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Agora no Painel Com novas doses, Alagoas inicia imunização por idade simples a partir de 59 e 58 anos

Blogs

Em Harmonia com a Natureza...

... Somos Seres do Meio Ambiente

13.05.2021 às 18:47
Qualquer reunião, é sempre sob a craibeira, seja que motivo for...

Nesse 133º dia de 2021 no calendário gregoriano, 13 de maio é marcado como o dia em que princesa Isabel assinou a Lei Áurea em 1888, mas infelizmente, ainda vivemos num Brasil onde ainda existem pessoas que se acham melhores que outras por terem dinheiro e poder, e perpetuam relações trabalhistas análogas à escravidão. Assim, infelizmente, não há reais motivos para se celebrar a data nesse país que mantém o absurdo e imperdoável ranço escravocrata. 

Sem deixar de falar no preconceito, social e principalmente racial que segue presente nesse Brasil atrasado e em pleno retrocesso, em todos os sentidos. Mas vamos resistir e avançar, com Ordem e Progresso, sem esquecer a Paz e o Amor. 

Mas hoje, além desse histórico assunto, tenho mais dois para abordar. 

Como já publiquei aqui no blog e em outras mídias, eu e todos os outros moradores do loteamento Gurgury, em Guaxuma, estamos envolvidos numa negociação com a Prefeitura de Maceió para evitar que se construa estação elevatória de esgoto aqui entre nossas casas, especificamente numa linda e importante Área Verde que reúne diversas espécies da tão sofrida Mata Atlântica, natural habitat de muitos animais, incluindo uma solitária raposinha, sempre vista por aqui.

Com as construções de muitos  condomínios aqui no litoral norte de Maceió, tanto de casas quanto de enormes edifícios, e a duplicação da AL101Norte, animais de várias espécies têm aparecido aqui. Não são poucos os cassacos que aparecem atrás de mangas, sapotis, bananas... que cultivo aqui no jardim. Como tenho cadela naturalmente caçadora, a grande maioria deles vira presa e acabam mortas. Claro que é horrível a cena, principalmente quando são fêmeas e são mortas pela Toda, minha filha de quatro patas, e sem raça definida. 

Outras espécies também perdem seus locais de moradia e acabam assustando os moradores, como jiboias, por exemplo. Há umas 3 semanas, uma vizinha teve dois gatos devorados por uma dessas cobras, que vem vagando sem ter onde ficar. Infelizmente, essa devoradora de felinos não foi encontrada, o que provocou medo em todos por alguns dias. Outro dia, uma jiboia morreu atropelada atravessando a pista. 

Na última 3ª-feira, uma foi encontrada numa casa aqui perto da minha, mas não sabemos se era a mesma ou outra. O Batalhão Ambiental da Polícia Militar foi acionado para capturar e levar para a sede do Ibama, de onde será reintroduzida em alguma área onde viva tranquila, preservada e protegida. 

Vieram Nelo, Araújo e Anderson Góes, que se mostraram preocupados com o bem estar da jibóia, evitando aglomeração de curiosos, o que pode estressar o animal. Rapidamente, conseguiram colocar na viatura e levá-la, para a segurança e tranquilidade de todos os envolvidos, principalmente a cobra. 

Gostaria de ter postado essa captura ontem, mas ai entra minha 2ª pauta, completamente interligada com o resgate da despejada jiboia "sem lar". 

Como já postei aqui e alguns companheiros jornalistas também já publicaram matérias sobre a área verde que temos aqui no loteamento. 

Além de ser morada de aves, mamíferos, répteis... é também proteção natural contra poluição sonora e do ar, provocada pelo trânsito, que deverá aumentar com a duplicação da rodovia, naturalmente rota de muitos ônibus e  caminhões, principalmente. Mudança no projeto original da obra, avançaria sobre a área verde, destruindo-a. 

Nos mobilizamos, e o governador Renan Filho e seu secretário Mozart Amaral se mostraram sensíveis ao pedido de se preservar nossa "florestinha", ou "matinha" como carinhosamente a chamamos. É fato comprovado que, com os desmatamentos, os animais ficam perdidos pelo mundo, vagando sem terem para onde ir, onde encontrar moradia, abrigo e comida É óbvia a realidade. Claro que não somos contrários ao 'desenvolvimento' e crescimento das cidades, mas tudo tem limite. Até água demais faz mal. Concordam???

Mas voltando ao fato de que eu pretendia postar ontem a captura da enorme jibóia de uns 2 metros, não consegui, porque eu precisei ir registrar a entrega de relatório assinado pelo Engenheiro Civil e Sanitarista Cleodon de Vasconcelos Leite da Silva e pela também Engenheira Sanitarista  e Ambiental Sílvia Carla Gomes da Silva, pernambucanos contratados (e pagos com arrecadação dos moradores do Gurgury) para estudar e apontar outras opções de possíveis e adequados locais para se construir estação elevatória de esgoto fora de nosso loteamento. Fizemos cota para pagar o trabalho dos engenheiros, que passaram 2 dias aqui estudando "in loco", para apresentar robusto laudo técnico. A Prefeitura nos deu até ontem, dia 12,  para apresentarmos o estudo, o que impossibilitou edição e postagem de matéria aqui no blog. E felizmente, conseguimos cumprir o prazo.

Na comissão de moradores, Lindair Amaral, Louise Texeire, Vinicius Palmeira e eu, e como nossos interlocutores junto ao prefeito JHC, o vice Ronaldo Lessa e seu assessor Judson Cabral, e ontem, ainda tivemos a sorte de encontrar na sede da prefeitura os secretários Francisco Sales, Nemer Ibraim e Lívio Lima, que nos atenderam, Louise e eu, que precisamos voltar lá para entregar o protocolo do processo,. e os encontramos. 

Explicamos em detalhes, que todos os moradores do loteamento não somos contra obras de saneamento, mas radicalmente contrários ao desmatamento da área verde para a construção da obra que, com certeza, compromete nossa qualidade de vida, principal motivo para morarmos aqui, garantindo tranquilo e harmonioso estilo de vida, em pleno convívio com a natureza. 

Já havia escurecido quando saímos da prefeitura, em Jaraguá, mas felizes e confiantes de que, com a ajuda do Sales, Ibrahim, Lívio, Ronaldo e Judson, o prefeitos se mostrará sensível e concordará em construir  essa "bendita" estação elevatória de esgoto fora da Área Verde, conforme a necessidade e vontade da comunidade. 

