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Agora no Painel Lava Jato: MPF pedirá aumento de pena para Palocci e Vaccari

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Palocci e Ministério Público podem estar próximos de um acordo de delação na "Lava Jato"

18.05.2017 às 00:01
Palocci em depoimento a Sérgio Moro - Reprodução Youtube


Ele quer delatar ...

Não será surpresa para ninguém que acompanha os rumos da  “Lava Jato”,  o fechamento de um acordo de delação com Antonio Palocci.

Em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro em abril, o ex-ministro deixou clara essa intenção, afirmando que poderia dar às investigações “mais um ano de trabalho”.


Sem rodeios

A quem pergunta, Palocci responde, sem rodeios, que quer o acordo e que tem consciência que, após sua delação, as investigações avançarão muito, inclusive sobre ele mesmo.

Ainda assim o ex-ministro acredita que será possível fechar um bom acordo com o Ministério Público, sonhando, inclusive, com a possibilidade de deixar a prisão em breve.


Comparado a José Dirceu

Palocci se compara a Dirceu e concorda com a análise do “ex-companheiro”, que  considera sua liberdade  temporária. Para ele,  a volta de Dirceu  à prisão é iminente.


Sobrevivência e “mágoa profunda”

Palocci já afirmou, na prisão, que o acordo de delação “é o único jeito de sobreviver quando se entra aqui”.

Pessoas próximas ao ex-ministro afirmam, entretanto,  que a verdadeira motivação para o acordo de delação, seria uma mágoa profunda do ex-ministro com Lula e Paulo Okamotto. Desde que foi preso Palocci teria sido “abandonado” pela dupla.


Motivações extras

A Operação Bullish, deflagrada na  semana passada pela Polícia Federal, pode ter sido mais “fator de estímulo”  para que Palocci decidisse delatar. A operação investiga repasses do BNDES ao grupo JBS que ultrapassam R$ 8 bilhões. Palocci não é alvo dessa operação, mas  é considerado “peça chave”  na intermediação  dos financiamentos, que supostamente viraram propinas para o PT.

Outro ponto que pode ter influenciado a decisão de Palocci foi a apreensão pela Polícia Federal de documentos que compõe o acordo de delação da empreiteira Odebrecht. Na documentação, há fortes indícios que Palocci seria  responsável pela administração de repasses no valor de R$ 128 milhões entre 2008 e 2013.


Mudança na “equipe”

Palocci avisou o advogado José Roberto Batochio, que cuidava de sua defesa , que ele seria afastado do caso. O motivo do afastamento seria  uma suposta  “exigência” da força-tarefa da operação, já que Batochio é contrário ao acordo de delação premiada.

A defesa do ex-ministro  ficará a cargo dos advogados  Adriano Bretas e Tracy Reinaldeti.


*Com assessorias

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Provas apresentadas por empreiteiro complicam situação de Lula na "Lava Jato"

17.05.2017 às 01:43

Provas apresentadas pela defesa do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, "enfraquecem" depoimento de Lula ao juiz Sério Moro


Mais provas 

A documentação entregue nesta segunda-feira (15) por Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, para ser anexada ao processo que apura pagamento de propina de R$ 3,7 milhões para o ex-presidente Lula, reforça  as declarações do empreiteiro sobre a propriedade do triplex do Guarujá, em depoimento prestado ao juiz Sérgio Moro em abril. Naquela ocasião Pinheiro, que também é réu no processo, afirmou que “o apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop [cooperativa habitacional dos bancários]. Já foi me dito que era do presidente Lula e de sua família. Que eu não comercializasse”

Ex-presidente da OAS diz que Lula pediu para destruir provas da Lava Jato  


Farto material

No “farto material” enviado constam centenas  de emails, planilhas com análise de custos de obras , mensagens telefônicas de alguns executivos da empreiteira , além de 41 “bombásticas páginas” da agenda pessoal de Pinheiro, com preciosas indicações de diversos encontros com Lula, João Vaccari (ex-tesoureiro do PT) e Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula).


