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Origens da sexta-feira 13

A sexta-feira 13 é apontada como um dia de infortúnio e má sorte. Diversas lendas e crendices rondam essa data e assombram as pessoas que acreditam em destino e pressentimentos

11.11.2020 às 19:41

As pessoas mais supersticiosas evitam sair de casa, fechar negócios ou tomar qualquer decisão importante em sextas-feiras 13. De onde será que vem esse medo generalizado dessa data?

A origem da Sexta-feira 13 pode estar relacionada à Bíblia. A informação é de que Jesus Cristo teria sido crucificado numa sexta-feira, depois de ter celebrado a ceia com treze pessoas.

Uma outra explicação diz que o rei Felipe IV da França se sentia ameaçado pelo poder da Igreja, e para mudar a situação, ele teria tentado se filiar à ordem religiosa dos Cavaleiros Templários, mas sua entrada teria sido negada. Depois disso, ele passou a perseguir os templários numa sexta-feira, dia 13 de outubro de 1307.

Existem várias outras explicações sobre a origem da sexta-feira 13. É difícil saber qual é a correta, ou se todas estão corretas. A única coisa que sabemos é que essa data permanece relacionada a maldições e assombrações.

Para aliviar a situação, os princípios da numerologia apontam o número treze como um forte indício de boa sorte. Agora é você quem deve decidir se o 13 é sinal de sorte ou de azar!


Texto extraido daqui 





Postado por Cultura Inúltil

Parasita controlador de mentes pode nos tornar mais impulsivos

10.10.2020 às 15:00
Shuttertsock/Reprodução

Um parasita que controla a mente e é capaz de deixar seu hospedeiro mais ousado parece algo saído diretamente da ficção científica, mas na verdade, ele existe na vida real. O Toxoplasma gondii é um protozoário que normalmente infecta ratos, manipulando o cérebro dos roedores e diminuindo seu medo de cruzar com predadores, tudo isso para facilitar a transição para outras criaturas.

A doença da coragem

De acordo com um estudo publicado na bioRxiv em 2019, ele pode viver dentro da maioria dos mamíferos, mas o intestino dos gatos é seu recanto favorito devido à alta quantidade de ácido linoleico, algo extremamente necessário para sua reprodução. E é por isso que deixa os camundongos ousados, para que sejam devorados por felinos.

Infelizmente, os seres humanos não são imunes a este protozoário, mas a menos que você lide com as fezes do seu gato pegando diretamente com a mão e sem lavá-las depois, os bichanos não são o nosso maior meio de contaminação, e sim carnes mal passadas e vegetais que não foram higienizados corretamente.

Os humanos viram zumbis desprovidos de medo?

Bom, acredita-se que um terço da população mundial esteja contaminada, e ainda não tivemos sinais de um ataque zumbi, então a resposta é não. Mas o que a presença do Toxoplasma gondii realmente causa no nosso organismo então?

“Quando você se infecta pela primeira vez, pode ter sintomas leves de gripe, mas a maioria de nós nem percebe. Se você é uma mulher grávida, é mais preocupante porque pode prejudicar a criança, mas as pessoas infectadas quase não apresentam problemas de saúde ou sintomas perceptíveis”, explicou Markus Fitza, professor na Escola de Finanças e Administração de Frankfurt, na Alemanha, que pesquisou como este parasita pode afetar as decisões tomadas no mundo dos negócios.

Contudo, Fitza afirmou que os fundamentos do nosso cérebro são muito parecidos com os dos ratos, e mesmo sem afetar nossa saúde, a doença provocada pelo Toxoplasma, a toxoplasmose, pode nos deixar mais sujeitos a correr riscos.

Duas pesquisas, uma com 370 indivíduos na Turquia e a outra com 600 na República Tcheca, apontaram que pessoas com esta doença se tornam menos cuidadosas, estando mais propensas a acidentes de carro e a uma condição psiquiátrica conhecida como Transtorno Explosivo Intermitente, que causa ataques de raiva e impulsos agressivos de forma exagerada.

Bom para os negócios?

