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Agora no Painel Interrogatório de Lula em Curitiba é adiado por Moro a pedido da Polícia Federal

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Moro pede a empresa de auditoria informações sobre atuação de Lula na Petrobras

27.04.2017 às 01:57
Arquivo/Agência Brasil


Informações farão parte de processo que envolve Lula e Palocci na Operação Lava Jato


Informações sobre Lula

O juiz federal Sérgio Moro pediu a KPMG,  empresa responsável pela auditoria na Petrobras, o envio, num prazo de 30 dias  de informações se ao auditar as contas da estatal identificou "algum ato de corrupção ou ato ilícito" envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 As informações farão parte do processo que envolve o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato. O despacho de Moro foi proferido ontem (25).


Lula e Palocci acusados

Na ação penal, Lula e o ex-ministro Antonio Palocci são acusados de ter conhecimento do repasse de dinheiro de caixa 2 pela Odebrecht ao PT. Segundo o empresário Marcelo Odebrech, Palocci era responsável pela indicação de pagamentos que deveriam ser feitos a campanhas políticas. Segundo o empreiteiro, os recursos eram depositados em um conta informal que o partido mantinha com a empreiteira em troca de favorecimentos.


Outro Lado

 Os advogados de Lula afirmaram que os delatores não apresentaram provas contra o ex-presidente e que o objetivo das denúncias é manchar a imagem e comprometer a reputação de Lula.

Os advogados de Palocci afirmaram que o ex-ministro nunca solicitou vantagens indevidas para campanhas do PT. Palocci disse ao juiiz Sérgio Moro, na semana passada, que não fez operações de caixa 2 para o PT e mostrou-se disposto a colaborar com as investigações e apresentar "nomes, endereços e operações realizadas", que podem render mais "um ano de trabalho" à Lava Jato.


Rodrigo Maia empurra deputado petista na Mesa Diretora

Em protesto à votação do projeto de lei (PL 6787/16) que opera alterações na legislação trabalhista , parlamentares de oposição ao governo  Temer ocuparam o espaço reservado à Mesa Diretora da Câmara com cruzes e caixões azuis simbolizando a “morte” da carteira de trabalho. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não gostou da postura dos colegas e chegou a empurrar, com certa violência, o ex-líder do PT, Afonso Florence.

Confira o momento do "empurrão" a partir dos 27 segundos do vídeo


*Com EBC e assessorias



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AGU cobra R$ 11,3 bilhões de empreiteiras envolvidas na Lava Jato

26.04.2017 às 02:16

Total cobrado nas seis ações ajuizadas contra o grupo que fraudou e superfaturou licitações da Petrobrás  ultrapassa R$ 40 bilhões

Nova Ação

A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou nesta terça-feira (25) com uma nova ação de improbidade administrativa pedindo para que 20 envolvidos em irregularidades investigadas pela operação Lava Jato (13 empresas e 7 pessoas físicas) sejam condenados pela Justiça Federal de Curitiba a ressarcir os cofres públicos e a pagar multa, no valor total de R$ 11,3 bilhões. É a sexta ação ajuizada pela AGU contra o grupo que atuou em conluio para fraudar e superfaturar licitações da Petrobras. No total, mais de R$ 40 bilhões referentes ao caso já são cobrados pela Advocacia-Geral na Justiça.


Os Alvos

São alvos da nova ação as construtoras Odebrecht, Camargo Correa, OAS, Galvão, UTC e Engevix, entre outras, além de ex-dirigentes da Petrobras (Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco) e gestores da Odebrecht (incluindo o presidente do grupo, Marcelo Odebrecht). Na petição, a AGU aponta que os citados devem ser condenados a reparar juntos, na medida das respectivas participações no esquema criminoso, o prejuízo causado à empresa estatal – uma vez que as irregularidades estão comprovadas por um vasto conjunto de provas oriundas de processos e sentenças criminais e de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


Obras

A nova ação diz respeito a fraudes em 19 contratos que somam R$ 16,7 bilhões, referentes a licitações para realização de obras em dez empreendimentos da Petrobras. A lista inclui o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), plataformas marítimas, gasodutos, refinarias e terminais. Como o TCU calculou que o prejuízo médio causado pela atuação do cartel nas licitações da estatal era de 17% do valor dos contratos, a AGU pede o ressarcimento de R$ 2,8 bilhões, além do pagamento de multa equivalente a três vezes o valor do dano (R$ 8,5 bilhões), totalizando os R$ 11,3 bilhões.


