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Hiroshima: primeiro ataque com bomba atômica completa 75 anos

06.08.2020 às 10:32

“Pensem nas crianças mudas, telepáticas. Pensem nas meninas cegas, inexatas. Pensem nas mulheres rotas, alteradas. Pensem nas feridas como rosas cálidas …”

Os versos são do poeta brasileiro Vinícius de Moraes, que também foi diplomata. Anos depois, Gerson Conrad musicou. Você certamente já ouviu essas palavras com a banda Secos e Molhados.

A música faz referência a um dos episódios mais incrédulos da humanidade, a bomba atômica que destruiu a cidade que era base militar japonesa, Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

Três dias depois, mais um ataque nuclear destruiria outro alvo, a cidade Nagazaki. Mas o Japão só se renderia e daria fim à guerra no dia 2 de setembro de 1945. 

Hoje, 75 anos depois do bombardeio, Hiroshima está reconstruída. Tornou-se uma das cidades mais modernas e desenvolvidas do Japão.

Memorial da Paz de Hiroshima foi construído para não deixar que o mundo se esqueça do que uma bomba atômica é capaz.

Relembre

A Segunda Guerra Mundial começou quando a Alemanha invadiu a Polônia em 1939 e terminou com a rendição do Japão em 1945.

De um lado os Aliados (grupo liderado por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética) e do outro lado o Eixo (formado principalmente por Alemanha, Itália e Japão).

Para entender como começou a Segunda Guerra Mundial, ouça o programa da Rádio Nacional Na Trilha da História.

Como foi o ataque nuclear em Hiroshima

Aeronave B-29, apelidada de Enola Gay.

Aeronave B-29, apelidada de Enola Gay - Governo dos Estados Unidos da América

Os Estados Unidos atacaram o Japão no dia 6 de agosto de 1945, às 8h15. Alguns historiadores dizem que foi um revide ao ataque dos japoneses à base militar norte-americana em Pearl Harbor, no Havaí, em 1941.

O primeiro avião norte-americano tinha a missão de checar as condições climáticas de Hiroshima.

O segundo avião (modelo B-29), pilotado por Paul Tibbets, tinha a missão de jogar a bomba. A aeronave foi batizada pelo piloto como Enola Gay, nome de sua mãe. A bomba recebeu o apelido de Little Boy (pequena criança).

O terceiro avião fotografou a explosão da bomba.

A bomba explodiu a 600 metros do chão. Causou danos num raio de 5 quilômetros. Apenas a Doma de Hiroshima ficou de pé, onde hoje é o Memorial da Paz de Hiroshima. Cerca de 70 mil pessoas morreram imediatamente depois do ataque por queimadura e envenenamento após a explosão.


Doma de Hiroshima antes e depois da bomba atômica.

Hiroshima, por Reuters / dos arquivos - 75º aniversario das bombas atômicas

Confira dez filmes sobre a bomba atômica e o Japão na Segunda Guerra

1 - Hiroshima mon Amour (Alan Resnais - 1959)

2 - Black Rain – A Coragem de uma Raça (Shôhei Imamura-1989)

3- Gembaku no ko - Filhos de Hiroshima (Kaneto Shindo -1952)

4- Rapsódia em Agosto (Akira Kurosawa - 1991)

5- Início do Fim (Roland Joffé - 1989)

6- Cartas de Iwo Jima (Clint Eastwood - 2006)

7 - A Conquista da Honra (Clint Eastwood - 2006)

8 - Império do Sol (Steven Spielberg - 1987)

9- Túmulo dos Vagalumes (Isao Takahata - 1988)

10 - Furyo, em Nome da Honra (Nagisa Ōshima - 1983)

Postado por Cultura Inúltil

Sapatos de criança morta em Auschwitz continham um manuscrito

28.07.2020 às 13:01
Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau/Reprodução


Pesquisadores do Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau encontraram recentemente mais uma peça histórica pertencente à época do Holocausto. Trata-se de um manuscrito que estava dentro de um par de sapatos infantis, no qual são detalhados o nome da criança, modo de transporte até o campo de concentração de Auschwitz, além do seu número de registro. 

Os sapatos pertenceram a Amos Steinberg, um garoto tcheco de apenas seis anos de idade que havia chegado ao campo em 1944. A descoberta aconteceu por acaso, quando os especialistas participavam da reforma de um dos blocos do memorial. 