Claro que não posso deixar de citar e agradecer a boa vontade, entendimento, visão e apoio do dr. Carlos Eduardo Monteiro, ativo Defensor Público, cuja força tem sido fundamental. 

Mas enfim, estamos muito confiantes de que nossa Área Verde será preservada e que a Prefeitura de Maceió concluirá as obras de saneamento do litoral norte, sem comprometer nosso bem maior, nosso maior e melhor investimento, o estilo de vida que queremos, precisamos e merecemos. 

Assim, nesse post de hoje, misturo a jiboia capturada e salva, e os registros que fiz ontem na prefeitura, com nossos interlocutores com o prefeito JHC, aqui acima citados, confirmando gratidão, em meu nome e de todos os moradores do loteamento Gurgury, que seguimos felizes. 

E com certeza, os animais também. 

Ah! Regularmente, recolhemos o lixo que é jogado na rodovia e que se acumula na área verde, onde criamos trilha para passeios e contemplação da natureza, cujas árvores, como craibeira e pau-brasil, serão identificadas por placas que estão sendo criadas pela publicitária Paula Amaral, da Agência de Conteúdo Estúdio Coletivo. Aproveito para reforçar o convite para que maceioenses possam conhecer a Área Verde do Gurgury/Guaxuma. Afinal, além de nossa, é também vossa

Postado por Felipe Camelo

Sarau Erótico...

... Papel no Varal

11.05.2021 às 14:51
Logomarca assinada por Agélio Novaes

Eita, feliz demais com tantas reações que renderam as 2 recentes postagens, a dos pães de Cíntia Ribeiro e a da influência de Nide Lins no Nordeste. Ambas as matérias, bem amorosos, que confirmaram minha completa admiração por elas.

E hoje, procurando algo interessante no túnel do tempo que é meu arquivo, confesso que fiquei muito feliz encontrando casualmente a pasta "Papel no Varal", incrível e poético projeto, de 2009, idealizado pelo ativo, ativista social e cultural Ricardo Cabús, com parceria do Instituto Lumeeiro, que promoveram o "Sarau Erótico", movimentando o Museu Theo Brandão, reunindo grande público em fevereiro de 2013, véspera de carnaval. No programa, também performance de Cris Braun que terminou sem a mini-saia, exibindo cuequinha do Super-Man. 

Entre os convidados, Paloma Amado, filha de ninguém menos erótico que Jorge Amado. Lembro que também estava o cineasta Lobão, que ainda não era vereador. Ele que me confessou que adoraria conhecer a herdeira de Zélia Gatai, e claro que promovi o encontro. Emocionado, Lobão presenteou a ilustre escritora baiana com alguns de seus DVDs, e, claro, registrei a pose da dupla, e publiquei a foto na coluna que eu editava no jornal Tribuna de Alagoas, e só ai observei o título do filme de Lobão que aparecia nas mãos de Paloma, "Surubinha no Jacintinho", eu acho. 

Também participei, projetando num telão algumas fotografias de meu acervo, com curadoria de Agélio Novaes, que também criou minha logomarca do Sarau, que abre essa postagem, e achei que bem poderia repercutir aqui, agora, confirmando que já vivemos momentos mais relaxados, leves, felizes e sensuais do que vivemos no Brasil desde 2019. 

2º Wikipédia, "`Erótico: o que provoca amor ou desejo sexual". E complementa "O erotismo é o estímulo sexual sem apresentar o sexo de forma explícita, que é o que diferencia de pornografia. O erotismo designa, de modo geral, não apenas um estado de excitação sexual, mas também a exaltação do sexo no âmbito das artes, como na literatura e na pintura". 

E na fotografia, claro. 

Assim, hoje, poético erotismo, aguardando reações...

Postado por Felipe Camelo

Saborosíssima

Nide Lins e seu "raio-x gustativo"

10.05.2021 às 17:30
reprodução

Ótima notícia assim que acordei nesse 10º dia do 5º mês de 2021, fatídico e pandêmico ano, que me deixou tão feliz que parecia que era comigo a boa nova. Até é, indiretamente,  é comigo sim, afinal, sou presidente remido do imaginário fã-clube de Nide Lins, ela sim, o foco da notícia que coloca Alagoas de forma positiva e operante na vitrine do mundo, inclusive e principalmente digital.

Sim, hoje, a jornalista e blogueira alagoana tem reconhecida sua importância pelo Jornal Correio, editado em Salvador, que a colocou entre os "36 Influenciadores do Nordeste". E ela reagiu:  "Adorei saber. Aumenta a minha responsabilidade de jornalista, além de indicar lugares saborosos, contar histórias de gente alagoana. Gratidão". 

Para ilustrar essa postagem, fucei no Facebook dela e fui copiando momentos. E para completar minha felicidade, muitas fotos nossas, e confesso que me afundou ainda mais no buraco da saudade. Nesse último ano, acho que nos encontramos umas 2 ou 3 vezes só, e claro com todos os cuidados de distanciamento, inclusive. Sinto falta.

Além de sermos amigos, nossos trabalhos se complementam em várias situações, vários momentos, e óbvio, adoro quando acontece de irmos cobrir algum evento, ou simplesmente sair para conversar, mas, claro, que sair com Nide significa que serão muitos os prazeres, inclusive gustativos. Afinal, quando ela chega, alvoroço, com todos se empenhando ainda mais, para agradá-la. E não decepcioná-la, alguns com medo de suas observações. Sem fundamento. 

Entre seus inúmeros e preciosos valores herdados e ensinados em casa, Nide nunca diminuiu ninguém, nunca ouvi Nide dizer para alguém que não gostou do que provou. Acho incrível, entre seus talentos, numa garfada, ela identifica ingredientes, temperos, quantidade, tempo de cozimento... verdadeiro raio-x gustativo Nide tem.  E é sincerérrima. Se gosta, diz com detalhes, e se não gostou por algum motivo, garanto que ela diz, com dicas de como pode melhorar. Depois de um tempo, volta para conferir como ficou. Nide nunca publicou notícia negativa de ninguém. Até porque a identificação dela com chefs, cozinheiras e cozinheiros é tão grande e imediata que acaba ficando amiga de todos. 

Claro que convites para degustações não lhes faltam. E, sou testemunha, ela é queridíssima por todos, cozinheiros, cozinheiras e auxiliares de cozinha, já que todos a têm como referência na gastronomia, seguem seu blog e quem tirar fotos com ela.  Ícone. Nide também frequenta, obviamente, os restaurantes mais sofisticados, mas também, com a mesma vontade, curiosidade e apetite, os lugares mais simples. Botecos, botequins, barracas de comidas nos mercados públicos são as verdadeiras paixões de Nide. Em cidades do interior então, Nide "se faz", literalmente. 

