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Lava Jato: nova fase investiga repasses ilegais a funcionários da Petrobras

04.05.2017 às 10:00

40ª fase

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (4) a 40ª fase da Lava Jato.  A ação tem como alvo empresas e seus respectivos sócios suspeitos de envolvimento em um esquema de repasses ilegais de empreiteiras para funcionários da Petrobras na obtenção de contratos.

De acordo com a PF, serão cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, dois de prisão temporária e cinco de condução coercitiva nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e Minas Gerais.

Operação Asfixia

O nome dessa nova fase da operação refere-se  à tentativa de cessar as fraudes e o desvio de recursos públicos em áreas da estatal destinadas à produção, distribuição e comercialização de gás combustível.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros.


PMDB  versus Renan

A bancada do PMDB no Senado está tentando  “enquadrar”  seu  líder, Renan Calheiros , que tem criticado constantemente o governo  Temer. Durante reunião dos senadores do partido na noite desta quarta-feira (3), Renan foi aconselhado a falar em seu próprio nome , e não como líder da bancada , quando criticar as propostas de reformas  em discussão no Congresso.


“Pedra no sapato” de Temer

Desde que foi eleito líder da bancada, o senador alagoano tem se mostrado  contra a política econômica de Temer.  Renan  chegou até  articular a elaboração e divulgação de um documento assinado por alguns de colegas da bancada pedindo o veto do presidente Temer à lei que regulamentou a terceirização de mão de obra.

Na reunião com centrais sindicais nesta quarta-feira chamou o governo Temer de vingativo, afirmou que as reformas são um “desmonte” e pediu mobilização popular para barrar as mudanças nas leis trabalhistas e na Previdência.


Fachin versus Gilmar

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Procuradoria-Geral da República que se manifeste sobre o andamento de duas ações que pedem o impeachment de seu colega Gilmar Mendes. O mandado de segurança, apresentado por um grupo de juristas, contesta decisão do então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de arquivar os dois pedidos contra Gilmar.

O recurso, é encabeçado pelo ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles  e sustenta que Renan deveria ter submetido os requerimentos à Mesa Diretora, em vez de arquivá-los por conta própria. Os juristas querem que o Supremo determine que o Senado desarquive e reexamine o caso.


Lados Opostos

No início de fevereiro, Edson Fachin negou pedido de liminar do grupo, argumentando que não cabia ao Judiciário analisar o mérito de decisões políticas ainda que em processos que se aproximem dos judiciais. Mas, no último dia 25, o ministro determinou à PGR que se manifestasse sobre o assunto, atendendo a novo pedido dos juristas.

Nesta semana, Fachin e Gilmar ficaram em polos opostos no julgamento que resultou na libertação do ex-deputado José Dirceu (PT), preso desde 2015 pela Lava Jato. Relator da operação no Supremo, Fachin se posicionou contra a soltura do petista. Dirceu foi libertado com o voto decisivo de Gilmar, que desempatou a votação, que estava em dois a dois na Segunda Turma.


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*Com assessorias



Postado por Painel Político

Lava Jato: STF decide libertar José Dirceu em dia de nova denúncia

03.05.2017 às 02:17


Por três votos a dois, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal(STF), responsável pelos julgamentos de casos da Operação Lava Jato,  decidiu que Dirceu não poderia continuar preso, uma vez que foi condenado apenas pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, sem que a sentença tenha sido confirmada na segunda instância


No “primeiro tempo” decisão empatada

Relator do caso e primeiro a votar, o ministro Edson Fachin afirmou que o comportamento de Dirceu revelava “ousadia e desprezo pela persecução criminal”. De acordo com ele, somente a prisão poderia estancar a reiteração no crime. 

Decano no tribunal, Celso de Mello concordou e disse em seu voto que a gravidade dos crimes cometidos por Dirceu não caberia medidas alternativas para substituir prisão.

Para Dias Toffoli e  Ricardo Lewandowski , a prisão preventiva estava antecipando o cumprimento de pena por não haver, ainda, a confirmação da condenação em segunda instância.


