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18/05/2017 às 21h40

Geral

Câmara vai discutir fechamento de distritais em audiência pública

Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Vereadores de Maceió abriu espaço na sessão ordinária desta quinta-feira (18) para que o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) denunciasse o que a entidade chama de ‘desmantelamento’ das delegacias do estado. De acordo com o diretor jurídico, Ricardo Nazário, está em curso um projeto-piloto que tem por objetivo fechar todas as delegacias distritais no período da noite em Maceió. Em seguida, ainda segundo o sindicalista, a medida será adotada também nas delegacias do interior.

O tema segurança pública, inclusive, volta a ser discutido na Casa no próximo dia 9, quando acontece audiência pública convocada pelo vereador Francisco Sales (PPL), a partir das 9h. Toda cúpula da segurança do estado será convidada, assim como o sindicato dos policiais e as comunidades em geral. 

“Agradecemos o espaço dado aqui pelos vereadores para que possamos denunciar um verdadeiro ‘desmantelamento’ das delegacias em Alagoas. Em breve, o projeto do governo do estado vai fechar no turno da noite as delegacias de distritos como o 3°, por exemplo, que abrange bairros como Vergel e Ponta Grossa. Depois, a medida vai se estender para todas as cidades do estado. Estamos aqui, embora saibamos que o assunto deveria ser discutido pelos deputados, para dizer que somos contra a essa iniciativa que vai prejudicar o ‘João’ e a ‘Maria da periferia”, destacou Ricardo Nazário.

Em sua fala na tribuna da Casa, o sindicalista ainda deu uma solução para que as delegacias não sejam fechadas no período da noite. “Nós temos conhecimento de que pelo menos 400 policiais civis estão fora da sua atividade-fim. Se eles fossem redistribuídos, com certeza, não seria necessário fechar delegacia à noite. Os policiais à disposição fariam o trabalho noturno de atendimento à população. Como o governo diz que as facções criminosas são responsáveis pelo aumento da violência em Maceió, e vamos fechar as delegacias dos bairros? A partir da implementação do projeto-piloto, qualquer um pode cometer um crime e ir lá na delegacia, invadir e levar o inquérito, a ocorrência, as armas e drogas apreendidas, infelizmente, porque o prédio está fechado”, disse o diretor jurídico do Sindpol.

“Governador e secretário de segurança precisam enxergar que há algo de errado nesse procedimento. Mas, tudo confirma minhas teses aqui, porque a segurança pública dá murro em ponta de faca. A PC é polícia de investigação, estratégica, mas o estado vem fechando as portas para a corporação. Recordo-me que há algum tempo delegado e policial eram respeitados, mas a presença deles nos bairros está sendo destruída e isso faz com que os bandidos cresçam e não temam mais nada. É preciso que o governador encontre outro caminho”, disse Francisco Sales (PPL), que foi sucedido no discurso pelo colega vereador Siderlane Mendonça (PEN), que também é agente de segurança pública.

“Sou policial militar e, portanto, integrante da segurança pública com muito orgulho. Como tal, digo que o governador não tem que olhar somente para a delegacia que ele quer fechar, mas enxergar nos policiais militares e civis como seres humanos que precisam de respeito e ter a dignidade de um salário melhor.  Nessa política de desmonte, é uma vergonha ver as delegacias como se encontram. Elas não deveriam ser fechadas, mas sim ser dotadas de qualidade e estrutura para funcionar. O governador e o secretário da pasta devem lembrar que não se faz mais política sem ouvir a população. Fechar a delegacia é retroceder, a sociedade vai ficar sem os seus direitos respeitados e a violência vai continuar crescendo”, destacou Siderlane Mendonça (PEN).

TCO

Delegado de polícia, o presidente da Casa, vereador Kelmann Vieira (PSDB), lembrou que é um absurdo tirar os policiais das delegacias e coloca-los para fazer ronda, uma função exclusiva do policial militar.

“O Sindpol é reconhecido pela sociedade alagoana como combativo. Era criticado como uma entidade que não tinha diálogo. Mas às vezes não se abriu espaço para se ouvir, de quem sabe o que é a Polícia Civil, se a medida era boa ou não, e ela não é. Nossa atribuição é diferente da Polícia Militar e não devemos defender usurpação. A PM, por exemplo, não pode lavrar o TCO [Termo Circunstanciado de Ocorrência]. Por tudo isso, a vinda aqui do sindicato é uma maneira de mostrar que a categoria solicita de todos nós, mas principalmente que a bancada do PMDB na Casa, sensibilize o governador para que volte atrás da ideia. Sempre fui contra, por exemplo, de tirar os Boletins de Ocorrência das delegacias porque se a população passa na porta de uma delas, e ela está fechada, a quem vai recorrer?”, afirmou Kelmann Vieira.


Fonte: Ascom Câmara de Maceió

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