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chuva rápida
Agora no Painel Chuvas afetam mananciais e dificultam abastecimento na Região Metropolitana de Maceió

Blogs

Além das Pedras...

... Porto há 101 anos

25.05.2022 às 14:04

Incrível a velocidade que o tempo está fazendo a vida correr. Dia 25 do 5º  mês de 2022. Só lembro de Osho, “temos que viver o aqui e agora”. Há sim, até porque o daqui há pouco pode não existir. Concordam?!?!? 

E por falar em tempo, no sentido de clima e meteorologia, frente fria entrou pelo sul e vem chegando ao norte, alterando o país, num fato inédito. E aqui em Porto de Pedras, não poderia ser diferente. Assim como em Maceió, muita chuva desde ontem. Prefeito Henrique Vilela trabalhando desde cedo na prefeitura e eu, trabalhando de casa, pondo tudo em dia. E numa breve olhada numa das 3 janelas da sala, poéticas cenas de chuva, que, 2º O  serviço de meteorologia, seguirá nos próximos dias, alterando a paisagem e o estilo de vida numa cidade de praia, tradicionalmente ensolarada. 

A população de Porto de Pedras que celebra seus 101 anos de existência, como município, durante vários dias até o próximo dia 9 de junho, tem todos os motivos pra festejar. Organizada, limpa, segura, em pleno desenvolvimento, povo acolhedor, que recebe muitíssimo bem os turistas e também os que chegam para morar e empreender aqui. Como eu, que sou da família Cunha de Assis Lima, Portopedrense de origem, com orgulho, e estou aqui desde dezembro, recuperando o casarão que meus bisavós construíram em 1860, e fui muito bem recebido. Todos que passam aqui na frente e eu estou numa janela, os comentários são os melhores, todos comemoram a casa aberta, viva novamente. 

Mas enfim, vê-se obras pela cidade toda, e arredores, que comprovam o incrível momento que vive este filé do litoral norte de Alagoas, Porto de Pedras.

 Assim, reforço o convite e a dica, se conhecem, voltem, vão encontrar tudo ainda + bonito. E se não conhecem, venham, não percam + tempo, a vida corre e urge. Pousadas estreladérrimas, entre as + badaladas do continente, restaurantes com as + deliciosas iguarias de nossa gastronomia, Meio Ambiente preservado, inclusive o Santuário do Peixe-boi no rio Tatuamunha entre os melhores passeios na Rota de Charme. Daqui, debaixo de chuva, repito, sejam bem-vindos!!! 

Ah! Optei por não ir fotografar a chuva na praia, pra mostrar que nossa cidade é linda, inclusive da janela se casa. Se sair então, covardia. Isso tudo aqui é lindo d+…

Postado por Felipe Camelo

Porto de Pedras ainda +

23.05.2022 às 13:21
Rodrigo Cunha, Henrique Vilela e Jó Pereira

Como já é público e sabido, estou morando em Porto de Pedras, fato que confirma a força do desejo. Foram muitos anos pensando nesta mudança de vida, física e mental. 

Pois aqui estou desde dezembro, e qual foi minha felicidade quando recebi convite do prefeito Henrique Vilela para assessora-lo, como jornalista e fotógrafo. Como também já publiquei, creio que a educação é 1 das formas + eficazes para desenvolver a sociedade, transformando vidas, trazendo o futuro para o presente. 

Assim como também creio na potencialidade do Turismo para gerar trabalho e renda para toda a comunidade, direta e indiretamente. E foi com extrema felicidade que acompanhei Henrique no último sábado até o ginásio de esportes para a assinatura do convênio que vai potencializar o seguimento, que inclui a gastronomia, claro. Confirmando a importância do “Projeto Gastronomia e Turismo - Porto de Pedras na rota das férias”, numa iniciativa da ONG Filhos do Patacho, presenças ilustríssimas do senador Rodrigo Cunha e da deputada estadual Jó Pereira. 

Claro que gostaria de ter já ter publicado, mas contratempos me impediram, mas quando a notícia é assim valiosa, ela não perde sua força por estar sendo repercutida com certo ‘fuso-horário’. Então, hoje, a assinatura do convênio e o início do curso que vai qualificar mão de obra, envolvendo, nesta 1a turma, 50 mulheres, que terão aulas teóricas e práticas, tornando-as aptas ao comando de panelas e caçarolas, mas quais serão preparadas as + incríveis iguarias da melhor tradição culinária Portopedrense. Também presentes, as vereadoras Judith Correia e Euda Kêu da Palmeira e o presidente da Câmara Municipal, Alan de Jesus, além de Pedro Ivo, secretário de Comunicação e Marcelo Cunha, secretário da Saúde, e do empresário Érico Mendonça. 

