Dólar com. R$ 3,285
IBovespa +0,56%
29 de junho de 2017
min. 24º máx. 27º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Reforma trabalhista passa na CCJ e segue para o Plenário
18/05/2017 às 00h01

Blogs

Palocci e Ministério Público podem estar próximos de um acordo de delação na "Lava Jato"

Palocci em depoimento a Sérgio Moro - Reprodução Youtube


Ele quer delatar ...

Não será surpresa para ninguém que acompanha os rumos da  “Lava Jato”,  o fechamento de um acordo de delação com Antonio Palocci.

Em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro em abril, o ex-ministro deixou clara essa intenção, afirmando que poderia dar às investigações “mais um ano de trabalho”.


Sem rodeios

A quem pergunta, Palocci responde, sem rodeios, que quer o acordo e que tem consciência que, após sua delação, as investigações avançarão muito, inclusive sobre ele mesmo.

Ainda assim o ex-ministro acredita que será possível fechar um bom acordo com o Ministério Público, sonhando, inclusive, com a possibilidade de deixar a prisão em breve.


Comparado a José Dirceu

Palocci se compara a Dirceu e concorda com a análise do “ex-companheiro”, que  considera sua liberdade  temporária. Para ele,  a volta de Dirceu  à prisão é iminente.


Sobrevivência e “mágoa profunda”

Palocci já afirmou, na prisão, que o acordo de delação “é o único jeito de sobreviver quando se entra aqui”.

Pessoas próximas ao ex-ministro afirmam, entretanto,  que a verdadeira motivação para o acordo de delação, seria uma mágoa profunda do ex-ministro com Lula e Paulo Okamotto. Desde que foi preso Palocci teria sido “abandonado” pela dupla.


Motivações extras

A Operação Bullish, deflagrada na  semana passada pela Polícia Federal, pode ter sido mais “fator de estímulo”  para que Palocci decidisse delatar. A operação investiga repasses do BNDES ao grupo JBS que ultrapassam R$ 8 bilhões. Palocci não é alvo dessa operação, mas  é considerado “peça chave”  na intermediação  dos financiamentos, que supostamente viraram propinas para o PT.

Outro ponto que pode ter influenciado a decisão de Palocci foi a apreensão pela Polícia Federal de documentos que compõe o acordo de delação da empreiteira Odebrecht. Na documentação, há fortes indícios que Palocci seria  responsável pela administração de repasses no valor de R$ 128 milhões entre 2008 e 2013.


Mudança na “equipe”

Palocci avisou o advogado José Roberto Batochio, que cuidava de sua defesa , que ele seria afastado do caso. O motivo do afastamento seria  uma suposta  “exigência” da força-tarefa da operação, já que Batochio é contrário ao acordo de delação premiada.

A defesa do ex-ministro  ficará a cargo dos advogados  Adriano Bretas e Tracy Reinaldeti.


*Com assessorias


Painel Político por Redação

Notas e notícias sobre política e bastidores do poder

Todos os direitos reservados
- 2009-2017 Press Comunicações S/S
Avenida Hamilton de Barros Soutinho, 1866 - Jatiúca - Maceió-AL
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]