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15/11/2019 às 10h26

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Sem motivos pra celebrar

Felipe Camelo

Creio que República é a forma + justa e democrática de governo.

E neste Brasil que se tornou republicano em 1889, encerrando a monarquia, muitos golpes, inclusive o que transformou o imperialismo num país dominado por políticos gananciosos e egotistas, que legislam em causa própria. Até hoje.

E nesta mudança governamental, Alagoas presente, na imponente figura do marechal Manuel Deodoro da Fonseca, que comandou o golpe político/militar em 15 de novembro, encerrando a monarquia constitucional parlamentarista, destronando Dom Pedro II, exilando-o na Europa com a família. Ele que falava 16 idiomas, inclusive Guarani. A História conta que Dom Pedro II recebeu Deodoro pra jantar, e logo após, foi comunicado pelo militar filho de dona Rosa da Fonseca, que teria 24 horas pra deixar o Brasil. Os membros da família real que estavam em Petrópolis tiveram que viajar de noite até o Rio de Janeiro pra embarcar pr’o exílio. Assim, o Brasil virou República.

Desde então, vivemos num país comandado por políticos que, em sua grande maioria, não se preocupam com o desenvolvimento do país e com o bem estar do povo. Mudam os governos, os partidos, as siglas, mas garantir crescimento e evolução, pouquíssimos presidentes se empenharam. Num recente período, o povo teve chance de evoluir, desenvolver e ter a mínima qualidade de vida. Incluindo educação, cultura. trabalho e dignidade.

Mas, inconformada, a elite política, econômica e social conseguiu se articular e retomar o poder, voltando a velha política do “aos ricos, tudo, aos trabalhadores, nada”.  Nenhum direito, nem humano, nem trabalhista.

Cenas urbanas como esta que registrei, e que ilustra esta postagem, confirmam a absurda desigualdade, com brasileiros tentando sobreviver em situação de rua.

Me confirmo socialista por acreditar que 1 sociedade só é considerada plena, evoluída e justa, quando seus cidadãos compartilharmos os mesmos deveres, e principalmente, os mesmos direitos.

Não entendo como algum cidadão pode ser feliz sabendo que semelhantes passam fome, e vivem sem o merecido conforto. Tenho tatuada em mim a palavra ‘Compaixão’, que não significa pena. Este sentimento explicita que desejo pra todos, as mesmas chances e oportunidades que a vida me deu, e dá.

Garanto, não consigo ser feliz sabendo a quantidade de seres humanos que vivem abaixo da linha da pobreza. Da miséria. Como socialista, não quero tomar nada de ninguém. Não quero que os ricos fiquem pobres, só não acho justo que, somente a elite tenha qualidade de vida. Fico muito feliz quando fico sabendo que filhos de operários estudando, se graduam e se formam, com o intuito principal, melhorar a vida da família, incluindo casa própria. Ficava muito feliz quando via pessoas viajando de avião pela 1ª X.

Meu coração aperta quando vejo seres humanos vivendo assim, sem segurança, conforto, morando sob e sobre papelão, ou embaixo de abrigo improvisado, como estas pessoas, retratadas por mim, justamente embaixo de anúncio “Remédio de graça”, abrigadas sob ‘guarda-sol’ de propaganda de cartão de crédito, luxo capitalista ao qual jamais terão acesso. Pelo contrário.

Então, infelizmente, neste 15 de novembro de 2019, não vejo motivo algum pra celebração.

Pelo contrário. Que esta data seja pra reforçar que o povo se mobilize e se imponha diante dos 3 poderes, não pra enfrentar o executivo, o legislativo ou o judiciário, mas pra cobrar e exigir os mesmos direitos que tem esta cúpula que conduz esta República Federativa do Brasil, e que nos respeitem.

Sim, nós, o povo, merecemos, principalmente respeito. Além de condições mínimas e dignas de vida.

Fico aqui na torcida pra que tenhamos o que, realmente, comemorar, e celebrar a República do Brasil em 15 de novembro de 2020.

Até lá, mantenho meu amor ao Brasil, Fé na Vida, e nos eleitores, pra que tenham clareza na hora de escolher quem vai nos representar no comando do país nos próximos anos.

Vontade de gritar Viva o Brasil, mas... vou guardar meu grito  e aguardar o próximo ano!!!


Fonte: Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

Felipe Camelo é jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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