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No 1º do Último

01.12.2020 às 18:00
Felipe Camelo

Como disse Osho, "Devemos ser felizes aqui e agora". E com a acelerada velocidade como o tempo tem voado, o 'daqui há pouco, pode ser tarde", complemento o guru indiano, líder do movimento Rajneesh.

Tanto que 'outro dia', vivíamos sem Aids nem Coronavírus, não é mesmo?  Agora, em 2020, tivemos que nos adaptar para sobreviver, diante desta dura realidade. E confirmando que 'outro dia' viramos 2019, sem imaginar que neste 2020, a barra pesada, já que é preciso que todo mundo esteja consciente da gravidade destes 2 vírus.

Comprovadamente, nosso comportamento pode evitar riscos e contaminações. E o enfrentamento deve ser coletivo, para ter efeito. 

Notícias atestam que o número de infecções pelo Covid19 tem aumentado muito, em todas as cidades que haviam flexibilizados o isolamento social, mundo afora. A consequência? Hospitais quase no limite de capacidade e atender com qualidade, os muitos casos de contaminados. Tanto nos Estados Unidos, quanto na Europa, na Ásia, estuda-se a urgente necessidade de endurecer nas regras de distanciamento e tudo mais. 

Acho incrível que, com tantas informações científicas, verdadeiras, sobre a pandemia, pessoas, irresponsavelmente, se arriscam e arriscam outras se recusando ao obrigatório uso de máscara. Nas pouquíssimas vezes que tenho que sair, observo que muita gente está circulando sem o uso do fundamental equipamento de proteção. Nesta recente eleição, absurdas as festas de comemoração dos eleitos. Aglomerações carnavalescas "como se não houvesse amanhã". Loucura, loucura,loucura. 

E comprovando que o cronômetro da vida não precisa de bateria e não para, já entramos hoje, no último mês do ano. 1° de dezembro, em que marcamos como Dia Mundial de Combate à Aids, cuja pandemia provocou verdadeira onda de preconceitos, desumanidades e notícias falsas, e que, infelizmente, ainda segue ativa, apesar de favoráveis dados. 2° unaids.org.br , "Novas infecções por HIV foram reduzidas em 40% desde o pico de 1998". E as mortes relacionadas à Aids foram reduzidas em mais de 60% desde o pico de 2004, diminuindo 39% desde 2010. 

Já em 30 de novembro último, a Organização Pan-Americana de Saúde ( www.paho.org/pt/noticias ) divulgou que "Novos casos de infecção por HIV aumentaram mais de 20 %. Em comparação,no Caribe, caíram 37%". 

Mas, em relação aos 2 pandêmicos casos, praticar amor próprio e respeito ao próximo (mesmo que não o ame), é fundamental para a sobrevivência da raça humana. Não praticar atividades de risco, principalmente sem os devidos cuidados de segurança, é desumano, ignorante, e cafona, inclusive. 

E neste 1° dia do 12° anos deste incrível  2020, falando em vida, aproveito para celebrar 2 aniversariantes que fazem parte da minha história. 

Éramos da mesma turma 1978 do Marista, e logo ficamos amigos, e seguimos assim até hoje. a jornalista Zélia Cavalcanti, pessoa do bem e de bem, que nunca vi numa atitude pequena, mesquinha, pelo contrário. Realizada, muito bem casada, formando linda família, merece daqui também, meus parabéns, e desejo tudo de melhor que houver, ela merece. Merecemos. 

Outro importante, aniversariante de hoje, infelizmente não está mais neste plano, pelo mesmo presencialmente, mas no meu coração, na minha memória, segue além da eternidade, meu pai, Rubens Camelo Almeida, que deixou como a melhor herança, exemplos, além de ensinamentos. Confirmo o que já publiquei anteriormente, meu pai era advogado e foi funcionário público da vida toda, até se aposentar. Nunca esteve envolvido em nenhum caso de má-conduta, que desabonasse seu nome. Pelo contrário, os comentários de quem conviveu com ele, são sempre os melhores. Escreveu linda história de vida como filho, marido, pai, amigo... e marcou época como 1 dos mais ativos carnavalescos e foliões de Maceió. Papai viveu, foi feliz e escreveu história. Acho inclusive que ele segue tão presente em mim como antes de partir. 

Assim, neste dia 1°, sempre alertando para os perigos que podem nos matar, e que podemos evitar, celebro a vida e as histórias de 2 queridos meus, Zélia e papai. Viva a vida, e que saibamos vivê-la. Coletivamente. Afinal, como digo, ninguém é alguém sem outro alguém!!!