O desempate e a ”quase brincadeira juvenil”

O voto de desempate a favor de Dirceu foi dado pelo ministro Gilmar Mendes, que destacou  a nova denúncia , realizada na manhã desta terça-feira (2) pela força-tarefa do Ministério Público Federal. Para Mendes, a denúncia no mesmo  dia de julgar o habeas corpus do ex-ministro “foi quase brincadeira juvenil”.


Medidas cautelares

Na decisão desta terça-feira (2), os magistrados deixaram para o juiz Sérgio Moro a imposição de medidas cautelares alternativas à prisão.

Entre as possibilidades  estão a proibição de falar com determinadas pessoas, a impossibilidade de viajar para outro país ou estado sem autorização judicial, o uso da tornozeleira eletrônica ou a prisão domiciliar.


32 anos de condenações

A primeira condenação de Dirceu  na Lava Jato ocorreu em maio de 2016. Na ocasião, ele foi considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa e condenado a 20 anos e dez meses de reclusão.

Já em sua segunda condenação, em março deste ano, o ex-ministro foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Pela prática dos crimes, a pena imposta foi de 11 anos e três meses de prisão.

Dirceu foi denunciado pela terceira vez pela força-tarefa da Operação Lava Jato na manhã desta terça-feira (2). O ex-ministro de Lula é acusado de receber propinas das empreiteiras Engevix e da UTC no valor de R$ 2,4 milhões. Os valores teriam sido repassados durante e depois do julgamento do Mensalão. Uma parte do dinheiro, de acordo com o MPF, foi utilizado para custear assessoria de imprensa e imagem para o ex-ministro durante o julgamento.


Mensalão

No processo conhecido como  mensalão, Dirceu foi condenado pelo STF por corrupção em dezembro de 2012. Em novembro de 2013 foi preso e em 2014 obteve o direito de ser transferido para a prisão domiciliar. Em 2015, o ex-ministro voltou para a prisão na 17ª fase da Operação Lava Jato



*Com EBC e assessorias

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Em depoimento, Sérgio Cabral admite Caixa 2 mas nega propina

28.04.2017 às 03:27
Reprodução/Youtube


No início o silêncio...

Os advogados de defesa  informaram ao juiz Sérgio Moro , no início da audiência, que Sérgio Cabral   responderia apenas as perguntas formuladas pela defesa. O juiz reconheceu o direito do réu mas informou que faria questionamentos, deixando ao ex-governador a decisão de se calar ou responder.


...quase quebrado

Cabral, respondendo a questionamento de seus defensores, negou ter recebido propina da empreiteira Andrade Gutierrez no contrato para construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Moro então insistiu e perguntou se o ex-governador tinha recebido algum tipo de vantagem indevida da Andrade Gutierrez pela construção do Comperj. “Não é verdade” respondeu Cabral, sendo imediatamente interrompido e orientado pela defesa a manter a estratégia inicial.


Sobre compras de luxo

Cabral negou ter comprado mercadorias com dinheiro de propina para dissimular a origem dos recursos. Segundo ele as compras eram feitas “com recursos próprios e sobras de campanhas”


Sobre Caixa 2

O ex-governador afirmou ter recebido recursos de caixa 2 para financiar sua campanha ao governo do estado do Rio de Janeiro. “Não posso negar que houve, em função de eu ter sido um político sempre com desempenho eleitoral muito forte no estado. O financiamento acontecia, e estes fatos são reais”, afirmou.


Assumindo  responsabilidades

Cabral isentou sua esposa, Adriana Ancelmo, de qualquer responsabilidade sobre as compras de luxo."Ela [Adriana] fazia só escolha de alguns produtos como produtos para casa, como por exemplo... Houve equívocos de colocar o nome dela em relação a compra de roupas minhas. Eu não vou aqui/dizer que não é verdade. Os recursos eram, a responsabilidade é minha. Minha mulher não conhece nenhum desses personagens que são citados, executivos da Petrobras etc etc. Então, são responsabilidades minhas", repetiu o ex-governador


Adriana Ancelmo

A esposa de Cabral,  advogada Adriana Ancelmo,  foi questionada por Moro sobre uma série de compras, todas na casa das dezenas de milhares de reais, feitas por meio de depósitos em dinheiro, e atribuiu os pagamentos a uma ex-secretária do peemedebista. Adriana disse que, apesar de as notas fiscais de várias compras estarem em seu nome, todas as despesas teriam sido pagas por Cabral. A advogada afirmou desconhecer a origem dos recursos usados para as compras.


