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03/09/2020 às 16h45

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Letras Vivas, Imortais Idem

Academia Alagoana de Letras - Reprodução

Nestes tempos em que Educação, Cultura e Ciência tem sido tão absurdamente desprestigiadas, é preciso seguir produzindo conhecimentos, preservando as histórias do passado sem deixar de escrever novos capítulos para o futuro, nem deixar de viver o presente. 

E neste agora, a vida desafiada e ameaçada pelo Coronavírus, cuja pandemia vem parando o mundo desde março, devemos reagir e resistir. Doença nova e desconhecida, sem informações sobre ela, sem remédio nem vacina, isolamento social foi a maneira encontrada para barrar a rápida e fatal contaminação. Aglomerações, nem pensar.

E assim, instituições paralisaram reuniões, como a Academia Alagoana de Letras, que não deixou de produzir atividades e conteúdos. Vitoriosos projetos vem mantendo a AAL na vitrine do Brasil e do mundo, utilizando as ferramentas da tecnologia. Sim, a língua é viva e sempre se atualiza, assim como as formas de se comunicar.

Os Imortais - Milena Lima/Reprodução

Ativo presidente, acadêmico Alberto Rostand Lanverly com inúmeras e valiosas  ações. Como o “Academia Alagoana de Letras junto a você”, com mensagens otimistas, positivas e operantes, gravadas por seus Imortais, sugerindo atividades culturais para enfrentar este forçado e necessário confinamento.

Na sequência, “Academia Alagoana de Letras Convida”, que movimentou abril, com 10 personalidades gravadas em vídeos incluindo depoimentos, poesias, músicas, leituras de autores alagoanos... Seus perfis em plataformas digitais, como Facebook, Instagram e YouTube vem tendo frequente aumento de acessos. Como no especial de Marco Lucchesi, presidente da Academia Brasileira de Letras e sócio benemérito da Academia Alagoana de Letras. Sem deixar de aplaudir também a participação de Cacá Diegues, duplamente Imortal, da AAL e da ABL.

Também tiveram muitas visualizações e curtidas, Elieser Setton, Heleninha Paiva, Selma Britto, Chico de Assis, Ricardo Cabús, Paulo Poeta, Alfredo Gazzaneo Brandão, Dom Antônio Muniz.

E colecionando sucessos, a Academia segue com seus projetos, como o também incrível “Alagoanidades”, que já eternizou Carlos Méro, Mírian Gusmão Canuto, Carlito Lima, monsenhor Pedro Teixeira, Jucá Santos, Vinicius Maia Nobre, Eliana Cavalcante, Rosiane Rodrigues, Ivan Barros, Ronald Mendonça, Marcos Daví, Jorge Luiz Soares, Fernando Maciel, Marcos Bernardes de Mello, Temóteo Correia, Benedito Ramos, Fernando Gomes, Arnaldo Paiva Filho, Milton Hênio de Gouveia, Diógenes Tenório Júnior. No conjunto desta obra coletiva, verdadeiro “raio X” do estado, com preciosas informações culturais, históricas, geográficas...

Presidente Alberto Rostand Lanverly  - Reprodução

E nesta pandemia, o 4* projeto capitaneado por Alberto Lanverly segue movimentando a cultura em Alagoas. No próximo, “Letras Alagoenses Ontem, Hoje e Sempre”, os atuais ocupantes das 40 seletas cadeiras resgatam a história literária dos Imortais que os antecederam. Como o próprio presidente, por exemplo, que é o 5* ocupante da cadeira n* 3, que vai falar em vídeo caseiro, sobre o patrono Ambrósio Lyra, advogado, engenheiro, natural de Passo de Camaragibe, onde também nasceu Lima Júnior, que ocupou a mesma cadeira 3, Paulo de Castro Silveira, cônego Teófanes de Barros e Antônio Sapucaia.

Importantíssima ação, para o público que se enriquece culturalmente, e também para os acadêmicos, que se ocupam e se preocupam em elaborar e produzir seus depoimentos, resgatando os ilustres precursores e confirmando que, consequentemente, eles próprios terão suas histórias contadas e eternizadas, merecidamente, por tudo que fazem, enriquecendo e valorizando o nome de Alagoas, berço de inúmeros e talentosos criadores.

A partir deste próximo sábado, até o final do ano, sempre às 4as e domingos, basta acessar o canal no YouTube ( @academiaalagoanadeletras ) devidamente repercutido no Facebook e Instagram. “E porque Alagoenses e não Alagoanas?”, me perguntou Lanverly, que rapidinho respondeu: “1 dos 1*s jornais da nossa terra, ainda no século XIX, início do século XX, chamou-se Íris Alagoense, que é, inclusive, nome de rua. Este projeto é também homenagem ao jornal, instrumento, ferramenta de divulgação das letras, que vem sendo abraçado e celebrado por todos os membros desta instituição que, no dia 1* de novembro próximo, completa 101 anos de atividades, inclusive e principalmente, culturais.


Fonte: Felipe Camelo


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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