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26/06/2020 às 18h20

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Cozinhando com Alma

Felipe Camelo

 Eita, feliz d+ desde a noite de ontem, quando meu querido Serginho Jucá ultrapassou + 1 etapa do Mestre do Sabor, na Globo, comandado pelo estrelado chef Claude Troisgros, com seu fiel escudeiro, Batista.

Reunindo cozinheiros profissionais de vários estados, o “reallity” conta com talentosa presença de 1 alagoano que tem o amor pela  gastronomia na genética. Matriarca Yêda Jucá formava com Jacy, Maria, Bartira o quarteto fantástico da culinária Caeté.

De todos os seus netos, Serginho soube aproveitar bem o convívio com a avó paterna, e não perdia a chance de observar, perguntar e aprender.

Lembro bem de quando ele voltou da Espanha, onde se graduou e  trabalhou em vários restaurantes, onde foi inclusive premiado. Mas optou por voltar pra Maceió e por em prática os conhecimentos, informações e descobertas. Com ele, voltou o também chef e alagoano, Felipe Lacet, e formando imbatível dupla, abriram o Sur, que inicialmente ‘veio’ de sururu, mas rapidamente ganhou outro significado, Sur, de surpreendente, de surreal.

Lembro muito bem de minhas reações no 1* jantar que fui convidado. Incrivelmente impactante. Eles mantinham as raizes, mas numa versão arrojada, inusitada, corajosa, ousada. Logo o restaurante se tornou referência, e o sucesso, garantido. Não esqueço do “hot dog” de lagosta. Nooossa!!!

Foram destaque sabem onde? Na exclusivérrima revista Forbes, a publicação + badalada do mundo, quando se fala em luxo, sucesso, glamour, dinheiro... +, impossível.

Muitas publicações confirmam a excelência do trabalho deles, mas, como o mundo é redondo e dá voltas, ciclos se encerram pra que novos se iniciem. Felipe seguiu novo rumo e Serginho seguiu investindo nas panelas e caçarolas. Creio que tudo é eterno quando é incrível e não quando dura a vida toda. Esta dupla Sur está eternizada.

Atualmente, Serginho mora e tem seu restaurante em São Miguel dos Milagres, e qual foi minha felicidade quando o vi participando do programa.

O 1*’prato que apresentou foi alagoanérrimo, tapioca, com inspiração no artista plástico (tbm alagoano) Delson Uchoa), e pra quebrar a alvura da goma, criou tintas comestíveis, coloridíssimas. Ôxe, ganhou logo o respeito dos 3 Mestres que enriquecem o time de chefs do programa.

E na noite de ontem, Jucá apresentou ‘bobó de cavaquinha e abóbora em 3 texturas diferentes. “Inspirado em minha avó, vou por alma na panela. Esse prato é Yêda”, disse ele quando descreveu sua criação pra Claude e Batista. Não poderia ser outro o resultado, embora eu reconheça o talento de seu concorrente na disputa.

Acho que poucquissimas pessoas tem o privilégio de ter participado de todos os lançamentos e eventos que Serginho e Felipe estavam envolvidos. Confesso que em todas as degustações, sempre cheguem impactado em casa, sem querer escovar os dentes, pra aproveitar ao máximo aquelas sublimes comidas.

No Mestre do Sabor não há + times, as provas são individuais, e convoco todos em Alagoas pra entrar na torcida, desejando que Serginho Jucá volte campeão. Nestas voltas que o mundo dá, Serginho deixou de ser o “neto da Yêda”. Agora, Yêda é que é a “avó do Serginho Jucá”.

E eu, feliz e orgulhoso deste meu amigo.


Fonte: Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

Felipe Camelo é jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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