Sabe quando alguém nasceu para exercer bem, determinada atividade profissional? Pois Nide é dessas raras pessoas, que nasceram e a vida a levou ao exercício de seu delicioso ofício. Nide exulta com descobertas de novos sabores, novas alquimias. 

E por 'falar' em mia, Nide não teve filhos naturais, mas é mãe de vários, de quatro patas. Seus gatos são outra profunda paixão.  Na verdade, Nide é humanamente e ecologicamente correta. Nide apoia e abraça causas de solidariedade e amor. Outra característica dela, é decente. Nunca vi Nide participando de fofoca, xeretando a vida de ninguém. Assim como nunca a vi falando mal de alguém. Esse é outro ponto que me encanta. 

Assim, confirmo aqui essa paixão que sinto por Nide Lins, pessoa inteligente, divertida, foliã carnavalesca, e apaixonada pelo Brasil, e principalmente pelo Nordeste. Orgulhosa de sua origem, valoriza o artesanal, o feito com as mãos, tudo saudavelmente natural. Agora me lembrei de um detalhe que a tira do "sério", do prumo, quando alguém utiliza expressões em outra língua enquanto fala português. Eita que já vi Nide braba com estrangeirismos. .Ela e Ariano Suassuna.

E com essa autenticidade toda, Nide é o máximo denominador incomum. E eu, apaixonado por ela, pessoalmente e profissionalmente. Como pessoa física e/ou jurídica, Nide Lins é, literalmente, redundantemente deliciosa. Como seus textos e suas fotografias.  Sigam suas páginas na Internet, e se preparem para salivar. Como eu!!! 

Te amo, Nide Lins...

Postado por Felipe Camelo

O Valor do Verde, da Vida

Da revista, aqui no Blog

07.05.2021 às 15:30
PDF da minha coluna da Painel Alagoas, abril 2021 - reprodução

E nessa 6ª-feira, 7 de maio (já), repercuto matéria que editei na coluna publicada na edição de abril da revista Painel Alagoas, destacando a incrível, apesar de pequena, área verde que temos aqui no Loteamento Gurgury, em Guaxuma.

Além do texto da revista que republico aqui no blog, cards que a publicitária Paula Amaral  vem criando na Agência de Conteúdo Estúdio Coletivo, eles que são nosso meio de comunicação através das mídias sociais e digitais, com o prefeito JHC, que tem se mostrado sensível com nossa posição contrária à instalação de Estação Elevatória de Esgoto aqui no nosso Loteamento, especificamente numa área de nossa Área Verde, bem descrita no texto abaixo. Num dos 'cards', confirmamos que, nós moradores, contratamos escritório de engenharia ambiental de Recife, para estudar o caso e  apontar outras opções de áreas para a construção da Estação Elevatória , todas aqui perto, mas fora do loteamento. 

Aproveito para felicitar o 1º casal de Maceió, Marina & João Henrique, pelo recente nascimento da pequena  Maria Helena. Que cresça com saúde num mundo cuja natureza siga preservada, e com qualidade de vida. 

Também agradeço a atenção que o vice-prefeito Ronaldo Lessa, tem nos dado na interlocução com os órgãos municipais envolvidos no saneamento do Litoral Norte, com auxílio luxuoso de Josimée Lima e Judson Cabral. 

Então, aqui abaixo, texto publicado na Painel Alagoas de abril, ilustrado com mosaico de fotos de espécies da Mata Atlântica que compõem nossa 'natinha', nossa 'florestinha, refúgio de muitos animais, inclusive uma raposinha, frequentemente vista aqui na Área Verde do Gurgury. 


Comprovadamente o mundo é redondo. E com as voltas que o globo dá, mudanças, adaptações, ajustes. E quem não acompanha, fica parado, criando Aedes aegypti. 

Com estas transformações, a língua, que é viva, também evolui,  se não, ainda estaríamos desenhando em pedras, nem no latim teríamos chegado. Com a linguística, expressões caem por terra, perdem sentido. Como por exemplo, "Atrás do homem, 1 mulher". Desatualizado está quem ainda repete essa antiga falácia., essa velha cantilena. Mulheres estão anos-luz na nossa frente. Literalmente.

Outro ditado em pleno e franco desuso,  ecologicamente incorreto, "Não presta? Joga no mato". Ôxe, mato não é lixeira, é habitat de diversos seres vivos, que merecem respeito e que complementam nossa existência.. 

A ciência confirma o fato de que não há vida sem natureza preservada e  renovada, para nossa sobrevivência, já que precisamos não só da flora, mas da fauna também.  Impossível para a espécie humana viver sem minerais, vegetais e animais. É muita ignorância achar que o + importante é o material, o que se pode explorar e extrair do planeta, sem se preocupar com o presente, muito menos com o futuro e com as próximas gerações. 

Observo os animais, oficialmente irracionais,  e suas atitudes pela sobrevivência das espécies. Só não vejo humanos (sic!) terem estes cuidados, apesar  de sermos dotados de inteligência (sic! de novo) e racionalidade. Somos vítimas de nós mesmos, somos nossos próprios algozes. Por desmedida e desavergonhada ignorância e ganância.

Em busca de qualificação profissional, transferi meu curso de Jornalismo para o Rio de Janeiro, e também morei em São Paulo, tendo sido bem feliz.. Mas buscando qualidade de vida, e acompanhar a velhice de meus pais e o crescimento de meus sobrinhos, deixei as metrópoles e voltei para Maceió e para a Ponta Verde, mas com o frenético ritmo do bairro, comprei terreno e construi casa em Guaxuma, onde sou muito +  feliz. No Gurgury, clima típico do interior, onde vizinhos conversamos nas calçadas, trocamos comidinhas, e este comportamento é prazeroso e revitalizante. Aqui, praticamos relações sociais além da Internet. Ao vivo, na real. Claro que nessa pandemia, com os devidos cuidados.Sem aglomerações. 

Entre nossos maiores prazeres é  curtir a área verde, formada por diversas espécies da Mata Atlântica, e que servem como filtro de poluição, inclusive sonora, provocada pela AL101Norte. Frequentemente, recolhemos o lixo que absurdamente se joga na rodovia e acaba sujando o ambiente onde até criamos trilha, indicando caminhos entre as árvores, algumas nativas, outras plantadas por nós, como Pau-Brasil e Craibeira, por exemplo, que serão, em breve, identificadas por placas, com informações sobre cada 1 delas.Nessa época, ambas as árvores aqui citadas, estão florindo, exalando incríveis aromas. Verdadeira área de lazer, relaxamento, meditação e contemplação. Uns chamam de "matinha", outros de "florestinha", refúgio de aves, mamíferos, répteis, e + 1 infinidade de animais que compõem nossa região, proporcionando e garantindo a tão almejada e desejada qualidade de vida. 