“Os documentos sugerem que mãe e filho foram deportados para Auschwitz no mesmo meio de transporte. É provável que ambos tenham sido assassinados na câmara de gás após a seleção”, contaram os pesquisadores por meio de uma declaração emitida pelo Memorial.

Acredita-se que mais de 1 milhão de homens, mulheres e crianças foram assassinados em Auschwitz. O garoto em questão teria sido encarcerado no gueto de Theresienstadt, em 10 de agosto de 1942. Seu pai teria se separado da família e transferido para Dachau dois anos depois, em 1944.

Relíquias dolorosas

Junto com o par de sapatos de Amos e o manuscrito, também foram encontrados outros dois pares que também continham documentos, mas escritos em húngaro. Por enquanto, os especialistas do museu acreditam que eles pertenceram a outros prisioneiros que viviam anteriormente em Budapeste e na atual cidade ucraniana de Munkács.

"Já temos outros sapatos como esses em nossas coleções, no entanto, eles possuíam jornais, que costumavam ser usados como palmilhas ou um tipo de isolamento adicional", disse a pesquisadora Hanna Kubik. 

Segundo ela, a nova descoberta é bastante importante e interessante, pois os documentos estão em boas condições e possuem datas, nomes de pessoas e outras informações relevantes.

Os papéis incluíam os nomes Ackermann, Brávermann e Beinhorn. "Eles provavelmente foram deportados para Auschwitz na primavera ou no verão de 1944, durante o extermínio dos judeus húngaros. Espero que uma pesquisa mais aprofundada nos permita determinar os detalhes dos indivíduos", explicou Kubik. 

Agora, todas essas relíquias estão sendo organizadas e preparadas para que uma análise posterior possa ser realizada pelo departamento de coleções do museu. Dessa forma, haverá a garantia de novos detalhes históricos sobre o período.


*Texto extraído de megacurioso.com.br 

Postado por Cultura Inúltil

Como deve ser um banheiro na Lua?

NASA pagará até US$ 35 mil pela melhor ideia

03.07.2020 às 06:00
Ilustração simula astronauta norte-americano pisando na Lua através do programa Artemis, ao lado do módulo de pouso (Imagem: NASA)

A agência espacial norte-americana quer ver as diversas opiniões e diferentes perspectivas de cientistas colaboradores, segundo Mike Interbartolo, gerente de projetos do Lunar Loo Challenge, que trabalha com o Human Sistema Lunar Lander da NASA. A agência vai recompensar os melhores participantes do concurso com até US$ 35.000, e as melhores ideias serão aproveitadas no banheiro do módulo de aterrissagem da missão Artemis.

Além disso, a NASA também planeja testar um novo banheiro na ISS ainda este ano, chamado de Sistema Universal de Gerenciamento de Resíduos (tradução livre para Universal Waste Management System). Este banheiro será usado na nave Orion, que levará os astronautas à órbita lunar durante as missões Artemis, mas a NASA quer algo um pouco diferente no módulo de pouso. Afinal, quando os astronautas estiverem na superfície lunar, a Orion estará na órbita, entre 20 a 24 horas de distância do módulo de pouso. Os astronautas passarão cerca de seis dias e meio na Lua, e um banheiro se tornará necessário ali.

Para ganhar o prêmio de melhor design do Lunar Loo, os participantes precisam seguir uma série de especificações estabelecidas pela NASA. Por exemplo, o banheiro deve ter um determinado tamanho e peso, não pode consumir muita energia, e deve ser rápido de se utilizar. O Lunar Loo também inclui uma competição semelhante para crianças e jovens de até 18 anos. Um painel de engenheiros da NASA decidirá qual banheiro funciona melhor e, além do dinheiro, os vencedores receberão um passeio pelo Johnson Space Center da NASA em Houston.


*CanalTech 

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Um povo que não envelhece e chega a viver 120 anos

28.06.2020 às 19:32

Imagine você com 85 anos de idade, mas parecendo que tem apenas 45. Seria legal, não? E mulheres que têm filhos depois de idosas sem sofrer nenhum problema com isso, o que acha disso? Parece utopia, conto de fadas? Nada disso! Isso — e muito mais — é normal para os habitantes do Vale de Hunza.

