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31/03/2021 às 13h05

Blogs

Ê Vida...

... que segue além dela

Entre flocos de nuvens, lua quase cheia

Começo me desculpando por não ter conseguido manter meu intento de voltar ao cotidiano de postagens diárias aqui no blog como sempre fiz, aproveitando para confirmar minha alegria com a repercussão do texto que publiquei na última 2ª-feira, falando da dificuldade que venho tendoo em me concentrar e escrever sobre algum tema que tenha me chamado atenção. Garanto que minha intenção era essa, das postagens diárias, mas ontem o dia foi daqueles, no sentido de complicado, pesado e doloroso mesmo. 
Há alguns meses, apareceu 1 sinal nas minhas costas, próximo ao meu ombro esquerdo, diagnosticado como câncer maligno de pele. Procurei  dermatologista do SUS no Pan Salgadinho, e os devidos procedimentos foram tomados. Curiosamente, na semana passada, apareceu 1 caroço na minha filha de 4 patas, a Toda, igualmente diagnosticado como câncer de pele, e ontem, nova cirurgia para a retirada do mal. 

Também ontem, amigos me informaram da partida de Luiz Alves Pinto Júnior, que foi infectado pelo Coronavírus, que, 2º soube, provocou enfarto fulminante como consequência. Ele que conheci na infância na rua Pedro Monteiro, onde Lulinha morava com sua família, a mesma rua em que morava minha avó paterna, Afra. onde nos conhecemos. Garanto que nunca vi Lulinha participando de fofoca, sendo grosseiro, ou desejando o que não era seu. Nunca fez mal para ninguém, pelo contrário, era daquelas pessoas que nasceram para ajudar. Inteligente, bem humorado, divertido, era doce. 

Talentoso decorador e 'designer' de interiores, tinha estilo próprio, pessoal e intransferível, e seus trabalhos eram facilmente identificáveis, sua assinatura é inconfundível. 

Soube que ele foi vítima da planetária pandemia, conseguiu controlar o Covid19, mas, na última 2ª-feira, infarto fulminante como consequência, e que o levou para outro plano. Seu sepultamento foi na tarde de ontem, mas, como eu estava envolvido com a cirurgia de Toda, não pude ir pessoalmente me despedir dele. 

Assim, aqui no blog, compartilho a dor de familiares e amigos, que, assim como eu, sentiremos sua falta. Mas, como digo e escrevo, não creio que a vida comece na maternidade nem termine no cemitério. Há vida além deste plano. Tenho mentalizado nele desejando que siga em Paz, no Caminho da Luz. Creio também que é eterno quando é incrível, quando marca, e não quando dura 'trocentos' anos. 

E meu querido amigo Lulinha escreveu incrível e linda História de Vida, tornando-se inesquecível. 

Aproveito a ocasião e o tema para reforçar a fundamental recomendação: fiquem em casa se puderem, e caso precisem sair, usem máscaras, 1 sobre outra, para garantir integridade, mantenham distanciamento, e total higienização das mãos, de preferência com água e sabão, ou álcool em gel. Hospitais públicos ou privados estão lotados, beirando colapso. Participar de festas 'clandestinas' é, no mínimo, absurdo e criminoso. 

Se pessoas que tem se cuidados não estão livres deste vírus, quem nega esta realidade tem como garantia muito sofrimento, para si e para parentes e amigos. 

Caríssimos leitores, muitas reações sobre esta matéria, inclusive acabei de receber a informação que o saudoso Lulinha foi vítima de fulminante enfarto, mas não do Coronavírus, como soube assim que o lamentável fato ocorreu. Neste tão confuso momento, não tive tempo nem 'cabeça' para investigar ou ligar para algum parente dele. Só agora é que tive a confirmação do que estou escrevendo aqui, agora. Conversei com meu editor, Ricardo Leal e ele me sugeriu acrescentar este parágrafo, esclarecendo tudo. Assim, me desculpo, confirmando minha constante preocupação com a veracidade dos fatos. Reforço meu agradecimento pelos positivos comentários que venho recebendo nas + diversas mídias sobre esta postagem de hoje. E repito a recomendação, cuidem-se, o momento é grave, gravíssimo. 


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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