Aqui no Gurgury-Guaxuma priorizamos e primamos pela harmonia com o Meio Ambiente como estilo de vida. E assim permaneceremos!!!
Confesso que adoro quando estou molhando o jardim e ouço de longe a revoada de ararinhas  passando, se for de manhã é voo de passeio, e se for umas 4 da tarde, estão voltando para casa, nas árvores da Área Verde. É emocionante o estridente som que produzem.

Assim, com esta matéria, convidamos todos os maceioenses. Venham desfrutar deste paraíso, que, mesmo fazendo parte do loteamento, é aberto ao público. É chegar, curtir, e levar o lixo que porventura tenham produzido no passeio. Sintam-se todos muito bem-vindos. Aqui, essa quase reserva, não é só nossa, é também vossa. É plural, ampla, coletiva, de toda a sociedade alagoana. Abracem essas árvores. É pura energia. Caminhar entre elas é energizante, ouvindo o som das pisadas nas folhas que cobrem o chão há décadas. Mente e corpo agradecem, com certeza. E vivamos o Verde. A plenos pulmões, oxigênio temperado com o puro ar marítimo do Atlântico. 

Esse convite é em meu nome e dos d+  moradores, que também terão prazer em compartilhar com todos. 

Postado por Felipe Camelo

Amor na Massa

Com o Capricho do Artesanal

06.05.2021 às 16:11
Esse foi o pão que "saborizou" meu 60º aniversário

"Pão é um alimento elaborado com farinha, geralmente de trigo ou outro cereal, água, sal ou açúcar, formando uma massa com uma consistência elástica que permite dar-lhe várias formas", 2º Wikipédia.

Desde os primórdios da civilização, sem dúvida, o pão é o alimento mais consumido. E com a natural curiosidade característica da humanidade, e que ganhou ainda mais importância e simbologia cristã. 

Claro que, com a evolução da sociedade, novos e inusitados ingredientes   foram agregando valores e sabores. E atualmente, todo mundo tem um pão para chamar de "meu", principalmente por se adequar aos gostos e necessidades de cada pessoa Quem não pode consumir glúten, por exemplo, não precisa ficar só salivando, desejando. 

Claro que os clássicos seguem nas vitrines. O 'francês', o 'sírio', o 'seda', o 'doce',  o 'crioulo', o 'carteira', são repetidamente pedidos, principalmente nos finais de tarde. Mas são igualmente consumidos o ''ciabatta', o 'focaccia', o 'brioche', a 'baguette', o 'australiano', o 'alentejano', o 'preto', os chilenos 'hallula' e 'marraquetta', o pão 'de centeio', cuja massa é naturalmente fermentada, os 'elaborados com 7, 9 e até 12 diferentes tipos de grãos', o 'italiano'... e por aí vão, provocando desejos inconfessáveis. Sem deixar de citar os 'diet', os  'light' e os 'de forma', claro. 

Quem não é da turma dos loucos por pães??? Pensando aqui rapidamente, não lembro de conhecer alguém que não goste da iguaria. 

E nesse pandêmico isolamento, em casa, muita gente vem se arriscando no aprendizado da produção de pães artesanais, produtos que vem roubando a cena dos 'industriais'. Além do conhecimento de técnicas, intuitivas experiências e descobertas são praticadas e sovadas nas massas, e o resultado? Delícias únicas, exclusivas. 

Confesso que comecei a salivar com as postagens da jornalista, ativista, feminista... e aprendiz de padeira Cíntia Ribeiro, amiga querida, sensível, positiva, leve, caprichada, decidida... baiana de origem e alagoana por opção e amor. 

Claro que não resisti e reagi, comentando sobre minha instantânea salivação, numa das postagens. Uns dias depois, em março, no meu 60º aniversário, recebi ligação de Cíntia, me parabenizando e perguntando se eu estava em casa, e que eu fosse até o portão. Vesti uma máscara e fui. No carro, ela e Cármen Lúcia, igualmente amada minha da vida toda, devidamente 'mascaradas'. Cíntia me indicou ir até a mala traseira, que se abriu lentamente, peguei a embalagem, agradeci, e compartilhamos energia apesar da distância, nos despedimos e entrei. 

Quando abri, um pão maravilhoso, com a 'cara' igualmente maravilhosa. Claro que fiz a cena. Corri, tomei banho, abri um vinho tinto, e arrumei a mesa, com o pão de Cíntia numa tábua de madeira numa toalha de filé, botei um incrível azeite do Olivas de Gramado, e provoquei meu autocontrole, para não devorar antes de fotografar, claro. Obviamente, minha intenção era compartilhar, já que costumo indicar o que gosto e consumo. Quero e vou manter o respeito e a credibilidade que consegui em todos esses anos, como pessoa e como jornalista. Recomendo unicamente o que vale, o que tem valor. 

Como moro só (minha filha de quatro patas, Toda, não come pão, obviamente), levei alguns dias para consumir todo, e o testei de várias formas. Com queijo prato e presunto; com tomate, alface e azeite; com geleia 'da Terra' (de laranja com pimenta); 'tostadinho' na manteiga numa chapa; puro acompanhando uma refeição; ou só com um f'iletinho' de azeite, de todas elas, até a última fatia, lá estava ele, artesanal e impecavelmente macio e saboroso, da casca ao miolo.

Só foi dando pena quando foi acabando, mas ai é só encomendar outro, de outro sabor, para ir variando e descobrindo novas fórmulas. Claro que recomendo, e no caso dos pães de Cíntia, recomendo é comer várias vezes, claro!!! 

Postado por Felipe Camelo

Muito Além do Riso

Paulo Gustavo na Eternidade

05.05.2021 às 19:02
Reprodução

Eita que não está nada fácil manter equilíbrio, esperança e fé. 

Desde março de 2020, exatamente no dia 11, que não chego perto de minha mãe, que, como já publiquei, tem 93 anos, vive acamada, com o Mal de Alzheimer, e como era meu aniversário, estive com ela, beijei muito seus cachinhos brancos, e me derreti de declarações em seu ouvido, bem baixinho, como ela sempre gostou. 