“Motivo” dos depósitos

Adriana também disse não saber por que motivo os depósitos para tais compras eram sempre feitos com valores abaixo de R$ 10.000. Segundo a denúncia do MPF, isso acontecia para burlar a lei segundo a qual operações suspeitas de lav agem de dinheiro de valor igual ou maior que R$ 10.000 devem ser comunicadas ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda....


Desconhecendo o “volume”

Adriana disse nunca ter conversado com Cabral sobre o volume dos gastos e se eles eram compatíveis com a renda do governador. "Nosso relacionamento era de absoluta confiança", afirmou a advogada.

 

Operação Calicute

Sérgio Cabral está preso desde a 37ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Calicute,  deflagrada em novembro do ano passado, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. O ex-governador fluminense foi transportado para Curitiba em um avião da Polícia Federal (PF) na manhã de hoje. Além de Cabral e Adriana , mais  três réus desta ação penal foram ouvidos por  Sérgio Moro.


*Com EBC e assessorias

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Moro pede a empresa de auditoria informações sobre atuação de Lula na Petrobras

27.04.2017 às 01:57
Arquivo/Agência Brasil


Informações farão parte de processo que envolve Lula e Palocci na Operação Lava Jato


Informações sobre Lula

O juiz federal Sérgio Moro pediu a KPMG,  empresa responsável pela auditoria na Petrobras, o envio, num prazo de 30 dias  de informações se ao auditar as contas da estatal identificou "algum ato de corrupção ou ato ilícito" envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 As informações farão parte do processo que envolve o ex-ministro Antonio Palocci e o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato. O despacho de Moro foi proferido ontem (25).


Lula e Palocci acusados

Na ação penal, Lula e o ex-ministro Antonio Palocci são acusados de ter conhecimento do repasse de dinheiro de caixa 2 pela Odebrecht ao PT. Segundo o empresário Marcelo Odebrech, Palocci era responsável pela indicação de pagamentos que deveriam ser feitos a campanhas políticas. Segundo o empreiteiro, os recursos eram depositados em um conta informal que o partido mantinha com a empreiteira em troca de favorecimentos.


Outro Lado

 Os advogados de Lula afirmaram que os delatores não apresentaram provas contra o ex-presidente e que o objetivo das denúncias é manchar a imagem e comprometer a reputação de Lula.

Os advogados de Palocci afirmaram que o ex-ministro nunca solicitou vantagens indevidas para campanhas do PT. Palocci disse ao juiiz Sérgio Moro, na semana passada, que não fez operações de caixa 2 para o PT e mostrou-se disposto a colaborar com as investigações e apresentar "nomes, endereços e operações realizadas", que podem render mais "um ano de trabalho" à Lava Jato.


Rodrigo Maia empurra deputado petista na Mesa Diretora

Em protesto à votação do projeto de lei (PL 6787/16) que opera alterações na legislação trabalhista , parlamentares de oposição ao governo  Temer ocuparam o espaço reservado à Mesa Diretora da Câmara com cruzes e caixões azuis simbolizando a “morte” da carteira de trabalho. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não gostou da postura dos colegas e chegou a empurrar, com certa violência, o ex-líder do PT, Afonso Florence.

Confira o momento do "empurrão" a partir dos 27 segundos do vídeo


*Com EBC e assessorias



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AGU cobra R$ 11,3 bilhões de empreiteiras envolvidas na Lava Jato

26.04.2017 às 02:16

Total cobrado nas seis ações ajuizadas contra o grupo que fraudou e superfaturou licitações da Petrobrás  ultrapassa R$ 40 bilhões

Nova Ação

A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou nesta terça-feira (25) com uma nova ação de improbidade administrativa pedindo para que 20 envolvidos em irregularidades investigadas pela operação Lava Jato (13 empresas e 7 pessoas físicas) sejam condenados pela Justiça Federal de Curitiba a ressarcir os cofres públicos e a pagar multa, no valor total de R$ 11,3 bilhões. É a sexta ação ajuizada pela AGU contra o grupo que atuou em conluio para fraudar e superfaturar licitações da Petrobras. No total, mais de R$ 40 bilhões referentes ao caso já são cobrados pela Advocacia-Geral na Justiça.


