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Sobre Olívia e Dênis, a condecoração da resistência

18.11.2018 às 11:31

Justa a homenagem do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas à Olívia de Cerqueira. 

A Medalha Dênis Agra traduz exatamente o reconhecimento merecido à luta, à coragem, à ética e a boa escrita de Olívia na resistência profissional e cidadã. 

Não é à toa que ela é referência positiva entre todos nós.

Ontem na solenidade de entrega da Medalha, o tempo foi oportuno para nos lembrar Dênis em Olívia, diante de um cenário triste de jornalistas demitidos em clima de incerteza, num mercado de trabalho fragilizado.

Ali, no palco, recebendo um dos maiores símbolos de resistência da nossa categoria, Olívia mostrou-se solidária, mostrou-se indignada, mostrou-se jornalista, mostrou-se determinada, mostrou-se na trincheira, mostrou-se, de novo, digna da condecoração que recebeu. 

Olívia, no palco, homenageada, emocionada, trouxe a um cenário triste a forca de Dênis Agra. E a sua própria força.

Olívia de Cerqueira, presente, sempre.

Postado por Em Pauta

Rosa, a cor de outubro

15.10.2018 às 18:22
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Em outubro, o Brasil fica cor-de-rosa. A cor, que ilumina monumentos históricos e prédios públicos, enfeita os laços que simbolizam o movimento e aparece com força em campanhas publicitárias serve para promover a conscientização da população sobre o câncer de mama, como uma parte importante das ações do chamado Outubro Rosa. 

A série de campanhas de conscientização sobre a doença, que é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, teve início nos EUA nos anos 1990 como forma de encorajar o público a conhecer melhor esse tipo de câncer, que afetou ao menos 1,67 milhões novos pacientes no mundo todo em 2012.
No Brasil, apenas em 2016, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 57.960 novos casos, dos quais mais de 14 mil resultaram em morte. 25% dos casos de câncer em mulheres são de mama.
De acordo com dados divulgados pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Alagoas, o estado fechou 2016 com mais de 500 casos de câncer de mama registrados, sendo mais da metade só na capital. Essas estatísticas mostram que anualmente mais de 150 mulheres no estado morrem por conta da doença.
O diagnóstico cedo salva vidas, esse é o objetivo do Outubro Rosa, abraçado pelo mundo inteiro, mas como em um Brasil onde o sistema de saúde público é falho, as pessoas podem se prevenir?
É fato que hoje o poder público já se movimenta no apoio aos movimentos que têm essa bandeira, mas o processo ainda é moroso e não há prioridade na saúde pública para se agilizar os primeiros exames.
Para se ter uma ideia, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até se conseguir fazer um exame de mamografia, se leva semanas, até meses, e para receber o diagnóstico, no mínimo 30 dias. Conseguir uma consulta a partir daí com um mastologista e, mais ainda, entrar na fila para a quimioterapia, caso seja necessário, é mais um prazo absurdo de idas e vindas até ser atendido.
O Outubro Rosa tem servido para pressionar o estado a cumprir o seu papel.
É importante que a sociedade, de uma forma geral, se una a essa luta para que o número de óbitos seja cada vez menor, e para que as pessoas portadoras de câncer, em especial o de mama, já que a campanha se refere a essa tipificação especificamente, tenham a atenção e o tratamento corretos para a cura.Que chegue rosa, a esperança de vida neste mês de outubro.

*Publicado originalmente na edição 21 da Revista Painel Alagoas
Postado por Em Pauta

O voto, livre e soberano?

13.08.2018 às 11:00
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 “O Brasil está sonhando com uma ressurreição moral que sabe que não virá. O que faz o padrão moral da política é a regra do jogo, e não a iluminação pelos céus de um mítico “candidato honesto”.


Um levantamento recente feito pelo jornal Estado de São Paulo com base em relatórios da Polícia Federal (PF), obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, mostrou que alguns Estados das Regiões Norte e Nordeste lideram, proporcionalmente, o ranking de crimes eleitorais cometidos entre 2006 e 2016, década que compreende as seis últimas eleições realizadas no País. 

Roraima (12,9), Acre (10,4), Rio Grande do Norte (8,2), Paraíba (7,3), Tocantins (6,6) e Amapá (6,4) foram os Estados que apresentaram o maior número de inquéritos policiais que apuram crimes eleitorais por grupo de 100 mil eleitores. Os dados dos inquéritos informados pela Divisão de Assuntos Sociais e Políticos da PF foram comparados com a quantidade de eleitores registrados em cada um dos Estados. 