Entretanto, a diminuição do medo de correr riscos não é de todo ruim. A pesquisa de Fitza revelou que empresários possuem uma probabilidade maior de serem infectados, e aqueles com toxoplasmose chegam a ganhar em média US$ 6 mil (R$ 33 mil) a mais por ano e tendem a apresentar um comportamento mais empreendedor.

A teoria da pesquisa de Markus e seus colegas é que o Toxoplasma gondii manipula os cérebros e torna as pessoas menos temerosas a pedir demissão e começar suas próprias empresas. “Não podemos dizer com certeza é isso que está acontecendo. Mas este é o argumento que estamos fazendo com base em nossos estudos”, explicou o professor.

Porém, os cientistas ainda não descobriram como o protozoário exerce seu controle mental em humanos, mas com certeza não nos tornamos zumbis estúpidos. 

No entanto, é preciso reforçar que um comportamento mais arriscado nem sempre é benéfico, e que não vale a pena contrair uma doença apenas para se sentir mais corajoso. Então, lide com as fezes do seu gato da forma correta, tome cuidado com a carne que consome e lave bem os seus vegetais.

Postado por Cultura Inúltil

Pessoas com mais de 65 anos compartilham mais fake news no Facebook

07.09.2020 às 12:27


Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Nova York e da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, revelou que pessoas com mais de 65 anos de idade são as que mais compartilham fake news no Facebook. A pesquisa levou em consideração o comportamento dos americanos mais velhos.

Além de estarem mais propensos a acreditarem em notícias falsas, os idosos são mais facilmente influenciados nas redes sociais. Este tipo de comportamento independe do nível de educação, sexo, raça, renda ou filiação partidária.

Desde a eleição de Donald Trump, pesquisadores têm avaliado a influência das fake news nos pleitos eleitorais. Os resultados apontaram que manchetes de notícias falsas se espalham muito rapidamente pelo feed do Facebook, dificultando a quantificação do seu verdadeiro alcance.

A descoberta de que as pessoas mais velhas têm maior probabilidade de compartilhar notícias falsas pode ajudar os usuários e as próprias plataformas de mídias sociais a projetarem intervenções mais eficazes para impedir que os idosos sejam enganados.

Como foi realizado o estudo?

O estudo foi publicado na revista Science Advances e examinou o comportamento de usuários em meses próximos à eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Os acadêmicos começaram a trabalhar com a empresa de pesquisa YouGov para montar um painel de 3.500 pessoas que usam e não usam o Facebook.

Para chegar aos resultados da pesquisa, os estudiosos avaliaram categorias individuais de dados que os usuários compartilhavam. Cerca de 49% dos participantes do estudo que usaram o Facebook concordaram em compartilhar seus dados de perfil.

Em seguida, os pesquisadores verificaram os links postados em seus feeds e fizeram uma lista de todos os domínios da web que compartilhavam notícias falsas. Ao cruzar as informações, os pesquisadores conseguiram chegar a alguns dados interessantes sobre a população norte-americana.

Os usuários conservadores eram mais propensos a compartilhar notícias falsas do que os liberais. Além disso, republicanos também compartilhavam mais links de sites de notícias falsas do que os democratas.

O ponto mais importante do estudo foi o fato de os mais velhos distorcerem mais os fatos e as notícias. Os usuários do Facebook com mais de 65 anos compartilharam mais do que o dobro de notícias falsas do que a faixa etária de 45 a 65 anos e quase sete vezes mais artigos de notícias falsas do que o grupo etário mais jovem, de 18 a 29 anos.

Os pesquisadores acreditam que este comportamento dos usuários mais velhos do Facebook seja um reflexo da menor alfabetização digital dessa população e da perda progressiva da capacidade cognitiva causada pelo envelhecimento, o que faz com que os idosos se tornem mais vulneráveis às fraudes online.

*Texto extraído de https://www.sitedecuriosidades.com/ 

Postado por Cultura Inúltil

Pesquisadores estabelecem nova data de nascimento do rádio no Brasil

Primeira transmissão da Rádio Clube foi em 6 de abril de 1919

15.08.2020 às 13:22
Marcello Casal Jr./Agência Brasil


Depois do advento da internet comercial, o rádio sofreu uma metamorfose. Ampliaram as possibilidades de produção e escuta. As audiências segmentadas fragmentaram-se em nichos antes não atingidos. Nos sites das emissoras de rádio, os estúdios começaram a ser vistos ao vivo, as reportagens passaram a ser transcritas, ganharam fotos e até imagem em movimento. Na web, qualquer emissora do mundo pode ser ouvida em plataformas dedicadas a isso.

