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17/02/2017 às 14h27

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Brasil, um cadáver insepulto

Para refletir:

O cinismo é uma arma histórica dos poderosos. Os políticos a aperfeiçoaram”.


Brasil, um cadáver insepulto

A imprensa atribui ao general, Charles de Gaulle, quando presidente da França uma frase que ganhou os jornais do mundo: “O Brasil não é um país sério”. Realmente não há comprovação dessa declaração do estadista francês, que é autor de outras frases como: “Política é um assunto muito sério para se deixar com os políticos”.

Sendo verdadeira ou não a afirmação cabe perfeitamente para se referir ao Brasil de ontem e muito mais de hoje, transformado em uma republiqueta líder em corrupção, cinismo e hipocrisia. Nos causa vergonha viajar por outros países e constar que praticamente não há uma notícia positiva sobre o Brasil. E nossos escândalos já não surpreendem pela frequência e tamanho de suas proporções. Não podemos nos ofender ao nos depararmos em palestras, congressos e até em conversas no exterior quando as pessoas afirmam que somos o “líder mundial da corrupção”. – já ouvi e me calei. Uma dessas vezes me ocorreu na recepção de um hotel em Buenos Aires. Eu não estava participando da conversa que me pareceu ser entre alguns médicos de várias nacionalidades, que participavam de um evento. Estava muito próximo e tratei de sair discretamente.

Há poucos dias em Brasília encontrava um amigo especialista em Brasil, mesmo não sendo brasileiro, o cientista político David Verge Fleischer, professor emérito da UnB, mestre em Estudos Latino-americanos e doutor em Ciência Política, pela Universidade da Flórida, com pós-doutorado na Universidade do Estado de Nova York e com mais de dez livros escritos sobre a política brasileira. O conheci e tive o privilégio de aprender com ele quando fiz minha pós-graduação em Ciência Política. Nesse encontro lhe fiz uma pergunta: O Brasil tem jeito? E tive sua resposta imediata: “Só se fizer outro”.

Temos hoje um país fragilizado, praticamente um cadáver insepulto e putrefato, com um velório que não tem mais fim, com consequências imprevisíveis. Um país que nós brasileiros construímos com nosso voto equivocado e nossa passividade cívica a tolerar a sua destruição.

Todos sabem que os governos petistas saquearam os cofres públicos, promovendo o maior rombo da história, com um projeto escandaloso de poder, que abrigou as figuras mais excrescentes e juntos com seus aliados destruíram a pátria e aviltaram nossa cidadania.

Não se pode, no entanto, culpar unicamente o Partido dos Trabalhadores pelo caos absoluto instalado. O país se acha carcomido na integralidade de suas instituições. Podres estão os poderes constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário) e de quebra a sujeira carrega o Ministério Público, a Polícia Federal, em todas as esferas, federal, estadual e municipal.

Ainda em Brasília tenho outra informação: começou o “desmonte” da  Operação Lava Jato. Há um pacto em andamento firmado entre as principais cabeças da República, para livrar suas próprias condenações. Todos sabem de tudo e também os pecados de cada um. Se prosseguisse corria o risco do país “fechar” e isto não pode acontecer.

Seja lá quem disse a famosa frase estava muito certo: este não é um país sério.

Bom carnaval a todos.


Usurpando competências

Por absurdo que pareça a prefeitura de São Paulo está proibida de apagar novos grafites, sem a consulta aos órgãos da sociedade civil.

Uma liminar foi concedida pela justiça e visa “proteger o patrimônio cultural composto pelos grafites, inscrições artísticas e murais espalhados pelos espaços urbanos públicos da cidade de São Paulo”, como se isso não fosse competência exclusiva do Executivo.

Assim que assumiu a administração, o prefeito João Doria elegeu a pichação como inimiga da cidade e causou polêmica ao apagar grafites pela cidade.

A tutela antecipada, assinada pelo juiz Adriano Marcos Laroca, da 12ª Vara de Fazenda Pública, ainda determina multa diária de R$ 500 mil caso a gestão volte a apagar grafites sem prévia manifestação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (CONPRESP), ou mesmo do Conselho Municipal de Política Cultural.