Situado nas montanhas do Himalaia, no extremo norte da Índia, onde se juntam as terras de Caxemira, Índia e Paquistão, o local chamou muita atenção quando, em 1916, alguns ingleses que faziam a atualização do mapeamento da região descobriram este pequenino reino incomum, que logo foi apelidado de “Jardim do Éden” no Planeta Azul.

São apenas 30 mil habitantes em um vale paradisíaco com 2500 mil metros de altitude, nas montanhas do Kush Hindu, que falam um idioma próprio (Burushaski) sem relação com nenhum outro existente.

Os habitantes ganharam fama por serem um povo feliz, simpático, sempre alegre e ativo, em que diversas pessoas vivem tranquilamente com mais de 110 anos de idade — alguns chegam até mais de 120 —, e com um detalhe fundamental: sem sofrer doenças graves nem problemas sérios de saúde — praticamente um milagre nos dias atuais.

Tem explicação?

De acordo com o médico escocês, Dr. Mac Carrisson, que descobriu essa galera por curiosidade e acabou convivendo com eles por sete anos, o segredo da saúde em Hunza está na alimentação de seu povo, sempre a base de cereais integrais, frutas (principalmente o Damasco, considerado sagrado na região), verduras, castanhas, queijo de ovelha e o inusitado pão de Hunza, sempre respeitando uma restrição calórica de 30%.

Porém, com uma diferença: tudo 100% orgânico, sem vitaminas sintéticas (produzidas em laboratórios), assim como os agrotóxicos e adubos químicos, que são extremamente comuns em boa parte do globo e acabam matando o organismo humano ao longo de uma média de 75 anos, o que explica o crescente número de casos de câncer e AVC no planeta.

Além disso, os Hunza só tomam duas refeições por dia, sendo que a primeira acontece só ao meio-dia. Ou seja, eles passam boas horas em jejum, mas nunca parados, agindo como sedentários, e sim com diversas atividades físicas. A carne não é totalmente cortada na dieta, mas é comida apenas em ocasiões especiais, e sempre em pequenas quantidades.

Aliás, é interessante informar a você que qualquer tipo de exercício feito em jejum proporciona os maiores efeitos de indução enzimática das enzimas antioxidantes, SODCu-Zn citoplasmática e a SODMn mitocondrial.

Era uma vez um paraíso...

O Vale de Hunza é governado pelo rei Jaman Khan, um monarca que adora mergulhar em montanhas de dinheiro e acabou deixando que ingleses e americanos fossem para lá a partir da década de 20, iniciando a destruição deste paraíso na Terra.

Com isso, a criançada largou boa parte dos velhos costumes e passou a comer hambúrguer freneticamente, tomar Coca-Cola e se preocupar com formação acadêmica tradicional, se tornando apenas um “gado da matrix”. Atualmente, existem diversas escolas inglesas nos vilarejos de Hunza, como Chapursan, Tajik ou Sust, onde as crianças aprendem a serem “civilizadas” pela máquina do sistema.

Sendo assim, as pessoas passaram a morrer mais cedo de umas décadas para cá, com apenas 70 ou 80 anos em média. Hoje em dia, são bem poucas as famílias que ainda mantêm a tradição original de longevidade que marcou o povo de Hunza durante sua história, infelizmente.


*Texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

Físicos fazem tempo correr 'ao contrário' usando computador quântico

13.06.2020 às 15:14


Cientistas russos usaram um computador quântico para reverter o fluxo de tempo e desfazer o envelhecimento de uma única partícula elementar simulada em um milionésimo de segundo. Porém, o experimento – publicado na revista Nature Scientific Reports – diferente de abrir portas para o desenvolvimento de uma máquina do tempo, só reforçou o quanto estamos presos no fluxo temporal.

"Demonstramos que reverter o tempo, mesmo uma partícula quântica, é uma tarefa insuperável na natureza", explica o físico Valerii M. Vinokur, do Laboratório Nacional de Argonne (EUA), um dos cinco pesquisadores da equipe liderada por Gordey B. Lesovik, do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou.

O estudo se relaciona com a Segunda Lei da Termodinâmica, que afirma que existe uma tendência natural de qualquer sistema isolado de degenerar em um estado mais desordenado. "Essa lei está intimamente relacionada à noção da ‘flecha do tempo’ que apresenta a direção unidirecional do tempo, do passado para o futuro", afirma Lesovik.