Os Alvos

São alvos da nova ação as construtoras Odebrecht, Camargo Correa, OAS, Galvão, UTC e Engevix, entre outras, além de ex-dirigentes da Petrobras (Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco) e gestores da Odebrecht (incluindo o presidente do grupo, Marcelo Odebrecht). Na petição, a AGU aponta que os citados devem ser condenados a reparar juntos, na medida das respectivas participações no esquema criminoso, o prejuízo causado à empresa estatal – uma vez que as irregularidades estão comprovadas por um vasto conjunto de provas oriundas de processos e sentenças criminais e de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


Obras

A nova ação diz respeito a fraudes em 19 contratos que somam R$ 16,7 bilhões, referentes a licitações para realização de obras em dez empreendimentos da Petrobras. A lista inclui o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), plataformas marítimas, gasodutos, refinarias e terminais. Como o TCU calculou que o prejuízo médio causado pela atuação do cartel nas licitações da estatal era de 17% do valor dos contratos, a AGU pede o ressarcimento de R$ 2,8 bilhões, além do pagamento de multa equivalente a três vezes o valor do dano (R$ 8,5 bilhões), totalizando os R$ 11,3 bilhões.


Fachin quer reforçar equipe

O ministro Edson Facchin quer reforçar a equipe de seu gabinete para poder encarar o grande número de inquéritos criminais relativos a operação Lava Jato, Só nesse mês foram abertos 76 novos inquéritos no STF ligados a operação, que se somarão a 37 investigações em andamento contra políticos, sem contar as ações penais e outros milhares de processos não ligados a Lava Jato.


 Possibilidade

Ministros do STF costumam ter dois juízes auxiliares em seus gabinetes. Devido à Lava Jato,  Fachin já  conta, atualmente, com três magistrados auxiliares para ajudar no encaminhamento dos processos. “Estou vendo com a presidente [do STF, ministra Cármen Lúcia] a possibilidade da convocação de um quarto auxiliar”, afirmou Fachin.


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*Com assessorias

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Marqueteira afirma que Dilma tinha conhecimento de caixa 2 na campanha presidencial

25.04.2017 às 02:25
Antonio Cruz/ABr


Revelações da marqueteira Mônica Moura, ao ministro Herman Benjamin do TSE, jogam por terra a versão de que Dilma sabia apenas do que acontecia nos bastidores das finanças eleitorais ; ex-presidente divulgou nota à imprensa contestando as afirmações de Mônica e seu marido João Santana


Dilma sabia

Em depoimento ao ministro Herman Benjamin, relator do processo sobre a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, a marqueteira Mônica Moura afirmou, nesta segunda-feira (24) , que Dilma Rousseff tinha conhecimento do caixa 2 em sua campanha. Segundo Mônica os repasses foram tratados pessoalmente com a ex-presidente.

Aval

A marqueteira afirmou também que além de ter pleno conhecimento dos “bastidores das finanças eleitorais” a ex-presidente deu o aval para que o caixa clandestino funcionasse.

Na primeira conversa com Dilma, segundo a marqueteira, ficou acertado que os detalhes sobre os pagamentos não contabilizados ficariam sob a responsabilidade de Guido Mantega.

Preocupação

Em outro momento do depoimento ao ministro do TSE, Mônica garantiu que Dilma também sabia dos pagamentos realizados no exterior, através de repasses realizados pela empreiteira Odebrecht, e numa outra conversa demonstrou preocupação com a vulnerabilidade de pagamentos realizados fora do país.

João Santana

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, na semana passada,  o marqueteiro João Santana, marido de Mônica, já havia fornecido detalhes do envolvimento da Odebrecht no financiamento ilegal de campanhas eleitorais. Segundo Santana, o ex-ministro Antonio Palocci teria indicado a empreiteira como uma espécie de “caixa complementar” da campanha.

