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18/05/2026 às 22h40

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Qual a melhor idade para chegar lá?


Olá, mulheres!

Eu lembro que, nos tempos da minha avó, existia uma pressa quase obrigatória em torno da vida feminina.

“Menina, se apresse.”

Case logo. Tenha filhos logo. Aproveite enquanto está jovem.

Era como se existisse um prazo de validade invisível pairando sobre nós.

Nos vendiam a ideia de que o sucesso da mulher estava em cumprir etapas rapidamente. Casar cedo para não “ficar pra titia”, construir uma família antes de certa idade, encontrar estabilidade enquanto ainda éramos jovens o suficiente para sermos consideradas desejáveis, produtivas, interessantes.

E talvez muitas de nós tenham crescido acreditando nisso sem nem perceber.

Depois, o tempo mudou.

As mulheres começaram a estudar mais, trabalhar mais, empreender, viajar, ocupar espaços, construir independência. Só que a pressão não acabou ela apenas mudou de roupa.

Agora, além de casar, também precisamos ter carreira. Além de sermos boas mães, precisamos ser bem-sucedidas. Além de manter relacionamentos saudáveis, também precisamos ter corpo perfeito, estabilidade emocional, independência financeira e uma vida digna de capa de revista antes dos 40.

E é justamente aí que entra algo que me fez refletir muito ao pensar em O Diabo Veste Prada 2.

Quando imaginamos o retorno de Andy Sachs, personagem de Anne Hathaway, a expectativa era encontrar uma mulher completamente resolvida. Afinal, depois de tudo o que ela viveu no primeiro filme, ao lado da poderosa Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep, parecia óbvio imaginar que agora ela estaria no auge absoluto da vida.

Mas não.

Andy chega aos 40+ ainda reorganizando a própria história.

O filme começa com ela perdendo o emprego.

Ela ainda mora de aluguel.

Ainda não tem uma vida perfeitamente estruturada.

A vida amorosa também parece longe de estar completamente resolvida.

E, sinceramente? Isso talvez tenha sido a parte mais real de todas.

Porque a gente espera que, aos 40, a mulher finalmente chegue naquela fase do: “agora deu certo”. Como se existisse um momento exato em que tudo se encaixa perfeitamente. Como se maturidade fosse sinônimo de vida pronta.

Mas a verdade é que muita gente ainda está tentando entender a própria vida aos 40. Aos 50. Aos 60.

E isso não significa fracasso.

Significa humanidade.

Talvez uma das maiores armadilhas que colocaram sobre nós tenha sido essa ideia de “chegar lá”. Como se a vida fosse uma linha de chegada fixa. Como se existisse uma idade correta para finalmente se sentir suficiente.

Mas e se não existir?

E se cada mulher florescer em um tempo diferente?

Tem mulher que encontra o amor da vida aos 25.

Outras encontram a si mesmas aos 45.

Algumas mudam de carreira depois dos 50.

Outras descobrem coragem depois de anos vivendo para agradar todo mundo.

A verdade é que ninguém está totalmente pronto.

Nem as mulheres comuns.

Nem as personagens que admiramos no cinema.

E talvez isso seja libertador.

Porque existe uma beleza enorme em continuar se reconstruindo. Em entender que amadurecer não é ter todas as respostas, mas aprender a viver mesmo sem elas.

Então, qual é a melhor idade para chegar lá?

Talvez seja exatamente a idade em que você decide parar de medir sua vida pela régua dos outros.

Beijos de poder. 


Entre Nós Mulheres por Mical Rocha

Sou uma mistura de entusiasmo pela comunicação, amor por café, doces e pessoas inteligentes, uma pitada mágica para transformar problemas em soluções digitais incríveis.

“Aqui quem fala é a Consultora Digital de sorriso no rosto e estratégias na manga!”

Mical Rocha

Alagoana, mãe de 3 filhos, jornalista, escritora, autora do livro “Mostre o Seu Poder”, direcionado ao público feminino. Sua primeira experiência na comunicação foi como radialista em uma Rádio Comunitária (2003-2005), e nessa função, apresentou vários programas atuando também em outro estado na Rádio Atalaia – Aracaju-Se (2005-2006) e  Rádio Farol FM em Maceió-AL, por um período de 3 anos. Já foi compositora e cantora gospel. Atualmente é consultora digital feminina e realiza alguns projetos em assessoria na área da comunicação.

Contato: 82 99691-7755

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