Postado por Felipe Camelo

Outros Tempos

Adaptações da vida 'moderna'

30.11.2020 às 23:11

Com o volume de fotos que arquivo é tão grande, num ritmo acelerado, que algumas ficam "lá para trás" no arquivo, já que recentes vão sendo armazenadas. 

Daí, a solução é procurar pautas que passaram ou ir buscando na memória. Como aconteceu neste instante. Tive dia bem atarefado e produtivo e  só agora parei para pensar no blog, e estas fotografias apareceram na minha "nuvem mental".

No último dia 21 de novembro, depois do 4° espetáculo do Velas Telas, vinha eu para casa, devagar, lembrando do sucesso das 4 noites do projeto de Mirna Porto Maia, quando vi 2 cavalos pela AL101Norte, na área do conjunto em Jacarecica, passeando, como se ali ainda fosse como antes da duplicação, quando o movimento era muito menor. Observei que nenhum dos 2 tinha alguma alguma corda no pescoço, confirmando a não-preocupação do proprietário em manter seus animais devidamente seguros. E presos.

Comprovadamente, são gravíssimos os acidentes que envolvem bichos deste porte. Fatais, tanto para os motoristas e passageiros, quanto para eles. Imaginei que estariam procurando comida nos tonéis de lixo do outro lado.

Algumas semanas antes, registrei 2 carroças, com umas algumas pessoas cada, inclusive crianças, descendo de ladeira que define o final do conjunto, e que faz esquina com a pista. 

Pois bem, ambas desceram a ladeira, e rumaram pela contra-mão, literalmente, entre muitos carros. Muitos. E motos. Foram assim, por uns 400 metros, quando ultrapassaram a divisão das 2 pistas, atravessaram a outra rodovia, e foram como se fossem para a praia. Era no meio da tarde, umas 4h. Prefiro nem imaginar o absurdo que seria se acidente tivesse acontecido. 

Fiquei pensando que devem morar ali perto, criar cavalos e fazem este percurso a vida toda, e não observaram que tudo ali mudou e nada poderá seguir como antigamente. 

Acho que nos 2 casos, 1 diurno e outro, noturno, me fazem achar que é fácil, identificar estas pessoas, e acho que será muito prudente, se alguma secretaria ou departamento governamental, estadual ou municipal, for conversar, promover palestra de especialistas, abordando o comportamento que eles precisam adotar a partir de agora. Por eles, e por todos nós ,que circulamos pela área. 

Fica aqui minha observação e sugestão. Ninguém vai poder dizer que não sabia. Eu, estou fazendo a minha parte. Se cada 1 fizer a sua, a mundo melhor, e a vida, ainda +. 

Ah! Peço desculpas pela péssima qualidade das fotos, bem granuladas, sei disso, e optei por publicar assim mesmo, somente para ilustrar, porque mesmo sem resolução, dá para identificar visualmente o que escrevi no texto. Espero que entendam e me desculpem. E que estes absurdos não se repitam. 

Postado por Felipe Camelo

Novo Ciclo, Além da Vida

28.11.2020 às 15:00

Como creio e sempre digo, a vida não começa na maternidade nem termina no cemitério, e mesmo acreditando nesta realidade, fico triste quando falece alguém conhecido, querido. 

Como hoje, ao saber da partida da querida, da vida toda, Yolanda Fiúza Moreira, cuja existência faz parte de minha história, já que era muito amiga de minha mãe Hilza, desde o colégio. Faziam parte da turma "as meninas da praia", característica da turma que, além de amigas eram vizinhas, e costumavam frequentar a praia juntas, e enquanto nós ,os filhos, brincávamos, elas conversavam e botavam as novidades em dia. Nos aniversários, sempre se reuniam na casa da aniversariante, e se divertiam. 

Seus filhos também fazem parte de minhas lembranças, já que nos conhecemos desde a infância, estreitando a convivência na adolescência. Na fase adulta, o carinho e a amizade seguem no mesmo grau. 

Nesta manhã, vi postagem de seu filho mais velho, Fernandinho,  comunicando a partida de sua incrível mãe, inteligente, divertida, pessoa do bem e de bem. Assim, neste sábado, posto esta homenagem e me desculpando com os internautas desta portal pela involuntária ausência nestes 2 últimos dias.

 Estou editando portfólio para me inscrever no edital da Lei Aldir Blanc, da Fundação de Ação Cultural de Maceió, e as 10 páginas do edital, muitos documentos, fotos e informações que precisam fazer parte da inscrição. E ocupadaço nesta tarefa, não consegui publicar nada aqui. 

