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Renda-se ao Som

Quando a Música faz Moda

27.09.2021 às 11:37
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Adoro pesquisar, descobrir e aprender o que não sei. Procuro, pergunto, não tenho vergonha. 

“ A música surgiu quando o homem descobriu que, batendo um objeto no outro, ele produzia sons e que isso não era simplesmente, um tanto de barulhos. A música teve várias funções no decorrer da história, como para louvar os deuses, exaltar autoridades, lutar, etc”; “A música é um dos principais elementos da nossa cultura. Há indícios de que desde a pré-história já se produzia música, provavelmente como conseqüência da observação dos sons da natureza. É de cerca do ano de 60.000 a.C. o vestígio de uma flauta de osso e de 3.000 a.C. a presença de liras e harpas na Mesopotâmia”. 

Não consigo imaginar o mundo sem música. Meus pais sempre foram muito musicais, mas não para produzir alguma, mas adoravam dançar, o que faziam muito bem. Tenho fotos e histórias de quem testemunhou os 2 rodopiando pelas festas. Como também dançavam muito em casa, cresci ouvindo as melhores, com certeza. E em todos os estilos. Eles diziam e eu concordo, independente do ritmo, se for boa, tiver sonoridade, beleza, tá valendo. Tango, MPB, Samba, Foxtrote, frevo, forró… se não tivesse alguém estudando, era música direto. Claro que num civilizado volume, para não incomodar ninguém, diferentemente de hoje, quando não se respeita o limite de volume, bom senso, bom gosto. Mas então, minha ligação com música acompanhou meu crescimento, e esse segmento cultural entre os que + me tocam. Confesso que, como o olfato, a audição é o sentido que + ativa minha memória. Tico&Teco, meus neurôniozinhos, adoram dançar e quando ouço alguma música, logo me lembro da época, dos costumes, de pessoas, lugares… é incrível como sons mechem comigo. Barulho não, me incomodam, detesto, mas os sons, pode ser o da chuva caindo nas folhas do meu cajueiro. Música boa se eterniza. 

 Em todos esses anos de civilização, músicos, instrumentistas, compositores, maestros, cantores… conquistam plateias e fãs. 

“Um DJ é uma sigla em inglês que significa disc jockey, ou em português, disco jóquei. ... Um DJ é um artista responsável por transmitir música (muitas vezes da sua autoria) na rádio, televisão ou em qualquer local onde se ouça música (boates, discotecas, etc.)”. DJ são verdadeiros astros, equiparados aos + badalados cantores e bandas. Alguns inclusive, superam em números de público, seguidores em redes sociais, em execução em rádios e TVs. 

 Tenho vários amigos que são incríveis dominando suas mesas de som. E entre os que + me encantam é o querido e talentoso DJ Siq, que conheci como Juninho, mas hoje, meu foco e microfone estão no Siq, que arrasou na edição 2020 da 1ª Mostra de Moda Alagoana Renda-se. Com certeza, as músicas do desfile arrasaram, além da curadoria, da produção, dos estilistas e modelos, a trilha sonora agregou valor ao projeto idealizado por Mirna Porto Maia, que tem patrocínio Magazine Luiza através de Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, apoio cultural Aloo Telecom, Escola Técnica de Artes da Ufal e Prefeitura de Maceió através da sua Secretaria de Turismo, Renda-se 2021 será transmitido ao mundo fortalecendo a importância cultural artesanal da Moda de Alagoas, especialmente a renda Filé. 

E sem dúvida, a atuação do DJ Siq será brilhante, atestando formidável trabalho de pesquisa, primando pela total harmonia entre a música e o que está acontecendo na passarela. Tudo com forte ligação, e o público vai sacar. Esse ano, DJ Siq volta ainda +, tocando no alto de 1 dos janelões do Espaço Armazém, literalmente dominando os centenários casarões de Jaraguá e os 50 metros de passarela montada na Sá e Albuquerque. Anotem e não percam, “às 8 da noite de 8 de outubro “ (viva a sonoridade), vale audiência e aplausos. Verdadeiro espetáculo de Arte, Cultura e Bom-Gosto, inclusive musical. E hoje, aqui no blog, publico interessante entrevista com ele, que vem se firmando e se confirmando como “jovem senhor das picups”. Assim, seque o Siq…

Qual é a importância da música em sua vida?

A músicapreenche grande parte do meu dia, nos estudos, nos exercícios físicos, nas festas, com amigos, em atividades terapêuticas, e no trabalhoé minha ferramenta de interação, onde posso transmitir emoções, sentimentos, animação, boas lembranças, cultura e resistência. A vida sem música seria muito triste.

Que memória vc tem das primeiras músicas que te chamaram atenção?

As primeiras músicas que me chamaram a atenção foram de Raul Seixas e Luiz Gonzaga.

Na infância vc já curtia música?

Curtia muito ouvir e dançar. Ainda quando criança arriscava gravar fitas, cantando com uma música de fundo, usando o rádio de casa e um microfone, junto a minha irmã Vitória.

Seu gosto musical foi mudando com a idade?