Assim, hoje, curta-metragem do evento que faz parte das comemorações pelos 101 anos de nossa Porto de Pedras, oficialmente no próximo dia 9 de junho. Sim, nossa por ser integrante da família Cunha, cuja história está intimamente ligada ao município, sou Portopedrense, mesmo tendo nascido em Maceió.

 E confesso desejar merecer e receber o título de Cidadão desta cidade que escolhi para viver esta fase da minha vida. 

Postado por Felipe Camelo

Patacho, minha, sua, nossa...

... da Humanidade

20.05.2022 às 20:46
Zélia Cavalcanti, Paulo Dantas e José Wanderley (foto Vinícius Teodosio)

Comprovadamente, Turismo é 1 das pautas que + publiquei. Desde criança, sempre viajei muito com minha família e aos 17 anos, fiz curso no Senac para ser guia e logo fui trabalhar na Transamérica, quando pouquíssimas pessoas chegavam por aqui. Lembro que o movimento começou com a inauguração do Hotel Jatiúca. Entrei pra Universidade e acabei transferindo o curso de Jornalismo para o Rio de Janeiro e todas as férias que vinha passar em Maceió, Marcel & Ângela Monteiro me contratavam e assim seguiu minha relação com o seguimento que chamo “Indústria sem chaminé”, já que gera trabalho e renda pra milhares de pessoas, direta e indiretamente, sem provocar nenhuma danosa consequência, como poluição do Meio Ambiente, por exemplo. Pelo contrário. Depois de formado, encerrei esta atividade de acompanhar turistas, mas segui bem ligado ao setor, já que notícias sobre Turismo seguiram com destaque em minhas publicações. Paralelamente, minha família materna se formou em Porto de Pedras, onde passei todas as férias da infância e adolescência, frequentando inclusive os sítios que tínhamos na orla do Patacho. Até que depois de morar também em São Paulo, a vida me trouxe para Maceió e para cá, onde estou morando desde dezembro no casarão que meus bisavós construíram em 1860. Os sítios, nós herdeiros, vendemos, mas o amor pela praia segue no mesmo grau, e a felicidade foi enorme quando vi que o prefeito Henrique Vilela, casado com minha prima Márcia Cunha, vem realizando incrível trabalho pela cidade e arredores. Tanto que a praia onde brinquei muito quando criança havia sido honrada com a exclusiva Bandeira Azul, destaque internacional que distingue as ++ do mundo. E morando aqui, de onde edito esta publicação, fui convidado para assessorar o prefeito, o que tem me feito ainda + feliz, afinal, trabalho no que adoro, escrever e fotografar, no lugar que amo desde que nasci, e de certa forma, venho ajudando na divulgação deste que é 1 dos lugares + lindos do planeta. Felicíssimo fiquei também quando soube que o Patacho vai receber R$ 2,4 milhões para ficar ainda + incrível, como melhoria do acesso à praia, além de outros benefícios, claro que respeitando e preservando a natureza e sua estonteante beleza. Muito feliz também fiquei ao ver a foto que ilustra esta postagem, com a qual também estou inteiramente ligado, afinal, representando Henrique Vilela, sua secretaria de Turismo, Zélia Cavalcanti, que é minha colega no Jornalismo e minha amiga desde que estudamos na mesma turma no Colégio Marista. Ou seja, todos os motivos tenho para colocar meu + profundo carinho neste texto. Além de admirar o novo governador Paulo Dantas e ser muito amigo de seu vice, meu querido José Wanderley. Confesso que estou até sem graça, por achar que estou “legislando em causa própria”, o que não é, asseguro, do meu feitio. Nunca fui de aproveitar de meu trabalho para aparecer. Mas estou deixando meu coração ditar o que meus dedos digitam, e assim, será postado. Aproveito para seguir levantando a bandeira da sustentabilidade e da preservação do Meio Ambiente, sem o qual, preservado, nós humanos, não sobrevivemos, comprovadamente. Finalizo convidando, voltem ou venham conhecer Porto de Pedras, município lindo e que vem ficando ainda + com o incansável trabalho que Henrique Vilela vem realizando com toda a competente equipe que ele formou. E garanto que vocês concordarão comigo, e voltarão sempre a Porto de Pedras, literalmente, o filé do litoral norte de Alagoas. Sem desmerecer as d+, claro. E viva o Patacho. Aliás, vivamos!!!

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Postado por Felipe Camelo

Todos juntos pela Cultura...