Então, nesta postagem, meu desejo que Yolanda siga no Caminho da Luz, e que seus familiares e amigos  mantenham a Fé e fiquem em paz. 

Postado por Felipe Camelo

Além dos Gols

Diego Maradona

25.11.2020 às 17:10
Diego Maradona - El Pais/conmebol.com/reprodução

Creio profundamente que a vida não começa na maternidade nem termina no cemitério, há muito além, do além, no além. Para além. Mas, mesmo certo de que a morte não é o fim, tristeza chega quando fico sabendo que além que gosto e admiro, partiu.

Assim como agora, com o falecimento de Diego Maradona. Confesso que não sei quando nem como surgiu a explícita rivalidade entre as seleções de futebol do Brasil e da Argentina. Mas que há, há.

O inegável é que ambas tinham craques. E sempre a disputa para ver qual delas e deles era maior e melhor. E como brasileiro, confirmar Pelé como rei do futebol, é orgulho e obrigação. O nosso jogador já recebeu inclusive o título de Atleta do Século, não podemos negar seu talento com a bola, mas também não devemos desmerecer o dom de Maradona dominando nos campos com inesquecíveis gols. . 

Como todo ser humano, normal, fez muita barbaridade, "pisou na bola" inúmeras vezes. Mas estas bobeiras não podem ter mais relevância que todos os anos que o argentino encantou o mundo. A história está registrada em imagens, filmes, palavras... incontestável. 

Também acredito que é eterno quando é incrível, quando marca, e não quando dura trocentos anos. E Maradona é eterno, principalmente por atitudes, comportamentos e gestos de humanidade, humildade, solidariedade, mas que, infelizmente não tem o destaque que ele sempre teve por suas "bolas fora". Farras, mulheres, bebedeiras, drogas... ajudavam na venda de jornais e revistas, mas seu lado 'oculto' tem força em sua biografia. 

Garoto pobre da Villa Fiorito, nunca abandonou suas origens e os seus. Não foram poucas as vezes que usou sua fama e prestígio para ajudar excluídos mundo afora. Defendeu causas populares, era amigo de progressistas e sempre foi solidário, no sentido mais amplo e profundo. A esquerda tinha sua simpatia, e nos tempos mais difíceis, esteve do lado certo da história, incansavelmente. Se nos campos, Maradona não foi mais que Pelé, fora deles deu de goleada no brasileiro Arantes do Nascimento. 

Que Dieguito descanse em paz. Merece.

Postado por Felipe Camelo

70% Descontos, 100% Sorte

24.11.2020 às 15:00

Que os Estados Unidos da América são poderosos exportadores, é fato, inclusive de costumes. E modismos. Lá, por volta de 1620, nativos se reuniam com colonizadores ingleses para ceia, celebrando a fartura da colheita, e até hoje, é o feriado + tradicional na terra de Tio Sam. 

Descobri na Superinteressante que "O termo Black Friday já foi utilizado para designar coisas diferentes. O primeiro registro do uso do termo vem de 1869, quando dois acionistas de Wall Street resolveram comprar grandes quantidades de ouro em setembro daquele ano – numa sexta-feira – o mercado de ouro quebrou, deixando diversos investidores e empresas de Wall Street arruinadas – daí o “black” para se referir à crise daquela sexta-feira". 

Nos anos 1960, partidas de futebol americano entraram na programação dos festejos do Dia de Ação de Graças, especialmente na Filadélfia, atraindo gente de toda região, congestionando a cidade. E para atrair clientes, aumentando as vendas, comerciantes passaram a oferecer descontos, sempre na última 6ª feira de novembro. 

E este costume se espalhou mundo afora nos anos 1980, mas somente em 2010, chegou e virou febre aqui  no Brasil. E todos os anos, o nº de lojas que oferecem descontos só aumenta. 

Com a pandemia causada pelo mortal e invisível Coronavírus e a paralisação das atividades, principalmente do comércio e serviços, prejuízo geral, e para recuperar as perdas, se adaptar é preciso, fundamental mesmo. Claro que meu 'vizinho' Parque Shopping, se preparou para atender seus clientes com total segurança, tão atrativa quanto os descontos. Quem não quer comprar o que precisa com preço bem + baixo que normalmente, e sem correr riscos de se infectar com o Covid19???  Todos nós, não é!?!?!??!!!??!?

Pois bem, eu que moro em Guaxuma e vou com frequência ao shopping do nosso litoral norte, principalmente para fazer compras no supermercado, adorei as novidades que publico aqui. 

