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Satélite do tamanho de uma maleta vê exoplaneta a 40 anos-luz da Terra

05.06.2020 às 12:11


Um telescópio espacial experimental chamado Asteria demonstrou com sucesso que, na astronomia, tamanho não é documento. Medindo apenas 10 × 10 × 30 cm e pesando 10 kg, ele se tornou o menor “caçador de planetas” da história. Criado por uma parceria entre o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa e lançado pela Estação Espacial Internacional (ISS) no final de 2017, ele foi destruído ao reentrar na atmosfera em abril deste ano.

A missão do Asteria (Arcsecond Space Telescope Enabling Research In Astrophysics, ou Telescópio Espacial de Arco-Segundo Possibilitando Pesquisa em Astrofísica) era comprovar que um equipamento tão pequeno seria capaz de realizar o mesmo tipo de detecção para o qual são normalmente usados telescópios muito maiores, como o Hubble ou o James Webb.

Para isso os cientistas o apontaram para 55 Cancri A, uma estrela a 40 anos-luz de nós que tem cinco exoplanetas em sua órbita. E após meses de observação o telescópio conseguiu detectar a passagem de 55 Cancri E, quarto planeta do sistema, uma “super Terra” com o dobro do tamanho de nosso lar.

A detecção foi feita pelo método de trânsito: Asteria manteve a estrela em sua “mira” e monitorou sua luminosidade durante um período de tempo. Quanto o planeta passou entre o telescópio e a estrela causou uma redução de 0,04% no brilho dela, suficiente para que fosse detectado.

A temperatura da superfície de 55 Cancri E é estimada em 2.000 ºC, devido à sua proximidade da estrela. Cientistas estimam que ele tenha rios de lava em sua superfície e que sua pressão interior seja tão alta que ele tenha grandes quantidades de diamantes em seu núcleo.

Pequenos telescópios como o Asteria, com seu espelho de meros 6 cm de diâmetro, nunca irão substituir os grandes telescópios como o Hubble, com seu espelho de 2,4 metros, ou o James Webb, com 6,5 metros, capazes de analisar várias estrelas ao mesmo tempo. Mas são muito menores, mais baratos e mais versáteis, e no futuro podem servir como “auxiliares” dos telescópios maiores, monitorando estrelas de potencial interesse e liberando eles para outras pesquisas.

“Descobrimos tantas coisas que pequenos satélites futuros poderão fazer melhor porque demonstramos a tecnologia e suas possibilidades”, disse Akshata Krishnamurthy, co-investigador e co-líder de análise de dados científicos do Asteria no JPL. “Acredito que abrimos portas”, disse.

*Com informações da Forbes 

Postado por Cultura Inúltil

Você Sabia? Maior número de suicídios ocorre às segundas-feiras

29.05.2020 às 13:34


Uma pesquisa revelou que as pessoas tendem a cometer suicídio às segundas-feiras. Esse é o dia com o maior risco para alguém que está prestes a tirar a própria vida. Já o dia da semana com o maior número de assassinatos é domingo.

Os pesquisadores revelaram que existe sim uma relação entre o dia da semana e um risco aumentado de mortes por acidentes de carro, homicídios e outros motivos violentos. A descoberta faz parte do Relatório Semanal de Morbidade e Mortalidade do CDC. 

A pesquisa calculou que, em média, 103 americanos morrem em acidentes de carro, 121 de suicídio e 49 de homicídio em um dia comum. Acontece que as pessoas morrem de formas diferentes dependendo do dia da semana. O maior número de suicídios, por exemplo, ocorre na segunda-feira.

O Escritório Nacional de Estatísticas indicou que 16% dos suicídios masculinos e 17% dos suicídios femininos acontecem às segundas. O relatório também identificou que o ano 2000 foi o que registrou o maior número de casos de suicídio na série histórica dentro do período de 10 anos.

Fatalidades de acidentes de carro são relativamente baixas durante a semana, mas aumentam de forma significativa na sexta-feira e atingem picos aos sábados e domingos. Os números estão relacionados principalmente ao ato de dirigir após o consumo de bebidas alcoólicas.

