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07/12/2016 às 15h28

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Tudo acaba em pizza!

A minha favorita: Pesto, Mussarela de Búfala, Parma e tomate Confit.

Comer várias fatias de pizza e não sair empanzinado. Poder levar várias garrafas de vinho e não ter que pagar pela rolha. Encher a cara sem ficar preocupado por estar em um local público.


Pois bem, o Pitaco de hoje é sobre um lugar no qual você poder fazer tudo isso e muito mais (ei, sem safadeza, é uma casa de família).
Se tudo acaba em pizza, um Designer Gráfico e quase Engenheiro Civil teria que acabar como Pizzaiolo, não é mesmo?
O alagoano Roberto Macias até tentou fazer o que os pais queriam, mas após um período fora do Brasil ele percebeu que o que ele gostava mesmo era de cozinhar. “Minha mãe trabalha com gastronomia e eu sempre ajudei nas receitas, principalmente de massa, pão e pizza”, contou.


A partir daí Roberto começou um estágio em Recife e depois partiu para a Itália. Lá ele fez cursos, estagiou e entre idas e vindas, inaugurou a Pizzeria e Trattoria Picolla Villa.


Vão questionar: “Sim, e daí Laís? Mais uma pizzaria que abre”. Aí é que tá. A Piccola Villa é diferenciada. Começando pelo local. Lá não tem placa, você entra pela porta da casa de Cacau (mãe de Roberto), precisa reservar antes e paga um valor fixo por pessoa. O cardápio é curto e só é atendido um grupo por dia (mínimo de oito e máximo de 18 pessoas).


Aí os chatos vão reclamar “ah não, muita burocracia, quero não, vamos no drive da MC mesmo”. Pois então, você pode até ir, mas lá não vai ter uma pizza preparada com um fermento criado pelo chef.


Isso mesmo. O fermento Levan foi criado por Roberto a partir do caldo da cana e é 100% natural. “Todos os dias ele é alimentado com farinha nova. O fermento come o açúcar dessa farinha e o transforma em gás carbono e álcool, se eu não alimentar, ele morre. Tem fermentos na Itália que já tem 70 anos”, explicou.


“Massa com Levan deixa a pizza mais leve, sem produto químico, os alvéolos da pizza ficam maiores e a digestão é mais rápida”, concluiu o pizzaiolo.


Detalhe que ele alimenta o fermento com a farinha 00, própria para longa fermentação e que vem direto da Itália. Sem falar o manjericão, o orégano e os tomates, que ele trouxe as sementes também da Itália e fez uma mini-horta em casa. Tudo zero agrotóxicos.


Parece que foi fácil, né? Mas não foi. Durante esse tempo Roberto sofreu um acidente e passou três meses sem andar. Mas não desistiu. Como eu, que também não vou desistir de encontrar uma vaga para saborear uma verdadeira pizza italiana na Piccola Villa.

Serviço: Para reservar é só ligar ou mandar WhatsApp no número 9.8812-7777. O valor varia entre 80 ou 100 reais por pessoa, vai de acordo com a opção de cardápio que você escolher. Cada pessoa come em média oito fatias de pizza, fora a entrada e a sobremesa (melhor parte. Amo!). A Piccola Villa fica quase em frente à Praça Lions e eu sugiro ir de Uber. Os sabores mais pedidos são Pera com Gorgonzola; Parma com Shitake e zester de limão siciliano; Marinara (super tradicional na Itália); a tradicional Margherita e a de Pesto, Mussarela de Búfala, Parma e tomate Confit.  




Pitaco por Laís Pita

Laís Pita, 26 anos, jornalista formada pela Universidade Federal de Alagoas, especializada em assessoria de comunicação e agora, blogueira. Apaixonada por moda, por doce e pelo universo da internet.

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