O rádio na rede pode ser sincrônico (em tempo real) e assincrônico, em reportagens gravadas, como acontece na Radioagência Nacional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ou nos milhares de podcasts. Concomitantemente, o rádio continua sendo o veículo eletrônico mais instantâneo, íntimo do ouvinte, que trata por “você”, próximo dos acontecimentos e de menor custo.

Essas propriedades são tema recorrentes do interesse dos pesquisadores de rádio no Brasil que, além do presente e do futuro do veículo, continuam investigando o passado. Na próxima quarta-feira (19), a Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar) realiza uma live (a partir das 18h) onde será debatida a nova data de nascimento oficial do rádio no Brasil: 6 de abril de 1919.

No dia seguinte àquela data, o extinto Jornal de Recife deu a seguinte nota:

“Consoante convocação anterior realizou-se ontem, na Escola Superior de Eletricidade, a fundação do Rádio Clube, sob os auspícios de uma plêiade [reunião] de moços que se dedicam ao estudo da eletricidade e da telegrafia sem fio (TSF).”

A notícia foi localizada em uma microfilmagem do Jornal de Recife, durante pesquisa do professor Pedro Serico Vaz Filho, da Universidade Anhembi Morumbi (UAM), que desde o fim dos anos 1990 investiga a história do rádio. A nova data de aniversário foi corroborada por mais notícias localizadas pelo pesquisador em jornais e revistas, publicados dentro e fora de Pernambuco, inclusive sobre o estatuto da nova emissora.

Jovens curiosos

“Claro que não foi uma rádio com a estrutura que nós temos. Eram jovens estudantes curiosos, que estudavam a radiotelegrafia e resolveram montar uma estação de rádio, [de caráter] bem amador, bem experimental, Mas já deram o título de Rádio Clube de Pernambuco”, disse Vaz Filho em entrevista à Agência Brasil.

Além da investigação em periódicos impressos, o pesquisador reviu a bibliografia a respeito e fez entrevistas com diferentes fontes que testemunharam o funcionamento da Radio Clube ainda na primeira metade do século 20.

“Os preparativos para a fundação da emissora, segundo apuração com o ex-presidente da Rádio, também pesquisador Antonio Camelo, aconteceram na rua das Mangueiras, atualmente rua Leão Coroado, no bairro da Boa Vista”, descreveu à reportagem Vaz Filho. Segundo ele, “a Imprensa Oficial do Estado publicou no dia 7 de abril de 1919, um despacho da prefeitura recifense, doando um pavilhão do Jardim 13 de maio, atualmente Parque 13 de maio para funcionar como sede da Rádio Clube.”

As descobertas de Pedro Vaz Filho sobre a primazia da Rádio Clube confirmam o que o professor, jornalista e radialista, Luiz Maranhão Filho, hoje com 87 anos, sempre defendeu. O pai de Maranhão Filho trabalhou na emissora pioneira. Os dois professores participarão da live organizada pela Alcar.

Data avalizada

Durante um encontro de história da mídia realizado no ano passado na capital do Rio Grande do Norte, os pesquisadores especialistas no assunto assinaram a Carta de Natal, onde “avalizam essa decisão os dados apresentados há mais de três décadas pelo pesquisador Luiz Maranhão Filho (UFPE) e validados, mais recentemente, pelo pesquisador Pedro Serico Vaz (Anhembi Morumbi).”

O novo entendimento sobre o nascimento do rádio no Brasil muda o conteúdo das aulas dos cursos de jornalismo, audiovisual e publicidade nas faculdades de comunicação. Até recentemente, a bibliografia especializada reconhecia que a transmissão radiofônica pregressa havia ocorrido de fato naquela data em Recife, mas que a primeira emissora regular seria a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a partir de 17 de outubro de 1923.