Desde ontem, 23, até o próximo domingo, 29, "Black Week", ou seja,a semana inteirinha de descontos de até 70%. A mudança começa no horário, ampliado. "Das 9h às 0h, no sábado, das 12h às 22h,e no último dia, domingo, das 12h às 22h", 2° a assessora Aline Angeli. ,

Claro que esta promoção visa o melhor momento do comércio, o Natal. E para evitar aglomeração, pode-se comprar pelo www.maceioparqueshopping.com.br

No site, pode-se ter acesso direto aos canais de compra dos lojistas, pelo whatsapp ou e-commerce.Vitrines virtuais possibilitam visualizar todos os produtos. E para retirar as compras? Com sistema "drive-thru", garantindo conforto e segurança para todos, sejam clientes, colaboradores e/ou parceiros.

Também pode-se ir comprar no formato tradicional, presencialmente, mas tudo respeitando todas as normas de segurança e higiene. Principalmente o  uso de máscara e distanciamento. 

A cada R$300 em compras, recebe-se 3 n°s da sorte, para concorrer no sorteio do dia 16 de janeiro, pela Loteria Federal. 

Superintendente Leonardo Franco, e sua gerente de Marketing, Fernanda Studart destacam que estas compras na "Black Week" "garantem vantagem também na promoção Viva a Magia do Natal Parque Shopping", afinal, as compras realizadas entre 23 e 29 de novembro dão direito ao triplo de n°s da sorte para o sorteio da Loteria Federal do dia 16 de janeiro, com 10 vales-compras de R$5.000, e o grande prêmio, 1 Nivus Highline 200 TSI Automático, 128 cv, modelo 2021, vermelho. 

Basta cadastrar as notas fiscais no site acima citado, independentemente se foram compras presenciais ou virtuais Todas estão valendo. 

Boas compras e boa sorte!!!

Postado por Felipe Camelo

Somos o que comemos

23.11.2020 às 16:42

Já se foi o tempo em que não se tinha muitas informações sobre a importância de se consumir comida saudável. É incrível, mas antigamente, criança gordinha era sinal de bem alimentada, bem nutrida. Comer muito e sem se preocupar com o que estava comendo era natural. Era lindo, era "fofo". 

Com o passar do tempo, e com tantos estudos e pesquisas, hábitos alimentares foram mudando, principalmente, com as divulgações de trabalhos médicos e científicos, que  foram  alterando cardápios, tanto em casa quanto na rua. 

Principalmente com o destaque que nutricionistas foram conquistando,  estes cuidados com "o que se come", foram alterando o trabalho de cozinheiros e chefs, que desenvolvem pratos que aliam estética, sabor e valor nutricional. 

Com o desenvolvimento tecnológico e o hábito de se fotografar frequentemente, fez com que fossemos observando nosso corpo em detalhes, e estar e parecer saudável virou preocupação. Frequentar academia, praticar exercícios físicos e ter acompanhamento de profissionais, como 'personal trainer', acelerou esta mudança alimentar. Independe de idade, todo mundo está optando por comer bem, e isso não significa quantidade. O foco é qualidade. E estar bem nas "selfies".

Alguns dias antes do surgimento do isolamento social causado pela pandemia do Coronavírus, eu, que sempre adorei saladas e afins, fui almoçar com Júnior Gama, Verinha Gamma & Dalminho Peixoto num restaurante que eu não conhecia, bem no coração da Ponta Verde. E adorei. Eram muito ingredientes para se montar saladas, e entusiasmado, acabei exagerando na quantidade que fui pedindo, e assim, acabei trazendo para casa o que não consegui comer lá. Sem vergonha nem constrangimento. 

Com o Covid19, não voltei lá, mas lembrava sempre. E estes meses todos depois, recebi convite de minha querida amiga, a jornalista, colunista, assessora de Imprensa...Elzlane Santos, para conhecer novo restaurante que abriu sem inauguração, e que vem atraindo muita gente.

 Assim, na última 5ª-feira, dia 19, antes de ir fotografar o incrível projeto Velas Telas, fui conhecer o Oliva Saudável, que os irmãos Arthur & Bruno Menezes vem consolidando como atrativo para pessoas de bom gosto e os + saudáveis hábitos alimentares.

 No nº 333 da avenida empresário Carlos da Silva Nogueira, na Jatiúca (ao lado da sorveteria Bali), superbuffet que agrada com opções vegetarianas, veganas, light, diet...  principalmente pelo resultado da consultoria das chefs Flávia Soares e Mariana Bernardes, que desenvolveram, não só osaboroso cardápio, mas também cuidam da gestão do processo de produção e fazem acompanhamento permanente de tudo que acontece na cozinha do Oliva, que não é somente restaurante de saladas, mas de comida saudável, já que não trabalha com frituras, açúcar comum, nem ingredientes que possam causar (d)efeitos colaterais. 

