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15/10/2019 às 16h38

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Os Mestres da Vida

Arquivo Pessoal

Lembro bem da minha felicidade no dia desta foto. Na minha cabeça, formatura era o reconhecimento de toda meu foco na sala de aula. Desde cedo, sempre pensei que, se vou ter que passar aquelas horas todas na sala de aula, eu não podia perder o mesmo tempo estudando em casa, e prestava total atenção no que diziam os professores, por quem sempre tive respeito.

Minha mãe dizia que não era pra chamar professor de “tio”, ou “tia”, que são familiares. Era pra chamar professor.

Assim, cresci estudando de manhã e passava as tardes brincando na areia da Pajuçara, que vinha até o muro da minha casa, entre os anos 60 e 70, enquanto os colegas da turma ainda iam ter que estudar em casa, já que, no colégio, não focavam nos estudos, como eu. Em casa, só precisava “fazer os deveres”.

Confesso que não achava justo eu estudar tanto e, na hora das provas, algum aluna vir pedir “cola”. Eles ficavam com raiva, mas eu não dava. Nem deixava que olhassem minhas respostas. Porque não estudaram, como eu? Quando não sabia ou não entendia, nunca tive vergonha de perguntar. Eu não queria ficar na ignorância. Sou assim até hoje. 

Lembro de todos os mestres que passaram em minha vida, de todos. E meu respeito aos professores só aumenta.

Então, neste 15 de outubro, confirmo admiração e gratidão, acreditando que diariamente deveria ser celebrado o Dia do Professor, categoria marcada por amor, dedicação, abnegação, num trabalho ininterrupto de eterno aprendizado, já que, pra ensinar, eles seguem aprendendo, se atualizando, investindo em + conhecimentos. Quando não estão em sala, estão aproveitando qualquer horinha pra preparar aulas e provas, corrigi-las, muitas vezes deixando a família em 2* lugar. 

Noto que, atualmente, os pais, por motivos diversos, deixam a educação dos filhos pr’os professores, apesar de que, muitas lições tem que vir da família, em casa, inclusive com bons exemplos. Comportamento social e humano se aprende em casa. Na escola, o aprendizado deve ser outro.

Pra piorar a sobrecarga destes profissionais, ainda tem que enfrentar absurdas agressões físicas e verbais dos alunos, e quando os repreendem, os pais aparecem na escola pra atacar os professores que “maltrataram” seus filhos.

E neste grave momento em que vivemos no Brasil, na Educação, com professores sendo alvos de perseguição trabalhista, educacional e didática, com certeza, nunca foi tão difícil ensinar. 

Os salários, miseráveis, sobrecarga na jornada de trabalho, qualidade de vida, seriamente comprometida, quando na verdade, estes operários, trabalhadores da Educação deveriam ser os profissionais + bem remunerados e respeitados de toda cadeia produtiva. Sem eles, nenhum conhecimento, formação, qualificação. Deveriam, por merecimento, estar no topo da pirâmide.

Com este depoimento, reafirmo meu total apoio aos que vivem pra semear conhecimentos, garantindo crescimento e evolução humana, formando todas as outras categorias.

Que esta volta do planeta Terra se conclua logo, e sigo desejando que, no próximo ciclo, estes meus pensamentos sejam entendidos, absorvidos e praticados.

Sem Educação, nenhum povo é civilizado!!!


Fonte: Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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