Já o domingo foi indicado pela pesquisa como o dia em que os americanos são mais propensos a serem assassinados.

A coautora do relatório, Anita Brock, disse que as descobertas podem ajudar os provedores de serviços públicos de ajuda e suporte emocional a implantarem novos recursos preventivos, colocando mais funcionários em serviço às segundas-feiras.

Ao longo de 10 anos, pouco mais de 27.000 homens e quase 8.000 mulheres cometeram suicídio, segundo registros de médicos legistas dos Estados Unidos. Andy Bell, do Centro Sainsbury para Saúde Mental, concordou que as descobertas podem ajudar a entender quando as pessoas estão mais vulneráveis e precisando de ajuda.


Texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

Confirmada existência de dois exoplanetas gigantes recém-nascidos

É a primeira vez que os pesquisadores têm a oportunidade de acompanhar a formação de novos mundos em um sistema multiplanetário

23.05.2020 às 08:00
Impressão artística do sistema PDS 70 e seus dois protoplanetas ao redor da estrela recém-nascida (Imagem: W. M. Keck Observatory/Adam Makarenko)

Uma equipe de astrônomos confirmou a existência de dois planetas que estão em suas fases iniciais de desenvolvimento. Essa é a primeira vez que os pesquisadores têm a oportunidade de acompanhar a formação de novos mundos em um sistema multiplanetário. A primeira imagem real de um desses planetas foi tirada em 2018, quando cientistas do Instituto de Astronomia Max Planck e do European Southern Observatory registraram o protoplaneta PDS 70b. Várias imagens vieram em seguida, em diferentes comprimentos de onda, registrando o “nascimento” de seu irmão, o PDS 70c, em 2019.

Ambos são mundos gasosos, de proporções semelhantes às de Júpiter, e foram descobertos pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (VLT). No início, houve alguma confusão e debate sobre a natureza dos objetos fotografados, mas novas evidências mostram que as imagens são de fato autênticas.

Usando um novo sensor de frentes de onda em pirâmide (um tipo de sensor que mede as aberrações ópticas de uma frente de onda óptica para correção) no Observatório WM Keck em Maunakea, no Havaí, uma equipe de astrônomos liderada pela Caltech aplicou um novo método de capturar imagens da família de protoplanetas. Os resultados foram publicados no The Astronomical Journal.

O problema com as primeiras imagens é que os protoplanetas se formam a partir de um disco de poeira e gás em torno de uma estrela também recém-nascida. De acordo com Jason Wang, principal autor do novo estudo, esse material cria “um tipo de cortina de fumaça que dificulta distinguir um disco gasoso e empoeirado de um planeta em desenvolvimento". Para resolver o problema Wang e sua equipe desenvolveram um método para separar os sinais do disco estelar e dos protoplanetas.

"Sabemos que a forma do disco deve ser um anel simétrico ao redor da estrela, enquanto um planeta deve ser um único ponto na imagem", disse Wang. "Portanto, mesmo que um planeta pareça estar em cima do disco, como é o caso do PDS 70c [...] podemos inferir o quão brilhante o disco deve estar no local do protoplaneta e remover o sinal do disco. Tudo o que resta é a emissão do planeta".

Assim, a equipe capturou imagens do sistema PDS 70 com uma câmera de infravermelho próximo usada no sensor de frentes de onda em pirâmide. Essa nova técnica “melhorou drasticamente a capacidade de estudar exoplanetas, especialmente aqueles em torno de estrelas de baixa massa onde a formação de planetas está ocorrendo ativamente”, disse Sylvain Cetre, engenheiro de software do Observatório Keck.

Com isso, a imagem do PDS 70 capturada pela equipe de Wang não apenas confirmou a existência dos dois protoplanetas em desenvolvimento, como também foi um dos primeiros testes da qualidade desse novo sensor. Charlotte Bond, que trabalhou no projeto e na instalação do novo equipamento, disse que “é empolgante ver o quão preciso o novo sistema corrige a turbulência atmosférica de objetos em meio à poeira, como as jovens estrelas onde se espera que os protoplanetas residam”.