Mudou um pouco, porque ainda escuto e gosto de muitas produções que eu ouvia há muito tempo. E também aprecio as atualizações das produções atuais.

Vc tem estilo favorito de música?

Eu não conseguiria dizer um estilo especifico, a música é muito plural, tenho preferências em cada subvertente. Na música eletrônica tenho mais afinidade com os estilos House Music e Techno, e suas variações. Também curto Reggae, MPB, Axé e Rock.

Vc prefere as que são pra ouvir baixinho ou as pra topar o botão do volume?

Depende do momento, do ambiente e do meu humor.Equilíbrio é tudo!

Quando te deu o estalo “vou trabalhar com música”???

A partir do momento que conheci alguns nichos, e vi que era possível fazer daquela arte o meu trabalho, e poder proporcionar boas experiências para o público.

Qual a tua idade?

29 voltas ao sol, estou quase trintando. (risos)

Vc é nativo de Maceió?

Sim, nasci e sempre morei aqui

Que grupos marcaram sua vida?

Os artistas Caetano Veloso, Elza Soares, Cazuza, e os grupos,DepecheMode, Daft Punk, The Prodigy, Benny Benassi, The Black EyedPeas.

Vc fez curso pra ser DJ, ou foi descobrindo sozinho as técnicas e os segredos?

Conclui a “Ophiccina para DJs” com o DJ Bacana em 2012. Em 2019, participei do curso de Produção Musical com o DJ e Produtor Woltexx. Fui desenvolvendo a curiosidade e descobrindo algumas coisas sozinho, desde criança admirava a performance de DJ. Tive um grande apoio da DJ Eleva e do DJ Nathan no início desse sonho. Então são essas referências que formam esse alicerce na minha trajetória.

Como vc seleciona as músicas que vc vai tocar em determinado evento?

Faço a seleção a partir da proposta do evento, do horárioque vou tocar e do possível público. Então organizo as faixas por estilos e pelo tom, o que chamamos de “mixagem harmônica’’.

Faz diferença se é festa ou desfile?

Faz diferença sim! São referências diferentes, festa geralmente é um som mais dançante, para pista “Dance Floor”; e no desfile as referências estão voltadas para a performance e a estética do evento.

Lembro do sucesso que foi seu set no Renda-se no ano passado, como aquela seleção aconteceu?

Fiz uma pesquisa com a estética, voltada para o regionalismo e com um toque sofisticado, foi uma homenagem ao Filé Alagoano e a Teka Rendeira (em memória). Filtrei essa seleção com um pequeno núcleo da produção do evento, formado pelo Coordenador Fabio Elias, e o Diretor David Farias.

Esse ano, a homenagem é pra Vera Arruda. Como está sendo seu processo de escolha das músicas do desfile?

A sonoridade desse ano será um pouco diferente, terão mais músicas sem vocal, porém mantendo as referências brasileiras, regionais e elementos significativos.

Está fazendo diferença a passarela ser na rua, diferente de 2020, que aconteceu dentro do Espaço Armazém?

A diferença será a acústica do ambiente. Tocar nas ruas do Jaraguá vai unir minha arte com as construções maravilhosas desse bairro histórico, será uma acústica diferente, pois dentro da trilha sonora também teremos interferências urbanas do cotidiano local.

Quem são suas referências entre os DJs???

Carl Cox, Sophia Rock, Gui Boratto, Bruno Be, Denis Ferrer, Vitor Lou, Gustavo Mota,SebastienLeger.

O que o público pode esperar de seu set Renda-se2021?

Um repertório bem brasileiro, cheio de suingue e com um toque sofisticado.

Vc chega nervoso ou relaxado pra tocar?

Sempre fico nervoso! Acredito que se não tiver o frio na barriga, não vale a pena. No "Renda-se", por exemplo, a tensão é ainda maior, por conta da grandiosidade do evento.

Seu estado de espírito interfere na seleção de suas músicas?

Sim, a seleção é muito influenciada pelos meus ciclos na vida.

Que planos para o futuro, o breve e o distante???

Pretendo continuar estudando mixagem e produção musical, muito breve lançar minhas músicas e expandir minha arte por outros lugares desse mundão.

Postado por Felipe Camelo

Trapolinagens do Mestre

Homero Cavalcante e Os Mestres da Graça

24.09.2021 às 13:52
Homero entre os Mestres da Graça (acervo pessoal-reproduções)

Homero Cavalcante nasceu com o teatro como componente genético, e logo cedo descobriu que tinha essa missão, de compartilhar seu dom artístico, enriquecido com a convivência com Linda Mascarenhas, incontestável dama do teatro alagoano. 

Homerinho era assíduo nas reuniões e saraus na casa de Linda na Ladeira do Brito, e foi 1 dos fundadores da Associação Teatral de Alagoas - ATA. Cresceu entre textos e personagens, e seu nome se interliga indissociavelmente da cena, seja no palco ou nos bastidores. Atuando, escrevendo, dirigindo ou produzindo, não consegue parar. Quando não está trabalhando voluntariamente, está atendendo a algum convite. Ou nas salas de aula, onde divide e multiplica conhecimentos, experiências e descobertas. 

