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24/02/2017 às 09h46

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Eleição de 2018 já começou

Para refletir:

“Se a única coisa de que o homem terá certeza é a morte; a única certeza do brasileiro é o carnaval no próximo ano” (Graciliano Ramos)


Eleição: 2018 já começou

Em meu livro “Brasil – A história das Eleições”, comentando o desastroso processo eleitoral brasileiro, seus vícios e suas portas escancaradas para todo tipo de “negócios”, escrevi: No Brasil é assim: a próxima eleição começa antes de terminada a apuração da anterior. Aqui e alhures nada muda e tudo se repete. A eleição de 2018 começou no final da contagem de votos do pleito de 2016.

A disputa para os cargos majoritários está desenvolvimento e negociações têm se repetido frequentemente, cada possível postulante costurando alianças e buscando aliados de peso (outros nem tanto) para construir o caminho obcecado da vitória e do poder. 

Aqui o quadro se apresenta muito confuso e as alianças para o futuro que é agora começam a se delinear.

O governador Renan Filho que é candidato à reeleição tem pautado uma administração de resultados, com uma boa equipe (fora as arrumações políticas), sem exposições negativas e promovendo o equilíbrio das contas públicas. Vai para o jogo com amplas chances de continuar no palácio “República dos Palmares”. Movimenta-se com facilidade e tem aumentado consideravelmente sua base aliada com vistas à disputa do próximo ano.

Para o Senado estarão em disputa duas vagas ferrenhamente disputadas desde então. Para uma dessas vagas Renan Calheiros praticamente caminha em “voo solo” – astuto e entendedor como poucos do “xadrez político”, conquistou em sua trajetória um destacado lugar no pódio da política nacional. Ex-presidente do Senado e hoje líder do maior partido político do país, possui disparada liderança em potencial eleitoral na capital e principalmente no interior, reunindo ao seu lado expressivo número de prefeitos, vereadores e lideranças políticas locais. Se nada lhe atrapalhar tem assegurada a continuidade de seu ativo mandato como senador.

Para a outra vaga se prenuncia uma literal “briga de foice” com um leque de candidatos para qualquer gosto do eleitor. São pré-candidatos a essa segunda vaga do senado: Benedito de Lira (atual dono da cadeira), Teotônio Vilela, Marx Beltrão, Maurício Quintella e Heloisa Helena (que resiste aos apelos, mas poderá ceder). A sorte está lançada. Ganha quem tiver mais competência. E votos, claro.


Fica a dúvida

Na sabatina do candidato ao STF, Alexandre de Moraes, uma questão de alta gravidade levantada e já esperada, pois a imprensa comentou o fato com muita antecedência, seria sua vinculação como advogado de membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) facção criminosa nacionalmente conhecida.

Em resposta Moraes afirmou que quando era advogado, seu escritório defendeu a cooperativa de transportes Trancooper, suspeita de ligações com a organização criminosa. Mas, disse Moraes, ele atuava apenas em questões de trânsito, e nunca ficou comprovada a ligação da cooperativa com o PCC, ou que ele tivesse conhecimento da suspeita.

"O escritório em que eu era sócio administrador tinha inúmeros clientes e um deles era a cooperativa. A atuação do escritório era de casos de indenização por acidente de trânsito. Como se chegou à questão do PCC? Determinado deputado estadual de São Paulo era um dos cooperados e na sua campanha para reeleição pediu emprestada a garagem da cooperativa para reunião. Nessa reunião, estavam presentes duas pessoas que estavam sendo investigadas por ligação com o crime organizado", explicou Moraes.


Os medos do PT

Ainda na sabatina de Alexandre de Moraes a bancada petista demonstrou extrema preocupação de um ministro vinculado ao governo e ao PSDB trazer consequências “previsíveis” em julgamentos de aliados.

Moraes também evitou dizer se vai se declarar impedido de julgar os recursos da ex-presidente Dilma Rousseff ao Supremo contestando o resultado do processo de impeachment que a retirou do cargo. 

"Eu, se aprovado for, atuarei com absoluta imparcialidade e independência e, caso a caso que me chegar, analisarei nos termos do regimento interno [do STF] e do Código de Processo Civil se é caso de impedimento ou suspeição", disse.

Um preocupado senador petista me declarava na ocasião: “É preocupante, pois o indicado (agora já aprovado) ministro com vínculos tão fortes com o governo e partidos políticos”.

Abordei o próprio futuro ministro ao final da sabatina e ele repetiu: "Não acho que é o caso de declarar previamente impedimento, suspeição em nenhum caso", disse.


Com responsabilidade

Os prefeitos de Anadia, Barra de Santo Antônio, Capela, Maragogi, Limoeiro de Anadia e Capela foram alguns dos que mostraram seus compromissos com gestão pública responsável, cancelando gastos com o carnaval que comprometam as atividades prioritárias dos municípios. O momento é de crise e todos terão que compreender e dar suas cotas de sacrifício, inclusive a população que certamente entenderá a situação.

O Ministério Público por outro lado, porém na mesma vertente, fez rigorosa recomendação a todos os prefeitos e alertou aos promotores de justiça que acompanhem de perto os gastos das prefeituras com as festas de carnaval.

Gastos com grandes festas, bandas milionárias e ornamentação desnecessária, estão nas contas do MP que vai processar os infratores. Festejar até pode. Exorbitar jamais!


Sem transparência

Acatando denúncia do Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) os municípios de Mar Vermelho, Messias e Santa Luzia do Norte ficam obrigados a disponibilizar na internet os seus Portais da Transparência no prazo de trinta dias.
Antes de buscar o Poder Judiciário, o MPF encaminhou a cada um dos municípios alagoanos recomendações com o objetivo de regularizar a situação extrajudicialmente, concedendo prazo de 60 dias, mas a maioria dos municípios descumpriu as recomendações.

Mar Vermelho, Messias e Santa Luzia do Norte são alguns dos municípios que não firmaram acordo e são as primeiras condenadas pela Justiça Federal ao cumprimento das leis de transparência e acesso à informação.

A grande verdade é   que muitos prefeitos do interior de Alagoas ainda imaginam que não têm obrigação de prestar contas de seus atos aos órgãos de Controle Externo. Chega de irresponsabilidade.


Conta Gotas

ACERTADA escolha do prefeito Rui Palmeira para a direção da COMARPH (Companhia Municipal de Recursos Humanos e Patrimônio). Virgílio Palmeira, ex-vereador, exímio gestor público com comprovação empreendedora por vários órgãos que passou. Trará resultados.

RENAN CALHEIROS à imprensa “Eu sempre apoiei a Lava Jato. O que eu contesto e não posso defender é que essas operações aconteçam fazendo confusão com a opinião pública e que suprimam as garantias individuais contidas na Constituição”.

SARNEY recebe “blindagem” do Supremo Tribunal Federal e fica fora das ações do juiz Sérgio Moro. Só o ministro Edson Fachin votou contra a decisão. Péssimo para a imagem desgastada da justiça brasileira.

PREFEITO Júlio Cezar, de Palmeira dos Índios, precisa ter muito cuidado para não ser “mais um”. Tem que colocar a vaidade de lado e prestar muita atenção ao seu entorno.



Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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