*Canal Tech -  texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

O uso da tecnologia em sintetizadores de som

19.05.2020 às 06:00
Florian Schneider, fundador da banda Kraftwerk


Mês passado faleceu Florian Schneider, um dos fundadores do Kraftwerk, banda essencial na disseminação de uso de computadores na produção musical. Mas a história do uso de tecnologia para sintetizar sons começou quase que junto da invenção dos computadores. Entre as décadas de 40 e 50, diversos pioneiros, como Raymond Scott, usavam salas inteiras de equipamentos para produzir sons. Mas foi em 1963 que o primeiro hit produzido com um sintetizador, por Delia Derbyshire e Ron Grainer, ganhou o mundo: a música tema do seriado inglês Doctor Who . Mas foi a partir de meados dos anos 70 que esse estilo de música se consolidou e explodiu nas paradas. Acabou conhecido como Synthpop. É essa história que o zine Treble conta através de uma seleção de 50 música essenciais do estilo. De Jean Michel Jarre à artistas atuais como Sharon Van Etten e Grimes, namorada de Elon Musk. Pelo caminho, Madonna, Prince, New Order, The Cure e até mesmo o jazzista Herbie Hancock. 

E se a música Winds of Change, da Scorpion, banda alemã de rock pesado, tivesse sido na verdade escrita pela CIA como parte de um sofisticado plano para derrotar o comunismo na Europa? Pois é essa a premissa da série de oito episódios do podcast Winds of Change, produzido pelo jornalista da New Yorker Patrick Radden Keefe. Ele investigou o assunto depois de receber a pista de uma antiga fonte com muitos contatos no mundo da espionagem. Durante a investigação, Keefe entrevistou ex-espiões, velhos membros do mundo da música e fãs de Scorpion da antiga União Soviêtica. Confira uma resenha no Vulture. 

Postado por Cultura Inúltil

A incrível neblina azulada da atmosfera de Plutão

16.05.2020 às 11:41
Imagem colorida de alta resolução das camadas de neblina na atmosfera de Plutão, capturada pela sonda New Horizons em 2015 (Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI)


Mesmo se movendo lentamente em uma órbita incomum a 6,7 ​​bilhões de quilômetros de distância do Sol, Plutão possui uma atmosfera nebulosa formada graças aos raios solares que chegam até lá. Isso foi descoberto quando a sonda New Horizons passou pelo planeta anão em 2015 e, agora, a NASA obteve novos detalhes sobre essa neblina azulada de Plutão, com a ajuda de um avião.

Este avião é, na verdade, o Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha, conhecido pela sigla SOFIA. Trata-se de um observatório que voa pela atmosfera terrestre em um Boeing 747 modificado e, assim, consegue captar dados do Sistema Solar. Com a ajuda do SOFIA, pesquisadores conseguiram entender melhor como a atmosfera nebulosa de Plutão é formada.

De acordo com os dados coletados, a neblina que envolve Plutão é feita de partículas muito pequenas que permanecem na atmosfera do planeta anão por períodos prolongados, em vez de caírem na superfície. Os dados do SOFIA mostram que essas partículas estão sendo constantemente renovadas pelo Sol, à medida que seus raios alcançam a superfície e vaporiza o gelo que cobre o pequeno mundo.

A atmosfera desse mundo gelado é composta predominantemente de gás nitrogênio, com pequenas quantidades de metano e monóxido de carbono. As partículas de neblina se formam no alto da atmosfera, a mais de 32 km acima da superfície, à medida que o metano e outros gases reagem à luz solar, antes de chover lentamente para a superfície gelada. De acordo com os dados do SOFIA, essas partículas são extremamente pequenas - têm apenas 0.06-0.10 mícrons de espessura, algo 1.000 vezes menor do que a largura de um cabelo humano.

Por serem tão pequenas, as partículas espalham mais luz azul do que outras cores do espectro solar, à medida que flutuam em direção à superfície, criando uma tonalidade azulada na atmosfera de Plutão. Mas, com as novas informações, os cientistas estão reavaliando suas previsões sobre o destino da atmosfera de Plutão. É que, anteriormente, eles deduziam que, à medida que os planetas anões se afastassem do Sol, menos gelo na superfície seria vaporizado, gerando menos gases atmosféricos, e eventualmente levando a um colapso atmosférico. Não é este o caso, no entanto.