... e pelo Brasil

18.05.2022 às 21:16
reprodução

Começo confessando que sou apaixonado por Ivana Iza, seja pessoa física e/ou jurídica. Tenho a honra de dizer que já assisti, e aplaudi de pé, todos os seus espetáculos, sempre com a crescente certeza que ela nasceu para ser artista. Acho que vem de outras existências essa sua entrega, seu amor pela arte. Lembro de muitos momentos que vivemos juntos, principalmente quando encontrei-a com Tainan Canário na Guaxuma e me confessaram o desejo de iniciarem nova geração, confirmando e reforçando profundo e mútuo amor. Claro que, na certeza de que viria 1 ser de luz, numa complexa evolução genética, fiquei na torcida, emanando energia positiva e operante. Lembro que a encontrei casualmente numa farmácia próxima da praça do Centenário, quando Ivana estava exatamente comprando teste de gravidez. Cora não nasceu, estreou, inundando a vida da família e dos amigos com a + pura luz. E igualmente feliz quando o casal anunciou que teriam outro filho, o Theatro Homerinho, que certamente trará vida ao centenário Jaraguá. Mas, alcalina e incansável, Ivana Iza em nova batalha pelo teatro, enquanto o seu não se conclui, o que acontecerá na hora certe. Desta vez, a talentosa e intrépida atriz convoca amigos e gente do bem para manter o “único cinema de arte de Maceió”, o maravilhoso Centro Cultural Arte Pajuçara, que enfrenta + 1 x, a ameaça de fechar as cortinas definitivamente, deixando-nos órfãos. Assim, ao ver postagem de Ivana Iza defendendo arte e cultura em terras caetés, num texto em que reúne todas as informações, resolvi postar aqui no blog, contribuindo assim, daqui de Porto de Pedras, para o sucesso desta campanha e pelo futuro do centro cultural da Pajuçara. Então, aqui abaixo, texto de Marcão Assunção e Rafael Barbosa, que compartilho aqui também. E conclamo, ajudem, pelas gerações do presente e do futuro. Comprovadamente, cultura eleva e transforma vidas.

"VAMOS AJUDAR. 

● O link para a vaquinha está na bio do Arte Pajuçara 

#REPOST @artepajucara with @get__repost__app  Último cinema de arte da cidade de Maceió, o Arte Pajuçara tem lutado para manter as portas abertas nos últimos anos. 

O espaço resistiu à pandemia de Covid-19, que provocou o fechamento de várias salas importantes pelo país, graças a Lei Aldir Blanc.

Mas, como reflexo do longo período sem atividade, agora passa por uma ordem de despejo em decorrência de uma dívida de aluguel acumulada entre 2015 e 2018, cobrada com juros e correção. Após tentativas de negociação em torno de um parcelamento, sem sucesso, a única forma de manter o espaço aberto é quitando a dívida à vista.

Por isso fazemos um apelo urgente: colaborem para salvar o espaço que é um símbolo de resistência cultural e vem formando gerações de ciné[email protected] há mais de 40 anos.

Não deixe o Arte Pajuçara acabar. Colabore! Acesse o link em nossa bio para acessar a vaquinha virtual e saber mais sobre a campanha. Além de ajudar a causa, você pode ganhar recompensas por sua doação.
 #repostandroid #repostw10