Fachin quer reforçar equipe

O ministro Edson Facchin quer reforçar a equipe de seu gabinete para poder encarar o grande número de inquéritos criminais relativos a operação Lava Jato, Só nesse mês foram abertos 76 novos inquéritos no STF ligados a operação, que se somarão a 37 investigações em andamento contra políticos, sem contar as ações penais e outros milhares de processos não ligados a Lava Jato.


 Possibilidade

Ministros do STF costumam ter dois juízes auxiliares em seus gabinetes. Devido à Lava Jato,  Fachin já  conta, atualmente, com três magistrados auxiliares para ajudar no encaminhamento dos processos. “Estou vendo com a presidente [do STF, ministra Cármen Lúcia] a possibilidade da convocação de um quarto auxiliar”, afirmou Fachin.


Leia também:

Fachin quer acelerar tramitação das investigações da Lava Jato  


*Com assessorias

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Marqueteira afirma que Dilma tinha conhecimento de caixa 2 na campanha presidencial

25.04.2017 às 02:25
Antonio Cruz/ABr


Revelações da marqueteira Mônica Moura, ao ministro Herman Benjamin do TSE, jogam por terra a versão de que Dilma sabia apenas do que acontecia nos bastidores das finanças eleitorais ; ex-presidente divulgou nota à imprensa contestando as afirmações de Mônica e seu marido João Santana


Dilma sabia

Em depoimento ao ministro Herman Benjamin, relator do processo sobre a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, a marqueteira Mônica Moura afirmou, nesta segunda-feira (24) , que Dilma Rousseff tinha conhecimento do caixa 2 em sua campanha. Segundo Mônica os repasses foram tratados pessoalmente com a ex-presidente.

Aval

A marqueteira afirmou também que além de ter pleno conhecimento dos “bastidores das finanças eleitorais” a ex-presidente deu o aval para que o caixa clandestino funcionasse.

Na primeira conversa com Dilma, segundo a marqueteira, ficou acertado que os detalhes sobre os pagamentos não contabilizados ficariam sob a responsabilidade de Guido Mantega.

Preocupação

Em outro momento do depoimento ao ministro do TSE, Mônica garantiu que Dilma também sabia dos pagamentos realizados no exterior, através de repasses realizados pela empreiteira Odebrecht, e numa outra conversa demonstrou preocupação com a vulnerabilidade de pagamentos realizados fora do país.

João Santana

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, na semana passada,  o marqueteiro João Santana, marido de Mônica, já havia fornecido detalhes do envolvimento da Odebrecht no financiamento ilegal de campanhas eleitorais. Segundo Santana, o ex-ministro Antonio Palocci teria indicado a empreiteira como uma espécie de “caixa complementar” da campanha.

No exterior

O marqueteiro revelou que restos a pagar do caixa 2 da campanha de Dilma em 2010, foram pagos no ano seguinte pela Odebrecht, através de repasses à offshore Shellbill, na Suiça. Foram pagos US$ 10 milhões relativos também a outras campanhas , como a de Hugo Chávez a presidência da Venezuela e adiantamentos para as campanhas municipais de Fernando Haddad em São Paulo e Patrus Ananias em Belo Horizonte.

Todos sabiam

Segundo Santana “todos [no PT] sabiam [do caixa dois]. Os tesoureiros, os coordenadores de campanha. Era dito que os financiadores não querem fazer dessa maneira, ‘não temos como fabricar dinheiro’, ‘existe uma cultura’, existe uma doutrina de senso comum que o caixa dois existe dessa maneira.”

