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16/07/2018 às 09h20

Cultura

Da diplomacia à literatura

Catarina Muniz lança em agosto seu quinto livro

Catarina Muniz lançará seu próximo livro na Bienal de São Paulo em agosto - Kanel Júnior/Divulgação

O sonho era ser diplomata de carreira, mas formada em Relações Públicas, secretária executiva concursada do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), Catarina Muniz se viu mesmo foi escritora. Prestes a lançar "Inesquecível", o seu quinto livro em agosto próximo, na Bienal de São Paulo, ela já começou a escrever sua sexta obra. Então, a diplomacia virou coisa do passado e são nos romances fictícios, alguns com uma boa dose de erotismo, que Catarina consolida seu papel no mercado literário nacional.

A história de Catarina escritora foge um pouco do trivial, do ponto comum de quem já nasceu escrevendo, com a criatividade postada em páginas e mais páginas de papel. Embora a facilidade para escrever nunca tenha lhe faltado, ela nunca esboçou nem uma linha nesse sentido. Foi preciso ter sofrido síndrome de pânico, se afastado do trabalho por um algum tempo para cuidar da saúde, que surgiu a vontade de criar personagens e deu vida a todos eles em um blog pessoal que nominou de “Lascívia”. 

Eram, a princípio, contos eróticos, apenas para driblar a ansiedade do problema de saúde que vinha enfrentando. Estimulada por amigos, decidiu colocar seus escritos em dois romances que ela mesmo bancou a publicação, “O segredo de Montenegro” e “A dama de papel”, ambos depois lançados por editoras profissionais e qualificadas no mundo da literatura. Aí, Catarina tomou gosto e não parou mais, já lançou “Carmin” e “Love is the air” e, em formato digital, publicou pela Amazon “O amante de Afrodite”, “A tentação de Hades”, “As ilusões de Apolo”e “O segredo de Eros”. Está para concluir “A Madona e a Vênus” e inspiração é o que não lhe falta para projetos futuros.

“Inesquecível” é uma coletânea de contos de época, tendo como ponto alto a história de Joana Duarte da Paz, baseada na vida de Maria Francisca da Conceição, que seguiu o marido até o ataque ao forte Curuzu, à beira do Rio Paraguai. Como a batalha era exclusiva para homens, ela cortou os cabelos, vestiu a roupa do marido, e partiu para o forte. Voltou da batalha viúva e participou do entrave de Curupaiti, em que foi ferida. Acabou como mendiga nas ruas do Rio de Janeiro. “É um relato forte”, define a escritora.

Caminhada

Dos livros que auto-publicou às obras lançadas por editoras, como a Qualis, Catarina fez uma verdadeira peregrinação. Buscou as empresas virtuais, decepecionou-se com algumas, passou a desconfiar mais do que confiar, e mesmo já tendo seus livros apresentados em bienais do Rio de Janeiro e São Paulo, diz que sobreviver financeiramente como escritora no Brasil ainda é muito difícil. “Não cheguei lá”, afirma, confessando que embora não haja lucros, ela consegue colocar seu trabalho nas livrarias sem custo.

Como mulher e escrevendo contos eróticos, Catarina também não ficou de fora dos assédios machistas. “Não é fácil lidar com isso, no início recebi mensagens afrontosas, convite tendenciosos, e tam­bém enfrentei o chamado politicamente correto por conta de meus personagens”, acrescenta. Ela lamenta que alguns editores e críticos a tenham rotulado como uma romancista erótica. “Não é verdade, há muito mais romantismo do que erotis­mo nas minhas obras”, enfatiza, ressaltando que isso não a intimida a continuar escrevendo sobre paixões e personagens polêmicas socialmente. “Tenho muita responsabilidade no que escrevo, hoje estou tranquila, esse tipo de coisa não me afeta mais”, reforça.

Serviço:

Os livros já lançados podem ser en­contrados em Maceió nas livraria Leitura, no Parque Shopping, La­cittá, Cen­tro, e Beabá, na Praça Gonçalves Dias.


Fonte: Painel Alagoas

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