Está havendo na verdade não só lá como por aqui também uma séria e absurda usurpação de poder por parte de juízes e promotores que se imaginam  “amigos de Deus” . Onde já se viu governador ou prefeito submeter suas ações ao crivo do Poder Judiciário ou do Ministério Público?


Combatendo abusos

O Conselho Estadual de Segurança (Conseg) decidiu esta semana acabar com a tão criticada “farra de autoridades” sob guarda e proteção de aparatos policiais. Até então bastava alguém da “casta superior” se sentir ameaçado de uma dor de cabeça e lá vinha a exigência de garantia de vida, com direito a militares armados tudo mantido com o dinheiro do povo alagoano. Na verdade essas “autoridades” adoram desfilar em seus possantes carros seguidos de seguranças ostensivos e com armas como se fossem para uma guerra.

De acordo com o colegiado, o efetivo disponível de integrantes da segurança pública não comporta atender à demanda sempre exigida e renovada, assim quem precisar ingressar com um pedido ou renovar terá que providenciar e justificar com documentos e uma exposição de motivos  que demonstrem a gravidade e atualidade do risco alegado, além do competente Boletim de Ocorrência.

Medida acertada para mostrar que nem sempre o estado se dobra às vontades dos poderosos.

Em tempo: O Conselho Estadual de Segurança é independente e sua avaliação aprovada pela sociedade.


Fim do imposto sindical

O imposto sindical, que é insultantemente chamado de contribuição, é um valor pago anualmente por todos os trabalhadores com registro em carteira no país. Este valor corresponde a um dia de trabalho, descontado diretamente em folha de pagamento, que acaba servindo para alimentar sindicatos pelo país contra a vontade do trabalhador. O Imposto Sindical é uma aberração existente no Brasil que foi criada pelo governo Getúlio Vargas para sustentar sindicatos que serviam como extensão do seu governo. O trabalhador, sindicalizado ou não, contribui obrigatoriamente com um dia de trabalho por ano com o sindicato, enquanto o empresário contribui com um percentual relativo ao capital social da empresa. O dinheiro arrecadado é dividido entre sindicatos, centrais sindicais, federações, confederações e governo.

Há um forte movimento no Congresso Nacional para acabar de uma vez por todas com a cobrança do imposto sindical. A classe trabalhadora apoia a medida até porque se sente enganada por suas principais lideranças. Muitos líderes sindicais ficaram ricos à custa de verbas públicas.


Conta Gotas

TRIBUNAL DE JUSTIÇA até que enfim fez valer o respeito à lei com a decisão que há muito deveria ter sido tomada. Determinou a nomeação de um membro do Ministério Público de Contas para o cargo de Conselheiro O julgamento foi retomado após ter sido suspendo em novembro do ano passado, quando o desembargador Tutmés Airan pediu vistas do processo. O julgamento é referente a vaga do cargo de conselheiro do TCE que surgiu com a aposentadoria do conselheiro Luiz Eustáquio Toledo.

PREFEITO RUI PALMEIRA tem as melhores intenções, é diligente no trato com a coisa pública e austero em suas ações, mas precisa buscar ser melhorar assessorado na área jurídica. O imbróglio da ZONA AZUL poderia ter sido evitado e expõe o chefe do executivo diante de um Ministério Público vigilante e atuante.

O DEPUTADO Cicero Almeida não fará um bom negócio trocando sua cadeira na Câmara Federal pela Secretaria Estadual de Esportes. Lá ele era o “dono” e aqui queira ou não terá um “patrão” para prestar contas e mostrar serviços.  E se desagradar recebe o “bilhete azul”.

ROGÉRIO TEÓFILO faz realmente a diferença entre os demais prefeitos alagoanos. Tem trânsito livre na Esplanada dos Ministérios. Em sua última maratona em Brasília, onde plantou raízes quando deputado federal, arrancou recursos importantes para alavancar sua administração. Não precisa de intermediários e “conhece o caminho das pedras”,



Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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