Olá, poderosas!
Eu preciso compartilhar uma coisa com vocês. Mas antes quero fazer uma pergunta: você tem medo de ficar sozinha? Já pensou nisso de verdade?
Porque vamos combinar, o mercado não está lá essas coisas… como já dizia uma amiga minha. E talvez seja justamente por isso que tantas mulheres tenham medo de terminar uma relação, mesmo quando já não estão felizes.
A gente pensa: “E se eu não encontrar mais ninguém?”, “E se eu me arrepender?”, “E se eu ficar sozinha para sempre?”. E nesse medo, acaba aceitando uma companhia que já não combina com a mulher que se tornou.
Foi impossível não pensar nisso depois que assisti a Minha Melhor Amiga, filme que estreou nos cinemas no dia 3 de setembro e já chegou fazendo barulho no cinema nacional. O longa, dirigido por Susana Garcia, é estrelado por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli e fala, entre outras coisas, sobre amizade, recomeços e a coragem de olhar para a própria vida.
No filme, Ingrid Guimarães interpreta Clara, uma corretora de imóveis, mãe, esposa, profissional e completamente sobrecarregada pela rotina. Mônica Martelli interpreta Júlia, uma jornalista divorciada e sua melhor amiga. As duas estão vivendo momentos diferentes, mas, de alguma forma, precisam olhar para suas próprias vidas e descobrir o que realmente querem.
E é justamente quando Clara sai daquela realidade que começa a descobrir uma nova realidade e principalmente, uma nova versão dela mesma.
Ela experimenta, se diverte, conversa, olha para a própria vida de outro lugar. E percebe que talvez o problema não fosse apenas o casamento. Ela tinha se perdido de si mesma.
E isso me fez lembrar de uma amiga. Vou chamá-la de Laura.
Laura passou anos em um relacionamento marcado por agressões. Ela sabia que sofria, mas tinha medo de ficar sozinha. Um dia, ela me disse: “E se eu não encontrar mais alguém?”
Aquilo ficou na minha cabeça.
Porque quantas mulheres não vivem situações parecidas, mesmo sem violência?
Às vezes, não permanecemos porque está bom.
Permanecemos porque temos medo do que pode acontecer quando decidirmos ir embora.
Só que existe uma coisa que precisamos lembrar: ficar acompanhada não significa necessariamente não estar sozinha.
Você pode dividir uma cama e se sentir completamente só.
Pode ter alguém ao seu lado e não ter paz.
Pode manter uma aparência de família feliz enquanto, por dentro, está pedindo socorro.
E talvez seja por isso que algumas mulheres precisem primeiro se afastar daquilo que conhecem para descobrir o que realmente querem.
Não estou dizendo que terminar uma relação é sempre a solução. Cada história é uma história. Mas acho que toda mulher deveria em algum momento, fazer uma pergunta muito honesta:
“Se eu não tivesse medo de ficar sozinha, eu escolheria continuar aqui?”
Talvez a resposta assuste.
Talvez liberte.
E talvez você descubra que o medo de ficar sozinha nunca foi de fato, o maior problema.
O maior problema pode ser passar a vida inteira acompanhada e não conseguir mais se encontrar.
Então poderosas, fica a pergunta para vocês:
Você tem medo de ficar sozinha ou medo de recomeçar?
Beijos de poder.
Entre Nós Mulheres
por Mical Rocha
Sou uma mistura de entusiasmo pela comunicação, amor por café, doces e pessoas inteligentes, uma pitada mágica para transformar problemas em soluções digitais incríveis.
“Aqui quem fala é a Consultora Digital de sorriso no rosto e estratégias na manga!”
Mical Rocha
Alagoana, mãe de 3 filhos, jornalista, escritora, autora do livro “Mostre o Seu Poder”, direcionado ao público feminino. Sua primeira experiência na comunicação foi como radialista em uma Rádio Comunitária (2003-2005), e nessa função, apresentou vários programas atuando também em outro estado na Rádio Atalaia – Aracaju-Se (2005-2006) e Rádio Farol FM em Maceió-AL, por um período de 3 anos. Já foi compositora e cantora gospel. Atualmente é consultora digital feminina e realiza alguns projetos em assessoria na área da comunicação.
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