Rádio Sociedade foi fundada por acadêmicos como o médico e antropólogo Edgar Roquette-Pinto que via o rádio como um meio estratégico para levar educação à população, então majoritariamente analfabeta. “O TSF [ sistema de telegrafia sem fio] espalha a cultura, as informações, o ensino prático elementar, o civismo, abre campo ao progresso, preparando os tabaréus [pessoa sem instrução] despertando em cada qual o desejo de aprender”, escreveu Roquette-Pinto em artigo publicado em 1927.

De acordo com Vaz Filho, o líder da fundação da Rádio Clube de Pernambuco foi o radiotelegrafista e contabilista Augusto Joaquim Ferreira, também de perfil intelectual, mas não acadêmico. “Ele e outros jovens pensaram naquela possibilidade como meio de comunicação, não exatamente para levar educação às pessoas, o objetivo era outro: levar informações”, como ainda se dá hoje no rádio escutado no dial dos aparelhos à pilha ou na podosfera acessada pelos serviços de streaming.


*Com informações da Agência Brasil

Postado por Cultura Inúltil

Hiroshima: primeiro ataque com bomba atômica completa 75 anos

06.08.2020 às 10:32

“Pensem nas crianças mudas, telepáticas. Pensem nas meninas cegas, inexatas. Pensem nas mulheres rotas, alteradas. Pensem nas feridas como rosas cálidas …”

Os versos são do poeta brasileiro Vinícius de Moraes, que também foi diplomata. Anos depois, Gerson Conrad musicou. Você certamente já ouviu essas palavras com a banda Secos e Molhados.

A música faz referência a um dos episódios mais incrédulos da humanidade, a bomba atômica que destruiu a cidade que era base militar japonesa, Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

Três dias depois, mais um ataque nuclear destruiria outro alvo, a cidade Nagazaki. Mas o Japão só se renderia e daria fim à guerra no dia 2 de setembro de 1945. 

Hoje, 75 anos depois do bombardeio, Hiroshima está reconstruída. Tornou-se uma das cidades mais modernas e desenvolvidas do Japão.

Memorial da Paz de Hiroshima foi construído para não deixar que o mundo se esqueça do que uma bomba atômica é capaz.

Relembre

A Segunda Guerra Mundial começou quando a Alemanha invadiu a Polônia em 1939 e terminou com a rendição do Japão em 1945.

De um lado os Aliados (grupo liderado por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética) e do outro lado o Eixo (formado principalmente por Alemanha, Itália e Japão).

Para entender como começou a Segunda Guerra Mundial, ouça o programa da Rádio Nacional Na Trilha da História.

Como foi o ataque nuclear em Hiroshima

Aeronave B-29, apelidada de Enola Gay.

Aeronave B-29, apelidada de Enola Gay - Governo dos Estados Unidos da América

Os Estados Unidos atacaram o Japão no dia 6 de agosto de 1945, às 8h15. Alguns historiadores dizem que foi um revide ao ataque dos japoneses à base militar norte-americana em Pearl Harbor, no Havaí, em 1941.

O primeiro avião norte-americano tinha a missão de checar as condições climáticas de Hiroshima.

O segundo avião (modelo B-29), pilotado por Paul Tibbets, tinha a missão de jogar a bomba. A aeronave foi batizada pelo piloto como Enola Gay, nome de sua mãe. A bomba recebeu o apelido de Little Boy (pequena criança).

O terceiro avião fotografou a explosão da bomba.

A bomba explodiu a 600 metros do chão. Causou danos num raio de 5 quilômetros. Apenas a Doma de Hiroshima ficou de pé, onde hoje é o Memorial da Paz de Hiroshima. Cerca de 70 mil pessoas morreram imediatamente depois do ataque por queimadura e envenenamento após a explosão.


Doma de Hiroshima antes e depois da bomba atômica.

