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Velas Telas - 4ª noite

Arte em Movimento - Velas Telas

Quem acompanha meu trabalho sabe como sou alagoano, com muito orgulho. Sou profundamente apaixonado por Alagoas, muito além de Maceió, afinal, reconheço a beleza e a importância de todos os municípios e suas particulares características. Principalmente as identidades culturais de cada região, seus saberes e fazeres culturais, que traduzem as tradições do povo de cada área. 
Nesta 2ª edição do Arte em Movimento - Velas Telas, pesquisando sobre os artistas, observei que cada 1 deles nasceu e cresceu numa cidade diferente, confirmando enorme e profunda diversidade. Diversidade no sentido mais amplo. Esta multiplicidade enriquece a história de Alagoas, confirmando que  todas as linguagens merecem respeito, vitrine, e aplausos. Se completam, se complementam. Não competem. Harmonia poética proporcionada pela Arte. 

E assim tem acontecido desde o último dia 17. A idealizadora e curadora Mirna Porto Maia vem escrevendo lindo e lúdico capítulo na evolução cultural caeté. Com patrocínio Magazine Luiza através de Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, apoio cultural Aloo Telecom, realização Ponto de Produção, execução Núcleo Zero, Velas Telas vem apresentando a cada noite, obras de 4 artistas, ampliadas em alvas velas de jangadas, numa incrível projeção mapeada. 

Praticando todos os cuidados de segurança contra a pandemia, infelizmente, o público nesta edição não chega aos milhares que prestigiaram em 2019. Mas, por causa do Coronavírus, o projeto tem alcance mundial, já que os espetáculos estão sendo transmitidos pelo canal no YouTube. Na areia da ponta da Ponta Verde, somente as 100 pessoas envolvidas, alguns artistas participantes e seus familiares. Os horários diferentes em cada noite depende da maré chegar ao grau 0, para que as jangadas se fixem na areia.

Esta noite, Marta Emília vai transbordar com suas cores recortadas, num impressionante quebra-cabeças, que surpreendentemente,  ultrapassam superfícies. Mas Marta Emília não se limita aos conhecidos recortes. Em suas experiências, porcelana, pintura e pintura recortada, garantindo sempre identidade própria.  Tridimencionalmente. 

Em seguida, Pedro Cabral, verdadeiro cronista alagoano, que traduz palavras em pinceladas, ativas, vivas. Arquiteto, urbanista, professor... Pedro domina o espaço da tela e vai além dela. E provoca muito mais que a visão. Autoral sensorial, liga a memória do espectador invocando inúmeras lembranças. Suas tintas a óleo ou acrílicas contam histórias, de personagens, da vida, da cidade, dele, dos seus, de todos nós. 

Joe Santos enrique a noite Ele, que sempre adorou desenhar, desde bem 'moleque', 2º o próprio, que vem ganhando respeito e admiração com seus inconfundíveis grafites, transformando o conceito que se tinha desta urbana linguagem artística como vandalismo, depredação. Estudante universitário, desenvolveu estilo próprio, conquistando inclusive clientes. Não tem tema definido, animais, paisagens, caricaturas... que ganham forma em traços livres. Se confessa feliz enquanto pinta, como que em transe, e esse estado de espírito fica registrado e explícito.. 

Não vou dizer que Delson Uchôa simplesmente encerra esta edição do Velas Telas. Com seu talento, seus traços, suas cores, suas formas, sua energia... enquanto fecha com chave de ouro, com chave de platina, simbolicamente, abre a próxima edição do Arte em Movimento. Na cena, direção de David Farias, performance de Bicho da Seda, com bailarinos estudantes da Escola Técnica de Artes da Ufal, 

Pelo horário da maré, esta noite, o espetáculo está confirmado, a partir das 1h30. E com certeza, este de hoje terá energia extra, no Dia da Consciência Negra, que é foco deste Arte em Movimento - Velas Telas, assim como as mulheres, também são inspiração e estímulo. Imperdível. 

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Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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