Dólar com. 5.3319
IBovespa -1.52
01 de dezembro de 2020
min. 24º máx. 29º Maceió
chuva rápida
Agora no Painel Prefeita eleita de Bauru sofre ataques racistas nas redes sociais
19/10/2020 às 12h00

Blogs

Dor do crescimento

A dor do crescimento é caracterizada por dores esporádicas, presentes normalmente no período noturno e nos membros inferiores, principalmente joelho e pernas, podendo em alguns também comprometer a coxa. Segundo a Sociedade Brasileira de pediatria, a dor do crescimento trata-se de uma condição benigna, de evolução crônica e de curso autolimitado, acometendo 10% a 20% das crianças. 

A dor pode surgir em todo o período de crescimento, até os 18 anos de idade, mas é mais comum nas crianças em idade escolar, principalmente na faixa entre 5 e 10 anos.

As causas das dores do crescimento ainda são desconhecidas, existindo algumas teorias, chegando a se pensar até em causas psicológicas.

O diagnóstico é realizado pela clínica, apresentada pelo paciente dor em face anterior da coxa, perna, panturrilhas e atrás do joelho, bilateral em até 80% dos casos, acomete ambos os sexos em idade de 5 a 10 anos, podendo ter início aos 3 anos de idade. Sem relação com trauma significativo, apesar de alguns pais referirem que no dia anterior a criança teve uma carga física/brincadeira elevada. O período mais frequente de aparecimento é o noturno, durante a madrugada, e na manhã seguinte a criança encontra-se sem queixas de dor. Ao exame físico, a criança não apresenta nenhuma alteração significativa no sistema osteomuscular. Não se faz necessário o uso de exames de imagem como a radiografia ou outros exames na dor do crescimento, e quando se usa é porque se está pensando em outras patologias como neoplasias entre outras.

É importante salientar que o diagnóstico da dor do crescimento deve ser de exclusão, ou seja, você deve afastar outras patologias como pioartrite, osteomielite, artrite, neoplasias entre outras.

Deve-se ter uma conversa sincera com os pais para afastar alguma causa emocional.

O tratamento é sintomático, dependendo da intensidade da dor, pode ser usado desde massagens, passando por analgésico (dipirona, paracetamol) e anti-inflamatório.

Lembrando, estas dores são benignas, autolimitadas, ou seja, vai passar sem nenhuma necessidade de tratamento específico.

O importante é ter o acompanhamento de um ortopedista confiável, para acolher a criança e a família realizando uma anamnese adequada e exame físico detalhadopara afastar outras patologias.


Dr. Rogério por Dr. Rogério Barboza

Rogério Barboza da Silva é alagoano, médico ortopedista. É preceptor de  residência médica em ortopedia e traumatologia do Hospital Veredas. Coordena a Liga Acadêmica de Ortopedia e Traumatologia (LAORTT/UNIT) e o Núcleo de Assistência do Pé Torto(NAPTC). É Professor Especialista do  curso de medicina da UNIT/AL.

Todos os direitos reservados
- 2009-2020 Press Comunicações S/S
Tel: (82) 3313-7566
[email protected]