Outro Lado

Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa a ex-presidente Dilma Rousseff contestou a veracidade dos depoimentos de Mônica Moura e João Santana

NOTA À IMPRENSA

Sobre os depoimentos de João Santana e Mônica Moura

1. João Santana e Mônica Moura faltaram com a verdade no depoimento colhido pelo ministro relator Herman Benjamin, fazendo afirmações desprovidas de qualquer fundamento ou prova.

2. Dilma Rousseff nunca negociou diretamente quaisquer pagamentos em suas campanhas eleitorais, e sempre determinou expressamente a seus coordenadores de campanha que a legislação eleitoral fosse rigorosamente cumprida e respeitada.

3. Tudo indica que o casal, por força da sua prisão por um longo período, tenha sido induzido a delatar fatos inexistentes, com o objetivo de ganhar sua liberdade e de atenuar as penas impostas por uma eventual condenação futura.

4. As evidências demonstram que, pelos pagamentos declarados ao TSE pela campanha de Dilma Rousseff de 2014, João Santana e Mônica Moura foram os profissionais de marketing mais bem pagos na história das eleições no Brasil, recebendo nada menos que R$ 70 milhões de reais.

5. Desse modo, não havia e nunca houve qualquer razão ou motivo para que o casal recebesse nenhum centavo a mais pelos serviços prestados à campanha da reeleição, especialmente nos montantes pretendidos por Mônica Moura e muito menos por meio de pagamentos não contabilizados.

6. A presidenta eleita Dilma Rousseff repudia, mais uma vez, o vazamento seletivo de trechos dos depoimentos, renovando a necessidade de rigorosa investigação pela Justiça Eleitoral, como a sua defesa denunciara em outra oportunidade.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

DILMA ROUSSEFF"


*Com assessorias

Leia também: 

Marqueteiros confirmam recebimento de caixa 2 em campanha de Dilma Rousseff  


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Ex-presidente da OAS diz que Lula pediu para destruir provas da Lava Jato

21.04.2017 às 02:08

Depoimento de Léo Pinheiro,  ex-presidente da OAS, ao juiz Sérgio Moro, compromete Lula na questão das propinas pagas ao PT e na propriedade do triplex do Guarujá


Pedido pessoal

Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro o ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro afirmou que Lula pediu que fossem destruídas provas que pudessem ter relação com pagamentos de propina ao PT.

Pinheiro narrou um suposto encontro com Lula, quando teria sido indagado sobre pagamentos feitos pela empreiteira  ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari no exterior. Na ocasião Lula teria pedido para destruir qualquer vestígio sobre tais pagamentos.


Triplex do Guarujá

A oitiva do empreiteiro faz parte da ação penal sobre a propriedade de um apartamento triplex no Guarujá, supostamente adquirido pelo ex-presidente, e faz parte de investigação na Operação Lava Jato.

Pinheiro afirmou também que desde os tempos da construção do edifício tomou conhecimento, pela direção da empreiteira, que o triplex era destinado a família do ex-presidente e confirmou que o imóvel nunca foi colocado a venda pela OAS.


Como Proceder?

Pinheiro afirmou que no final do ano de 2013 encontrou Lula e questionou se havia alguma pretensão da família em fazer alguma modificação no imóvel ,e como proceder na questão da titularidade. Segundo Pinheiro, o ex-presidente ficou de  consultar a família e posteriormente daria um retorno.

No início de 2014, em novo encontro,  Lula   solicitou uma visita ao apartamento.Segundo Pinheiro, participaram da visita ele, o presidente Lula, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, Fabio Yonamine ex-presidente da OAS Empreendimentos, o diretor regional da OAS Empreendimentos Roberto Ferreira, um gerente da área imobiliária chamado Igor e outra pessoa da qual ele não se recorda o nome.