Em tese, as leis básicas da física são reversíveis: elas trabalham matematicamente se o tempo está avançando ou retrocedendo. Mas se o tempo é apenas outra dimensão do espaço-tempo, como Albert Einstein disse, é uma dimensão unidirecional estranha. No mundo real, podemos sair do metrô e virar à esquerda ou à direita, mas não temos a opção de avançar ou voltar no tempo. Estamos sempre indo em direção ao futuro.

No experimento, os cientistas conseguiram uma maneira de dobrar esta lei, criando artificialmente um estado que evolui em uma direção oposta à da flecha termodinâmica do tempo. Lesovik explica que a evolução do estado de um elétron é governada pela equação de Schrödinger (o mesmo da história do gato).

Embora não faça distinção entre o futuro e o passado, a região do espaço que contém o elétron tende a se espalhar muito rapidamente. Ou seja, o sistema tende a se tornar mais caótico: a incerteza da posição do elétron está aumentando, de forma análoga à crescente desordem em um sistema de grande escala, como uma mesa de bilhar após a primeira tacada. É a Segunda Lei da Termodinâmica em ação.

"No entanto, a equação de Schrödinger é reversível", acrescenta Vinokur. "Matematicamente, isso significa que, sob uma conjugação complexa, a equação descreverá a ‘mancha’ que representa a localização dos elétrons recuando para uma pequena região do espaço". Embora esse fenômeno não seja observado na natureza, poderia teoricamente ocorrer devido a uma flutuação aleatória no fundo cósmico de micro-ondas que permeia o universo.

A equipe decidiu calcular a probabilidade de observar a localização de um elétron reverter por uma fração de segundo para uma posição do seu passado recente. As chances de isso acontecer de forma natural são bem baixas: se alguém passasse a vida inteira do universo - 13,7 bilhões de anos - observando 10 bilhões de elétrons a cada segundo, a ‘evolução reversa’ do estado da partícula ocorreria apenas uma vez, e por um décimo de bilionésimo de segundo.

Lesovik e sua equipe não tinham tanto tempo assim, então tentaram outro método. Em vez de tentar observar um elétron, eles observaram o estado de um computador quântico composto por dois e posteriormente três qubits, ou bits quânticos.

A pesquisa foi feita em quatro etapas: primeiro, cada qubit foi inicializado no estado fundamental, denotado como zero – uma configuração altamente ordenada, que corresponde a um elétron localizado em uma pequena região. Na segunda etapa, o elétron é espalhado por uma região cada vez maior do espaço, no qual o estado dos qubits se torna um padrão de mudança cada vez mais complexo de zeros e uns. Isso foi alcançado lançando-se um programa de evolução no computador quântico. Uma degradação semelhante ocorreria naturalmente devido às interações dos elétrons com o meio ambiente, mas o programa controlado de evolução autônoma permitirá as próximas etapas do experimento.

A terceira fase é a reversão do tempo. Um outro programa modifica o estado do computador quântico de forma que ele evolua "para trás", do caos para a ordem. Essa operação é semelhante à flutuação aleatória do fundo de micro-ondas, mas desta vez é deliberadamente induzida. Voltando à analogia da mesa de bilhar, seria com uma tacada perfeitamente calculada que devolveria todas as bolas ao formato de triângulo inicial.

Na última etapa, de regeneração, o programa de evolução é lançado novamente. Se a "tacada" tenha sido realizada com sucesso, o programa não resulta em mais caos, mas retrocede o estado dos qubits inicial. Os pesquisadores descobriram que em 85% dos casos o computador quântico de dois qubit conseguiu esse retorno, enquanto o de três qubits obteve uma taxa de sucesso de aproximadamente 50%.

Mais do que um experimento teórico, o estudo e próprio desenvolvimento do algoritmo de reversão de tempo podem ser úteis para tornar os computadores quânticos mais precisos. "Nosso algoritmo pode ser atualizado e usado para testar programas escritos para computadores quânticos e eliminar e erros", explica Lesovik.