Hiroshima, por Reuters / dos arquivos - 75º aniversario das bombas atômicas

Confira dez filmes sobre a bomba atômica e o Japão na Segunda Guerra

1 - Hiroshima mon Amour (Alan Resnais - 1959)

2 - Black Rain – A Coragem de uma Raça (Shôhei Imamura-1989)

3- Gembaku no ko - Filhos de Hiroshima (Kaneto Shindo -1952)

4- Rapsódia em Agosto (Akira Kurosawa - 1991)

5- Início do Fim (Roland Joffé - 1989)

6- Cartas de Iwo Jima (Clint Eastwood - 2006)

7 - A Conquista da Honra (Clint Eastwood - 2006)

8 - Império do Sol (Steven Spielberg - 1987)

9- Túmulo dos Vagalumes (Isao Takahata - 1988)

10 - Furyo, em Nome da Honra (Nagisa Ōshima - 1983)

Postado por Cultura Inúltil

Sapatos de criança morta em Auschwitz continham um manuscrito

28.07.2020 às 13:01
Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau/Reprodução


Pesquisadores do Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau encontraram recentemente mais uma peça histórica pertencente à época do Holocausto. Trata-se de um manuscrito que estava dentro de um par de sapatos infantis, no qual são detalhados o nome da criança, modo de transporte até o campo de concentração de Auschwitz, além do seu número de registro. 

Os sapatos pertenceram a Amos Steinberg, um garoto tcheco de apenas seis anos de idade que havia chegado ao campo em 1944. A descoberta aconteceu por acaso, quando os especialistas participavam da reforma de um dos blocos do memorial. 

“Os documentos sugerem que mãe e filho foram deportados para Auschwitz no mesmo meio de transporte. É provável que ambos tenham sido assassinados na câmara de gás após a seleção”, contaram os pesquisadores por meio de uma declaração emitida pelo Memorial.

Acredita-se que mais de 1 milhão de homens, mulheres e crianças foram assassinados em Auschwitz. O garoto em questão teria sido encarcerado no gueto de Theresienstadt, em 10 de agosto de 1942. Seu pai teria se separado da família e transferido para Dachau dois anos depois, em 1944.

Relíquias dolorosas

Junto com o par de sapatos de Amos e o manuscrito, também foram encontrados outros dois pares que também continham documentos, mas escritos em húngaro. Por enquanto, os especialistas do museu acreditam que eles pertenceram a outros prisioneiros que viviam anteriormente em Budapeste e na atual cidade ucraniana de Munkács.

"Já temos outros sapatos como esses em nossas coleções, no entanto, eles possuíam jornais, que costumavam ser usados como palmilhas ou um tipo de isolamento adicional", disse a pesquisadora Hanna Kubik. 

Segundo ela, a nova descoberta é bastante importante e interessante, pois os documentos estão em boas condições e possuem datas, nomes de pessoas e outras informações relevantes.

Os papéis incluíam os nomes Ackermann, Brávermann e Beinhorn. "Eles provavelmente foram deportados para Auschwitz na primavera ou no verão de 1944, durante o extermínio dos judeus húngaros. Espero que uma pesquisa mais aprofundada nos permita determinar os detalhes dos indivíduos", explicou Kubik. 

Agora, todas essas relíquias estão sendo organizadas e preparadas para que uma análise posterior possa ser realizada pelo departamento de coleções do museu. Dessa forma, haverá a garantia de novos detalhes históricos sobre o período.


*Texto extraído de megacurioso.com.br 

Postado por Cultura Inúltil

Como deve ser um banheiro na Lua?

NASA pagará até US$ 35 mil pela melhor ideia

03.07.2020 às 06:00
Ilustração simula astronauta norte-americano pisando na Lua através do programa Artemis, ao lado do módulo de pouso (Imagem: NASA)

A agência espacial norte-americana quer ver as diversas opiniões e diferentes perspectivas de cientistas colaboradores, segundo Mike Interbartolo, gerente de projetos do Lunar Loo Challenge, que trabalha com o Human Sistema Lunar Lander da NASA. A agência vai recompensar os melhores participantes do concurso com até US$ 35.000, e as melhores ideias serão aproveitadas no banheiro do módulo de aterrissagem da missão Artemis.