Solicitações de Marisa

Segundo Pinheiro,  Marisa Letícia solicitou que fossem feitas várias reformas estruturais no imóvel.  A reforma do triplex, para atender as solicitações da ex-primeira-dama, custou mais de R$ 1,1 milhão. Aproximadamente R$ 800 mil foram destinados a uma empresa que fez as obras e o restante para compra de equipamentos adquiridos pela própria OAS.


O  outro lado

A defesa do ex-presidente Lula declarou que Léo Pinheiro contou uma " versão acordada com Ministério Público Federal " para que o seu acordo de delação premiada seja aceito pela força-tarefa da Lava Jato. Pinheiro está negociando acordo de delação premiada, mas os termos ainda não foram fechados com a Procuradoria-Geral da República (PGR).


*Com assessorias

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Marqueteiros confirmam recebimento de caixa 2 em campanha de Dilma Rousseff

19.04.2017 às 01:17

Depoimentos de João Santana e sua esposa Mônica Moura, ao juiz Sérgio Moro, confirmam recebimentos via caixa 2, no Brasil e no exterior


Confirmado

Os marqueteiros João Santana e Monica Moura afirmaram hoje (18) em depoimento ao juiz Sérgio Moro, que foram pagos com dinheiro de caixa 2 para coordenar a campanha de Dilma Rousseff à presidência da República, em 2010.

Foram, pelo menos, R$ 15 milhões entre 2010 e 2011. Parte do dinheiro corresponderia também a trabalhos que seriam realizados posteriormente para candidatos do PT no pleito municipal de 2012 e até para a campanha de Hugo Chávez a presidência da Venezuela.

 O casal confirmou  que os pagamentos de caixa 2 eram feitos pela Odebrecht em espécie, quando no Brasil, ou em depósitos na contaoff-shore Shellbill, na Suíça.


A pedido de Lula

Monica Moura revelou que, a pedido de Lula, ela e o marido trabalharam na campanha de Mauricio Funes à presidência de El Salvador em 2009. Segundo Mônica, o PT tinha interesse que um partido de esquerda vencesse o pleito naquele país. Funes venceu a eleição e o trabalho rendeu ao casal R$ 5,3 milhões ,pagos pela Odebrecht.


Regra Geral

Monica Moura disse a Sergio Moro que o pagamento de campanhas eleitorais por meio de caixa 2 é a regra no Brasil. “Não acredito que exista no país um único marqueteiro que trabalhe apenas com caixa 1. É uma exigência dos partidos que a maior parte [dos recursos] esteja em caixa 2”, afirmou..

A marqueteira também disse que o casal sempre tentou que os pagamentos fossem feitos dentro da legalidade. “Mas a explicação que sempre nos deram é que o partido não podia porque campanha é muito cara. Marketing é caro, para ser bem feito. Com pouco, se faz campanha mal feita. Campanha bem feita, como televisão bem feita, como novela bem feita, como filme bem feito, é caro”.


Armadilha

João Santana afirmou ter caído em uma “armadilha” construída pelas suas próprias convicções. Ele disse que criou um "duplo escudo mental" que o permitiu seguir adiante com o recebimento de pagamentos ilegais. “Um [escudo] social e externo, que era a doutrina do senso comum do caixa 2, e outro interno, que é ‘recebo pelo trabalho honesto que estou fazendo’”, explicou.

O publicitário também falou que foi cúmplice de um sistema eleitoral corrupto e negativo. “Não estou aqui, demagogicamente, dizendo que eu não tinha culpa, que só fui vítima disso, não; eu fui agente disso. Não que os grandes responsáveis sejam marqueteiros, mas achoque é o momento de os próprios marqueteiros abrirem os olhos sobre isso, e da Justiça também”, completou Santana.


*Com informações da EBC e assessorias

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Fachin quer acelerar tramitação das investigações da Lava Jato

18.04.2017 às 00:01
Arquivo/Agência Brasil


Com aval da presidência

Após encontro com a presidente do STF, Cármen Lúcia , o ministro Edson Fachin decidiu criar um novo  grupo de trabalho para acelerar a tramitação das investigações da Operação Lava Jato. Cerca de 109 pessoas passaram a ser investigadas no STF após citações de ex-diretores da Odebrecht.