E aí se obtém um quadro miserável do voto que se dá numa eleição que se diz democrática, livre e soberana. 

O avanço das redes sociais como vetor de comunicação e o desmantelamento de parte da corrupção política no país podem impulsionar o voto consciente, apostam alguns especialistas sobre as eleições deste ano, confiantes de que esse cenário fará mudanças precisas no perfil dos eleitos. Mero engano? Será que o voto de cabresto, o voto comprado ou o tomado à custa de falsas promessas, ficará, de fato, para trás? 

Não é o que dizem as pesquisas de intenção de voto, embora, aqui e acolá, apareça algum percentual positivo do chamado voto de opinião em político de ficha limpa. Em geral, os números indicam que a reeleição de velhos vícios na política está garantida, ora pela tal coligação partidária que junta votos num mesmo balaio para eleger grupos, ora pela condução dos quase sempre os mesmos candidatos para as majoritárias.

Ou seja, os velhos caciques continuam no topo da escolha de grande parte do eleitorado que declara sua intenção de voto. Há uma estimativa significativa dos que, nessas pesquisas, aparecem como voto nulo, branco ou que não sabem ou não quere se manifestar a respeito dos candidatos. Mas essa é uma parcela que apesar de poder mudar qualquer resultado, não segue unânime. E, como eleição não é uma matemática lógica, quem hoje vota em A, pode mudar a opção para B, a depender do decorrer da campanha. 

O fato é que a realidade aponta para a ainda existência do voto manipulado. E como reagir a ele? Qual candidatura tem o discurso limpo para mobilizar e estrutura suficiente para manter essa mobilização durante toda a campanha? Analistas políticos avisam que o tom é a honestidade, que o eleitor quer votar em político honesto. Será? As intenções de voto não têm feito essa distinção de forma clara e o que aparece são currais eleitorais em voga.

É possível se mudar essa situação, mas a curto prazo não parece mais ser viável, mesmo assim, é preciso que algumas instituições, como o Ministério Público e Polícia Federal, se mantenham vigilantes contra os crimes eleitorais, e que a imprensa cumpra seu papel de mostrar quem é quem nessa eleição, de forma tão honesta quanto se especula que esse é o desejo do voto do eleitor brasileiro.

É como diz o próprio Estadão: “O Brasil está sonhando com uma ressurreição moral que sabe que não virá. O que faz o padrão moral da política é a regra do jogo, e não a iluminação pelos céus de um mítico “candidato honesto”. 

Ou virá?


*Editorial da edição 19 da Revista Painel Alagoas 

Postado por Em Pauta

Assédio moral no Santa Rosa. Quem toma providências?

21.06.2018 às 12:45


Como um Colégio como o Santa Rosa, aqui em Maceió, tradicional, com tantas boas referências, pode acobertar que um professor abuse moralmente de uma aluna? Pode ser conivente, apoiar, e até expor outras alunas numa apuração de faz de conta para se colocar conivente com uma situação tão grave como é o bullyng? 

Estou estarrecida.

Minha neta, adolescente, aluna desse colégio há três anos, está sofrendo assédio moral praticado por um professor há cerca de 24 meses.

Semana passada, de forma debochada, sarcástica, como testemunharam colegas da minha neta, o tal professor disse à classe que ela tirou zero na prova dele. Com um agravante, a minha neta não estava em sala de aula.

É fato que ele leu a nota de todos, mas só a dela ele fez chacota.

Chacota com quem não estava em sala de aula, chacota que incentivou outros adolescentes a tratarem dessa mesma forma a minha neta, por alguns dias seguidos.

Ressalto: as crianças não têm culpa, a culpa é do professor que as estimulou a essa prática desrespeitosa.

A culpa é da escola que não protege seus alunos de profissionais dessa laia.

Fui à direção e apresentei, por escrito, a denúncia, com degravações dos áudios recebidos pela minha neta sobre a forma como o professor se comportou a alardear que ela tirou zero na prova dele. Não questiono a nota, isso é outra história, questiono, tão somente, a forma antiética e afrontosa do professor.

Solicitei duas coisas da direção: pedido de desculpas, do colégio ou do professor (achando que minha neta poderia ter se equivocado durante todo esse tempo, que ele pediria desculpas pelo fato de ter lido em público a nota dela, e se esforçaria para que o mal-entendido fosse desfeito), e que ela não estudasse mais aquela disciplina com ele.