Com informações de EurekAlert/New York Times/Science Alert

Postado por Cultura Inúltil

Satélite do tamanho de uma maleta vê exoplaneta a 40 anos-luz da Terra

05.06.2020 às 12:11


Um telescópio espacial experimental chamado Asteria demonstrou com sucesso que, na astronomia, tamanho não é documento. Medindo apenas 10 × 10 × 30 cm e pesando 10 kg, ele se tornou o menor “caçador de planetas” da história. Criado por uma parceria entre o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa e lançado pela Estação Espacial Internacional (ISS) no final de 2017, ele foi destruído ao reentrar na atmosfera em abril deste ano.

A missão do Asteria (Arcsecond Space Telescope Enabling Research In Astrophysics, ou Telescópio Espacial de Arco-Segundo Possibilitando Pesquisa em Astrofísica) era comprovar que um equipamento tão pequeno seria capaz de realizar o mesmo tipo de detecção para o qual são normalmente usados telescópios muito maiores, como o Hubble ou o James Webb.

Para isso os cientistas o apontaram para 55 Cancri A, uma estrela a 40 anos-luz de nós que tem cinco exoplanetas em sua órbita. E após meses de observação o telescópio conseguiu detectar a passagem de 55 Cancri E, quarto planeta do sistema, uma “super Terra” com o dobro do tamanho de nosso lar.

A detecção foi feita pelo método de trânsito: Asteria manteve a estrela em sua “mira” e monitorou sua luminosidade durante um período de tempo. Quanto o planeta passou entre o telescópio e a estrela causou uma redução de 0,04% no brilho dela, suficiente para que fosse detectado.

A temperatura da superfície de 55 Cancri E é estimada em 2.000 ºC, devido à sua proximidade da estrela. Cientistas estimam que ele tenha rios de lava em sua superfície e que sua pressão interior seja tão alta que ele tenha grandes quantidades de diamantes em seu núcleo.

Pequenos telescópios como o Asteria, com seu espelho de meros 6 cm de diâmetro, nunca irão substituir os grandes telescópios como o Hubble, com seu espelho de 2,4 metros, ou o James Webb, com 6,5 metros, capazes de analisar várias estrelas ao mesmo tempo. Mas são muito menores, mais baratos e mais versáteis, e no futuro podem servir como “auxiliares” dos telescópios maiores, monitorando estrelas de potencial interesse e liberando eles para outras pesquisas.

“Descobrimos tantas coisas que pequenos satélites futuros poderão fazer melhor porque demonstramos a tecnologia e suas possibilidades”, disse Akshata Krishnamurthy, co-investigador e co-líder de análise de dados científicos do Asteria no JPL. “Acredito que abrimos portas”, disse.

*Com informações da Forbes 

Postado por Cultura Inúltil

Você Sabia? Maior número de suicídios ocorre às segundas-feiras

29.05.2020 às 13:34


Uma pesquisa revelou que as pessoas tendem a cometer suicídio às segundas-feiras. Esse é o dia com o maior risco para alguém que está prestes a tirar a própria vida. Já o dia da semana com o maior número de assassinatos é domingo.

Os pesquisadores revelaram que existe sim uma relação entre o dia da semana e um risco aumentado de mortes por acidentes de carro, homicídios e outros motivos violentos. A descoberta faz parte do Relatório Semanal de Morbidade e Mortalidade do CDC. 

A pesquisa calculou que, em média, 103 americanos morrem em acidentes de carro, 121 de suicídio e 49 de homicídio em um dia comum. Acontece que as pessoas morrem de formas diferentes dependendo do dia da semana. O maior número de suicídios, por exemplo, ocorre na segunda-feira.

O Escritório Nacional de Estatísticas indicou que 16% dos suicídios masculinos e 17% dos suicídios femininos acontecem às segundas. O relatório também identificou que o ano 2000 foi o que registrou o maior número de casos de suicídio na série histórica dentro do período de 10 anos.

Fatalidades de acidentes de carro são relativamente baixas durante a semana, mas aumentam de forma significativa na sexta-feira e atingem picos aos sábados e domingos. Os números estão relacionados principalmente ao ato de dirigir após o consumo de bebidas alcoólicas.

Já o domingo foi indicado pela pesquisa como o dia em que os americanos são mais propensos a serem assassinados.

A coautora do relatório, Anita Brock, disse que as descobertas podem ajudar os provedores de serviços públicos de ajuda e suporte emocional a implantarem novos recursos preventivos, colocando mais funcionários em serviço às segundas-feiras.