Segundo previsão da FGV Direito Rio os processos criminais envolvendo autoridades com foro privilegiado  podem levar , no mínimo, cinco anos e meio para serem concluídos.


Temer entrevistado

Em entrevista à rádio Jovem Pan,na manhã desta segunda-feira (17), Temer admitiu sentir constrangimento com a citação de seu nome em declarações prestadas aos membros do MPF.  Para Temer,“ trata-se de uma inverdade”. Além disso pesam sobre seu governo declarações estarrecedoras de delatores da Odebrecht  envolvendo nomes do seu “primeiro escalão”.


“Não vamos parar”

Além de oito ministros de Temer, são citados nas delações 12 governadores, 24 senadores e 39 deputados federais. “ ‘Olha, não vamos parar’. Ainda ontem [domingo, 16], fizemos reuniões com membros do governo, hoje e amanhã faremos com o Legislativo exata e precisamente para que não se altere a governabilidade”, afirmou Temer durante a entrevista, ponderando  que as “desagradáveis” e “preocupantes” alegações feitas pelos executivos “transmite uma imagem muito negativa do Brasil no exterior”.

“Nós temos reformas pela frente, já fizemos muita coisa no país neste menos de um ano que eu estou à frente do governo e temos que fazer muito mais. Ou seja, é estarrecedor mas não deve ser paralisador. Não pode paralisar as atividades do Brasil”, acrescentou.


Moro X Lula I

O juiz federal Sérgio Moro decidiu aceitar pedido da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva para arrolar 87 testemunhas de defesa em uma das ações penais da Operação Lava Jato. No entanto, Moro determinou que o ex-presidente compareça a todas as audiências para “prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes”.


Moro X Lula II

“Já que este julgador terá que ouvir 87 testemunhas da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, além de dezenas de outras, embora em menor número arroladas pelos demais acusados, fica consignado que será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria defesa, a fim prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas”, decidiu Moro.


*Com assessorias






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Crise política não afeta candidatura de Eunício Oliveira à sucessão de Renan Calheiros

14.12.2016 às 02:31
Arquivo/Agência Brasil

Apesar de toda a crise política em curso no Legislativo, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) costura alianças, conquista importantes apoios e pode ser candidato único à sucessão de Renan Calheiros na presidência do Senado


Imune

Nem mesmo a forte turbulência ocorrida no Senado, em função do depoimento do ex-diretor da Odebrecht,  Claudio Mello Filho, citando dezenas de políticos receptores de propina , enfraqueceu a candidatura de Eunício Oliveira (PMDB-CE) à sucessão de Renan Calheiros na presidência da “Casa”.


“Costura” Interna

Eunício pleiteia o cargo há algum tempo. Teria iniciado conversações com Romero Jucá, atual presidente da sigla e líder do governo no Congresso, ainda em 2015. Desde então tenta costurar alianças e  garantir apoio interno, a fim de evitar o surgimento de algum outro nome do partido para disputar a indicação.  Já conta, inclusive, com o apoio de Michel Temer e do próprio Renan Calheiros.


Encontro com tucanos

Na última terça-feira foi convidado a participar do encontro semanal do PSDB.Na ocasião ouviu de Aécio Neves a promessa de apoio da bancada  ao seu nome. O presidente “tucano” relacionou esse apoio a participação do seu partido na Mesa Diretora e de outras  questões  internas da Casa, como, por exemplo, a divulgação com antecedência de pautas e projetos a serem votados.


Partidos de Oposição

Além do PSDB outros partidos já sinalizaram “simpatizar” com o nome  de Eunício.  PSB , PDT e até o PT (partidos de oposição ao governo Temer) prometem apoio desde que haja respeito a proporcionalidade das bancadas na formação da Mesa Diretora.