Importantes “evidências”

Entre as evidências mais importantes na documentação, referente a análise de custos , estão anotações e acompanhamento de “obras civis apartamento 164 – cobertura” , com custos vinculados ao Solaris e “reforma Atibaia”, referente a planilha do condomínio Absoluto Moca, construído pela empreiteira na zona leste de São Paulo

Nas páginas da agenda apresentada, anotações de dezenove encontros com Okamotto, seis com Vaccari e cinco citações sobre  encontros no Instituto Lula com o ex-presidente (em depoimento a Sérgio Moro Lula confirmou apenas dois encontros com Léo Pinheiro; um em Atibaia e outro em São Bernardo do Campo)


Além do triplex ... o sítio

Além do triplex do Guarujá, a força tarefa da Lava Jato investiga um “consórcio” com a Odebrecht para reformas no sítio Santa Bárbara em Atibaia (SP). O sítio, onde Lula aparecia com frequência, pertence a sócios de Fábio Lula da Silva, filho mais velho do ex-presidente. Em depoimento a Sérgio Moro, Léo Pinheiro afirmou que  as obras naquela propriedade foram solicitadas  pelo ex-presidente.


*Com informações da Globo News, EBC e assessorias

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Ministério Público volta a pedir cassação da chapa Dilma-Temer ao TSE

16.05.2017 às 01:42

 

Novo parecer favorável

Em novo parecer, enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , o Ministério Público Estadual (MPE) é favorável a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014.


A “novidade”

A grande novidade nesse novo parecer é a inclusão dos depoimentos dos marqueteiros do PT, João Santana e Mônica Moura, ouvidos no processo no dia 24 de abril.O vice-procurador geral eleitoral, Nicolau Dino, conclui que Dilma tinha pleno conhecimento de que boa parte dos recursos usados em sua campanha à reeleição tinham origem “ilícita” da Petrobras.


Trechos “contundentes”

O procurador reproduz um trecho do depoimento de João Santana sobre pagamentos efetuados no exterior. “ Ela sabia que os pagamentos estavam sendo feitos, uma parte do pagamento era feita lá fora. Isso aí sabia”.

Com base no depoimento de Mônica Moura o procurador reproduz: “a presidente sabia, sabia,  sem sombra de dúvidas”.


“Anuência e Omissão”

Conclui o vice-procurador ; “É possível concluir que a representada tinha conhecimento da forma como a Odebrecht estava financiando  sua campanha eleitoral, dos ilícitos praticados em benefício da sua candidatura, com eles anuindo.  Tendo ciência dos acontecimentos, bastava à representada coibir ou censurar a prática de tais condutas. Omitiu-se, porém.  Nada fazendo chamou a si a responsabilidade direta pelos fatos”.


Inelegível

De acordo com o procurador, além da cassação da chapa, o tribunal também deve considerar  Dilma Rousseff inelegível por oito anos.


*Com informações da Globo News e assessorias

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Lula X Moro - Bastidores e consequências

10.05.2017 às 02:25
Arquivo/Agência Brasil - Montagem:Painel Notícias


Entre as possibilidades de desfecho do confronto , prisão do ex-presidente  está  descartada


Tensão e intranquilidade

Uma onda de intranquilidade parece ter atingido a defesa de Lula faltando poucas horas para o depoimento do ex-presidente  ao juiz Sérgio Moro. Os motivos para tal, seriam boatos que a força tarefa da Lava Jato apresente, durante o interrogatório, provas contundentes que possam surpreender a defesa , comprometendo definitivamente a situação de Lula no processo, o que poderia  inclusive , acarretar uma ordem de prisão ainda durante a oitiva.

 

“Voz de prisão”

Juristas afirmam, entretanto, que mesmo que tais boatos venham a se confirmar,  é muito pouco provável  que Lula venha a receber  voz de prisão.  Segundo eles (juristas) o ato de interrogatório não é mais visto, no âmbito do direito penal , como um “meio de obtenção de provas” .


Preventiva

Para viabilizar um pedido de prisão preventiva os procuradores da República precisariam enquadrar  o ex-presidente em alguma situação prevista na legislação penal como a prática de atos que promovam  obstrução de Justiça, possibilidade de fuga do país para evitar condenação ou ainda a argumentação de que sua liberdade colocaria em risco a ordem pública.


Desacato

A única possibilidade concreta que poderia criar um pedido de prisão  de Lula  durante o depoimento seria uma  inquestionável atitude de desacato ao juiz Sérgio Moro. Ainda assim, segundo juristas, o ex-presidente seria solto  no mesmo dia, com um pedido simples de habeas corpus, pois desacato a autoridade não é mais considerado crime e dificilmente, com a experiência que tem,  Moro cairia numa “armadilha” dessa natureza. O juiz federal deve se prevenir  de possíveis “oscilações intempestivas” de Lula, impondo um ritmo protocolar estritamente técnico ao interrogatório.