O novo estudo mostra que a névoa, na verdade, torna-se espessa e desaparece em um ciclo que dura alguns poucos anos. Isso indica que as pequenas partículas estão sendo criadas com relativa rapidez. "Ainda há muito que não entendemos, mas agora somos forçados a reconsiderar previsões anteriores", disse Michael Person, que liderou o estudo. "A atmosfera de Plutão pode entrar em colapso mais lentamente do que o previsto anteriormente, ou talvez isso nem mesmo aconteça”, concluiu.


Texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

Alienígenas podem respirar hidrogênio?

08.05.2020 às 06:00


Pesquisa mostra que a vida pode prosperar em uma atmosfera formada apenas por hidrogênio


Existe vida fora da Terra? A pergunta que intriga a todos há séculos nunca teve uma resposta definitiva. Agora, porém, um novo estudo sugere a possibilidade de a vida prosperar em uma atmosfera formada 100% por hidrogênio, o que pode mudar a compreensão de como e onde a vida extraterrestre pode ser encontrada.

A pesquisa, liderada pela astrofísica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) Sara Seager, utilizou a bactéria E. Coli e leveduras em uma atmosfera composta apenas por hidrogênio. Os micróbios sobreviveram ao experimento, mostrando que a vida pode resistir em um ambiente extremo. “Quero convencer os astrônomos a pensar de maneira mais ampla sobre que tipo de planeta pode ser habitável”, destacou a cientista.

Seager ainda acrescentou que, com sua descoberta, novos planetas potencialmente habitáveis podem ser encontrados e estudados. Os pesquisadores podem expandir sua procura por exoplanetas que podem ter sido ignorados inicialmente.

Além disso, como as atmosferas com mais hidrogênio em sua composição são maiores, seria mais fácil identificá-las com técnicas simples de observação, destacou.


Texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

Conheça outras quarentenas da história mundial

02.05.2020 às 12:13
Wikimedia


Quarentena da Peste Bubônica


peste bubonica
Fotos:Paul Furst, Der Doctor Schnabel von Rom - Wikimedia / Chevalier Roze à la Tourette - Wikimedia

A peste bubônica costumava ser muito prevalente no mundo. No século 14, 20 milhões de europeus morreram de peste bubônica. A palavra quarentena surgiu nessa época, na Itália, mais precisamente na movimentada cidade portuária de Veneza. Para evitar a transmissão da doença, os navios atracavam na ilha 40 dias antes de permitir que os marinheiros ou a carga chegassem à terra firme. Eles chamavam esse período de quarantinario.


Quarentena dos astronautas da Apollo 11


Quarentena dos astronautas, lua
 Folha de S.Paulo 

A NASA já colocou astronautas em quarentena. Antes de testar as amostras da lua, os cientistas não sabiam exatamente com o que poderiam lidar. Parasitas, vírus ou bactérias infecciosas vindos da lua eram possíveis de existir. Por isso, os astronautas passaram 21 dias em quarentena quando chegaram do espaço.


Quarentena da Febre Tifoide


Mary Mallon, febre tifoide
Mary Mallon em uma cama de hospital. Ela foi forçada a ficar em quarentena como portadora da febre tifóide em 1907 até 1910 e depois novamente de 1915 até sua morte em 1938. Crédito da foto / Conteúdo da legenda: Wikimedia

Mary Mallon era portadora de febre tifoide, mas imune a seus sintomas. Quando um surto da doença devastou a cidade de Nova York, os detetives a rastrearam como a fonte do surto e a prenderam. Em 1915, a polícia a enviou para a North Brother Island, para viver o resto de sua vida em quarentena.

Quarentena do Antraz


Durante a Segunda Guerra Mundial, os britânicos suspeitaram que poderiam usar o antraz para causar devastação em cidades alemãs. Quando inalado, o antraz é quase sempre mortal, mas as bactérias produtoras de esporos causam danos mais duradouros ao infectar o gado e o solo.