Sem concorrência

Aparentemente alheia à crise política,  a candidatura de Eunício promete continuar “encorpada” inclusive durante o recesso parlamentar, conquistando novas adesões e apoios, o que certamente inibirá o aparecimento de outro nome interessado em entrar na disputa


*Com assessorias

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Tribunal de Justiça (AL) vai julgar processo que envolve Cícero Almeida e Paulão

07.09.2016 às 00:01

Segundo investigações da PF, Cícero Almeida e Paulão, quando eram deputados estaduais, contraíram empréstimos e quitaram as dívidas com verbas "ilegais"


Em segredo de justiça

Dois candidatos à prefeitura de Maceió, Cícero Almeida (PMDB) e Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), figuram como partes em processo que será julgado na 3ª Câmara Cível do TJ-AL . A sessão de julgamento está marcada para a manhã da próxima quinta-feira, 08.

A informação foi divulgada através de nota á imprensa pela assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).  Segundo a nota o processo tramita em segredo de justiça e por essa razão os veículos de comunicação não poderão acompanhar a sessão.


Operação Taturana

Os comentários decorrentes, após a divulgação da nota à imprensa são de  de que o processo faz parte da Operação Taturana, iniciado em 2007 pela Polícia Federal. A operação foi desencadeada com o objetivo de desvendar um suposto esquema de desvio de verbas na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).


Empréstimos contraídos “ilegalmente”

Cícero e Paulão, quando ocupavam assentos na Assembleia Legislativa ,contraíram empréstimos junto a instituições financeiras e saldaram o débito, segundo a Polícia Federal, com verbas "ilegais.

Paulão, que exerceu três mandatos de deputado estadual, tomou emprestado  R$ 224 mil  e teria pago a dívida, segundo investigação da PF, com dinheiro da Assembleia Legislativa.

Cícero Almeida contraiu junto ao Banco Rural um empréstimo de R$ 195 mil em 2003, quando tomou assento na ALE. Segundo a Polícia Federal o empréstimo foi quitado com a verba de gabinete do então deputado estadual, com o aval da Mesa Diretora da Casa.


Improbidade Administrativa

Paulão e Cícero Almeida foram ,posteriormente, denunciados em ação civil pública por atos de improbidade administrativa pelo Ministério Público Estadual (MPE). 


*Com Ascom/TJ-AL

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Cunha articula com aliados esvaziamento do plenário para escapar da cassação

05.09.2016 às 00:01
Arquivo Agência Brasil

Pelas contas de aliados de Eduardo Cunha, deputados faltosos do PMDB e "Centrão" podem ajudar o ex-presidente da Câmara escapar da cassação


“Tropa de choque” em ação

A tropa de choque do deputado afastado Eduardo Cunha  já se movimenta para evitar a cassação do mandato do parlamentar  no próximo dia 12, quando o processo iniciado no Conselho de Ética será votado no plenário da Câmara.

Aliados do ex-presidente da Câmara  fazem um levantamento sobre os  parlamentares de cada partido com representação na Casa, e quais devem votar a favor da cassação.


Estratégia

 A provável estratégia das lideranças partidárias aliadas será tentar convencer deputados favoráveis à cassação a não comparecerem à sessão.

De acordo com informações  do jornal Estado de São Paulo deste domingo (4) a movimentação para esvaziamento do plenário tem como alvo o PMDB e legendas do Centrão, um grupo de 13 partidos, entre eles PP, PSD, PTB e Solidariedade.

Alguns aliados mais otimistas consideram que por cair numa segunda-feira, a sessão já seria “naturalmente “ esvaziada. Entretanto parlamentares adversários de Cunha também se movimentam para convencer deputados a comparecerem ao plenário da Casa no próximo dia 12.

Para ser cassado, Cunha tem que receber 257 votos de parlamentares  favoráveis à condenação.  Deputados faltosos, teoricamente, contribuem para que a condenação do ex-presidente da Câmara não aconteça.