A direção me garantiu as duas coisas.

O pedido de desculpas era hoje. Não houve, ao contrário. 

O professor foi à sala de aula, acompanhado da coordenadora, e disse que não deveria ter lido as notas em classe, que isso não tornaria a acontecer, mas que isso é uma “coisa boba”. Tipo, por que fazer uma confusão por isso???  Nem ele, nem a direção, falaram o nome da minha neta, se dirigiram a ela. Ou seja, não houve o pedido público de desculpas, do mesmo tamanho que foi a chacota feita com a nota dela, por ele.

Na sala da direção, o referido professor, como se estivesse cumprindo uma tarefa árdua, pediu desculpas a ela. Minha neta não o desculpou, porque não era esse tipo de desculpas que ela esperava. Não ali, na frente  apenas de duas professoras e da mãe dela. E, arrogante, agressivo, o professor ainda disse à mãe minha neta que ela “terá que provar” que ele abusa moralmente da filha dela.

O Colégio? Ah, nos disse que fez a parte dele (????????)

Minha neta está deprimida, se sentindo desrespeitada, vítima de uma pessoa que não tem ética para ensinar, em um colégio onde não se sente protegida e hoje, aos prantos, mais uma vez humilhada pelo descompromisso da direção, perdeu duas provas. Não tinha condições psicológicas de fazê-las.

Há quase dois anos que ela carrega, em lágrimas silenciosas ou momentos depressivos, todo o sofrimento causado pelo assédio moral que vem sendo vítima dele. Só na semana, motivada pela humilhação de ter uma nota ruim dita em voz alta, com ares de satisfação pessoal e deboche por quem a bradava.

Eu disse a minha neta que nota ruim a gente recupera, caráter, é mais difícil, sobretudo por quem, certamente, já nasceu sem ele.

A dor da minha neta, é a minha dor, mas também a dor de outros alunos que se sentem perseguidos por esse mesmo professor, nesse mesmo colégio que acha que isso é “apenas coisa de adolescente”. Uma das diretoras chegou a insinuar para mim que as colegas da minha neta “podem ter mentido”. 

Entre o professor adulto e as crianças alunas dele, eu fico com elas. 

Vamos cuidar de minha menina com todo acompanhamento psicológico que ela precisar, vamos monitorar de mais perto a sua vida escolar, vamos à Justiça e até ao MPE, se for preciso, para defender seu direito de ser respeitada como adolescente, aluna, mulher e cidadã.

Que Deus continue abençoando minha neta e que a faça tirar, dessa lição dolorida, mais forças para enfrentar as injustiças da vida, com garra, coragem, e muita humildade no coração. Enquanto viver, estarei ao seu lado.

Postado por Em Pauta

Temer acaba com impressão do Diário Oficial da União

O mais antigo jornal em circulação no Brasil deixou de ser impresso na última sexta-feira, 1.

03.12.2017 às 12:37
Reprodução

Circulando no país desde a época do Brasil Império, em 1º de outubro de 1862, o Diário Oficial da União (DOU) agora passa a estar disponível apenas em versão online.

Foi D. João, príncipe regente de Portugal, que determinou a criação da então chamada Imprensa Régia, com o objetivo de registrar publicamente os atos do Império na colonização de parte da América.

As primeiras máquinas tipográficas vieram da Europa, enviada de Portugal.

Desde a criação do DOU, por meio da lei  Imperial Nº 1.177, sancionada em 9 de setembro de 1862, o governo brasileiro, através de uma deliberação do Marquês de Olinda, passou a divulgar os atos legais através do Diário Oficial.

As edições registraram importantes mudanças no país, desde a Lei Áurea, que trouxe o fim da escravidão, em 1888, a Proclamação da República.

A Constituição e o Ato Institucional número 5, também foram registrados e promulgados em publicação no jornal.

Publicado quase que diariamente, em três edições, o jornal traz informações como leis sancionadas, decretos do presidente da República, Contratos, editais, portarias ministeriais, nomeações, exonerações e licitações.

 Com o advento da internet, o jornal ganhou a versão online em 1997.

A justificativa para o fim da impressão foi o custo financeiro: em torno de R$ 2,5 milhões/ano.

Postado por Em Pauta

"É fogo-amigo”? Todo cuidado é pouco!