Como esse desafio que recebeu do Grupo de Teatro Mestres das Graça, de Palmeira dos Índios, que já existe há 15 anos, e a proposta era escrever texto de “espetáculo de rua”. Confirmando parceria com Agélio Novaes, Homero convocou o talentoso artista plástico para criar cenário e figurinos, que foram concebidos e pintados manualmente, numa perfeita harmonia com a cenografia e o espaço cênico urbano. 

Assim, em Trapolinagens, “personagens comuns, típicos e característicos de ‘feira do interior’, interagem e contam histórias de 1 místico curandeiro com suas ervas e óleos, 1 esotérica cartomante, 1 indefectível coronel, 3 mulheres (representadas pela mestra, contra-mestra e Diana do Pastoril), e 1 valete (cara esperto do baralho)”, 2* me contou Agélio. O espetáculo estreiou há 1 mês em Taquarana. Em seguida, encantou e divertiu numa tribo indígena em Palmeira dos Índios e agora às 13h30, participam de 1 projeto do Teatro Deodoro, filmando enquetes de Trapolinagens, que conta com especialérrimas participações de 2 músicos que enriquecem a trama com música ao vivo, provocando auditivas sensações. 

Agradeço muito o carinhoso convite de Homero para assistir a filmagem, mas impossibilitado, me desculpo pela involuntária ausência. É aguardar que a agenda do Mestres da Graça marque apresentação aqui em Maceió, porque, com certeza, vale aplausos. 

Ah! Por falar em graça, Homero em estado de graça, aguardando a inauguração do Theatro Homerinho, que o cultural casal Ivana Iza & Tainan Canário estão construindo em Jaraguá. 


Postado por Felipe Camelo

Sem Palavras...

... Dizem Tudo

23.09.2021 às 13:29
Reproduções

Confesso que não sou dos que adoram participar de grupos no WhatsApp. 

Conheço quem é ativo membro de muitos, mas eu mesmo, não curto. Faço parte de uns poucos por extrema necessidade. Entre os “meus”, 1 só de jornalistas, no qual compartilhamos e sugerimos pautas, fazemos comentários, trocamos ideias, informações…

 E na manhã de hoje, 1 colega postou série de charges publicadas na imprensa de vários países. Depois da abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU, no último dia 21, reações não deixam dúvidas da nossa imagem internacional. Confesso também que acho impossível qualquer neutralidade diante de fatos que afetam tão seriamente as vidas de todos nós, milhões de brasileiros. 

. Com este curto texto, deixo que as imagens falem por si. E por mim!!!

Postado por Felipe Camelo

+ 1 Estrela

Renda-se, rendam-se

22.09.2021 às 15:15
FC -Mirna Porto e Simone Bert no Wanchako

Somos comprovadamente terra de gente talentosa e produtiva. Nos diversos seguimentos, não nos faltam as melhores opções, o que dificulta muito quando é preciso listar 10 nomes, independente do que seja. 

Confirmo que foi bem difícil formar o grupo das 10 personalidades que integraram o elenco de 50 modelos da 1ª Mostra de Moda Alagoana Renda-se em 2020. Mas conseguimos e essas mulheres agregaram + valor ao evento idealizado por Mirna Porto Maia, patrocinado por Magazine Luiza pela Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo e que será transmitido às 8 da noite do próximo dia 8 de outubro, que apresenta 5 criações de 10 estilistas selecionados, inspirados na inesquecível estilista Vera Arruda, homenageado do projeto que tem apoio cultural da Aloo Telecom, Escola Técnica de Artes da Ufal e Prefeitura de Maceió através de sua Secretaria de Turismo. 

Com as dezenas de envolvidos em plena produção, Renda-se é movimento em ebulição e transformação, e fomos surpreendidos com a involuntária impossibilidade de Lavyne poder desfilar, já que está em São Paulo, vencendo os desafios da vida, e nós do Renda-se, enquanto lamentamos, mantemos a certeza de sua plena recuperação.

E o que estava tudo definido, cena “corre pra pensar e convidar outra personalidade”. E numa corrente de ideias e lembranças, outro trabalhão, de chegar a 1 nome, entre tantos que, igualmente, agregariam valor ao Renda-se. E ontem, logo cedo, intensa rede de comunicação e para felicidade “geral da nação”, a incrível chef Simone Bert disse “Sim”, e assumiu que, como adora desafios, escala numa maravilhosa sandália plataforma e encara os 50 metros da passarela que será montada na Sá e Albuquerque, em Jaraguá, com transmissão pelo site https://www.projetorendase.com.br/ , no YouTube https://www.youtube.com/channel/UCHa44aVDWQ7yv9ALX38Na7Q?view_as=subscriber , no Facebook Renda-se - 1ª Mostra de Moda Alagoana , e no Instagram @rendasealagoas . 

Assim, com essa publicação, reforço desejos de melhora para Lavyne e reafirmo as boas-vindas a igualmente querida Simone Bert. 

