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28/04/2017 às 03h27

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Em depoimento, Sérgio Cabral admite Caixa 2 mas nega propina

Reprodução/Youtube


No início o silêncio...

Os advogados de defesa  informaram ao juiz Sérgio Moro , no início da audiência, que Sérgio Cabral   responderia apenas as perguntas formuladas pela defesa. O juiz reconheceu o direito do réu mas informou que faria questionamentos, deixando ao ex-governador a decisão de se calar ou responder.


...quase quebrado

Cabral, respondendo a questionamento de seus defensores, negou ter recebido propina da empreiteira Andrade Gutierrez no contrato para construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Moro então insistiu e perguntou se o ex-governador tinha recebido algum tipo de vantagem indevida da Andrade Gutierrez pela construção do Comperj. “Não é verdade” respondeu Cabral, sendo imediatamente interrompido e orientado pela defesa a manter a estratégia inicial.


Sobre compras de luxo

Cabral negou ter comprado mercadorias com dinheiro de propina para dissimular a origem dos recursos. Segundo ele as compras eram feitas “com recursos próprios e sobras de campanhas”


Sobre Caixa 2

O ex-governador afirmou ter recebido recursos de caixa 2 para financiar sua campanha ao governo do estado do Rio de Janeiro. “Não posso negar que houve, em função de eu ter sido um político sempre com desempenho eleitoral muito forte no estado. O financiamento acontecia, e estes fatos são reais”, afirmou.


Assumindo  responsabilidades

Cabral isentou sua esposa, Adriana Ancelmo, de qualquer responsabilidade sobre as compras de luxo."Ela [Adriana] fazia só escolha de alguns produtos como produtos para casa, como por exemplo... Houve equívocos de colocar o nome dela em relação a compra de roupas minhas. Eu não vou aqui/dizer que não é verdade. Os recursos eram, a responsabilidade é minha. Minha mulher não conhece nenhum desses personagens que são citados, executivos da Petrobras etc etc. Então, são responsabilidades minhas", repetiu o ex-governador


Adriana Ancelmo

A esposa de Cabral,  advogada Adriana Ancelmo,  foi questionada por Moro sobre uma série de compras, todas na casa das dezenas de milhares de reais, feitas por meio de depósitos em dinheiro, e atribuiu os pagamentos a uma ex-secretária do peemedebista. Adriana disse que, apesar de as notas fiscais de várias compras estarem em seu nome, todas as despesas teriam sido pagas por Cabral. A advogada afirmou desconhecer a origem dos recursos usados para as compras.


“Motivo” dos depósitos

Adriana também disse não saber por que motivo os depósitos para tais compras eram sempre feitos com valores abaixo de R$ 10.000. Segundo a denúncia do MPF, isso acontecia para burlar a lei segundo a qual operações suspeitas de lav agem de dinheiro de valor igual ou maior que R$ 10.000 devem ser comunicadas ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda....


Desconhecendo o “volume”

Adriana disse nunca ter conversado com Cabral sobre o volume dos gastos e se eles eram compatíveis com a renda do governador. "Nosso relacionamento era de absoluta confiança", afirmou a advogada.

 

Operação Calicute

Sérgio Cabral está preso desde a 37ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Calicute,  deflagrada em novembro do ano passado, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. O ex-governador fluminense foi transportado para Curitiba em um avião da Polícia Federal (PF) na manhã de hoje. Além de Cabral e Adriana , mais  três réus desta ação penal foram ouvidos por  Sérgio Moro.


*Com EBC e assessorias


Painel Político por Redação

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