Além disso, a NASA também planeja testar um novo banheiro na ISS ainda este ano, chamado de Sistema Universal de Gerenciamento de Resíduos (tradução livre para Universal Waste Management System). Este banheiro será usado na nave Orion, que levará os astronautas à órbita lunar durante as missões Artemis, mas a NASA quer algo um pouco diferente no módulo de pouso. Afinal, quando os astronautas estiverem na superfície lunar, a Orion estará na órbita, entre 20 a 24 horas de distância do módulo de pouso. Os astronautas passarão cerca de seis dias e meio na Lua, e um banheiro se tornará necessário ali.

Para ganhar o prêmio de melhor design do Lunar Loo, os participantes precisam seguir uma série de especificações estabelecidas pela NASA. Por exemplo, o banheiro deve ter um determinado tamanho e peso, não pode consumir muita energia, e deve ser rápido de se utilizar. O Lunar Loo também inclui uma competição semelhante para crianças e jovens de até 18 anos. Um painel de engenheiros da NASA decidirá qual banheiro funciona melhor e, além do dinheiro, os vencedores receberão um passeio pelo Johnson Space Center da NASA em Houston.


*CanalTech 

Postado por Cultura Inúltil

Um povo que não envelhece e chega a viver 120 anos

28.06.2020 às 19:32

Imagine você com 85 anos de idade, mas parecendo que tem apenas 45. Seria legal, não? E mulheres que têm filhos depois de idosas sem sofrer nenhum problema com isso, o que acha disso? Parece utopia, conto de fadas? Nada disso! Isso — e muito mais — é normal para os habitantes do Vale de Hunza.

Situado nas montanhas do Himalaia, no extremo norte da Índia, onde se juntam as terras de Caxemira, Índia e Paquistão, o local chamou muita atenção quando, em 1916, alguns ingleses que faziam a atualização do mapeamento da região descobriram este pequenino reino incomum, que logo foi apelidado de “Jardim do Éden” no Planeta Azul.

São apenas 30 mil habitantes em um vale paradisíaco com 2500 mil metros de altitude, nas montanhas do Kush Hindu, que falam um idioma próprio (Burushaski) sem relação com nenhum outro existente.

Os habitantes ganharam fama por serem um povo feliz, simpático, sempre alegre e ativo, em que diversas pessoas vivem tranquilamente com mais de 110 anos de idade — alguns chegam até mais de 120 —, e com um detalhe fundamental: sem sofrer doenças graves nem problemas sérios de saúde — praticamente um milagre nos dias atuais.

Tem explicação?

De acordo com o médico escocês, Dr. Mac Carrisson, que descobriu essa galera por curiosidade e acabou convivendo com eles por sete anos, o segredo da saúde em Hunza está na alimentação de seu povo, sempre a base de cereais integrais, frutas (principalmente o Damasco, considerado sagrado na região), verduras, castanhas, queijo de ovelha e o inusitado pão de Hunza, sempre respeitando uma restrição calórica de 30%.

Porém, com uma diferença: tudo 100% orgânico, sem vitaminas sintéticas (produzidas em laboratórios), assim como os agrotóxicos e adubos químicos, que são extremamente comuns em boa parte do globo e acabam matando o organismo humano ao longo de uma média de 75 anos, o que explica o crescente número de casos de câncer e AVC no planeta.

Além disso, os Hunza só tomam duas refeições por dia, sendo que a primeira acontece só ao meio-dia. Ou seja, eles passam boas horas em jejum, mas nunca parados, agindo como sedentários, e sim com diversas atividades físicas. A carne não é totalmente cortada na dieta, mas é comida apenas em ocasiões especiais, e sempre em pequenas quantidades.

Aliás, é interessante informar a você que qualquer tipo de exercício feito em jejum proporciona os maiores efeitos de indução enzimática das enzimas antioxidantes, SODCu-Zn citoplasmática e a SODMn mitocondrial.

Era uma vez um paraíso...

O Vale de Hunza é governado pelo rei Jaman Khan, um monarca que adora mergulhar em montanhas de dinheiro e acabou deixando que ingleses e americanos fossem para lá a partir da década de 20, iniciando a destruição deste paraíso na Terra.

Com isso, a criançada largou boa parte dos velhos costumes e passou a comer hambúrguer freneticamente, tomar Coca-Cola e se preocupar com formação acadêmica tradicional, se tornando apenas um “gado da matrix”. Atualmente, existem diversas escolas inglesas nos vilarejos de Hunza, como Chapursan, Tajik ou Sust, onde as crianças aprendem a serem “civilizadas” pela máquina do sistema.