Acusações

Eduardo Cunha é acusado de mentir na CPI da Petrobras, na Câmara, ao negar a existência de contas secretas noexterior. O processo contra ele teve origem no Conselho de Ética da Casa a partir de uma representação liderada pela bancada de deputados do Psol. O ex-presidente da Câmara é, ainda, réu no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da operação Lava Jato, por corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de contas na Suíça.



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Aliados manobram e ainda sonham com virada "no placar do impeachment "a favor de Dilma

30.08.2016 às 00:01
Agência Brasil

 Aliados de Dilma assediam  senadores supostamente  indecisos e sonham com um improvável número de ausências no plenário do Senado, no dia da votação final


Reta Final

Aliados da presidente afastada Dilma Rousseff ainda tentam, na reta final do julgamento do processo , reverter alguns votos de senadores favoráveis ao impeachment.As possibilidades de “virada no placar” são remotas e o tempo está cada vez mais curto, até a votação final, prevista para amanhã(30).


Intervenção no Maranhão

Nos bastidores do Senado as informações são de  que a direção petista propôs intervenção nos diretórios de Imperatriz, Codó e Timon, no Maranhão, em troca dos votos dos senadores do estado a favor de Dilma. A intervenção nos diretórios visa anular pré candidaturas à prefeituras  dos três municípios e abrir caminho para candidaturas apoiadas pelos senadores maranhenses.

João Alberto (PMDB), Edson Lobão(PMDB) e Roberto Rocha(PSB) estão com dificuldades eleitorais em seu estado e são adversários políticos do governador Flávio Dino (PCdoB).  A estratégia proposta pelo PT seria a ausência dos três senadores no plenário no dia da votação.Lobão e João Alberto estão incluídos pelos petistas no bloco dos “indecisos”. Já João Alberto não compareceu à sessão de segunda-feira.


Sonhando com ausentes...

Outras possíveis ausências reforçam o otimismo dos petistas. Acir Gurgaz (PDT-RO) recebeu proposta semelhante a oferecida aos seus pares do Maranhão.

 Wellington Fagundes, internado no fim de semana com diverticulite,  não é presença garantida.

Jader Barbalho que já foi contra o impeachment, mas votou favoravelmente a pronúncia da presidente afastada , é outro senador que pode não aparecer na sessão de votação de amanhã. 

Outro “convidado” a não aparecer no plenário é Ivo Cassol (PP-RO), condenado por crimes contra a administração pública ao fazer licitações irregulares  quando era prefeito do município de Rolim de Moura.

 

... e indecisos.

Romário (PSB-RJ) também está na lista de abordados pelo PT. O ex-jogador afirma ainda estar em dúvida sobre o seu voto. Seu sonho de  concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro, não obteve  apoio do atual prefeito  Eduardo Paes (PMDB) . Petistas sinalizam não lançar candidato ao governo em 2018, caso o senador fluminense decida concorrer .

O PT também admite abrir mão de lançar nomes ao Senado e ao governo do DF em 2018 para facilitar “a vida” do senadore Reguffe (Sem partido) .


Os incógnitos Collor...

Um encontro, cercado de mistérios, entre o Fernando Collor (PTC-AL) e Dilma , na última sexta-feira , também aumenta as esperanças dos petistas mais otimistas. Para alguns o encontro, que durou cerca de duas horas, pode ter sido um sinal de apoio do ex-presidente à  presidente afastada.


... e Renan.

O presidente do Senado, que até agora manteve neutralidade durante o processo, pode mudar de atitude e resolver votar na sessão, que estará sob o comando do presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Parlamentares próximos apostam que caso Renan vote será a favor do impeachment.


Refazendo as contas

Para Dilma ser afastada definitivamente da presidência é necessário que 54 senadores votem a favor do impeachment. A ausência de parlamentares no plenário no dia da votação pode favorecer e até reverter a situação a favor da presidente afastada.

É difícil, mas não impossível...

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