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Postado por Felipe Camelo

'Hackeado' mas Produtivo

Sequestraram minhas fotos mas não minha capacidade

13.05.2022 às 18:58
Com a energia da lua cheia, aqui em Porto de Pedras

Confesso que ando bem triste desde que meu @felipecamelo foi hackeado e perdi o controle e a administração da página que vinha cuidando com total carinho, prazer e zelo. Tanto que não tenho conseguido manter o compromisso de atualizar este blog diariamente, como havia ‘combinado’ com vcs, internautas, leitores por quem tenho profundo apreço. Já divulguei como foi que cai neste golpe, e até já tentei deixar pra lá e focar no @narotaecological , página que criei desde o maldito sequestro virtual, mas também confesso que tenho sentido muito com a possibilidade de perder todas as fotos que vinha publicando lá, e acho que devo seguir tentando recuperar. Principalmente para evitar que estes bandidos consigam extorquir amigos e seguidores que conquistei nestes anos, desde que entrei no Instagram. Inicialmente, apenas ofereciam diversos eletrodomésticos e quem se interessasse em comprar, perderia a grana e não receberia os produtos. Mas ontem, 1 amiga argentina queridíssima, que está morando na Bahia, recebeu contacto pedindo dinheiro emprestado como se fosse eu. Logo ela soube que algum golpe estava em andamento utilizando meu nome e me avisou. Desde que aconteceu, muita gente já denunciou que eu estava sendo vítima de piratas digitais mas até agora, a plataforma nada fez. Acho incrível que, com tanta tecnologia, o Instagram não tenha ferramenta ou aplicativo para identificar e coibir estes crimes. Assim como é incrível que não haja preocupação em defender seus usuários. Postei no Facebook solicitando ajuda para denunciar e isso tem acontecido, inclusive, amigos já entraram em contacto direto com os piratas reclamando e confirmando saberem do golpe, e como foram muitas as abordagens, os miseráveis transformaram minha página publica em privada, colocaram fundo preto e alteraram meu nome para feelipecamello, com letras duplicadas, dificultando ainda + meu acesso. Já fiz Boletim de Ocorrência na polícia civil mas até agora, tudo na mesma, minha página continua nas mãos da bandidagem. Assim, ando sem inspiração para editar e publicar matérias aqui no blog, fato que lamento e me desculpo. Torço para que estes sequestradores virtuais não consigam roubar dinheiro de ninguém e, quem sabe, o Instagram me ajude a reaver meu perfil, com milhares de fotografias que, infelizmente, não tenho + os originais. Acabei de ir até a praia aqui na frente de casa, meditei, rezei, pedi força, fé e luz, e voltei com esta imagem que prova, roubaram meu perfil e minhas fotos, mas não minha capacidade de fazer outras. Assim, me desculpo novamente por não estar atualizando este blog como gostaria, mas como tenho certeza de que o mundo é redondo para dar voltas, e este ciclo se encerrará e eu voltarei com energia renovada e reforçada, enquanto eles, seguirão no breu, na treva, escondidos. Aproveito para solicitar que continuem denunciando ao Instagram que fui hackeado e que não sou eu quem está administrando e dando golpe digital. Pra ilustrar este desabafo, a imagem + bonita, lúdica e poética que fiz agorinha, aqui em Porto de Pedras, cidade berço de minha família materna e que escolhi para morar, buscando qualidade de vida e paz. E sei que vou conseguir. Conto com o apoio de vocês para denunciar este sequestro para assim, eu ter minha página de volta. Obrigadíssimo e ótimo fim de semana pra todos nós, que merecemos. 

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Postado por Felipe Camelo

Todos os dias, são Dela

Amor, Gratidão, Respeito, inclusive

09.05.2022 às 17:46
Reproduções

Escrevi este depoimento na noite do  sábado, dia 7, mas ontem, trabalhei muito e não tive tempo de entrar aqui no portal para publicar, me restando postar no Facebook, e diante de tantos comentários e reações, achei que bem poderia postar aqui também, afinal, pra mim, Dia da Mãe é todo dia, assim, repercuto hoje aqui no blog, acrescentando 1 lembrança que acabei não incluindo no texto original. 

1 das grandes lições dona Hilza foi "Meu filho, se você tem que ficar horas na sala e aula, não queira passar o mesmo tempo sentado em casa estudando. Preste muita atenção aos ensinamentos, afinal, você tem ótimos professores. Se não souber, pergunte, se não entendeu, pergunte de novo... ". 

E assim sempre fiz, e o resultado não poderia se melhor, Em casa, revisava os assuntos das aulas e passava o resto das tarde brincando na praia, já que morávamos de cara com a Pajuçara e até a hora de tomar banho pra esperar papai chegar, eu e mamãe dançávamos, todos os ritmos. No começo, meu rosto ficava na altura de seu ventre, mas fui crescendo e dançar com mamãe ficava cada vez melhor. Rodopiávamos pela sala, enquanto meus amigos, que ficavam dispersos nas aulas, estavam em suas casa, vizinhas a minha, estudando.  devo, inclusive estas lições. De dança. 

Daqui pr'o final, foi o que escrevi e postei ontem, com amorosas, gratas e inesquecíveis lições, principalmente de vida!!!


