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25/02/2021 às 19h16

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imunidade não é impunidade

corporativismo explícito e sem-vergonha

Imagem Wikipédia/reprodução

Incrível, impossível não reagir e repercutir este absurdo,  + este. 

Sim, você já pensou de que absurdo estou 'falando' aqui, já que, o que não tem faltando no Brasil são absurdos, inúmeros, , mas meu assunto hoje é bem factual, já que o fato está em curso. 

Inicio meu comentário repercutindo a recente prisão em flagrante do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que foi preso por ofensas, ataques e ameaças à Constituição, ao país, aos Ministros do Judiciário,ao povo. Confesso que, quando vi os deputados votando pela manutenção de sua prisão, evitando embate com o STF, imaginei que viria reação. De alguma forma, viria.  Em paralelo, outro absurdo envolvendo e comprometendo a liberdade da também deputada Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ), acusada de mandar filhos e netos matarem o marido e sócio, que já foi seu 'filho' e 'genro' também. Complicada esta história, não é? Nem Nelson Rodrigues no auge da inspiração. Nem Dias Gomes ou Janete Clair imaginaram este confuso e sórdido roteiro, que mistura política, sexo, religião, dinheiro, poder, fama... ignorância, ganância. Além do inflado e violento deputado ser mantido preso, ela  corre risco de ser expulsa do partido, e  temporariamente afastada da Câmara Federal, cujo Conselho de Ética vem "discutindo" estes 2 casos aqui citados. Ah! Muito abalada com o que vem "sofrendo", a deputada, pastora, cantora gospel...  foi internada por overdose de remédios. Só na performance. 

E, rápida como raio, a reação corporativista confirma que eles não deixariam barato, e que se blindariam de futuras punições do Supremo Tribunal Federal diante de seus crimes, já que no Congresso, delitos não faltam, dos + diversos graus, gêneros e periculosidade. Sim, tanto no Senado quanto na Câmara, legisladores invertem impunidade e impunidade. Votando pela prisão do deputado carioca, evitaram confronto direto com o Poder Judiciário, mas era óbvio que apresentariam 1 plano B para garantir impunidades no futuro. 

Confirmando que minha expectativa tinha fundamento,  Arthur Lira (PP-AL), rápido no gatilho, colocou a pauta em votação, sem passar por nenhuma das Comissões, como é rito. E defendendo a proposta de emenda à Constituição, propõe mudanças para não permitir a prisão dos futuros flagrados e denunciados, e os investigados ficarão "sob custódia" da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Só não se sabe ainda se a detenção será na sede do parlamento ou em suas luxuosas residências, e não +  na sede da Polícia Federal, como acontece. 

Série de diversas manobras para resguardar os "edis", seguem em plena e franca articulação. Franca, não. Negociatas fora da ata costumam ser bem caras, caríssimas, pagas com dinheiro de nossos impostos. 

Infelizmente, ignorância, carência e miséria guiam os votos, e acabam elegendo  pessoas sem consciência de que políticos são servidores públicos e não formam casta superior vivendo profissionalmente da política e de suas benesses e mordomias.  Eleitos, começam logo formando os filhos para que aproveitem o trem da alegria e se iniciem logo cedo na "carreira". Registam as crianças com nomes de ancestrais, numa ligação direta com a política. Já nascem 'candidatos'. São verdadeiras capitanias eleitoreiras hereditárias. Estava pensando, com elevado grau de ganância, esse povo não tem vergonha. Acham pouco as formas legais e oficiais de receber verbas públicas e, na certeza da impunidade, se danam na bandidagem, saqueando nossos impostos, que deveriam ser investidos e aplicados em educação, saúde, ciência e cultura. Com estes setores em pleno funcionamento e qualidade, os números da violência seriam mínimos, eu creio. 

Como também acredito que cada pessoa escreve sua história de vida, registrada na eternidade. E quem pratica esses crimes todos que citei aqui, serão sempre lembrados exatamente, e principalmente, por seus crimes. 

Enquanto edito e você lê esta postagem, a votação está movimentando bastidores e plenário. Só nos resta aguardar e reagir. 

Que vergonha!!!

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Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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