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12/01/2018 às 18h45

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Por que o governador não gosta do servidor público?

Márcio Ferreira/Agência Alagoas

Para refletir: “É genocídio. 13 negros para cada branco assassinado em Alagoas”. Marlova Noleto, representante da UNESCO no Brasil.


Por que o governador não gosta do servidor público?

Por esses dias participava de uma roda de conversas com alguns colegas (jornalistas) e surgiu o tema “eleições”. Na ocasião foi colocada em pauta a disputa para o governo que ocorrerá ainda este ano e alguém levantou a questão: Quais as chances de Renan Filho ser reeleito? Após alguma discussão prevaleceu a tese: Se o prefeito  Rui Palmeira for candidato existe a possibilidade real de que o governador não renove seu mandato. Caso contrário, com alguma dificuldade tem muita chance de reeleição, não por méritos de seu governo, mas pelo poder de sua caneta e a pressão ameaçadora às lideranças política do interior.

Alguns fatores pesam muito na natural rejeição ao nome do governador. Um desses itens negativos é a avaliação de uma administração medíocre, sem resultados efetivos e calcada em mentiras. Prometeu muito durante a eleição passada e quase nada cumpriu.

Vamos aos outros pontos que podem provocar a derrota nas urnas: 1) o peso da rejeição absoluta do pai (Senador Renan Calheiros), a qual será escancarada a cada minuto do período eleitoral. Verdadeiros “dossiês” estão sendo estrategicamente construídos e serão usados na hora devida. 2) A irresponsabilidade de iniciar a construção de três hospitais quando no HGE faltam medicamentos, equipamentos, insumos, pessoal  e acomodações para pacientes que ali chegam em estado grave e são literalmente jogados ao chão, por falta de leitos . O hospital de Santana do Ipanema á beira de um “colapso” e com o seu fechamento já previsto. A maioria dos hospitais do interior na mesma situação.


A rejeição dos servidores estaduais

A força do voto do funcionalismo da rede estadual sempre foi um ponto a ser considerado em todas as eleições. Computados cada servidor público e suas famílias esse contingente pode passar de 300 mil eleitores, o que representa um peso decisório na balança eleitoral. Ao que parece o governador Renan Filho e seus “conselheiros políticos” não atentaram para esse número. Talvez por nunca ter trabalhado de verdade em sua vida, não conhece e não valoriza a categoria.  Dá a nítida impressão que não gosta do servidor público, com os quais não dialoga e trata com indiferença os seus pleitos e suas necessidades. O servidor se sente desprestigiado e a insatisfação é muito evidenciada em cada repartição.

Mandou desativar o maior programa de capacitação de servidores públicos da capital e interior já realizado no estado, que em quatro anos ofereceu cursos para mais de 4 mil participantes, apenas porque foi uma ideia  do governo anterior. Praticamente fechou a Escola de Governo que antes de seu governo era referência no aperfeiçoamento e capacitação de milhares de servidores, melhorando os serviços públicos e dando oportunidade de crescimento profissional nas carreiras.

É esse funcionalismo decepcionado, magoado e carregado de frustrações que terá nas eleições um encontro com as urnas, para dizer se quer ou não que essa situação continue. 

O prenúncio é de que o governador pague um alto preço por sua arrogância e desprezo com o funcionalismo público estadual. Vamos aguardar.


Não é bem assim

A presidência do Tribunal de Contas disse não ter conhecimento da decisão do desembargador Fernando Tourinho, mesmo sendo publicada na última terça feira no Diário Oficial, solicitando explicações sobre o trâmite retardado para emissão de certidão solicitada pela Prefeitura de Maceió. Em nota a dirigente do TC diz entre outras justificativas que “em nome da responsabilidade, da ética e da moralidade pública, a recomendação expressa da atual gestão do TCE-AL, presidida pela conselheira Rosa Albuquerque, é de que a concessão de certidões como a solicitada pela Prefeitura de Maceió e documentos dessa natureza, seja precedida de avaliação técnica criteriosa, e esse cuidado vem sendo cumprido à risca pelo diretor da DFAFOM, Erivaldo Bezerra Sandes”.

Sabe-se que não é bem assim que a coisa funciona no Tribunal de contas, cujo conceito perante a sociedade é fartamente desgastado e não sem razão.

Há sim um evidente e intencional retardamento na emissão da certidão, que foi envolvida num contexto político desprezível, tudo por conta do processo eleitoral que se avizinha.

Conversei com um colega do Tribunal de Contas que já ocupou o cargo de Diretor da citada DFAFOM em diversas gestões e é técnico especialista no assunto. Dizia-me: “Não dá para acreditar que o órgão chegou a esse ponto. Esse tipo de certidão não leva mais que 48 horas para se emitir, quando há boa vontade. Sempre foi assim para evitar prejuízos às administrações”. 


Pedindo pra ser

O comunista de araque Aldo Rebelo jamais estaria à altura de ocupar o cargo da envergadura da Presidência da República. É despreparado, comprometido com os métodos e ações petistas e sem nenhuma densidade política para tanto, mesmo em São Paulo (onde faz política) e aqui onde nasceu, mas ninguém sabe quem é.

Faz agora um papel ridículo ao mandar carta para a direção do PSB, partido para o qual debandou recentemente, pedindo para ser o candidato socialista à presidente. Em um trecho ele diz “Evocando esses valores, tomo a liberdade de propor ao Partido a participação no debate eleitoral de 2018 com uma candidatura escolhida entre os diversos quadros partidários habilitados para a disputa da Presidência da República. Entre as opções, ofereço ao PSB o meu nome e a minha contribuição para que possamos buscar o protagonismo alcançado nas eleições presidenciais recentes com o saudoso companheiro Eduardo Campos”.


Esqueceu o principal

Ainda em sua carta Aldo Rebelo comete dois erros brutais: a) querer se comparar à estatura do político Eduardo Campos, líder inconteste no Nordeste e com aceitação e visibilidade nacional, morto em desastre em plena campanha para presidente; b) Ao citar o nome de 17 figuras expressivas da política nacional que lideraram o Partido Socialista Brasileiro (PSB) esqueceu justamente a maior delas, o grande Miguel Arraes de Alencar, avô de Eduardo Campos. 


Milícias municipais

O artigo 144 da Constituição Federal diz em seu paragrafo oitavo: “Os municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações”. Portanto as Guardas Municipais não fazem parte dos órgãos de Segurança Pública que são: polícia federal, polícia rodoviária federal, polícia ferroviária federal, polícias civis e polícias militares e corpo de bombeiros militares.

Alguns administradores, no entanto, ao que parece não leram a Constituição, ou resolveram ignorar o texto e insistem em manter em suas guardas municipais funções policiais o que é crime. Guarda municipal não pode nem deve exercer atividades de segurança pública, perseguir traficantes, bandidos ou outras ações de competência das polícias civil e militar.

Tive conhecimento que Polícia Federal já trabalha com a possibilidade de uma  operação “caça guarda”, prendendo esses agentes ilegais e pedindo a punição do administrador. 


Pedro Oliveira por Pedro Oliveira

Jornalista e escritor. Articulista político dos jornais " Extra" e " Tribuna do Sertão". Pós graduado em Ciências Políticas pela UnB. É presidente do Instituto Cidadão,  membro da União Brasileira de Escritores e da Academia Palmeirense de Letras.

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