“Te amo desde que nasci, afinal, sempre soube que você seria meu 1* filho e te amaria exatamente deste jeito”. Bastava ter chance e estas palavras me inundavam, enquanto me elevavam e me faziam levitar. Confesso que creio, nossa relação ter vindo de outra existência, tal a afinidade. Engraçado, aqui escrevendo sem pensar, 1/2 que transe, como se eu estivesse me “pscicografando”, e na memória, inúmeras e infinitas lembranças, de muitos momentos vividos, e sentidos. Começo pensando que, depois de 8 anos entre namoro e noivado, meus pais se casaram no 25 de março de 1960 e eu não aguentei muito tempo e rapidinho “me concebi” e vim à Luz em 11 de março de 61. Acho que nosso tempo corria e precisávamos nos encontrar fisicamente, o quanto antes. Lembro da presença constante, e carinhosa, de papai, mas mamãe era onipresente, eternamente atenta. Com riqueza de detalhes, ela e vovó Afra (outro amor maior do mundo) pensando e produzindo as fantasias que eu usaria nos carnavais da vida toda, desde muito novo, observava tudo e ia guardando não sei se na cabeça ou no coração. Ou em ambos. Também sempre “seja como for, seja feliz, e não deixe ninguém te censurar. E faça o que gosta, pra fazer bem feito, e não copie ninguém. Sinta, pense, crie”. Dona Hilza absolutamente sabia. Lembro dela se despedindo de mim quando embarcava para passar 6 meses nos Estados Unidos, com 15 anos, completei 16 lá, inclusive, no 1/2 da temporada. Lembro de amigas comentando da coragem dele em mandar 1 filho pra tão longe por tanto tempo, e ela respondia confirmando confiança em mim e se acrescentaria conhecimento na minha formação, valeria possíveis riscos. E lá fui eu e o máximo que aconteceu foi o “permanente” que coloquei lá, voltando pra casa com cabelão cacheado. Lembrei agora que fui trabalhar (no SBT) em São Paulo e passei o dia pensando na mamãe e quando entrei em casa, antes de qualquer coisa, peguei o telefone e liguei pra ela. Não chegou nem a chamar, quando terminei de discar o último n*, mamãe disse “meu filho?!?!?”. Enquanto eu discava ela também discava pra mim e, assim como a minha ligação nem tocou, a dela também. Sempre me emociono quando lembro disso. Lembro também da incrédula surpresa quando soube que o Mal de Alzheimer estava transformando 1 mãe em filha, e dependente pra tudo. Com profunda respiração, lembrei de 1 virada de ano que ela achou que ficaria sozinha em casa e ficou bem aperreada. Infundada preocupação provocada pela doença, já que seria impensável ela ficar sozinha, principalmente numa noite de ano novo. Eu ficaria com ela, como fiquei. Eu já publicava coluna no jornal no qual fiquei por quase 15 anos, e obviamente, tinha convites para as + badaladas festas de réveillon, mas não perderia esta chance por nada. E qual foi minha reação quando percebi que precisaria dar banho, e dar banho na minha mãe nunca me passou pela cabeça, nem na + lisérgica e alucinada viagem. Deveriam ensinar nas escolas, como cuidar dos pais na velhice, principalmente dar banho. Não foi fácil, pelo contrário. Ajoelhado no chuveiro, passando sabonete em seu já frágil corpo, entre nervosos esboços de sorriso, olhos se comprimindo pelos pingos do chuveiro e pelas lágrimas que desciam sem precisar chorar, senti a suave compressão de sua mão que segurava 1 de meus braços e “se vocês está constrangido, imagine eu, sua mãe, que já te dei muitos banho e agora é a sua vez”. Certo eu de sua inconsciência, Hilzinha estava bem ali, assim como eu. Nossa, que difícil lembrar e controlar os batimentos cardíacos. Ao longo da doença, vê-las cada dia + ausente, e dependendo de todos pra tudo. Quando ficava com ela, ficava mesmo, telefone só pra registar momentos, detalhes e gestos de carinho mútuo. Lembro também de seu amor por Porto de Pedras, especialmente pelo casarão construído por meus bisavós em 1860, no qual mamãe nasceu, e cresci igualmente apaixonado por tudo isso aqui, e mesmo com mamãe permanentemente acamada, acabei vindo morar aqui e não me acho péssimo filho, já que não acho que a tenha abandonado. Mamãe segue muito bem assistida e cuidada, e tenho certeza que, se estivesse consciente, estaria felicíssima por eu estar aqui cuidando e preservando o ‘berço’ de nossa família. Assim, daqui de Porto de Pedras, celebro este Dia das Mães confirmando meus melhores sentimentos à todas as mães na figura da minha, com amor, respeito, gratidão, inclusive!!!

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Postado por Felipe Camelo

O Toque da Vida

03.05.2022 às 15:55
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O tempo tem passado cada vez mais rápido, tanto que a virada de ano foi 'outro dia' e já estamos no 3º dia do 5º mês de 2022. 

E como é impossível viver sem saúde, melhor se prevenir, afinal, problemas e doenças aparecem quando menos esperamos. E na manhã desta 3ª-feira,  o prefeito Henrique Vilela também participou do importante Programa de Saúde do Homem e da Mulher Rural, numa parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR Alagoas com a Prefeitura de Porto de Pedras através de sua Secretaria Municipal de Saúde, cujo secretário Marcelo Cunha, obviamente também estava lá trabalhando. . 

Coordenada por Andrea Almeida, a campanha realizou testes de P.S,A. (coletando sangue), e na próxima 5ª-feira, a equipe volta para exames de citologia nas mulheres, e na 6ª-feirao urologista, dr. Mário Ronalsa estará aqui para o fundamental exame do toque, e caso detectem algum caso alterado na próstata, este paciente já será encaminhado para a Santa Casa de Maceió para cirurgia se for necessária. Saúde é coisa séria e não pode haver ignorância e muito menos preconceito. 