No exterior

O marqueteiro revelou que restos a pagar do caixa 2 da campanha de Dilma em 2010, foram pagos no ano seguinte pela Odebrecht, através de repasses à offshore Shellbill, na Suiça. Foram pagos US$ 10 milhões relativos também a outras campanhas , como a de Hugo Chávez a presidência da Venezuela e adiantamentos para as campanhas municipais de Fernando Haddad em São Paulo e Patrus Ananias em Belo Horizonte.

Todos sabiam

Segundo Santana “todos [no PT] sabiam [do caixa dois]. Os tesoureiros, os coordenadores de campanha. Era dito que os financiadores não querem fazer dessa maneira, ‘não temos como fabricar dinheiro’, ‘existe uma cultura’, existe uma doutrina de senso comum que o caixa dois existe dessa maneira.”

Outro Lado

Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa a ex-presidente Dilma Rousseff contestou a veracidade dos depoimentos de Mônica Moura e João Santana

NOTA À IMPRENSA

Sobre os depoimentos de João Santana e Mônica Moura

1. João Santana e Mônica Moura faltaram com a verdade no depoimento colhido pelo ministro relator Herman Benjamin, fazendo afirmações desprovidas de qualquer fundamento ou prova.

2. Dilma Rousseff nunca negociou diretamente quaisquer pagamentos em suas campanhas eleitorais, e sempre determinou expressamente a seus coordenadores de campanha que a legislação eleitoral fosse rigorosamente cumprida e respeitada.

3. Tudo indica que o casal, por força da sua prisão por um longo período, tenha sido induzido a delatar fatos inexistentes, com o objetivo de ganhar sua liberdade e de atenuar as penas impostas por uma eventual condenação futura.

4. As evidências demonstram que, pelos pagamentos declarados ao TSE pela campanha de Dilma Rousseff de 2014, João Santana e Mônica Moura foram os profissionais de marketing mais bem pagos na história das eleições no Brasil, recebendo nada menos que R$ 70 milhões de reais.

5. Desse modo, não havia e nunca houve qualquer razão ou motivo para que o casal recebesse nenhum centavo a mais pelos serviços prestados à campanha da reeleição, especialmente nos montantes pretendidos por Mônica Moura e muito menos por meio de pagamentos não contabilizados.

6. A presidenta eleita Dilma Rousseff repudia, mais uma vez, o vazamento seletivo de trechos dos depoimentos, renovando a necessidade de rigorosa investigação pela Justiça Eleitoral, como a sua defesa denunciara em outra oportunidade.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

DILMA ROUSSEFF"


*Com assessorias

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Ex-presidente da OAS diz que Lula pediu para destruir provas da Lava Jato

21.04.2017 às 02:08

Depoimento de Léo Pinheiro,  ex-presidente da OAS, ao juiz Sérgio Moro, compromete Lula na questão das propinas pagas ao PT e na propriedade do triplex do Guarujá


Pedido pessoal

Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro o ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro afirmou que Lula pediu que fossem destruídas provas que pudessem ter relação com pagamentos de propina ao PT.

Pinheiro narrou um suposto encontro com Lula, quando teria sido indagado sobre pagamentos feitos pela empreiteira  ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari no exterior. Na ocasião Lula teria pedido para destruir qualquer vestígio sobre tais pagamentos.


Triplex do Guarujá

A oitiva do empreiteiro faz parte da ação penal sobre a propriedade de um apartamento triplex no Guarujá, supostamente adquirido pelo ex-presidente, e faz parte de investigação na Operação Lava Jato.

Pinheiro afirmou também que desde os tempos da construção do edifício tomou conhecimento, pela direção da empreiteira, que o triplex era destinado a família do ex-presidente e confirmou que o imóvel nunca foi colocado a venda pela OAS.


Como Proceder?

Pinheiro afirmou que no final do ano de 2013 encontrou Lula e questionou se havia alguma pretensão da família em fazer alguma modificação no imóvel ,e como proceder na questão da titularidade. Segundo Pinheiro, o ex-presidente ficou de  consultar a família e posteriormente daria um retorno.

No início de 2014, em novo encontro,  Lula   solicitou uma visita ao apartamento.Segundo Pinheiro, participaram da visita ele, o presidente Lula, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, Fabio Yonamine ex-presidente da OAS Empreendimentos, o diretor regional da OAS Empreendimentos Roberto Ferreira, um gerente da área imobiliária chamado Igor e outra pessoa da qual ele não se recorda o nome.


