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20/07/2020 às 17h15

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Se já era bom, agora então...

Fotos: Acervo Pessoal/Reprodução

Claro que em todas as cidades do interior, assim como na paraibana Picuí, a feira livre movimenta a economia e as atividades. Especialmente na casa  de dona Joana, que tinha privilegiada localização.

E lá, ninguém parava, começando por ela, que nos dias da feira, a vida toda, transformava a sala num café, ficando conhecida como “dona Joaninha do café”, por feirantes e compradores. Sua filha Fátima também fera na cozinha, preparava inclusive coxinhas e brigadeiros, servidos também nas festas e jantares no buffet da melhor amiga, Telma.

Paralelo a isso, o genro de dona Joaninha, Mero, vendia carnes na feira, e no meio disso tudo, entre panelas e caçarolas, assando castanhas pra pé-de-moleque, ralando milhos, fechando pastéis, enchendo os saquinhos de ‘flau’... seu neto, o pequeno Wanderson, que cresceu observando, perguntando, aprendendo, fazendo. Em 1989, a vida trouxe Mero e Fátima pra Maceió, onde compraram 1 restaurante.

Entre 2000 e 2001, Wanderson resolveu investir num curso de cozinheiro-auxiliar no Senac, e foi inventando, se arriscando, desenvolvendo novos pratos pr’o restaurante dos pais, e o sucesso foi acontecendo, até que, em 2.002, começou a participar de festivais, e dos eventos que Reinaldo Almeida promovia, ele que não era chef, mas sempre gostou muito de gastronomia e identificou o talento do jovem cozinheiro. Focado em aprender, Wanderson se oferecia para ajudar na preparação de pratos servidos em congressos e eventos. Mantinha uniforme na mochila, e estava sempre pronto e disposto ao trabalho. Assim, este grande aprendizado o transformou num verdadeiro criador.

Não foi por acaso que seu nome atravessou divisas e fronteiras, principalmente quando foi parar na TV, ficando conhecido nacionalmente como “chef queridinho” de ninguém menos que Ana Maria Braga. De lá pra cá, coleciona sucessos, já tendo sido convidado pra assinar cardápio em cruzeiros, comandando batalhão de auxiliares, preparando milhares de pratos. Sim, porque em navio, são milhares, literalmente. E ao mesmo tempo, sem atraso.

Wanderson foi também se destacando pelos exclusivos buffets que servia em badaladérrimos casamentos, surgindo sua nova marca, WGourmet, num cardápio totalmente diferente do que servia no Picuí, casa que se reinventa aos 31 anos. Tudo tão incrível, que, em vários prêmios nacionais, foi eleito “Banqueteiro do Ano”.

Claro que, nesta pandemia, se manteve ativo, com serviço de “delivery”. Eu mesmo, comprovo a excelência de tudo que ele entrega em casa. Assim como os demais restaurantes de Maceió, estas últimas semanas foram de adaptação aos “novos tempos”, incluindo vários itens de total higienização, reforçando as ações que sempre praticou. E seguindo as orientações dos órgãos de saúde e vigilância sanitária, Wanderson e equipe, felizes da vida, prontos para receber com absoluto grau de segurança.

Do tapete de higienização na entrada, das garrafinhas com álcool em gel nas mesas, as embalagens individuais para louça e talheres, dispositivos automáticos nas pias dos banheiros... tudo, literalmente, preparado com alto grau de desinfecção de ambientes e superfícies, distanciamento de 3m entre as mesas, equipamentos de proteção individual para todos os funcionários...

E festejando este momento de reabertura, supernovidade. Pratos que, até agora, eram exclusivos dos eventos com assinatura WGourmet, agora estão oficialmente no menu Picuí. Como a incrível “Lagosta Gratinada”, e a transcendental  “Paella dos Milagres”, incluindo camarões, lagostas, lulas e polvos, que se destaca entre todas as delicias do cardápio fixo. Entre as sobremesas, o sorvete de tapioca com mel de engenho segue provocando gemidos e profundos suspiros.

Claro que este seguimento de “comer e beber fora de casa” movimenta muito a economia, e este momento de reabertura era ansiosamente aguardado por todos, incluindo empresários, funcionários, fornecedores e clientes. E para que esta flexibilidade no isolamento social não tenha vida curta, só depende da gente. É manter atenção e todos os devidos cuidados.

Na figura de Wanderson, minha admiração, amizade e respeito aos cozinheiros e chefs que atuam em Alagoas, que deixam a Vida + saborosa!!!


Fonte: Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

Felipe Camelo é jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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