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05/04/2021 às 20h37

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No Foco e na Pauta

E começo repetindo que sei  que o mundo é redondo e dá voltas sem parar. Ciclos se encerram e novos se iniciam. Com eles, mudanças, transformações. Por + cansativas e  dolorosas que possam ser, são momentos de desafios e dificuldades, mas que me estimulam profundamente. Adoro mudar. 

Não estou pensando em mudanças físicas, mas também as trocas de endereço são incríveis. Eu mesmo, já morei em várias cidades de vários estados e empacotar tudo, e viajar incluindo filho de 4 patas, dá muito trabalho, mas a adrenalina e a expectativa do novo acelera o coração e a cabeça. É bom d+. 

Outros tipos de mudança também fazem parte da minha história. Passei no vestibular de Física, depois de Meteorologia, até que me graduei em Jornalismo, que me profissionalizou também como fotógrafo, definindo minha linguagem inspirado nas diversas novelas que fiz como assistente de direção. 

De volta para Maceió, convite para trabalhar em jornal impresso. Trabalho diário, sem rotina, da redação para atender diversos convites e cobrir o que acontecesse na cidade.  Uns 25 anos de jornalismo sério num formato de coluna social, com horário para começar e sem hora para acabar. Como já publiquei, numa única noite estive em 6 eventos, dirigindo, fotografando, colhendo informações... + nunca outra maratona dessa

Mas, há uns 2 anos, fui incluído numa relação de profissionais demitidos do maior grupo de Comunicação de Alagoas, e como também já publiquei, descobrimos que nossos FGTSs nunca haviam sido depositados. Assim como todos os direitos trabalhistas.Vida que segue, mantendo a esperança.

Com essa pandemia que nos exige empatia e isolamento social, e sem o trabalho diário em tantos compromissos, estou seriamente confinado em casa. Meu mundo intramuros Como tenho 1 jardim enorme, tenho fotografado detalhes do 'meu meio ambiente', como folhas, flores, fungos, frutos, cogumelos, animais, galhos, pores do sol (de cima de minha laje). Só não consigo ficar muito tempo sem fotografar, até porque minhas fotos estão 'prontas', eu as reconheço assim que vejo algo que me chama atenção e registro.

Assim como os objetos do meu olhar mudaram, minhas pautas também se transformaram. Sem o compromisso do formato coluna social, com notas em poucas linhas, tenho editado e publicado matérias jornalísticas, textos grandes, comentários, crônicas sobre os diversos assuntos que tem movimentado o mundo. O colunista se apresenta plenamente como jornalista, tanto na revista Painel Alagoas como aqui no blog. Meus editores confirmam total liberdade de pauta, linguagem e conceito. 

Sempre me senti otimista, positivo e operante, principalmente depois do gravíssimo acidente automobilístico que sofri em 1999, tendo ficado muito tempo em coma, parada cardíaca e tudo. 

Obviamente, meu modo de ver e viver se transformou. Vi de perto como a vida pode ser breve, e com tantas pessoas mentalizando e desejando minha recuperação, em diversas formas de praticar a fé, nas + diversas religiões, tive certeza que ninguém é alguém se outro alguém, impossível ser feliz, ou triste, sozinho. Todos precisamos de todos, inclusive do meio ambiente e seus animais. Na pele, 'humildade', 'compaixão', 'fé', 'amor', 'harmonia' e 'tesão' tatuados em mim.

Com tantas informações, impossível não ver o que está acontecendo no mundo, com milhares de pessoas morrendo, não só pelo Coronavírus. Aqui o Brasil, principalmente, genocídio por coletiva ignorância de 'negacionista' ideologia, recusa ao uso de máscaras e distanciamento social, provocando generalizada infecção, lotando hospitais públicos e/ou privados. 