Os cuidados começam na compra de pequenos produtores locais, sem agrotóxicos nem escala industrial. Frutas, verduras, legumes e hortaliças são orgânicas, e o objetivo dos irmãos é chegar aos 100% orgânico de tudo que servem. 

Com talento e tino empreendedor, abriram a 2ª unidade, no Parque Shopping, em plena pandemia, numa ousadia exemplar. E vem fazendo muito sucesso, tanto que abriram este 3° restaurante, que eu fui conhecer agora.

E não pensem que eles estão satisfeitos, não. Querem ampliar, e preveem 3 franquias aqui no Nordeste e 1 em São Paulo.Para breve. Quem se interessa, basta dispor de R$30.000 e entrar em contacto com o grupo Concept Franchising ,responsável inclusive  pelo Açaí Concept, marca alagoana com + de 300 lojas mundo afora. Entre outras franquias. 

Mas enfim, adorei tudo, espaço confortável com varandão e tudo, serviço impecável de pura gentileza e simpatia, e confesso que amei o suco de manga com manjericão, absurdamente refrescante. 

Sai de lá me sentindo muito bem alimentado, e leve. Tanto que, nesta postagem, recomendo e indico, por todos estes motivos que citei aqui. Desde já, bom apetite!!!

Postado por Felipe Camelo

Velas Telas - 4ª noite

Arte em Movimento - Velas Telas

20.11.2020 às 22:29

Quem acompanha meu trabalho sabe como sou alagoano, com muito orgulho. Sou profundamente apaixonado por Alagoas, muito além de Maceió, afinal, reconheço a beleza e a importância de todos os municípios e suas particulares características. Principalmente as identidades culturais de cada região, seus saberes e fazeres culturais, que traduzem as tradições do povo de cada área. 
Nesta 2ª edição do Arte em Movimento - Velas Telas, pesquisando sobre os artistas, observei que cada 1 deles nasceu e cresceu numa cidade diferente, confirmando enorme e profunda diversidade. Diversidade no sentido mais amplo. Esta multiplicidade enriquece a história de Alagoas, confirmando que  todas as linguagens merecem respeito, vitrine, e aplausos. Se completam, se complementam. Não competem. Harmonia poética proporcionada pela Arte. 

E assim tem acontecido desde o último dia 17. A idealizadora e curadora Mirna Porto Maia vem escrevendo lindo e lúdico capítulo na evolução cultural caeté. Com patrocínio Magazine Luiza através de Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, apoio cultural Aloo Telecom, realização Ponto de Produção, execução Núcleo Zero, Velas Telas vem apresentando a cada noite, obras de 4 artistas, ampliadas em alvas velas de jangadas, numa incrível projeção mapeada. 

Praticando todos os cuidados de segurança contra a pandemia, infelizmente, o público nesta edição não chega aos milhares que prestigiaram em 2019. Mas, por causa do Coronavírus, o projeto tem alcance mundial, já que os espetáculos estão sendo transmitidos pelo canal no YouTube. Na areia da ponta da Ponta Verde, somente as 100 pessoas envolvidas, alguns artistas participantes e seus familiares. Os horários diferentes em cada noite depende da maré chegar ao grau 0, para que as jangadas se fixem na areia.

Esta noite, Marta Emília vai transbordar com suas cores recortadas, num impressionante quebra-cabeças, que surpreendentemente,  ultrapassam superfícies. Mas Marta Emília não se limita aos conhecidos recortes. Em suas experiências, porcelana, pintura e pintura recortada, garantindo sempre identidade própria.  Tridimencionalmente. 

Em seguida, Pedro Cabral, verdadeiro cronista alagoano, que traduz palavras em pinceladas, ativas, vivas. Arquiteto, urbanista, professor... Pedro domina o espaço da tela e vai além dela. E provoca muito mais que a visão. Autoral sensorial, liga a memória do espectador invocando inúmeras lembranças. Suas tintas a óleo ou acrílicas contam histórias, de personagens, da vida, da cidade, dele, dos seus, de todos nós. 

Joe Santos enrique a noite Ele, que sempre adorou desenhar, desde bem 'moleque', 2º o próprio, que vem ganhando respeito e admiração com seus inconfundíveis grafites, transformando o conceito que se tinha desta urbana linguagem artística como vandalismo, depredação. Estudante universitário, desenvolveu estilo próprio, conquistando inclusive clientes. Não tem tema definido, animais, paisagens, caricaturas... que ganham forma em traços livres. Se confessa feliz enquanto pinta, como que em transe, e esse estado de espírito fica registrado e explícito.. 