Homens roupas de protecao, ilha de Gruinard
Ilha Gruinard, mais conhecida como a Ilha de Antraz. Crédito da foto: Fatos Desconhecidos

ilha de Gruinard
Ilha Gruinard, mais conhecida como a Ilha de Antraz. Crédito da foto: Jornal ciência

Para testar a teoria, os britânicos lançaram antraz na ilha de Gruinard, na costa da Escócia. O teste foi um sucesso tão grande que, 50 anos depois, a ilha ainda estava em quarentena por ser altamente tóxica para as pessoas. A ilha só foi declarada segura para os humanos em 1990.


*Texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

O mistério sobre estado físico do vidro, que intriga a humanidade há séculos

25.04.2020 às 12:24


O vidro é um mistério que intriga os cientistas há séculos. Isso porque, embora seja um material muito comum e esteja em quase tudo ao nosso redor, seu estado físico fica entre o sólido e o líquido. Suas moléculas não ficam ordenadas, como em um cristal, e nem “apertadas” de maneira organizada em algo sólido, a exemplo de uma barra de ferro, um bloco de concreto ou um pedaço de madeira. Elas simplesmente ficam exatamente como as de um líquido, mas em animação suspensa. Qual a razão de isso acontecer, já que o vidro, na verdade, se parece mais com um sólido, e não com um líquido? O que isso tem a ver com o conceito chamado de “vidro ideal”? E por que é tão importante? Bem, há várias pesquisas sobre o assunto, mas só recentemente, com a ajuda da tecnologia, é que estamos perto de realmente entender o vidro.

Mas, antes de seguirmos adiante neste texto, é preciso que uma coisa fique bem entendida: quando um líquido esfria, ele cristaliza em um padrão regular e repetitivo, a exemplo de quando a água congela a zero grau Celsius. Contudo, dependo da mistura no fluido e da temperatura, as moléculas param de se mover e se contraem aos poucos, tornando sua consistência viscosa, até endurecer por completo. Esse processo natural é o que torna um vidro o que os pesquisadores chamam de sólido amorfo — um meio-termo entre o líquido e o sólido.

Representação dos estados em cristal, líquido e vidro (Reprodução/Quanta Magazine)

O "vidro ideal"

Esse é um conceito que poderia explicar o “caminho” que uma substância leva de seu estado líquido ao sólido amorfo perfeito, ou o mais denso agrupamento aleatório de moléculas possível — o vidro ideal. Só tem um problema: pesquisadores acreditam que, para observar esse processo de forma natural, seriam necessários milhões de anos. Mas, com descobertas do passado aliadas a estudos recentes e às novas tecnologias, esses estudiosos podem nos dar alguma orientação para chegarmos às respostas definitivas.

Em primeiro lugar, era necessário saber se essa ideia do vidro ideal realmente se encaixa nos fenômenos naturais conhecidos. Em 1948, um jovem químico chamado Walter Kauzmann notou o que ficou conhecido como “Crise da Entropia”, um paradoxo que poderia, então, ser explicado pelo vidro ideal. Ele observou que, se você puder resfriar um líquido devagar o suficiente, suas moléculas precisam se mover por mais tempo, obrigando o fluido viscoso a buscar arranjos mais “apertados” e de menor energia.

Como a configuração não se parecia ou se aproximava à de um cristal, e nem de um sólido, Kauzmann percebeu um movimento de entropia, que, em seu momento final, tornou-se muito denso. Mas, ainda assim, o material resultante não tinha moléculas ordenadas como a de um cristal, e nem como a de um sólido. A redução de nível da desordem dos componentes foi atrelada então a uma determinada temperatura, e isso também revelou que o líquido, talvez, busque esse “rearranjo” até o que seria o vidro ideal — o que, como dissemos, levaria muito tempo para se formar de maneira natural, a ponto de o processo ser observado e documentado do início ao fim.

A conclusão, então, apoiada pelos estudos dos pesquisadores Julian Gibbs e Edmund DiMarzio, em 1958, é que, na “Temperatura de Kauzmann”, é possível observar as moléculas se movendo em blocos desordenados para se manterem assim nos menores espaços e combinações possíveis. Ou seja, o líquido, quando vai se tornando vidro, procura naturalmente pela situação do vidro ideal, mantendo sua “bagunça organizada” sem se combinar meticulosamente como um cristal ou se “apertar” em uma ordem suficiente para se tornar um sólido.