O toque é tão rápido, e indolor, que heterossexuais não correm risco de "virarem" homossexuais, e se for gay, não dá tempo nem de se apaixonar pelo proctologista. 

Melhor encarar o dedo do médico no exame que o do padre na extrema-unção. Dado o toque, literalmente. 

Postado por Felipe Camelo

Na Passarela da Vida

28.04.2022 às 14:14
FC

“É no mangue que peixes, moluscos e crustáceos encontram as condições ideais para reprodução, berçário, criadouro e abrigo para várias espécies de fauna aquática e terrestre, de valor ecológico e econômico. Os mangues produzem mais de 95% do alimento que o homem captura do mar”. Esta definição encontrei no http://ecologia.ib.usp.br e confirma o que eu já sabia e reforça meu encantamento por este ecossistema. 

Além da beleza, não só da vegetação, com parte de suas raizes expostas, mas também pela fauna. Observar principalmente os carangueijos entrando e saindo de suas tocas é realmente muito lindo. Por isso tudo, fico profundamente triste quando vejo que crimes ecológicos serem cometidos para o avanço imobiliário. Claro que é inevitável o crescimento das cidades, mas respeito ao Meio Ambiente é respeitar a vida, afinal, nós seres humanos seremos fatalmente vítimas da destruição desordenada da natureza. Assim, ontem, produzindo uns vídeos aqui em Porto de Pedras, me emocionei na ponte/passarela sobre o rio Tatuamunha, construída e entregue em setembro de 2021 pelo governador Renan Filho em parceria com o prefeito Henrique Vilela.

Toda feita em madeira, totalmente integrada ao Meio Ambiente, atende não só aos nativos moradores da região mas também aos turistas que visitam o santuário do Peixe-boi, mantido bravamente pela Associação Peixe-boi, que vem realizando importante trabalho de preservação desta espécie que já figurou, tristemente, na absurda lista dos animais em risco de extinção.

Maior unidade de conservação marinha e costeira do Brasil, a Costa dos Corais de Alagoas atrai muitos visitantes, brasileiros e estrangeiros, gerando emprego e renda para milhares de pessoas, sendo de suma importância sua preservação. Quase R$ 2 milhões firam investidos na chamada ‘passarela do Peixe-boi’, por onde é possível caminhar ou pedalar, já bicicleta é meio de transporte altamente utilizado por aqui. Mas qual foi minha tristeza quando soube que alguns querem atravessar a ponte guiando motocicletas. Confirmei ao ver barreiras estrategicamente colocadas nas extremidades, e aumentando minha revolta quando soube que já destruíram estes obstáculos, que são devidamente recolocados, gerando + gastos para o município.

Enquanto estive lá, percorrendo toda a extensão, flagrei turistas guiados por bugueiros, operários da construção civil, pescadores, e até 1 moça, vestida de vermelho, numa bicicleta, atravessando os 445 metros de extensão para entregar correspondência. Ou seja, é fundamental que se mantenha integra a ponte/passarela, em benefício de toda a comunidade, principalmente. Ontem de manhã o rio estava com pouco volume d’água mas não diminuiu sua encantadora beleza, confirmada pelas fotografias que fiz. Não posso deixar de registrar a imperdoável presença de lixo, atestando a ignorância humana (sic!), já que é, comprovadamente necessária para a sobrevivência do planeta e da vida que o que for descartável deva ser colocado nos devidos lugares, evitando a contaminação do Meio Ambiente e a morte de muitos animais. Por + que o poder público invista em limpeza, + o povo suja. 

Mas enfim, apesar deste imperdoável comportamento de alguns, em querer atravessar a ponte/passarela de moto, quebrar as barreiras que impedem este acesso, e o descarte, principalmente de objetos plásticos, o passeio é imperdível e a paisagem estonteante, inclusive do mirante ao lado do cemitério de Tatuamunha, no ‘Alto do Casado’, de onde se avista todo o estuário/santuário onde alguns exemplares deste dócil mamífero vem se recuperando e se reproduzindo.

Confesso que não vi, mas soube que foi bem divulgado por meus colegas da Imprensa o nascimento de 1 filhote, que deve servir como maior estímulo sua preservação. Aproveito para convidar, venham ou voltem a Porto de Pedras, e divulguem a fundamental importância de se preservar a Natureza para assim, manter a vida, inclusive humana, afinal, sem o Meio Ambiente, seres vivos não sobrevivem, nem nós humanos. Não sejamos nossos próprios algozes e vítimas ao mesmo tempo. Socorro!!!

Postado por Felipe Camelo

A poética dos varais.