05.11.2017 às 11:23
Reprodução

Como jornalista, eu já tive acesso a muitas informações de bastidores vindas do chamado “fogo-amigo” que se estabelece nos espaços de poder. São pessoas que, de um modo ou de outro, têm seus interesses contrariados e acreditam que a reação externa na mídia vale mais do que a disputa travada internamente.

Ou seja, é o vale-tudo no poder e pelo poder, de forma antiética e, muitas vezes, até criminosa, a depender do que está em jogo.

Nem sempre a causa é nobre e na maioria das vezes é mais para prejudicar “alguém”, do que mesmo em defesa da coletividade, quando se trata de questão pública.

Portanto, toda cautela é preciso quando nos chega a informação através do “off”.

Faz-se necessário, primeiro, analisar se o assunto é de interesse jornalístico, investigar o que foi passado e avaliar quem passou e porque passou, para não correr o risco de publicar tão somente os “ranços” e os “interesses pessoais” que, em geral, turbinam as tais informações chegadas de dentro dos casulos.

Em quase 38 anos de jornalismo, aprendi a diferenciar o que nos dizem os “bons observadores” e os “urubus de plantão” na política e em outros setores da vida pública, especificamente.

Então, quando vejo hoje na imprensa a falta de cuidado na publicação bancada pelo “fogo-amigo”, lastimo primeiro pelo jornalismo e, depois, pelos os que convivem com esse tipo de gente ao redor.

A dica de hoje é para a atenção ao que nos chega pelo submundo da informação.

Todo cuidado é pouco, para não contaminar o jornalismo.

Postado por Em Pauta

O que significa mesmo ser “jornalista”?

29.10.2017 às 12:22
Duda Rangel

Vamos saber de Duda Rangel o que é esse "estado" de graça que toma pra si nossas vidas

Hoje é domingo e vamos relaxar na pauta.

Tipo, definir com humor e exatidão o que significa ser jornalista, em texto de Duda Rangel.

Ah, para acompanhar a leitura, sugiro uma caneca de café.  

“Ser jornalista é vida sem meio-termo. É ter diploma de bipolaridade. Ou não ter diploma. É amor e é dor. Entusiasmo e apatia no mesmo dia. É querer salvar o mundo sabendo que essa merda não tem mais jeito, não. É ter muitas ideias para o futuro e não ter a menor ideia do futuro. É bater e é apanhar. É ser seguramente inseguro. É ter ora uma vontade louca de viajar o planeta ora de ficar quietinho no seu canto. É ir do Inferno ao Céu numa única pauta. É odiar Matemática, mas encher a matéria de números. É querer fazer tanta coisa e ter uma preguiça danada. É ser livre sem ser livre. É se achar mesmo quando se está perdido. É ter porra nenhuma para celebrar e, ainda assim, ir ao bar. Um brinde à porra nenhuma! É fazer graça da desgraça. É dormir cheio de aflição e acordar cheio de excitação. Ser jornalista é ser tudo isso e não ser. Eis a confusão” (Duda Rangel).

Quem nunca??!

Em tempo: A propósito sobre ser jornalista, minha solidariedade a Davi Soares e à equipe da TV Gazeta, alvos de agressões em plena atividade profissional na semana que passou. 

Postado por Em Pauta

A ética, a fonte e o jornalismo

15.10.2017 às 14:33


Uma boa fonte no jornalismo é hoje privilégio de poucos.

Refiro-me a fontes que desejam, na informação correta, combater irregularidades, desigualdades, impunidades, soberbas e tramas de toda espécie.

 A leitura de alguns muitos escritos jornalísticos me leva a pensar, nesses últimos tempos, que interesses escusos têm sido levados mais a sérios nos espaços de divulgação, em Alagoas e no país de uma forma geral, do que a versão correta dos fatos.

Não há contraponto. É o jornalismo de uma única via.

 E é aí que me preocupa: quem está nessa direção? O faro apurado do profissional? Será? Ou alguma “fonte” que lhe dite “fatos” para favorecer uns, e desfavorecer outros? É especulação em cima de indicadores ou é um cenário forjado para atender a algum objetivo específico? E questiono: cadê o profissionalismo nessa questão?

No jornalismo político, em especial, o que mais tem é fonte pirata, aquela que aparece para inserir na informação séria, a desinformação. Como o profissional pode distinguir a fonte do bem da fonte do mal?

É fácil, vai mais do caráter do que mesmo da maturidade do jornalista.

E lendo nesta manhã o Código de Ética  dos Jornalistas, indago: serve pra que mesmo???!!!