Um âmbar de 110 milhões de anos pode dar algumas respostas sobre a natureza do vidro
(Reprodução/Quanta Magazine)

O "vidro ultraestável"

Ao longo do tempo, cientistas passaram então a usar a tecnologia para tentar fabricarm artificialmente, o tal do vidro ideal. Em 2007, Mark Ediger, químico da Universidade de Wisconsin, nos EUA, descobriu uma forma de chegar a um estado entre o vidro comum e o ideal, o chamado "vidro ultraestável". Usando a chamada deposição de vapor, Ediger e sua equipe lançaram moléculas uma a uma sobre a superfície, como se estivessem jogando Tetris, permitindo que cada molécula se acomodasse no seu encaixe mais confortável antes que a próxima fosse liberada. O resultado foi um material mais denso e estável, com menor desordem molecular do que todos os vidros vistos ao longo da história da humanidade.

Com isso, eles também observaram, na prática, a teoria de Phil Anderson, consagrado físico de matéria condensada e ganhador do Prêmio Nobel. Nos anos 1970, Anderson explicou que os vidros possuem pequenos aglomerados de moléculas que se movem de acordo com a troca de temperatura, justamente para manter sua “desorganização organizada” característica. Ou seja, quando uma molécula vai parando conforme a temperatura cai, ela possui um componente alternativo agrupado, que é capaz de passar por obstáculos para ocupar outro espaço e trocar calor — mantendo, assim, sua formação desordenada. Esses blocos foram chamados de “sistemas de dois níveis”, pois, quando um nível “se ajeita”, o outro pode se deslocar para manter a desordem.

O âmbar e a inteligência artificial

Já em 2008, Miguel Ramos, físico especialista em vidro na Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, obteve um pedaço de âmbar de 110 milhões de anos. Os arqueólogos que descobriram esse âmbar não encontraram as evidências que gostariam ali, mas, para Ramos, aquela amostra seria o mais próximo do que podemos conceber sobre um vidro ideal: um líquido que, talvez em busca de sua configuração mais densa possível, chegou a esse material, que continua com as características de um vidro e não pode ser considerado um sólido — estaria mais próximo do vidro ultraestável de Ediger.

Em experimentos paralelos, tanto Ramos quanto o cientista Frances Hellman, da Universidade da Califórnia, analisaram as propriedades de baixa temperatura do âmbar e da indometacina — um produto químico usado como um medicamento anti-inflamatório e que também tem características de um vidro ultraestável. Eles descobriram, em ambos os casos, que a capacidade de calor era muito menor do que o normal quando analisados próximo ao zero absoluto. Isso sugere que o vidro ultraestável possui menos sistemas de dois níveis. Então, aplicando o princípio da entropia e todos os estudos anteriores, o vidro ideal seria aquele sem esses sistemas de dois níveis.

Recentemente, simulações de computador com o poder da inteligência artificial foram usadas para testar essas ideias — o processamento das máquinas anteriores não permitia isso. Em 2018, Ludovic Berthier, físico da Universidade de Montpellier, na França, encontrou um truque que permitiu acelerar os cálculos em um fator de um trilhão. Seu novo algoritmo escolhe duas partículas aleatoriamente e troca de posição.

Em um artigo que atualmente está sendo revisado por partes para ser publicado no periódico científico Physical Review Letters, Berthier, Scalliet, Reichman e mais dois coautores relataram que, quanto mais estável o vidro simulado está, menos sistemas de dois níveis ele possui. Como nas medições da capacidade de calor de Hellman e Ramos, as observações em computador sugerem que sistemas de dois níveis são a fonte da entropia do vidro: quanto menor o número desses estados alternativos, maior a estabilidade e a ordem de longo alcance de um sólido amorfo como o vidro ideal.

E agora?

Bem, os pesquisadores planejam fazer novos experimentos com âmbar, assim como com o vidro simulado e o fabricado em laboratório, na esperança de descobrir mais detalhes dos sistemas de dois níveis e aproximá-los ao suposto estado de vidro ideal. Os próprios cientistas admitem que talvez ainda não seja possível saber a resposta final que todos buscam — ao menos com as evidências, os experimentos, os estudos e as tecnologias atuais.