Não vou dizer que Delson Uchôa simplesmente encerra esta edição do Velas Telas. Com seu talento, seus traços, suas cores, suas formas, sua energia... enquanto fecha com chave de ouro, com chave de platina, simbolicamente, abre a próxima edição do Arte em Movimento. Na cena, direção de David Farias, performance de Bicho da Seda, com bailarinos estudantes da Escola Técnica de Artes da Ufal, 

Pelo horário da maré, esta noite, o espetáculo está confirmado, a partir das 1h30. E com certeza, este de hoje terá energia extra, no Dia da Consciência Negra, que é foco deste Arte em Movimento - Velas Telas, assim como as mulheres, também são inspiração e estímulo. Imperdível. 

ResponderEncaminhar

Postado por Felipe Camelo

Vidas Negras Importam

Todas as Vidas Importam

20.11.2020 às 17:05
Zumbi dos Palmares/reprodução

Confesso que acho tremendo absurdo, que em 2020, ainda ter que declarar publicamente que acho abominável ainda existir gente que classifica pessoas pela cor da pele. 

Nunca escolhi conviver com pessoas, dependendo de quanto dinheiro elas tenham, ou de sua etnia. Sempre me aproximei, e deixei a vida me aproximar de gente que tenha educação, civilidade, sensibilidade, humanidade, valores que aprendi e tive exemplos em casa, com minha família. 

E por falar em sensibilidade, também confesso que notícias de atitudes e crimes racistas me entristecem muito, demais. Me sinto tão vítima quanto quem está sofrendo ameaças, violências, atitudes preconceituosas. 

Quando fiz 15 anos, fui passar 6 meses estudando nos Estados Unidos, e lembro da reação das pessoas quando eu fui fazendo amizades na escola, independentemente se eram negros, asiáticos, ou típicos americanos. Até que alguém comentou comigo que era esperado de mim, que me aproximasse de alunos "brancos como eu". Ôxe, sou brasileiro, misturadaço, não consigo praticar esta distinção racial, eu respondia. Para espanto e desaprovação. Minha reação, lá, foi "fazer permanente" no cabelo, na tendência de alguns negros da escola, de quem fiquei amigo. Espanto geral quando voltei pra Maceió, com meu cabelo "Black Power". E a vida seguiu registrando atrocidades e agressões 'gratuitas' como o povo negro. 

Quando George Floyd foi assassinado, asfixiado pelo joelho de policial branco, que manteve sua mão no bolso da calça enquanto interrompia a respiração do jogador de futebol americano. Fazendo pose, desdenhando de todos nós, humanos. Até hoje me emociono quando vejo a cena em alguma matéria. 

Fico pensando como era muito pior na época de Zumbi, com a escravidão escrevendo triste e vergonhoso na história da humanidade. E neste dia 20 de novembro, que marca esta batalha constante e real em dias atuais, com manchete na imprensa "Homem negro morre após ser espancado por segurançs do Carrefour em Porto Alegre". 

Enquanto iniciava este texto, vi o vice-presidente, sob seu retinto tom de graúna no impecável e plastificado  cabelo, dizer em entrevista que "Não há racismo no Brasil, os seguranças agiram contra o cidadão independentemente de sua cor". E piorando "Racismo tem nos Estados Unidos, alí sim. Na época que estudei lá, pessoas de cor andavam no outro lado da calçada", emendou o rosário de absurdos. Pessoas de cor? Todos temos.

Infelizmente, este morto no supermercado  não será o último nesta mortuária estatística. 

Cresci crendo que somos uma única raça, humana, e que ninguém é melhor que ninguém. Pelo contrário, acredito que ninguém é algum sem outro alguém.  Todos precisamos de todos. Agressões, violências, desrespeitos, assassinatos...  são inadmissíveis, imperdoáveis, hediondos. Fico pensando que alguém se achar melhor que outros pela alvura de sua pele, só atesta altíssimo grau de ignorância e péssima educação. Sim, acredito que ninguém nasce racista. Se aprende, e a cegueira provocada pela ignorância não causa vergonha por ser, tanto ignorante quanto racista. 

Acho que o número destes atos vem aumentando porque "as bestas" estão mais corajosas, amparadas por  impunidade jurídica, já que, entre os que investigam, "desembargam" e julgam casos de crimes racistas, não são 100% imparciais. Alguns até nem disfarçam suas decisões. Jornalismo registra tudo, é só pesquisar. Não estou aqui inventando nada. E as denúncias vem registradas em fotos e vídeos, mostrando que, assim como eu, muita gente fica indignada e revoltada, e tenta ajudar, inclusive registrando e compartilhando, denunciando protestando e cobrando. 