Então, anotem, ponham alarme nos celulares e se prearem para aplaudir orgulhosos essa 2ª edição do Renda-se, que colocará Alagoas na vitrine do mundo, agregando cultura, economia, incursões profissional e social. 

Postado por Felipe Camelo

Da chuva ao sol…

21.09.2021 às 16:48

Confesso que guarda-chuva me chama atenção desde pequeno. Pela forma, pela simbologia de abrigo e proteção, pela cores e estampas, pela estética, pelo design, seja por ser sombrinha, ao mesmo tempo. 

Acho inclusive que, se o hábito de sair sempre com 1, voltasse ao cotidiano, protegeria principalmente a pele, diminuindo o risco de superexposição ao sol. Mas infelizmente, é 1 dos objetivos que + encontro jogado em ruas, praias e praças, inclusive. Alguns fechados mas a maioria, assim como esse, no estacionamento de Jaraguá, abertos, o que só piora a situação de alagamentos quando entala num bueiro, impedindo o fluxo d’água da chuva. Deslizamento de barreiras que provocam tantas mortes que bem poderiam se evitadas se o que não possa ser reaproveitado, como esse objeto tão útil na proteção da saúde.

 O que inicialmente seria pela vida, vira assim, elemento de morte. E já chega de mortes, né?!?!? Só as vítimas fatais da covídica pandemia, quase 600.000, oficialmente. E além disso, segui-se agredindo o Meio Ambiente, promovendo destruição e catástrofes, com muitos incêndios, derretimento das geleiras nos polos… causando também a extinção de muitas espécies animais. Com nossos pequenos gestos, podemos fazê-los grandiosos, se salvarmos o planeta e a vida, inclusive da raça humana. Ou que deveria ser, pelo menos. Dado + 1 toque aqui no blog. Repassem, repercutam, compartilhem, vamos ser maioria?!?!? Mas atitudes são “pra ontem”, antes que seja irreversível!!!

Postado por Felipe Camelo

Matando 1, Morremos Todos

17.09.2021 às 15:37
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Consequentemente, os acontecimentos acompanham a velocidade do tempo, e com a internet, as repercussões são instantâneas, praticamente em tempo real. 

Como tenho vivido num ritmo bem + lento que normalmente sempre vivi, estou sentindo o chamado “delay”, quando a imagem não acompanha o áudio, caracterizando atraso. Assim que soube que a empresária Luiza Helena Trajano foi a única brasileira na lista das 100 pessoas + influentes do mundo, assinada pela Times de Nova York, iniciativa de editar matéria, mas a pesquisa foi se aprofundando + do que eu havia imaginado. Quando vi que não daria tempo pra publicar no dia do fato, e vi que o Facebook me mandou 1 “lembrança de 9 anos”, editei postagem pra postar, já que era 5ª-feira, e seria cena #tbt, com única fotografia, de show da Gal Costa que lotou o Gustavo Leite num 16 de setembro, e no texto, desejava que sigamos nos vacinando e nos cuidando para que inclusive os shows possam voltar ao cotidiano. Mas a conexão estava péssima e não consegui. 

Hj acordo com a triste confirmação do assassinato do professor de Artes da Universidade Federal de Alagoas, José Acioli Filho, encontrado morto, em casa, vítima de golpes de ‘arma branca’, 2º notícias na Imprensa. Claro que muitos amigos lamentando e prestando homenagens na Internet, e com essa profunda tristeza, as matérias sobre a presença de Luiza Trajano na Time e o show de Gal ficam para breve, já que hoje, explicitar e confirmar minha indignação com esse lamentável, desumano e violento instinto de matar para contabilizar algum ganho é, pra mim, questão de amor próprio e ao próximo. E sobrevivência também, claro. 

Para ilustrar esse texto, printei diversas reações postadas nas redes sociais, sem me preocupar com as devidas autorizações. 

Porque enquanto esses crimes não forem severamente e exemplarmente punidos, a Existência seguirá empobrecida, pelas prematuras mortes de seres que só agregavam valor à vida. É inconcebível alguém achar que tem o direito de tirar a vida de outro alguém por ganância, maldade, ódio e inveja. Não estou defendendo a pena de morte, principalmente nesse desigual, preconceituoso e injusto Brasil, mas a certeza da impunidade só fortalece essa monstruosa prática. E confesso que horrorizado fiquei com 1 comentário de 1 fulano, também gay e igualmente professor (péssimo, inclusive) que, com sua infeliz opinião, culpou a vítima, por “não ter se cuidado, levando bandido pra casa”. Miserável acha pouco e assassina novamente alguém que já teve sua vida exterminada. Matou a memória de José Acioli Filho. 