No dia seguinte, já estava declarada a pandemia causada pelo desconhecido Coronavírus. Desde então, quando vou vê-la, distância de uns 4 metros nos separam, e pela total ausência de atenção causada pela doença, a não proximidade impossibilita interação. Sua cama é hospitalar e na tentativa de que ela me veja, a cuidadora gira sua cama e a coloca de frente para a porta, na tentativa de que haja conexão, que infelizmente, não acontece. A proximidade permitia que trocássemos energia, carinhos, olhares, mas assim distante, complica a relação. 

Como sou muito sensível e emotivo, qualquer situação que envolva emoções, mexem comigo, e com a chegada dos 60 anos, sinto com mais intensidade. Já publiquei e repito aqui, sem vergonha nem problema, sou frouxo para chorar. Quando recebi a Comenda Arnon de Mello na Câmara de Vereadores de  Maceió, por exemplo, não consegui nem agradecer direito. 

Nessa pandemia, com tantos assassinatos, não tenho segurado profunda tristeza. Sim, assassinatos, já que "mortes" parece que foram naturais, e no caso do Brasil, não houve nenhuma ação para conter o Covid19, nenhuma campanha oficial alertando a população quanto a gravidade real do perigo. E a consequência? Mais de 400 mil brasileiros tiveram suas vidas interrompidas. Informações? Temos, já que a Imprensa tem feito ampla cobertura sobre tudo que acontece Brasil afora. 

Mesmo quem vem se isolando e se cuidado, corre risco.  Se o número de vítimas assombra, o de pessoas conhecidas, falecidas, também, incluindo amigos, conhecidos e familiares. E o sofrimento é o mesmo, não dá pra sofrer mais ou menos dependendo da proximidade com quem morreu. Claro que, se a pessoa for célebre e a notícia ocupar espaço na TV, rádio, jornais... internet, parece que a perda é maior. Mas não é. Pelo menos eu, sinto do mesmo jeito. 

Como agora, com a partida do ator Paulo Gustavo, cujo trabalho acompanho, claro, tendo ido vê-lo no Teatro Gustavo Leite. Aos 42 anos, e com o mundo pela frente, não resistiu e prematuramente, partiu  literalmente, não dá para não entristecer. 

Sua falta será bem sentida, não só pelo inegável talento como humorista, escritor, e tudo mais, mas principalmente por suas atitudes em defesa da vida, do amor, da gentileza, da solidariedade e da humanidade. Pouco divulgado, ele doou R$1,5 milhão para a construção de centro de tratamento de câncer. Padre Júlio Lancellotti confirma que, sem alarde, Paulo Gustavo era grande benemérito das obras sociais de Irmã Dulce, nossa Santa Dulce dos Pobres. 

Também deu visibilidade aos movimentos LGBTQIA+, principalmente depois que se casou com o médico Thales Bretas, com quem teve dois filhos, Romeu e Gael, reforçando o conceito de que família pode ser constituída por dois pais, duas mães, um pai e uma tia, um avô e uma avò... não necessariamente por um homem e uma mulher, desde que vivam com amor. Pensamento dele com o qual concordo plenamente. 

Sendo assim, por isso tudo, sinto que Paulo Gustavo fará muita falta como pessoa, cidadão, homem... tanto quanto o eterno intérprete de  dona Hermínia, eternizada em "Minha mãe é uma peça". 

Claro que a notícia tem sido enlouquecidamente repercutida, principalmente pelos amigos dele, na Internet, que vem postando muitas fotos em vários momentos de sua vida, e entre as charges publicadas, tem uma que me tocou mais, e que achei a cara dele, que vivia fazendo o povo rir. Quem conviveu com ele diz que ele era naturalmente hilário, e esta charge que cito aqui é fofa, inclusive, com Jesus gargalhando com o recém chegado. Foi ela que me inspirou na escrita deste texto, tanto que a reproduzo para valorizar essa postagem Não consegui confirmar o nome do chargista, mas tentando deduzir, imagino que seja Izânio. 

Mas enfim, como sempre digo, é eterno quando é incrível, quando marca e faz história, e não quando dura 'trocentos' anos. E com certeza e sem sombra de dúvidas, Paulo Gustavo escreveu inclusive, linda história de vida, eternizando essa sua breve passagem por aqui. 

E reforço as recomendações para lá de básicas, se puder, fique em casa, e se precisar sair, use máscaras o tempo todo, e constante higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel. 

E uma última confissão, ando esgotado, exausto, desse ignorante comportamento 'negacionista' de promover e participar de aglomerações, principalmente. É suicida e criminoso. Hospitais e cemitérios lotados, e os políticos, legislando sempre em causa própria. Tenho vivido numa interminável sequência de profundos suspiros. Enquanto isso, torço para que os responsáveis sejam identificados, julgados e punidos. Exemplarmente. 

Genocídios não podem ser perdoados. Independente de quem sejam as vítimas. 

Ah! Eu tinha escrito texto para publicar hoje, sobre os  pães que minha querida feminista, ativista, jornalista, aprendiz de padeira... Cíntia Ribeiro, mas posto amanhã. Aguarde a delícia de matéria. Vai provocar água na boca. Aguardem. 

Postado por Felipe Camelo

Artesão da Natureza...

... Designer Ebanista

03.05.2021 às 18:07
fotos - Acervo pessoal - reproduções

E no último sábado, 1º de maio, é celebrado no Brasil e em vários países o Dia do Trabalho, ou Dia do Trabalhador. 

Claro que pensei em marcar a data com postagem aqui no blog, sobre esse tão importante tema, mas minha porção "trabalhador do lar" se impôs e passei o dia, literalmente, cuidando da casa, incluindo lavar louça e roupas, varrer e passar pano com produtos de limpeza no piso... o que me ocupou e cansou, e a ideia de escrever e postar sobre trabalho, naturalmente não rolou. 

Engraçado, passei o fim de semana pensando nisso, em trabalho, em  trabalhador, e no trabalho que não me deixou festejar o Dia do Trabalho, e entre os pensamentos, o que escrever, como escrever, que pontos abordar... enfim, a 'não postagem' me ocupou a cabeça desde o dia 1º. Outras pautas chamaram minha atenção nesses últimos dias, mas não quero deixar de explicitar aqui minha total admiração por quem trabalha e produz, de verdade. 