Ao longo de 10 anos, pouco mais de 27.000 homens e quase 8.000 mulheres cometeram suicídio, segundo registros de médicos legistas dos Estados Unidos. Andy Bell, do Centro Sainsbury para Saúde Mental, concordou que as descobertas podem ajudar a entender quando as pessoas estão mais vulneráveis e precisando de ajuda.


Texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

Confirmada existência de dois exoplanetas gigantes recém-nascidos

É a primeira vez que os pesquisadores têm a oportunidade de acompanhar a formação de novos mundos em um sistema multiplanetário

23.05.2020 às 08:00
Impressão artística do sistema PDS 70 e seus dois protoplanetas ao redor da estrela recém-nascida (Imagem: W. M. Keck Observatory/Adam Makarenko)

Uma equipe de astrônomos confirmou a existência de dois planetas que estão em suas fases iniciais de desenvolvimento. Essa é a primeira vez que os pesquisadores têm a oportunidade de acompanhar a formação de novos mundos em um sistema multiplanetário. A primeira imagem real de um desses planetas foi tirada em 2018, quando cientistas do Instituto de Astronomia Max Planck e do European Southern Observatory registraram o protoplaneta PDS 70b. Várias imagens vieram em seguida, em diferentes comprimentos de onda, registrando o “nascimento” de seu irmão, o PDS 70c, em 2019.

Ambos são mundos gasosos, de proporções semelhantes às de Júpiter, e foram descobertos pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (VLT). No início, houve alguma confusão e debate sobre a natureza dos objetos fotografados, mas novas evidências mostram que as imagens são de fato autênticas.

Usando um novo sensor de frentes de onda em pirâmide (um tipo de sensor que mede as aberrações ópticas de uma frente de onda óptica para correção) no Observatório WM Keck em Maunakea, no Havaí, uma equipe de astrônomos liderada pela Caltech aplicou um novo método de capturar imagens da família de protoplanetas. Os resultados foram publicados no The Astronomical Journal.

O problema com as primeiras imagens é que os protoplanetas se formam a partir de um disco de poeira e gás em torno de uma estrela também recém-nascida. De acordo com Jason Wang, principal autor do novo estudo, esse material cria “um tipo de cortina de fumaça que dificulta distinguir um disco gasoso e empoeirado de um planeta em desenvolvimento". Para resolver o problema Wang e sua equipe desenvolveram um método para separar os sinais do disco estelar e dos protoplanetas.

"Sabemos que a forma do disco deve ser um anel simétrico ao redor da estrela, enquanto um planeta deve ser um único ponto na imagem", disse Wang. "Portanto, mesmo que um planeta pareça estar em cima do disco, como é o caso do PDS 70c [...] podemos inferir o quão brilhante o disco deve estar no local do protoplaneta e remover o sinal do disco. Tudo o que resta é a emissão do planeta".

Assim, a equipe capturou imagens do sistema PDS 70 com uma câmera de infravermelho próximo usada no sensor de frentes de onda em pirâmide. Essa nova técnica “melhorou drasticamente a capacidade de estudar exoplanetas, especialmente aqueles em torno de estrelas de baixa massa onde a formação de planetas está ocorrendo ativamente”, disse Sylvain Cetre, engenheiro de software do Observatório Keck.

Com isso, a imagem do PDS 70 capturada pela equipe de Wang não apenas confirmou a existência dos dois protoplanetas em desenvolvimento, como também foi um dos primeiros testes da qualidade desse novo sensor. Charlotte Bond, que trabalhou no projeto e na instalação do novo equipamento, disse que “é empolgante ver o quão preciso o novo sistema corrige a turbulência atmosférica de objetos em meio à poeira, como as jovens estrelas onde se espera que os protoplanetas residam”.


