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17/03/2017 às 11h04

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Um governo trapalhão

Donald Trump - Getty

Para refletir: Brasil um país de ladrões e otários. – Opinião da coluna.


Um governo trapalhão

(Florida-EUA) O presidente americano Donald Trump prometeu tirar o governo dos Estados Unidos das mãos do establishment político e entregá-lo ao povo americano. Até agora, no entanto, a Casa Branca não se tornou exatamente uma instituição dirigida pela vontade popular. Enquanto o republicano colocava em prática algumas das propostas de campanha mais polêmicas, por decreto, a aprovação de seu governo experimenta os mais baixos índices para um mandatário que mal esquentou a cadeira.

Em meio a protestos de rua e à pressão da bancada oposicionista, que atrasou ao máximo a aprovação de alguns dos indicados para o gabinete, Trump exercitou os músculos da presidência com uma série de ordens executivas (decretos). O novo chefe de Estado, porém, não contava com a suspensão judicial das medidas que pretendiam barrar a entrada de estrangeiros de sete países específicos, todos de maioria muçulmana

Lendo a opinião de Anthony Gaughan, especialista em eleições e professor de direito da Drake University, observamos que o intenso início de governo mostrou “uma desorganização nunca vista antes”. O estudioso observa que as divisões precoces entre membros da equipe têm enfraquecido a gestão republicana.

Diferente do brasileiro que respira política e futebol, o americano, apesar de ser um povo que se diz “altamente politizado”, dá mostra de pouca consciência política por aqui, mesmo sabendo que muitos discordarão de mim.

Tudo bem que eles sejam os “reis da democracia” do mundo, ninguém é forçado a nada politicamente, mas esse indicativo fica obscuro ao se constatar que se gasta mais de seis bilhões em publicidade em campanha eleitoral (recorde mundial) para levar apenas um terço da população às urnas. Só pode ter algo errado, com a população ou com os políticos.Parece-me que o americano não está nem ai para quem vai dirigir o país que ele nasceu, mora e cria seus filhos. Falam mal do presidente, mas não discutem política. Você aborda pessoa de várias categorias sociais e não vê qualquer interesse por política. Talvez eles é que estejam certos.

(O autor do Blog está na Flórida)


Pesquisa que nada diz

Uma recente avaliação do quadro eleitoral alagoano feita pela empresa Paraná Pesquisa ouriçou as diversas correntes politicas e mexeu com a efervescência da luta para 2018, já anunciada e iniciada com antecedência. Na verdade não é uma amostra para ser levada a sério. Em primeiro lugar qualquer quadro divulgado hoje não demonstra o menor indicativo de credibilidade com vistas as eleições do próximo ano que ainda passarão por longas e complicadas negociações e  conjecturas. Serve apenas para iludir alguns desinformados da realidade política e inflar egos de nomes propositadamente citados, mas sem nenhuma chance de prosperar no embate que promete ser “sangrento” e “mortal”.

Em outro aspecto a pesquisa deixa de ser considerada séria ao excluir nomes notadamente com densidade eleitoral, a exemplo de Heloisa Helena, da disputa majoritária, demonstrando claramente o direcionamento dos dados levantados e a fragilidade de sua autenticidade.


Pesquisa II

Outros dados frágeis e duvidosos mostram números que com certeza não refletem a realidade de hoje nem a de amanhã, com toda certeza. Por exemplo: Ronaldo Lessa e Teotônio Vilela superarem a intensão de votos de Renan Calheiros é coisa inconcebível na mais primária análise eleitoral. Se nada de novo acontecer (e muito provavelmente não acontecerá) o cacique do PMDB alagoano tem assegurada a continuidade de sua vaga no Senado, mesmo diante do cenário de “perdas e ganhos”  que ele já começou a costurar com  a sabedoria de quem mais entende do xadrez político alagoano e brasileiro.

Ronaldo Lessa, um dos citados na liderança da tal pesquisa, deve ter aprendido a lição e não vai arriscar ficar sem emprego mais uma vez. Fracassou em algumas tentativas majoritárias e ficou muito aquém do que imaginou sua votação para a Câmara dos Deputados. A curto e médio prazo seu voo não passará desse cenário, ainda sujeito a muito esforço para se manter com um mandato.

Teotônio Vilela, astuto e negociador de primeira linha, disputa com reais condições a segunda vaga para o Senado, mas não fará frente a Renan Calheiros, seu parceiro por muitas eleições, o que poderá se repetir uma “dobradinha” em 2018. Em política ninguém duvide do amanhã. Afinal ninguém sabe o que ficou acertado entre os dois em 2014. O que se sabe é que algo foi combinado. Só o tempo dirá o que.

Os demais citados são apenas especulações em um cenário pouco provável de acontecer.

Concluo dizendo que essa não é uma pesquisa para ser levada a sério e não reflete qualquer indicativo real de um possível quadro eleitoral, mas apenas para contentar os trouxas e aduladores do podre poder.


Reconhecendo o legal e moral

Parece que finalmente o Ministério Público de Contas (MPC/AL) obteve sua merecida a aguardada vitória judicial em relação à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ministra Carmem Lúcia, indeferiu a liminar impetrada pelo governo do Estado e manteve a decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas de que a vaga deve ser preenchida por um integrante do MPC.

A decisão foi em caráter liminar e ainda será submetida ao plenário do STF, mas já se sabe que a tendência do plenário será a confirmação do que decidiu o Tribunal de Justiça de Alagoas.

Está prestes a se concluir um notório ato de justiça e de moralidade com a coisa pública ao dar ao Ministério Público de Contas o lugar que lhe é de pleno direito no colegiado do Tribunal de Contas.


Eis o Brasil imoral

O procurador-geral da República,Rodrigo Janot, pediu esta semana que o Supremo Tribunal Federal abra 83 inquéritos contra políticos delatados pelos funcionários da Odebrecht na investigação da Lava Jato. Ele também pediu a quebra de sigilo dos depoimentos, mas quem decidirá sobre isso é o ministro Edson Fachin, responsável pela Lava Jato no STF, e não se sabe quanto tempo ele demorará para julgar as petições. A listaera esperada desde o final da semana passada e criou clima de tensão em Brasília. Ao menos cinco ministros do governo de Michel Temer (PMDB) fazem parte dos suspeitos de recebimento de propina. São eles Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Kassab (PSD), das Comunicações, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), das Relações Exteriores. Além disso, a lista de Janot inclui os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, mas como os petistas perderam o foro privilegiado os casos devem ser remetidos à primeira instância.

Além deles, a lista inclui também o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Eunicio Oliveira (PMDB-CE), os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP), Romero Jucá (PMDB-RR) e Edson Lobão (PMDB-MA).

O Brasil indignado não acredita que será feita justiça com uma lista de personalidades tão “notáveis”.


Conta Gotas

ESQUEÇAM o que eu disse: “Trump é o Partido Republicano de porre. É o que há de pior, de mais incontrolado, de mais exacerbado entre os integrantes do seu partido”. (Opinião do hoje Chanceler Aloysio Nunes Ferreira, quando da eleição nos EUA).

HELOISA HELENA poderá sim ser candidata ao Senado. Assim quer Marina da Silva e os insistentes apelos que lhes são feitos em grande quantidade. Que se cuidem os poderosos.

MESMO EM ALTA avaliação o prefeito Rui Palmeira não quer nenhum auxiliar bisbilhotando sobre as eleições de 2018. Vale a máxima “em boca calada não entra mosquito”.

BRONCA GERAL nos órgãos do governo estadual com relação ao ritmo de trabalho da Procuradoria Geral. Tudo devagar...quase parando.


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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