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14/05/2020 às 16h40

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Arte é Evolução Cultural e Social

Acervo Pessoal

E neste Dia Alagoano de Teatro, o único motivo pra celebrar é o passado (o distante e o recente), de produções e sucessos comprovados, de críticas e público.

Ultimamente, é explícita e notória a batalha dos artistas pela sobrevivência, num país que não tem reconhecido a importância das Artes na evolução da sociedade. Com políticas públicas culturais completamente paralisadas, difícil produzir, com qualidade, sem apoio e incentivo. 

E nestes pandêmicos tempos, a realidade tem sido cruel com vários setores, como o Turismo, 100% afetado pelo Coronavírus, mas foi o seguimento artístico o 1* a parar as atividades. Shows, peças de teatro, lançamento de livros, cinema... tudo parou, afetando drasticamente a vida de milhares de profissionais.

Seguimento que gera não só novos pensares, novos conceitos e valores sociais, mas gera principalmente emprego e renda pra muitas famílias, movimentando milhões na economia brasileira.

Infelizmente, estamos vivendo num Brasil gerido fundamentalmente por retrógrada ideologia política que não prioriza a Cultura, a Ciência, o Conhecimento. Pensar, só se seguir a cartilha vigente. Se não, “se vire por conta própria”. Prefere-se armas, preteri-se Arte. As entidades e órgãos que comandam este seguimento tem sido ineptas e seus dirigentes, até agressivos com a classe, incluindo cantores, atores, músicos, diretores, técnicos, artistas plásticos, fotógrafos, escritores...

Com o fim do Ministério da Cultura, transformado numa simples e diminuída secretaria no Ministério do Turismo (sic!), o baque já foi sentido, mas houve esperança quando a atriz Regina Duarte foi nomeada secretária especial, mas seu discurso de posse, já causou surpresa e perplexidade, numa performance desastrada e sem nexo, exagerada e até ignorante, quando comparou Cultura com “o pum de talco na bunda do palhaço”.

Confesso que eu nem queria, mas me senti tão ofendido que não pude reagir de outra forma que não condenar esta chula visão da Cultura produzida no Brasil, apesar de tão respeitada mundo afora. Semanas depois da posse, nada foi iniciado na secretaria, principalmente nas consequências da pandemia do Covid-19, sem nenhuma atitude para minimizar as carências humanas.

Infelizmente, entre os milhares de brasileiros falecidos nesta pandemia, escritores, compositores, músicos, cantores, artistas plásticos, atores... e incrivelmente, a ex-atriz, como representante da Cultura no governo federal, não emitiu nenhuma nota de pesar. E recentemente, em entrevista na CNN Brasil, suas respostas e colocações chocaram, principalmente por diminuir a crueldade e a violência da ditadura no país, e irritada com a cobrança da moção oficial de luto pelos artistas vítimas do vírus, afirmou e repetiu que não iria criar “obituário na Secretaria de Cultura”. Preferiu cantar “pra frente Brasil...”, tema da seleção de futebol em plena ditadura.

Claro que inúmeras e negativas reações movimentaram o país, inclusive com moções de repúdio em abaixo-assinado com + de 500 nomes, alguns bem famosos, entre associações, entidades e grupos artísticos e culturais de vários estados, confirmando que, com estas características ideológicas, “Regina Duarte não nos representa”.

E neste Dia Alagoano do Teatro, aqui no blog,  merecida e justa homenagem ao pioneiro e principal nome, Linda Mascarenhas.

E claro que senti falta de algumas assinaturas neste abaixo-assinado, como a da Associação Teatral de Alagoas - ATA, companhia fundada, justamente, por Linda. Duvido que esta mulher feminista, ativistas e guerreira fosse concordar com o posicionamento retrógrado da atual secretária nacional da Cultura.

Mas enfim, sigamos mentalizando energias positivas pra que este ciclo do mundo (que é redondo e dá voltas) se encerre logo, que este vírus seja eliminado, e que nossa Cultura seja novamente respeitada e valorizada, principalmente pelos órgãos governamentais.

Viva a Democracia! Viva a Liberdade! Viva a Cultura! Viva o Teatro de Alagoas!!!


Fonte: Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

Felipe Camelo é jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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