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S de Saúde, Sanidade, Solidariedade

Fernando Zhiminaicela-pixabay/reprodução

Confesso que nunca comecei um texto com a tristeza que estou sentindo agora, aqui na sala de casa, sozinho, editando a postagem deste dia 3 de março. Motivos não me faltam para estar assim, preocupado com a nossa realidade no presente e principalmente no futuro. 
Como já escrevi em outros textos, antigamente, sem Internet e tantos meios de comunicação, era muito mais difícil controlar uma pandemia planetária como esta do Coronavírus. recorde de casos e mortes, 27% a mais que na semana passada aqui no Brasil. É incrível o grau de irresponsabilidade das pessoas, que seguem vivendo como se não estivéssemos correndo gravíssimo risco. 

Percebi que na primeira 'onda', as pessoas ficaram mais assustadas e respeitaram mais as regras de manter isolamento social, uso constante de máscara e manter a constante higienização das mãos, inclusive com álcool em gel. 

O Brasil vem assustando e preocupando todos os países do mundo, principalmente com esta variante ainda mais contagiosa e fatal, surgida aqui. Eu?  Só saio se houver forte motivo, e mesmo assim, mantendo rigorosa atenção com todos os cuidados. E sempre vejo muita gente circulando com o rosto descoberto ou usando máscara no queixo, no pescoço ou pendurada numa orelha. Ou mesmo presa na bolsa ou roupa. Hoje mesmo, ouvi uma caixa do supermercado reclamando da obrigatoriedade da máscara, dizendo para a outra caixa que só usava no trabalho porque é obrigada, mas que, saindo de lá, já tira e só coloca se for obrigada a entrar em algum lugar. Quando me meti na conversa para dar minha opinião, ela disse que a máscara provoca muito incômodo. Peguei o celular e mostrei a imagem de um tubo que é introduzido na garganta para que o paciente possa respirar. Ela não se mostrou assustada, e eu, incrédulo e cansado,paguei minhas compras e fui embora. 

Sou tão solidário com os que faleceram, com os que estão sofrendo e principalmente com os milhares de brasileiros que tem se dedicado em tempo integral nesta guerra contra o Covid19. Já me flagrei evitando até postar foto minha sem máscara em redes sociais. Muito menos feliz da vida, rindo, afinal, não consigo me sentir assim diante de tanto sofrimento. Fico inclusive constrangido quando vejo fotos na Internet como se não estivéssemos enfrentando esta pandemia. 

Eu já havia até "combinado comigo mesmo" que não reagiria mais desta forma que estou reagindo aqui agora, mas não consigo. É mais forte que eu. Tenho a esperança que consiga convencer pessoas que, por ela e por todos nós, é fundamental praticar empatia, evitar aglomerações e manter afastamento social. Colocar-se no lugar do outro é prova de humanidade. E inteligência. 

Confesso que estou muito cansado disso tudo, exausto, esgotado. Só me dá vontade de ficar em casa, para me proteger e evitar que eu seja obrigado ao convívio com estes seres não humanos, ignorantes, mesmo. 

Sozinho dentro do carro, mantenho a máscara no meu rosto. Não quero ser visto como se eu não estivesse reconhecendo o incrível trabalho dos envolvidos nesta batalha, como médicos, enfermeiros, maqueiros, coveiros... É inclusive cafona seguir vivendo como se estivéssemos em outra realidade. Já ouvi especialista dizendo que "ninguém faz ideia do terror que vamos viver neste próximo mês". Consequência das festas clandestinas de Natal, Ano Novo, Carnaval. 

Claro que sei que a indústria, o comércio, os serviços... precisam se manter ativos, produzindo e lucrando. Mas enquanto a população não for devidamente vacinada, a economia  não terá vigor. Não vou, pelo menos nesta postagem, escrever o que acho do absurdo comportamento do negacionista governo federal. Mas não vou. Não quero confundir posicionamento político e ideológico com esta minha opinião sobre este criminoso comportamento de grande parte da população. 

Nesta nova onda de contaminação, os jovens são os que mais tem se infectado, certos de que nada vai-lhes acontecer. E o pior, acabam transmitindo o vírus com pais e avós. Brasil afora, 

Termino confirmando também que sigo fazendo esforço para manter a esperança de que esta pandemia será controlada e, principalmente, que homens e mulheres mereceram a classificação de humanos. 

Tenho Fé!!! 


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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