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21/11/2019 às 14h09

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Imagens que ‘Falam’

Divulgação

“Desenhar com luz e contraste”, é a definição ‘oficial e literal do que é fotografar, 2º Wikipedia, que completa, “arte, ciência e técnica de criar imagens duráveis através da luz ou outras radiações eletromagnéticas”.

Pra mim, fotografar é a única maneira de congelar o tempo e eternizar momentos que não voltam ou se repetem. É ‘brincar de ser mágico’. Se alguém for fotografado e no dia seguinte, outra foto for feita, no mesmo lugar, com a mesma roupa, a foto, com certeza, não será a mesma, já que 24h se passaram, o olhar e até a respiração desta pessoa muda, não será a mesma.

Tava aqui me lembrando, quando eu tinha uns 5 ou 6 anos de idade, peguei 1 Olimpus de meu pai, Rubens Camelo, e fotografei 1 lampião antigo no jardim de casa, e quando meu tio Zeca Normande viu a foto revelada, me disse (e eu não esqueci), “Meu sobrinho, você vai viver disso, de fotografia”.

Entrei na universidade pra estudar Física, não era exatamente o que queria. Novo vestibular e o curso de Meteorologia também não era. Quando passei no 3* e  entrei pra cursar Comunicação, me encontrei. Tanto que, transferi o curso pr’o Rio de Janeiro, onde me formei.

Na semana da formatura, minha amiga Zezé Motta me indicou pra estagiar como assistente de direção de Tizuka Yamasaki em Kananga do Japão, na TV Manchete. Como estava sempre fotografando, registrava cenas da novela e dos bastidores, até que fui convidado por Jayme Monjardim pra ser seu assistente.

Entre as varias novelas que trabalhei, “A história de Ana Raio & Zé Trovão”, com 100% das cenas, externas, em varias regiões do país, nenhuma gravada em estúdio. Viajamos o Brasil quase todo, durante 1 ano. E paralelo ao trabalho de assistência do diretor geral da TV Manchete, seguia fotografando o que me chamava atenção, principalmente cenas da novela. Registrando ações e não poses, fui desenvolvendo esta linguagem de fotografar movimentos.

Depois de vários trabalhos na TV, optei por voltar pra Maceió, retornando ao jornalismo, incluindo fotografia. Fotojornalismo no meu foco, paralelo aos eventos sociais que passei a cobrir e publicar. Sempre priorizando comportamentos e atitudes, muito + que fotos estáticas, posadas.

Assim, fui conquistando espaço e respeito, com trabalho autoral, sem querer imitar ou copiar ninguém.

E qual foi minha alegria quando Ailton Cruz me informou que estava sendo criada, há 4 anos, a Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de Alagoas, e me convidou pra ser integrante, o que me envaideceu, já que eu estaria entre os + talentosos e produtivos profissionais, corroborando e atestando qualidade ao meu nome e meu trabalho.

Estando atualmente vivendo outra realidade profissional, me confesso feliz por ter sido convidado pra participar da “4a Mostra de Fotojornalismo e Vídeo”, que vai movimentar o Complexo Cultural Teatro Deodoro, das 8 da manhã às 6 da tarde, do próximo dia 28 ao dia 30 de janeiro de 2020.  Confirmando o que sempre digo, ninguém é alguém sem outro alguém, esta Mostra não seria possível sem os apoios da Diretoria dos Teatros do Estado de Alagoas-Diteal, Prefeitura de Maceió, Casas Jardim, Ibratin, Ellege e WorldView, numa realização ARFOC/AL.

Nesta 4a exposição,  Adailson Calheiros, Ailton Cruz, Alison Frazão, Beto Macário, Bruno Fernandes, Douglas Araújo, Dárcio Monteiro, Edberto Ticianeli, Felipe Brasil, Igor Pereira,  Itawi Albuquerque, Jaime Fernandes, Jonathan Lins, Lays Peixoto, Marcelo Albuquerque, Marco Antônio, Pei Fon, Thalita Chargel e Euzinho.

Apresentando vídeos, Ailton Cruz, André Feijó, Carlos Frazão, Henrique Moura, Josualdo Moura, Marcos Araújo, Rafael Ramos, Rodrigo Lins, Valmir Inácio, Valdemir Soares e Welliton Soares.

Confirmo total qualidade da curadoria do presidente Ailton Cruz. A abertura? Às 8 da noite do dia 28, ali, na Praça Deodoro, vizinho ao centenário Teatro. Imperdível!!!


Fonte: Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

Felipe Camelo é jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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