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28/09/2017 às 15h48

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O risco na instabilidade política

Arte e Foto: Afrânio Aquino


Cabe à sociedade civil manter a democracia no País


A instabilidade política no Brasil tem aberto caminhos perigosos para a democracia.

Um desses caminhos é a discussão que começa a ganhar fôlego sobre intervenção militar e que, embora banalizada por muitos, desacreditada por outros, é bom que não avance mais do que a declaração do general Antônio Hamilton Mourão, de que "se ninguém acertar, terá que haver algum tipo de intervenção para colocar ordem na casa".

A Nação, que não merece a política corrupta que se apossou dela nos últimos anos, tampouco pode repetir a ditadura militar que lhe tirou a cidadania durante duas décadas.

A crise na economia, a falência dos municípios, cortes nos recursos federais para políticas públicas como saúde e educação, e, em evidência, a corrupção generalizada na esquerda e direita da política nacional, além das suspeitas de parcialidade no Ministério Público e no Judiciário, compõem um quadro que atrai qualquer resposta à governabilidade exigida pela população.

É aí que reside o risco do retrocesso político, mas também a esperança de que uma medida dura contra a corrupção possa salvar o Brasil de um golpe militar e dos corruptos que ainda estão em liberdade e, principalmente, na política.

É preciso acelerar as investigações, é preciso separar inocentes de culpados, e é preciso, sobretudo, condenar, prender e expurgar da vida pública os criminosos.

A democracia não pode ser responsabilizada pelo estado de corrupção que sitiou o país.

Portanto, não se pode abrir mão do estado democrático de direito em nome do que quer que seja, muito menos de um governo militar que intervenha nas conquistas sociais já conquistadas pelos brasileiros.

E ninguém duvida que numa intervenção como essa, em especial numa Nação fragilizada,  a primeira coisa a cair fora são as liberdades individuais.

Então, não é hora para se abrir a guarda.

É hora de se cobrar definições, de se mobilizar pela faxina ética, independente de quem represente o lixo da corrupção, banir as intolerâncias e se unir contra qualquer barulho que venha a incomodar a democracia resgatada com muita luta.

 O Brasil de todos, precisa de unidade.

Que as palavras do general Mourão só tenham o efeito de nos alertar a não caminharmos para trás.


*Painel Alagoas


Painel Político por Redação

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