Ao mesmo tempo que encaminho minha energia para que Acioli fique em paz, no Caminho da Luz, desejo que a Justiça seja cada vez + célere e implacável com esses que se acham Deus e que tem direito de decidir quem vive e quem morre. Não foram poucos os amigos, conhecidos e até os que eu não sabia da existência, que foram assassinados dessa cruel forma, principalmente por serem homossexuais. Lembrei agora de 1 ocasião que me sentia tão revoltado com tantas mortes por LGBTQIA+fobia que tive 1 sonho absurdo. Assim que acordei lembrei que no pesadelo, eu me tornava 1 “serial-killer” e saia matando os diferentes de mim, principalmente os heterossexuais que se aproximam de gays com a maléfica intenção de matar pra roubar, mas, o que + me impressiona nesses casos, especificamente aqui em Maceió, é o requinte de crueldade. Não é só matar pra roubar, é botar pra fora a besta homofóbica que habita nesses seres que não podem ser classificados como pessoas, muito menos humanas. Claro que esses miseráveis barbarizam em todas as cidades brasileiras, mas aqui na capital alagoana, os + perversos golpes ferem inclusive os que nem conheciam as vítimas. 

Nesse caso do querido Acioli, soube que o assassino utilizou o celular dele para mandar mensagens pelo WhatsApp, avisando que se ausentaria por uns dias e que ninguém se preocupasse. Valei-me, me dói profundamente imaginar a frieza de matar e diante do cadáver, ainda ter controle para provocar desinformações que dificultem a descoberta e a elucidação do crime. Claro que me faz muito mal pensar em que punição seria justa para esses assassinos, me fazendo achar que sou tão perverso quanto eles. Lembrei agora de 1 amigo-irmão que morreu em semelhantes condições e que teve seu corpo fotografado logo após ser jogado num rio. Coração querendo sair aqui pela boca, enquanto insuportável sequência de suspiros o apertam e aceleram os batimentos. Enquanto escrevo, forte chuva provoca ainda + tristeza, melancolia, indignação, revolta e impotência, sentimentos tão dolorosos quanto as facadas que tiraram a vida de alguém que passou a vida se qualificando para melhorar a vida de tantas outras, seu alunos. Faço dessa chuva, lágrimas, desejando que lavem essa perversidade que transforma pessoas em bestas. Triste constatar que somos a única espécie que mata sem ser para comer. Todas as outras, irracionais, têm instinto de preservação e perpetuação de suas respectivas espécies. Já nós, dotados de inteligência e racionalidade, seguimos entristecendo e envergonhando a raça. 

Sim, sou humano e como tal, também me revolto, e como cidadão e jornalista, sigo me posicionando e provocando pensamentos que gerem atitudes. O que não podemos, de forma alguma, é calar, sofrer sem reagir. Não estou defendendo que devemos sair matando também, mas cobrar investigação, elucidação e punição exemplar é o mínimo que a sociedade precisa fazer, se engajar nessa batalha, que afeta não só homossexuais, mas todos somos vítimas dessa desenfreada barbárie. Principalmente nesse momento em que a política vigente estimula todas as fobias, seja contra LGBTQIA+, mulheres, indígenas, negros, pobres, deficientes físicos e mentais… 

Precisamos reagir energicamente. Pela perpetuação da vida, seja humana, animal, vegetal!!!

Postado por Felipe Camelo

A Dona da Minha Vida

15.09.2021 às 12:15
FC

Nessa covídica pandemia, muita coisa mudou na minha vida, e na de todo mundo, claro, apesar de alguns insistirem em negar a necessidade de repensar e se transformar. Evoluir. Por exemplo, sempre fui de ditar o meu tempo. Como vim morar sozinho aos 18, fazia o que queria, na hora que desse vontade, me achando o dono do cronômetro. Engraçado como agora, vivendo meus LXII, tenho seguido o ritmo da ampulheta, + lento, suave, tranquilo. Nada + de seguir girando enlouquecido, numa crescente e desenfreada velocidade. É desnecessária. Sigo trabalhando, principalmente de casa, na maior paz e segurança, e mesmo me mantendo ativo e produtivo, tempo não tem faltado, logo pra mim que corria na certeza de estar uns 10 minutos atrasado. Esse ponto positivo o coronavírus tem, de me dar tempo pra curtir, inclusive o tempo, com tempo. 

Ontem, meu irmão Fábio, me deu umas orquídeas que havia ganho de 1 amiga. Trouxe e colocou aqui embaixo do cajueiro, onde já colocou umas 20 mudas dessa maravilhosa flor. Hoje, foi minha 1ª observação, elas se recuperaram lindamente, já que chegaram abaladas com o calor da rua, vindo pra cá. Senti sorriso abrindo, lembrando de minha mãe Hilza, que hoje, completa XCIV. Sim, ponho em algarismo romano pra te fazer pensar também, atividade mental que me dá prazer, movimentar “Tico&Teco”. 