Reta Final

Após o depoimento o MPF e a defesa poderão pedir, se julgarem necessário, as últimas diligências. Caso isso não aconteça serão estipulados prazos para que sejam apresentadas as alegações finais. Em seguida os autos retornam  para Sérgio Moro para a definição da sentença.


A acusação

Lula  é acusado de ter recebido propina  da empreiteira OAS no esquema de corrupção em contratos com a Petrobras. Pela denúncia o ex-presidente teria recebido da empreiteira um apartamento triplex no Guarujá (SP) ,  e pagamento pelo armazenamento de bens recebidos durante sua passagem pela Presidência da República

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Depoimento na Lava Jato coloca Lula e militância petista em caminhos opostos

09.05.2017 às 00:01

Enquanto a militância articulava uma presença maciça em Curitiba, a defesa de Lula, faltando  48 horas para o depoimento do ex-presidente a Sérgio Moro, numa ação inseperada, entra com pedido de nulidade do processo


Caminhos Opostos

Militantes petistas devem estar desapontados e até desanimados com  Lula. Enquanto a militância estimulava uma presença maciça em Curitiba , no dia do depoimento do ex-presidente ao juiz Sérgio Moro, a defesa do petista , ardilosamente, entrava na Justiça com um disparatado pedido de habeas corpus, solicitando a nulidade do processo, com o intuito único e exclusivo de postergar o interrogatório.


Bravatas em discursos como candidato

Lula chegou a bravatear em várias entrevistas e em palanques petistas que estava "doido" para prestar depoimento e conhecer  as provas contra ele na ação penal em que aparece como réu,  por supostos recebimentos de vantagens indevidas da empreiteira OAS. Num discurso, falando como "candidato antecipado" às eleições presidenciais de 2018 ( o que no rigor da lei é considerado crime eleitoral) chegou a sugerir  com ironia, que o prendessem logo, antes que voltasse a ser presidente e mandasse prender os que hoje o acusam.


Lula "cutuca" a imprensa e defende sua regulamentação 


Expectativa “midiática”

O momento prometia ser "midiático". A defesa do ex-presidente chegou a solicitar autorização para filmar o depoimento com equipamento de alta definição, para em posterior edição transformar o depoente  em vítima das "caluniosas acusações" e de perseguição dos adversários políticos e da Justiça.


Marqueteiros treinam Lula para dar "show' em depoimento da Lava Jato 

Moro proíbe que defesa de Lula grave depoimento  


Mobilização

Além de demonstrar total confiança no enfrentamento com o juiz Sérgio Moro, Lula pedia uma monstruosa mobilização em Curitiba no dia do depoimento por parte da militância , dos movimentos sociais e sindicatos.


Inesperada “melação”

Apesar de toda essa articulação, o ex-presidente, provavelmente, já tramava com sua defesa uma escapada na "reta final" e, faltando  48 horas para o "grande dia" , contrariando as expectativas de seus fiéis seguidores, surge com essa ação inesperada , visando "melar" o processo.

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Marqueteiros treinam Lula para dar "show' em depoimento da Lava Jato

05.05.2017 às 00:01

Defesa pretende  transformar depoimento do ex-presidente em "espetáculo midiático"


Ângulo mais favorável

A defesa de Lula enviou ao juiz Sérgio Moro petição para filmar, com equipamento próprio, o depoimento do ex-presidente, no próximo dia 10. Os advogados alegam que o padrão das gravações da Lava Jato "inferioriza" a imagem dos acusados, e  que pretendem produzir imagens de um “ângulo mais favorável” do seu cliente.


“Papel” de vítima...

O ex-presidente estaria sendo instruído a se  fazer de vítima em relação à Lava Jato, dando ênfase a perseguição que vem sofrendo  com uma série  de acusações sem provas.

Na estratégia ainda estariam incluídas a desqualificação de qualquer prova mencionada  durante o interrogatório , além de negativas sobre qualquer insinuação de comprometedores pedidos pessoais.


...Num palanque político

Lula quer transformar a oitiva num palanque político, desvirtuando o rumo protocolar que Sérgio Moro costuma impor nessas ocasiões. A garantia da transmissão pública do “desempenho” de Lula é considerada importantíssima para sua  imagem , tanto que os termos a serem empregados em suas respostas estão sendo exaustivamente estudados por sua equipe de marqueteiros.