27.04.2022 às 18:21
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Confesso que desde criança, ditados populares sempre me chamaram atenção, como “roupa suja se lava em casa”, mas porque não estender na rua???  Sim, claro que concordo com o sentido de que, confusão em família não tem que se tornar pública, desde que não aconteça agressões, principalmente vitimando mulheres, crianças e animais. Nesses casos, o tal “em briga de marido e mulher não se mete a colher” não cabe +. Esse tempo já passou. Se algum vizinho, amigo, conhecido ou qualquer outra pessoa perceber pancadaria, principalmente, tem que denunciar mesmo. Silêncio vira cumplicidade. Mas este não é meu foco de hoje. Neste 27 de abril, aqui em Porto de Pedras, este ‘improvisado’ varal com estampadas e multicoloridas colchas estendidas na grade do muro foi impossível não observar. Eu que adoro varais, não resisti, parei e registrei. Depois de 2 dias de chuva, aproveitar o sol pra lavar e secar foi necessário. Como também adoro cenas urbanas, esta é minha postagem de hoje. Ontem, escrevi textão sobre o tempo, e recebi muitas reações positivas, me deixando bem feliz, claro, já que, fora de minha costumeira zona de conforto, venho iniciando nova fase, inclusive profissional, já que o formato ‘coluna social’ me deu muito prazer, mas não quero seguir com esta fórmula de jornalismo que pratiquei por uns 30 anos. Como estou vivendo num ritmo + lento, pensando muito na vida, crônicas e depoimentos tem sido minha forma de escrever. Assim como meu foco. Morando em Porto de Pedras, longe do burburinho social, cultural e mundano, tenho tido muito prazer em fotografar cenas do cotidiano, imagens que pouca gente percebe. Como a poética dos varais ao vento. Adoro roupas lavadas, ‘infladas’ pelo ar quente do nosso Nordeste. Assim, hoje, estas cores fortes, marcantes, lavadas, imagino que cheirosas, quase prontas para compor a ambientação de quartos e salas. Talvez até sejam utilizadas como divisórias de ambientes, já que é bem comum se usar tecidos no lugar de portas, impregnadas pelas personalidades de seus moradores. Tenho fotografados muitos varais, e qualquer hora dessa, estarão aqui no blog. Como o que registrei outro dia, com uniformes de vários times de futebol, misturados, num inusitado congraçamento de equipes rivais. Mas este é assunto pra outra publicação. Boa noite…

Postado por Felipe Camelo

N'outro Tempo

26.04.2022 às 20:37
Autorretratos

“Tempo é a duração dos fatos, é o que determina os momentos, os períodos, as épocas, as horas, os dias, as semanas, os séculos, etc. A palavra tempo pode ter vários significados diferentes, dependendo do contexto em que é empregada”.

Hoje cedo fui novamente ao Centro Integrado de Segurança Pública de Porto de Pedras e consegui o Boletim de Ocorrência denunciando o crime que estou sendo vítima, quando na noite da última 5a-feira, hacker invadiu meu @felipecamelo e está vendendo eletrodomésticos como se fosse eu, velho golpe que ainda faz incautos depositarem pagamentos pelos objetos comprados e nunca terão os produtos e muito menos o dinheiro de volta. Infelizmente não consegui mandar o B.O. para o Instagram nem pr’o Facebook, denunciando formalmente o ‘hackeamento’. Vou tentar + tarde novamente.

Como o prefeito Henrique Vilela está em Brasília, não tive pauta hoje e aproveitei para ‘dar 1 jeito’ na casa, e pensar na postagem deste 26 de abril. Morando aqui desde dezembro, longe do movimento social, cultural e mundano da capital, venho pondo em prática o desejo de “sair da zona de conforto”, a qual estava bem ambientado, quando me observei com certa inveja das pessoas que eu via voltando a pé, imagino que pra casa, com saquinho de pão, garantindo o acompanhamento da sopa, do café com leite e da manteiga, para depois, sentar pra ver tv com a família, conversar, relaxar com jogos de tabuleiro ou cartas.

Enquanto isso, depois do dia todo trabalhando na redação dos jornais, ainda iria cobrir eventos, diversos, muitos. Sempre com horários rigidamente cronometrados. Tinha a nítida sensação de estar sempre atrasado uns 15 minutos e que só eu precisava correr. Como já publiquei anteriormente, teve noite na qual estive em 6 festas, incluindo lançamento literário, 2 aniversários, lançamento de coleção de lingerie, até casamento. E consegui. Cheguei esgotado em casa, mas com farto material para minha coluna.