Pois foi, o rosto e o cheiro de mamãe me vieram na memória, com muita saudade, já que tem quase 1 ano e 1/2 que não chego perto dela, como sempre adoramos ficar. Incrível, papai e ela ficaram casados por quase 60 anos casados, além dos 8 entre namoro e noivado, mamãe foi diagnosticada como vítima do Mal de Alzhaimer na semana em que ele partiu, e desde então, vive acamada, recebendo impecável tratamento, tanto dos profissionais da Saúde que a atendem, mas principalmente pela atenção que recebe ininterruptamente em casa. Com todas as taxas em dia, inclusive peso, se mantém com a pele muito bem hidratada, cabelos periodicamente cortados, assim como as unhas. Ouvir Roberto Carlos é sua + confiável conexão com o mundo real. Com a doença num grau muito leve, mamãe é sempre tranquila, serena em seu silêncio e em sua memória, ou pelo menos no que dr.Alzhaimer a permite lembrar. Mamãe se formou em Direito, assim como papai, e com notas melhores que as dele. Sempre leu muito, e adorava conversar, principalmente com suas amigas da vida toda, as “meninas da praia”, já que frequentemente se encontravam, de preferência, na areia da Pajuçara. 

Mamãe adorava dançar. Ela e papai arrasavam nos salões, fato confirmado por fotos e inúmeros relatos dos amigos. Estou escrevendo no tempo passado dos verbos porque faz muito tempo que essas atividades já não são possíveis pra ela, infelizmente. Mamãe segue muito bem, apesar desse Mal que afeta, não só o paciente, mas também toda a família. Outro dia, me peguei pensando como seria doloroso pra ela, lúcida, diante desse caos que vivemos no mundo e aqui no Brasil, particularmente, infelizmente. Respeitando todos os protocolos de segurança contra o Covid19, evitamos qualquer aproximação dela, tanto que, em 11 de março de 2020, dia do meu aniversário, foi quando cheguei perto dela para interminável sessão de cafunés, cheiros nos floquinhos brancos em sua cabeça e profundas declarações de “eu te amo”, e “nós nos amamos”, bem baixinho ao seu ouvido, com nossos dedos mindinhos agarrados 1 no outro. 

Penso no perigo que posso contamina-la e o ‘custo-benefício’ não vai compensar. Quando vou vê-la, fico distante uns 4 metros de sua cama, que é girada quando chego para que ela fique de frete pra porta do quarto, na esperança de que ela me veja e fique feliz. 

Assim, mesmo de longe, me mantenho dentro dela, como se ainda estivesse sendo gerado, dando cambalhotas em seu ventre. Assim, hoje, minha pauta vai além do aniversário de minha mãe, Hilza da Cunha Camelo Almeida. Na verdade, compartilho com os leitores desse Portal, desejos de amor infinito ao próximo, esse, 1 dos muitos ensinamentos que recebi em casa. Os melhores sentimentos, os + humanos, incondicionalmente. Todos merecemos viver plenos de amor. 

Assim, com vela no maravilhoso e caseiro bolo da querida comadre Maira Lessa,  repito aqui “Feliz aniversário, mamãe”…

Postado por Felipe Camelo

Memória Viva

14.09.2021 às 16:38
Reprodução

14 de setembro e vivendo meu ano LXII, incluindo inúmeras e inesquecíveis histórias da vida real, estou num turbilhão de lembranças que, há muito tempo, não passavam por minha memória. Estou na 4ª semana entre muitas latas de tintas, pincéis, lixas… E

com a casa revirada, com tudo misturado, Coisas vão surgindo sem eu, ao menos, esperar. Com objetos, histórias e casos não faltam, inclusive detalhes incontáveis. 

Seguindo projeto do arquiteto, e amigo de muitos anos, Kza Vasconcelos, estou pintando a casa toda, do piso ao teto, literalmente. E obviamente, “cascavilhando” tudo, pra ver o que segue comigo e o que será devidamente descartado. 

Como 1 rolo bem amarradinho que, ao abrir, emoções. São 3 lonas com fotos plotadas, de imagens que o tempo não trará de volta. Desde a adolescência, total encantamento com Olinda, principalmente com seu poético, lúdico, bonito, fantasiado e divertido carnaval. Sem esquecer do viés mundano, safado, erótico… e esses painéis foram confeccionados para 1 festa de carnaval que produzi comemorando meu aniversário nº 42, significando que já se passaram 20 anos dessa festa na qual pedi aos amigos que trocassem os possíveis presentes que eu ganharia, por cestas básicas. Com as doações, garantimos comida por algumas semanas em 3 instituições infantis, 1 de idosas e outra para idosos. Apoiando a solidária causa, a direção do incrível Museu Theo Brandão cedeu o pátio com acesso aos banheiros sem me cobrar aluguel. Lembro que foi divertidíssima a noite, e no dia seguinte, acordei cedo pra entregar os alimentos arrecadados,

Obviamente, nessa época, nem sonhávamos que enfrentaríamos essa covídica pandemia, consequentemente, isolamento, inclusive social. E aqui pensando que, se tivéssemos o adequado comportamento, respeitando distanciamento, higienização correta, uso constante de máscaras, já teríamos passado pela fase que vivemos agora, e rapidinho, poderíamos estar podendo brincar outros carnavais. Mas infelizmente, essa ainda não é nossa realidade. Assim, com essas lembranças todas, e desejando estarmos bem para vivermos outras cenas como essas aqui por mim fotografadas, enriquecendo nossa coleção de ótimas lembranças. Assim, reforço conselho de que devemos mesmo nos cuidar, focando em nosso próprio bem-estar e do próximo também. 