Sigo aqui com meu propósito de defender igualdade, ampla, geral, irrestrita, indistintamente. 

Do miserável que vem envergonhando no comando da Fundação Palmares, nem vou falar. Mas garanto que continuo na corrente, mentalizando que ele terá o que merece. Contra as leis da física e do retorno,ninguém pode. Estes, passarão para o lixo da história. 

Assim como não estou inventando quando destaco pessoas negras que são exemplos para o mundo e para a raça humana, seja na música, nos esportes, nas artes cênicas,  na arquitetura,na literatura... seja em que atividade for, pessoas pretas sempre foram destaque. Raramente reconhecidos, mas as histórias estão escritas. 

Vida negras importam! Todas as vidas importam, inclusive as dos animais e do Meio Ambiente!!!

Postado por Felipe Camelo

Velas Telas - 3ª noite

Arte em Movimento - Velas Telas

19.11.2020 às 22:53

Não poderia ser diferente. 

O 2° espetáculo do Arte em Movimento - Velas Telas repetiu a receita da 1ª noite, pelo conjunto da obra. O cenário, estonteante, inclusive pelo farol, pelas jangadas enfileiradas na areia, pelo vento que garantia o clima náutico, o cheiro do mar... e principalmente pelas obras de 4 talentosos artistas, ampliadas em projeção mapeada, com 4 linguagens, 4 estilos, 4 maneiras distintas de ver o mundo e a vida. 

Quando cheguei, Mirna Porto Maia já coordenada as quase 100 pessoas envolvidas no projeto patrocinado por Magazine Luiza através de Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo. Quem chegava,tinha medida a temperatura e ouvia a recomendação do uso constante de máscara. Quando a maré chegou ao seu nível mais baixo, técnicos da Núcleo Zero iniciaram o show, com obras e depoimentos de Agélio Novaes, Dalton Costa, Eva Le Campion e Lu Azul. 

E nesta 3ª noite, novas emoções, com Jeanine Toledo, alagoana que se graduou em Comunicação Visual em Recife, produzindo trabalhos autorais, se dedicando a pintura e a escultura "com destaque para a representação de partes do corpo humano", segundo seu currículo, que confirma exposições individuais e coletivas, nas mais conceituadas galerias salões e museus, em várias cidades brasileiras e em Londres. 

O espetáculo segue com Myrna Maracajá, que fez o caminho inverso de Jeanine, já que nasceu em Pernambuco e em Alagoas, vem ganhando destaque como pintora e ilustradora, já tendo trabalhado para grandes editoras nacionais. Múltipla e talentosa, não se limita .ao convencional, indo de livros infantis, cultura popular e indígena. Seus suportes? Todos. De paredes aos quadros, Myrna não se limita, e destaco forte característica sua, é professora. Adora dividir conhecimentos, descobertas, informações com quem se mostra interessado em aprender. 

A cena segue como o vento, apresentando as obras de Suel Cordeiro, que vem conquistando com seus traços fortes, coloridos, inusitados., imprime seu estilo pessoal, intransferível e inconfundível, traduzindo sua essência numa infinidade de imagens, ora realistas, ora surrealistas. Pura arte contemporânea, do angelical ao demoníaco, deixa o rock'n'roll inspirar e transpirar. E pirar, claro. Muito além do grafite e do grafismo, Suel bem pode assinar SoWell.

Encerrando esta 3ª noite, Hilda Moura aparece nas velas que são telas para deixar gostinho de "quero mais". Ela, que se graduou em Serviço Social, e sempre gostou de ler, inclusive livros sobre arte, principalmente os impressionistas. O incrível é que deixou sua veia artística fluir depois de muitos livros lidos, muitas obras observadas. Inicialmente, a cerâmica ditou sua criação e produção por uns 10 anos, e só então, os desenhos e a pintura foram domando sua atenção..Seus delicados traços foram denunciando seus lados infantil e feminino. E o reconhecimento de Hilda como artista se consolida. 

Assim, este 3° espetáculo entra para a história, assim como os 2 anteriores e o de amanhã, também. É aguardar. 

Ah! Além da oportunidade de assistir tudo ali, na frente do farol, na beira do mar, basta se inscrever, facinho e rapidinho, e assistir no conforto e segurança de casa, pelo canal do Velas Telas no YouTube. 