Sendo assim, as pessoas passaram a morrer mais cedo de umas décadas para cá, com apenas 70 ou 80 anos em média. Hoje em dia, são bem poucas as famílias que ainda mantêm a tradição original de longevidade que marcou o povo de Hunza durante sua história, infelizmente.


*Texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

Físicos fazem tempo correr 'ao contrário' usando computador quântico

13.06.2020 às 15:14


Cientistas russos usaram um computador quântico para reverter o fluxo de tempo e desfazer o envelhecimento de uma única partícula elementar simulada em um milionésimo de segundo. Porém, o experimento – publicado na revista Nature Scientific Reports – diferente de abrir portas para o desenvolvimento de uma máquina do tempo, só reforçou o quanto estamos presos no fluxo temporal.

"Demonstramos que reverter o tempo, mesmo uma partícula quântica, é uma tarefa insuperável na natureza", explica o físico Valerii M. Vinokur, do Laboratório Nacional de Argonne (EUA), um dos cinco pesquisadores da equipe liderada por Gordey B. Lesovik, do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou.

O estudo se relaciona com a Segunda Lei da Termodinâmica, que afirma que existe uma tendência natural de qualquer sistema isolado de degenerar em um estado mais desordenado. "Essa lei está intimamente relacionada à noção da ‘flecha do tempo’ que apresenta a direção unidirecional do tempo, do passado para o futuro", afirma Lesovik.

Em tese, as leis básicas da física são reversíveis: elas trabalham matematicamente se o tempo está avançando ou retrocedendo. Mas se o tempo é apenas outra dimensão do espaço-tempo, como Albert Einstein disse, é uma dimensão unidirecional estranha. No mundo real, podemos sair do metrô e virar à esquerda ou à direita, mas não temos a opção de avançar ou voltar no tempo. Estamos sempre indo em direção ao futuro.

No experimento, os cientistas conseguiram uma maneira de dobrar esta lei, criando artificialmente um estado que evolui em uma direção oposta à da flecha termodinâmica do tempo. Lesovik explica que a evolução do estado de um elétron é governada pela equação de Schrödinger (o mesmo da história do gato).

Embora não faça distinção entre o futuro e o passado, a região do espaço que contém o elétron tende a se espalhar muito rapidamente. Ou seja, o sistema tende a se tornar mais caótico: a incerteza da posição do elétron está aumentando, de forma análoga à crescente desordem em um sistema de grande escala, como uma mesa de bilhar após a primeira tacada. É a Segunda Lei da Termodinâmica em ação.

"No entanto, a equação de Schrödinger é reversível", acrescenta Vinokur. "Matematicamente, isso significa que, sob uma conjugação complexa, a equação descreverá a ‘mancha’ que representa a localização dos elétrons recuando para uma pequena região do espaço". Embora esse fenômeno não seja observado na natureza, poderia teoricamente ocorrer devido a uma flutuação aleatória no fundo cósmico de micro-ondas que permeia o universo.

A equipe decidiu calcular a probabilidade de observar a localização de um elétron reverter por uma fração de segundo para uma posição do seu passado recente. As chances de isso acontecer de forma natural são bem baixas: se alguém passasse a vida inteira do universo - 13,7 bilhões de anos - observando 10 bilhões de elétrons a cada segundo, a ‘evolução reversa’ do estado da partícula ocorreria apenas uma vez, e por um décimo de bilionésimo de segundo.

Lesovik e sua equipe não tinham tanto tempo assim, então tentaram outro método. Em vez de tentar observar um elétron, eles observaram o estado de um computador quântico composto por dois e posteriormente três qubits, ou bits quânticos.

A pesquisa foi feita em quatro etapas: primeiro, cada qubit foi inicializado no estado fundamental, denotado como zero – uma configuração altamente ordenada, que corresponde a um elétron localizado em uma pequena região. Na segunda etapa, o elétron é espalhado por uma região cada vez maior do espaço, no qual o estado dos qubits se torna um padrão de mudança cada vez mais complexo de zeros e uns. Isso foi alcançado lançando-se um programa de evolução no computador quântico. Uma degradação semelhante ocorreria naturalmente devido às interações dos elétrons com o meio ambiente, mas o programa controlado de evolução autônoma permitirá as próximas etapas do experimento.