Tanto meu pai quanto minha mãe se graduaram em Direito, e ele nunca escondeu que gostaria que eu fosse também advogado, mas mamãe sempre me disse para pensar no trabalho que me daria prazer, acima de qualquer outro.  2º ela, "quem trabalha com prazer não economiza, não faz menos, já que não se deve contabilizar o que te deixa feliz, produtivo". Na incerteza, entrei no curso de Física e depois Meteorologia, mas foi a Comunicação que me arrebatou, depois de teste vocacional. Me formei e confesso que sou muito feliz e realizado como jornalista. Como fotógrafo também, claro. Mas escrever, compartilhar pensamentos e opiniões me fazem sentir útil para toda a sociedade. Sociedade no mais amplo sentido da palavra. Minha sociedade inclui os mais bem sucedidos empresários, aos executores dos trabalhos mais simples. Acho que todos se complementam, e fazem da humanidade, o conjunto de todos, movimentando a cadeia produtiva e consumidora. Se todos tivermos trabalho, teremos renda,para girar a roda da economia, gerando ainda mais postos de trabalho, e consequentemente, mais renda e mais consumo. 

Nestes anos todos editando e publicando colunas sociais, espaço e destaque para pessoas produtivas, independente de classe social ou extrato bancário. Já publiquei garis, empregadas domésticas, guardas de trânsito, servidores públicos, artistas, professores... além de poderosos, famosos e endinheirados. Claro que enfrentei críticas, mas nunca me deixei controlar. Acho que na vida, todos precisamos de todos, e ninguém é melhor que ninguém. Nem pior. 

E nesse fim de semana pensando no assunto, professores me ocuparam o pensamento, já que afirmo, confirmo e reafirmo que eles são a mais importante das categorias, no sentido que são eles quem ensinam, qualificam e graduam todas as outras, e creio mesmo que quem ensina deveria ter os melhores salários, para que continuem investindo em conhecimentos, que serão, consequentemente, transmitidos aos alunos, movimentando a roda da vida. 

Mas quando acordei hoje, me veio na mente 1 trabalhador que também é empreendedor, e artista. Inclusive autodidata, já que se descobriu fazedor de arte ainda criança, e foi se desenvolvendo por conta própria.

Adeildo Gomes dos Santos nasceu entre 11 irmãos, e cresceu observando o trabalho do pai carpinteiro, que utilizava 'peças de mangue' para construir jangadas e outros objetos. Pela sobrevivência, profissionalizou-se como mestre de obras, quando conheceu o fotógrafo, pesquisador e professor Celso Brandão, e encantou-se com sua coleção de obras de artistas da cultura popular, como seu Fernando Rodrigues dos Santos. Coincidentemente, acabou contratado para reformar umas casas antigas na Ilha do Ferro, berço de muitos artistas, e observando a produção deles foi desenvolvendo suas próprias obras, "sem copiar ninguém", me confirma ele, que desde cedo ganhou Nen como apelido dado pelo pai. 

Em 2019, Conheci Nen pessoalmente, integrando a seleção de artistas para o projeto de Mirna Porto Maia, "Natal na Avenida da Paz", e entre os talentosérrimos criadores, a árvore de Nen ganhou luz própria, emocionando todo mundo com seus galhos retorcidos. Eu principalmente, me tornei fã dele, que vive num incansável trabalho de recolher galhos, raízes e troncos que encontra na praia e no mangue do litoral norte de Maceió. E garante, nunca arrancou um galho, todos eles estavam na areia, ou mesmo no mar da Barra de Santo Antônio. . E Nen enche sua jangada com esse material cem por cento reciclável, transformando o "lixo da natureza" em cadeiras, bancos, mesas, luminárias, cabideiros, esculturas, objetos de decoração. 

Com a valorização que, merecidamente, a arte popular vem tendo, as obras de Nem já foram expostas em museus, como o Theo Brandão, por exemplo, e provocam admiração nos projetos de badalados arquitetos, como Rodrigo Fagá. Além do 'design' inusitado, original e exclusivo, há incrível atenção ao conceito anatômico, e garanto que suas peças são comprovadamente confortáveis.  E se harmonizam muito bem  com outras peças modernas na ambientação de qualquer espaço. Sem falar no charme de ter peças únicas, totalmente artesanais, com a assinatura de Nen, que, com certeza, ainda vai mais longe, com reconhecimento e consumo. E preservando a Natureza. 

Ah! Para saber mais sobre ele, no Instagram, acesse   @_artseb

Postado por Felipe Camelo

Corpos, Movimentos, Ritmos

No Dia Mundial da Dança

29.04.2021 às 16:28
Acervo pessoal - reprodução

Como sempre digo, repito, "tripito"... impossível a humanidade evoluir sem produzir e consumir arte, em todas as suas múltiplas linguagens. Educação e Cultura seguem no topo das prioridades para feliz sobrevivência. 

Entre todas as manifestações artísticas, a dança cada dia mais ampla, sempre agregando novas experiências, vivências, estilos. Grandes nomes 'ganharam' os mais importantes palcos do mundo, como Jean-Georges Noverre, que foi um dos grandes, cujo nascimento em 29 de abril de 1727 e  fez o Comité Internacional da Dança da UNESCO escolher a data como o Dia Mundial da Dança. 

Alagoas é, comprovadamente, berço de inúmeros e talentosos artistas, em todas as formas possíveis e impossíveis de arte, como a dança, que já notabilizou nomes como Maria Emília Clark, por exemplo. E em sua figura, com riquíssima história de vida, tanto pessoal quanto profissional, merece aplausos. 

Com Eliana Cavalcanti e Fernando Ribeiro, deu seus primeiros "pivôs", em 1979. Fez parte do Ballet Íris de Alagoas, de 1983 a 1988, até que embarcou para São Paulo, onde foi uma das estrelas do Ballet Stagium, fundado em 1971 por Marika Gidali e Décio Otero. Com certeza, importantíssima companhias de ballet do Brasil, que sempre viajou muito, sendo aplaudido nos maiores teatros do mundo. 

Lembro bem dessa época, já que eu também morava lá, e coincidentemente, eu era vizinho de Edgar Duprat e Paula Perillo, filho e  nora de Marika e Décio. Lembrei agora que levei queimadura de 3º grau na minha mão esquerda, e foi Edgar quem me levou ao hospital para os 1ºs cuidados. Gratidão sempre. 

Como o mundo é, comprovadamente redondo, e dá voltas sem parar, tanto ela como eu voltamos para Maceió, deixando nossas vidas nos levarem. Com o projeto  "Dança a Serviço da Educação", coordenado por Marika e Décio, a bailarina alagoana aproveitou a incrível experiência para por em prática aqui em Maceió,  com o mesmo sucesso paulistano. 