Mônica Moura e Dilma se comunicavam por e-mail fictício

A marqueteira Mônica Moura disse à força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) usava um e-mail fictício, criado exclusivamente para comunicação entre as duas. A notícia foi divulgada pela repórter Adréia Sadi, da Globonews, na tarde desta quinta-feira (4).


Comunicação Segura...

Na delação Mônica afirmou  que, em 2015, a então presidente Dilma pediu que ela criasse um meio de comunicação seguro. Foi então que Mônica decidiu criar o e-mail com nome falso. Apenas ela e Dilma tinham a senha da conta criada e sabiam como era realizada a comunicação.


...Só nos "rascunhos" 

As mensagens eram trocadas através de rascunhos. Quando Dilma queria falar com Mônica, escrevia no campo rascunho do e-mail. Mônica lia, apagava e deixava outra mensagem utilizando a mesma metodologia. As mensagens eram sempre cifradas, com metáforas. Os e-mails não eram enviados para não deixar registros no sistema.

Nessa troca de mensagens, no e-mail fictício, segundo Mônica Moura, Dilma teria avisado do avanço das investigações da Lava Jato em direção ao casal de marqueteiros. A mensagem da ex-presidente dizia que um “amigo dela estava doente, em estado terminal, e que a mulher, que cuidava dele, também estava doente”. Os amigos doentes seriam Mônica e o marido, João Santana.

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Lava Jato: nova fase investiga repasses ilegais a funcionários da Petrobras

04.05.2017 às 10:00

40ª fase

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (4) a 40ª fase da Lava Jato.  A ação tem como alvo empresas e seus respectivos sócios suspeitos de envolvimento em um esquema de repasses ilegais de empreiteiras para funcionários da Petrobras na obtenção de contratos.

De acordo com a PF, serão cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e Minas Gerais.

Operação Asfixia

O nome dessa nova fase da operação refere-se  à tentativa de cessar as fraudes e o desvio de recursos públicos em áreas da estatal destinadas à produção, distribuição e comercialização de gás combustível.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros.


PMDB  versus Renan

A bancada do PMDB no Senado está tentando  “enquadrar”  seu  líder, Renan Calheiros , que tem criticado constantemente o governo  Temer. Durante reunião dos senadores do partido na noite desta quarta-feira (3), Renan foi aconselhado a falar em seu próprio nome , e não como líder da bancada , quando criticar as propostas de reformas  em discussão no Congresso.


“Pedra no sapato” de Temer

Desde que foi eleito líder da bancada, o senador alagoano tem se mostrado  contra a política econômica de Temer.  Renan  chegou até  articular a elaboração e divulgação de um documento assinado por alguns de colegas da bancada pedindo o veto do presidente Temer à lei que regulamentou a terceirização de mão de obra.

Na reunião com centrais sindicais nesta quarta-feira chamou o governo Temer de vingativo, afirmou que as reformas são um “desmonte” e pediu mobilização popular para barrar as mudanças nas leis trabalhistas e na Previdência.


Fachin versus Gilmar

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Procuradoria-Geral da República que se manifeste sobre o andamento de duas ações que pedem o impeachment de seu colega Gilmar Mendes. O mandado de segurança, apresentado por um grupo de juristas, contesta decisão do então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de arquivar os dois pedidos contra Gilmar.

O recurso, é encabeçado pelo ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles  e sustenta que Renan deveria ter submetido os requerimentos à Mesa Diretora, em vez de arquivá-los por conta própria. Os juristas querem que o Supremo determine que o Senado desarquive e reexamine o caso.


Lados Opostos

No início de fevereiro, Edson Fachin negou pedido de liminar do grupo, argumentando que não cabia ao Judiciário analisar o mérito de decisões políticas ainda que em processos que se aproximem dos judiciais. Mas, no último dia 25, o ministro determinou à PGR que se manifestasse sobre o assunto, atendendo a novo pedido dos juristas.

Nesta semana, Fachin e Gilmar ficaram em polos opostos no julgamento que resultou na libertação do ex-deputado José Dirceu (PT), preso desde 2015 pela Lava Jato. Relator da operação no Supremo, Fachin se posicionou contra a soltura do petista. Dirceu foi libertado com o voto decisivo de Gilmar, que desempatou a votação, que estava em dois a dois na Segunda Turma.