Temo imensamente pelo “day after” do jornalismo brasileiro.

Em tempo, artigo 4º, capítulo II da Conduta Profissional do Jornalista: "O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação". 

Postado por Em Pauta

Suporte técnico no jornalismo, quem nunca precisou?

08.10.2017 às 11:07
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 Tipo, o computador deu “pau”. Perdi as anotações. Que palavra é essa que eu escrevi????!!! Como começar o texto... ? Onde coloco essa informação? PQP, eu deveria ter perguntado sobre isso!!!! O cara me disse 200 mil reais ou 200 milhões de reais? Sim, porque em tempo de lava jato só se fala em milhões...

Enfim, quer saber como sair de algumas dessas situações?

Olha aí o que Duda Rangel, o fictício jornalista, nos ensina. Vamos entrar na pauta do riso, com as tacadas engraçadas dos irmãos jornalistas Anderson e Emerson Couto, criadores do personagem.

É bem a nossa rotina, da forma espirituosa que ela existe em quaisquer redações. Vamos lá:

Se você não faz ideia de como começar o seu texto, digite “leia mais porque isso vai ajudar você a escrever melhor”.

Se você não aguenta mais receber ligação de assessor enquanto não faz ideia de como começar o seu texto, digite “mande seu release para o meu e-mail que depois eu leio com calma”.

Se você tem dúvidas de Português, digite “deixe de preguiça e dê uma olhada no dicionário”.

Se você não sabe como encaixar o "quem" e o "como" no seu lead, digite “Kama Sutra, mil e uma posições para o seu lead”.

Se você não entende a sua letra no bloquinho, digite “consulte um farmacêutico”.

Se você precisa escrever uma página, mas não tem tanta informação para tanto espaço vazio, digite “punhetação jornalística sem culpa”.

Se o seu computador deu pau e você não salvou o texto, digite “se ferrou, mané”.

Para reclamar da pauta ou do café aguado da redação, digite “alguém topa ir ao bar tomar uma cerveja e ouvir minhas lamentações?”.

Para cancelar sua matéria, digite “editor, o senhor tem um minutinho, por favor?”.

Ou aguarde para ser atendido. No momento, todos os nossos editores estão ocupados com o fechamento.


Postado por Em Pauta

Boato é informação?

01.10.2017 às 19:52
Reprodução


Essa coisa de boataria, em especial na política, não deveria pautar como fonte a informação da imprensa.

Não produz fatos, não ajuda a democracia, enfraquece o jornalismo e sequer traduz sinais de verdade. No máximo, vira intriga. Nada além disso, que, certamente, é o que se propõe o boato quando se espalha no boca-a-boca e, nos últimos tempos, na mídia, a prevalecer a tese de que “onde há fumaça, há fogo”.

Mas, enfim, houve mesmo “fumaça”?

Convenhamos.

Parece que nos dias de hoje, o que o jornalista menos faz é checar o que lhe chega. Em particular, o boato travestido de notícia. Se o que lhe trazem parece conveniente para a pauta do dia, excelente, e pronto. Tá lá, em blogs, colunas, redes sociais, como se verdade fosse o fato e que, se alguém se incomoda com ele, que o desminta.

Veja, só!

Alguém espalha um boato, a imprensa toma pra si como fato, vira pauta geral sem nenhuma checagem, e é a pessoa que foi envolvida na boataria que tem que desmentir???? É assim que fazemos jornalismo?

Lamentável.

Ainda sou do tempo que mais valia uma nota verdadeira do que uma manchete falsa.

E tem jornalista com ideia fixa, acredita cegamente que tem chifre em cabeça de cavalo e por mais que o cavalo passe à sua frente, logicamente sem os tais chifres, ainda assim ele os vê na sua obsessão pelo o que só existe em sua mente.

Uma afronta total ao jornalismo, um jogo perigoso para a credibilidade da imprensa.

Em tempo: e pensar que é tão mais fácil agora checar a informação, todo mundo se comunica por celular, zap, messenger, assessorias de comunicação...

Enfim...

Insisto: lamentável

Postado por Em Pauta


Em Pauta por Eliane Aquino

Jornalista, com formação em Direito, já passou por redações de várias empresas de Comunicação em Alagoas e em outros estados brasileiros, onde ocupou cargos de repórter à editora geral e funções públicas; especializou-se (no batente) em jornalismo político e tem prestado assessoria e consultoria na área de comunicação.É editora geral da revista Painel Alagoas.

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