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19/04/2017 às 01h17

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Marqueteiros confirmam recebimento de caixa 2 em campanha de Dilma Rousseff

Depoimentos de João Santana e sua esposa Mônica Moura, ao juiz Sérgio Moro, confirmam recebimentos via caixa 2, no Brasil e no exterior


Confirmado

Os marqueteiros João Santana e Monica Moura afirmaram hoje (18) em depoimento ao juiz Sérgio Moro, que foram pagos com dinheiro de caixa 2 para coordenar a campanha de Dilma Rousseff à presidência da República, em 2010.

Foram, pelo menos, R$ 15 milhões entre 2010 e 2011. Parte do dinheiro corresponderia também a trabalhos que seriam realizados posteriormente para candidatos do PT no pleito municipal de 2012 e até para a campanha de Hugo Chávez a presidência da Venezuela.

 O casal confirmou  que os pagamentos de caixa 2 eram feitos pela Odebrecht em espécie, quando no Brasil, ou em depósitos na contaoff-shore Shellbill, na Suíça.


A pedido de Lula

Monica Moura revelou que, a pedido de Lula, ela e o marido trabalharam na campanha de Mauricio Funes à presidência de El Salvador em 2009. Segundo Mônica, o PT tinha interesse que um partido de esquerda vencesse o pleito naquele país. Funes venceu a eleição e o trabalho rendeu ao casal R$ 5,3 milhões ,pagos pela Odebrecht.


Regra Geral

Monica Moura disse a Sergio Moro que o pagamento de campanhas eleitorais por meio de caixa 2 é a regra no Brasil. “Não acredito que exista no país um único marqueteiro que trabalhe apenas com caixa 1. É uma exigência dos partidos que a maior parte [dos recursos] esteja em caixa 2”, afirmou..

A marqueteira também disse que o casal sempre tentou que os pagamentos fossem feitos dentro da legalidade. “Mas a explicação que sempre nos deram é que o partido não podia porque campanha é muito cara. Marketing é caro, para ser bem feito. Com pouco, se faz campanha mal feita. Campanha bem feita, como televisão bem feita, como novela bem feita, como filme bem feito, é caro”.


Armadilha

João Santana afirmou ter caído em uma “armadilha” construída pelas suas próprias convicções. Ele disse que criou um "duplo escudo mental" que o permitiu seguir adiante com o recebimento de pagamentos ilegais. “Um [escudo] social e externo, que era a doutrina do senso comum do caixa 2, e outro interno, que é ‘recebo pelo trabalho honesto que estou fazendo’”, explicou.

O publicitário também falou que foi cúmplice de um sistema eleitoral corrupto e negativo. “Não estou aqui, demagogicamente, dizendo que eu não tinha culpa, que só fui vítima disso, não; eu fui agente disso. Não que os grandes responsáveis sejam marqueteiros, mas achoque é o momento de os próprios marqueteiros abrirem os olhos sobre isso, e da Justiça também”, completou Santana.


*Com informações da EBC e assessorias



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