Solicitações de Marisa

Segundo Pinheiro,  Marisa Letícia solicitou que fossem feitas várias reformas estruturais no imóvel.  A reforma do triplex, para atender as solicitações da ex-primeira-dama, custou mais de R$ 1,1 milhão. Aproximadamente R$ 800 mil foram destinados a uma empresa que fez as obras e o restante para compra de equipamentos adquiridos pela própria OAS.


O  outro lado

A defesa do ex-presidente Lula declarou que Léo Pinheiro contou uma " versão acordada com Ministério Público Federal " para que o seu acordo de delação premiada seja aceito pela força-tarefa da Lava Jato. Pinheiro está negociando acordo de delação premiada, mas os termos ainda não foram fechados com a Procuradoria-Geral da República (PGR).


*Com assessorias

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Marqueteiros confirmam recebimento de caixa 2 em campanha de Dilma Rousseff

19.04.2017 às 01:17

Depoimentos de João Santana e sua esposa Mônica Moura, ao juiz Sérgio Moro, confirmam recebimentos via caixa 2, no Brasil e no exterior


Confirmado

Os marqueteiros João Santana e Monica Moura afirmaram hoje (18) em depoimento ao juiz Sérgio Moro, que foram pagos com dinheiro de caixa 2 para coordenar a campanha de Dilma Rousseff à presidência da República, em 2010.

Foram, pelo menos, R$ 15 milhões entre 2010 e 2011. Parte do dinheiro corresponderia também a trabalhos que seriam realizados posteriormente para candidatos do PT no pleito municipal de 2012 e até para a campanha de Hugo Chávez a presidência da Venezuela.

 O casal confirmou  que os pagamentos de caixa 2 eram feitos pela Odebrecht em espécie, quando no Brasil, ou em depósitos na contaoff-shore Shellbill, na Suíça.


A pedido de Lula

Monica Moura revelou que, a pedido de Lula, ela e o marido trabalharam na campanha de Mauricio Funes à presidência de El Salvador em 2009. Segundo Mônica, o PT tinha interesse que um partido de esquerda vencesse o pleito naquele país. Funes venceu a eleição e o trabalho rendeu ao casal R$ 5,3 milhões ,pagos pela Odebrecht.


Regra Geral

Monica Moura disse a Sergio Moro que o pagamento de campanhas eleitorais por meio de caixa 2 é a regra no Brasil. “Não acredito que exista no país um único marqueteiro que trabalhe apenas com caixa 1. É uma exigência dos partidos que a maior parte [dos recursos] esteja em caixa 2”, afirmou..

A marqueteira também disse que o casal sempre tentou que os pagamentos fossem feitos dentro da legalidade. “Mas a explicação que sempre nos deram é que o partido não podia porque campanha é muito cara. Marketing é caro, para ser bem feito. Com pouco, se faz campanha mal feita. Campanha bem feita, como televisão bem feita, como novela bem feita, como filme bem feito, é caro”.


Armadilha

João Santana afirmou ter caído em uma “armadilha” construída pelas suas próprias convicções. Ele disse que criou um "duplo escudo mental" que o permitiu seguir adiante com o recebimento de pagamentos ilegais. “Um [escudo] social e externo, que era a doutrina do senso comum do caixa 2, e outro interno, que é ‘recebo pelo trabalho honesto que estou fazendo’”, explicou.

O publicitário também falou que foi cúmplice de um sistema eleitoral corrupto e negativo. “Não estou aqui, demagogicamente, dizendo que eu não tinha culpa, que só fui vítima disso, não; eu fui agente disso. Não que os grandes responsáveis sejam marqueteiros, mas achoque é o momento de os próprios marqueteiros abrirem os olhos sobre isso, e da Justiça também”, completou Santana.


*Com informações da EBC e assessorias

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Fachin quer acelerar tramitação das investigações da Lava Jato

18.04.2017 às 00:01
Arquivo/Agência Brasil


Com aval da presidência

Após encontro com a presidente do STF, Cármen Lúcia , o ministro Edson Fachin decidiu criar um novo  grupo de trabalho para acelerar a tramitação das investigações da Operação Lava Jato. Cerca de 109 pessoas passaram a ser investigadas no STF após citações de ex-diretores da Odebrecht.