Solidário sou com os que não resistiram, seus familiares e amigos, e principalmente aos profissionais das diversas áreas envolvidas na linha de frente no combate ao pandêmico vírus. Por isso tudo, tenho me sentido bem triste. Tanto por ainda aguardar que a Justiça se movimente pelos direitos trabalhistas dos demitidos e seus devidos pagamentos (que citei no começo desse texto), quanto pelo comportamento de muitos brasileiros que, infectados em baladas e afins,contaminam pais, mães, avós, filhos, parentes, vizinhos, amigos... antes de sofrer muito e morrer, lotando também cemitérios, em sepultamentos 24h, praticamente. 

Com todos estes absurdos e lamentáveis fatos aqui mencionados, tem sido difícil para mim manter o coração e a mente tranquilos, focando somente em notícias leves, positivas, evitando abordar temas que não incluam fatos negativos. Para mim, como ser humano e jornalista,  impossível me cercar de flores e borboletas numa redoma climatizada cercado de quem não quer ver a realidade, e a nega. 

Tanto na revista impressa quanto no Portal digital, tenho escrito sobre os + diversos assuntos, sempre divulgando fatos sem deixar de dar minha pessoal opinião. Se o fato for "pra cima", melhor ainda, mas se não, não posso deixar de tratá-lo com a máxima imparcialidade. Nem sempre consigo, já que alguns assuntos me atingem profundamente e preciso desabafar, na necessidade de 'desobstruir o peito' e também para chamar  atenção da sociedade na vontade de ajudar, melhorar algo que me faz mal, e a muita gente. 

Outro dia recebi telefonema de amigo da vida toda, preocupado comigo, inclusive por causa do que venho publicando ultimamente. Carinhosos conselhos ouvi e agradeci também pelos elogiosos comentários sobre meu trabalho, me certificando qualidade artística, "artista não pode subir no palco com cara feia, emburrada, triste e evite se contaminar com notícias ruins", me disse ele. E garanti que não sou de ficar navegando na Internet atrás de notícias ruins, nem da pandemia nem da política, Mas algumas se apresentam como socos no meu estômago e reagir é humano, é sobrevivência. E como eu posso reagir? Escrevendo, publicando. 

Sim, claro que concordo quando meu amigo diz que preciso "focar na beleza da vida", tanto que, como fotógrafo também de arte, dentro de casa mesmo, venho registrando a beleza da natureza como já escrevi ali em cima, mas como jornalista, opiniões e comentários surgem em mim, sendo impossível não compartilhar com leitores e internautas. Tanto que, quem acompanha minhas postagem confirma essa pluralidade e diversidade de pautas que posto. 

Entrei no Portal e copiei links de algumas postagens recentes,  como lançamento de livro, exposição de arte, eventos de moda, gastronomia, esporte, e algumas homenagens para pessoas queridas que partiram, não necessariamente vítimas do Covid19. 

Reforço meu agradecimento pela prova de carinho e amizade que recebi com este citado telefonema, mas infelizmente não vou conseguir abstrair tristes fatos da realidade que vivemos e somos vítimas nesse caótico mundo. Agradeço inclusive todas as outras atitudes que esse meu amigo sempre demonstrou comigo, meu trabalho, minha família. Tenho certeza de sua amizade. Que retribuo no mesmo grau, claro. 

Serei + feliz quando esse turbilhão passar e zilhões de borboletas sobrevoarem sobre todos nós. Tudo isso vai passar, mantenho minha fé. 

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/186008/fragil-forte

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/185775/a-acao-do-sal-e-do-tempo

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/185388/exagerado-eu

https://painelnoticias.com.br/blogs/felipe-camelo/185152/afetiva-nordestina


Felipe Camelo por Felipe Camelo

 Jornalista formado no Rio de Janeiro. Em Alagoas, passou pelas principais redações de jornais e portais .Tem em sua história profissional a cobertura de vários eventos importantes festivos e culturais em Maceió e outras cidades. É um apaixonado por fotografia. Para Felipe, “fotografar significa congelar o tempo”.

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