Então, hoje aqui no blog, divirtam-se com essas lembranças que são minhas mas podem muito bem ser de muita gente. Respeitem essas variantes todas desse mortal vírus, que não surgiu pra brincar carnaval. Pelo contrário, quase 600.000 brasileiros já perderam suas vidas. Então sejamos racionais e inteligentes. 

Pra sobreviver, dependemos de todos, principalmente de nós mesmos. Sigo me cuidando e desejando muitos carnavais +…

Postado por Felipe Camelo

Ao Cachaceiro...

... Eu Brindo

13.09.2021 às 18:01
Minha coleção em foto de Fábio Camelo

Compreendida entre 10.000 a.C. e 4.000 a.C. período Neolítico é conhecido como “tempo da pedra nova” ou “a Idade da Pedra Polida”, quando o desenvolvimento de artefatos produzidos pelos homens possibilitaram a criação de instrumentos de caça, pesca e também de utilização cotidiana, exatamente quando houve a aparição da agricultura e a invenção da cerâmica. ... “Os celtas, gregos, romanos, egípcios e babilônios registraram de alguma forma o consumo e a produção de bebidas alcoólicas”, como pesquisei. Significa dizer que desde que homens e mulheres se entendem por gente, o costume de consumir bebidas alcoólicas se mantém. E, com curiosidade e criatividade, muitas bebidas foram surgindo mundo afora. Suas diferenças e características variavam e variam em consequência de clima, geografia, topografia, costumes culturais… com a chegada dos portugueses ao Brasil, quando trouxeram a cana-de-açúcar e técnicas de destilação, a cachaça logo caiu nas graças do povo, mas a Coroa Portuguesa fez pressão para que a ela fosse substituída pela bebida portuguesas conhecida como ‘badaceira’ , isso lá por 1661. Confusão armada com os bebedores do destilado da cana, daí a Revolta da Cachaça, verdadeiro movimento popular no Rio de Janeiro, impedindo a substituição do aguardente brasileiro pelo português. Assim, 13 de setembro marca esse momento em que a tradicional cachaça aqui produzida se institui com a nossa + típica e cultural bebida alcoólica brasileira. Assim, surgiu oficialmente o Dia da Cachaça, que também é conhecida por vários apelidos. Como caninha, mata-bicho, branquinha, parati, pinga, bicha, "água que passarinho não bebe", marvada, veneno, boa… Na antiguidade, se iniciou o costume de brindar antes do 1º gole, como forma de oferenda, assim como jogar 1 pouco no chão, “pr’o Santo”, crendo que saciariam a sede dos Deuses. Brindes também eram garantia de proteger suas vidas contra ataques de inimigos, já que chocando as taças com força, faziam com que os líquidos se misturassem, garantindo que ninguém envenenaria ninguém, já que todos morreriam casa alguém tentasse. Então, com essa popular Revolta da Cachaça, nosso típico aguardente ganhou espaço e garantiu a preferência. E aproveito, claaaaaro, para nesse 13 de setembro, brindar a data, desejando que ela se mantenha gerando principalmente, emprego e renda pra milhares de brasileiros, direta e indiretamente. Que a expressão cachaceiro perca o tom pejorativo, como pinguço, e signifique apenas os “apreciadores de cachaça”. Só não posso deixar passar a chance de chamar atenção para a perigosa e criminosa ignorância por beber e dirigir, comprovadamente, e fatalmente, causa de milhares de acidentes e mortes no Brasil. Se for beber, deixe o carro em casa. Para ilustrar essa postagem, minha coleção de copinhos de cachaça, que contam muito das incontáveis farras, festas, festinhas e festões. Já fui bom nisso, mas ultimamente, noutra fase estou, fugindo do volume, da quantidade. Sabedoria dos meus XLII… e Tim! Tim!

Postado por Felipe Camelo

11 de setembro...

... 20 anos

10.09.2021 às 15:22
Foto Steve Ludlum/The New York Times/reprodução

Meu Deus, cada texto que escrevo, coração acelera, principalmente e inclusive por constatar, e confirmar, como a ampulheta virou cronômetro e acelera a passagem do tempo.

 Em 11 de março completei meu ano LXI, consequentemente, já estou vivendo meus 62, mas creio que, por tantos e intensos acontecimentos e experiências, tenho a impressão de já ter bem + de 70. Tenho a felicidade de manter ativa minha memória e todas as lembranças seguem vivas, como se o tempo não estivesse passando. 

Em 1977, aos 15 anos, meus pais me colocaram no programa de intercâmbio Youth For Understanding, quando passei 6 meses morando com a família Dumbowski, em Saint Louis, no Missouri, e com autorização de meus pais registrada em cartório aqui em Maceió, pude ir conhecer Nova York. Lembro do nervosismo embarcando sozinho para a maior cidade de mundo, e também do meu espanto quando ouvi alguém falando português numa poltrona num avião da Pan Am, atrás de mim. 

