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26/07/2020 às 12h46

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Geno varo ou joelhos arqueados


Uma boa parte das crianças nasce com os chamados joelhos ou pernas arqueadas, ou seja, geno varo, com os joelhos afastados um do outro, onde o centro do joelho está lateral, ao que nós, ortopedistas, chamamos de eixo mecânico do membro inferior. É uma deformidade que ocorre no plano frontal/coronal e vira queixas frequentes no ambulatório de ortopedia. Vale salientar que o joelho é formado pelo terço distal do fêmur, pelo terço proximal da tíbia e pela patela, também conhecida como rótula. 

Na maioria das vezes as crianças não apresentam dor, sendo assintomáticas. Apresentam também em alguns casos, os pés voltados para medial. A deformidade de geno varo causa um certo desconforto estético na deambulação da criança, promovendo uma certa angústia por partes dos pais. Estas alterações (Geno Varo) estão presentes durante o crescimento e desenvolvimento das crianças de forma fisiológica. 

Quando uma criança inicia a marcha (anda) de forma precoce ou apresenta obesidade, a deformidade pode se tornar um pouco mais acentuada. Na anamnese sempre encontramos relato de caso já existente na família.

De forma natural e espontânea esta deformidade irá se corrigir nos próximos meses, se tornando normal completamente por volta dos 2 anos de idade.

Não existe evidência que o uso de órteses, palmilhas, botas irá influenciar na evolução do geno varo fisiológico. 

Portanto se faz necessário apenas acompanhamento por um especialista para observar a evolução clinica através da medida da angulação dos joelhos, com o auxílio de um goniômetro, e medindo a distância entre os côndilos femorais mediais com ajuda de uma fita métrica, acompanhando a evolução que, na grande maioria dos casos, será positiva. Este acompanhamento se faz necessário para realizar o diagnóstico diferencial de forma precoce com a Doença de Bount, caso o geno varo não se resolva por volta dos 2 anos de idade, neste caso, o ortopedista deverá tomar medidas precoces, deste o uso de órtese até a procedimento cirúrgico, em caso de falha do tratamento conservador ou dependendo do grau de comprometimento do joelho. Se faz também necessário, nestes casos, um acompanhamento multiprofissional em deformidades maiores. 

Em caso de dúvidas procure um especialista, não se angustie, tire suas dúvidas com o seu médico de confiança.


Dr. Rogério por Dr. Rogério Barboza

Rogério Barboza da Silva é alagoano, médico ortopedista. É preceptor de  residência médica em ortopedia e traumatologia do Hospital do Açúcar. Coordena a Liga Acadêmica de Ortopedia e Traumatologia (LAORTT/UNIT) e o Núcleo de Assistência do Pé Torto(NAPTC). É Professor Especialista do  curso de medicina da UNIT/AL.

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