Desde 2000, ensina e coordena a Academia de Dança Maria Emília Clark, criando em 2001 a Companhia que também leva seu nome. Colecionando prêmios, diplomas, homenagens e honrarias, Maria Emília Clark é sinônimo de talento, foco, garra, coragem, correção, profissionalismo, solidariedade, se confirmando como incrível ser humano. E em sua leve e bela figura, presto emocionado reconhecimento pela importância dos bailarinos em Alagoas, principalmente neste 29 de abril de 2021, Dia Mundial da Dança, momento em que as atividades artísticas vem enfrentando muitos desafios,  seja pela pandemia do Covid19, seja pela política, que vem diminuindo atenção, cuidados, e investimentos em todas as áreas de cultura, entretenimento e lazer. 

Assim, como essas fotografias que capturei dos álbuns digitais de Maria Emília Clark,  reforço meu desejo de que consigamos vacina para todos e que nossas atividades retomem ritmo e continuidade. Como mais reconhecimento , investimento e público. 

Meus aplausos, de pé!!!

Postado por Felipe Camelo

Sigamos Sapiens

Viva o Dia Mundial da Educação

28.04.2021 às 19:37
Sem Educação, não há Evolução (reprodução)

Comprovadamente, somos a única espécie animal inteligente, racional e pensante, entre todos os que habitam este planeta. E claro que pesquisei antes de iniciar esse texto, com o qual celebro o Dia Mundial da Educação neste 28 de abril.

"Humano, termo que deriva do latim "homem sábio", ser humano, ser pessoa, gente ou homem, é a única espécie animal de primata bípede do gênero Homo ainda viva. A espécie surgiu há cerca de 350 mil anos na região leste da África e adquiriu o comportamento moderno há cerca de 50 mil anos", 2º Wikipédia

Obviamente, mesmo inteligente e pensante, não haveria evolução sem conhecimentos, e enquanto se firmava como homem/mulher  (independente de gênero) foi adquirindo informações com experiências e descobertas, e cada vez mais, honrando a nomenclatura "Homo sapiens, termo que deriva do latim  "homem sábio" ,ser humano, ser pessoa, gente". 

A ciência comprova que somos como somos hoje, por sermos pensantes, dotados de razão para agir e viver. A educação é o "processo de facilitar o aprendizado ou a aquisição de conhecimentos, habilidades, valores, crenças e hábitos. Os métodos educacionais incluem ensino, treinamento, narração de histórias, discussão e pesquisa direcionada", ainda com Wikipédia

Sem educação, ainda estaríamos desenhando em pedras, nem no latim teríamos chegado. 

Com essa evolução de saberes, os professores tem papel fundamental nesse crescimento intelectual, criativo e produtivo. Por mais inteligência que alguém tenha, sem a orientação e os ensinamentos dos professores, é impossível se desenvolver. Tanto creio nisso que já publiquei, várias vezes, que os professores deveriam seR a classe mais bem avaliada entre todas, com os melhores salários, inclusive. Mais que  presidente da República, ministros, juízes, médicos, engenheiros, jornalistas, desembargadores, políticos em geral... Afinal, sem os professores não haveria qualificação para que nenhuma dessas atividades profissionais existissem. 

E o que vemos? Baixíssimos salários, e consequentemente, a necessidade de ter que trabalhar em vários lugares para poder viver com o mínimo de dignidade. Além da absurda jornada de muitas horas em salas de aula, ainda tem que, continuamente, elaborar planos de aula, corrigir provas e trabalhos, continuar estudando e buscando novos conhecimentos, e ultimamente, já que os pais deixam todo o processo educacional dos filhos nas mãos deles, muitas vezes tem que ser, também, psicólogos e terapeutas. 

Como se não bastasse, com a naturalização e banalização da violência, não são poucos os casos de alunos que agridem seus professores, fisicamente e/ou psicologicamente. Estatísticas comprovam que não é raro profissionais de ensino se aposentarem "por justa causa", ainda bem jovens e produtivos, vítimas de desrespeitos e agressões. Botem no Google para ver. É triste, deprimente. 

Quando eu era estudante, meus professores me ensinavam,  mas quem me deu exemplos, quem me educou? Meus pais, avós, tios... 

Hoje em dia, na educação básica, quem tem que ensinar são os professores, que ganham miseráveis salários,  com os quais tem que investir em  atualizações já que a vida está sempre em movimentos e mudanças. 

Aqui em Guaxuma, ouvindo grilos, cigarras e sapos no jardim, lembrando dos professores que passaram e ficaram na minha vida. 

Comecei com "tia" Lourdinha Vieira, minha alfabetizadora. Sem observar a cronologia, tive Heloísa, Norma, Osmandina, Rogério, Henry, Roberto, Maria José/Lílian Rose, Cristina, Salomão, Almir, Sávio, Gusmão... na minha vida estudantil e acadêmica, impossível nominar todos os que compartilharam comigo seus conhecimentos, inclusive. Além de amigos que também dedicaram e dedicam suas vidas ao ensino, como Beto Nobre, que, mesmo aposentado, segue dividindo e multiplicando saberes, garantindo os melhores fazeres. 

Como creio que na educação incluímos cultura e valores como ética, humanidade, solidariedade, sigo pleno de gratidão aos mestres que fizeram de mim o que, e como sou hoje. 

E por falar em hoje, impossível não citar o péssimo momento que vivemos no Brasil, não só pela pandemia do Coronavírus, mas principalmente, pela absurda ideologia que sabe muito bem a força que tem a educação na vida da sociedade (que, com conhecimentos, vai pensar, questionar e mudar o que nos é imposto) e diminui radicalmente os investimentos na área, tentando nos garantir na ignorância, subservientes, subalternos. Atualmente, de todos os ministérios, o que mais sofre cortes  de verbas tem sido o da Educação. Vivemos uma triste realidade de guerra de classes sociais, com os mais ricos, incomodados e contrários ao acesso de trabalhadores e seus filhos, aos bancos das universidades. Triste prova de ignorância, já que, numa sociedade educada e esclarecida, todos ganhamos. Com qualificação, melhores oportunidades de trabalho, e consequentemente, condizentes salários, e com eles, consumo, movimentando a economia do país. Todos ganhamos com educação para todos, igualitariamente. Se um filho de uma empregada doméstica se forma em medicina, ele pode salvar a vida da patroa da mãe, por exemplo, não pode? 

Assim, com meus pensamentos e posicionamentos aqui assumidos e expostos, sigo na torcida para que volte logo o tempo em que o  governo brasileiro  invista na qualificação da população, para que todos cresçamos e  evoluamos. 