A terceira fase é a reversão do tempo. Um outro programa modifica o estado do computador quântico de forma que ele evolua "para trás", do caos para a ordem. Essa operação é semelhante à flutuação aleatória do fundo de micro-ondas, mas desta vez é deliberadamente induzida. Voltando à analogia da mesa de bilhar, seria com uma tacada perfeitamente calculada que devolveria todas as bolas ao formato de triângulo inicial.

Na última etapa, de regeneração, o programa de evolução é lançado novamente. Se a "tacada" tenha sido realizada com sucesso, o programa não resulta em mais caos, mas retrocede o estado dos qubits inicial. Os pesquisadores descobriram que em 85% dos casos o computador quântico de dois qubit conseguiu esse retorno, enquanto o de três qubits obteve uma taxa de sucesso de aproximadamente 50%.

Mais do que um experimento teórico, o estudo e próprio desenvolvimento do algoritmo de reversão de tempo podem ser úteis para tornar os computadores quânticos mais precisos. "Nosso algoritmo pode ser atualizado e usado para testar programas escritos para computadores quânticos e eliminar e erros", explica Lesovik.

Com informações de EurekAlert/New York Times/Science Alert

Postado por Cultura Inúltil

Satélite do tamanho de uma maleta vê exoplaneta a 40 anos-luz da Terra

05.06.2020 às 12:11


Um telescópio espacial experimental chamado Asteria demonstrou com sucesso que, na astronomia, tamanho não é documento. Medindo apenas 10 × 10 × 30 cm e pesando 10 kg, ele se tornou o menor “caçador de planetas” da história. Criado por uma parceria entre o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa e lançado pela Estação Espacial Internacional (ISS) no final de 2017, ele foi destruído ao reentrar na atmosfera em abril deste ano.

A missão do Asteria (Arcsecond Space Telescope Enabling Research In Astrophysics, ou Telescópio Espacial de Arco-Segundo Possibilitando Pesquisa em Astrofísica) era comprovar que um equipamento tão pequeno seria capaz de realizar o mesmo tipo de detecção para o qual são normalmente usados telescópios muito maiores, como o Hubble ou o James Webb.

Para isso os cientistas o apontaram para 55 Cancri A, uma estrela a 40 anos-luz de nós que tem cinco exoplanetas em sua órbita. E após meses de observação o telescópio conseguiu detectar a passagem de 55 Cancri E, quarto planeta do sistema, uma “super Terra” com o dobro do tamanho de nosso lar.

A detecção foi feita pelo método de trânsito: Asteria manteve a estrela em sua “mira” e monitorou sua luminosidade durante um período de tempo. Quanto o planeta passou entre o telescópio e a estrela causou uma redução de 0,04% no brilho dela, suficiente para que fosse detectado.

A temperatura da superfície de 55 Cancri E é estimada em 2.000 ºC, devido à sua proximidade da estrela. Cientistas estimam que ele tenha rios de lava em sua superfície e que sua pressão interior seja tão alta que ele tenha grandes quantidades de diamantes em seu núcleo.

Pequenos telescópios como o Asteria, com seu espelho de meros 6 cm de diâmetro, nunca irão substituir os grandes telescópios como o Hubble, com seu espelho de 2,4 metros, ou o James Webb, com 6,5 metros, capazes de analisar várias estrelas ao mesmo tempo. Mas são muito menores, mais baratos e mais versáteis, e no futuro podem servir como “auxiliares” dos telescópios maiores, monitorando estrelas de potencial interesse e liberando eles para outras pesquisas.

“Descobrimos tantas coisas que pequenos satélites futuros poderão fazer melhor porque demonstramos a tecnologia e suas possibilidades”, disse Akshata Krishnamurthy, co-investigador e co-líder de análise de dados científicos do Asteria no JPL. “Acredito que abrimos portas”, disse.

*Com informações da Forbes 

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