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Fachin quer acelerar tramitação das investigações da Lava Jato  


*Com assessorias



Postado por Painel Político

Lava Jato: STF decide libertar José Dirceu em dia de nova denúncia

03.05.2017 às 02:17


Por três votos a dois, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal(STF), responsável pelos julgamentos de casos da Operação Lava Jato,  decidiu que Dirceu não poderia continuar preso, uma vez que foi condenado apenas pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, sem que a sentença tenha sido confirmada na segunda instância


No “primeiro tempo” decisão empatada

Relator do caso e primeiro a votar, o ministro Edson Fachin afirmou que o comportamento de Dirceu revelava “ousadia e desprezo pela persecução criminal”. De acordo com ele, somente a prisão poderia estancar a reiteração no crime. 

Decano no tribunal, Celso de Mello concordou e disse em seu voto que a gravidade dos crimes cometidos por Dirceu não caberia medidas alternativas para substituir prisão.

Para Dias Toffoli e  Ricardo Lewandowski , a prisão preventiva estava antecipando o cumprimento de pena por não haver, ainda, a confirmação da condenação em segunda instância.


O desempate e a ”quase brincadeira juvenil”

O voto de desempate a favor de Dirceu foi dado pelo ministro Gilmar Mendes, que destacou  a nova denúncia , realizada na manhã desta terça-feira (2) pela força-tarefa do Ministério Público Federal. Para Mendes, a denúncia no mesmo  dia de julgar o habeas corpus do ex-ministro “foi quase brincadeira juvenil”.


Medidas cautelares

Na decisão desta terça-feira (2), os magistrados deixaram para o juiz Sérgio Moro a imposição de medidas cautelares alternativas à prisão.

Entre as possibilidades  estão a proibição de falar com determinadas pessoas, a impossibilidade de viajar para outro país ou estado sem autorização judicial, o uso da tornozeleira eletrônica ou a prisão domiciliar.


32 anos de condenações

A primeira condenação de Dirceu  na Lava Jato ocorreu em maio de 2016. Na ocasião, ele foi considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa e condenado a 20 anos e dez meses de reclusão.

Já em sua segunda condenação, em março deste ano, o ex-ministro foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pela prática dos crimes, a pena imposta foi de 11 anos e três meses de prisão.

Dirceu foi denunciado pela terceira vez pela força-tarefa da Operação Lava Jato na manhã desta terça-feira (2). O ex-ministro de Lula é acusado de receber propinas das empreiteiras Engevix e da UTC no valor de R$ 2,4 milhões. Os valores teriam sido repassados durante e depois do julgamento do Mensalão. Uma parte do dinheiro, de acordo com o MPF, foi utilizado para custear assessoria de imprensa e imagem para o ex-ministro durante o julgamento.


Mensalão

No processo conhecido como  mensalão, Dirceu foi condenado pelo STF por corrupção em dezembro de 2012. Em novembro de 2013 foi preso e em 2014 obteve o direito de ser transferido para a prisão domiciliar. Em 2015, o ex-ministro voltou para a prisão na 17ª fase da Operação Lava Jato



*Com EBC e assessorias

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Em depoimento, Sérgio Cabral admite Caixa 2 mas nega propina

28.04.2017 às 03:27
Reprodução/Youtube


No início o silêncio...

Os advogados de defesa  informaram ao juiz Sérgio Moro , no início da audiência, que Sérgio Cabral   responderia apenas as perguntas formuladas pela defesa. O juiz reconheceu o direito do réu mas informou que faria questionamentos, deixando ao ex-governador a decisão de se calar ou responder.


...quase quebrado

Cabral, respondendo a questionamento de seus defensores, negou ter recebido propina da empreiteira Andrade Gutierrez no contrato para construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Moro então insistiu e perguntou se o ex-governador tinha recebido algum tipo de vantagem indevida da Andrade Gutierrez pela construção do Comperj. “Não é verdade” respondeu Cabral, sendo imediatamente interrompido e orientado pela defesa a manter a estratégia inicial.


Sobre compras de luxo

Cabral negou ter comprado mercadorias com dinheiro de propina para dissimular a origem dos recursos. Segundo ele as compras eram feitas “com recursos próprios e sobras de campanhas”


Sobre Caixa 2

O ex-governador afirmou ter recebido recursos de caixa 2 para financiar sua campanha ao governo do estado do Rio de Janeiro. “Não posso negar que houve, em função de eu ter sido um político sempre com desempenho eleitoral muito forte no estado. O financiamento acontecia, e estes fatos são reais”, afirmou.