Para o "bem geral da nação",  amplo e igualitário, Educação, Cultura, Paz e Amor, inclusive aos próximos!!!

Postado por Felipe Camelo

Cultural Popular

"Mestres e Entremeios de Folguedos"

26.04.2021 às 19:30
Vinícius Palmeira entre Mestras Traíra e Denia, do folguedo Mané do Rosário (Poxim, Coruripe)

Que só há evolução humana com educação e cultura para todos, é comprovado fato. 

Além das diversas linguagens artísticas acadêmicas, eruditas e clássicas, valorizadíssimas, finalmente obras criadas em comunidades Brasil afora recebem merecido reconhecimento e valorização. Seja arte plástica, música, literatura, dança, audiovisual... são destaques. Entre essas expressões artísticas populares, os folguedos reúnem música, dança e performance teatral, sendo verdadeira tradução das tradições de um povo, incluindo costumes, lendas, brincadeiras. 

Alagoas é, sem dúvida, um dos estados mais ricos em expressões da Cultura Popular, e os folguedos tem papel fundamental nessa perpetuação dos Saberes e Fazeres, com a atuante atividade da Associação dos Folguedos Populares de Alagoas, que nessa próxima 4ª-feira, dia 28, marcará o calendário apresentando aos Mestres e Mestras que compõem sua diretoria, o 1º documentário em longa-metragem eternizando a história cultural alagoana em sua mais pura essência, os folguedos populares. "Mestres e Entremeios de Folguedos" tem Vinícius Palmeira assinando Roteiro, Produção e Direção Geral  e contou com total apoio de Ana Clara Vasconcelos, presidente da Asfopal. 

Para enriquecer esta postagem, reproduzo na íntegra,impecável  texto do jornalista, agitador, produtor e incentivador da cultura popular produzida em Alagoas, Keyler Simões, valorizada com imagens do acervo fotográfico da Asfopal. Claro que esse projeto vale e merece aplausos. A História agradece!!!

Folguedos Alagoanos em Filme

"Na próxima quarta-feira, 28 de abril, a Associação dos Folguedos Populares de Alagoas - ASFOPAL, importante Instituição que agrega Mestras e Mestres da Cultura Popular de Alagoas, apresentará a sua Diretoria o documentário, em longa metragem, “Mestres e Entremeios de Folguedos”. Certamente, o primeiro documentário alagoano, em longa, sobre o tema. A exibição ao público, só deverá acontecer, no entanto, ao final maio, se as condições em que vivemos, assim permitirem.

O filme é oriundo de projeto selecionado no edital Mestra Ilda, da FMAC - Maceió, Lei Aldir Blanc e segundo a Presidente, Ana Clara Vasconcelos “traz em imagens, o vigor de nossos ritmos e o brilho de nossas cores, emoldurado pela rica paisagem tropical onde vivemos”.

Em seu conteúdo “Mestres e Entremeios de Folguedos”, desfila oito tradições alagoanas, Reisado, Guerreiro, Pastoril, Baianas, Taieira , Coco de Roda, Mané do Rosario e Fandango, recheado de comentários e declarações de seus Mestres, Mestras e Brincantes, com apresentações ao ar livre, de grupos de convívio familiar, dada as condições atuais de afastamento social. O documentário, vem em substituição a projeto da ASFOPAL que previa uma série de exibições dos grupos de Folguedos, associados, para o grande público. Impossibilitados de execução por conta das restrições impostas pela pandemia, o prêmio recebido se transformou em um projeto de curta metragem, até seus realizadores entenderem que material de tamanha riqueza merecia a expansão para um longa.

Com assinatura de roteiro, produção e direção, do produtor cultural Vinicius Palmeira (ex Secretário de Cultura de Maceió), o filme foi rodado em sua quase totalidade, ao ar livre, em belas locações da cidade (no Riacho Doce, em Ipioca, na Lagoa Mundau) e no Poxim, povoado com 300 anos, no município de Coruripe. “Acredito que, “Mestres e Entremeios de Folguedos, possa inspirar aos realizadores do audiovisual a mais títulos em torno da nossa rica e resistente Cultura Popular e como registro, não tenho dúvidas da sua perenidade”, comentou Palmeira.

Com produção lastreada  por limitados 50 mil reais,  do premio Mestra Ilda , sendo executado em período de pandemia, onde as dificuldades e cuidados, obrigam a adoção rigorosa de protocolos de segurança , a redução drástica de elenco e equipe técnica, “Mestres e Entremeios de Folguedos”,  soma o talento de nossos artistas populares e suas tradições seculares, num encontro com a natureza exuberante que cerca a cidade de Maceió e o lindo Povoado Poxim, em Coruripe.

A Direção de Fotografia, de Victor Viana, valoriza movimentos, cores e natureza, traduzidas em diversas imagens velozes, com tomadas aéreas, sob a Direção de Rodrigo Barros. A montagem e a delicada captura de som, em cenas ao ar livre, ficou a cargo da Direção de Raphael Pires, num árduo trabalho para filtragem e equalização de som e imagem.

O filme certamente, também ficará marcado, por conter a última apresentação filmada, do grande Mestre Pancho, do Fandango do Pontal da Barra, levado de nós pela pandemia, cerca de dois meses após as filmagens. Nossa gratidão eterna a esse Mestre, cujo grupo se aproxima a seus 100 anos de fundação.

A exuberância de “Mestres e Entremeios de Folguedos”, no entanto, fica a cargo de nossos Artistas Populares, a quem tanto nos orgulhamos e que são o sentido de existir da ASFOPAL. Em seus 35 anos de criação pelo memorável Ranilson França, a instituição, vem se revigorando nos últimos anos, impulsionada por oportunidades geradas  na Política Cultural da Cidade, com a participação em projetos como “Giro dos Folguedos” “Natal dos Folguedos” (FMAC), ou em editais da Lei Aldir Blanc, no Estado (SECULT), selecionada no Prêmio Edna Constant e em Maceió (FMAC), Prêmios Mestra Ilda e Mestra Virginia, que contemplou cerca de 30 Mestres da Cultura Popular. Sem recursos próprios, a ASFOPAL depende da associação de seus amigos, colaboradores e da atenção do poder público. Na comemoração de seus 35 anos, uma parceria com o Governo do Estado, possibilitará a publicação de catalogo comemorativo com inagens de grupos e seus Mestres". 

VIVA a ASFOPAL. 

VIVA a resistência da Cultura Popular.

Postado por Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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