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29/06/2020 às 18h47

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Curriculum Vitae

Damares Alves - (Sérgio Lima/APF/via Getty Images)/ Reprodução

Me confesso horrorizado com a cara de pau de quem se acha tão esperto, mas tão esperto, que subestima nossa capacidade, nossa inteligência.

Tem sido recorrente, até repetitivo e chato mesmo, a quantidade de “autoridades” que fogem da verdade, e falsificam a realidade de seus currículos, como se não houvesse como checar dados, nos mínimos detalhes. Mas, graças ao acesso tecnológico, é rápido, fácil e seguro, confirmar e/ou desmentir as ditas (des)informações.

Por cavalheirismo, começo por Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, que se apresentou como "advogada, mestre em educação e em direito constitucional e direito da família". Sua explicação? Surreal, “Diferentemente do mestre secular, que precisa ir a uma universidade para fazer mestrado, nas igrejas cristãs é chamado mestre todo aquele que é dedicado ao ensino bíblico". Seeei.

Ricardo Salles - (Sérgio Lima/AFP/via Getty Image) Reprodução

Enquanto isso, o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nunca estudou na Universidade Yale, nos Estados Unidos, e consequentemente, não é Mestre em Direito Público, coisa nenhuma. Só entende de “boiadas”. E agronegócios.

O cinismo é tanto, e a certeza de que não serão ‘descobertos’ é tamanha, que os malandros publicam as mentiras em seus perfis nas redes sociais. E nos Meios de Comunicação. O que se vê depois? Desculpas pra lá de esfarrapadas. Tanto quanto os próprios.

Agora, o + incrível, mas incrível mesmo, é o “karma” do Ministério da Educação, que era pra ser o + qualificado, o + exigido de todos, já que é a Educação que transforma a vida da população. Sem ela, nada seríamos além de pátria de ignorantes.

Ricardo Vélez Rodriguez - (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo) Reprodução

1º, foi o colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, com apenas 22 “deslizes” em seu histórico, entre eles, livros que nunca escreveu. Sem falar nas absurdas declarações que deu enquanto ministro. Foi tanta pressão que o governo federal puxou a cadeira dele e convidou pra sentar, o igualmente inacreditável (pra usar somente este adjetivo), Abraham Weintraub.

Abraham Weintraub - (Lula Marques) Reprodução

Ao apresentar o novo titular da pasta, o presidente foi logo dourando a pílula, informando ser Doutor, seu novo escolhido. Se o que disse Vélez foi terrível, com Weintraub foi sempre assustador. Não vou nem citar detalhes de suas declarações, atitudes e ações pra não fugir do tema principal desta postagem, os currículos ministeriais brasileiros. Mas é, inclusive, impossível não citar aqui seus erros da língua portuguesa. Que país é esse, no qual o ministro da Educação não conhece e domina a escrita?!?!?

Pois bem, o ideológico empossado nunca fez nenhum Doutorado, como apregoou o deslumbrado chefe. O então ministro ainda quis valorizar, indevidamente, sua produção literária académica, publicando o mesmo artigo em 2 revistas, reprovável atitude, classificada como verdadeiro “auto-plágio”. Tipo, ele se “auto-psicografou”. Com reações ainda piores contra seu antecessor, com esse, a pressão foi ainda + forte, e depois de muitas insanidades, foi + 1 que perdeu o assento da dança das cadeiras.

Dai, o qualificado presidente escolhe o 1º afrodescendente de sua equipe, Carlos Alberto Decotelli da Silva, que nem assumiu e já mostrou sua capacidade curricular. De cara, seu Doutorado na Argentina foi rapidinho desmentido pelo próprio reitor da Universidade, confirmando que sua tese foi reprovada por 3 professores da banca examinadora. Mesmo tendo cumprido a carga horária, não recebeu o título. “Levou pau”.

Carlos Alberto Decotelli da Silva - (www.sintietfal.org.br) Reprodução

Pensa que acabou? Nananinanão!!!

Pela falta do título, seu Pós-Doutorado na Alemanha, “em análise”. Pensa que acabou??? Ainda não! Há fortes indícios de que Decotelli abusou do “contral C, control V”, e foi copiando e colando trechos de outros trabalhos acadêmicos sem indicar os devidos créditos. Sua posse? “Em análise”.

Se o anúncio foi de que “teremos ministério técnico”, estamos muito mal, tecnicamente ‘falando’. Concordam???


Fonte: Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

Felipe Camelo é jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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