Postado por Felipe Camelo

Velas Telas - 2ª noite

Arte em Movimento - Velas Telas

18.11.2020 às 16:56

Umas 19h30 de ontem, cheguei para registrar, assistir e aplaudir a abertura do Arte em Movimento - Velas Telas, que movimenta a ponta da Ponta Verde até a próxima 6ª-feira, cujo dia 20 de novembro é marcado como Dia da Consciência Negra, celebrando desde 2003, promovendo reflexão sobre a inserção do negro na sociedade. 

Quando cheguei, Mirna Porto Maia já coordenava umas 100 pessoas, nas várias atividades envolvidas no projeto patrocinado pelo Magazine Luiza através de Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo,apoio cultural Aloo Telecom, execução da Ponto de Produção. As 12 jangadas já estavam ancoradas, enfileiradas diante do farol vermelho e branco. A lua nova se 'despedia na Pajuçara', e a maré já baixava, até chegar ao 0º, quando seria iniciada a incrível projeção mapeada, com técnicos da Núcleo Zero e seus arrojados equipamentos. 

Enquanto bailarinos estudantes da Escola Técnica de Artes da Ufal ensaiavam  performance de Bicho da Seda (obra assinada por Delson Uchôa, e direção de David Farias), cadeiras eram dispostas na areia, com o devido distanciamento. E enquanto o público chegava, tinha a temperatura medida, e a constante observação do uso obrigatório de máscaras. Torres com álcool em gel, disponíveis, além de tótem com serviço de gravação explicando o projeto para deficientes auditivos, e rampa para facilitar o acesso, inclusive de cadeirantes e afins. Inclusão como solução. 

Quando a maré chegou ao ponto 0, com as jangadas n

sobre a areia, às 23h20 o espetáculo começou. Obras de Alex Barbosa, Mestra Irinéia do Muquém, Mestres José Paulino e José Zumba (membros da família Zumba  estavam emocionados). 

E por falar em emoção, nesta 2ª noite, este sentimento não será menor, com obras de Agélio Novaes, que é talentoso em várias linguagens, mas se destacou com suas colagens, sem utilizar nenhuma imagem pronta em fotografia. A luz e a transparência que Agélio consegue no papel, são únicas, inigualáveis. Num trabalho autoral, abusa do realismo e do surrealismo, criando e recriando cenas urbanas arquivadas na memória e no coração, e traduz com papel, cola e muita arte, sem falar na dedicação e na paciência.  Em suas esculturas em papier machê, personagens parecem que 'saíram' das colagens.Literalmente inconfundível. 

Na sequência, Dalton Costa, goiano que se tornou alagoano por opção e amor, por sua arte e por sua bem amada, a também artista plástica, galerista e colecionadora de Arte Popular, Maria Amélia Vieira. Tanto nas esculturas quanto na pinturas, técnicas variadas que interagem, inclusive com madeiras nobres, peças de demolição que agregam valor aos trabalhos. Suas andanças e pesquisas pelo Nordeste rendem as melhores reações, de crítica e de público. Não precisa ser estudioso no assunto para identificar suas peças. 

Eva Le Campion será a 3ª que terá algumas de suas inspiradas obras, projetadas na alvas velas, enormes telas. Impressionante é pouco para definir seus trabalho, seja em pintura, ou moldando cerâmica. Seu talento é genético, honrando a veia artística de sua mãe e seu tio, Zezé & Pierre Chalita, casou-se com o igualmente incrível, Delson Uchôa, e assim, nada mais natural que Eva viva e respire arte desde o berço. Conciliando rotina e disciplina, imprime diversas características autorais, como utilizar papelões, caixas, toalhas, carpetes...  Nestes mais de 30 anos de carreira, prêmios e reconhecimentos, inclusive pelos trabalhos humanitários e sociais que desenvolve, sem alarde, resultando em sensíveis obras

Encerrando esta 2ª noite, a igualmente dotada Lu Azul, e sua explosiva profusão de formas e cores, certamente provocará ininterruptos "Ah!"s e "Oh!"s, tanto em quem estiver presencialmente ali na praia, quanto em quem vai  estar em casa, assistindo pelo YouTube. Sua arte é vibrante, exagerada, sem ser agressivo, ou demais. pelo contrário. Equilíbrio e harmonia definem, seu ser e sua arte, devidamente representadas pelas inúmeras forças geométricas , marcadas por fortes traços e pinceladas. Se em telas, vestidos, objetos... Lu causa, imagino a força nas velas das jangadas. Lu, que vai muito além do azul. 

Literalmente emocionante, imperdível. É fácil e rápido, se inscrever no canal do Velas Telas. Difícil vai ser não ficar aguardando as próximas noites. 

Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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