Assumindo  responsabilidades

Cabral isentou sua esposa, Adriana Ancelmo, de qualquer responsabilidade sobre as compras de luxo."Ela [Adriana] fazia só escolha de alguns produtos como produtos para casa, como por exemplo... Houve equívocos de colocar o nome dela em relação a compra de roupas minhas. Eu não vou aqui/dizer que não é verdade. Os recursos eram, a responsabilidade é minha. Minha mulher não conhece nenhum desses personagens que são citados, executivos da Petrobras etc etc. Então, são responsabilidades minhas", repetiu o ex-governador


Adriana Ancelmo

A esposa de Cabral,  advogada Adriana Ancelmo,  foi questionada por Moro sobre uma série de compras, todas na casa das dezenas de milhares de reais, feitas por meio de depósitos em dinheiro, e atribuiu os pagamentos a uma ex-secretária do peemedebista. Adriana disse que, apesar de as notas fiscais de várias compras estarem em seu nome, todas as despesas teriam sido pagas por Cabral. A advogada afirmou desconhecer a origem dos recursos usados para as compras.


“Motivo” dos depósitos

Adriana também disse não saber por que motivo os depósitos para tais compras eram sempre feitos com valores abaixo de R$ 10.000. Segundo a denúncia do MPF, isso acontecia para burlar a lei segundo a qual operações suspeitas de lav agem de dinheiro de valor igual ou maior que R$ 10.000 devem ser comunicadas ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda....


Desconhecendo o “volume”

Adriana disse nunca ter conversado com Cabral sobre o volume dos gastos e se eles eram compatíveis com a renda do governador. "Nosso relacionamento era de absoluta confiança", afirmou a advogada.

 

Operação Calicute

Sérgio Cabral está preso desde a 37ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Calicute,  deflagrada em novembro do ano passado, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. O ex-governador fluminense foi transportado para Curitiba em um avião da Polícia Federal (PF) na manhã de hoje. Além de Cabral e Adriana , mais  três réus desta ação penal foram ouvidos por  Sérgio Moro.


*Com EBC e assessorias

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Moro pede a empresa de auditoria informações sobre atuação de Lula na Petrobras

27.04.2017 às 01:57
Arquivo/Agência Brasil


Informações farão parte de processo que envolve Lula e Palocci na Operação Lava Jato


Informações sobre Lula

O juiz federal Sérgio Moro pediu a KPMG,  empresa responsável pela auditoria na Petrobras, o envio, num prazo de 30 dias  de informações se ao auditar as contas da estatal identificou "algum ato de corrupção ou ato ilícito" envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 As informações farão parte do processo que envolve o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato. O despacho de Moro foi proferido ontem (25).


Lula e Palocci acusados

Na ação penal, Lula e o ex-ministro Antonio Palocci são acusados de ter conhecimento do repasse de dinheiro de caixa 2 pela Odebrecht ao PT. Segundo o empresário Marcelo Odebrech, Palocci era responsável pela indicação de pagamentos que deveriam ser feitos a campanhas políticas. Segundo o empreiteiro, os recursos eram depositados em um conta informal que o partido mantinha com a empreiteira em troca de favorecimentos.


Outro Lado

 Os advogados de Lula afirmaram que os delatores não apresentaram provas contra o ex-presidente e que o objetivo das denúncias é manchar a imagem e comprometer a reputação de Lula.

Os advogados de Palocci afirmaram que o ex-ministro nunca solicitou vantagens indevidas para campanhas do PT. Palocci disse ao juiiz Sérgio Moro, na semana passada, que não fez operações de caixa 2 para o PT e mostrou-se disposto a colaborar com as investigações e apresentar "nomes, endereços e operações realizadas", que podem render mais "um ano de trabalho" à Lava Jato.


Rodrigo Maia empurra deputado petista na Mesa Diretora

Em protesto à votação do projeto de lei (PL 6787/16) que opera alterações na legislação trabalhista , parlamentares de oposição ao governo  Temer ocuparam o espaço reservado à Mesa Diretora da Câmara com cruzes e caixões azuis simbolizando a “morte” da carteira de trabalho. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não gostou da postura dos colegas e chegou a empurrar, com certa violência, o ex-líder do PT, Afonso Florence.

Confira o momento do "empurrão" a partir dos 27 segundos do vídeo


*Com EBC e assessorias



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