Claro que me virei e o espanto foi ainda maior quando vi que era Pelé, que, na época, jogava no Cosmos e voltava pra “Big Apple” após jogo na bela cidade numa margem da confluência dos rios Mississippi e Missouri. Claro que puxei conversa dizendo que lembrava quando ele havia estado aqui em Maceió para inaugurar o estádio com seu nome, e que eu havia ida com meu pai, que era diretor do Detran. Pelé foi surpreendentemente atencioso comigo pedindo para o assessor que estava ao seu lado, trocasse de lugar comigo. Imaginam, 1 alagoano de 15 anos tendo total atenção do rei mundial do futebol, nos Estados Unidos?!?!? E não parou ai. Quando peguei 1 agenda pra pedir autógrafo, ganhei bem + que sua assinatura. Pelé viu no crachá pendurado no meu pescoço que meu nome é Luiz Almeida, já que lá, se usa o 1º nome e o último sobrenome, e ganhei inimaginável presente. Ele passou minha agenda já autografada para o assessor que estava na cadeira da frente e pediu para que o americano anotasse seus números para que eu ligasse e fosse assistir 1 treino do time no estádio que ficava em New Jersey. Sem crer, no dia seguinte, liguei, e até hoje é difícil acreditar que ele mandou limousine me buscar e fui encontrá-lo. Inimaginável acreditar que vivi esse dia. Infelizmente não havia celular nem câmera digital e as fotos que fiz com 1 Olimpus se estragassem com o tempo. Mas na memória, todas as emoções como se fossem de ontem. 

No dia seguinte ao treino, quando fui tratado como “amigo do rei”, fui conhecer a estátua da Liberdade e as inacreditáveis torres gêmeas. Lembro que senti vertigem olhando da calçada o World Trade Center, e de como me senti insignificante diante da grandiosidade daquela construção. Claro que na hora, comparei com nosso Edifício Brêda, o prédio + alto de Maceió, apesar de não haver a menor chance de comparação. A mesma vertigem senti quando cheguei ao mirante na cobertura de 1 das 2 torres e olhei pra baixo. De lá, transatlânticos pareciam barquinhos de papel e, sem duvida, foi a + marcante visão de Nova York, e que nunca + saiu da minha cabeça. Vida seguiu, e muitos arranha-céus eu conheci, mas como aqueles, nenhum. 

Muitos anos depois, num 11 de setembro, estou no Spa Engenho do Corpo, no Hotel Salinas em Maragogi, tomando café da manhã, depois de pesagem e antes da maratona matinal de exercícios, quando vi na TV, que 1 avião havia se chocado com 1 das torres. Corri pr’o meu apartamento e vi ao vivo quando outro avião também havia atingido o símbolo da grandiosidade norte-americana. Lembro que achei que a torre desabando, vindo ao chão, era efeito tecnológico. Não consegui entender nem crer o que meus olhos registravam. Aquela imagem nunca saiu de minha mente. Parecia mentira. Até hoje me emociono. Assim como não consigo entender como alguém pode cometer, propositadamente, absurdo como aquele. Claaaaaro que não fui correr na praia, seguindo o programa de Angeli Soares, Dayse Gama, Telma Toledo e do personal Seroca. Não teve hidroginástica que me tirasse da frente da televisão. Mesmo com todas as informações sobre o radicalismo daqueles terroristas, impossível entender a mentalidade da organização fundamentalista islâmica al-Qaeda, responsável pelo monstruoso atentado, num absurdo grau de ignorância e desumanidade. 

Nada está acima do valor da vida, seja ela qual for, vegetal, animal, humana. Por + que eu leia, pesquise, estude, não consigo captar a insana fúria desses radicais. Sem querer comparar, já comparando e guardando as devidas proporções, a essência humana de preservar a vida deve prevalecer. Sempre. Aqui no Brasil que vivemos ultimamente, temo que, se não dermos basta nessa onda se violentos atentados contra a vida e a dignidade da população brasileira, tenho vivido preocupado com a barbárie que pode estar se aproximando de nossa realidade. Menosprezar a educação e facilitar o acesso às armas pode fatalmente estar nos levando por esse caminho que dificilmente terá volta, colocando o Brasil na trilha de + mortes, como temos vivido, inclusive agressões aos diferentes, desrespeitando a natureza individual de cada ser. Ninguém é melhor que ninguém. E como penso, ninguém é alguém sem outro alguém, todos precisamos de todos, para continuarmos sendo o país + feliz do mundo. Com certeza, teremos muito trabalho para reverter esse danoso e triste quadro de destruição, inclusive do Meio Ambiente, do qual precisamos para sobrevivermos. Radicalização não rima com evolução. 

Tenho tanta, que Cláudia Fanti tatuou Fé em mim, além se Humanidade, Amor, Harmonia, Equilíbrio e Compaixão. Sempre que vejo minha pele, reforço desejo de que esses sentimentos se espalhem mundo afora, tornando a vida igual para todos. Que assim seja!!!

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Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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