Contudo, assim como em tudo na ciência, embora não tenhamos todas as explicações sobre como a natureza funciona, estudar, pesquisar e experimentar, em busca de respostas, é um processo que vale a pena, porque acaba trazendo outras perguntas revelantes no meio do caminho — e isso é o que move a busca por mais conhecimento sobre tudo que há ao nosso redor. E nós ficaremos de olho para saber quais serão os próximos passos nessa incessante curiosidade em torno do intrigante estado físico do vidro!


*Texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

Zebra dá à luz a filhote raro após cruzamento com asno

17.04.2020 às 14:22


Um filhote ao lado da mamãe zebra, mas com listras tão discretas que o corpo castanho mal deixa perceber. Esse é o resultado de uma “fugidinha” da mamãe zebra. De acordo com a CNN, membros do SWT (Sheldrick Wildlife Trust) perceberam que as características incomuns do filhote eram, na verdade, bastante comuns, mas de um híbrido que nasceu do cruzamento entre a zebra e um asno (ou jumento, ou jegue), relação considerada bastante rara.

“Ao trabalhar com a vida selvagem, aprende-se a esperar o inesperado. Mesmo a história mais aparentemente simples pode eventualmente surpreender a todos nós”, escreveu o SWT em comunicado.

De acordo com testemunhas, que acionaram a equipe do SWT em 2019, a zebra se aventurou em uma comunidade que faz fronteira com o Parque Nacional Tsavo East e se enturmou bem rápido.

Ela foi resgatada pela equipe e transportada em segurança até o parque Nacional de Chyulu Hills e a equipe ligou os pontos da história assim que observou de perto o filhote. Com uma gestação de 12 meses, o fruto da escapada nasceu no parque e logo ficou claro quem era o pai: um asno que vivia na comunidade visitada pela zebra um ano atrás.

“Ela obviamente se familiarizou com um asno amoroso", escreveu a equipe do SWT.

O filhote está saudável e se desenvolvendo em ambiente seguro, mas o animal híbrido pode ter problemas no futuro, alerta a equipe. “O filhote combina o corpo robusto de seu pai asno e as pernas listradas de sua mãe zebra, o que contribui para uma criatura impressionante. Embora, de outra forma, deva levar uma vida normal, ele é um burro [N.E.: o híbrido entre o asno e outro equino, como a zebra ou o cavalo], o que significa que não será possível reproduzir com sucesso quando atingir a maturidade”, explica o SWT.

Animais híbridos costumam ter problemas em todas as espécies. No Ártico canadense, foram encontrados ursos polares e ursos "comuns" se reproduzindo, o que aumenta a população de ursos pardos enquanto a de ursos polares diminui.

Mas, voltando ao filhote do Quênia, ele está seguro, longe da zona de caça e parece se divertir bastante ao lado da mãe. Então, tudo bem!


Texto extraído daqui 

Postado por Cultura Inúltil

Algumas curiosidades sobre a Páscoa

10.04.2020 às 11:40


 COMO SURGIU A PÁSCOA?

A Páscoa é uma data cristã ao qual é celebrada a ressureição de Cristo, morto por crucificação na Sexta-Feira Santa. Cientistas encontraram vestígios que essa data era celebrada por alguns povos antigos para comemorar a passagem do inverno para a primavera. A palavra Páscoa tem como origem o nome em hebraico e significa passagem.

 COMO É CALCULADA A SEXTA-FEIRA SANTA?

A sexta-feira que antecede a Páscoa é conhecida como Sexta-Feira Santa ou a Sexta-Feira da Paixão. Nesse dia, os cristãos lembram o julgamento, paixão, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

Essa data é uma data móvel, ou seja, não há um dia fixo ao qual ela é comemorada. Porém, esse dia é calculado como sendo a primeira sexta-feira após a mudança de estação, como a primavera no hemisfério sul e o outono no hemisfério sul.

 POR QUE SE COME PEIXE NA SEXTA-FEIRA SANTA?