Segundo previsão da FGV Direito Rio os processos criminais envolvendo autoridades com foro privilegiado  podem levar , no mínimo, cinco anos e meio para serem concluídos.


Temer entrevistado

Em entrevista à rádio Jovem Pan,na manhã desta segunda-feira (17), Temer admitiu sentir constrangimento com a citação de seu nome em declarações prestadas aos membros do MPF.  Para Temer,“ trata-se de uma inverdade”. Além disso pesam sobre seu governo declarações estarrecedoras de delatores da Odebrecht  envolvendo nomes do seu “primeiro escalão”.


“Não vamos parar”

Além de oito ministros de Temer, são citados nas delações 12 governadores, 24 senadores e 39 deputados federais. “ ‘Olha, não vamos parar’. Ainda ontem [domingo, 16], fizemos reuniões com membros do governo, hoje e amanhã faremos com o Legislativo exata e precisamente para que não se altere a governabilidade”, afirmou Temer durante a entrevista, ponderando  que as “desagradáveis” e “preocupantes” alegações feitas pelos executivos “transmite uma imagem muito negativa do Brasil no exterior”.

“Nós temos reformas pela frente, já fizemos muita coisa no país neste menos de um ano que eu estou à frente do governo e temos que fazer muito mais. Ou seja, é estarrecedor mas não deve ser paralisador. Não pode paralisar as atividades do Brasil”, acrescentou.


Moro X Lula I

O juiz federal Sérgio Moro decidiu aceitar pedido da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva para arrolar 87 testemunhas de defesa em uma das ações penais da Operação Lava Jato. No entanto, Moro determinou que o ex-presidente compareça a todas as audiências para “prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes”.


Moro X Lula II

“Já que este julgador terá que ouvir 87 testemunhas da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, além de dezenas de outras, embora em menor número arroladas pelos demais acusados, fica consignado que será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria defesa, a fim prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas”, decidiu Moro.


*Com assessorias






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Crise política não afeta candidatura de Eunício Oliveira à sucessão de Renan Calheiros

14.12.2016 às 02:31
Arquivo/Agência Brasil

Apesar de toda a crise política em curso no Legislativo, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) costura alianças, conquista importantes apoios e pode ser candidato único à sucessão de Renan Calheiros na presidência do Senado


Imune

Nem mesmo a forte turbulência ocorrida no Senado, em função do depoimento do ex-diretor da Odebrecht,  Claudio Mello Filho, citando dezenas de políticos receptores de propina , enfraqueceu a candidatura de Eunício Oliveira (PMDB-CE) à sucessão de Renan Calheiros na presidência da “Casa”.


“Costura” Interna

Eunício pleiteia o cargo há algum tempo. Teria iniciado conversações com Romero Jucá, atual presidente da sigla e líder do governo no Congresso, ainda em 2015. Desde então tenta costurar alianças e  garantir apoio interno, a fim de evitar o surgimento de algum outro nome do partido para disputar a indicação.  Já conta, inclusive, com o apoio de Michel Temer e do próprio Renan Calheiros.


Encontro com tucanos

Na última terça-feira foi convidado a participar do encontro semanal do PSDB.Na ocasião ouviu de Aécio Neves a promessa de apoio da bancada  ao seu nome. O presidente “tucano” relacionou esse apoio a participação do seu partido na Mesa Diretora e de outras  questões  internas da Casa, como, por exemplo, a divulgação com antecedência de pautas e projetos a serem votados.


Partidos de Oposição

Além do PSDB outros partidos já sinalizaram “simpatizar” com o nome  de Eunício.  PSB , PDT e até o PT (partidos de oposição ao governo Temer) prometem apoio desde que haja respeito a proporcionalidade das bancadas na formação da Mesa Diretora.


Sem concorrência

Aparentemente alheia à crise política,  a candidatura de Eunício promete continuar “encorpada” inclusive durante o recesso parlamentar, conquistando novas adesões e apoios, o que certamente inibirá o aparecimento de outro nome interessado em entrar na disputa


*Com assessorias

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