O meu papado será assim, a minha postura será essa, em resumo.”
 
Um suposto erro de segurança e a postura do Papa Francisco revelam um ensinamento crucial dele para todos nós políticos brasileiros: não podemos ter medo do contato com o povo, da relação direta, pessoal, com aqueles que nós representamos ou queremos representar.
 
Papa da Companhia de Jesus, ele dá contínuos exemplos do que pretende fazer em seu papado e à sua própria figura do descendente de Pedro: simplicidade, austeridade e os olhos voltados para os mais necessitados.
 
Aliás, na eleição de seu antecessor já dera um exemplo incomum, renunciando à candidatura em favor do seu concorrente direto, o alemão Joseph Ratzinger, a quem até hoje reverencia como papa.
 
Em sua primeira viagem como Papa, Francisco desceu em terras brasileiras colecionando exemplos que começaram com a dispensa de um avião oficial, sem cama.
 
É simbólica a imagem dele entrando no avião de carreira da Alitalia, como o último passageiro a embarcar, carregando a sua própria maleta, sem qualquer assessor por perto. A imagem dele subindo na aeronave percorreu o mundo.
 
No Brasil, sua mensagem é a de que os jovens – e todos nós – não podem se deixar enganar por fascínios de falsos ídolos “que se colocam no lugar de Deus e parecem dar segurança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer”, todos ídolos passageiros. E especialmente àqueles que acreditaram nas facilidades do prazer, pelo uso de drogas que levam a um caminho sem volta para a maioria dos dependentes químicos.
 
Não esqueceu de um tema caro aos brasileiros e seus governantes: a corrupção de algumas pessoas que se beneficiam aos invés de agir em prol da sociedade. “Nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança”, recomendou, reafirmando a crença de que a realidade pode mudar, o homem pode mudar.
 
Por sua vontade, também fez questão de visitar uma favela no Rio de Janeiro, a comunidade de Varginha, conhecida como “Faixa de Gaza” tal o teor de violência, e se aproximar, ainda mais, daqueles que no Brasil ainda vivem com péssimas condições de qualidade de vida – alguns sem a infraestrutura básica.
 
Certamente relembrou seu trabalho franciscano na província de Buenos Aires, em favelas formadas por imigrantes latino-americanos, como nossas favelas são formadas por nortistas e nordestinos em busca de uma vida melhor.
 
A curta estadia do Papa Francisco está, portanto, eivada de exemplos para o povo e especialmente para políticos que se deixam iludir por falsos profetas que se consideram “Deus” e que se encantam com o Poder e seus jatinhos.
 
 
*Deputada Federal
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