Olá, poderosas!
Esses dias eu estava me lembrando de uma cena de O Diabo Veste Prada. O filme já não está no mesmo hype do lançamento, mas, com as conversas sobre O Diabo Veste Prada 2, algumas cenas voltaram a aparecer por aí.
Tem uma fala da Andy que me fez pensar. Em determinado momento, ela reclama que sua vida pessoal está por um fio por causa do trabalho. E Nigel, com aquele jeito irônico, praticamente responde: é isso que acontece quando você está indo bem profissionalmente.
Engraçado, mas também muito real.
Quantas mulheres são um verdadeiro sucesso no trabalho, mas, quando o assunto é amor, a história já é outra?
A mulher estuda, trabalha, cresce na carreira, conquista independência financeira, assume responsabilidades e corre atrás dos próprios sonhos. E, muitas vezes, o relacionamento vai ficando para depois.
Primeiro vem a faculdade. Depois o emprego, a promoção, o projeto novo, a vontade de se estabelecer. Quando percebe, já se passaram alguns anos.
E não é que a mulher não queira amar. É que hoje ela também não aceita qualquer coisa.
Depois de conquistar a própria independência, fica difícil entrar em um relacionamento que cobre um preço alto demais: abrir mão da liberdade, dos sonhos, da carreira ou da própria identidade.
E aí surge aquela velha pergunta: será que estamos ficando boas demais na vida profissional e azaradas demais no amor?
Eu não acho.
Acho que estamos aprendendo a escolher.
Casamento deixou de ser obrigação para muitas de nós. Ter filhos também não é mais um roteiro que todas precisam seguir. E estar solteira deixou de significar, necessariamente, que alguma coisa está faltando.
Mas isso não significa que não desejemos companhia.
Muitas ainda querem dividir a vida com alguém, construir uma família, viajar, rir de coisas bobas, chegar em casa e contar como foi o dia. A diferença é que não queremos mais fazer isso a qualquer custo.
E talvez seja justamente aí que esteja o desafio.
A mulher de hoje quer alguém que admire sua força, e não que tenha medo dela. Que entenda sua rotina, comemore suas conquistas e não transforme sua independência em uma disputa.
Porque, convenhamos: não faz sentido conquistar o mundo inteiro e precisar diminuir o próprio mundo para caber em um relacionamento.
Mas também não precisamos acreditar que uma carreira de sucesso significa, necessariamente, uma vida pessoal solitária.
Dá para querer os dois.
E falando em azarada, lembrei de outro filme: Sorte no Amor. Ashley é aquela mulher que parece ter nascido com a vida virada para a lua. Tudo dá certo. Até que ela beija Jake, um homem extremamente azarado, e os dois acabam trocando a sorte.
De repente, tudo começa a dar errado para Ashley.
E é aí que o filme fica interessante para essa nossa conversa. No meio daquela confusão, ela percebe que ter sorte não significa necessariamente ter uma vida perfeita. No final, quando precisa escolher entre recuperar sua sorte e ficar ao lado de Jake, ela percebe que não quer abrir mão do amor.
É uma comédia romântica, claro. Mas gosto da mensagem.
Talvez a gente passe tempo demais esperando a hora certa para tudo: a hora certa para crescer profissionalmente, casar, ter filhos, encontrar alguém, desacelerar.
E, enquanto isso, a vida está acontecendo.
Não acho que uma mulher precise escolher entre ser bem-sucedida e ser feliz no amor. Também não acho que casamento ou maternidade sejam obrigações. Mas acredito que amor e realização profissional podem, sim, caminhar juntos.
Talvez algumas coisas simplesmente aconteçam no tempo delas.
E talvez a gente precise parar de chamar de “azar no amor” aquilo que, muitas vezes, é apenas a vida ainda não tendo acontecido do jeito que imaginamos.
Talvez, no amor, a gente não precise de sorte. Precise apenas encontrar alguém que faça a espera valer a pena.
E quem sabe seja isso: na hora certa, acontece.
Beijos de poder!
Entre Nós Mulheres
por Mical Rocha
Sou uma mistura de entusiasmo pela comunicação, amor por café, doces e pessoas inteligentes, uma pitada mágica para transformar problemas em soluções digitais incríveis.
“Aqui quem fala é a Consultora Digital de sorriso no rosto e estratégias na manga!”
Mical Rocha
Alagoana, mãe de 3 filhos, jornalista, escritora, autora do livro “Mostre o Seu Poder”, direcionado ao público feminino. Sua primeira experiência na comunicação foi como radialista em uma Rádio Comunitária (2003-2005), e nessa função, apresentou vários programas atuando também em outro estado na Rádio Atalaia – Aracaju-Se (2005-2006) e Rádio Farol FM em Maceió-AL, por um período de 3 anos. Já foi compositora e cantora gospel. Atualmente é consultora digital feminina e realiza alguns projetos em assessoria na área da comunicação.
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