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Design, Puro, Nativo

Divulgação/Reprodução/casa.com.br

Num triste momento em que o povo nativo do Brasil vem sendo severamente ameaçado, é inegável a importância da cultura e dos costumes indígenas. A língua, a culinária, a medicina, a estética, a moda, o cuidado com a preservação da natureza... somos comprovadamente influenciados e inspirados por eles. 

Amo suas vestes, acessórios, maquiagem, as danças, o respeito que todos têm por todos, principalmente com os idosos. Pirão e tapioca então, como “de gemer”. Mas a principal herança dos povos indígenas, é, sem dúvida, a rede. Adoooro, não me vejo sem 1 por perto. Quando fui morar no Rio e depois em São Paulo, colocar armadores foi minha 1a ação, ao montar a casa. Durmo “de roncar”, como se diz, “durmo bem, que babo”. Noites seguidas sem lembrar da cama. E, apesar da minha casa só ter 1 quarto, tenho 3 camas: 1, a que durmo, 1, pra jogar bolsas, roupas, bonés e ‘coisas’, e 1 bem antiga, na sala, pra conversar e ver TV. Mas é numa rede onde passo + tempo, sem dúvida. 

Até minha filha de 4 patas, a Toda, também adora. Sobe em mim que dorme. E ela tem 30kg, mas é tão gostoso, aconchegante e confortável que passamos horas assim, os 2 numa rede.

E qual foi meu desejo de estar em São Paulo nesta semana, principalmente pra conferir a incrível exposição “Brasil Tupi”, com curadoria da incrível, inoxidável, inigualável Lílian Pacce, que reuniu 21 designers, artistas, , formadores de opinião... nesta mostra que movimenta a 8a São Paulo Design Week, desde ontem, 18, até o próximo domingo, 25. Em sua programação, DW 2019 apresenta esta exposição que valoriza a rede, em várias versões, customizadas. 

Em suas respectivas áreas, feras aceitaram o desafio, entre eles, Dudu Bertolini transformou a sua num lúdico arco-íris, o arquiteto Sig Bergamin assina 1 ‘rede de retalhos’, Vic Meireles, Glória Pires, Grazi Constantino, Sérgio J. Matos, Inês Schertel, Zé Pedro, os criativos do Estúdio Mula Preta, e o cearense Falcão, que honrou sua origem, já que as redes foram fornecidas pela Central do Artesanato do Ceará, e produzidas por artesãos do município de Mucambo.

Se algum leitor estiver estes dias por lá, vale visita e inspiração, na Florense da Alameda Gabriel Monteiro da Silva. 

Depois desta “Brasil Tupi”, a rede de dormir nunca + será a mesma. Ganhou status de ícone moderno de luxo e glamour. 

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Felipe Camelo por Felipe Camelo

Felipe Camelo é jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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