Dólar com. R$ 3,19
IBovespa +0,14%
22 de outubro de 2017
min. 24º máx. 27º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Temer quer que deputados não compareçam à votação de denúncia
24/03/2017 às 14h40

Blogs

Mais uma herança petista

Foto: Agência Brasil/Divulgação

Para refletir:

Acabou a velha história de que “a carne é fraca”. A moda agora é: “a carne é podre”.

(BRASÍLIA) - As revelações obtidas na operação da Polícia Federal e que escancarou a podridão existente no mercado de carne do país mostra não apenas fatos ligados ao que mais foi discutido e noticiado durante toda a semana, levando até o presidente da República a servir de bombeiro junto às comunidades internacionais para diminuir a crise, mas também outras ações nada republicanas da política brasileira.

É preciso no entanto que se diga e mostra de quem é a culpa da situação vexatória que vive hoje o Brasil diante de países que se mostram desconfiados (com toda razão) da qualidade da carne importada do Brasil.

Não sei porque o presidente Michel Temer não revelou os motivos que levaram a essa crise de proporções ainda imprevisíveis e os grandes culpados: os governos petistas de Lula e Dilma.


Uma tragédia anunciada

Enquanto não era a melhor amiga da petista Dilma Roussef, a então deputada Kátia Abreu deu o seguinte depoimento em sessão da Câmara em 30 de novembro de 2005: “Quero lembrar que, no meu Estado, o Tocantins, são mais de 5 anos de luta contra esse cartel. Há uma máfia nacional, com 5 famílias, cada uma com um capo, mas há também as máfias estaduais, que se organizam em famílias, com seus chefes, para derrubar o preço da carne. Esperam a família maior marcar o preço e depois combinam na base, entre os familiares, para derrubar os preços nos Estados”.

Já o deputado Waldemir Moka, na mesma sessão, manifestou-se da seguinte forma: “Quero deixar isto registrado nesta Comissão: este é um segmento que precisa ser ouvido e que, apesar de dois anos de achatamento de preço na arroba do boi, não vimos nenhuma diminuição de preço da carne nos supermercados, nas casas de carne ou nos açougues.

Para o consumidor não há nenhum benefício. E aí fico preocupado. O BNDES tem que também ter essa preocupação. Vamos financiar 80 milhões de dólares, e aí o cidadão vai colocar uma planta lá na Argentina — para quê? Para esquentar o setor de carne na Argentina e exportar mais caro? Será que é isso que está em jogo?

Por que querem colocar panos quentes, afinal? É simples a resposta. Duas são as explicações. Primeiro, que a União virou “sócia” dos grandes conglomerados exportadores, devendo preservar o próprio investimento. A queda das ações de uma única empresa pode fazer com que uma fortuna seja perdida, sem nenhuma garantia verossímil em contrapartida.

A política das “campeãs nacionais”, implementada pelo petismo ultraliberal fez com que bilhões fossem empatados em empresas particulares, regulando o mercado em favor de meia dúzia de empresários que dominaram a cadeia produtiva da pior forma possível. Segundo, que os financiadores de campanhas eleitorais são esses mesmos campões nacionais, sendo que essa já seria explicação suficiente para o “cuidado” político com o setor. Portanto, não venham falar ao consumidor para que não se preocupe.

Já se sabe que os fins não justificam os meios. O crescimento antiético do cartel, fomentado com dinheiro público enfraqueceu a nossa posição internacional. O cartel treme com uma investigação mais do que treme um animal com vaca louca. Até o vegetariano deve estar de cabelos em pé, porque contribuiu com dinheiro para essa crise de imagem que é grave.

Quem paga a conta, como sempre, é o contribuinte e o pecuarista, primeiro elo dessa cadeia produtiva cartelizada e desequilibrada. Somos nós, pagantes de impostos, que devemos ser salvos. São os pecuaristas que devem ser protegidos. O cartel mercenário que pressiona o produtor já recebeu dinheiro público demais para reclamar de alguma coisa. (Com informações de Mídia News – Eduardo Mahon).


Novas operações

Todos sabem que as operações da Polícia Federal são ultra sigilosas para que os alvos não se previnam com antecedência destruindo documentos e ocultando provas. Mas há sempre alguma informação que escapa pelo gigantismo da Operação Lava Jato e os alvos. Aqui em Brasília recebi de uma privilegiada fonte que ainda neste primeiro semestre vão ocorrer operações que mostrarão nomes influentes da política e do meio empresarial até agora não revelados nas anteriores. No Nordeste e em especial Alagoas, Bahia e Pernambuco acontecerão revelações surpreendentes.

Vamos aguardar.


Aqui o crime compensa

O Tribunal de Contas da União (TCU) pretende livrar empreiteiras que colaboraram com as investigações da Lava Jato de punições. Um acordo costurado por procuradores da força-tarefa da operação em Curitiba com ministros da corte prevê a suspensão da pena de inidoneidade para Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, permitindo que elas continuem firmando contratos com o governo federal.

O benefício será concedido às empresas no processo que avalia conluio e fraude a licitações na montagem eletromecânica da usina de Angra 3, que já consumiu R$ 7,1 bilhões. O acordo ainda prevê que as empreiteiras serão isentadas de multa superior a R$ 400 milhões e pagamento de juros, referentes a prejuízos causados à Eletronuclear.

Os benefícios serão concedidos às três empresas porque elas firmaram acordos de leniência – espécie de delação de pessoas jurídicas. Os procuradores temiam que o tribunal desestimulasse colaborações se aplicasse as mesmas penalidades a quem confessou ilícitos e a quem não confessou.

Este é o Brasil que temos, mas não é o que certamente merecemos.


Preservando bandidos

Não bastasse a hipócrita defesa de integrantes dos “direitos humanos” com relação ao rigor de ações policiais dirigidas a marginais que atormentam, assaltam e matam a sociedade indefesa, aparecem agora integrantes da Defensoria Pública do Estado na tentativa absurda de impedir que se divulguem as imagens de pessoas presas sem que estas autorizem. Vou além do que disse o competente secretário de Segurança Pública, coronel Lima Junior considerando um “retrocesso”: Essa meninada pensa que pode tudo e afronta a sociedade com ideias estapafúrdias.

Pelo visto a bandidagem agora, caso se estabelece essa aberração, vai fazer uma exigência: “Publica, mas só se for na Coluna Social”.


Conta Gotas

LULA SERÁ condenado, preso e impedido de disputar eleição em 2018. Não perguntem quem me disse, mas a fonte é muito confiável.

ALAGOAS terra dos Memoriais. Dinheiro jogado fora pelo descaso do poder público em manter e conservar. Viram “elefantes brancos”.

SEJAM BEM VINDOS os “pardais” da Fernandes Lima. Com certeza vão diminuir a violência do trânsito. Aos infratores: MULTA.

COM EQUIPE AFINADA o prefeito Rui Palmeira segue realizando e com aprovação muito positiva da população.

PESQUISAS são muitas e fartas de dados falseados e “fabricados”. Tudo para enganar o eleitor burro.

SECRETÁRIO de Saúde José Thomaz Nonô é um dos pontos mais positivos da administração municipal. Joga em todas as posições e muito bem.



Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

Todos os direitos reservados
- 2009-2017 Press Comunicações S/S
Avenida Hamilton de Barros Soutinho, 1866 - Jatiúca - Maceió-AL
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]