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Distensão muscular


 A distensão muscular acontece quando ocorre lesão de fibras musculares de um determinado músculo, o qual que foi submetido a uma sobrecarga num determinado exercício associado à lesão de pequenos vasos que irrigam estas fibras. 

O corpo humano responde a esta lesão com uma resposta inflamatória, mandando células sanguíneas para o local, provocando edema, dor, calor, originando um hematoma. Portanto, temos como sinais e sintomas da distensão muscular, dor intensa localizada, fraqueza muscular, dificuldade para se locomover, espasmos musculares, entre outros, a depender da gravidade da lesão. 

Outra característica é com relação à localização da lesão: quando acontece nas fibras no meio do ventre muscular, podemos chamar de estiramento muscular, ficando a distensão muscular para a lesão que acomete a junção músculo-tendínea próximo a uma articulação. 

Temos como principal causa de distensão muscular, um esforço físico excessivo para realizar contração muscular, como acontece nos jogadores de futebol, além de um movimento brusco de forma aguda, que pode acontecer até em uma caminhada. Entretanto, a distensão muscular pode acontecer de forma crônica, como acontece no esforço físico repetitivo, fadiga muscular, ocasionado por material inadequado para a realização da atividade física. Para cada tipo de atividade física, existe um material de proteção especifico. E, por fim, pode ser causada à pratica de atividade em terrenos irregulares, inadequados para a pratica de certos esportes.  

Qualquer músculo poderá sofrer distensão muscular, entretanto, os músculos mais longos com células fusiformes e bi articulares (músculos que passam por duas articulações) são mais propensos, como: músculo quadríceps, músculos isquio-tibiais, músculo adutor da coxa, músculos gastrocnêmios (panturrilha na perna). 

O diagnóstico da distensão muscular é realizado através de uma boa anamnese, exame físico, testes ou manobras especiais específicas para cada grupo muscular, exames complementares principalmente a ultrassonografia e ressonância nuclear magnética. 

Podemos classificar a distensão muscular de uma maneira geral em: 

Grau I – É uma lesão que compromete menos de 5% do músculo, apresenta edema e desconforto. 

Grau II – É uma lesão que 5 a 50 % do músculo, pode apresentar perda de função, espaço chamado de gap no musculo e equimose. Via de regra necessita de 2 a 3 semanas para cicatrização da lesão. 

Grau III – É uma lesão maior que 50% do músculo, podendo apresentar ruptura completa, dor intensa e hematoma extenso, perda da função muscular. Necessita de 4 a 6 semanas para cicatrização da lesão, entretanto a total reabilitação para volta as atividades pode levar 3 a 4 meses. 

É importante entendermos as fases de resposta do organismo à lesão muscular, que se inicia com a ruptura e necrose das miofibrilas, segundo, a fase de reparo em que ocorre a fagocitose do tecido necrótico e terceiro, a fase de remodelação que compreende a fase de maturação das miofibrilas regeneradas resultando ao retorno da capacidade funcional da musculatura. 

Com relação ao tratamento na fase aguda, além de restringir as atividades físicas, utilizamos o método PRICE (P = proteção, R = repouso, I = “Ice” gelo, C = compressão, E = elevação). Podemos também fazer uso de anti-inflamatório não hormonal por curtos período, além de analgésicos. Na fase pós-aguda, onde já existe uma melhora clínica do paciente, já pode ser introduzido treinamento isométrico, depois o treinamento isotônico, exercícios isocinéticos com carga mínima. O importante é que estes exercícios sejam realizados sem dor.  

O Tratamento Cirúrgico fica resguardado para as lesões graves de Grau III, que não estão respondendo positivamente ao tratamento conservador. 

É importante que nesta fase de reabilitação, o paciente seja acompanhado por um ortopedista e um fisioterapeuta de sua confiança. 

Dicas para prevenir distensões musculares: 

  1. Realizar rotineiramente fortalecimento muscular. 
  2. Treinamentos de flexibilidade, alongamentos. 
  3. Postura correta na pratica das atividades físicas. 
  4. Calçados adequados para a realização dos exercícios. 
  5. Hidratação adequada. 
  6. Alimentação adequada, balanceada. 
  7. Evitar excesso de atividades físicas sem um repouso adequado. 
  8. Adequar a atividade física a sua idade, sexo, constituição corporal. 
  9. Estudar o espaço, terreno onde você irá praticar a atividade física. 


Dr. Rogério por Dr. Rogério Barboza

Rogério Barboza da Silva é alagoano, médico ortopedista. É preceptor de  residência médica em ortopedia e traumatologia do Hospital Veredas. Coordena a Liga Acadêmica de Ortopedia e Traumatologia (LAORTT/UNIT) e o Núcleo de Assistência do Pé Torto(NAPTC). É Professor Especialista do  curso de medicina da UNIT/AL.

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