*Canal Tech -  texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

O uso da tecnologia em sintetizadores de som

19.05.2020 às 06:00
Florian Schneider, fundador da banda Kraftwerk


Mês passado faleceu Florian Schneider, um dos fundadores do Kraftwerk, banda essencial na disseminação de uso de computadores na produção musical. Mas a história do uso de tecnologia para sintetizar sons começou quase que junto da invenção dos computadores. Entre as décadas de 40 e 50, diversos pioneiros, como Raymond Scott, usavam salas inteiras de equipamentos para produzir sons. Mas foi em 1963 que o primeiro hit produzido com um sintetizador, por Delia Derbyshire e Ron Grainer, ganhou o mundo: a música tema do seriado inglês Doctor Who . Mas foi a partir de meados dos anos 70 que esse estilo de música se consolidou e explodiu nas paradas. Acabou conhecido como Synthpop. É essa história que o zine Treble conta através de uma seleção de 50 música essenciais do estilo. De Jean Michel Jarre à artistas atuais como Sharon Van Etten e Grimes, namorada de Elon Musk. Pelo caminho, Madonna, Prince, New Order, The Cure e até mesmo o jazzista Herbie Hancock. 

E se a música Winds of Change, da Scorpion, banda alemã de rock pesado, tivesse sido na verdade escrita pela CIA como parte de um sofisticado plano para derrotar o comunismo na Europa? Pois é essa a premissa da série de oito episódios do podcast Winds of Change, produzido pelo jornalista da New Yorker Patrick Radden Keefe. Ele investigou o assunto depois de receber a pista de uma antiga fonte com muitos contatos no mundo da espionagem. Durante a investigação, Keefe entrevistou ex-espiões, velhos membros do mundo da música e fãs de Scorpion da antiga União Soviêtica. Confira uma resenha no Vulture. 

Postado por Cultura Inúltil

A incrível neblina azulada da atmosfera de Plutão

16.05.2020 às 11:41
Imagem colorida de alta resolução das camadas de neblina na atmosfera de Plutão, capturada pela sonda New Horizons em 2015 (Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI)


Mesmo se movendo lentamente em uma órbita incomum a 6,7 ​​bilhões de quilômetros de distância do Sol, Plutão possui uma atmosfera nebulosa formada graças aos raios solares que chegam até lá. Isso foi descoberto quando a sonda New Horizons passou pelo planeta anão em 2015 e, agora, a NASA obteve novos detalhes sobre essa neblina azulada de Plutão, com a ajuda de um avião.

Este avião é, na verdade, o Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha, conhecido pela sigla SOFIA. Trata-se de um observatório que voa pela atmosfera terrestre em um Boeing 747 modificado e, assim, consegue captar dados do Sistema Solar. Com a ajuda do SOFIA, pesquisadores conseguiram entender melhor como a atmosfera nebulosa de Plutão é formada.

De acordo com os dados coletados, a neblina que envolve Plutão é feita de partículas muito pequenas que permanecem na atmosfera do planeta anão por períodos prolongados, em vez de caírem na superfície. Os dados do SOFIA mostram que essas partículas estão sendo constantemente renovadas pelo Sol, à medida que seus raios alcançam a superfície e vaporiza o gelo que cobre o pequeno mundo.

A atmosfera desse mundo gelado é composta predominantemente de gás nitrogênio, com pequenas quantidades de metano e monóxido de carbono. As partículas de neblina se formam no alto da atmosfera, a mais de 32 km acima da superfície, à medida que o metano e outros gases reagem à luz solar, antes de chover lentamente para a superfície gelada. De acordo com os dados do SOFIA, essas partículas são extremamente pequenas - têm apenas 0.06-0.10 mícrons de espessura, algo 1.000 vezes menor do que a largura de um cabelo humano.

Por serem tão pequenas, as partículas espalham mais luz azul do que outras cores do espectro solar, à medida que flutuam em direção à superfície, criando uma tonalidade azulada na atmosfera de Plutão. Mas, com as novas informações, os cientistas estão reavaliando suas previsões sobre o destino da atmosfera de Plutão. É que, anteriormente, eles deduziam que, à medida que os planetas anões se afastassem do Sol, menos gelo na superfície seria vaporizado, gerando menos gases atmosféricos, e eventualmente levando a um colapso atmosférico. Não é este o caso, no entanto.

O novo estudo mostra que a névoa, na verdade, torna-se espessa e desaparece em um ciclo que dura alguns poucos anos. Isso indica que as pequenas partículas estão sendo criadas com relativa rapidez. "Ainda há muito que não entendemos, mas agora somos forçados a reconsiderar previsões anteriores", disse Michael Person, que liderou o estudo. "A atmosfera de Plutão pode entrar em colapso mais lentamente do que o previsto anteriormente, ou talvez isso nem mesmo aconteça”, concluiu.


Texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil


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