Quando pensava nisso, desejava estar em Porto de Pedras, berço de minha família materna e ontem passe a grande maioria de minhas férias no casarão de 1860. Cresci vindo pra cá e depois de ter morado em fervilhantes metrópoles, sabia que vir para cá seria tudo que eu precisava, desejava, merecia, principalmente perto de completar 60 anos apesar da impressão de já ter vivido uns 80, de tanto que já fiz e produzi.


De tanto pensar nisso, crendo ser capaz, a existência me trouxe pra cá. E aqui, venho me orientando por ritmo bem + lento, deixando a vida me levar, literalmente.

Aproveitei, peguei a bicicleta, pedalei 15 uns minutos e cortei cabelo, cavanhaque e bigode. E alguns fios enormes que insistem em se destacar nas minhas sobrancelhas. Em casa, pensando sobre que publicar no blog, encontrei 1 autorretrato que registrei no início do isolamento provocado pela covídica pandemia. Não sai nem pra cortar o cabelo.

Tomei susto, quando pensei na diferença do que estou hoje, com os pelos bem aparados, verdadeiro oposto do que me vi na tal foto. E assim, encontrei o tema de hoje, o tempo. Mas vou muito além da definição que encontrei no Google, que coloquei no início. Lembrei que sempre conversei muito com meus pais, e 1 dia, disse pra mamãe que achava que deveríamos nascer velhos pra viver com a sabedoria da experiência e morrer inocentes, criança. Loucura!!!

 “Meu filho, Deus está certo por nos fazer envelhecer, para irmos nos estragando com o tempo, pra irmos desapegando da matéria, desenvolvendo outros valores”. Sempre sábia dona Hilza.

Como jornalista, meu formato e linguagem, era de coluna social, que, ao longo de 30 anos, desconsiderei a tradicional fórmula de só publicar ricos, famosos e poderosos. Claro que estes também foram notícia, mas as minorias também. Publiquei empregados domésticos, cozinheiras, garçons, travestis, garis… sim, gente produtiva. Além dos representantes da burguesia na qual nasci e cresci.

Como colunista, festas badaladas, consumo de caros objetos, viagens, alto luxo. Mas paralelamente, sempre reconheci e me identifiquei com trabalhadores, afinal, sempre tive consciência de também sou, afinal, frequentando os lugares que sempre frequentei, minha identificação com a classe operária me manteve os pés no chão. Tanto que tenho amor, equilíbrio, harmonia, fé, humildade e compaixão tatuadas em mim. E com o passar do tempo, estes valores foram se tornando + fortes.

Aqui em Porto de Pedras, quero + é ir a pé pra onde preciso ir, calçando sandálias. Outro dia, precisei ir de mototáxi até Porto da Rua e quando desci da motocicleta, observei que estava com a roupa que estava em casa. Confesso que me senti liberto, isso sim é luxo, não ter que trocar de roupa para sair de casa. Esse descompromisso, essa desobrigação, é maravilhoso. Claro que, se vou ao palácio do governo acompanhando o prefeito ou vou a algum compromisso formal, escolho 1 ‘beca bacana’, mas nada como antes da pandemia, quando eu tinha 1 guarda-roupa enorme com trocentas opções. Doei uns 60% do que tinha, inclusive relógios, gravatas, sapatos e paletós.

Sinto que as mudanças que o tempo tem feito em mim vão muito além da aparência. Hábitos e costumes também estão me transformando. Aqui, ao andar pela cidade, é bom dia, boa tarde, boa noite, como vai, como vão, bom te ver… e isso faz incrível diferença na energia, no astral. E na vida, claro, fatalmente. Até minha respiração está + profunda.

 Agora mesmo, com este hackeamento que me vitima no Instagram, fiz tudo que precisei fazer para resolver e recuperar minha página, mas não estou deixando este lamentável fato me tire a tranquilidade. Esta sabedoria, o tempo me trouxe. + novo, iria tentar resolver logo, correndo, me atropelando. 

Hoje, fiz tudo que tinha que fazer, agora é com a existência, no tempo dela. E só dá certo na hora certa. Como agora, acabei de observar que estou escrevendo d+, e que vou parar. Textão, por + interessante que seja, chega a hora que é preciso dar tempo ao tempo, e está no tempo de dar comida pra Lili e Zazá e comer também, já que aqui em Porto de Pedras, se não tiver compromisso, umas 8 já estou indo pr’o quarto. Eu que sempre fui notívago, estou adorando acordar cedo, caminhar na praia, comer e trabalhar. E seguir o ritmo daqui, parando ao 1/2 dia, fazer a sesta depois do almoço, e retomar às 2 da tarde. Pra ilustrar este texto, eu em 2020 e hoje, sem a preocupação de me manter jovem. 

Quero sim, me manter feliz, inclusive idoso. Já que é melhor envelhecer que morrer cedo. Viva o tempo e no tempo, com sabedoria, principalmente. 


Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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