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07/12/2017 às 08h28

Política

Franco sobre polêmica com Moro: 'Como, se não aplaudi a Isis Valverde?'

Tanto ministro quanto o presidente da República, Michel Temer, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, não aplaudiram o juiz durante entrega do prêmio Brasileiro do Ano

Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, ironizou ao ser questionado sobre o porquê de não ter aplaudido o juiz Sérgio Moro, durante premiação, na noite da última terça-feira (5), em São Paulo.

“Como, se não levantei para aplaudir Juliana Paes e Isis Valverde?”, disse o ministro.

Moro, responsável pela operação Lava Jato em primeira instância, foi o grande homenageado do prêmio Brasileiros do Ano, promovido pela revista IstoÉ.

Políticos que foram alvo do magistrado, durante as investigações da força-tarefa, também estavam presentes, incluindo, além de Franco, o presidente da República, Michel Temer, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Eles chegaram a dividir o palco com Moro.

No entanto, no momento em que o juiz foi chamado a receber o título de brasileiro de 2017, tanto Temer quanto seus aliados se recusaram a levantar para aplaudi-lo, segundo informações do portal Uol. Houve constrangimento entre os presentes.

Durante toda a noite de premiação, Moro evitou contato com políticos, ao contrário do que fez no ano passado, quando também participou da premiação e foi fotografado em uma conversa animada com o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Meses depois, o mineiro seria um dos principais alvos da delação da JBS e teria até um pedido de prisão feito pela Procuradoria-Geral da República.

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), o candidato ao governo de São Paulo em 2014 Paulo Skaf (PMDB), ambos citados na delação da Odebrecht, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), e o apresentador Luciano Huck também estavam presentes.

"Eu diria que mais que uma questão de justiça, é questão de política de Estado. Eu queria dizer para o presidente Temer utilizar o seu poder para influenciar que esse precedente jurídico não seja alterado", disse Moro, durante seu discurso, ao defender que condenados na segunda instância possam ser presos.


Fonte: Notícias ao Minuto

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