Durante a Sexta-feira Santa, é comum os cristãos consumirem peixes, principalmente o bacalhau. Na verdade, esse dia é marcado por uma série de sacríficos aos quais os cristãos devem fazer como um sinal de respeito pela morte de Jesus Cristo. Um desses sacrifícios é não comer carne vermelha, ou seja, carne de animais com sangue quente (como os mamíferos).

A teoria mais válida que explica o consumo de peixe que encontramos diz que esse alimento representa a simplicidade, pois, na época em que Jesus Cristo era vivo, era o prato mais consumido pelas pessoas mais pobres, devido ao seu preço baixo.  Resumindo, a Sexta-Feira da Paixão é um dia em que cristões devem viver com simplicidade.

 POR QUE O COELHINHO É O ENCARREGADO EM TRAZER OS OVINHOS DE CHOCOLATE NA PÁSCOA?

O coelhinho é muito aguardado pelas crianças na Páscoa. Afinal, é ele o encarregado por trazer os saborosos ovos de chocolates que adoçam o nosso domingo. Existem duas histórias que explicam a origem do orelhudo como um personagem relacionado a essa data cristã. A primeira surgiu no Antigo Egito, onde o coelho era considerado o símbolo do nascimento e de uma nova vida. Como a páscoa significa ressureição, nada mais apropriado usar o coelho como símbolo dessa data. A segunda é que alguns povos antigos consideravam esse animal como o símbolo da Lua. Seguindo essa lógica, é possível que ele tenha se tornado símbolo pascoal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

Existe uma lenda muito interessante que explica a razão de o coelhinho ser o encarregado por trazer os ovos de páscoa. Ela diz que, há muito tempo atrás, uma mulher pobre coloriu alguns ovos de galinhas e os escondeu com o objetivo de dá-los de presente para seus filhos. Quando as crianças encontraram os ovos, um coelhinho passou correndo no mesmo local. Assim, espalhou-se a notícia que foi o coelho que escondeu os ovinhos. A partir desse momento, esse animal fofinho e orelhudo foi o encarregado de dar os ovinhos de chocolate para as crianças do mundo todo. Afinal, quem disse que o coelhinho da páscoa não existe?

 POR QUE SE PRESENTEIAM AMIGOS E PARENTES COM OVOS DE CHOCOLATE NA PÁSCOA? COMO ISSO SURGIU?

O costume de presentar a família e os amigos com ovos é muito mais antigo que o próprio nascimento de Jesus Cristo. Essa prática era muito comum em culturas antigas com o objetivo de comemorar a chegada da primavera. A relação desses ovos com o cristianismo surgiu no ano de 325 no Concílio de Nicéia, onde os sacerdotes católicos adaptaram tradições antigas para fins religiosos com a intenção de atrair novos fiéis a igreja.

Naquela época, os ovos de páscoa não eram dados para serem comidos, mas como um presente que simbolizava o início da vida. O ovo comestível, com chocolate, surgiu no século XVIII, quando franceses tiveram a grande ideia de produzir os ovos com chocolate. Porém, naquela época, eles recheavam ovos de galinhas com o delicioso doce. Para chegar ao formato atual de ovo de páscoa, todo feito de chocolate, foram necessários vários avanços tecnológicos na culinária.

 COMO É O DOMINGO DE PÁSCOA DAS CRIANÇAS DO BRASIL E DO MUNDO?

A manhã do domingo de páscoa é marcada pela distribuição de ovos de páscoa para as crianças. No Brasil, os pequenos, tradicionalmente, montam seus próprios “cestinhos de Páscoa” na escola ou em casa para que coelhinho os encha de ovos de chocolate. Assim, no sábado, elas vão dormir mais cedo para esperar o orelhudo.

Já em outros países do mundo, o ritual da entrega de ovos acontece de uma forma pouco diferente. Nos Estados Unidos, as crianças saem pelo quintal de suas casas em busca dos ovinhos que o coelhinho escondeu. Em outros países, os ovos são escondidos em lugares públicos, onde as crianças da comunidade são convidadas a encontra-los, celebrando uma grande festa.


Texto extraido daqui 

Postado por Cultura Inúltil


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